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quinta-feira, 8 de março de 2018

A rede subterrânea do slb

É impossível representar, num só esquema, a totalidade da rede subterrânea que os dirigentes do slb montaram, paulatinamente, ao longo da última década (de 2007 a 2017).
Contudo, o esquema seguinte, publicado no jornal O JOGO de ontem (07-03-2018), dá uma ideia dos “tentáculos” e das áreas, dentro e fora do futebol, abrangidas por essa rede de informações, influências, troca de favores e corrupção.

Paulo Gonçalves e a "rede" (clicar para ampliar)

Esta rede tinha (tem?) de tudo: árbitros, ex-árbitros, vice-presidentes do Conselho de Arbitragem, observadores de árbitros, delegados da Liga, elementos das comissões de Disciplina e de Justiça da FPF, elementos do TAD, elementos do Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça, empresários de futebolistas, etc.

Perante tudo aquilo que veio a público ao longo dos últimos meses;
Perante tantos factos envolvendo a cúpula dirigente do slb;
Perante os gravíssimos indícios (para dizer o mínimo), de que os últimos campeonatos terão sido adulterados por ação de elementos desta rede, não há consequências?

Até quando, o presidente da Liga, o presidente da FPF e o Secretário de Estado do Desporto irão continuar a assistir a este espetáculo indecoroso, de braços cruzados e a assobiar para o lado?

domingo, 12 de novembro de 2017

Dos e-mails à REDE ENCARNADA

Investigação ao caso dos e-mails no principal telejornal da TVI

Em 10 de junho passado, uns dias após o Diretor de Informação e Comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, ter iniciado a bombástica revelação pública de e-mails, que nos últimos anos foram trocados entre diferentes personagens com ligações ao SLB, eu publiquei um artigo (Oremos pelos “padres” pecadores), onde escrevi o seguinte:

«Chegados a este ponto, pode dizer-se que todos os objetivos imediatos (de curto prazo), resultantes da denúncia feita no último ‘Universo Porto da Bancada’, foram alcançados. Eu diria mesmo que foram ultrapassados, tal foi o impacto mediático e a desorientação evidente que provocou nos “milhafres” de carnide, que mais parecem galinhas tontas.»

De facto, os benfiquistas ficaram atarantados, sem saber o que fazer ou dizer e, em termos de reações, houve de tudo. Silêncios ensurdecedores, falhas de memória seletivas, reações envergonhadas, não-reações e até confissões implícitas (do tipo “vocês fizeram parecido”).

Cinco meses depois, a partir da revelação de outros e-mails (feitas no Porto Canal, no jornal EXPRESSO e na revista SÁBADO), tudo é muito mais claro. Os adeptos do futebol e o público em geral, ficaram a saber que a rede de poder e de influências montada pelo SLB é enorme e abrange, ou abrangeu, todas as áreas do futebol português, nomeadamente:

- um ex-Presidente da Liga de Clubes (Mário Figueiredo);

- um ex-Presidente da Assembleia Geral da Liga de Clubes (Carlos Deus Pereira);

- um ex-VicePresidente do Conselho de Arbitragem da FPF, responsável pela classificação dos árbitros (Ferreira Nunes);

- vários ex-delegados da Liga (com destaque para Nuno Cabral, o “menino querido”);

- um ex-responsável pela nomeação dos delegados (o engenheiro Fidalgo);

- um ex-árbitro da AF Braga (Adão Mendes);

- um membro do Tribunal Arbitral do Desporto (Miguel Lucas Pires);

- um ex-presidente da Comissão Disciplinar da Liga e atual membro do TAD (Ricardo Costa);

E, claro, o presidente e vários elementos da estrutura do SLB (Luís Filipe Vieira, Paulo Gonçalves, Pedro Guerra).

Chegados a este ponto, a grande novidade dos e-mails não foi revelar que havia (há) uma vasta rede subterrânea a “trabalhar” em prol do SLB. Mesmo sem termos acesso às provas digitais/documentais que foram divulgadas, isso há muito tempo que era óbvio (em março de 2014, eu publiquei um artigo que intitulei Os aliados e “criadas de servir” de Vieira).

O grande mérito dos e-mails foi o de identificar, de forma inequívoca, vários rostos desta rede, revelar uma extensa teia de ligações, que envolveram os mais altos responsáveis do SLB e mostrar o refinamento a que se chegou nos métodos adoptados para ganhar jogos e campeonatos.

