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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A outra cadeira de sonho

Adeptos Portistas no Dragão Caixa (clicar na foto para ampliar)

Porque o FC Porto não é só Futebol.

Porque as modalidades coletivas de pavilhão fazem parte da gloriosa história do FC Porto.

Porque treinadores e atletas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins, quando envergam a nossa camisola o fazem, na sua esmagadora maioria, com total dedicação.

Porque no Dragão Caixa se sente a Alma Portista.

Porque o Dragão Caixa é a nossa segunda casa (para alguns Portistas é mesmo a primeira).

E por tantas outras razões, chegou a hora de renovar o Lugar Anual no Dragão Caixa para a época 2017/2018.

O Lugar Anual (exclusivo para sócios), para as três modalidades, tem um custo de 128 euros, abrangendo todos os jogos disputados no Dragão Caixa para o campeonato, Taça de Portugal e competições europeias.

O Lugar Anual para uma das modalidades tem um custo de 48 euros.

Espero que, ao longo da época 2017/2018, os sócios e adeptos do FC Porto regressem em força e encham mais vezes o Dragão Caixa.

Porque alta competição não é só no Futebol.

Porque o FC Porto não é só Futebol.

E porque para nós, Portistas, há outras cadeiras de sonho.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Casa de família - bilhete de família


Uma das boas sensações que costumo ter no ano futebolístico é a do primeiro jogo da época no Dragão. Há um sentimento de reencontro, de reunião "familiar" e de regresso a casa.
Ora, várias vezes penso nesta sensação e nas dificuldades que a maioria das famílias têm, em especial em momentos de crise como os que temos presenciado, para poder viver esse momento de "família portista" em família (de sangue).
Um lugar anual é algo que muitas famílias não conseguem dar a todos os seus membros, e muito menos quando algum ou alguns dos membros não logram garantir presença num número mínimo de jogos.

Parece-me que seria de estudar a hipótese de haver cartões familiares com obrigação de aquisição de entradas anuais para um certo número de membros mas que permitisse duas coisas:
1. Por um lado,  a entrada livre de qualquer membro da família usando para tanto os lugares anuais adquiridos. Por exemplo, na minha família, composta por 7 pessoas, não obstante sermos todos sócios, só 4 membros têm lugar anual. Ora não há qualquer direito a que os outros 3, caso um dos 4 não possa ir a um jogo, entre no seu lugar.
2. Por outro lado, a aquisição a um preço reduzido (por sócios do mesmo agregado familiar de sócios com lugar anual) de entradas nos jogos aos quais compareçam os seus familiares. Isto estimularia cada jogo como um "momento de família" e poderia conduzir,  inclusivamente, à possível aquisição de lugares anuais pelos membros que, inicialmente não os tinham. Esta aquisição a preço reduzido poderia até estar sujeita à condição de que, no princípio do ano, se pagasse um pequeno fee para que cada um dos sócios pudesse fazer valer esse direito mais tarde (o que garantia logo uma receita por um direito que até poderia nunca ser exercido).

Não duvido que a estrutura do FCP esteja atenta ao pricing e às possibilidades existentes, mas penso que este tipo de relação teria vantagens financeiras e clubisticas (associativas) a considerar.
Quanto a mim só  posso confessar que me custa sempre um pouco estar "em família" no Dragão e ter deixado parte da família em casa...
 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Arquibancada e Superior...

Na sequência de um artigo recente publicado no ‘Reflexão Portista’, o qual proporcionou uma acesa discussão sobre o preço dos bilhetes, há novidades acerca dos lugares anuais para a próxima época.

«As principais novidades desta temporada são uma descida do preço médio e do preço mais baixo do estádio (130 euros, incluindo fase de grupos da Champions) e uma simplificação e uniformização das bancadas.
Os diferentes espaços destinados ao público passam a ter novas denominações (...) sobressaem descontos especiais para o público jovem, senhoras e sócios da categoria Reformados
in website oficial do FC Porto (11-06-2013)

(Dragon Seats, Tabela de Preços para 2013/14)

No site oficial do clube é dito que o preço médio dos bilhetes baixou, bem como, o preço mais baixo do estádio, mas há várias comparações que podem ser feitas, levando ou não em conta os descontos que existiam (e aparentemente deixaram de existir) para quem fazia a renovação do seu lugar anual.

Deste modo, optei por alargar o período de comparação a uma altura em que ainda não se fazia sentir, de forma tão intensa, a restrição ao consumo interno e em que o IVA sobre o preço dos bilhetes era de 6%.

