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| Edinho puxa a camisola de Aboubakar (Tribunal O JOGO) |
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| Entrada de sola ao tornozelo de Marega (Tribunal O JOGO) |
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| Edinho puxa a camisola de Aboubakar (Tribunal O JOGO) |
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| Entrada de sola ao tornozelo de Marega (Tribunal O JOGO) |
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| Suk em acção… |
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| Marcano sofreu uma luxação no ombro e teve de ser substituído |
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| Suk fez cinco faltas (muitas mais não assinaladas) |
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| Brahimi a ser agarrado por um jogador do Setúbal |
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| FC Porto x Vitória Setúbal (foto: REUTERS) |
No minuto 90 do FC Porto x Vitória Setúbal, Elmano Santos assinalou um penalty contra os azuis-e-brancos. Foi, claramente, um penalty forçado (para não dizer inexistente), porque a falta ocorreu fora da área, no momento em que Fucile agarrou o avançado do Setúbal. Dentro da área, aquilo que se viu, não justifica a punição. Aliás, a prova de que o árbitro viu e ajuizou mal este lance, é o facto de ter mostrado um cartão amarelo, não a Fucile, mas a Otamendi, que nada fez para o merecer.
O FCP, ontem, mostrou mais umas vez que é uma equipa com duas caras: entre o bom e o medíocre, uma mistura de jogadas vistosas e muitos passes transviados, bons movimentos e golos, bom aproveitamento de bolas paradas e uma defesa algo passiva, com a equipa a encurtar linhas de forma pouco entrosada e cedendo demasiada bola (e a iniciativa) aos adversários, em alguns momentos do jogo. Mais do que seria expectável, numa equipa com a nossa capacidade e experiência.
O papel do nosso meio campo, como tandem do equilíbrio e do ritmo do jogo, tem sido demasiado intermitente e algo permissivo no processo defensivo. Meireles esteve bem na 1ª parte e Fernando jogou bem mais à frente do que é costume. Saiu bem e errou menos passes. Guarin eclipsou-se no primeiro tempo e só se notou na 2ª parte, com excelentes momentos. Beluschi, depois de tantos meses, ainda não sei quanto vale, só sei que parece um actor à procura da sua personagem no teatro do jogo, que só esporadicamente encontra. O resto do tempo fica fora de cena e não se nota o brilho que promete.
Quanto à arbitragem a ideia que tenho deste árbitro é que permite jogar à inglesa a todos os adversários do FCP, a que estamos proibidos de aceder pelo seu regulamento pessoal: as mais sete faltas e os dois amarelos e uma expulsão, contra zero do adversário, comprovam mais uma vez que o homem é alérgico ao azul. O amarelo a Falcao é um excesso de zelo que o garrafão do juiz de linha tudo fez para que acontecesse. Quem seguiu o seu desempenho durante a 2ª parte, só poderia esperar o que veio a ocorrer. Dito isto, é preciso que Hulk se preocupe mais com o jogo e que deixe os protestos para quem de direito.

Aliás, esta época futebolística tem andado cheia de coincidências.
Pelo teor da convocatória para este jogo com o Setúbal logo se viu que o FC Porto não considera o triunfo nesta competição como um objectivo a atingir na presente época, nem pode dada a fase crucial em que entrámos nas principais provas em que estamos envolvidos – o Campeonato e a Liga dos Campeões. Assim também não é de estranhar a menor afluência de público ao Dragão numa noite gelada e em que os convocados não mudaram muito do grupo que costuma jogar a Liga Intercalar. O Setúbal tem feito fracas exibições e não se previa um jogo difícil. Faquirá estará por um fio.
O melhor no meio campo foi Guarín, com Tomás Costa mais apagado e Pelé um pouco faltoso e pouco assertivo. Dessa forma houve dificuldade em fazer chegar a bola ao ataque com Candeias e Mariano a terem poucas oportunidades de ataque, com mérito da disposição táctica montada pelo Setúbal a fechar as alas sempre com dois elementos.
Dos habituais suplentes Guarín confirma subida de forma e Pelé mostrou porque não tirou a titularidade a Fernando. Rabiola e Diogo Viana deram continuidade às boas indicações que têm dado na Intercalar. O jogo valeu essencialmente por isso.
Aos 65’ depois de um canto batido por Lucho surge finalmente Bruno Alves no centro da área a cabecear mais alto que os centrais para o fundo das redes da baliza do Setúbal. Estava feito o primeiro golo e a equipa poderia agora jogar mais desinibida sem a mesma pressão. De tal forma que Hulk aproveitou bem uma falha no meio campo para roubar a bola e fazer uma cavalgada das suas para frente ao guarda-redes oferecer o golo a Guarín que só marcaria à segunda depois do primeiro remate ser sustido por Janício.
Provavelmente desde que se tomou conhecimento das duas partidas das meias-finais da Taça de Portugal, foram-se criando grandes expectativas para ambos os encontros; Um por opor os rivais da 2ª circular, outro por colocar frente a frente o Tricampeão Nacional, com o vencedor da Taça da Liga, conotado igualmente como uma das equipas com maior qualidade de jogo do campeonato.
Não foi por isso surpresa que a meia hora do fim do encontro, o FC Porto já vencia por um robusto TRI, precisamente arrematado por quem mais fez por ele, Lucho Gonzalez e, com a elegância que se lhe reconhece. O Argentino atravessa de facto um grande momento, debita futebol como poucos, respira energia a rodos, emana uma ambição contagiante e, está para este Porto, como o Sol para a Terra. É a razão de todas as coisas.