O esquema seguinte, publicado no JN, mostra apenas uma parte da REDE ENCARNADA.

Ligações entre diferentes rostos da Rede Encarnada (JN)

Cinco meses depois, este caso deixou de ser, unicamente, um caso de e-mails divulgados no Porto Canal.
Este caso “saltou” dos programas do Porto Canal para a generalidade da comunicação social, fez capa em jornais insuspeitos de terem uma agenda portista e chegou às televisões generalistas, mesmo aquelas cuja orientação é mais pró-SLB e anti-FCP.

Duas capas do Correio da Manhã de Junho de 2017

Investigação ao caso dos e-mails (Jornal 8 da TVI)

O mailingate, a rede de influências (Tempo Extra, SIC Notícias)

E o impacto deste caso é cada vez maior, como o próprio SLB reconhece. Por exemplo, no recurso que apresentou no Tribunal da Relação à sentença do Tribunal Cível do Porto, o qual recusou a providência cautelar que visava proibir o diretor de comunicação do FC Porto de continuar a divulgar e-mails, o SLB refere que a contínua divulgação de mensagens de correio eletrónico dos seus dirigentes, tem provocado um enfraquecimento da ligação emocional dos adeptos ao clube.
Pudera, ao verem revelado publicamente o “segredo” de como foi ganho o treta campeonato, quem é que não ficaria emocionalmente afetado?

Cinco meses depois, penso que devíamos deixar de chamar a este caso o “caso dos e-mails”. Os e-mails são, apenas, um elemento de prova (como seriam escutas, se algum juiz tivesse a coragem de pôr os telemóveis do presidente do SLB ou de Paulo Gonçalves sob escuta).

Este caso deve ser designado de acordo com o cerne da questão, isto é, como o caso da REDE ENCARNADA (ou algo parecido), porque é disso que se trata. Continuarmos a chamar a este caso o “caso dos e-mails” é desviar o foco para o assessório e um favor que fazemos ao SLB.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

SLB “confirma” veracidade dos e-mails

Capa do 'Correio da Manhã' de 04-08-2017

De acordo com a capa de hoje do ‘Correio da Manhã’, o SLB confirma, de forma implícita, que os e-mails apresentados pelo FC Porto no programa ‘Universo Porto – da Bancada’ são verdadeiros.

Porque, como é óbvio, se os e-mails foram “roubados” é porque existem (é impossível roubar o que não existe…).
E se o SLB avançou com uma ação por “acesso ilegítimo a correspondência privada” é porque essa correspondência (leia-se, troca de e-mails, entre diversos atores do futebol português e elementos da estrutura benfiquista) existiu mesmo.

Ora, como Portista, só posso agradecer ao SLB o contributo que acaba de dar para o total apuramento dos factos e para haver verdade desportiva no futebol português (algo que não existiu nos últimos anos).

Finalmente, espero que a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária e o Ministério Público aproveitem esta “deixa” do SLB e aprofundem as inquirições que, suponho, estão em curso.

Porque, quero acreditar, o melhor está para vir...

sábado, 10 de junho de 2017

Oremos pelos “padres” pecadores

Francisco J. Marques a ler os e-mails no 'Universo Porto da Bancada'

Na última terça-feira à noite, no programa ‘Universo Porto da Bancada’, o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, denunciou um esquema de poder, um esquema de tráfico de influências, um esquema de corrupção moral na arbitragem portuguesa (dificilmente se consegue provar a corrupção material). E, para suportar as suas afirmações, apresentou (leu) um conjunto de e-mails trocados entre um ex-árbitro da AF Braga (Adão Mendes) e um funcionário de peso do SLB, o mediático diretor de conteúdos da Benfica TV (Pedro Guerra).

As reações a esta denúncia não se fizeram esperar.

Os jornais, quer os desportivos, quer os generalistas, mais ou menos contrariados, com maior ou menor destaque, fizeram eco desta “bomba”. Primeiro nas suas edições online

[Record], [O JOGO], [JN], [DN], [PUBLICO], [A BOLA], [AS, Espanha], com as palavras "corrupção", "árbitros" e/ou "Benfica" nos títulos…

… e depois nas versões em papel.

Os e-mails comprometedores nas capas de vários jornais


As três televisões do regime – RTP, SIC e TVI – também não puderam ignorar esta denúncia bombástica, com o assunto a ser notícia em telejornais e a ser objeto de comentário/debate noutros programas.