Assim, e em termos práticos, quem pretender adquirir um lugar anual no Estádio do Dragão, para assistir aos jogos do campeonato e das competições europeias (fase de grupos), se comparar com os preços de há três anos atrás (preços de 2010/11 versus 2013/14, para lugares novos)…

(Dragon Seats, Tabela de Preços de 2010/11)

… constata que:
- Box (1250 euros), o preço diminuiu 250 euros para, Box (1000 euros)
- Tribuna (750 euros), o preço diminuiu 150 euros para, Tribuna (600 euros)
- Bancada A (450 euros), o preço diminuiu 130 euros para, Central (320 euros)
- Bancada B (350 euros), o preço diminuiu 30 euros para, Central (320 euros)
- Bancada C (275 euros), o preço diminuiu 100 euros para, Lateral (175 euros)
- Bancada F (300 euros), o preço diminuiu 30 euros para, Family Box (270 euros)
- Bancada D (225 euros), o preço diminuiu 70 euros para, Arquibancada (155 euros)
- Bancada E (170 euros), o preço diminuiu 15 euros para, Arquibancada (155 euros)
- Bancada G (150 euros), o preço diminuiu 20 euros para, Superior (130 euros)
- Bancada H (150 euros), o preço diminuiu 20 euros para, Mobilidade Reduzida (130 euros)


Evidentemente, o facto mais relevante em termos de política de preços é a descida generalizada do preço dos lugares anuais que se verificou nos últimos três anos, isto apesar do IVA dos bilhetes dos jogos de futebol ter aumentado de 6% para 23%. Veremos se é suficiente para levar mais gente às bancadas do Dragão.
Contudo, não deixo de apreciar o simbolismo que é renomear as Bancadas D e E como “Arquibancada” e a Bancada G como “Superior”.
Quem não se lembra do “Tribunal”, na curva da Superior Sul do Estádio das Antas, bem como, do tempo em que não havia pipocas e a chuva entrava pelas costas abaixo (“já não chove, podem sentar...”).

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Marketing na FC Porto, SAD

Por Nuno de Campos

Num negócio em défice e em tempo de crise, não sei como se pode escolher clientes e olhar a cor do dinheiro. O que pode comprometer seriamente o futuro do clube são as contas - encham o estádio de vermelhos a assobiar, desde que paguem bilhete, bebam cerveja e deixem gorjeta. Com assobios podemos nós bem.


Associar o declínio das receitas do Dragão ao treinador é igual a culpar árbitros por derrotas. Tal como definir o plantel e a equipa técnica, a estratégia de marketing, a venda de lugares anuais e de bilhetes, os contratos de concessão do estádio devem ser tratados antes da época começar. O departamento de marketing tem que fazer o seu trabalho e ser responsabilizado pelos resultados.

Independentemente da qualidade do jogo, num estádio cheio, o espectáculo é melhor e o cliente sai mais satisfeito e decidido a voltar. Estádio cheio gera um melhor espectáculo televisivo, faz o telespectador invejar quem esteve no estádio. Um estádio vazio, mesmo pela televisão, mesmo com 2 mil fanáticos num canto a gritar, cria um sentimento negativo.

Nos EUA, onde moro quase há 20 anos, os estádios das equipas com a dimensão e a tradição de FC Porto estão sempre cheios. Por exemplo, na zona de Boston, semelhante ao grande Porto em dimensão, os Boston Red Sox esgotaram o seu estádio (38.000 lugares) de 2003 a 2013, num total de 820 jogos. Com um rendimento per-capita muito superior ao do grande Porto os preços dos bilhetes mais baratos (aproximadamente $20 USD) são bastante inferiores aos praticados no Dragão.


O estádio está sempre cheio, os espectáculos são sempre animados, quer a equipa jogue bem ou mal. Com um estádio sempre cheio aumentam as receitas com publicidade e concessionários. O calendário e horário dos jogos são estabelecidos muito antes de a época começar. Os jogos à semana começam sempre às 7:15, para que o público jante no estádio e possa regressar a casa a horas. Com mais clientes que pagaram menos pelos seus bilhetes, a oferta dos concessionários é muito melhor do que a miséria do Dragão, mesmo na MLS que tem audiências e orçamentos muito inferiores. A cerveja tem álcool e ninguém se insulta nem esmurra. Não se atiram objectos. Os espectadores são homens e mulheres de todas as cores e idades e ninguém receia levar para o estádio crianças pequenas. E os bilhetes estão todos vendidos muito antes de a época começar, em assinaturas anuais, pacotes com número fixo de jogos e um número reduzido de bilhetes individuais. Uma estratégia corrente é incluir um jogo grande num pacote com 5 jogos pequenos. Raramente se vendem bilhetes individuais para jogos grandes. Tudo isto contribui para uma melhor experiência do espectador, o cativar e fidelizar de novos espectadores, e a melhor saúde financeira dos clubes.

