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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A dor e a alegria após uma “revolução”

Começo por aquilo que é o mais importante: espero que a lesão do Rúben Neves (entorse no joelho direito com suspeita de lesão no ligamento lateral interno) não seja grave. Conforme o José Rodrigues disse aqui, o jovem médio de 17 anos estava a fazer um belo jogo e não merecia tamanho infortúnio, o qual, ainda por cima, chegou numa altura em que, fruto do seu bom momento, Rúben Neves estaria às portas da titularidade (em discussão directa com Casemiro).


A lesão de Rúben Neves

Antes deste FC Porto x Shakhtar Donetsk, escrevi que Lopetegui poderia aproveitar este jogo para “testar (contra um adversário difícil) soluções alternativas nos diferentes sectores da equipa – defesa, meio-campo e ataque –, mas sem fazer uma "revolução" e dentro do sistema habitual (4-3-3), para não descaracterizar a equipa”.

Pois bem, Lopetegui decidiu fazer mesmo uma revolução e do onze que, previsivelmente, no próximo domingo deverá alinhar de início contra o SL Benfica, só Maicon e Alex Sandro foram titulares.

Ora, perante tamanha revolução na equipa, não se poderia esperar uma grande exibição colectiva que, de facto, esteve longe de ser brilhante.

Mas houve quem aproveitasse este jogo para brilhar: Evandro, Aboubakar e, principalmente, Ricardo.

Ricardo Pereira

Não é fácil enfrentar um jogo quando se tem menos ritmo, frente a um adversário jogou com os principais jogadores. Acho por exemplo que o Ricardo Pereira fez um jogo muito interessante, numa posição que não é a dele e na qual acho que pode evoluir. Tinha pela frente um adversário muito difícil como Bernard. Evandro também esteve bem, assim como Aboubakar.”
declarações de Julen Lopetegui no final do jogo

Em contraponto, Quintero, Quaresma e Adrián López desperdiçaram mais esta oportunidade que lhes foi dada por Lopetegui e, por aquilo que (não) fizeram, ficaram mais longe de discutir um lugar no onze titular do FC Porto.

Num jogo que parecia ir ficar marcado pela dor de Rúben Neves e depois de Indi ter enviado uma bola à trave, o FC Porto marcou mesmo, através de um extraordinário remate de Aboubakar.

Aboubakar

Mais do que os 500 mil euros pelo empate (1-1), o golaço de Aboubakar garantiu que, após 8 jogos (dois no Play-off e seis na Fase de Grupos) na Liga dos Campeões 2014/2015, o FC Porto continua sem perder (6 vitórias e 2 empates). Nada mau.

domingo, 11 de maio de 2014

Mais do mesmo!


Não há muito que dizer sobre este jogo que seguiu o destino de muitos outros desta época. Entrámos bem, a bola correu, fizemos perigo e marcámos cedo. No corredor direito Danilo e Ricardo estiveram em muito bom plano; o trio do meio campo comandou o jogo; Jackson esteve muito activo e ficou a pouca distância de marcar um golo excepcional. Foram agradáveis de ver esses minutos. Fomos perdendo fulgor, embora o SLB tivesse andado sempre distante da nossa baliza. Até que sucedeu a grande penalidade que Reyes provocou, em mais um erro defensivo que não estranhamos porque passou a fazer parte da rotina da equipa a que nos habituamos como uma inevitabilidade. A partir daí, a equipa desorganizou-se e perdeu o rumo. Uma outra grande penalidade a nosso favor, por falta bem conquistada por Martinez, permitiu-nos chegar em vantagem ao intervalo.
Na segunda parte, o SLB ajustou as marcações e o FCP, também como vem sendo hábito, perdeu fulgor. Defour e Herrera apresentavam desgaste e a defesa tremia à mínima ameaça. Fabiano hesitou e a trave salvou-nos de sofrer o empate. As substituições de Defour por Quintero, de Herrera por Josué e de Quaresma por Kelvin não trouxeram melhorias significativas. A qualidade caiu em flecha e o segundo tempo foi um bocejo. Apenas uma boa jogada e Quintero,  em boa posição,  a atirar ligeiramente ao lado.

