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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A outra cadeira de sonho

Adeptos Portistas no Dragão Caixa (clicar na foto para ampliar)

Porque o FC Porto não é só Futebol.

Porque as modalidades coletivas de pavilhão fazem parte da gloriosa história do FC Porto.

Porque treinadores e atletas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins, quando envergam a nossa camisola o fazem, na sua esmagadora maioria, com total dedicação.

Porque no Dragão Caixa se sente a Alma Portista.

Porque o Dragão Caixa é a nossa segunda casa (para alguns Portistas é mesmo a primeira).

E por tantas outras razões, chegou a hora de renovar o Lugar Anual no Dragão Caixa para a época 2017/2018.

O Lugar Anual (exclusivo para sócios), para as três modalidades, tem um custo de 128 euros, abrangendo todos os jogos disputados no Dragão Caixa para o campeonato, Taça de Portugal e competições europeias.

O Lugar Anual para uma das modalidades tem um custo de 48 euros.

Espero que, ao longo da época 2017/2018, os sócios e adeptos do FC Porto regressem em força e encham mais vezes o Dragão Caixa.

Porque alta competição não é só no Futebol.

Porque o FC Porto não é só Futebol.

E porque para nós, Portistas, há outras cadeiras de sonho.

domingo, 25 de junho de 2017

Os vencedores, os vencidos e os derrotados

Taça de Portugal, Supertaça, Campeonato, Taça de Portugal

19 de junho de 2016. A equipa de hóquei em patins do FC Porto conquistou a sua 15ª Taça de Portugal, ao vencer o SLB por 4-2, na final da prova disputada em Ponte de Lima.

24 de setembro de 2016. A equipa de hóquei em patins do FC Porto conquistou a sua 20ª Supertaça, ao vencer o SLB por 13-7, num jogo disputado na Mealhada.

17 de junho de 2017. A equipa de hóquei em patins do FC Porto conquistou o seu 22ª Campeonato, ao vencer o Riba D´Ave, por 11-4, na 26ª e última jornada.

24 de junho de 2017. A equipa de hóquei em patins do FC Porto derrotou o SLB por 10-0, nas meias-finais da Taça de Portugal 2016/17, num jogo que ficará para a história devido aos encarnados de Lisboa terem sido amplamente derrotados por… falta de comparência!

25 de junho de 2017. A equipa de hóquei em patins do FC Porto conquistou a sua 16ª Taça de Portugal, ao vencer o SC Tomar por 5-1, na final da prova disputada em Gondomar.

PARABÉNS a todos, equipa técnica, jogadores e dirigentes da secção de Hóquei em Patins do FC Porto, por estas quatro conquistas seguidas.

E mais. Desde a temporada de 2005/06, que as três competições nacionais – Campeonato, Taça de Portugal e Supertaça – não eram ganhas pela mesma equipa.

Mas os PARABÉNS são, acima de tudo, porque este grupo honrou o emblema do FC Porto.

PARABÉNS, também, porque não sujaram com atitudes indignas, a camisola que grandes campeões e grandes nomes da modalidade (Cristiano Pereira, Vítor Hugo, Vítor Bruno, Franquelim, Realista, Paulo Alves, Pedro Alves, Tó Neves, Filipe Santos, Pedro Gil, Reinaldo Ventura, Edo Bosh, etc.) envergaram antes deles.

Podemos perder um ou mais jogos.

Podemos perder campeonatos ou taças.

Não podemos é perder o respeito pela história e pelo emblema do FC Porto. Isso jamais podemos perder.

A história do desporto é feita de vencedores e de vencidos. De treinadores e atletas, que saibam honrar as camisolas que envergam e dignificar as modalidades que praticam.

Dos derrotados ninguém se lembra. Dos derrotados não reza a história.

E se há algo que esta época de hóquei em patins e, em particular, esta edição (2016/2017) da Taça de Portugal demonstrou, é que só é derrotado quem desiste de lutar.

domingo, 18 de junho de 2017

Um título com dedicatória

FC Porto campeão nacional de Hóquei em Patins 2016/17 (fotos: FC Porto)

«O FC Porto Fidelidade conquistou na tarde deste domingo o 22.º título de campeão nacional de hóquei em patins. Na derradeira jornada do campeonato, os Dragões ultrapassaram o Benfica na classificação após ambas as formações terem partido com 65 pontos para os jogos de todas as decisões. Com desvantagem no confronto direto (primeiro critério de desempate), os azuis e brancos eram obrigados a fazer melhor do que os encarnados no pavilhão do Sporting e conseguiram-no: na 26.ª jornada venceram o Riba D´Ave por 11-4 e beneficiaram do empate no dérbi lisboeta (5-5). (…)
Um minuto de sofrimento e tensão máxima, numa comunhão entre adeptos, jogadores e equipa técnica, que terminou com uma explosão de alegria.»
Texto extraído de ‘Sprint final para o Título


A equipa técnica, liderada por Guillem Cabestany, os jogadores, os dirigentes da secção de Hóquei em Patins do FC Porto e o vice-presidente do clube com a tutela das modalidades, Vítor Hugo, estão de PARABÉNS!

Este foi um título merecido e inteiramente justo.

Mas este foi, também, um título sofrido, muito sofrido, com várias dedicatórias.

Em primeiro lugar, é um título dedicado aos dedicados adeptos das modalidades do FC Porto, principalmente a adeptos como o Sérgio Gomes, o Joaquim Vidal, o Fernando Delindro, o Pedro Ferreira, o “Ricky”, etc., que estão lá sempre e não apenas nos jogos grandes, ou quando há possibilidade de comemorar títulos. Com adeptos destes, acredito que há futuro para as modalidades do FC Porto.

Em segundo lugar é dedicado aos árbitros, na pessoa do senhor Miguel Guilherme, os quais tiveram a “infelicidade” de, em inúmeros jogos deste campeonato, errar contra o FC Porto e/ou a favor do SLB. Obrigado. Ganhar assim, contra tudo e quase todos, faz parte do nosso ADN e dá-nos mais força para enfrentar o futuro.

Finalmente, é um título dedicado à comunicação social nacional-benfiquista (um dos principais tentáculos do polvo), particularmente aos pseudo jornalistas da (B)TVi24, cujos comentários, ditos num misto de frustração e raiva, ficarão para a história do jornalismo tuga, “isento e imparcial”.

P.S. Parece que o golo anulado ao clube do regime, a cerca de 20 segundos do final do Sporting x SLB, foi bem anulado (as regras do hóquei não permitem que um golo seja marcado com o corpo…). É uma pena porque, se o golo tivesse sido mal anulado, eles, que estão tão habituados a ganhar títulos ao colinho, iriam provar do próprio veneno.

domingo, 17 de maio de 2015

25 anos de dragão ao peito

Reinaldo Ventura (clicar na imagem para ampliar)

Após 25 anos de dragão ao peito, ontem, no derradeiro jogo do campeonato 2014/2015, REInaldo Ventura fez o seu último jogo com a camisola do FC Porto.