No nosso clube não vejo uma estratégia de marketing que tenha como prioridade encher o Dragão.

Nota: O Reflexão Portista agradece a Nuno de Campos a elaboração deste artigo.
 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Duas iniciativas para encher o Dragão


29/10/2012 Bilhetes para recepção ao Marítimo a oito euros
Em semana de Dragões de Ouro, os ingressos de sócio para o FC Porto-Marítimo (sexta-feira, 20h15, oitava jornada da Liga) têm o valor único de 8 euros, para qualquer bancada.
Os detentores de Dragon Seat têm ainda a possibilidade de adquirir até dois bilhetes pelo preço unitário de oito euros.
As entradas estão disponíveis nos locais habituais: Loja do Associado, FC Porto Stores do NorteShopping, do ArrábidaShopping e do Shopping Cidade do Porto, lojas Fnac do GaiaShopping, MarShopping, NorteShopping e Via Catarina, www.fcporto.pt e Linha Dragão (707 28 1893).


30/10/2012 Entra no FC Porto-Marítimo pela porta do Vitalis Park
A FC Porto Store do Vitalis Park comemora esta terça-feira quatro anos de existência e por esse motivo quer presentear os mais dedicados adeptos portistas.
Por cada 15 euros de compras na loja azul e branca, os adeptos recebem um convite para o FC Porto-Marítimo, da oitava jornada da liga (sexta-feira, 20h15, Estádio do Dragão).
A promoção é válida durante esta terça-feira, dia 30, na FC Porto Store do Vitalis Park.

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Duas boas iniciativas, que vão de encontro aquilo que venho defendendo, para que o Estádio do Dragão tenha mais gente, e se possível encha, nos jogos que o FC Porto disputa em casa.
Só é pena que a divulgação se tenha cingido ao website do clube e com uma antecedência e destaque limitado. Conheço vários portistas que não tinham conhecimento destas iniciativas.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Lotação esgotada no Dragão


03-10-2012, FC Porto x Paris SG: 36509 espectadores
07-10-2012, FC Porto x Sporting: 38909 espectadores
16-10-2012, Portugal x Irlanda Norte: lotação disponível esgotada

Num país em que a paixão dos adeptos pelos clubes é muito maior do que pela equipa das quinas, por que razão as recepções ao PSG (um jogo da Liga dos Campeões, contra uma equipa cheia de nomes sonantes) e ao SCP (um dos clássicos do futebol português) tiveram uma assistência inferior a 40 mil pessoas, enquanto o jogo da seleção esgotou na véspera?

Analisemos vários dos fatores que, normalmente, são referidos como influenciando as assistências dos jogos.

i) Hora do jogo – A recepção ao SCP foi à mesma hora (20:45) do Portugal x Irlanda Norte.

ii) Dia do mês – O jogo da seleção foi realizado mais perto do final do mês (numa altura que, em principio, as pessoas teriam menos dinheiro).

iii) Meteorologia – No jogo entre as seleções, o estado do tempo (vento e muita chuva) convidava a… ficar em casa.

iv) Televisão – Todos os jogos tiveram transmissão televisiva, com a diferença do Portugal x Irlanda Norte ter sido em canal aberto (RTP1), enquanto que os jogos dos dragões só puderam ser vistos num canal pago (a SportTv).

v) Antecedentes – Quatro dias antes de receber os irlandeses, Portugal tinha perdido na Rússia, com uma exibição tristonha; quatro dias antes de receber os leões, o FC Porto tinha ganho aos novos milionários de Paris, naquela que, possivelmente, foi a sua melhor exibição desta época.

vi) Bilhetes pré-comprados – Na seleção não existem sócios, nem bilhetes previamente comprados; já no caso dos jogos do FC Porto em casa, terão sido vendidos cerca de 20 a 25 mil dragon seats para a época 2012/13.

Se nenhum destes fatores serve de explicação para a enchente no jogo da seleção (bem pelo contrário), o que sobra?
O preço dos bilhetes!


Apesar do país estar a atravessar um período de crise económico-financeira generalizada, se os bilhetes forem mais baratos e houver promoções (ex: pague 2 e leve 3 bilhetes) ou parcerias (do tipo da que a FPF fez com o Continente), ficou provado que é possível ter lotações esgotadas no estádio do Dragão, mesmo que o oponente seja a pouco apelativa Irlanda do Norte.

