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sábado, 4 de outubro de 2014

O incendiário e as lágrimas de crocodilo

Eu sou assim, os outros são hipócritas. Os outros são uns rufias que andam no futebol.

Não se enxergam e nem a idade lhes dá vergonha. Tive que aturar estes rufias há tão pouco tempo. Refiro-me ao comportamento do presidente do FC Porto no Estádio de Alvalade.

Todo aquele comportamento, com aquele olhar dele, que sou muito bem educado...


Estas são algumas das declarações provocatórias e até ofensivas feitas pelo presidente do Sporting Clube de Portugal, ao canal do clube, tendo, mais uma vez, como alvo o presidente do Futebol Clube do Porto.

Já há muito que toda a gente percebeu, que Bruno de Carvalho, à falta de melhor, não hesita em recorrer a ataques e insultos para dar nas vistas.
Os dirigentes do Futebol Clube do Porto, e muito bem, têm-no deixado a falar sozinho.

Mas, perante sucessivas afirmações deste teor, as quais, para além de contribuírem para agravar o mau relacionamento existente entre os dois clubes, irão criar um clima de alta tensão nos próximos jogos entre dragões e leões, os responsáveis do futebol português não têm nada a dizer?

E o Governo, quer através do Secretário de Estado do Desporto, quer do Conselho Nacional contra a Violência no Desporto, vai continuar, impávido e sereno, a assistir a este tipo de declarações incendiárias?

Meus senhores, daqui a duas semanas, no dia 18 de Outubro, vai disputar-se um FC Porto x Sporting para a Taça de Portugal.
Se, nesse dia, ocorrerem desacatos, ou mesmo cenas de violência envolvendo adeptos dos dois clubes, por favor, poupem-nos ao fingimento de virem para as televisões chorar lágrimas de crocodilo.


E, quanto à comunicação social do regime, que reproduz e amplifica, sem qualquer comentário crítico (por onde andam os editoriais inflamados?), os ataques e declarações ofensivas do presidente do Sporting, espero que não tenham a desfaçatez de vir dizer, que eventuais cenas de violência são da responsabilidade dos dirigentes dos dois clubes.

domingo, 8 de junho de 2014

Mais um acto criminoso de benfiquistas contra o FC Porto

Porque há quem tenha memória seletiva, é preciso lembrar:

2000
«Há uma década atrás, ainda no antigo Estádio da Luz, o autocarro da equipa de hóquei em patins do FC Porto sofreu uma emboscada e foi bloqueado no fim do jogo. O ataque foi planenado e preparado ao pormenor. As cenas que se seguiram foram de pânico para os elementos da comitiva portista. Dezenas de indivíduos de claques afectas ao benfica invadiram o autocarro e foram agredindo quem lhes apareceu pela frente. Os nossos atletas defenderam-se como puderam dos ataques com gás pimenta, tacos de baseball e sticks de hóquei. O hoquista Filipe Santos, ainda no activo, sofreu graves lesões no cérebro tendo ficado em coma e sendo operado à cabeça com urgência. As consequências não foram mais graves porque apareceu Pedro Miguel, na altura basquetebolista do benfica, que ajudou a acalmar os ânimos da claque enraivecida.»

21 de Junho de 2008

24 de Janeiro de 2010

16 de Maio de 2010
Um autocarro e várias viaturas ligeiras com adeptos do FC Porto, alvo de uma autêntica metralha de calhaus na saída da CRIL para a 2ª Circular.

8 de Junho de 2014
O autocarro que transportou a equipa de hóquei em patins do FC Porto até Turquel, onde este fim de semana está a ser disputada a fase final da Taça de Portugal, foi vandalizado durante a noite.

As fotos seguintes falam por si…

Autocarro do FC Porto - parte da frente (foto: Maisfutebol)

Autocarro do FC Porto - parte lateral (foto: Maisfutebol)

Autocarro do FC Porto - parte de trás (foto:Maisfutebol)

Mais um acto criminoso de benfiquistas contra um autocarro do FC Porto.

Enfim, ontem como hoje, são os mesmos de sempre.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O pirómano, o manhoso e os homens de preto

Cerca de duas horas antes do início do último FC Porto x Sporting, um grupo de 94 indivíduos, maioritariamente vestidos de preto, juntaram-se na Avenida Fernão Magalhães, a partir de onde iniciaram uma onda de provocações e violência tendo como alvo adeptos do FC Porto que apanharam pela frente.
Este grupo dirigiu-se ao Estádio do Dragão, irrompendo pela Alameda das Antas, provocando o pânico e arremessando garrafas de cerveja e pedras, que atingiram, pelo menos, quatro pessoas.
Perante a natural reação de adeptos do FC Porto, incluindo alguns elementos das claques portistas, os “corajosos” indivíduos vestidos de preto correram em direção ao perímetro de segurança, saltaram os torniquetes (na zona da Entrada 25 do Estádio do Dragão) e fugiram para dentro do estádio.

Estes são os factos que foram vistos por muita gente, relatados pelos jornalistas presentes, confirmados pela polícia e dos quais há imensas fotos, filmagens e testemunhas.

Sobre estes tristes acontecimentos, a PSP emitiu no domingo à noite um comunicado com o seguinte teor:

«A PSP faz saber que um grupo com 100 indivíduos, vestidos de negro e sem qualquer identificação clubística, de forma organizada e muito coesa, provocou desacatos e forçou a entrada junto da porta 25 do Estádio. O referido grupo envolveu-se em agressões com adeptos do FC Porto, situação que foi prontamente sanada através de intervenção policial, que repôs a ordem pública.
Os indivíduos que provocaram os desacatos, foram intercetados no interior do Estádio, tendo sido dali retirados e conduzidos junto de departamento policial de forma a serem devidamente identificados (100 indivíduos) e averiguadas as circunstâncias em que cometeram aqueles factos.
São suspeitos da prática dos crimes de participação em rixa, assim como introdução em local vedado ao público, dando-se assim cumprimento aos procedimentos policiais adequados».


Mais tarde, soube-se, através de fontes policiais, que estes indivíduos fazem parte de um grupo denominado Sporting Casuals (estão referenciados pela Unidade Metropolitana de Informações Desportivas), não utilizam cachecóis, camisolas ou quaisquer adereços do seu clube (embora vários deles tenham tatuagens e outros símbolos do Sporting), não acompanham as tradicionais claques leoninas e vão ao futebol, sem bilhete, com um único objetivo: causar distúrbios.

