Mostrar mensagens com a etiqueta Kléber. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Kléber. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de dezembro de 2014

Comparar o incomparável

«Más notícias para o treinador José Couceiro: três dos elementos-chave do Estoril saíram do jogo com o Dínamo Moscovo “tocados” e estão em dúvida para a receção ao FC Porto, amanhã [9 de Novembro] à noite. Kléber, Diogo Amado e Kuca juntam-se assim a Balboa, Mano e Bruno Miguel no grupo de lesionados e, dado o pouco tempo que falta até ao duelo com os dragões, podem mesmo falhar a partida. (…) Os três jogadores não se treinaram ontem [7 de Novembro], tal como os outros que nem foram a Moscovo (…)»
in record.pt, 08-11-2014


Claro que há quem tenha memória muito curta e ontem, para os mais distraídos, o treinador do Estoril – José Júlio de Carvalho Peyroteo Martins Couceiro – recordou o motivo que o impediu de utilizar Kléber no jogo contra o FC Porto, da 10.ª jornada do campeonato:

Três dias antes jogamos em Moscovo contra o Dínamo e o Kléber saiu lesionado por volta do minuto 72.
Tive indicações claras do departamento médico de que não o podia utilizar contra o FC Porto. Ele já não estava a 100% no jogo com o Belenenses [no dia 26 de Outubro], depois fomos a Moscovo e o Kléber saiu lesionado. Voltou a jogar? Sim, contra o PSV Eindhoven [no dia 28 de Novembro].
Sabíamos desde início que o Kléber não competia há quase dois anos. Começou a trabalhar connosco no início de Setembro e está agora a entrar num período melhor. Ele vai crescer, devagarinho, sem nos precipitarmos. Todos sabemos que ele tem um potencial fantástico, mas não podemos exigir dele aquilo que ainda não pode dar.


Mais do que responder às idiotices de Bruno de Carvalho, o sobrinho-neto de Fernando Peyroteo e candidato derrotado nas últimas eleições do Sporting Clube de Portugal, respondeu a todos aqueles (jornalistas, comentadores, etc.) que quiseram lançar poeira e inventar um caso.

José Couceiro enquanto candidato à presidência do Sporting

Eu sei que isso dá jeito a muitos defensores da “verdade desportiva”, mas só por desonestidade intelectual ou evidente má fé, se pode meter no mesmo saco a situação do Kléber com o inaceitável caso Miguel Rosa – Deyverson.


P.S. Se o empréstimo de Kléber ao Estoril possibilitar a recuperação de um ponta-de-lança, que parecia perdido para o futebol, isso são boas notícias para o jogador, para o Estoril, mas também para a FC Porto SAD que, deste modo, ainda pode vir a recuperar um importante “activo”.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pela mão do nosso salvador



Setenta e um longos minutos, muita ansiedade, perda de oportunidades flagrantes e bons apontamentos defensivos reverteram um jogo que tudo fazia supor ser daqueles em que calendário competitivo nos impele como mera formalidade ou obrigação mas que acabou por se revelar muito intenso e difícil. A menos de vinte minutos do fim Jackson Martinez vestiu a capa de bom servo outra vez, livrando a nossa equipa de males maiores que algumas cabeças menos crentes já conspiravam demoniacamente. Entre a infelicidade de concretizar e inabilidade de se conseguir gorou-se um resultado mais gordo e alguma margem de manobra para que os papagaios de serviço aventem teorias sobre certas dúvidas criadas nas duas grandes áreas. Três preciosos pontos no bolso e venha daí esse derby imperial o qual sempre anseio que termine em porrada de criar bicho.

Enfim, que não me fujam as ideias para outros rosários que a crónica aqui não chama, a bem do muito que temos dizer desta vitória que os ilustres atletas da vila de Moreira de Cónegos nos venderam cara. Um apanágio, diga-se, que parece estar a querer fazer história, embora assim não o desse cara quem viu aquele primeiro quarto de hora. Logo desde aí, bem cedo, cheirou a golo aos pés e cabeça de Jackson. O ritmo também seguia o tempo da batida, mas a bola não entrou.