Na sequência do impacto mediático, vieram as reações das instituições:
da associação de classe dos árbitros (APAF);
e da Federação Portuguesa de Futebol (Conselho de Disciplina da FPF).

Perante a avalanche mediática e as reações em cadeia que se verificaram, qual foi a resposta do SLB?
A nação benfiquista ficou em choque, sem saber muito bem o que dizer (a cartilha da semana não previa este assunto…), ao ponto do “primeiro-ministro” (Luís Filipe Vieira) ter adiado uma entrevista à RTP 1, a qual estava agendada (e chegou a ser anunciada) para a passada quarta-feira (dia 7 de junho).

E que disseram os dois interlocutores dos e-mails?
Adão Mendes, o “árbitro vermelho”, remeteu-se ao silêncio.
Quanto a Pedro Guerra, cuja cabeça começa a ser pedida por alguns benfiquistas desesperados, a comunicação social anunciou que irá reagir domingo à noite, na TVI24, numa edição especial do programa ‘Prolongamento’.
Cinco dias para reagir?
É normal. Depois do choque, é preciso tempo para o grupo de crise do SLB reler todos os e-mails que foram trocados (é bem provável que o FC Porto tenha em seu poder mais e-mails do que aqueles que já mostrou) e preparar a cartilha oficial a debitar…

Chegados a este ponto, pode dizer-se que todos os objetivos imediatos (de curto prazo), resultantes da denúncia feita no último ‘Universo Porto da Bancada’, foram alcançados. Eu diria mesmo que foram ultrapassados, tal foi o impacto mediático e a desorientação evidente que provocou nos “milhafres” de carnide, que mais parecem galinhas tontas.

Agora, para além de manter o assunto na ordem do dia, os responsáveis do FC Porto precisam de preparar as próximas etapas, de modo a pressionar e obrigar as diversas instituições a (re)agir.

Evidentemente, o inquérito aberto pelo Ministério Público terá como destino o arquivamento (ninguém está à espera de outra coisa, quando o alvo é o clube do regime).

E o processo aberto pelo Conselho de Disciplina da FPF também resultará em nada (no dia em que o SLB for punido, a sério, na justiça desportiva, o futebol português acaba).

Por isso, as “munições” de que o FC Porto dispõe têm de ser bem gastas tendo, como alvo principal, o “polvo” da arbitragem – árbitros no ativo, responsáveis pela nomeação dos árbitros, observadores, responsáveis pela classificação dos árbitros.
Este “polvo”, que foi criado pelo SLB com “muito trabalho”, tem de ser desmantelado.

Para começo de conversa, sugiro que, ao longo dos próximos ‘Universo Porto da Bancada’, vá sendo apresentada uma seleção de jogos das últimas quatro épocas (2013/14, 2014/15, 2015/16 e 2016/17), que tenham sido adulterados por decisões dos oito “padres” – Jorge Ferreira, Nuno Almeida, Manuel Mota, Vasco Santos, Rui Silva, Hugo Pacheco, Bruno Esteves e Paulo Baptista.

Em cima: Manuel Mota, Bruno Esteves, Nuno Almeida, Hugo Pacheco
Em baixo: Vasco Santos, Jorge Ferreira, Rui Silva, Paulo Baptista
(foto: maisfcporto.com)

Não havendo provas concretas de corrupção material (que são sempre muito difíceis de obter, a não ser que os próprios confessem), de modo a suportar o seu afastamento da arbitragem, parece-me que a melhor estratégia é cozinhar estes “padrecos” em lume brando.

Ora, como todos estamos recordados, não faltam decisões arbitrais, que permitem estabelecer um nexo de causalidade entre o que é referido nos e-mails e a atuação dos oito “padres” em inúmeros jogos.

Alguns exemplos que, ao longo das últimas quatro épocas, foram referidos neste blogue:











Meus senhores, ajoelharam?
Pois agora vão ter de rezar…

quinta-feira, 23 de março de 2017

“Sei como é que isto se faz”

No programa ‘Universo Porto da Bancada’ da passada terça-feira, foi dado destaque a declarações de um comentador benfiquista, proferidas na véspera, no programa ‘Prolongamento’ da tvi24, acerca da transmissão televisiva do Paços Ferreira x Benfica (feita pela SportTV).