Perante todos estes factos, a maior parte dos quais devidamente comprovados e outros sustentados em evidências, seria de esperar alguma contenção dos dirigentes, particularmente dos dirigentes do clube de que estes indivíduos são adeptos. Mas não, com a arrogância que caracteriza os “viscondes de Alvalade”, na segunda-feira à noite, a Direção do Sporting, liderada por um individuo provocador, que nas semanas que antecederam o clássico tudo fez para incendiar os ânimos, teve a desfaçatez de emitir um comunicado onde consta o seguinte:

«Vários Sportinguistas foram agredidos nas imediações do estádio do dragão. Ao invés do clube da casa repudiar totalmente estas atitudes, como esta Direcção já o fez em situações similares, começou a circular um rumor de que um grupo de Sportinguistas teria provocado desacatos, facto ainda não confirmado, que “justificaria” tais atitudes bárbaras e inqualificáveis. Até ao momento, ao serem vistas as imagens televisivas e fotográficas disponibilizadas, verificou tratar-se de um conjunto de pessoas onde as únicas que se conseguem identificar são do clube da casa.»

Mas nesta estratégia de “lavagem” e sacudir a água do capote, Bruno Carvalho e seus muchachos não estão sozinhos.

Nos dois dias seguintes a estes graves incidentes, o jornal dirigido pelo Querido Manha, fez duas capas (na 2ª e 3ª feira) que dizem quase tudo acerca da pouca vergonha e ética profissional que o caracteriza.

No meio disto tudo, não posso deixar de elogiar o comportamento que a Direção do FC Porto assumiu até agora. Primeiro deixou o Bruno a falar sozinho e, perante as cenas de violência provocadas pelo grupo Sporting Casuals, adoptou uma postura de contenção para não deitar mais achas para a fogueira. Impecável!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O “crime” de ser ex-jogador do FC Porto

«Um grupo de cerca de 15 adeptos do Benfica insultou e humilhou o jogador Nuno Marçal, do Maia Basket, depois da partida desta equipa com o Ovarense, disputada anteontem no pavilhão da Luz. Após disputar as meias-finais do troféu António Pratas, a equipa maiata dirigiu-se ao restaurante Terceiro Anel para jantar e foi confrontada com a presença do grupo.

Dirigiram-se a mim de forma agressiva e disseram-me que eu não podia jantar ali. Depois, um dos adeptos pegou no meu prato de sopa e entornou-mo na cabeça. Ainda consegui desviar-me e apenas fui atingido na orelha e no pescoço”, revelou a A BOLA Nuno Marçal, que não chegou a apresentar queixa.»
in abola.pt


Convém salientar o seguinte:

1º) A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), dirigida pelo senhor Mário Saldanha, decidiu centralizar a fase final do Troféu António Pratas no pavilhão da Luz (porquê?).

2º) A equipa do Maia Basket, uma das quatro finalistas, foi jantar ao restaurante indicado pela Federação Portuguesa de Basquetebol, situado no estádio da Luz.

3º) Pelos vistos, nem a FPB, nem o clube anfitrião, acautelaram minimamente os aspetos relacionados com a segurança das equipas finalistas, que foram abandonadas à sua sorte.

4º) A equipa do Maia Basket, após os insultos, ameaças e ataque de que foi alvo Nuno Marçal, teve de abandonar o restaurante "Terceiro Anel" e precisou de escolta policial até à A1.

Equipa do Maia Basket a sair do estádio da Luz (fonte: Facebook do MaiaBasket Clube)

5º) O Maia Basket é um clube que esta época vai fazer a sua estreia na Liga Portuguesa de Basquetebol e, que se saiba, nunca houve problemas em jogos anteriores contra o slb.

6º) Estes graves incidentes ocorreram no sábado à noite e, que eu tenha conhecimento, o presidente da FPB, o senhor Mário Saldanha, ainda não se pronunciou publicamente.

7º) Que eu saiba, até este momento, ainda não foi publicado qualquer comunicado ou pedido de desculpas no site oficial do slb.



Depois de já terem atacado, com extrema violência, a equipa de hóquei do FC Porto à saída do pavilhão da Luz; depois de já terem queimado, nas imediações do estádio da Luz, uma camioneta de adeptos do FC Porto; desta vez o alvo do ódio benfiquista foi um jogador de 37 anos, internacional português, cujo único “crime” é ter jogado e sido capitão da equipa do FC Porto.

Deve ser isto a que alguns vândalos chamam, orgulhosamente, ser benfiquista…

terça-feira, 19 de março de 2013

As agressões que o país viu

«A SIC divulgou ontem [16-03-2013], no Jornal da Noite, imagens de videovigilância referentes a confrontos entre adeptos do Benfica e seguranças da empresa 2045, no final do encontro entre as águias e o Sp. Braga, no dia 27 de fevereiro, a contar para as meias-finais da Taça da Liga.

Nas referidas imagens, registadas cerca de uma hora após o final da partida, é possível ver um grupo de adeptos – um deles com um ferro na mão –, ainda retidos nas bancadas do Estádio AXA por motivos de segurança, a agredir a murro e pontapé os seguranças, homens e mulheres, até à chegada de um polícia, que, com o recurso a gás pimenta, consegue afastar os agressores.»
in record.pt
 
 
«(...) A SIC apresentou, no passado sábado, um “exclusivo” no seu principal bloco informativo. O exclusivo não resultou de qualquer trabalho jornalístico, resumiu-se apenas à transmissão de imagens que foram “entregues” a um jornalista da redacção da SIC no Porto. A SIC limitou-se a reproduzir imagens que alguém tinha interesse em que fossem difundidas.
Ao contrário do que mandam as normas deontológicas que regem a profissão, a SIC avançou com as imagens sem que de forma idónea pudesse constatar coisas tão básicas como se as imagens tinham sido previamente seleccionadas e editadas, o tempo e as circunstâncias das mesmas. Também teria ficado bem à SIC avisar os telespectadores que as imagens lhes tinham sido facultadas.
 
Foi pena a SIC não ter querido fazer um trabalho exaustivo sobre a violência nos campeonatos nacionais de futebol deste ano e o seu denominador comum: Braga B-Leixões, Braga B-Belenenses, Vitória de Guimarães B-Braga B, Braga–Paços de Ferreira e, ainda este fim-de-semana, o Braga B-Sporting B.
 