Nas 20 épocas em que representou o FC Porto a nível sénior, REInaldo Ventura conquistou 13 Campeonatos Nacionais, oito Taças de Portugal, dez Supertaças e uma Taça CERS.

No dia em que completou 37 anos de idade, REInaldo Ventura despediu-se dos adeptos portistas. Alguns dos adeptos que o acompanharam nas últimas duas décadas não puderam estar presentes (à mesma hora estavam a caminho de Odivelas, para apoiar a equipa de Andebol), mas muitos outros quiseram despedir-se do “careca”.

Entre eles esteve Cristiano Pereira, também ele um símbolo do hóquei portista, também ele capitão da equipa azul e branca, que fez questão de ir ao Dragão Caixa para dar um abraço ao “Rei”.

Cristiano Pereira no Pavilhão Américo de Sá

Numa altura em que faltam referências e as modalidades do FC Porto não estão a viver o seu melhor momento, faço votos que o REInaldo Ventura não seja o último dos moicanos e que, nos próximos anos, possamos ter outros Reinaldos, quer no hóquei, quer nas restantes modalidades do FC Porto.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Hóquei e o downsizing das modalidades

Há cerca de um ano atrás, publiquei um artigo (Hóquei, três anos depois do Deca), onde escrevi o seguinte:

«Haverá dinheiro para o FC Porto fazer a renovação que se impõe e, simultaneamente, construir um plantel melhor?
Estará a secção de Hóquei em Patins do FC Porto suficientemente bem estruturada, para viver sem a presença (e apoio financeiro) de Ilídio Pinto, o homem que, do quase nada, transformou o hóquei em patins azul-e-branco numa das maiores potências a nível mundial?
Um ano depois do FC Porto ter ganho a dobradinha, não estou nada optimista com o futuro do hóquei portista.»

Maio de 2015. Onze meses depois de ter publicado esse artigo (quase premonitório)…

O JOGO, 03-05-2015

Olhando para o futuro… É do conhecimento público, há já alguns meses, que na próxima época haverá uma profunda renovação no hóquei portista.

SAÍDAS: Tó Neves, Ricardo Barreiros, Caio e Pedro Moreira, todos para a UD Oliveirense e Reinaldo Ventura para OC Barcelos.

ENTRADAS: Guillém Cabestany (espanhol, novo treinador), Gonçalo Alves (UD Oliveirense), Telmo Pinto (AD Valongo), Alvarinho (AD Valongo) e Reinaldo García Mallea (Barcelona).

Será suficiente para voltarmos aos sucessos nesta modalidade?

Num dos comentários ao artigo que publiquei há um ano atrás (em Junho de 2014), escrevi o seguinte:

«O FC Porto iniciou o processo de renovação na época passada [2012/2013], com a contratação de Hélder Nunes, e para a próxima época [2014/2015] já contratou o Rafa (o qual tinha saído do FC Porto para o Valongo… ).
Chega? Eu acho que não.
Mas será que há dinheiro para mais e melhores jogadores?»


Dinheiro. Esta é a questão fundamental.
Parece-me óbvio, que as modalidades de alta competição do FC Porto estão a passar por um processo de downsizing.

No basquetebol o downsizing foi brutal e, inclusivamente, levou ao fim da equipa principal e à extinção da sociedade desportiva que o clube tinha criado para esta modalidade.

No andebol, há muitos anos que o dinheiro não abunda e, consequentemente, a base da equipa principal são jogadores da formação portista, ou que chegaram ao clube ainda jovens.
Mais. Não havendo dinheiro para manter os melhores jogadores formados e/ou moldados no FC Porto (ex: Tiago Rocha e Wilson Davyes), há uns anos atrás iniciou-se a contratação de jogadores cubanos (Alfredo Quintana, Daymaro Salina, Alexis Hernandez, Yoel Cuni Morales), num mercado que é mais acessível a clubes menos endinheirados.
O próximo a sair deverá ser o MVP do campeonato português, Gilberto Duarte

E o hóquei?
O hóquei está a seguir o mesmo caminho (da redução de custos), substituindo jogadores consagrados (com muitos títulos no currículo), por jovens valores, alguns dos quais com passado nas camadas de formação portista.

Contudo, esta lógica de tentar fazer mais gastando menos, não será fácil de implementar.

O SL Benfica está num processo inverso ao do FC Porto. Cada vez aposta (gasta!) mais nas modalidades (andebol, basquetebol, futsal, voleibol, hóquei, atletismo, etc.) e, por aquilo que se sabe, já terá assegurado dois reforços de top internacional – Marc Torra (FC Barcelona) e Jordi Adroher (HP Braganze) – para o plantel de hóquei da próxima época.

Mas não é só o SLB. Também a UD Oliveirense tem estado em força no mercado e, para além do treinador e dos três jogadores do FC Porto que referi atrás, já terá assegurado as contratações de Carlitos López (SL Benfica) e de dois hoquistas que, na época passada, foram campeões nacionais pelo AD Valongo.

Há quem questione e especule de onde virá esta abundância de dinheiro da UD Oliveirense e, principalmente, do SL Benfica (para o hóquei e para as restantes modalidades).
Para a realidade interna do FC Porto, isso é irrelevante.

O que me parece evidente é que as modalidades de alta competição do FC Porto terão de apreender a viver com menos e fazerem o “impossível”, isto é, disputar títulos com quem gasta o dobro, o triplo ou mais.

O JOGO, 05-05-2015

Ora, por aquilo que se sabe nesta altura, na próxima época o plantel do hóquei portista deverá ser o seguinte:

Guarda-redes: Edo Bosch, Nelson Filipe
Jogadores de campo: Jorge Silva, Vítor Hugo, Hélder Nunes, Rafa, Reinaldo Garcia, Telmo Pinto, Alvarinho, Gonçalo Alves

É com estes e com um novo treinador, que o FC Porto terá de construir uma nova equipa de hóquei em patins, com muitos jogadores jovens e, no início de um novo ciclo, procurar fazer o “impossível”.

domingo, 22 de março de 2015

As árvores morrem de pé

Desde Janeiro passado, que a renovação do hóquei portista tem vindo a ser pré-anunciada, por quem acompanha de perto as modalidades do FC Porto e costuma estar bem informado.

Em Fevereiro, esses rumores confirmaram-se e saíram várias notícias (não desmentidas) nos jornais…

O novo treinador (fonte: O JOGO, 18-02-2015)


A renovação/revolução do plantel (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

Na bluegosfera, há quem questione (e bem) o timing destas notícias e se estamos perante uma renovação ou revolução.