Os responsáveis dos clubes, e no caso que me interessa os do FC Porto, têm de perceber a realidade atual e que o futebol ao vivo em Portugal não pode ser um espetáculo caro, destinado apenas aos “fiéis”. É importante atrair os sócios que não têm lugar anual, os adeptos que não são sócios e até compradores ocasionais.

Um estádio cheio é outra coisa.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dragon Seats e quotização em baixa

«A bilheteira, no seu sentido amplo, aumentou 571m€ relativamente a 2009/2010. Este crescimento não foi mais significativo uma vez que houve uma quebra das receitas obtidas com a comercialização de Dragon Seats e com o proveito das quotizações pagas pelos associados do FC Porto que são proveito da sociedade desportiva. No que diz respeito aos dragon seats, esta queda poderá ser explicada pelo facto do FCP estar a disputar a UEFA Europa League, o que poderá levar a um interesse menor dos associados na procura deste produto. No caso das quotas, cumulativamente a ter diminuído a receita global da quotização, a percentagem destinada à sociedade desportiva baixou de 80 para 75%. Já as receitas dos bilhetes vendidos jogo a jogo aumentou tanto nos jogos do campeonato nacional, como das competições europeias.»
in Relatório e Contas Consolidado 2010/2011 (pp 12-13)


A explicação que a Administração da FC Porto SAD apresenta para o decréscimo de receitas obtidas com a comercialização de lugares anuais é uma possibilidade, mas não me convence.

Contudo, do meu ponto de vista, mais preocupante é a diminuição da receita global da quotização numa época que foi, indiscutivelmente, uma das melhores de sempre. Explicações? O que fazer para inverter esta tendência?

Para o Clube e para a SAD é muito importante que o FC Porto cresça em número de sócios. Os resultados desportivos têm sido favoráveis a esse desiderato, mas é preciso que fora das quatro linhas também haja iniciativas nesse sentido.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Doeu!


Reconheci como razoável a actualização do valor das quotas no FCP.

Hoje, renovei o meu dragon seat, através do site do FCP. Eis senão quando, constato que o meu lugar passou de 380 para 420 €. Um aumento acima dos 10%. Doeu-me, confesso.

Como a maioria dos portugueses, activos ou reformados, no sector público ou privado, terão os seus proveitos significativamente diminuídos nos próximos anos (não sou excepção), considero esta actualização excessiva e desmobilizadora. O FCP é uma paixão, mas o futebol não é um produto de primeira necessidade e o sofá é uma alternativa bastante mais barata.

Há uma justa euforia, depois desta época inesquecível que continua viva e que queremos repetir, mas não pode ser a qualquer preço. Não nos tornemos menos prudentes. Os efeitos da crise acrescerão de forma brusca e prevejo tensões sociais, no futuro próximo. Acho que o futebol não vai conseguir sair incólume da grave crise que o país atravessa.

Apesar da actual situação do país, o futebol parece girar em contra-ciclo: o FCP vai contar com o maior orçamento de sempre, o SLB são contentores de jogadores e mais uma tonelada a caminho, e o SCP conta com 100M€ para investir.

Atenção às ondas de choque. Os exemplos na contenção dos custos tem de vir de cima. Os mercados são muito voláteis e amanhã, os mais esbanjadores, podem ter de fechar a torneira.

É minha convicção que a SAD do FCP não foi prudente nesta actualização dos preços dos lugares cativos, a não ser que esteja profundamente equivocado: este acréscimo segue um ponderado aumento da procura interna. Ainda que seja assim, alguma contenção teria sido avisada.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

SMS do dia - CXXVII

Temos de convir que esta é uma boa mensagem publicitária:

Nada limita a nossa ambição. As grandes conquistas começam sempre consigo. Mantenha a sua cadeira de sonho! Renove o Dragon Seat até 8/Jul


sábado, 15 de janeiro de 2011

Dragon Seat ou comprar jogo a jogo?

Olhando para a tabela de preços da época 2010/11 (clique na imagem ao lado para a ampliar) é indiscutível que fica mais barato comprar um Dragon Seat, se a pessoa for ao estádio ver os jogos todos, ou quase todos. Por exemplo, o preço base de um lugar anual para a Bancada D é 175 ou 225 euros, consoante abrange apenas os 15 jogos do campeonato ou também os da Liga Europa (até à fase das eliminatórias). Para os mesmos desafios, quem preferir comprar jogo a jogo terá de gastar 210 ou 266 euros (19 jogos vezes 14 euros). E se estivermos a falar na renovação do lugar anual, os valores são ainda mais favoráveis, porque existe um desconto de fidelização em relação ao preço base.