Posto isto, fica claro para o Sport Lisboa e Benfica que:
a) A SIC prestou no sábado, de forma assumida, um serviço a alguém;
b) Que não quis fazer um trabalho sério sobre a violência no futebol português;
c) Que o Ministério Público deve investigar as imagens difundidas pela SIC em forma de antena de “aluguer”, as suas causas, o enquadramento em que tudo aquilo se verificou, mas também o crime que está por detrás da exibição dessas mesmas imagens.»
Comunicado do slb, 18-03-2013
 
 
P.S.1 Tendo as violentas agressões sido perpetradas por adeptos benfiquistas e ocorrido dentro de um estádio, quais serão as consequências para o slb?
 
P.S.2 Quando todas as televisões adoptarem a "ética" e "normas deontológicas" rigorosas da benfica TV, este tipo de problemas deixarão de existir...
 
P.S.3 Como o comunicado do slb ilustra de forma eloquente, as relações entre bracarenses e benfiquistas são tão "boas", que eu continuo sem perceber por que razão Lima é jogador do slb, em vez de vestir de azul-e-branco.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Claques, violência e a desfaçatez de Eugénio Queirós

Um conhecido jornalista, adepto do Leixões, simpatizante do slb e anti portista figadal, escreveu o seguinte no seu blogue:

«Na passada 6.ª feira, em Braga, um adepto bracarense, de 39 anos, morreu na sequência de mais uma zaragata. Ao fugir da confusão, foi atropelado mortalmente. (curiosamente, o Sp. Braga chegou oficialmente a informar que o que aconteceu nada teve a ver com o jogo de futebol...). Não importa muito saber como foi. Importa sobretudo saber porque aconteceu.»

Não importa saber como foi?!
Não importa perceber por que razão uma camioneta com adeptos do FC Porto, quando se dirigia ao estádio Axa, parou (ou teve de parar) na via rápida que atravessa Braga?
Não importa investigar se a camioneta com adeptos do FC Porto foi (como alguns testemunhos sugerem) alvo de uma emboscada efetuada por membros da claque bracarense Red Boys?

Pois bem, a versão oficial da PSP de Braga é a seguinte:
"Um grupo de adeptos do Braga apedrejou o autocarro do FC Porto e o atropelamento mortal registou-se logo a seguir. Não se sabe ainda se a vítima fazia parte daquele grupo"

Mas, do texto publicado por Eugénio Queirós no seu blogue, a melhor parte é esta:

«Dos clubes que conheço, o Benfica é o único que não passa cartão às suas claques. Faz muito bem. Não precisa delas para nada. Nos outros, é o que se sabe: as claques são tratadas com carinho e respeito.»

Como? O slb não passa cartão às suas claques?!!!
É inacreditável como é que um jornalista português, supostamente sério, que acompanha há décadas o fenómeno desportivo em Portugal, pode escrever uma coisa destas.

«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como "A Casinha".
(…) Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.»
in EXPRESSO, 16/11/2008


«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros. O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. (...)
A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína.»
in PUBLICO, 16/05/2009


«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos – e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que "facilite" na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais.»
in Correio da Manhã, 18/05/2009


No futebol português parece valer tudo mas, pelo menos da parte dos jornalistas desportivos, deveria haver um mínimo de ética e deontologia profissional.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Os incendiários de serviço

Os títulos e destaques de 1ª página escolhidos pelo jornal A BOLA, no dia seguinte ao último SC Braga x FC Porto, tinham dois alvos claros: o treinador do FC Porto ("Dragão brincou com o fogo e queimou-se") e a principal claque do FC Porto ("Morte antes do jogo").

Sobre as opções do treinador do FC Porto, ao nível da gestão do plantel, já me pronunciei brevemente num comentário ao jogo e falarei num outro artigo a publicar.

Quanto à morte de um adepto bracarense antes do jogo, é um assunto demasiado grave para ser tratado com ligeireza. Por isso, deve-se ter muito cuidado naquilo que se diz e escreve e não misturar situações comprovadas com especulações.

No final do jogo, quando alguns jornalistas e órgãos de comunicação social lisboetas já tinham difundido a versão de que o membro dos Red Boys tinha morrido na sequência de confrontos graves entre as claques dos dois clubes, o diretor de comunicação do clube minhoto, Marco Aurélio Carvalho, compareceu na sala de imprensa e afirmou (para quem o quis ouvir) que o incidente nada teve a ver com confrontos entre claques.

Já ouvi e li que o atropelamento do membro dos Red Boys ocorreu quando este ia a fugir de adeptos portistas mas, para além desta versão não estar confirmada, convinha que os jornalistas que a difundiram tentassem, pelo menos, perceber porque razão é que uma camioneta dos Super Dragões terá, alegadamente, parado na via rápida que atravessa Braga e alguns adeptos terão, alegadamente, saído da mesma em perseguição do adepto bracarense que faleceu após ser atropelado.

O que está comprovado é o facto de, após o final do jogo, a camioneta que transportava a comitiva oficial do FC Porto ter sido apedrejada quando se dirigia ao Porto, o que aconteceu pela segunda vez no espaço de uma semana. Mas isso, claro, não é assunto que mereça qualquer destaque do jornal A BOLA.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Um cobarde perigoso que anda pelos relvados

O artigo seguinte é da autoria de Carlos Muñiz e foi publicado no site madrid-barcelona.com

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David Navarro, un tipo peligroso

La agresión con el codo de David Navarro a Cristiano Ronaldo no supone una novedad en su historial, que está plagado de situaciones escabrosas por un exceso de celo en el empleo de la agresividad.

David Navarro ha desarrollado su carrera en el Valencia y en el Mallorca. Luego probó la aventura suiza en el Neuchatel, no salió bien y optó por volver a España para enrolarse en el Levante.

Tanto en el Valencia como en el Mallorca logró adquirir una bien ganada fama de hombre duro, de uno de los futbolistas más duros del fútbol español. Se le recuerda especialmente un episodio en la temporada 2006/07 al final de un encuentro de Champions League que enfrentó al Valencia con el Inter en el Luis Casanova. Una vez terminado el partido los jugadores de ambos equipos se enzarzaron en una agria discusión, él salió del banquillo y agredió al argentino del Inter Burdisso, ocasionándole una fractura del tabique nasal. La UEFA decisió aplicarle una severa sanción de siete meses. La imagen de David Navarro corriendo por delante de los jugadores del Inter, que le perseguían después de haber agredido a Burdisso, dio la vuelta al mundo.



En 2009, en un partido que diusputó frente al Barcelona, le pisó a Messi acercándose a él por detrás en los primeros compases del partido.