Também eu questiono o timing, o processo e alguns dos nomes envolvidos nesta renovação/revolução mas, tal como escrevi em Junho de 2014, parece-me que seria inevitável e, inclusivamente, penso que esta renovação talvez venha com um ano de atraso.

Dito isto, faço questão de escrever este pequeno texto a seguir a uma importante vitória do FC Porto sobre o grande rival de Lisboa (3-2), para a Liga Europeia, porque, se é verdade que “os cavalos também se abatem”, estes jogadores, estes dragões, os que ficam e os que vão sair, mostraram hoje que “as árvores morrem de pé” e que merecem o nosso respeito.


P.S. Fruto da vitória de hoje, o FC Porto irá disputar, pela oitava vez nos últimos dez anos, a final a quatro da Liga Europeia de Hóquei em Patins

domingo, 23 de novembro de 2014

Na frente em todas as Frentes

BASQUETEBOL

O FC Porto (Dragon Force) recebeu o Guifões, no Dragão Caixa, e venceu por 98-39, em jogo referente à 5ª jornada da Proliga, que os dragões lideram após cinco triunfos nos cinco jogos já disputados.

Moncho López fez alinhar os seguintes jogadores: João Ribeiro (6), André Bessa (13), João Grosso, Miguel Queiroz (15), João Gallina (8), Ferrán Ventura (5), Pedro Bastos (14), João Fernandes (11), João Torrie (8), António Monteiro (6), João Neves (6) e Luís Caetano (6).


HÓQUEI EM PATINS


O FC Porto foi a Espanha, ao pavilhão do Vendrell, vencer por 9-7, em encontro da 3ª jornada da Liga Europeia. Com este resultado, os dragões mantêm-se na frente do grupo D, com nove pontos, resultantes de três vitórias em três encontros.

Tó Neves fez alinhar os seguintes jogadores: Nélson Filipe (gr), Pedro Moreira, Caio (2), Ricardo Barreiros, Jorge Silva (5), Rafa (1), Vítor Hugo, Reinaldo Ventura e Hélder Nunes (1).

Nota: No Campeonato Nacional, após sete jornadas, o FC Porto obteve 6 vitórias e um empate e é um dos líderes (juntamente com o SL Benfica).


ANDEBOL


O FC Porto recebeu o Ademar León (quarto classificado da Liga espanhola), no Dragão Caixa, e venceu por 29-24, em partida da primeira mão da 3ª eliminatória da Taça EHF. A eliminatória decide-se no próximo sábado, no Palácio Municipal de Deportes de León.

Ljubomir Obradovic fez alinhar os seguintes jogadores: Hugo Laurentino (g.r.), Gilberto Duarte (10), João Ferraz (1), Daymaro Salina (3), Alexis Hernandez (3), Ricardo Moreira (1), Mick Schubert (7), Alfredo Quintana (g.r.), Nuno Roque, Yoel Cuni Morales (4), Edgar Landim, Wesley Freitas, Nuno Gonçalves e Miguel Martins.

Nota: No Campeonato Nacional, o FC Porto é líder isolado, com 10 vitórias em 10 jogos.


Em resumo, num fim de semana sem futebol, as modalidades de alta competição do FC Porto estiveram em grande e, em todas elas, os dragões continuam na frente em todas as “Frentes de batalha” (competições internas e externas).


Fonte (texto e imagens): www.fcporto.pt

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Hóquei, três anos depois do Deca

Na época 2010/2011, o plantel da equipa principal de Hóquei em Patins era composto por:
Edo Bosch (guarda-redes)
Nelson Filipe (guarda-redes)
Filipe Santos
Pedro Moreira
Pedro Gil
Reinaldo Ventura
Emanuel Garcia
André Azevedo
Gonçalo Suíssas (ex-Juventude de Viana)
Rafa (júnior)
Henrique Magalhães (júnior)

Em Agosto de 2010, em declarações prestadas ao www.fcporto.pt, o treinador Franklim Pais afirmou o seguinte:
Mantivemos a maior parte dos jogadores. Sai um bom jogador, o Jorge Silva, e entra o Gonçalo Suíssas, um atleta com grande potencial e que vamos tentar integrar o mais rapidamente possível, de forma a mantermos a hegemonia do hóquei em patins nacional.”

No final dessa época (2010/2011) o FC Porto sagrou-se Decacampeão nacional de Hóquei em Patins.

(clicar para ampliar)

Três anos depois…

Filipe Santos já deixou de jogar.
André Azevedo saiu (em principio irá terminar a carreira na Oliveirense).
Pedro Gil e Emanuel Garcia saíram para clubes estrangeiros.
Gonçalo Suíssas esteve longe de confirmar o anunciado potencial e não cumpriu os três anos de contrato com o FC Porto.

Pedro Gil

Edo Bosch, Nelson Filipe, Pedro Moreira e Reinaldo Ventura continuam a fazer parte do plantel, mas estão três anos mais velhos (Ventura tem 36 anos e Edo vai fazer 39 anos em Setembro).

Sinais dos tempos…

Jorge Silva, que tinha saído para o Candelária, porque no FC Porto não jogava (há 3-4 anos atrás havia jogadores melhores), entretanto regressou e faz parte do cinco base atual.

Rafa não foi aproveitado, saiu, foi para o Valongo, esta época sagrou-se campeão nacional (foi decisivo no Valongo x FC Porto da última jornada do campeonato) e na próxima época estará de regresso ao Dragão Caixa.

Pedro Moreira, lamentavelmente, tem sido mais falado nas revistas cor-de-rosa, do que por grandes exibições ao serviço do FC Porto.


Ouço e leio muitos portistas a apontarem o dedo ao treinador Tó Neves.
Ora, eu não sei se Tó Neves é o problema (era bom que fosse, porque seria fácil de resolver) ou se poderá ser parte da solução. Mas uma coisa eu sei, porque é óbvia: o plantel do FC Porto da época que acabou ontem, não tinha a mesma qualidade de há 4 ou 5 anos atrás.

Haverá dinheiro para o FC Porto fazer a renovação que se impõe e, simultaneamente, construir um plantel melhor?

Estará a secção de Hóquei em Patins do FC Porto suficientemente bem estruturada para viver sem a presença (e apoio financeiro) de Ilídio Pinto, o homem que, do quase nada, transformou o hóquei em patins azul-e-branco numa das maiores potencias a nível mundial?

João Baldaia e Ilídio Pinto

Um ano depois do FC Porto ter ganho a dobradinha, não estou nada optimista com o futuro do hóquei portista.