Este jogo não deixou saudades, como não vai deixar o campeonato. Foi o fim adequado a uma prestação bem longe dos nossos pergaminhos. Pela negativa neste jogo destaco Quaresma, o pior em campo. À defesa, falta liderança e Fabiano demonstrou fragilidades preocupantes. A equipa parece exausta e Defour e Herrera deram o estoiro cedo demais. Mikel esteve regular, combativo e a dar boas indicações e Ricardo confirmou ser um dos bons reforços desta época. Foram os melhores e mais constantes neste jogo. Maicon, Reyes (que não percebo porque joga do lado esquerdo) e Alex estiveram irregulares e pouco seguros.
O Dragão teve pouca gente e há um sentimento de desilusão que se percebe, mas que não justifica a deserção.  A equipa não consegue interagir com os adeptos e a ligação é de grande frieza. O que vi no Dragão Caixa na sexta-feira foi inolvidável; a rapaziada do futebol tem muito aprender com os basquetebolistas. Mas, não acredito que sejam capazes. Quaresma tem que rever os seus processos e atitudes. A direcção deve ter uma conversa com o atleta e definir os limites. A próxima época não pode começar com equívocos.
Boas Férias !

terça-feira, 22 de abril de 2014

Serviços mínimos cumpridos


O FCP entrou bem, alegre e a praticar um futebol solto e a bola a rolar a preceito. Varela, na ala esquerda, estendia o jogo e nos primeiros vinte minutos fomos dominadores e criámos perigo, com Herrera muito activo na zona de finalização. Varela quebrou por inferioridade física e foi substituído por Ghilas que esteve bastante mal em todos os momentos do jogo. Não apoiou, não fechou, nem atacou ou segurou a bola. Com a quebra de Josué que desapareceu completamente e a acção errática dos restantes homens do meio campo, com Alex demasiado displicente e os demais pouco esclarecidos, a equipa eclipsou-se: faltou organização, intensidade e assertividade na condução do jogo. Muito repelão e regressou o inevitável (e dispensável) assobio. A verdade, porém, é que a equipa funciona de uma forma  tão irritante que chega para desanimar os mais crédulos.
No segundo tempo, a equipa apareceu mais empenhada e Quintero ajudou a que se instalasse um jogo mais vivo; a bola corria mais depressa e com mais critério. Chegámos ao golo através de uma grande penalidade que me pareceu indiscutível e que Martinez concretizou de forma muito competente. Alargámos o score com um golo muito bem esgalhado: um passe primoroso de Quintero e Herrera a desmarcar-se, num excelente movimento de ruptura, antecipando-se à saída do guarda redes adversário, para de cabeça aumentar a vantagem. Ainda houve tempo para mais um golo e o resultado acabou por estar bem acima da exibição.
Individualmente, destaco Danilo, Herrera, Quintero e Ricardo que pode ser um reforço a ter em conta, porque é jovem e tem uma grande margem de progressão. Ghilas foi uma decepção e não perece convertível para jogar na ala. Falta-lhe escola e cultura de jogo.
Em resumo: serviços mínimos cumpridos, no jogo e no campeonato. Foi esta a assinatura dominante da presente época.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Há treinos mais exigentes

FC Porto x Atlético (foto: LUSA)

Após 23 jornadas, o histórico Atlético soma apenas 18 pontos (os mesmos do último classificado) no campeonato da II Liga e ocupa o 21º lugar a 23 pontos do FC Porto B! Por isso, antes deste jogo, as expectativas não eram muitas, a começar pelo seu treinador (o célebre professor Neca...), nesta deslocação ao Estádio do Dragão.

Mas se não seria de esperar uma grande oposição da equipa lisboeta, tudo se tornou ainda mais fácil quando o guarda-redes do Atlético, de seu nome Leão, permitiu o 1º golo dos dragões sofrendo um peru monumental.

A partir daí, com o destino do jogo traçado, foi um passeio tranquilo que terminou com o 6-0 final, o que permitiu a Paulo Fonseca gerir os convocados para este desafio a seu belo prazer.

Perante adversário tão fraco, a jogar numa espécie de 4x6x0 ("só temos um ponta-de-lança, o Rui Varela, e não o utilizei para não haver desgaste ou cansaço", professor Neca), não dá para tirar grandes conclusões (por exemplo, acerca do defesa central mexicano Diego Reyes), mas gostei de ver o Ricardo a lateral direito durante 90 minutos e de rever o virtuosismo do "malabarista" Kelvin, coroado com um golo.

De resto, penso que para Paulo Fonseca o mais importante foi que ninguém se tenha lesionado e ter podido gerir os minutos de utilização de jogadores - Alex Sandro, Danilo, Lucho, Jackson - que serão cruciais para a batalha da Luz no próximo fim-de-semana.

Só foi pena que o certificado internacional do Quaresma não tenha chegado a tempo, porque dificilmente se arranjaria um adversário melhor para o ex-jogador do Al-Ahli ganhar algum ritmo de jogo.

Mais um lateral?

O FC Porto tem dois defesas laterais que, em conjunto, custaram à FCP SAD cerca de 28 milhões de euros.

Relatório e Contas Consolidado do 1º Trimestre 2011/2012

Apesar de Danilo e Alex Sandro serem dois titulares indiscutíveis, não só pelo seu valor futebolístico, mas também por aquilo que representam em termos do enorme investimento feito pela SAD (que terá de ser rentabilizado), é necessário existirem alternativas para eventuais lesões, castigos ou abaixamentos significativos de forma destes dois internacionais brasileiros.