Evidentemente, a forma como o estádio foi segmentado em bancadas (de A a H), permite que seja comprado um bilhete para uma bancada e se assista ao jogo numa bancada melhor. Por exemplo, comprar bilhete para a bancada E ou C e assistir ao jogo num lugar vazio da bancada D ou B (bancadas cujos lugares são mais centrais e mais caros). Não sei quantas pessoas fazem isto, mas sendo possível é algo que introduz distorção nas contas anteriores, reduzindo, ou anulando, as diferenças entre as duas modalidades de aquisição (lugar anual fixo ou jogo a jogo).

Contudo, a questão de comprar ou não um lugar anual não se cinge ao preço. O que fazer quando se tem um lugar anual, os lugares à volta estão todos vendidos e se quer levar alguém connosco (familiar ou amigo) para assistir a um jogo?

O Pedro Vale já falou sobre este cenário aqui e propôs uma solução que me parece fazer todo o sentido. “A solução lógica para esta situação é permitir que um sócio com lugar anual mude de lugar para poder ir para perto dos seus convidados. Quando fosse comprar os bilhetes para os seus convidados, o sócio poderia requisitar a alteração do seu lugar (alteração válida exclusivamente para esse jogo) para outro lugar”. Eu acrescento que se o novo lugar fosse de uma bancada mais cara, o sócio pagaria a diferença de preço e, para evitar que a excepção se transforme em regra, o detentor de um lugar anual poderia recorrer a esta solução num número limitado de jogos por ano (4 ou 5).

A bilhética do FC Porto está informatizada e, por isso, não me parece que este tipo de funcionalidade seja impossível de implementar. Infelizmente, quase três anos depois, o problema continua sem ter uma solução satisfatória e é a principal razão por que eu deixei de ter um lugar anual.

sábado, 21 de agosto de 2010

Vale a pena comprar um dragon seat?


O campeonato já começou e no próximo domingo realiza-se o primeiro jogo oficial no estádio do Dragão.
Vale a pena comprar um dragon seat? Quais são as vantagens e desvantagens?

O Diário Económico analisou as condições da oferta de lugares anuais dos três grandes e, no início de Agosto, publicou um artigo cujo título era "Compensa ter lugar cativo nos estádios portugueses?"

É um artigo interessante, assinado pela jornalista Marta Marques Silva, e que vale a pena ler. Deixo aqui um resumo alargado das partes mais relevantes.

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«(...) os preços variam consoante o lugar do estádio, mas dependem também da "categoria" do sócio: mulheres, crianças, jovens e seniores têm direito a desconto. No Benfica, o 'red pass' para um sócio efectivo, adulto do sexo masculino, varia entre os 130 e os 350 euros. Já os 'red pass' com desconto podem ir dos 95 aos 250 euros. Por estes preços terá direito a assistir aos 15 jogos da Liga em casa e ao jogo de apresentação, neste caso, já realizado.

Do outro lado da 2ª Circular, os preços são semelhantes. No Sporting, um lugar cativo varia entre os 95 e os 345 euros. No entanto, os leões dão-lhe a oportunidade de adquirir a sua GameBox a custo zero. Novamente, mulheres, jovens e sócios reformados têm direito a preços mais em conta. Por exemplo, se quiser partilhar as emoções do jogo com o seu filho menor de 11 anos, os preços vão dos 45 aos 170 euros. E, no caso do Sporting, além dos jogo da apresentação e dos 15 jogos da Liga, a GameBox inclui ainda um jogo da Taça da Liga e um jogo da pré-eliminatória da Liga Europa.

Já se o seu coração é azul, o Dragon Seat permiti-lhe assistir aos 15 jogos da Liga e ao jogo de apresentação a partir de 110 euros, até um máximo de 175 euros (ou de 70 a 130 euros se for um sócio menor, reformado ou mulher). No entanto, se quiser incluir até quatro jogos da UEFA no seu Dragon Seat, o intervalo de preços sobe para os 150-225 euros. Este pacote dá-lhe também a oportunidade de aceder aos melhores lugares do estádio e, neste caso, os preços podem subir até aos 450 euros, ou até mesmo aos 750 euros ou 1.250 euros, se preferir um lugar na tribuna ou na box.

Se já é sócio de qualquer um destes clubes, adquirir um lugar de época fica praticamente ao mesmo preço que comprar bilhetes para todos os jogos em casa. Por exemplo, se tivesse comprado bilhetes para todos os jogos do Sporting em casa na época passada teria pago cerca de 190 euros, considerando bilhetes de preço intermédio. Já se comprasse uma GameBox para os mesmos lugares pagaria 195 euros. O mesmo exercício é válido para o FC Porto, onde a compra de bilhetes custar-lhe-ia cerca de 271 euros, o que compara com os 275 euros pagos pelo Dragon Seat. O Benfica não divulgou ao Económico o preço dos bilhetes na época passada. Já se ainda não é sócio, e pretende assistir a todos os jogos da sua equipa em casa, saiba que fazer-se sócio e comprar um lugar de época permiti-lhe poupar uns euros ao final do ano. (...)