El pasado año agredió a Javi Martínez y Llorente, en la visita del Valencia a Bilbao con dos codazos que provocaron una brecha en la cabeza de Llorente y una hemorragia nasal en Javi Martínez. Al final fingió ser él el agredido y salió del campo en camilla.

¿Se atreverá el Comité de Competición a actuar de oficio en la entrada de Burdisso?

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Como é possível que a Real Federación Española de Fútbol (RFEF) permita que este "cavalheiro" (há quem lhe chame criminoso) continue a praticar futebol?

E os dirigentes da UEFA, perante a quase total passividade e inoperância da RFEF, não têm um pingo de pudor, quando assistem a estas coisas e a seguir enchem a boca a apregoar fair-play?


Nota: As fotos, os destaques a negrito e a introdução de links no texto são da minha responsabilidade.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O ódio anti-Porto compensa

Em Maio de 2010, em programas da Benfica TV, António Pragal Colaço incitou à violência (“vamos ter de puxar das armas”), pré-anunciou a retaliação (“ela já está programada”) e previamente legitimou-a, quando se dirigiu a um outro benfiquista presente no programa com argumentos do tipo “se queres continuar a ser cabeçudo o problema é teu”.

Evidentemente, ninguém pode provar que houve uma relação directa entre as declarações incendiárias de Pragal Colaço e o apedrejamento de vários carros de portistas, que ocorreu em Lisboa poucos dias depois (após a final da Taça de Portugal 2009/10), mas o facto indesmentível é que a Benfica TV apadrinhou a criação de um clima de ódio anti-Porto.

Perante o escândalo público motivado pelo “vamos ter de puxar das armas” e “a retaliação já está programada” pensei, ingenuamente, que os responsáveis benfiquistas iam ter um bocadinho de pudor e dar instruções para que António Pragal Colaço entrasse em quarentena, deixando de ter acesso privilegiado aos órgãos de comunicação do slb. Mas ele continuou a andar por lá e até foi convidado para assinar artigos de opinião no jornal 'O Benfica'!

Hoje, à hora de almoço, apercebi-me que não são apenas os responsáveis do slb que têm Pragal Colaço em alta conta. Ao fazer um zapping por vários canais, fui parar ao programa da TVI 'Você na TV' e lá estava ele, como "Consultor jurídico" da TVI, a conversar com o Manuel Luís Goucha e a comentar alguns casos que lhe eram apresentados.

Já se sabia que quem ataca o FC Porto e/ou o Pinto da Costa era promovido a herói nacional. Mas, no país mais centralista da Europa, onde impera a mediocridade, a "cunha" e o amiguismo, o caso de Pragal Colaço é demonstrativo que promover o ódio anti-Porto pode ser ainda mais rentável, quer em termos de projeção mediática, quer em convites para uns "tachos" jeitosos.

domingo, 17 de junho de 2012

Benfica = violência em todas as modalidades


«O Sporting Clube de Portugal lamenta o comportamento dos elementos do Benfica durante o jogo deste sábado, referente ao playoff do Campeonato Nacional de Futsal.
A pressão dos elementos do Benfica sobre a equipa de arbitragem foi contínua durante o encontro. O nervosismo foi evidente, tendo sido, inclusivamente, partida a porta de um dos balneários do Pavilhão Paz e Amizade, em Loures. Houve agressões e ofensas por parte de elementos da equipa do Benfica a membros dos Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal, a funcionários do Clube e a membros da Federação Portuguesa de Futebol, nomeadamente ao responsável máximo do futsal e ao coordenador técnico do Conselho de Arbitragem.»
comunicado publicado no site oficial do SCP


Nos últimos anos, todos ou quase todos os episódios de ofensas, agressividade e violência no desporto português têm um denominador comum: o slb
Foi no futebol sénior;
Foi no futebol júnior;
Foi no basquetebol;
Foi no hóquei em patins;
E foi ontem no futsal.

Só não digo que um dia isto vai acabar muito mal, porque esse dia já aconteceu, quando elementos de uma claque do slb agrediram barbaramente e puseram em estado de coma um hoquista do FC Porto (Filipe Santos) e, principalmente, quando um adepto do slb assassinou um adepto do SCP em pleno estádio municipal de Oeiras.

Infelizmente, falta coragem a quem direito - federações e governantes - para meter estes senhores na ordem.

P.S. E a propagação do ódio contra os adversários continua em todas as modalidades, conforme demonstrou o diretor do hóquei em patins encarnado no final do encontro com o Tigres de Almeirim...

domingo, 10 de abril de 2011

Pedradas sem reacção

«A viagem da comitiva do FC Porto até Lisboa, feita ontem à tarde, ficou manchada por um incidente. Cerca de cinco quilómetros antes das portagens de Alverca, já quando um grande dispositivo policial envolvia o autocarro portista, voaram algumas pedras para a auto-estrada, atiradas por mãos escondidas atrás de uns taipais, e que não acertaram no alvo por pouco. Uma viatura policial descaracterizada que seguia perto do autocarro precisou, aliás, de desviar-se das pedras que estavam no asfalto, ao mesmo tempo que um agente no banco de trás mostrava a "shotgun" a quem a quisesse ver.»
in ojogo.pt


«A Casa do FC Porto de Sintra, no Cacém, foi alvo de uma tentativa de intrusão, antecedida por ataques com um "very-light", pedras e garrafas. O ataque terá ocorrido durante a noite e deixou cinco vidros partidos nas instalações da Casa do FC Porto de Sintra, que está localizada no Cacém.»
in record.pt


«A casa do FC Porto de Sintra, com sede no Cacém, foi esta madrugada vandalizada (...). Segundo fonte policial, um grupo indefinido de pessoas tentou assaltar as instalações, mas como não conseguiram arrombar o portão, os indivíduos limitaram-se a arremessar pedras e garrafas durante um período prolongado
in abola.pt


«Vários veículos de adeptos do FC Porto foram atingidos por pedras e bolas de golfe na sua passagem pela zona de Telheiras, Lisboa, no dia em que se disputa o clássico que pode decidir o campeonato português (...) De acordo com a edição on-line do jornal 'A Bola', as forças de segurança estão a ser desafiadas por moradores do Bairro da Horta Nova, que do topo dos prédios atiraram pedras aos agentes da polícia»
in cmjornal.xl.pt


«A comitiva que segue na A1 o autocarro do FC Porto, que conquistou no domingo o título nacional de futebol, foi alvo de um lançamento esporádico de pedras, tendo sido atingida a viatura da Agência Lusa, embora sem consequências materiais. O automóvel seguia poucos metros atrás do autocarro dos campeões nacionais e da escolta policial, quando, à saída de Aveiras em direcção ao Porto, foi alvejado duas vezes em poucos segundos, segundo o jornalista da Lusa que o conduz.»
in publico.pt


Vendo os destaques da comunicação social, particularmente das televisões, parece que tinha sido "só" a policia a ser atacada à pedrada por adeptos benfiquistas. Infelizmente isso não é verdade. Na véspera do jogo, na madrugada do dia do jogo, na tarde do dia do jogo e após o jogo, o autocarro do FC Porto, casas do FC Porto e viaturas de adeptos do FC Porto foram alvo de pedras, garrafas, bolas de golfe e até de um ataque com um very-light.

