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sábado, 21 de setembro de 2013

Quem ovos vende e galinhas não tem…

Quem ovos vende e galinhas não tem, de algum lado eles vêm
(Provérbio português)


Em complemento ao artigo que o José Rodrigues publicou ontem, pretendo olhar para este assunto – as contas da Sport Lisboa e Benfica, Futebol SAD – sob outro prisma.

Comunicado da Benfica SAD, de 19-09-2013

Vendo o quadro anterior (clicar para ampliar), verifica-se que a SAD encarnada terminou o ano fiscal de 2010/2011 com um prejuízo de 7,66 milhões de euros.

Um ano depois (em Junho de 2012)...
A SAD encarnada terminou o ano fiscal de 2011/2012 com um prejuízo de 11,69 milhões de euros.

Dois anos depois (em Junho de 2013)...
A SAD encarnada terminou o ano fiscal de 2012/2013 com um prejuízo de 10,39 milhões de euros.

Nota: De salientar que a Benfica SAD terminou o exercício 2012/2013 com um resultado líquido negativo, apesar de, durante esse período, ter encaixado 51,5 milhões de euros em proveitos com transferências de jogadores (valor recorde para a sociedade desportiva do slb e que não deve ser fácil de repetir).

Quanto ao Passivo, que no caso da Benfica SAD inclui os empréstimos para o pagamento do estádio da Luz, em apenas dois anos aumentou mais de 60 milhões de euros, passando de 379,6 milhões de euros em Junho de 2011, para 440,4 milhões de euros em Junho de 2013 (equivale a 300% dos Proveitos totais consolidados do exercício 2012/2013).

Como é óbvio, não sou benfiquista e, por isso, não estou minimamente preocupado com a situação financeira da Benfica SAD (para mim, quanto pior melhor).
A questão que coloco é outra.
Perante esta situação financeira e tendo a Benfica SAD registado prejuízos nos últimos cinco exercícios (!), como é possível que no recente período de transferências, a Benfica SAD tenha investido cerca de 40 milhões de euros em 15 novas contratações para esta época, sem ter necessidade de fazer vendas significativas (segundo os números que vieram a público, encaixou menos de 15 milhões de euros em vendas e empréstimos)?

Ora, atendendo a que a Benfica SAD não é uma empresa qualquer e disputa várias competições desportivas com outros clubes, seria importante, por uma questão de transparência e equidade, sabermos de onde vem o dinheiro para estes “luxos” na constituição da equipa de futebol.

Conforme já aqui referi, depois do BCP ter deixado de conceder crédito aos clubes de futebol, o dinheiro que permite que uma SAD em situação de falência técnica continue a gastar mais do que aquilo que recebe e a reforçar a sua equipa de futebol vem, segundo o diretor do Jornal de Negócios (o benfiquista Pedro Santos Guerreiro), do Banco Espírito Santo.

Dando como boa esta informação (até hoje não foi desmentida por qualquer das Partes envolvidas), o que eu pergunto é se faz sentido que Bancos em grandes dificuldades (no primeiro semestre de 2013 o BES teve perdas de 237,4 milhões de euros e o principal motivo para o agravamento dos prejuízos foram, precisamente, as imparidades com o crédito malparado), continuem a financiar uma sociedade anónima desportiva que, pelo quinto ano consecutivo, fecha o exercício com prejuízo?

Nota: A última vez que a Benfica SAD obteve lucro foi em 2007/08, com 0,11 milhões de euros positivos. Desde aí, o prejuízo acumulado por esta sociedade é de 83,6 milhões de euros!


Mais. Com que moral Bancos que têm vindo a registar elevadas imparidades, que fecharam a torneira às PME's portuguesas arrastando muitas delas para a falência (daí a necessidade de criar um Banco de Fomento para apoio à economia), continuam a emprestar dinheiro a uma empresa com esta situação financeira e que teve o trajeto acima descrito nos últimos cinco anos?
Será que aos olhos dos Bancos, a Benfica SAD é uma empresa especial e que merece um tratamento diferenciado da generalidade das empresas portuguesas?