Pedro Guerra, imagens do programa 'Prolongamento' (tvi24) do dia 20-03-2017

[Pedro Guerra]: O que eu desafio, não sei quem é que foi o responsável pela realização, é que mostre as imagens do minuto 52:09 [do jogo Paços Ferreira x Benfica]

[Sousa Martins]: Às vezes podem não estar disponíveis…

[Pedro Guerra]: Mas porquê? É que não estão sistematicamente. Ó Sousa Martins, sabe, eu também percebo disto. Eu trabalho nisto e sei como é que isto se faz, sei como é que se escondem lances.


Para quem não sabe, Pedro Guerra foi a pessoa que, quando era jornalista no semanário O Independente, tornou público o crime de roubo pelo qual Luís Filipe Vieira foi condenado a 20 meses de prisão.

Entretanto o mundo deu muitas voltas e, após ter feito as pazes com o cadastrado que preside ao SLB, atualmente Pedro Guerra é assalariado de uma das empresas do grupo SLB e um dos principais “pontas-de-lança” dos encarnados de Lisboa na comunicação social.

Pedro Guerra, entrevista ao jornal i (07-11-2015)

Ora, se em qualquer circunstância seria grave alguém dizer que sabe como é que se escondem lances e, desse modo, se manipulam as transmissões televisivas, mais grave se torna quando essa afirmação é feita pelo diretor de conteúdos da Benfica TV (rebatizada BTV), canal que transmite os jogos em casa do SLB.

Há muitos anos que, no ‘Reflexão Portista’, escrevo sobre este assunto, o qual me parece ser da maior importância.







O futebol é, cada vez mais, um jogo televisivo (com inúmeros "foras de jogo milimétricos" e "penalties de televisão"), em que aquilo que não aparece nas imagens transmitidas pelos operadores televisivos é como se não existisse.

Testes do vídeo-árbitro na "Cidade do Futebol", Novembro de 2016 (fonte: FPF)

Ora, se ao serviço de uma televisão supostamente independente e neutra (como a SportTV), um realizador já tem o poder de destacar uns lances e ignorar outros, é óbvio qual é a tendência quando está a trabalhar para a televisão de um clube.

Aliás, não é por acaso que, nas dezenas de jogos em casa que já foram transmitidos pela Benfica TV (BTV), é muito difícil chegar-se ao final de um jogo com a ideia de que o SLB foi beneficiado por erros de arbitragem. É que, quem controla as imagens, controla a “verdade” oficial…

Por isso, estas revelações de Pedro Guerra são muito importantes (mais do que uma confissão, eu quase diria que servem de elemento de prova) e deveriam ser utilizadas pelo FC Porto para, junto da Liga/FPF, UEFA, ERC, Governo, contestar os regulamentos que permitem que o canal de um clube transmita os próprios jogos.

Pedro Guerra na BTV

A guerra ao “polvo” encarnado será longa e envolve muitas batalhas. Uma das batalhas que é necessário travar é a das transmissões televisivas dos jogos da I Liga, as quais têm de obedecer a regras muito apertadas porque, como confessou publicamente o diretor de conteúdos da BTV, “sei como é que isto se faz, sei como é que se escondem lances”.

quinta-feira, 9 de março de 2017

O tetra da fanfarronice

Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra, André Ventura, Hugo Gil, A BOLA, Record

Após uma 1ª mão ilusória (cheia de falhanços escandalosos dos avançados do Borussia Dortmund e defesas "milagrosas" do GR benfiquista), desta vez,…
… sem o colinho a que estão habituados em Portugal e…
… sem a sorte monumental que tiveram no jogo da 1ª mão,…
… até o atual 3º classificado da Bundesliga (a 13 pontos do líder Bayern Munique!), mesmo desfalcado de Raphaël Guerreiro e dos internacionais alemães Mario Götze e Marco Reus, foi suficiente para lhes espetar 4 secos!

Pois é, um banho de realidade não faz mal a ninguém, principalmente aos "humildes" benfiquistas…

Nota: Eu ouço e leio as queixas dos benfiquistas em relação à arbitragem do inglês Martin Atkinson, sorrio e imagino o jeito que daria ao SLB ter um Nuno Almeida (árbitro do SLB x GD Chaves), Jorge Ferreira (árbitro do Estoril x SLB) ou Bruno Esteves (árbitro nomeado para o próximo SLB x CF Belenenses) a arbitrar estes jogos europeus.