Espero que tudo aquilo que se passou no passado fim-de-semana tenha, pelo menos, servido para ser definitivamente enterrada a teoria dos "bons" e dos "maus". É que há energúmenos no Norte e no Sul, vestidos de azul ou de encarnado.

P.S. Para que conste, já passaram sete dias e, da parte dos responsáveis do slb, não houve qualquer reacção a lamentar e condenar estes factos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Assobiar para o lado


Quero louvar publicamente a eficaz cooperação entre a Liga e as autoridades, deixando um cumprimento especial aos agentes de segurança pública, que têm feito um grande trabalho no interior e exterior dos estádios, por forma a evitar manifestações de violência
Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, 25/02/2011


Após o apagão da Luz, o subintendente Costa Ramos, responsável pelo dispositivo policial destacado para o slb x FC Porto, não perdeu tempo e, publicamente, criticou os responsáveis benfiquistas:

Ao desligarem as luzes e ao ligarem a rega puseram em causa a segurança dos agentes da polícia em serviço no interior do estádio e isso não pode voltar a acontecer”.

Quanto aos incidentes que ocorreram antes do jogo, Costa Ramos afirmou:

Repare que os incidentes foram provocados por alguns adeptos do Benfica e envolveram apenas a polícia”, acrescentando que tinham sido “detidos 11 adeptos encarnados, seis dos quais por terem arremessado pedras, dois por atitudes agressivas para com a polícia, dois por transportarem material pirotécnico e um por atirar com berlindes para o banco do FC Porto, os quais atingiram um agente policial”.

A comunicação social tem comentado o apagão, essencialmente, sob o prisma do mau perder, ausência de desportivismo e total falta de fair-play dos actuais dirigentes benfiquistas (gostava de saber o que é que a UEFA e, principalmente monsieur Platini, têm a dizer sobre este caso).
Sem minimizar estes aspectos, principalmente por a ordem ter vindo de quem passa a vida a apregoar o contrário (bem prega Frei Tomás…), importa salientar que este caso tem contornos muito mais graves e, conforme referiu o subintendente Costa Ramos, a decisão dos responsáveis do slb podia ter tido “consequências lamentáveis”, aumentando em muito o risco de invasão de campo.

Segundo a PSP, estavam cinco mil adeptos do FC Porto no estádio da Luz, os quais tiveram de aguardar cerca de uma hora às escuras, antes de poderem abandonar o estádio. Ora, com o estádio às escuras, um dos elementos principais do sistema de segurança – as câmaras de videovigilância –, e que é obrigatório por lei, deixou de poder funcionar. Ou seja, a PSP deixou de poder ver e monitorizar as bancadas do estádio através das câmaras de vigilância.
Ninguém responde por isto?
Mais. O que teria acontecido se, devido ao estádio estar às escuras, algum adepto tivesse caído e fracturado uma perna ou um braço? Como é que seria socorrido e por quem? E se houvesse desacatos entre os adeptos, ou entre os adeptos e os stewards, como é que os mesmos seriam controlados?
Isto não interessa às entidades públicas com responsabilidades nesta área, nomeadamente ao ainda Secretário de Estado da Juventude e do Desporto?

E o ainda Ministro da Administração Interna, tão rápido a reagir noutras alturas, o que tem a dizer perante todos estes factos? Desta vez não diz nada?
Pois, parece que nos camarotes não faltou a luz…



P.S. Apesar da direcção do slb ter impedido a entrada no estádio dos adereços transportados pelas claques do FC Porto; apesar dos adeptos portistas terem passado por quatro barreiras e sido sujeitos a uma revista minuciosa (incluindo tirar os sapatos), fazendo com que muitos deles só tivessem entrado no estádio após o resultado já estar em 1-2; apesar do indecoroso e irresponsável apagão no final do jogo; não há registo de qualquer incidente violento provocado por adeptos do FC Porto. Que grande bofetada de luva azul-e-branca!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ele continua a andar por lá

No final da época passada, em programas da Benfica TV, António Pragal Colaço incitou à violência (“vamos ter de puxar das armas”), pré-anunciou a retaliação (“ela já está programada”) e previamente legitimou-a, com argumentos do tipo “se queres continuar a ser cabeçudo o problema é teu”.

E, de facto, houve uma violência brutal após a final da Taça de Portugal, com vários carros particulares e um autocarro de adeptos portistas e flavienses a serem apedrejados no IC17.

Evidentemente, ninguém pode provar que houve uma relação directa entre as declarações incendiárias de Pragal Colaço e o apedrejamento de portistas que ocorreu em Lisboa poucos dias depois, mas é óbvio que a Benfica TV e os responsáveis da mesma ficaram muito mal na fotografia, ao terem apadrinhado a criação de um clima de ódio anti-Porto.

Perante o escândalo público motivado pelo “vamos ter de puxar das armas” e “a retaliação já está programada”, pensei que os responsáveis benfiquistas, para manterem as aparências, iam dar instruções para que António Pragal Colaço entrasse em quarentena e deixasse de ter acesso privilegiado aos órgãos de comunicação do slb. Mas, pelos vistos, ele continua a andar por lá. Desta vez, assinando artigos de opinião no jornal 'O Benfica'.


Perante isto, eu pergunto: Qual é a moral desta gente (dirigentes e comentadores benfiquistas) para atacarem a postura dos dirigentes do FC Porto e, vestindo a pele de cordeiros, virem apelar à não-violência?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pedrada na hipocrisia


A violência em contexto desportivo, ou envolvendo agentes desportivos é, evidentemente, lamentável e condenável, sejam quais forem os antecedentes.