Penso que é legítimo questionar se e quando a Benfica SAD irá pagar o que deve aos bancos ou, pelo contrário, se daqui a algum tempo o país irá assistir (e bater palmas) à reestruturação da dívida do clube do regime, o que significará o perdão de, pelo menos, parte da mesma.

E é aqui que entram as entidades reguladoras. Depois do que se passou com o BPN, BPP, BCP e BANIF, as entidades reguladoras do sistema financeiro têm obrigações acrescidas, nomeadamente em termos da supervisão prudencial e comportamental das instituições de crédito o que, presumo, deve incluir a análise do grau de risco dos empréstimos bancários.
Neste caso, o Banco de Portugal e a CMVM não têm nada a dizer?

Será que depois do escândalo que foi o Estado aceitar ações (não cotadas) da Benfica SAD, como garantia de pagamento de dívidas fiscais, iremos assistir a um outro episódio de favorecimento descarado, envolvendo novamente o clube do regime e, desta vez, alguns Bancos nacionais e entidades reguladoras?

domingo, 8 de setembro de 2013

O capital dos Bancos e os clubes da Capital


O director do Jornal de Negócios, Pedro Santos Guerreiro, é um conhecido comentador de assuntos económicos mas, como colunista (e benfiquista!), escreve também sobre futebol, numa coluna publicada às quintas-feiras no jornal Record.
No dia 7 de Março de 2013, numa das suas crónicas no jornal desportivo do grupo Cofina, escreveu o seguinte:

«É difícil perceber como há bancos que emprestaram tanto dinheiro a clubes que ficariam falidos. Mas assim foi, o que demonstra também incompetência desses bancos. Há muitos casos perdidos, sendo o maior deles o Sporting. Por isso se fala há muito de uma reestruturação da dívida, que é uma forma educada de dizer “perdão”. E por isso Luís Filipe Vieira saiu a terreiro dizendo que se o Sporting tiver perdão de dívida, o Benfica também quer.
Vieira é esperto que nem um alho e, para mais, tem razão: se um clube (ou uma empresa) quebra e é perdoado, então a sua má gestão é compensada, em detrimento de quem geriu sem ajudas.
Mas a reclamação de Vieira também trará água no bico: ao Benfica não caía mal uma folga da banca. O clube da Luz, além de ter o maior passivo bancário, tem também sido forçado a reduzi-lo, o que tem feito através de receitas de jogadores vendidos e através de emissão de obrigações (cujo encaixe na prática serve para pagar dívida aos bancos).»


Na passada segunda-feira, dia 2 de Setembro, o Jornal de Negócios publicou uma notícia acerca do Plano de reestruturação do Banco Comercial Português (BCP), em que é dito o seguinte:

«A Direcção Geral da Concorrência da Comissão Europeia aprovou de forma final o plano de reestruturação do Banco Comercial Português (...)
Deste modo, o BCP vai desinvestir em várias das actividades que mais imparidades provocaram nos últimos trimestres nas contas do banco, tais como empréstimos para compra de títulos, crédito fortemente alavancado, crédito à habitação bonificado histórico e crédito a certos segmentos associados a construção, clubes de futebol e promoção imobiliária.»


Três dias depois, no dia 5 de Setembro, novamente na sua crónica semanal no jornal Record, Pedro Santos Guerreiro escreveu o seguinte:

«Já aqui escrevi que, como Portugal tem de obedecer à troika, o Sporting tem de cumprir as ordens dos bancos credores. Ora até as ordens são mais ou menos as mesmas: reduzir despesa permanente e vender ativos para baixar a dívida. (...)
na Luz dinheiro parece não ser problema. Não porque o tenham a rodos, mas porque o mesmo banco que aperta o Sporting dá largas ao Benfica: o Banco Espírito Santo.
Esta semana, o BCP confirmou oficialmente uma notícia do “Jornal de Negócios” de há uns meses, de que vai deixar de financiar o futebol, depois das perdas acumuladas em vários clubes. Um deles foi o Sporting, onde BCP e BES foram sucessivamente forçados a reestruturar a dívida, perdendo dinheiro.
Mas o BES é gato que não se escalda. E estará a amparar tanto Luís Filipe Vieira que este afirmou, sem medo, na entrevista de há duas semanas à Benfica TV que, se fosse preciso, aumentaria a sua dívida. Foi preciso. Este ano o Benfica comprou mais do que vendeu