Ao contrário do Andebol e do Basquetebol, onde vejo dois projetos com pés e cabeça, embora em estadios de desenvolvimento diferentes, no Hóquei parece-me que começa a faltar liderança, dentro e fora do ringue.

domingo, 8 de junho de 2014

Mais um acto criminoso de benfiquistas contra o FC Porto

Porque há quem tenha memória seletiva, é preciso lembrar:

2000
«Há uma década atrás, ainda no antigo Estádio da Luz, o autocarro da equipa de hóquei em patins do FC Porto sofreu uma emboscada e foi bloqueado no fim do jogo. O ataque foi planenado e preparado ao pormenor. As cenas que se seguiram foram de pânico para os elementos da comitiva portista. Dezenas de indivíduos de claques afectas ao benfica invadiram o autocarro e foram agredindo quem lhes apareceu pela frente. Os nossos atletas defenderam-se como puderam dos ataques com gás pimenta, tacos de baseball e sticks de hóquei. O hoquista Filipe Santos, ainda no activo, sofreu graves lesões no cérebro tendo ficado em coma e sendo operado à cabeça com urgência. As consequências não foram mais graves porque apareceu Pedro Miguel, na altura basquetebolista do benfica, que ajudou a acalmar os ânimos da claque enraivecida.»

21 de Junho de 2008

24 de Janeiro de 2010

16 de Maio de 2010
Um autocarro e várias viaturas ligeiras com adeptos do FC Porto, alvo de uma autêntica metralha de calhaus na saída da CRIL para a 2ª Circular.

8 de Junho de 2014
O autocarro que transportou a equipa de hóquei em patins do FC Porto até Turquel, onde este fim de semana está a ser disputada a fase final da Taça de Portugal, foi vandalizado durante a noite.

As fotos seguintes falam por si…

Autocarro do FC Porto - parte da frente (foto: Maisfutebol)

Autocarro do FC Porto - parte lateral (foto: Maisfutebol)

Autocarro do FC Porto - parte de trás (foto:Maisfutebol)

Mais um acto criminoso de benfiquistas contra um autocarro do FC Porto.

Enfim, ontem como hoje, são os mesmos de sempre.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Barça goleado no Dragão Caixa

Para além das tristezas do futebol (que esta época, infelizmente, têm sido habituais), este fim de semana a equipa de hóquei em patins do FC Porto esteve em grande, recebendo e goleando aquela que é considerada a melhor equipa do Mundo. Ora, isso é algo que não pode passar sem uma referência, até porque esta vitória foi alcançada sem o contributo do capitão Reinaldo Ventura, que saiu lesionado nos minutos iniciais do encontro.

FC Porto x FC Barcelona (O JOGO, 24-11-2013)


Caio, o "herói" deste jogo

Alguns dos indefectíveis, sempre presentes, desta vez num pavilhão a abarrotar

GRANDE ESPÍRITO DE EQUIPA!

O abraço da equipa ao capitão lesionado

GRANDE PORTO!

Equipa + Adeptos = Vitórias

domingo, 20 de outubro de 2013

Fim de semana em cheio

O FC Porto x Trofense foi o centro das atenções. Os dragões cumpriram, venceram por 1-0 e seguem em frente na Taça de Portugal.

Mas o FC Porto não é só futebol e nas modalidades o desempenho foi brilhante.

No basquetebol, a jovem equipa do FC Porto/Dragon Force, superiormente orientada por Moncho López, foi a Ponte de Sôr defrontar a equipa que os tinha derrotado na final do Troféu António Pratas Proliga e venceu o Eléctrico FC, de forma clara, por 75-63.
Dois jogos, duas vitorias na Proliga. Melhor começo não podia haver.
E convém lembrar, a quem gosta de basquetebol, que daqui a uma semana, dia 27 de Outubro, às 16:00, há jogo no Dragão Caixa, frente ao Benfica B.


No hóquei em patins, na 31ª edição da Supertaça, disputada no Pavilhão Dr. Mário Mexia, em Coimbra, e com o "aliciante" de ser transmitida em directo na A BOLA TV, o FC Porto venceu a Oliveirense por 5-4 e conquistou a sua 19ª Supertaça (61% das edições foram ganhas pelos dragões)!

Finalmente e para fechar com chave de ouro, um dia histórico para o andebol portista. Num Dragão Caixa com apenas 1.102 espectadores, mas que nunca deixaram de apoiar, os dragões derrotaram os franceses do Dunkerque por 22-21 e alcançaram a primeira vitória do FC Porto na fase de grupos da EHF Champions League.


Quem quiser saber mais pormenores, recomendo a leitura da crónica deste jogo no 'Tribuna Portista'.

Daqui a quatro semanas, dia 16 de Novembro, disputa-se o FC Porto x Wisla Plock. Espero que, nessa altura, Ljubomir Obradovic já possa contar com os lesionados Alvaro Ferrer, Pedro Spinola e Hugo Rosário, bem como, com um pavilhão cheio, como esteve na recepção ao Kiel.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O “Pinto da Costa” do Hóquei

Nos seus primórdios como dirigente do FC Porto, Pinto da Costa foi seccionista desta modalidade, mas o grande nome do hóquei em patins portista é outro.

Ilídio Pinto, o dono da conhecida confeitaria Petúlia (local onde era habitual José Maria Pedroto jogar cartas com um grupo de amigos), é um dos poucos dirigentes atuais do FC Porto que acompanha Pinto da Costa desde a sua primeira presidência e, quando tomou conta do hóquei azul-e-branco, em 1982, os títulos conquistados resumiam-se a um Campeonato Metropolitano (ganho em 1968/69).

Daí para cá, os dragões conquistaram 53 títulos nacionais (isto apenas em Seniores):
Campeonato Nacional: 21
Taça de Portugal: 14
Supertaça Nacional: 18

A que se juntam mais sete conquistas a nível internacional:
Taça/Liga dos Campeões Europeus: 2 (1985/86, 1989/90)
Taça das Taças: 2 (1981/82, 1982/83)
Taça CERS: 2 (1993/94, 1995/96)
Supertaça Europeia: 1 (1985/86)

Em cerca de 30 anos, o FC Porto passou do zero para o clube português com melhor palmarés naquela que, extra Futebol, já foi a modalidade Rainha em Portugal. Notável!

No passado domingo, umas horas antes do fogo-de-artifício da noite de S. João iluminar o rio Douro, a época 2012/2013 encerrou com chave de ouro: mais uma Taça de Portugal, mais uma dobradinha para o palmarés do hóquei portista!

(Jornal O JOGO, 25-06-2013)

Para que Reinaldo Ventura, Edo Bosch, Ricardo Barreiros e companhia igualassem o triplete alcançado em 1985/86 pela geração de Vítor Hugo, Vítor Bruno e Realista, só faltou ganhar a Liga Europeia, cuja Final foi ingloriamente perdida no Dragão Caixa, para uma equipa (o slb) notoriamente inferior e que tinha sido concludentemente derrotada nos dois outros desafios entre dragões e águias disputados durante a época.

