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segunda-feira, 12 de março de 2012

“Jogo perigoso passivo”

Aos 60’ do Paços Ferreira x slb, numa altura em que os pacenses venciam por 1-0 e em que as duas equipas ainda jogavam com 11 jogadores (o Paços terminou com 9!), o “herói” do jogo, Bruno César, que já tinha um cartão amarelo, fez isto:



O árbitro, Bruno Esteves, não teve coragem para fazer o que se impunha, ou seja, no mínimo, mostrar o 2º cartão amarelo e expulsar o jogador do slb.

E assim, em vez de o Paços ficar a jogar contra 10, com maiores possibilidades de consolidar e até aumentar o seu domínio do jogo, o slb aproveitou a condescendência do árbitro, deu a volta ao resultado e somou mais três pontos.
Presumo que seja esta a verdade desportiva que os benfiquistas defendem…

P.S. “A mim, parece acidental esta calcadela de Bruno César no joelho de Luisinho que, pelo facto de estar no solo, causa jogo perigoso passivo”, Paulo Paraty, no ‘Tribunal de O JOGO’.

"Jogo perigoso passivo"?!!
Percebem por que razão é que o Paulo Paraty era um dos árbitros preferidos de Luís Filipe Vieira?
Percebem por que razão é que ele foi escolhido (nós adivinhamos por quem) para comentador de arbitragem na RTP Porto?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A agenda dos “especialistas” de arbitragem

A minha equipa está triste e o sentimento é de revolta. Culpados pela derrota? Jorge Sousa não esteve à altura! Não se trata só da expulsão, lance no qual não há contacto do Olberdam, mas o Maxi Pereira inteligentemente tira proveito. Antes, porém, já tinha havido outras decisões infelizes de Jorge Sousa, com a balança sempre a pender para o mesmo lado.
Pedro Martins, treinador do Marítimo

[o árbitro] Passou o tempo todo a ameaçar-me que à mínima coisa me expulsava e conseguiu.
Olberdam, jogador do Marítimo

Analisem o vermelho! No lance anterior ao golo, há falta sobre o Peçanha e o árbitro nada assinalou.
Briguel, jogador do Marítimo


1. Olberdam foi erradamente expulso, deixando o Marítimo a jogar com menos um logo no início da 2ª parte. Isto é um facto e só um cego, um faccioso doentio ou alguém com uma agenda e interesses próprios pode negar aquilo que as imagens demonstram de forma clara.

Eu admito que o árbitro Jorge Sousa possa ter sido induzido em erro pela simulação magistral de Maxi Pereira, mas não compreendo, nem aceito, que três “especialistas” de arbitragem, após terem visto as imagens deste lance N vezes, emitam as seguintes opiniões:

«Olberdam foi imprudente no modo de abordar o lance. Varreu autenticamente Maxi Pereira, justificando a exibição do amarelo, que foi o segundo.»
Jorge Coroado

«Olberdam entra em “tackle” lateral deslizando de forma imprudente sobre Maxi Pereira, sendo desta forma correctamente advertido e expulso.»
Pedro Henriques

«Entendendo o “tackle” imprudente, apesar de alguma dúvida no contacto, que me parece existir, Jorge Sousa não tem outra opção que não seja exibir o segundo cartão amarelo.»
Paulo Paraty

Estes três ex-árbitros internacionais (dois de Lisboa e um do Porto) não são cegos e suponho que também não sejam facciosos doentios. Assim sendo…


2. «A entrada de Cardozo (Benfica) passou despercebida ao árbitro Jorge Sousa, mas deixou o lateral do Marítimo Rúben Ferreira fora de jogo, sendo substituído por Igor Rossi. Agora, as suspeitas do pior cenário confirmaram-se. O departamento clínico maritimista informou que o internacional sub-21 sofreu uma fractura do terceiro metatarso do pé direito, o que vai afastá-lo pelo menos seis semanas

O que disseram os mesmos três “especialistas” de arbitragem sobre este lance (ocorrido aos 66 minutos)?

«O lance foi casual e fortuito, exactamente pelo movimento da rotação de Cardozo. O árbitro nada assinalou, e bem.»
Jorge Coroado

«Rúben lesionou-se na sequência desse lance, mas com acesso à repetição vê-se que Cardozo tocou na bola, não cometendo qualquer infracção.»
Pedro Henriques

«Há um tropeção de Rúben Ferreira, Cardozo procura a mesma bola e a mesma posição. O resto é circunstancial e acidental.»
Paulo Paraty

Lendo o que os membros do ‘Tribunal de O JOGO’ escreveram, a primeira dúvida que tive é se estavam a falar do mesmo lance, tal é a disparidade dos seus comentários.
E acreditando no que estes senhores escreveram, conclui-se que o jogador do Marítimo fracturou o terceiro metatarso do pé direito sem ninguém lhe tocar. Fantástico!


