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quinta-feira, 10 de abril de 2014

O jogo durou 3:40

Antes do jogo começar, já se sabia que não era fácil jogar no Sanchez Pizjuán (há 15 dias atrás o Real Madrid perdeu lá por 2-1 e perdeu também a liderança da Liga espanhola); já se sabia que Jackson e, principalmente, Fernando não podiam jogar; e já se sabia que um dos trunfos do FC Porto era estar em vantagem na eliminatória (1-0) e, por isso, poder jogar com o relógio, bem como, com a ansiedade e adiantamento dos jogadores da equipa andaluza.

Mas o jogo durou apenas 3 minutos e 40 segundos, porque o senhor Gianluca Rocchi assim o determinou.

1:13 – Herrera recupera a bola no meio campo portista e parte num rápido contra-ataque, causando o pânico na defesa sevilhana que, in extremis, consegue interceptar um passe à entrada da área.

2:18 – Após recuperação de Carlos Eduardo, Varela parte em rápido contra-ataque, mas é agarrado e puxado por trás por Mbia. Quando se esperava que o árbitro mostrasse o cartão amarelo ao possante médio defensivo do Sevilha, o qual ficaria condicionado para o resto do desafio, nada!

Sevilha x FC Porto

3:40 – Vitolo (partindo de posição irregular) cruza da direita, Bacca antecipa-se e, depois de passar por Danilo, estica a perna esquerda para trás e mergulha para o relvado. O árbitro, em vez de mostrar um cartão amarelo a Bacca, por evidente e ostensiva simulação, decide assinalar penalty contra o FC Porto.

Para mim, o Sevilha x FC Porto acabou aqui, aos 3:40 (estou farto destas arbitragens).

O resto, os restantes 86 minutos, foram outra coisa, quer na cabeça dos treinadores, quer no estado de espírito dos jogadores de ambas as equipas. Do lado do FC Porto, os "cacos" que Luís Castro anda a tentar colar, desde que assumiu o lugar que era de Paulo Fonseca, nunca mais foram uma Equipa.

P.S.1 O 3º golo do Sevilha nasce de uma falta inexistente de Mangala, em que, ainda por cima, viu um cartão amarelo que o condicionou para o resto do jogo (e, se o FC Porto tivesse seguido em frente na Liga Europa, o impediria de jogar o 1º jogo das meias-finais).

P.S.2 Não sei se Fernando já está vendido (o seu empresário dá a sua saída, no final desta época, como certa) mas, num jogo a sério e de grau de dificuldade elevado, viu-se o que é esta equipazinha e, particularmente o meio-campo portista, sem o "Polvo". Algo para os responsáveis da FC Porto SAD meditarem.

P.S.3 No meio de tanta mediocridade, Quaresma voltou a ser um oásis de qualidade. Foi dos pés dele que saíram as melhores oportunidades do FC Porto e foi ele que marcou o único golo (e que golo!) dos dragões. Se Quaresma não fizer parte dos 23 seleccionados por Paulo Bento para o Mundial do Brasil, será um crime de lesa futebol.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Gianluca Rocchi no Sanchez Pizjuán

Gianluca Rocchi
A UEFA escolheu o senhor Gianluca Rocchi para dirigir o desafio entre Sevilha e FC Porto.

O FC Porto não tem grandes recordações deste árbitro italiano, de 40 anos, natural de Florença. De facto, Rocchi já apitou dois jogos do FC Porto, ambos fora de casa e ambos terminaram com derrotas dos dragões:
- 2010/2011, Villarreal x FC Porto (3-2);
- 2012/2013, APOEL x FC Porto (2-1).

Neste regresso do FC Porto a Espanha, para decidir uma eliminatória da Liga Europa, recordo que o desempenho deste árbitro no El Madrigal, no 2º jogo das meias-finais da Liga Europa 2010/2011, foi muito caseirote (felizmente a eliminatória tinha ficado praticamente decidida no jogo da 1ª mão, após os 5-1 alcançados no Estádio do Dragão).
Recordando os três golos do “submarino amarelo” nesse jogo...
O 1º golo do Villarreal foi precedido de fora-de-jogo;
O 2º golo do Villarreal foi precedido de falta, não assinalada, sobre Sapunaru (empurrado);
O 3º golo do Villarreal foi de penalty, algo forçado, e com o executante (o seu compatriota Giuseppe Rossi) a fazer uma “paradinha”.

Ficha do jogo Villarreal x FC Porto (fonte: zerozero.pt)

Como se isto não bastasse, o árbitro revelou uma grande complacência para com os jogadores do Villarreal, que se fartaram de dar pau mas, em contraponto, mostrou quatro cartões amarelos a jogadores do FC Porto (André Villas-Boas teve o cuidado de substituir João Moutinho aos 52', não fosse o diabo tecê-las, para o salvaguardar de um amarelo que o afastaria da Final).

Por tudo isto, não gostei desta nomeação e, mal tive conhecimento da mesma, lembrei-me do perigo invisível, que referi em Abril de 2011.

E também foi inevitável lembrar-me da arbitragem de outro italiano, Nicola Rizzoli, numa outra eliminatória com o 2º jogo também disputado em Espanha - o Malaga x FC Porto da época passada. Aos 30 minutos, três jogadores do FC Porto já estavam amarelados: Otamendi (17’), Defour (24’) e Alex Sandro (30’).

Espero que todos estes factos sejam apenas más coincidências e que, na próxima quinta-feira, o árbitro italiano não se deixe influenciar pelo ambiente e/ou por pressões externas.