Quais são, então, as alternativas à disposição de Paulo Fonseca?

Defesa/Lateral direito

Víctor García – internacional Sub-20 da Venezuela, chegou a meio da época passada, tendo feito alguns jogos pelos juniores do FC Porto; esta época agarrou a titularidade da equipa B e já foi chamado por Paulo Fonseca para um jogo da Taça de Portugal.

Ricardo – extremo direito; desde a pré-temporada foi testado várias vezes por Paulo Fonseca também na posição de lateral direito.

Maicon – defesa central; na época 2011/2012 foi adaptado e utilizado durante vários meses, com relativo sucesso, como defesa direito.

Defesa/Lateral esquerdo

Mangala – defesa central; na época 2012/2013 foi adaptado e utilizado várias vezes por Vítor Pereira como defesa esquerdo; nesta época Paulo Fonseca já fez o mesmo.

Quiñones – titular da equipa B; internacional Sub-20 da Colômbia, foi cinco vezes convocado por Vítor Pereira para jogos do campeonato 2012/13 e uma vez utilizado durante os 90 minutos (no FC Porto x Rio Ave, disputado em 23 Fevereiro 2013).


O JOGO, 01-01-2014

Havendo este conjunto de alternativas para as laterais, todas elas já testadas, quer nesta época, quer em épocas anteriores, para quê gastar mais dinheiro na contratação de um novo defesa lateral, ainda por cima para ser suplente de Danilo ou Alex Sandro?

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

7 A's na equipa B

FC Porto B x Penafiel (fonte: www.fcporto.pt)

Fucile, Reyes, Herrera, Tiago Rodrigues, Carlos Eduardo, Ricardo e Kelvin foram os sete jogadores da equipa principal que hoje jogaram em Pedroso, pela equipa B, na recepção ao co-líder Penafiel.

Já o disse e repito, sou defensor deste tipo de circulação de jogadores entre a equipa principal e a equipa B, nomeadamente para jogadores que precisam de minutos nas pernas para ganhar ritmo de jogo e/ou para serem testados em novas posições.

Por exemplo, hoje foi possível ver Reyes jogar pela primeira vez durante 90 minutos (precisa de jogar mais vezes), bem como, a partir dos 55', Fucile a mudar de flanco, jogando a defesa-esquerdo até ao final do desafio, e Ricardo a recuar no terreno, sendo novamente testado na posição de lateral-direito.
Na minha opinião, Ricardo foi mesmo o melhor dos A's e, como lateral-direito, teve momentos em que me fez recordar o Bosingwa dos bons tempos.

FC Porto B x Penafiel, Ricardo (fonte: www.fcporto.pt)

Herrera, tal como Reyes, não foram brilhantes, mas quero acreditar que tal é devido a continuarem no seu processo de adaptação ao futebol português. E, nesse aspecto, nada como jogarem contra equipas como este Penafiel, cheia de jogadores experientes (ia dizer matreiros...) e cujos treinadores, quando enfrentam o FC Porto, apostam em tácticas de autocarros de dois andares.

Kelvin teve lampejos de genialidade, mas falta-lhe ser mais consequente e ter continuidade ao longo dos 90 minutos, de modo a convencer Paulo Fonseca (que assistiu ao jogo) a dar-lhe oportunidades na equipa principal.

FC Porto B x Penafiel, Kelvin (fonte: www.fcporto.pt)

Dois apontamentos finais: Quiño ficou no banco em detrimento de Rafa (que ainda é Sub-19), mas Mauro Caballero nem isso. Um pouco surpreendentemente, nesta altura, para a posição de ponta-de-lança, Luís Castro está a apostar mais em André Silva (Sub-19) do que no avançado paraguaio.
Convém recordar que, em conjunto, Quiño e Caballero custaram à FC Porto SAD cerca de 3 milhões de euros...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Triste fim

«Ricardo não consta na lista de jogadores, inscritos pelo técnico do Bétis, Pepe Mel, para esta época.
Ricardo tinha vindo a perder espaço no plantel do Bétis, e é agora excluído do lote de jogadores inscritos pelo clube. (...)
O conselheiro desportivo do Bétis, Luis Oliver, referiu, em declarações à imprensa espanhola, que o guarda-redes vai ficar fora da equipa.
Recorde-se que Ricardo perdeu a titularidade na baliza do clube espanhol, quando o emblema andaluz foi despromovido para a II Divisão espanhola, em 2008/2009
in rr.pt


Era um dos "mininos" de Scolari e fizeram-se campanhas para o promover, com o único objectivo de justificar a escandalosa exclusão daquele que foi eleito o melhor guarda-redes da Europa em 2004 - Vítor Baía.
Mas, infelizmente para ele e para a Selecção, não há especialistas em marketing que sejam capazes de transformar um guarda-redes medíocre num guarda-redes de top.
O seu amigo Scolari não o quer no Palmeiras?