Olhando para o futuro, com o treinador (Tó Neves) e a totalidade do plantel a manterem-se para a próxima época é caso para perspectivar que para o ano haverá mais (alegrias, esperam os portistas...).

terça-feira, 4 de junho de 2013

Para variar, uma coisa diferente

Já vamos na terça-feira, mas ainda muito a tempo de referir os desaires de domingo. A razão porque isso vem à baila, é precisamente por serem desaires, coisas que não acontecem só aos outros, e também porque não devem ser ignoradas.

Sobre a derrota na Taça de Portugal em andebol, não há muito a dizer; ser pentacampeão não garante vitórias em todos os jogos, e desta vez calhou ser numa final. Destacaria as palavras do recém-eleito presidente do SCP, equipa vencedora (parabéns), ele que conquistou o seu primeiro troféu, e que como se sabe foi eleito precisamente pelo lugar de destaque a que prometou levar o andebol verde-e-branco: "Começámos um novo ciclo e que os outros comecem a habituar-se ao sabor da derrota. Quem pensava que mandava no desporto vai ter de começar a amargurar e habituar-se à derrota." - Falo por mim: estou cheio de medo!


Sobre a "final" do campeonato de juvenis, há que acima de tudo lamentar as cenas de pancadaria, também juvenil, no final da partida. Os jogadores do Benfica estão de parabéns pela vitória. Não sei se houve provocações ou não, por isso culpo todos em igual medida, quem provocou e quem respondeu. Quanto ao relato dos acontecimentos feito pelo Porto Canal, admito que possa ter sido parcial, mas não vou entrar na histeria dos inenarráveis adeptos do Benfica, que ficaram indignadíssimos com o mesmo - "isto é Jornalismo?". Bom, se é Jornalismo ou não, desconheço nem me interessa, mas fazer essa pergunta quando se tem uma Benfica TV, que para além de não fazer melhor ainda tem programas inteiramente dedicados a injuriar o presidente de outro clube, é fruto de uma de duas explicações: nunca assistiram à emissão do dito canal, ou sofrem de algum problema mental agudo.


Finalmente, sobre a final da Liga Europeia de hóquei, é inegável que custa perder o título, em casa, e frente a aquele adversário, mas outras oportunidades surgirão, e este resultado, espero eu, só dará mais arreganho no futuro. Se calhar foi isso que faltou. Tivessem sabido explorar a enésima e entediante fitinha proporcionada pela direcção do Benfica, e talvez o resultado fosse outro. Com mais um comunicado patético, aquele grupo de indivíduos lá se vai entretendo a reescrever a História, e numa penada apagou anos e anos (ou décadas) de inqualificáveis vergonhas que frequentemente rodeavam os jogos entre as duas equipas em Lisboa. Como que por artes mágicas, desapareceram as invasões de campo, as emboscadas a jogadores e os autocarros incendiados - a turba engole tudo sem pestanejar, e em menos de nada está a debitar a "cassete", já com os novos episódios incluídos. É perfeitamente idiota, no que toca ao fenómeno para-desportivo português, assumir uma posição de autoridade moral - não há inocentes, todos têm culpas, mas por qualquer razão que me ultrapassa - talvez um psiquitra saiba responder - os adeptos do Benfica, insistem em assumir essa posição - sempre vítimas, nunca réus.


O Desporto é isto: ganhar e perder. Não se pode ganhar sempre - nem isso teria grande piada - e é sempre uma oportunidade de colocar os pés no chão e corrigir o que possa ter estado menos bem/mal. Acima de tudo é preciso saber respeitar os resultados e os adversários, e não crucificar os treinadores no calor do momento. Na nossa história temos episódios de "apertos" a alguns treinadores, mas julgo que também nesse aspecto estamos a evoluir. Quem sabe, um dia chegaremos ao nível dos maiores, e em vez desses "apertos" nos fiquemos pelos insultos e cuspidelas.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Um fim-de-semana à Porto



I. Hóquei em Patins, FC Porto x HC Braga (10-2)
O FC Porto goleou o HC Braga por 10-2 e, aproveitando o empate (1-1) que o slb cedeu no pavilhão da Luz frente ao Paço de Arcos, aproximou-se da liderança do campeonato, ficando a apenas um ponto dos encarnados.

II. Andebol, FC Porto x slb (28-27)
Apesar de uma arbitragem com critérios sui generis e penalizadores do FC Porto, ao ponto do treinador Ljubomir Obradovic ter perdido a cabeça e explodido durante a 1ª parte (durante dois minutos o FC Porto ficou a jogar com menos 2 jogadores); apesar de (como seria de esperar...) os dragões terem ficado a jogar com menos um jogador nos momentos finais do desafio; a quatro segundos do fim fez-se justiça, quando o lateral direito João Ferraz marcou o golo da vitória, a qual catapultou o FC Porto para o comando do campeonato, ultrapassando o derrotado slb.

III. Futebol (I Liga), FC Porto x Moreirense (1-0)
Apesar do cansaço (físico? psicológico?) e da pouca inspiração evidenciada pelos jogadores do FC Porto; apesar de, aos 73', o árbitro não ter assinalado um penalty claro a favor do FC Porto, por falta e consequente derrube de Paulinho sobre Alex Sandro dentro da área do Moreirense; os três pontos e a consequente manutenção da liderança não fugiram e ficaram no Dragão.

IV. Futebol (II Liga), FC Porto B x Santa Clara (3-2)
O Santa Clara é um dos principais candidatos à subida de divisão (as equipas B não podem subir à I Liga) e vinha de cinco vitórias consecutivas; do lado do FC Porto, e sob o olhar de Pinto da Costa e Antero Henrique, alinharam de início Fabiano, Abdoulaye e Iturbe; a equipa açoriana marcou primeiro mas, ainda na 1ª parte, o FC Porto deu a volta ao resultado e foi para o intervalo a ganhar por 2-1; aos 82' o FC Porto ficou a jogar com menos um (por expulsão de David Bruno); oito minutos depois o Santa Clara chegou ao empate; apesar do golpe que foi sofrer o golo do empate em cima do minuto 90 e da desvantagem numérica, a equipa reagiu e em tempo de descontos (90+2') Tozé marcou o golo da vitória.
Para ajudar à festa, o sporting B empatou em casa (2-2) com o Desportivo Aves e o slb B perdeu (1-3) em Arouca.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Somos Porto... nos atletas das modalidades


Há três ou quatro épocas atrás, os jogadores profissionais das equipas de futebol do Vitória de Setúbal e do Estrela da Amadora tiveram, durante largos meses, os seus salários em atraso. Apesar disso, continuaram a envergar com toda a dedicação e profissionalismo as camisolas dos clubes que não lhes pagavam e, pasme-se, a obter bons resultados desportivos.
Lembrei-me desta triste situação a propósito de um não menos triste caso idêntico que está a ser vivido nas três modalidades de alta competição do FC Porto.