Contudo, em vez de discursos moralistas à posteriori, vindos de auto-proclamadas “virgens pudicas”, seria importante que se combatesse de forma séria as raízes desta violência, a qual começa no discurso dos “bons” e dos “maus” e termina no quase apartheid mediático a que o FC Porto e os seus adeptos são votados pela comunicação social do regime.

Sejamos claros. Enquanto…

… a comunicação social agir de forma vergonhosamente sectária, empolando as situações de violência de que são alvo indivíduos do slb e minimizando, ou mesmo ignorando, idênticas situações em que os alvos são azuis-e-brancos;

… houver ministros do governo português, que reagem prontamente e em tom grave aos incidentes em que os visados são do slb, mas mantêm um silêncio ensurdecedor quando os agredidos são do FC Porto;

… o presidente do slb continuar (in)conscientemente a atacar a Justiça e a pôr em causa as decisões dos tribunais, porque estes, vejam bem, tiveram o desplante de contrariar as “sábias” e “isentas” decisões do dr. Ricardo Costa na Liga de clubes;

… vice-presidentes do slb (como Sílvio Cervan e Rui Gomes da Silva) fizerem da sua participação em programas televisivos, ou jornais, espaços de fundamentalismo clubista e constantes provocações ao FC Porto;

… o director de comunicação do slb continuar a promover conferências de imprensa onde, entre outras “pérolas”, insinua que profissionais do FC Porto (no caso o treinador) estarão ligados a uma pretensa agressão a um dirigente do slb;

seguranças contratados pelo slb puderem, à vista de toda a gente, ameaçar ou agredir de forma impune, quer em aeroportos, quer no túnel ou relvado da Luz;

… a promiscuidade entre o slb e a comunicação social amiga for ao ponto de se fazerem reuniões para definição de estratégia, na qual participam jornalistas com responsabilidades em órgãos de comunicação social, que depois preparam primeiras páginas de jornais incendiárias;

… a Benfica TV continuar a produzir e emitir programas em que se vomita ódio contra o FC Porto e em que se chega ao ponto de conhecidos benfiquistas (António Pragal Colaço) anunciarem que “a retaliação já está programada”;

não tenhamos ilusões, a violência vai continuar e com tendência para ser cada vez mais grave.

P.S. Estou totalmente de acordo com o comunicado intitulado ‘Bem prega Frei Tomás’, publicado hoje no site oficial do FC Porto.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Capangas, Stewards e Cª, Lda

2 de Janeiro de 2006, capangas no aeroporto
«Vieira e Dinis viajaram juntos para Lisboa e o segundo tinha à sua espera um "comité de boas-vindas": seis "seguranças" que, segundo o site MaisFutebol, acompanhavam um funcionário do Benfica, de seu nome Carlos Colaço. Mal apareceu Dinis, os tais "seguranças" rodearam-no, provocaram-no e um deles esbofeteou-o. A vingança está feita, e ao jeito mafioso.»
António Moura, PÚBLICO, 03/01/2006


30 de Agosto de 2008, a agressão ao team-manager do FC Porto
"A agressão de que fui vítima aconteceu depois do jogo, quando me dirigia para o balneário depois de ter ido verificar a 'flash-interview', que é uma das minhas obrigações. Comecei a ser empurrado por elementos do Benfica que nem podiam lá estar e depois levei um pontapé, tipo karaté. (...) A pessoa que me deu o pontapé é a mesma que deu um estalo no aeroporto de Lisboa quando foi aquela história do Moreto"
Acácio Valentim, team-manager do FC Porto


30 de Agosto de 2008, as imagens do túnel da Luz
Vídeo que mostra as imagens da agressão, bem como, imagens captadas umas horas antes do início da partida, onde é possível ver elementos do slb a levantarem o ângulo de uma das câmaras.


26 de Outubro de 2009, intimidação no túnel da Luz
"Há câmaras e delegados da Liga para analisar o que se passou. Não vou falar, perguntem aos delegados."
Rúben Micael, jogador do Nacional

Nas acusações que fez, Rúben Micael visou Rui Costa (Director Desportivo do slb), Jorge Jesus (treinador do slb) e Nuno Pedro, o delegado da Liga que estava no túnel da Luz no jogo slb x Nacional.


19 de Outubro de 2010, Juan Bernabé agredido por stewards
«A cena passou-se ao intervalo do jogo: um grupo de crianças carenciadas dirigiu-se a Juan Bernabé para tirar uma foto com o tratador da águia Vitória, atrás da baliza para onde o Benfica atacou na primeira parte. O espanhol acedeu ao pedido mas de pronto foi bloqueado por stewards. "Disseram-me que eu não podia estar naquela zona, mas eu mostrei a minha credencial que me permite aceder ao local, contou Bernabé aos jornalistas. Na discussão, o espanhol foi agredido, a águia soltou-se do braço e permaneceu no relvado a esvoaçar, enquanto o alvoroço continuava. Os adeptos não gostaram e protestaram de imediato.
Entretanto começou a segunda parte, mas no final do jogo Juan Bernabé relatou à imprensa ter pedido à PSP para "identificar quatro stewards, dois deles supervisores, garantindo ainda que irá apresentar queixa contra os agressores. Admitiu ainda ter "reagido" fisicamente às agressões.»
in abola.pt


18 de Dezembro de 2010, humilhado, ameaçado e novamente agredido
«"Proibiram-me de entrar pelo túnel dos jogadores e estou sempre a ser humilhado. Neguei entrar pela porta da maratona, porque estava a chover. Passámos muito mal pelo parque de estacionamento, com insultos e agressões. O chefe de segurança Rui Pereira dificulta-me sempre a vida e está sempre a humilhar-me", disse Barnabé às rádios ainda antes do embate.
No final, Ricardo Felgueiras, seu advogado, ampliou o rol de acusações. "Foi proibido de fazer voar a águia, agredido e deitado ao solo por três seguranças. Além disso, recebeu ordem directa do administrador, Domingos Soares Oliveira, para abandonar as instalações. Se não, ia saber quem ele era", referiu.»
in jn.pt


Se em vez de estarem ao serviço do slb, estivessem a trabalhar para um certo clube do Norte, os episódios em que capangas e os "stewards" da Luz têm estado envolvidos já teriam sido motivo para um filme, três livros e 437 inflamados artigos de opinião. Assim, no pasa nada, tudo continua na santa paz do Senhor e até é provável que esta semana alguém se lembre e ressuscite as histórias do guarda Abel.