Para além de ser diretor do Jornal de Negócios, Pedro Santos Guerreiro é também colunista da Sábado, do Record, da Rádio Renascença e da RTP e comentador convidado na CNN e na Aljazeera.
Por outro lado, é alguém que já deu provas de estar bem informado acerca da situação da Banca portuguesa e, particularmente, da relação entre alguns Bancos e os clubes de futebol.

Tudo isto para dizer que os textos que reproduzi em cima são altamente preocupantes, porque são indiciadores de que pode estar em curso uma operação de perdão de dívidas selectiva, envolvendo dois dos maiores bancos portugueses e os clubes da 2ª circular. E, como é óbvio, isso é algo que tem consequências na capacidade desses dois clubes em investirem, no presente e no futuro, nas respectivas equipas de futebol. A confirmar-se, não tenho dúvidas que isto se traduzirá na maior viciação de sempre da competição futebolística em Portugal.

Esqueçam os árbitros que gostavam de “fruta” ou os que preferiam as meninas do Elefante Branco.

Ignorem as almoçaradas em Canal Caveira ou os jantares no Sapo.

Isto é de outra dimensão, envolve a alta finança que circula nos corredores do poder e muitos, muitos milhões de euros (basta ter em conta o valor crescente dos passivos financeiros das SAD’s do sporting e benfica).

Segundo Pedro Santos Guerreiro, BCP e BES foram sucessivamente forçados a reestruturar a dívida do Sporting, perdendo dinheiro.
Quantos milhões de euros já foram perdoados?
Ou, se preferirem, estamos a falar de quantas contratações milionárias?

Em Março passado, sem revelar qualquer pudor, Luís Filipe Vieira veio a público dizer que queria idêntico tratamento para o Benfica ("Se houver perdão, tem que haver perdão para o Benfica também").
E Domingos Soares Oliveira, administrador da slb SAD acrescentou: “É difícil entender que bancos intervencionados com os nossos impostos possam utilizar dinheiro dos contribuintes para perdoar dívida, seja a quem for.”

Sabe-se agora, através do benfiquista Pedro Santos Guerreiro, que o Banco Espírito Santo estará a “amparar o Benfica”.
O que significa este “amparar”?
Não se sabe ao certo mas, no imediato, permitiu que a slb SAD investisse cerca de 40 milhões de euros em 15 novas contratações para esta época, sem ter necessidade de fazer vendas significativas (encaixou menos de 15 milhões de euros em vendas e empréstimos), isto é, a slb SAD pôde investir fortemente em reforços, sem ter de se desfazer dos melhores jogadores que tinha (e tem) no seu plantel.

Mais. Graças a este “amparar” da banca, o benfica pode dar-se ao luxo de, após o fecho do mercado, ter ficado com um plantel de 31 elementos (Artur, Paulo Lopes, Oblak, Maxi Pereira, Sílvio, Luisão, Garay, Jardel, Steven Vitória, Mitrovic, Siqueira, Bruno Cortez, Matic, Enzo Pérez, Fejsa, Ruben Amorim, André Almeida, André Gomes, Gaitan, Djuricic, Sulejmani, Markovic, Salvio, Ola John, Lima, Rodrigo, Cardozo, Funes Mori, Carlos Martins, Djaló, Urreta), enquanto que o principal rival, o FC Porto, reduziu o seu para 24 elementos.

Numa altura em que há bancos a interferir na competição desportiva desta maneira, “amparando”, reestruturando pagamentos e até perdoando dívidas de milhões a uns clubes e não a outros, por onde andam os arautos da "verdade desportiva"?

Sim, eu sei que estes bancos são privados, mas recordo que a generalidade da banca portuguesa teve de recorrer a significativos apoios do Estado (12 mil milhões de euros do empréstimo da ‘Troika’ ao Estado português tinham como destino a recapitalização dos bancos) e, portanto, o próprio Estado deveria ter uma palavra a dizer.