No duplo duelo entre Sadinos e os Dragões, tendo como palco o estádio do Bonfim, sobram umas curtas 72 horas e, o caracter mais decisivo que encerra a partida da próxima terça-feira, a contar para as meias-finais da Taça de Portugal. Este primeiro embate, jogou-se muito no domínio destes dois desígnios, onde as revoluções operadas nos onzes iniciais de ambos os conjuntos, atestavam isso mesmo. Ainda assim Jesualdo não abdicou a noite passada de três figuras de proa do recem Tricampeão, Lucho, Lisandro e Quaresma, que foram precisamente os principais responsaveis no desfecho do marcador, (assistência de Quaresma para o golo de Lisandro no 1º golo, assistência de Lucho no 2º golo) bem como pelo futebol fluído, armonioso e entretido, praticado pelo FC Porto ao longo de quase toda a primeira parte. A estes três atletas, junte-se mais um nome, Mariano. Parece ter ficado definitivamente para trás a imagem de falta de confiança e desanimo que Argentino apresentou em largos períodos da temporada. Este Mariano, acredita no seu jogo, procura a bola e não tem medo de a ter nos pés, desiquilibra e imprime velocidade à partida, enquanto as pernas lhe permitem, tudo com uma agressividade positiva.
O tiro de Hugo que só parou no fundo das redes de Nuno, manietou a estratégia de Jesualdo Ferreira para a 2ª parte, onde certamente passaria por uma maior economia de esforço de alguns dos seus “alunos” de confiança. Ao invés, Carvalhal fez evoluír Ricardo Chaves e Bruno Gama, incorporando mais adiante, a estrela da companhia (Pitbull) para o forcing final. Por entre alguns pequenos desencontros na defensiva Portista, que não é alheio o facto desta ter alinhado ao longo dos 90 minutos apenas com um titular habitual, emergiu por fim um frangância suave do futebol deste Vitória, que até aí tinha sido pouco mais que uma mão cheia de nada, precisamente sob a batuta dos dois atletas do FC Porto, emprestados aos Sadinos. A primeira parte da missão ao Sado, foi concluída satisfatóriamente, mas os dados estão lançados para a batalha final da proxima terça, que garantirá um passeio num Domingo de Maio, até ao estádio do Oeiras.
Em qualquer levantamento efectuado ao longo desta temporada dos jogadores que têm estado em maior destaque neste campeonato, há um que sobressaí por estar presente em quase todas as votações e, por não pertencer qualquer um dos denominados 3 grandes. Cláudio Mejolaro, “Pitbull” para o Mundo do futebol. Chegado do Grêmio em Janeiro de 2005 para o FC Porto, englobado num pacote de várias aquisições de qualidade duvidosa e, como não fosse bastante, em plena “época horrribilis” dos Azuis e Brancos, ainda sofrer danos da ressaca pela saída de Mourinho e outros atletas que haviam ganho tudo o que havia a ganhar no Clube, “Pitbull” viria a ser mais um, entre muitos, que se viu enrrudilhado no furacão que arrasou as hostes Dragonianas naquela altura, acabando por sair por empréstimo meio ano depois de ter chegado à Invicta, não tendo efectuado mais do que 6 jogos ofícias pela equipa.
Como Cláudio havia assinado com os Dragões um contrato de longa duração (até Julho de 2010) e, com um vencimento generoso (pelo menos assim o constatou a imprensa na altura), foi decidido empresta-lo para se tentar rentabilizar a aposta na sua aquisição. Mas as passagens pela Arábia no Al Itthihad e Brasil no Santos, foram discretas, regressando a Portugal a meio da temporada passada para a Académica, onde ainda foi a tempo de ajudar a salvar a Briosa da despromoção.
Foi já esta temporada, neste inquietante Vitória de Setúbal de Carvalhal, que “Pitbull” finalmente tem evidenciado as suas qualidades. Numa equipa que se pauta pelo rigor e ambição, Cláudio é o seu elemento mais irreverente e solto, completamente descomprometido de posições fixas, com liberdade total para assumir o jogo do Vitória. A sua preponderancia na equipa Sadina extende-se tambem aos lançes de bola parada, pois é quase sempre “Pitbull” o responsavel para as executar, com qualidade, diga-se.
Numa altura em que se fala de possível saída de Quaresma do FC Porto no final da temporada e, quando mesmo ao longo do correr desta, tem havido uma corrente de opinião a indicar a falta no plantel de alguem que possa pegar no jogo da equipa, como Claudio o tem feito no Vitória, talvez possa estar mesmo diante dos nossos olhos, uma boa solução para este problema na equipa Portista. Nesse sentido, as ultimas informações que dão conta da inclusão do avançado Brasileiro na estágio da proxima época, têm toda a razão de ser. Porem, não será descartável na perspectiva da SAD, uma eventual transferência. Em Janeiro ultimo houveram alguns rumores de propostas tentadoras (vide do América do Mexico, que supostamente terá oferecido um valor a rondar os 4 milhões de €) e, acrescentando o seu alto salário, poderá conjunturar-se igualmente uma saida airosa para jogador e Clube. Veremos o que o futuro nos reserva!