sábado, 6 de novembro de 2010

MAI com filhos e enteados


«O autocarro do Benfica que transporta a equipa para o Porto já passou as portagens dos Carvalhos. Pouco depois desse ponto, a segurança foi fortemente reforçada, com quatro carros a isolar as faixas de rodagem da autoestrada.
Medidas extremas de segurança, certamente nunca antes vistas na chegada de uma equipa de futebol à cidade do Porto. Até um helicóptero passou a seguir o enorme cortejo e os jornalistas foram impedidos de seguir o autocarro de perto.»
in abola.pt


«Para evitar incidentes como na época passada, o último troço da autoestrada que liga Lisboa ao Porto foi cortado por altura da passagem do autocarro do Benfica. O aparato das forças de segurança foi grande, com vários carros da polícia a escoltar a equipa encarnada e a impor um ritmo lento.
O trânsito também foi cortado em algumas artérias da cidade do Porto, nomeadamente a Avenida da Boavista, onde se registou um grande engarrafamento.»
in record.pt


Porque há quem tenha memória selectiva, é preciso lembrar:

21 de Junho de 2008, autocarro de adeptos do FC Porto incendiado nas proximidades do Estádio da Luz.

20 de Dezembro de 2009, Pinto da Costa alvo de tentativa de agressão à porta do hotel, em Lisboa, onde estava concentrada a equipa do FC Porto.

24 de Janeiro de 2010, autocarro do FC Porto e o carro de Pinto da Costa apedrejados na A5, próximo da saída para o Estoril.

16 de Maio de 2010, um autocarro e várias viaturas ligeiras com adeptos do FC Porto, alvo de uma autêntica metralha de calhaus na saída da CRIL para a 2ª Circular.

Que medidas tomou este ministro, que instruções deu aos seus subordinados, antes e depois destas ocorrências?

domingo, 10 de outubro de 2010

Sport Lisboa e Cobardes

Equipa de Hoquei vítima de emboscada no Estádio da Luz
Há uma década atrás, ainda no antigo Estádio da Luz, o autocarro da equipa de hoquei em patins do FC Porto sofreu uma emboscada e foi bloqueado no fim do jogo. O ataque foi plenado e preparado ao pormenor. As cenas que se seguiram foram de pânico para os elementos da comitiva portista. Dezenas de indivíduos de claques afectas ao benfica invadiram o autocarro e foram agredindo quem lhes apareceu pela frente. Os nossos atletas defenderam-se como puderam dos ataques com gás pimenta, tacos de baseball e sticks de hoquei. O hoquista Filipe Santos, ainda no activo, sofreu graves lesões no cérebro tendo ficado em coma e sendo operado à cabeça com urgência. As consequências não foram mais graves porque apareceu Pedro Miguel, na altura basquetebolista do benfica, que ajudou a acalmar os ânimos da claque enraivecida.

Autocarro de adeptos do FC Porto incendiado em Lisboa
"Um autocarro alugado por adeptos do F.C. Porto ficou destruído pelo fogo em Lisboa, próximo do Estádio da Luz. Os adeptos acompanhavam a equipa portista de hóquei em patins, que defrontava o Benfica, no quarto jogo da final do play-off do campeonato nacional. A PSP afirmou que as chamas terão deflagrado cerca das 17:15, quinze minutos depois do início da partida no Pavilhão da Luz, onde o F.C. Porto conquistou o sétimo título de hóquei consecutivo. Seis bombeiros e uma viatura de combate a incêndios combateram o fogo, que deflagrou no autocarro que se encontrava estacionado na Avenida do Colégio Militar, sem quaisquer adeptos no seu interior. Testemunhas no local indicaram ter visto três pessoas junto da viatura, imediatamente antes do início do incêndio, não havendo, para já, nenhuma conclusão quanto à origem do fogo."

Jornal de Notícias, 21/06/2008



Adeptos do FC Porto impedidos de entrar em Lisboa
"Esta quarta-feira, 25 de Abril, provavelmente a data mais importante da história de Portugal, Benfica e F.C. Porto jogavam a segunda etapa da final do play-off de hóquei em patins. Enquanto o país desfrutava do feriado, um grupo de adeptos portistas fazia-se à estrada, num autocarro e em várias viaturas, para apoiar ao vivo os seus jogadores. Muitos deles já tinham bilhete assegurado. O ingresso ser-lhes-ia entregue por simpatizantes do Benfica, à porta do recinto, cuja lotação estava longe de esgotada. Em plena A1, todavia, os adeptos do F.C. Porto foram interceptados com grande aparato por várias viaturas e agentes da PSP, que impediram a sua entrada em Lisboa e promoveram a inversão de sentido e o regresso à Invicta, justificando a operação com pretensas ordens do comandante e do clube visitado.

Comunicado do FC Porto, 25/04/2007


Portista agredido à saída do Estádio da Luz
"No clássico da Luz, fora das quatro linhas, nem tudo correu bem. Pelo menos um adepto do F. C. Porto foi agredido à saída do estádio. Adepto do F.C. Porto ficou bastante maltratado, após uma cena de murros e pontapés. Trata-se de um estudante universitário, que ficou bastante maltratado, sobretudo na boca, com dentes partidos. "Isto não cura o meu filho, mas tem que ser divulgado. Há que despertar consciências. Amanhã, pode ser outra mãe a viver o mesmo drama. Estou revoltada. Como é possível as pessoas ficarem impunes?", lamentou, ao JN, a mãe do jovem, insurgindo-se contra os agressores e desiludida com a operação policial, que deixou o seu filho desprotegido. A violência partiu de seis indivíduos, que esperaram pela saída dos adeptos portistas. Assim que terminou o jogo, a falange de apoio azul e branca teve que aguardar cerca de uma hora para abandonar as bancadas. Cumprido esse período, a claque dos SuperDragões foi escoltada pela Polícia até à zona dos autocarros. O adepto agredido, que por razões de segurança não quer ser identificado em público, também seguiu com a claque. O incidente verificou-se assim que deixou os SuperDragões e dirigiu-se para a sua viatura. Foi, então, abordado por um grupo, que, ao constatar que era portador de um cachecol do F. C. Porto, reagiu ao murro e ao pontapé. Tudo aconteceu num ápice, deixando-o indefeso. Outro adepto portista que o acompanhava foi impotente para travar a tumultuosa abordagem. Após o sucedido, o agredido deu disso conta à Polícia e recebeu assistência hospitalar. Além de ter esta quadra, Natal e Passagem de Ano, estragada, tem, ainda, pela frente um indesejado caminho a percorrer, devido aos tratamentos. Para já, nos próximos 15 dias, só pode ingerir líquidos."