3. Perto do final do jogo (aos 84 minutos), no lance que precede o único golo do desafio e que deu a vitória ao slb, Aimar toca com as mãos na cara de Peçanha e carrega irregularmente o guarda-redes do Marítimo tendo este os dois pés no ar, tudo isto de forma ostensiva, deliberada e intencional.

Conforme as imagens televisivas demonstram, o árbitro Jorge Sousa está de frente para o lance, sem nenhum jogador a cortar-lhe a visão, mas mandou seguir (ele lá saberá porquê).

Neste caso, Jorge Coroado e Pedro Henriques não negaram o que as imagens mostram de forma inequívoca mas, como dizia o poeta benfiquista Manuel Alegre, “há sempre alguém que resiste”… às evidências, acrescento eu.

«Não consigo visualizar, pela televisão, que exista alguma falta sobre Peçanha»
Paulo Paraty

É sempre uma delicia ver o contorcionismo argumentativo nas opiniões deste ex-árbitro do Porto, algo só semelhante à habilidade inata que demonstrava dentro do campo quando era chamado a arbitrar o slb.

Paulo Paraty, o preferido de Luís Filipe Vieira, o árbitro que tantas saudades deixou no estádio da Luz quando atingiu o limite de idade.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O preferido de LFV


O penalty cometido por Di Fábio sobre Rodríguez é daqueles lances que deixa poucas dúvidas.
Os comentadores da SportTv não tiveram dúvidas.
Os jornais (que eu li) não tiveram dúvidas.
José Leirós (ex-árbitro que comenta no JN) não teve dúvidas.
Os dois ex-árbitros lisboetas do 'Tribunal de O JOGO' - Jorge Coroado e Pedro Henriques - não tiveram dúvidas.
E nenhum jogador, treinador ou dirigente do Portimonense se queixou deste lance no final do jogo.

Contudo (ia dizer por outro lado...), há quem tenha visto o lance de forma distinta. Não, não estou a falar da Leonor Pinhão, do Rui Gomes da Silva ou do António Pedro Vasconcelos. Estou a referir-me ao ex-árbitro (felizmente que é ex!) Paulo Paraty, que diz o seguinte:
"Di Fábio está numa posição estática, Rodríguez força a passagem e cai. Percebendo a dificuldade do árbitro, entendo, porém, que a televisão lhe tira a razão."

Mas há mais. Acerca do lance em que Jumisse (já com um cartão amarelo) entra de sola à perna de Fucile, o ex-árbitro preferido de Luís Filipe Vieira, afirma (presumo que sem se rir) o seguinte:
"Tendo em atenção a preocupação do árbitro em fazer a gestão disciplinar possível, aceito a não exibição de um cartão amarelo."

Estas e outras afirmações de Paulo Paraty definem muito bem o que ele foi como árbitro e merecem poucos comentários. Mas, ao lerem estas coisas, eu imagino as belas recordações e saudades que os benfiquistas devem ter deste ex-árbitro do Porto...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A cor das camisolas e a "gestão do jogo"

7 de Agosto, slb x FC Porto (Supertaça)
53': Aimar deveria ter visto o segundo cartão amarelo por jogo perigoso sobre Belluschi?

Paulo Paraty: "O árbitro fez e bem a gestão do jogo. Aimar tinha acabado de ver um cartão amarelo, por isso aceito a decisão do árbitro; teve e tinha de aguardar algumas faltas."


15 de Agosto, slb x Académica
50': Addy é bem expulso depois de ver o segundo cartão amarelo no espaço de um minuto?

Paulo Paraty: "Sim. Addy tinha acabado de ver cartão amarelo e comete uma falta que, pela sua imprudência, justifica a acção disciplinar. Muito bem o assistente ao chamar a atenção do árbitro."


Que coerência! Que isenção!
De facto, já não é preciso ir ao circo para nos rirmos a bom rir...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"o que eu queria..."

Luís Filipe Vieira (LFV) - Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)
Valentim Loureiro (VL) - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... pode vir o João. Agora o que eu queria... Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty!...