O ano passado já tinham surgido rumores de que havia salários em atraso em algumas das modalidades do FC Porto, mas os briosos profissionais que envergam as camisolas azuis-e-brancas, honraram o emblema da Invicta que trazem ao peito e, apesar disso, sagraram-se campeões nacionais em Basquetebol, tri-campeões em Andebol e deca-campeões em Hóquei em Patins!
E fizeram-no na presença do presidente do clube, Pinto da Costa, que esteve várias vezes no Dragão Caixa a aplaudi-los, principalmente em jogos decisivos contra o slb (adversário directo nestas três modalidades).

Quando se pensava que o problema tinha sido pontual, estava resolvido e não iríamos voltar a ouvir falar em salários em atraso no FC Porto, aconteceu o contrário. Esta época os rumores intensificaram-se, começaram a ser comentados abertamente em fóruns e blogues portistas e esta semana chegaram aos jornais.

(Diário de Notícias, 30/11/2011)


Já não é possível mascarar, nem muito menos esconder esta situação vergonhosa.

Ontem, no final do jogo em Valongo, e após mais uma grande exibição e vitória concludente (1-8), o treinador Tó Neves foi claro e afirmou o seguinte:
"Foi difícil preparar esta partida, mas já recebemos um mês. Estamos tranquilos e acreditamos nas pessoas que estão a gerir o clube".

A época começou em Setembro, estamos a 4 de Dezembro, e os profissionais da equipa de Hóquei em Patins já receberam um mês...
Imagino que o mesmo tenha acontecido com os jogadores e treinadores das equipas de Andebol (espectacular vitória ontem contra o Estrela Vermelha) e de Basquetebol (mais uma vitória hoje em Guimarães).

Sinceramente, não tenho palavras. Nunca pensei que uma situação destas pudesse acontecer no meu FC Porto.

E o presidente do clube, não diz nada?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Em Barcelos à hora da Champions

(Óquei Barcelos x FC Porto, 28/05/2011, penúltima jornada do campeonato 2010/11)


«Que se fizessem notar, eram apenas quatro os adeptos do FC Porto em Barcelos. Quatro amigos que acompanham as modalidades e que deram o sinal, na fria cidade minhota, do que se passava na gélida Donetsk. Hulk marcava na Champions e sossegava as hostes azuis e brancas, mais tranquilas com a equipa de hóquei em patins, que por essa altura já vencia por 2-0, com golos de Pedro Gil.
De resto, quando Nuno Almeida reduziu para o Barcelos e estabeleceu o resultado da primeira parte (1-2), na Ucrânia os dragões já venciam por 2-0. Vítor, Fernando, Carla e Sónia já haviam dado o respectivo grito, que anunciava a ressurreição dos portistas na Europa do futebol.»
in O JOGO, 24/11/2011


No final dos anos oitenta e durante toda a década de noventa, um Óquei Barcelos x FC Porto era uma partida entre candidatos ao título e, seguramente, um dos jogos do campeonato que despertava mais interesse. Actualmente, o Óquei Barcelos está longe dos seus tempos gloriosos, mas os jogos entre estas duas equipas continuam a ser um dos clássicos da modalidade. Assim sendo, não entendo a razão que levou a Federação de Patinagem a marcar este jogo do Campeonato de Hóquei em Patins (em atraso da 5ª jornada) para o meio da semana e, ainda por cima, coincidindo com o dia de um jogo da Liga dos Campeões, decisivo para a equipa de futebol azul-e-branca.

Num país em que o futebol é a modalidade preferida dos adeptos e, naturalmente, domina largamente o espaço mediático, será esta a forma adequada para os clubes e Federação de Patinagem darem visibilidade a uma modalidade que já teve melhores dias?
Será que é assim que esperam atrair mais gente aos pavilhões?

Quanto aos quatro adeptos portistas que se deslocaram a Barcelos à hora da Champions, mereceram inteiramente que o jornalista de O JOGO lhes fizesse referência e até os identificasse pelo nome. Os cinco golos que o FC Porto marcou (os dragões ganharam por 5-3) dão para dedicar um golo a cada um deles e ainda sobra um...

P.S.1 No final do jogo, o treinador do FC Porto, Tó Neves, afirmou o seguinte: "A ganhar 4-1, pelos vistos fomos uma equipa muito faltosa, conseguimos fazer 13 faltas... O critério foi completamente desigual, com a intenção de fazer o FC Porto cair em Barcelos. Mas não caiu. Sabíamos o que nos esperava e fomos muito competentes".
Há muita gente ansiosa, quase desesperada, em interromper a série de títulos azuis-e-brancos no Hóquei em Patins, mas parece que não vai ser fácil.

P.S.2 Penso que o Fernando, um dos quatro adeptos portistas a que o jornalista de O JOGO fez referência, é o Fernando Delindro, o qual já escreveu vários artigos sobre o hóquei em patins que foram publicados no RP (A época 2009/10, Uma reflexão sobre os eneacampeões, Balanço da época, Em busca do 11º consecutivo).

sábado, 15 de outubro de 2011

Em busca do 11º consecutivo

Por Fernando Delindro


Nota: Na sequência do balanço da época 2010/11, publicado em Junho passado, o Fernando Delindro faz neste texto uma antevisão da época que tem hoje início, com a disputa da Supertaça (FC Porto x Oliveirense, 18h00, no Pavilhão Municipal de Ponte de Lima).


Agora que se vai iniciar a época desportiva do hóquei em patins do FC Porto vamos fazer a antevisão da mesma.

Começando pelo plantel quase podemos falar em revolução face aos anos anteriores. Este ano vamos ter 10 jogadores no plantel principal e não 9 + 2 juniores. Para além desta mudança saíram dois jogadores – Emanuel Garcia e André Azevedo. O primeiro vai para Itália e o segundo mudou-se para a Oliveirense e terá o seu primeiro encontro oficial contra o FC Porto.

Em sentido contrário a André Azevedo temos o novo treinador Tó Neves, o adjunto Pedro Lopes, o defesa/médio Nélson Pereira e o avançado Tiago Santos. Foi ainda contratado um jogador do 2º classificado – Caio. À excepção do Tiago Santos todos os novos já conhecem os cantos à casa.

Analisando o plantel parece ser um plantel mais comprido e tão competitivo como o da época passada que nos levou ao Deca-Campeonato. O treinador responsável pelos 10 campeonatos consecutivos, que os entendidos do sul consideram negativos para a modalidade, ficará como responsável pela secção e estará sempre perto da equipa que tão bem orientou, o que penso ser uma vantagem, pois não haverá um corte profundo com a lógica vitoriosa do passado recente.