Espero que os dirigentes do FC Porto estejam atentos e, se for caso disso, denunciem publicamente esta situação e intervenham junto das entidades competentes.

P.S. Em comunicado divulgado na CMVM, a Sporting Clube de Portugal - Futebol SAD informou o mercado que registou perdas 43,81 milhões de euros no ano fiscal compreendido entre 1 de Julho de 2012 e 30 de Junho de 2013, quando no período homólogo anterior os prejuízos tinham ascendido a 45,94 milhões de euros.
Eu sei que o Sporting tem sido governado por gente ligada aos bancos. E também sei que José Maria Ricciardi, presidente do BES Investimento, pertenceu durante muitos anos aos órgãos sociais do Sporting mas, mesmo assim, como é possível haver bancos que, ano após ano, continuam a suportar este tipo de perdas? Quem vai pagar estes sucessivos prejuízos brutais? Quando?

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O passivo financeiro do Grupo FC Porto

Já ouvi comentadores de outros clubes dizerem na televisão, que desconheciam qual era o passivo financeiro do Grupo FC Porto, acusando o FC Porto de não apresentar contas consolidadas envolvendo o clube, a SAD e as empresas associadas (do perímetro de consolidação). Bem, ao contrário do que essas e outras insinuações davam a entender, parece que no que diz respeito ao passivo financeiro não havia muito a esconder.

(clicar para ampliar)

Acho interessante que adeptos de outros clubes aparentem estar preocupados com as contas do Grupo FC Porto, mas eu se fosse benfiquista ou sportinguista estaria era bem mais preocupado com os colossais passivos financeiros desses clubes.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Clubes à imagem do país


No artigo anterior, o João Saraiva refere o seguinte:
«Sem dúvida que é meritório [resultados líquidos da FCP SAD positivos pelo 5º ano consecutivo], mas o preocupante é que a soma destes 5 anos (16,1 m€) ainda só cobre 52% do último resultado negativo (30,5 m€ em 2006/2007).»

De facto, dá que pensar que cinco “anos bons” só tenham dado para recuperar 52% do prejuízo registado no último “ano mau”. Ou seja, quando as coisas correm mal e o “buraco” nas contas é grande, leva muitos anos a recuperar.

Alargando a análise à generalidade dos clubes/SADs portugueses, recordo que, em Julho passado, a Liga apresentou publicamente as principais conclusões de um Estudo que encomendou a uma equipa do Centro de Estudos em Gestão e Economia Aplicada da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica, no Porto, o qual contou com a colaboração de peritos da Deloitte. Nesse Estudo, é sublinhado que na primeira década do século XXI, o endividamento dos clubes de futebol profissional à banca aumentou em 500 milhões de euros. E que só na época 2009/10, os clubes da I Liga tiveram de pagar 25 milhões de euros em juros.

Naturalmente, e à boa maneira portuguesa, ninguém (dirigentes ou adeptos) ligou patavina às conclusões alarmantes deste Estudo. Estávamos em pleno defeso e, nessa altura (Julho e Agosto), o que interessou foi a corrida à contratação de novos jogadores, independentemente do seu custo.

Entretanto, para analisar os Relatórios e Contas das três principais SAD’s do futebol português, os quais foram recentemente tornados públicos, o jornal PÚBLICO contactou alguns especialistas.

António Samagaio, professor do Instituto Superior de Economia e Gestão, constatou que “a dívida financeira (empréstimos à banca e empréstimos obrigacionistas) da SAD do Benfica está em 157 milhões de euros, a do FC Porto em 98 milhões e a do Sporting em 95 milhões” e que, devido à dificuldade em obter créditos bancários, “os clubes estão a financiar-se a taxas proibitivas. O empréstimo obrigacionista do FC Porto é de 8% e do Sporting 9,5%”.

Hélder Varandas, especialista em finanças de futebol, salientou os encargos com juros que foram assumidos pelas SAD na época 2010/11: “Quase 14 milhões de euros no caso do Benfica e 5 milhões de euros nos casos de FC Porto e Sporting”.