Este extracto de uma conversa telefónica entre Luís Filipe Vieira e Valentim Loureiro, ocorrida em Março de 2004, a propósito da escolha do árbitro para apitar o jogo SLB x Belenenses das meias-finais da Taça de Portugal de 2003/04, faz parte das escutas do Apito Dourado e é bem conhecido de todas as pessoas que estão atentas ao fenómeno desportivo. Estranhamente, não mereceu a mínima investigação por parte dos agentes da Justiça, nem que fosse para perceber o que o Vieira queria dizer quando afirmou que já estava a tratar do assunto por outro lado... Os alvos eram outros e, talvez por isso, o presidente do clube do regime nunca esteve sob escuta. Mas mesmo sem investigações, o que fica claro é a preferência do presidente do SLB por árbitros como João Ferreira e Paulo Paraty. Como eu o compreendo...

Ao fim de vinte e sete épocas, o engenheiro Paraty terminou a sua carreira na arbitragem no final da época 2007/08 (para grande tristeza dos benfiquistas), devido ao limite de idade. Pouco tempo depois, demonstrou vontade em suceder a António Sérgio à frente da direcção da APAF, mas acabou por não ir a votos, deixando o caminho livre para o regresso de Luís Guilherme.


Entretanto, foi aparecendo esporadicamente na televisão, normalmente a convite do benfiquista mais famoso de Paredes, para comentar situações de arbitragem e também manteve uma colaboração com o jornal Record, numa rubrica designada Consultório Técnico.

Esta semana, o jornal O JOGO (detido pela Controlinveste) apresentou o seu novo painel de ex-árbitros que, semana após semana, comenta os casos de arbitragem dos principais jogos. O painel foi reformulado, tendo saído Rosa Santos e António Rola e entrado Pedro Henriques e... Paulo Paraty. Mais um sinal do bom relacionamento entre Joaquim Oliveira e Luís Filipe Vieira?

Como seria de esperar, logo na sua primeira intervenção Paulo Paraty mostrou ao que vinha, senão vejamos:

15': Cardozo agride Sapunaru com uma cotovelada na área do FC Porto? Justificava-se sanção disciplinar?

Cardozo atinge, com o cotovelo, Sapunaru. Difícil para o árbitro é ter acesso ao lance com a clarividência da repetição da televisão e perceber a intenção do atleta, que procura a posição. Aceito a decisão.

41': César Peixoto comete falta sobre Varela merecedora de cartão vermelho?

Parece-me que há falta grosseira de César Peixoto. Creio que, para além da primeira falta, depois ainda calcou o Varela, e não houve qualquer sanção disciplinar. Mesmo o cartão amarelo, dado o que aconteceu, seria insuficiente.

53': Aimar deveria ter visto o segundo cartão amarelo por jogo perigoso sobre Belluschi?

O árbitro fez e bem a gestão do jogo. Aimar tinha acabado de ver um cartão amarelo. Por isso aceito a decisão do árbitro; teve e tinha de aguardar algumas faltas.

57': Falta de David Luiz sobre Sapunaru justificava a exibição do cartão vermelho e não do amarelo?

Está nos limites. De facto, é mais uma falta de David Luiz, uma situação extrema. Se fosse a primeira vez, era aceitável o cartão amarelo, mas talvez se justificasse o cartão vermelho.

78': Entrada de Carlos Martins sobre Belluschi foi faltosa e merecedora de sanção disciplinar?

Entendo que seria motivo para marcar falta; terá escapado ao árbitro. Quanto à gravidade, não me parece um lance maldoso. Deveria ter sido marcada apenas a falta.

Apreciação global: Árbitro demonstrou domínio, controlo e capacidade de liderança suficiente para que o jogo chegasse ao fim com equipas completas. Para quem gosta de arbitragens à inglesa, João Ferreira esteve bem.


Os destaques a negrito são da minha responsabilidade e dispensam mais comentários.

O Paulo Paraty tem mais jeito e dá menos nas vistas que o António Rola, mas não deixa de ser interessante apreciar a sua "ginástica" argumentativa ("parece", "creio", "era difícil para o árbitro", "talvez se justificasse", etc.) para tentar justificar o injustificável.

Fotos do jogo: Blogue 'Mais Portista'

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Dicionário do Sistema - Neto, Devesa

Neto, Devesa – Nascido em 30 de Abril de 1967, José Maria Pinheiro Devesa Neto, mais conhecido por Devesa Neto é um ex-árbitro auxiliar, já retirado, que chegou a internacional em 1997.