Quais as vantagens de comprar um lugar de época?
A primeira vantagem é ter sempre o seu lugar garantido para apoiar a sua equipa no estádio, sem ter de se preocupar com disponibilidade ou filas para comprar os ingressos. Além disso, tem ainda o factor preferencial na compra de bilhetes para jogos não incluídos, como é o caso dos jogos para as ligas europeias. O seu clube enviar-lhe-á até cinco dias antes do jogo, por SMS ou e-mail, uma mensagem a perguntar se quer comprar bilhete para o seu lugar. Se entretanto quiser trocar de lugar, poderá sempre solicitar a alteração, durante o decorrer da época ou na renovação. Regra geral, os melhores lugares do estádio estão reservados para os lugares cativos.

Se não puder assistir a todos os jogos, a quem posso passar o lugar?
Sempre que não puder assistir a um jogo pode "emprestar" o seu lugar a um amigo ou familiar. No entanto, apenas poderá fazê-lo dentro da mesma "categoria". Ou seja, um lugar de época comprado por uma mulher apenas poderá ser "emprestado" a outra mulher (não necessita de ser sócia). A mesma lógica é válida para um sócio adulto masculino, um jovem com idade compreendida entre os 18 e os 23 anos, um menor de 18 anos ou de 11 anos, ou um lugar de época de sénior reformado. Estas condições são válidas no Benfica e Sporting. Já no Porto, de acordo com o responsável da linha de atendimento, o sócio não poderá "emprestar" o seu Dragon Seat.

Como comprar uma GameBox a custo zero?
O clube de Alvalade lançou a campanha "Traga sangue novo". Assim, todos os sócios com GameBox 2009/2010, ou lugares especiais, que já tenham renovado o seu lugar para a nova época, ao angariarem sócios para comprar uma GameBox (GB) recebem 50% do valor da GB angariada. O valor máximo a receber é limitado ao valor da sua GameBox, pelo que, se angariar dois sócios para comprarem um lugar de época, terá a sua GB paga. Necessário ter em atenção que o sócio angariado não pode ter tido GameBox na época 2009/2010. Além disso, só poderá angariar sócios da mesma categoria - sub11 angaria sub11; mulher angaria mulher; sénior angaria sénior.

Os lugares de época dão direito a assistir apenas aos jogos da Liga?
Depende do clube. Entre os três grandes todos dão direito a assistir aos 15 jogos da Liga realizados em casa e ao jogo de apresentação da equipa. No caso do FC Porto, pode optar somente por este pacote, ou escolher um alternativo que lhe dá também acesso até quatro jogos da UEFA - o jogo dos ‘playoffs' e, em caso de passagem, aos três jogos da fase de grupos. O Porto oferece ainda um convite duplo para oferecer a familiares para um jogo da Liga no Dragão (a oferta é limitada à disponibilidade de lugares). Já o Sporting inclui automaticamente um jogo da Taça da Liga e um jogo europeu, no caso, a pré-eliminatória da Liga Europa frente ao Nordsjaelland, a 5 de Agosto.

Como funciona a GameBox protecção desemprego?
É mais uma novidade lançada este ano pelo Sporting. A GameBox Protecção funciona como um seguro em caso de desemprego. Ou seja, a quem compre uma GameBox este ano e entretanto fique desempregado, o Sporting oferece-lhe uma GameBox de valor equivalente na próxima época. Qualquer sócio que adquira actualmente um lugar de época fica automaticamente abrangido por este seguro. No entanto, existem cláusulas de excepção: os sócios que fiquem desempregados nos dois meses seguintes à compra da GameBox não poderão usufruir deste seguro; e o mesmo só poderá ser activado se o sócio permanecer mais de 90 dias em situação de desemprego.

Quem pode usufruir de descontos na compra de lugar cativo?
Mulheres, jovens, crianças e seniores têm direito a preços mais simpáticos. Por exemplo, no Benfica o preço base de um red pass para a bancada Meo, no piso 3 superior, sector 20, custa 170 euros. Mas qualquer categoria de sócios que usufrua de desconto paga 125 euros. Já no Sporting, uma GB para a lateral nascente, bancada A, custa 195 euros, mas se for mulher ou se tiver menos de 23 anos, paga 175 euros, um sénior ou um jovem com idade inferior a 17 anos paga 145 euros, e um menor de 11 anos paga 95 euros. No FC Porto o preço base para a bancada Meo ou TMN D custa 150 euros, mas se tiver entre 18 e 25 anos paga 130 euros, e se for mulher, menor ou reformado paga 110 euros.