Jornal de Notícias, 23/12/2009

Pinto da Costa alvo de tentativa de agressão
"Um adepto do Benfica tentou esta tarde agredir Pinto da Costa à porta do hotel Altis, em Lisboa, onde esteve concentrada a equipa do FC Porto. A polícia pôs hoje cobro a pequenas escaramuças com adeptos do Benfica nas imediações do hotel onde esteve alojada a equipa de futebol do FC Porto em Lisboa, horas antes do "clássico" com o Benfica, na Luz. O incidente mais tenso ocorreu quando um adepto tentou agredir o presidente portista, Pinto da Costa, quando este saia da porta do hotel e se encaminhava para o autocarro da equipa, sendo imediatamente contido por agentes da polícia. Outros adeptos foram dispersados pela polícia quando se manifestavam ruidosamente numa das ruas laterais do hotel."

Diário de Notícias, 20/12/2009

"Team Manager" do FC Porto agredido por seguranças no túnel da Luz
"Foi tudo preparado e orquestrado para que houvesse uma reacção dos nossos jogadores. Felizmente conseguimos detê-los à porta do balneário. A agressão de que fui vítima aconteceu depois do jogo, quando me dirigia para o balneário depois de ter ido verificar a 'flash-interview', que é uma das minhas obrigações. Comecei a ser empurrado por elementos do Benfica que nem podiam lá estar e depois levei um pontapé, tipo karaté", disse à Lusa Acácio Valentim. Fui imediatamente queixar-me ao Rui Costa, que estava a poucos metros e presenciou tudo. Gera-se uma discussão e é nessa altura que os nossos jogadores vêm em meu auxílio. A pessoa que me deu o pontapé é a mesma que deu um estalo no aeroporto de Lisboa quando foi aquela história do Moreto", concluiu o "team-manager" do FC Porto.

Acácio Valentim, Team Manager do FC Porto, Deslocação ao Estádio da Luz em 2008

Esta agressão a Acácio Valentim foi captada pelas câmaras de vigilância da zona de acesso aos balneários do Estádio da Luz, apesar de nesse dia, antes do jogo, os "stewards" inofensivos do benfica terem desviado as câmaras para evitar que estas captassem o golpe de extrema cobardia que estavam a preparar.

Autocarro do FC Porto e viatura onde seguia Pinto da Costa apedrejados na A5
O autocarro do FC Porto foi apedrejado este domingo à tarde na auto-estrada de Cascais (A5), a cerca de dois quilómetros do Estoril, onde o conjunto portista defrontou a equipa local. De acordo com as informações apuradas, o veículo foi atingido na zona de Alcoitão. A viatura onde seguia Pinto da Costa, imediatamente atrás do autocarro com a equipa azul-e-branca, foi igualmente alvo do ataque, tendo ficado com um vidro partido.

Rádio Renascença, Bola Branca, 24/01/2010


Adeptos do FC Porto apedrejados no Jamor na Final da Taça
"A caminho de casa, e sem que nada o fizesse prever, passando por debaixo de um viaduto, sentimos um barulho enorme. A fila de carros era grande, o trânsito rodava lentamente, e por isso o meu primeiro pensamento foi que alguém nos tinha batido atrás. Mas depois veio outro estrondo. Ao terceiro estrondo percebemos que o carro estava a ser alvejado por enormes blocos de cimento, paralelepípedos, mais precisamente. De calçada portuguesa, com certeza. Disse ao meu irmão, que conduzia para sair dali, ainda éramos mortos. Mais à frente vimos alguns carros parados e um funcionário da Brisa. Aconselhei o meu irmão a parar para denunciar a situação. Afinal, todos aqueles carros tinham sido barbaramente atingidos da mesma forma. Tinham já chamado a polícia – havia milhares perto do estádio – e passados 45 minutos nada. Começaram a chegar mais carros atingidos. Alguns de adeptos dos Chaves. Um autocarro com adeptos transmontanos viu o vidro da frente todo destruído. Havia feridos ligeiros, mas o que mais se comentava ali é que podia ter sido muito pior. Se uma daquelas pedras atingisse directamente um dos condutores, estaríamos neste momento a lamentar perdas humanas. E para quê?"

Descrição e fotos enviados por um leitor do Reflexão Portista, 16/05/2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Luz ao fundo do túnel

"Foi tudo preparado e orquestrado para que houvesse uma reacção dos nossos jogadores. Felizmente conseguimos detê-los à porta do balneário. A agressão de que fui vítima aconteceu depois do jogo, quando me dirigia para o balneário depois de ter ido verificar a 'flash-interview', que é uma das minhas obrigações. Comecei a ser empurrado por elementos do Benfica que nem podiam lá estar e depois levei um pontapé, tipo karaté. Fui imediatamente queixar-me ao Rui Costa, que estava a poucos metros e presenciou tudo. Gera-se uma discussão e é nessa altura que os nossos jogadores vêm em meu auxílio. A pessoa que me deu o pontapé é a mesma que deu um estalo no aeroporto de Lisboa quando foi aquela história do Moreto"
Acácio Valentim, team-manager do FC Porto
PUBLICO, 22/01/2010


O Telejornal da RTP acaba de mostrar as imagens correspondentes a estas agressões, que ocorreram no túnel da Luz após o SLB x FC Porto da época 2008/09.

Qual é a posição da Liga de Clubes sobre estes factos?
"A Liga não comenta factos que não conhece. Não chegou à Liga desde tal jogo qualquer participação ou queixa que implicasse averiguar factos para além dos que foram analisados e sancionados aquando do jogo Benfica-FC Porto da época 2008/09".

Contudo, segundo a LUSA/PÚBLICO este episódio foi presenciado por pelo menos três agentes da polícia, que são visíveis nas imagens, pelo delegado da Liga Esmeraldo Augusto e por diversos elementos dos dois clubes, entre os quais Rui Costa e Reinaldo Teles.

Mais. A Direcção Nacional da PSP afirma que a PSP elaborou um relatório, que enviou para a Liga, sobre os incidentes registados no túnel do Estádio da Luz no jogo entre Benfica e FC Porto, disputado a 30 de Agosto de 2008.
"Efectivamente foi elaborado relatório e enviado à Liga Portuguesa de Futebol. A PSP apenas acalmou os ânimos e não houve necessidade de ter acesso às imagens".

Conforme se constata, o controlo que o SLB exerce sobre o Sistema ainda é maior do que aquilo que se pensava.

Fontes: PÚBLICO, LUSA