Os principais rivais deverão ser os mesmos da época passada, com o 2º classificado como maior rival, logo seguido da Oliveirense e dos açorianos do Candelária. No 2º classificado saíram o Caio para o FC Porto, bem como, tiago rafael e ricardo pereira. Em sentido inverso, vem o Carlos Lopez, em fase de pré-reforma choruda, e o sérgio silva, que também já passou o pico da carreira. Assim, penso que este rival encontra-se menos forte do que na temporada passada. Na Oliveirense e no Candelária as saídas parecem ter sido bem colmatadas para manterem o nível dos anos anteriores, mas não parecendo suficiente para estarem no 1º pote de candidatos ao título.

A nível de calendarização houve uma revolução em que os quatro primeiros da época anterior só se podem defrontar nas últimas 5 jornadas de cada volta. Assim, ditou o “sorteio” que o FC Porto se desloque ao sul a 9 de Junho e a fechar o campeonato frente ao Candelária. Este tipo de calendarização mantém o suspense até ao fim, o que parece indicar que a FPP tinha medo que os rivais do FC Porto quebrassem e não conseguissem manter o campeonato até ao fim da época. Parece ser um calendário novamente alterado para, pela enésima vez, tentar acabar com a hegemonia do FC Porto. Atendendo ao que foi escrito anteriormente penso que não vão conseguir.

Na Liga Europeia o sorteio não foi nada amigo e colocou no caminho do FC Porto o campeão europeu Liceo, os italianos do Valdagno, no que parece tradição recente da competição, e os suíços do Genève, reforçados este ano com vários portugueses onde podemos destacar o veteraníssimo Pedro Alves. O FC Porto inicia a competição com a recepção ao campeão europeu (19/11), desloca-se a Genebra (17/12), recebe os italianos (21/1), desloca-se a Itália (18/2), desloca-se à Corunha (17/3) e recebe o Genève a (14/4). A final 8 irá decorrer de 24 a 27 de Maio. Nesta competição as aspirações do FC Porto crescem de ano para ano e arrisco-me a dizer que o merecidíssimo título europeu está para breve.

Espero que as notícias que a meio da época passada surgiram sobre ordenados em atraso não se repitam e que o FC Porto honre os seus compromissos com todos os briosos atletas que tão bem representam as nossas cores. Só assim podemos exigir o máximo de todos os atletas. Os atletas não merecem ter que ocupar as suas cabeças com esses problemas devendo focar-se única e exclusivamente nos treinos e na competição.

A expectativa é que esta época seja, pelo menos, tão vitoriosa como a anterior, mas considero que existem condições para ser ainda de mais sucesso.


Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Fernando Delindro a elaboração deste artigo.

sábado, 25 de junho de 2011

Hóquei, balanço da época

Por Fernando Delindro


A época de 2010/2011 foi a mais difícil desta longa série vitoriosa que culminou com a conquista do DECA CAMPEONATO, em 4 de Junho de 2011.

O começo da época não foi o melhor, devido à participação de jogadores fundamentais nas selecções e que não chegaram ao clube nas melhores condições.

A Supertaça António Livramento foi a primeira batalha disputada em Coimbra em Setembro e o nosso desacerto nos penalties e livres directos, aliado à boa performance do inimigo neste capítulo, e com uma forte dualidade de critérios de arbitragem, levaram ao desaire e deixavam antever uma época duríssima que se veio a confirmar.

No início do Campeonato conseguimos rectificar a imagem deixada na Supertaça e entramos com uma vitória ante a aguerrida equipa do Valongo. Outras vitórias se seguiram, até que a 6 de Novembro nos deslocávamos ao terreno do eterno candidato na última década que, felizmente, tem sido sempre derrotado e a entrada em igualdade pontual deixava antever um jogo complicadíssimo. A sorte nas bolas paradas alterou-se face ao duelo anterior em Coimbra e aliada à melhoria do critério de arbitragem permitiu que a vitória sorrisse aos então ENEA CAMPEÕES.

A saída desta jornada permitia antever um campeonato duro mas desde logo com vantagem para o FC Porto. Na jornada seguinte a recepção ao Candelária trouxe o primeiro dissabor do Campeonato e a prova de que todos se “mordiam” para derrubar o FC Porto e um empate a 3 golos colocava alguma pressão no FC Porto em não perder mais pontos que o colocasse numa posição desconhecida desde há alguns anos. A equipa reagiu bem e com vitórias ante Espinho, Limianos e Braga.
A vitória em Braga fica marcada por um critério estranho da dupla de arbitragem Jaime Vieira e Joaquim Carpelho, em que ignoraram as regras internacionais e paravam o jogo para assinalar faltas, quando as regras dizem que se deve assinalar a falta e deixar prosseguir o jogo.
A deslocação a Viana, num jogo terrível para o FC Porto em que tudo corria mal, trouxe a primeira derrota da época e colocou a nossa equipa na posição de perseguidor, algo que não estávamos, felizmente, habituados. Era um período difícil para a nossa equipa e de intranquilidade que nem as vitórias frente ao Gulpilhares, Física e OC Barcelos nos permitiam descansar.
A 26 de Janeiro deslocação a Oliveira de Azeméis e uma derrota que nos colocava mais distantes do título já que o nosso inimigo não escorregava nem tropeçava como acontecia em anos anteriores. Neste momento passávamos a depender de terceiros para alcançar o objectivo do DECA CAMPEONATO.
Apenas 10 dias e as esperanças renasciam com o empate do líder dessa altura na deslocação aos Açores. As três jornadas seguintes eram cruciais, já que a perda de pontos seria fatal, visto que impediria a troca de liderança. As vitórias alcançadas em Cascais, na recepção ao Cambra e em Porto Santo colocavam o duelo no Dragão Caixa, a 5 de Março, decisivo para o FC Porto.

A recepção ao eterno candidato a campeão correu dentro das expectativas e a vitória colocou o FC Porto na posição que é sua por norma, ainda que em igualdade pontual, e possíveis escorregadelas fossem determinantes para a perda do objectivo.


A jornada seguinte era um teste duro com a deslocação aos Açores e o que durante o jogo parecia uma batalha perdida foi, no fim, uma vitória conseguida com muita raça, garra e querer. Este jogo permitiu clarificar algumas posições e ver que o máximo dirigente açoreano anda no hóquei para tentar beneficiar terceiros já que só se revolta por não ganhar ao FC Porto não dando mérito a uma equipa que lutou até ao fim do jogo.
As recepções ao Espinho, Braga, Viana e Física, intercaladas com deslocações a Ponte de Lima, foram ultrapassadas e colocavam-se embates tradicionalmente difíceis em Gulpilhares e Barcelos juntamente com a recepção à Oliveirense. Pelo meio ficava a recepção à Física. Estes jogos foram superadas em especial dificuldade com a excepção do jogo que confirmou o título na recepção aos comandados de Tó Neves.

Nas competições europeias a fase de grupos ficou marcada pela derrota pesada na deslocação ao Valdagno no período mais negro da época em Dezembro. Este derrota arredava a equipa do 1º lugar do grupo colocando a nossa equipa na rota do Barcelona.