Paulo Reis Mourão, professor de Economia na Universidade de Braga, referiu que o estado das finanças dos clubes deve “gerar uma séria preocupação nos adeptos. A volatilidade do financiamento pode levar a que um clube, que antes poderia permanecer longos anos num alto patamar, fique descapitalizado rapidamente e possa mesmo cair no risco de desaparecimento”.

Eu não sou economista, mas olho para estes números e vejo uma evolução parecida com as contas do país. Ou seja, enquanto houve crédito barato, Estado, empresas e famílias foram-se alegremente endividando. O problema é quando deixa de haver dinheiro barato e chega a factura da dívida colossal que é preciso pagar.

Há portistas que reagem a isto da seguinte maneira: Caaaalma, não vale a pena ficarmos preocupados, porque o slb e o SCP estão em situação pior que a nossa.
Pois, os portugueses também não precisavam de se preocupar com o endividamento crescente do país (o rating da dívida portuguesa até era AAA...) e, além disso, a situação da Grécia é pior que a nossa, certo?

P.S. Evidentemente, todos aspiramos por vitórias e sucessos desportivos. Contudo, a questão das contas e da saúde financeira dos clubes/SAD's não é um assunto menor, bem pelo contrário. Por isso, é importante que os adeptos estejam informados o melhor possível, para que ninguém diga que não sabia.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Passivos pouco claros

Em Novembro de 2010, o PÚBLICO publicou um artigo sobre as contas do FC Porto, slb e SCP, baseado nos relatórios das três SAD enviados à CMVM. Na altura, para explicar o âmbito da análise, o PÚBLICO escreveu:

«Comparar as contas dos três grandes clubes portugueses é mais difícil do que seria imaginável quando se fala de sociedades cotadas em bolsa. É que as contas reveladas pelas três principais SAD dizem respeito a universos diferentes, porque uma inclui quase todas as empresas do grupo (Benfica), outra quase todas mas não a totalidade do estádio (FC Porto) e outra exclui quase todas as restantes empresas do grupo (Sporting). O PÚBLICO centrou-se, por isso, naquilo que é comparável: o universo das SAD, deixando de fora os valores das outras empresas do grupo (consolidado).»

Cerca de um mês depois, em 27/12/2010, o JN também fez um artigo sobre o assunto, tendo escrito:

«Em Portugal, os clubes das ligas profissionais acumulam um passivo superior a 816 milhões de euros. Só à sua conta, os três grandes absorvem quase 90% do total. (…) O Benfica agravou as contas de 125 milhões para 398,8 milhões. Este acréscimo deve-se à incorporação da Benfica Estádio e ao empréstimo obrigacionista. (…) Em contraponto, o activo subiu para 412,7 milhões.
O F. C. Porto também sofreu um agravamento, mas em muito menor escala, de 141,1 para 157,5 milhões. Esta verba inclui o corte de 2,6 milhões no primeiro trimestre de 2010/11. (…) A fechar o triunvirato dos grandes, o Sporting viu disparar a rubrica das dívidas para quase 173 milhões.»


Eu sei que nós, portugueses, estamos habituados a "engenharias financeiras" e a contabilidades criativas, mas gostava de perceber porque razão os números do PÚBLICO são diferentes dos do JN, nomeadamente no caso do slb.

Finalmente, em Março deste ano, analisando aqui no RP as contas do 1º semestre da FC Porto SAD, o José Rodrigues escreveu:

«Mas se as poucas novidades são de tendência positiva, a situação geral continua a dar azo a alguma apreensão. A tesouraria respirou um pouco ao renegociarmos com a banca dívidas de curto para o longo prazo (mas com juros mais altos), mas o passivo total (161M€) não baixou em relação a 1 de Julho, ao contrário do que é normal nos primeiros semestres; e numa análise de médio/longo prazo continua num rumo ascendente - há 5 anos atrás o passivo era 35M€ mais baixo...»

Não é, seguramente, a principal preocupação dos adeptos, mas alguém me sabe dizer onde posso obter valores fidedignos acerca dos passivos consolidados do FC Porto, slb e SCP?