Compensa fazer-se sócio?
- Tornar-se sócio do Sporting custa-lhe 150 euros no primeiro ano. Se tivesse comprado bilhetes (de custo intermédio) para todos os jogos em casa na época passada teria pago cerca de 295 euros, no caso de não ser sócio. Uma GameBox (GB), para os mesmo lugares considerados atrás, custa-lhe cerca de 190 euros. Ou seja, um total de 340 euros (150 de ser sócio mais 190 euros da GB). Fica mais caro, mas a GB inclui três jogos adicionais. No entanto, o clube permite a compra de GB para adeptos, com preços entre os 137 e os 157 euros, mas os lugares não são os melhores.

- Já no FC Porto, tornar-se sócio custa 138 euros no primeiro ano. Considerando um exercício idêntico ao descrito acima, comprar bilhetes de adepto para todos os jogos teria um custo de 478 euros, e um Dragon Seat para os mesmos lugares custar-lhe-ia 275 euros (inclui até quatro jogos da UEFA). Ou seja, um total de 413 euros. Neste caso, compensa fazer-se sócio.

- Já se for adepto do Benfica e quiser tornar-se sócio, paga 157 euros no primeiro ano. O red pass, para lugares de valor intermédio, custa 240 euros.»

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Anualmente é isto

Um gajo diz mal durante um ano (ou parte dele), são todos uns filhos da ..., só nos andam - aos sócios - a chular, que vão gozar prá terra deles, ...

E depois mudam o treinador, a gente fica com e eis que chega a hora do


e pago para ver.

Após anos de crise de futebol estava indeciso em pagar por 1 ou 4 jogos da liga europa o mesmo que o(s) ano(s) passado(s) paguei por 3 jogos da liga dos campeões. Lá está, são sempre os sócios a pagar as asneiras doutros.

Mas quando me dizem que vou ter

nem hesitei :-D, fiquei logo convencido. Até os gajos da CMVM vão comprar lugares anuais.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Dragon seat with discount

Está a chegar a hora de renovar o lugar anual - ou como modernamente (ou será parolamente?) se diz - o Dragon Seat, que este ano traz a novidade de não dar direito a bilhetes para as modalidades amadoras, mas também duvido que alguém tivesse usado esses bilhetes nos últimos anos tal era a burocracia. De resto as regalias e preços mantêm-se.



Mas há este ano, uma novidade (ou melhor duas) em forma de desconto, que diria finalmente premeiam a fidelização dos sócios:

Desconto Fidelização – 5% de desconto para todos os Sócios com Dragon Seat na época passada que assistiram a todos os jogos da 2ª volta (válido também para sócios que adquiriram Dragon Seat 2ª Volta).

Desconto Tetra – 4% de desconto para os Sócios com Dragon Seat durante 4 épocas consecutivas (desde 2005/06) e que renovarem o seu DS até 15 de Junho 2009.


Sendo que 1% reverte para a conta corrente, se pagarmos com o Cartão Visa FCP temos 1,5% na conta corrente.

Ou seja, quem renovar o lugar anual até ao dia 15 de Junho, pode ter um desconto até 10,17%. Parece-me bem.

Que passada a crise este tipo de atenções aos sócios continuem, é o que se deseja.
E já agora que no próximo ano, na distribuição dos bilhetes para a final da Liga dos Campeões, os sócios mais fieis tenham prioridade na aquisição dos mesmos.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Sócio ou Dragão Sentado

No passado mês de Março, o FC Porto colocou à venda os bilhetes para a 2ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. A tabela de preços para o jogo contra o Manchester United no Dragão diferencia Sócio Dragon Seat com UEFA de Sócio Dragon Seat sem UEFA ou Sócio, com um agravamento entre os 222% e 250%, consoante a bancada. Ou seja, o sócio com ou sem lugar anual paga entre 15 a 25 euros mais do que o sócio que adquiriu o seu lugar anual com UEFA.