Ao longo dos últimos anos, a importância dos árbitros auxiliares (antigos fiscais-de-linha) tem vindo a aumentar e um dos que assumiu maior protagonismo foi precisamente Devesa Neto, o qual, durante muitos anos, formou equipa com Paulo Paraty (o árbitro preferido de Luís Filipe Vieira, conforme ficou claro das escutas existentes no processo 'Apito Dourado').

Como árbitro auxiliar, muitas das suas actuações suscitaram polémica por, aparentemente, serem influenciadas pela sua preferência clubistica. Aparentemente?
Vejamos o teor de uma das escutas do processo ‘Apito Dourado’, referente a uma conversa entre João Rodrigues e Pinto de Sousa, a propósito deste último se queixar que Luís Filipe Vieira estava zangado:

João Rodrigues: “Nomeie o Devesa Neto que o acalma logo”.

Fantástico o efeito que as nomeações de Devesa Neto tinham nos dirigentes benfiquistas. Porque seria?

Talvez por isso, Luís Guilherme o tenha nomeado para o famoso Estoril-Benfica no Algarve, da época 2004/05, em que auxiliou o árbitro Hélio Santos...

Presumo que para falar do tempo, também parece que era habitual o senhor Devesa Neto jantar com dirigentes do Benfica. Foi o caso de um jantar em Janeiro de 2006, no restaurante ‘O Sapo’, em Penafiel, com o director-geral do Benfica, José Veiga, o qual abandonou o estágio que a equipa benfiquista estava a fazer para um jogo com o Gil Vicente para desfrutar da companhia à mesa do influente ex-árbitro assistente.


Confrontado com um comunicado que o FC Porto fez na altura, Devesa Neto reagiu assim: “Dá-me vontade de rir. Era o que me faltava não poder jantar com pessoas que conheço bem. (...) Ninguém me vai proibir de jantar com quem quer que seja. Quando me apetecer e houver disponibilidade, voltarei a sentar-me à mesma mesa com José Veiga”.

Um outro episódio ocorreu no dia 7 de Março de 2006, com Devesa Neto a ser uma das caras conhecidas entre os adeptos benfiquistas que viajaram com a equipa até Liverpool. Terá pago a viagem do seu bolso? Respondeu o próprio: “Estou com o Benfica, pois sou convidado de José Veiga. Como adepto do clube assumido, é com muito prazer que o faço”.

Ora digam lá se a amizade e a gratidão não são coisas muito bonitas...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Dicionário do Sistema - João Rodrigues

João Rodrigues – Ex-dirigente do Benfica, presidente da Federação entre 1989 e 1992, João Rodrigues ocupou também altos cargos na FIFA, designadamente nas comissões de disciplina e justiça.

Considera Pinto de Sousa um dos "cinco amigos" que possui no futebol e várias escutas do processo ‘Apito Dourado’ demonstram que os árbitros para o Benfica eram combinados com João Rodrigues, a quem Pinto de Sousa telefonava regularmente para que fosse ele a contactar Luís Filipe Vieira, no sentido de se acertar qual o melhor árbitro para os encontros. Exemplos no processo ‘Apito Dourado’ da existência dessas conversas abundam.

Pinto de Sousa: “Eu precisava de uma ajudinha. Amanhã, ao meio-dia tenho de escolher os árbitros internacionais para a taça. [...] Precisava de dois nomes de árbitros que o Benfica considerasse.”

João Rodrigues: “Eu vou ligar ao Luís Filipe.[...] Já lhe ligo”.


O que disseram João Rodrigues e Luís Filipe Vieira nas conversas que tiveram entre si?
Não está documentado, visto que o Procurador de Gondomar (na altura detentor do processo) entendeu que não se justificava colocar os respectivos telefones sob escuta.

Também há exemplos de conversas entre Valentim Loureiro (eleito para a presidência da Liga com o apoio do Benfica) e Pinto de Sousa, em que este procura justificar a razão de não poder escolher os árbitros pretendidos pelo Benfica:

Pinto de Sousa: “A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: Quem é que você está a pensar para a Taça?... Eu disse: Estou a pensar no Paraty...”

Valentim Loureiro: “Bem, o gajo [LFV] está f... (...) O Paraty então não consegues, não é?”

Perante tamanhas evidências, é inexplicável porque razão João Rodrigues, Luís Filipe Vieira e também José Veiga nunca tiveram os seus telefones sob escuta.
Não admira, pois, que haja cada vez mais razões para suspeitar, que o ‘Apito Dourado’ é um processo «ad hominem» e que os alvos da “caça” estavam (estão!) todos no Norte.