No natural afrouxamento da circulação a equipa perdeu um pouco o rumo, mas não se deixe de aqui de gratificar a boa organização defensiva visitante onde Ricardo Fernandes roubou o pão à boca de Martinez num par de ocasiões ou quando Ricardo Ribeiro fez uma vistosa intervenção a um pontapé de Moutinho vindo do meio da rua. Para agrurar ainda mais as nossas preocupações Lucho ficou-se por terra depois de uma traulitada bem dada, deixando Vítor Pereira mais apreensivo do que já estava.

A troca pelo irreverente Kelvin já no início do segundo tempo não se revelaria feliz com o miúdo a não conseguir dar um estilo rápido e prático que o jogo estava a pedir. Percebendo isso o treinador juntou Kléber a Jackson na área, tentando desconstruir a muralha que vem lá da concelhia onde este Reino se deu em berço. Reflexos visíveis na velocidade incutida à partida e não tanto nas ocasiões criadas.

Em ritmo vivaço e tenso os homens orientados por Casquilha esgueiram-se um par de vezes onde a defesa azul e branca não fluiu com a lisura desejável. Otamendi ainda bem “tentou” dar brinde, mas Helton emendou a tempo. Enfim, as nossas almas já quase estavam por tudo, mas salvação se deu de onde menos se esperava. Um canto, pois claro!

Ao fim de mais de uma dúzia destes inconsequentes lances o colombiano Cha Cha Cha facturou e fez o cântaro quebrar depois de tantas vezes à fonte ir. Não sendo a mais vistosas das finalizações, para alívio ficou perfeito. Contingências de uma partida muito sofrida por todos nós e algo sofrível dos nossos jogadores. Pede-se melhor aproveitamento em momentos chave, assim como maior e melhor regularidade ao ritmo a impor. Problemas já usuais como a carência de algumas soluções de recurso que até mais ver os resultados do campeonato ainda não puseram a nu.

domingo, 21 de outubro de 2012

Mais uma oportunidade perdida

Acerca da exibição da equipa portista contra os carteiros, professores e restantes amadores do Santa Eulália, já o Mário Faria escreveu e bem (foi demasiado mau o nosso desempenho e não encontrámos qualquer desculpa para esta exibição).

Ora, se há jogadores para quem estes jogos são uma maçada, há outros que os deviam encarar como uma oportunidade de ouro para mostrar serviço e uma qualidade futebolística acima da média (por alguma razão custaram milhões e fazem parte do plantel principal do FC Porto).
Neste lote estou a pensar em três jovens do plantel azul-e-branco: Kléber, Iturbe e Kelvin.


Kléber já vai na sua quarta época em Portugal e ainda há quem justifique o seu fraco desempenho por estar a adaptar-se... Mas, um ponta-de-lança que nem sequer é capaz de marcar um golo ao "poderoso" Santa Eulália, algum dia será solução para o ataque do FC Porto?

O empresário de Iturbe veio a público reclamar mais oportunidades para o seu menino ("as oportunidades dão-se ao colocar o jogador no campo"), mas convinha que alguém lhe fizesse chegar o vídeo do Santa Eulália x FC Porto, para ele apreciar o que foi a exibição do "novo Messi". Pode ser que isso sirva para ele ficar calado durante uns tempos.


Quanto ao Kelvin, dizem que o rapaz é muito habilidoso mas, até agora, a única coisa que pudemos apreciar foram os seus arranjos de cabelo exóticos.

Desta vez Vítor Pereira não teve qualquer culpa. Ou melhor, é culpado de ter dado uma oportunidade a quem nada fez para o justificar.

sábado, 14 de julho de 2012

Mais um triunfo num cenário de dúvidas



Em final de estágio por terras helvéticas, segue o FC Porto com um registo imaculado de vitórias nos particulares até ao momento realizados. Se à lisura dos triunfos nos dois primeiros encontros pouco se pode apontar, já o mesmo não se poderá dizer da contenda desta tarde perante o Evian. O conjunto de Vítor Pereira esteve longe controlar a partida e, só a espaços, conseguiu fazer circular a bola de forma pensada. Isto apesar das visíveis limitações no plantel que o treinador portista se verá cingido ao longo de toda a pré-temporada.