Desde logo não compreendi muito bem a lógica no agravamento dos preços: nas bancadas A e B o agravamento é de 225%, na C de 222%, já na D é de 233% e as E e G de 250%. Possivelmente isto acontece devido aos arredondamentos (para cima!) no valor dos ingressos, mas isto leva a que o desconto para Sócio Dragon Seat UEFA seja variável e nem se adeqúe aos preço anuais de cada um, assim como, aplica um critério circunstancial ao agravamento no preço: nem é bem por bancada, nem bem por Dragon Seat com ou sem UEFA, é conforme... Para além desta incongruência, a diferença na ordem dos 222%-250% parece-me bastante exagerada. Como princípio, seria preferível estipular um preço único para o bilhete de sócio para cada bancada e, sobre esse valor, aplicar um desconto aos sócios que tenham adquirido produto(s) A, B ou C. Bem sei que o resultado pode ser o mesmo, mas o princípio não o é.

E este princípio (que não se mede pelos números) é a questão principal e que pode ter consequências no futuro do FCP. Com a inauguração do Dragão Caixa e o respectivo lugar anual Dragão Caixa Seat, pergunto-me se não estaremos a caminhar no sentido de um clube sem sócios mas com detentores de lugares. O lugar anual é um excelente produto e é perfeitamente compreensível que o FC Porto queira e deva premiar os sócios que adquiram determinados produtos. É lógico que os “Dragon Seat” tenham prioridade na aquisição de bilhetes e que os obtenham a um preço especial. No entanto é importante que o FC Porto seja capaz de equilibrar os critérios comerciais e económicos com os princípios do associativismo. Bem sei que a paixão fala sempre mais alto, mas será justificável pagar uma quota anual de sócio se isso significa ainda uma diferença superior a 200% para os que tenham adquirido determinados produtos. A título de curiosidade, o agravamento no preços dos ingressos para o público em geral para o próximo jogo FC Porto – Estrela Amadora, é de 160-200%, inferior ao praticado entre sócios para o jogo da Champions League.


São estes sinais que devem ser tidos em conta a fim de percebermos se o futuro do FC Porto passa pelos associados ou por quem adquire os seus produtos. A questão não é simples. Por um lado, temos o clube com todas as suas modalidades, temo os sócios que garantem um carácter ao FCP e o liga invariavelmente à história de uma região e de um país – e garante resultados, pois exibições e posturas como as que tivemos a oportunidade de desfrutar em Old Trafford não surgem do acaso. Por outro, o papel dos Clubes nas Sociedades Anónimas Desportivas, a vertente comercial do futebol bem com a sua dimensão que pode ir muito além fronteiras (a hipotética Superliga europeia) ou a sustentabilidade financeira. Talvez no meio é que esteja a virtude, continuando a crescer e promover novas formas de cativar adeptos... e sócios.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Sistema de bilhética do Dragão

Este assunto tem surgido recorrentemente em conversas com amigos, família e colegas. Neste fim-de-semana este tópico surgiu novamente: tinha três pessoas que queriam ir comigo ao jogo FC Porto – UD Leiria! Aproveitei a deixa para pensar um pouco no assunto: - Como fazer quando se quer levar alguém connosco para assistir a um jogo?
A resposta mais usual quando faço esta pergunta é um sorriso sarcástico acompanhado por um comentário mordaz do género «Vais à bilheteira e compras um bilhete!»

A questão vai um pouco além da simplicidade que aparenta:
- Sou sócio com lugar anual.
- Quero que as pessoas que me acompanhem fiquem junto a mim.
- Os lugares à minha volta estão geralmente todos ocupados por outros sócios com lugar anual

Existe alguma resolução para este problema? Que seja do conhecimento público, não! Se for comprar os bilhetes através do processo actual, o mais provável é que acabe por ficar separado das pessoas por umas filas, um sector ou mesmo uma bancada.

A solução lógica para esta situação é permitir que um sócio (ou um grupo de sócios) com lugar anual mude de lugar para poder ir para perto dos seus convidados. Quando fosse comprar os bilhetes para os seus convidados o sócio poderia requisitar a alteração do seu lugar (alteração válida exclusivamente para esse jogo) para outro lugar.

Quais são os ganhos para o FC Porto de uma medida deste género? Parece-me evidente que iria existir um aumento na venda de bilhetes. Se cada sócio com lugar anual levasse um convidado por época, significaria uma receita adicional de cerca de 350.000€ (valor puramente especulado e baseado no preço para um bilhete para público mais barato, a 10€, para um total de 35.000 sócios com lugar anual). Eu por ano "deixo" de levar companhia para o estádio 4/5 vezes por época!

Será que o ganho justifica o investimento na alteração do sistema? A isso só o FC Porto e a empresa encarregue da bilhética (Novabase) podem responder... Mesmo que a curto prazo seja um investimento, creio que a longo prazo pode ser transformado num proveito, potenciando os lugares que habitualmente ficam por preencher no Estádio do Dragão.
Entretanto, os convidados vão ficando por casa...