Na final 8 disputada em Andorra, ainda na ressaca de Dublin, defrontamos e vencemos no golo de ouro os catalães num pavilhão maioritariamente português tal a presença dos nossos emigrantes. No dia seguinte seguia-se outro osso duríssimo com a recepção ao então 1º classificado da Liga Espanhola, o Liceo da Corunha. Não entramos muito bem no jogo e vimo-nos a perder 3-0. Depois, como prova do querer e da raça desta equipa, chegamos ao 3-3 e no prolongamento manteve-se a igualdade. Nos penalties fomos eliminados de forma inglória num penalti defendido pelo guarda-redes dos galegos de forma irregular, já que não se encontrava em cima da linha de golo e teria sido expulso obrigando à entrada a frio de um outro guarda-redes. Tal como em 2010, saímos de prova sem perder um jogo na fase decisiva. A minha confiança é que um dia destes a taça virá para o nosso lado e eu vou lá estar a apoiar já que estive nestes dois desaires um pouco inglórios.

Por último a retrospectiva da Taça de Portugal. Entramos na competição defrontando a Académica de Espinho em casa e conseguimos a vitória. De seguida o sorteio colocou no nosso caminho a combativa equipa do Santa Cita. Como são uma equipa da 3ª divisão manda o regulamento que a equipa de divisão inferior jogue em casa. Nova vitória e assegurada a presença na final 4 em Coimbra. Novamente o mesmo pavilhão da Supertaça e a dupla de arbitragem da visita Braga. O resultado foi similar ao da Supertaça com a vitória a sorrir à Oliveirense. Foi um jogo que não entramos bem e ao intervalo perdíamos 2-1. No início da segunda parte passamos de 3-2 para 5-2, tendo o 5º golo da Oliveirense sido marcado bem acima do 1,5m permitido pelas regras. Com dois livres directos Pedro Gil aproximou as equipas no marcador e a equipa acreditou que podia empatar e lutou até ao fim. Com o resultado em 5-4 Emanuel Garcia rouba de forma 100% legal uma bola junto à tabela lateral e o árbitro marca falta quando devia ter deixado jogar e seria um contra-ataque de 2 para 1 do FC Porto que podia ter dado o empate e o prolongamento que seria merecido pelo que os DECA CAMPEÕES fizeram na parte final do jogo mas inglório se olhássemos para os primeiro 35-40 minutos em que não conseguiram colocar toda a qualidade em pista.
No fim fica a dúvida se é do pavilhão que está enguiçado ou se é coincidência e o problema reside nas duplas de arbitragem que erram contra nós quando jogamos no pavilhão Mário Mexia.

A preparação para a época correu sem grandes alterações no plantel apenas com a saída de Jorge Silva e a entrada de Gonçalo Suíssas. Foi a adaptação do Gonçalo a um grande clube e assim a utilização foi um pouco irregular, tendo aumentado ao longo que a época se aproximava do fim e em que as exibições dele foram melhorando. A empatia entre o Gonçalo e os adeptos foi grande tendo-lhe sido adaptada a música do João Moutinho e, tal como expresso na música, o Gonçalo alcançou o seu primeiro título nacional no FC Porto. O Gonçalo é um valor seguro da modalidade e a nova época certamente trará um Gonçalo ainda mais preponderante.

O balanço da época é positivo já que o principal objectivo foi conseguido e a dureza da época não permitiu que a equipa se apresentasse mais fresca, quer em Andorra, quer em Coimbra para a Taça de Portugal e conseguisse mais algum título.

Um agradecimento especial ao André Azevedo por estes 4 anos que defendeu as nossas cores e ao Emanuel Garcia que sai 11 anos depois de ter ingressado na formação do nosso clube. Boa sorte aos dois nos novos desafios que terão nas suas carreiras.

Ao mister Franklin Pais um enorme obrigado por estes 10 anos que culminaram com 10 títulos. Espero que as novas funções que o mister Franklin irá abraçar lhe tragam tanta felicidade como até aqui enquanto treinador. A certeza porém é que Franklin Pais será um nome incontornável na história da modalidade e na história do clube, primeiro como jogador e agora como treinador. Esperamos que entre na história também nas novas funções que lhe serão confiadas.

A finalizar fica a tristeza de algumas notícias desagradáveis na comunicação social dando conta de ordenados em atraso, algo que estes bravos guerreiros não merecem. O desejo para a nova época é da não repetição destas notícias já que estes atletas, bem como os do andebol e do basquetebol, encarnam a 100% o espírito do Dragão e merecem que o clube cumpra os compromissos que tem com eles. Esperamos que todos os problemas sejam ultrapassados porque os atletas precisam de estar 100% focados nos jogos e treinos e com a cabeça cheia de problemas é muito difícil.

Nota: Nas próximas semanas será elaborado um artigo antevendo a nova época.


Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Fernando Delindro, um apaixonado do Hóquei em Patins e um portista sempre presente nos jogos das modalidades, a elaboração deste artigo.

sábado, 18 de junho de 2011

Amigos, amigos, competição à parte


Ao fim de 10 anos, Franklim Pais vai deixar de ser treinador do FC Porto e, na próxima época, irá ser substituído pelo actual treinador-jogador da Oliveirense.

Este facto deu que falar e até alimentou alguma maledicência mas, conforme se comprova pelos resultados, não teve qualquer influência nos jogos entre estas duas equipas. Para o campeonato, cada uma das equipas ganhou o jogo que disputou em casa e hoje, nas meias-finais da Taça de Portugal, a Oliveirense venceu por 5-4, afastando o FC Porto da final da prova.

Os profissionais da suspeição vão ter de arranjar outro exemplo.

sábado, 4 de junho de 2011

Decacampeão!


Na 30ª e última jornada do campeonato, o FC Porto recebeu hoje à tarde a Oliveirense num Dragão Caixa completamente cheio (2162 espectadores) e, ao vencer por 5-1, sagrou-se campeão nacional pela décima vez consecutiva!

Há que dizer que decacampeão soa muito melhor que eneacampeão...

Interessante o facto de o único golo da Oliveirense ter sido apontado na segunda parte, pelo já quarentão treinador-jogador Tó Neves (e futuro treinador do FC Porto), reduzindo na altura o marcador para 2-1 e pregando um valente susto aos jogadores e adeptos portistas.

No histórico da modalidade, o FC Porto igualou o slb - ambos com 20 títulos - com a particularidade dos campeonatos ganhos pelos azuis-e-brancos terem sido todos pós-1983.

1.º FC Porto e slb - 20 títulos
3.º Paço d'Arcos - 8
4.º Sporting - 7
5.º HC Sintra - 4
6.º Óquei Barcelos, Desportivo Lourenço Marques, Futebol Benfica - 3
9.º Campo Ourique, GD CUF, Ferroviário Lourenço Marques - 1