Com efeito, a falta de algumas opções dentro deste grupo que já se encontra ao trabalho não permite aplicar e vislumbrar todo o manancial tático trabalhado ao longo destes dias. Os embates com o Servette e Evian têm sido eloquentes neste problema, onde a total ausência de defesas laterais não possibilitam a explanação de um futebol mais aberto e fluído, obrigando, inclusive, a adaptações que roçam o caricato.

Os centrais vêem-se forçados à condição de totalistas e alternativas no meio campo não são muitas (apesar de este não ser apenas um problema pontual). Mas não se pense que estes handicaps são o princípio e o fim dos largos períodos de futebol fastidioso que a nossa equipa se pautou. As muitas perdas de bola e passes transviados – um mal que já transita da época passada – marcaram o incaracterístico jogo azul e branco, pondo em xeque nalguns momentos até, as redes da nossa coutada.

Denota-se a intenção de Vítor Pereira fazer entranhar os automatismos do 4-3-3 base, pautado aqui e ali com algumas flutuações de James ao centro, não modificando a sua estrutura mesmo após as várias substituições. Não seria descabido o ensaio de algo alternativo que não só pudesse encaixar melhor na mão-de-obra ao dispor, mas, também, incrementasse o “golpe de asa” sempre importante quando surgirem outros desafios mais árduos.

No cenário sempre confuso que as pré-temporadas e os seus peculiares jogos propiciam, nem sempre se consegue avaliar da melhor forma qual ou quais as feições individuais de cada atleta poderão trazer ao interesse geral e coletivo. Iturbe e Cristian vivem dentro desse limbo, com Castro também expectante. Provavelmente, mais do que a competência de cada um, as saídas ditarão as escolhas. Quanto a Fabiano, que hoje se estreou, tem lugar de caras na estrutura final.

Dúvidas. É disto e neste misto em que se vive nos defesos. As incertezas nas escolhas, a valia das opções e o jogo de paciência das transferências. Um bailado caótico de equações que atiram para as calendas gregas a palavra planeamento. Tudo se faz (e só pode ser feito) ao sabor do momento ou de um acontecimento,  ficando para um espectro secundário as trocas de Kléber e Janko, o inusitado jeito de Maicon para os livres ou simples resultado deste particular que daqui a uma semana já ninguém lembrará.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ideias, luzes e certezas



Mais do que um processo de oleagem da máquina azul e branca, o primeiro encontro exibido para o grande público dos homens de Vítor Pereira serviu de esboço daquilo que aí vem e quer ser o FC Porto em 2012/13. Sem ainda entrar nesta equação muitos e importantes nomes, como é por demais sabido, o aliciante nestas preliminares partidas passarão muito pela projeção dos que deambulam na corda bamba do empréstimo, em busca de uma vaga na composição final do plantel.

Com toda a naturalidade o campeão nacional dá continuidade ao um figurino tático muito seu, percebendo-se, desde já, a importância e intocabilidade de elementos como Maicon, Fernando ou Lucho que deverão vir a ter ao longo de toda a época. Helton esse, mais do que a relevância técnica, fará valer a sua mobilização enquanto um dos mentores da equipa.

Sem a possibilidade de por hora se poder testar o jogo em apoio dos laterais, merce das ausências neste estágio das nossas principais figuras, mas, também, derivado as fracas prestações neste encontro de David e sobretudo Sereno, revelou-se ao interesse do comportamento coletivo as intensões de pressionar e recuperar a bola alta, surpreendendo a partir daí o adversário. O Servette não dificultou a tarefa, mas agradam acima de tudo os princípios instituídos. Mais ainda se forem para continuar.

Às bases do modelo coletivo, em pleno processo de maturação de ideias, apesar de não ser nada de novo para quase todos os que por ali estão, juntam-se uma ou duas luzes que fazem cintilar os olhos do adepto ressequido de bola com aroma de clube. Não pode, nem é possível deixar ninguém indiferente a espontaneidade, explosividade e confiança com que Cristian parte para cada jogada ou quando pega na bola. Com ela nos seus pés algo novo pode sempre acontecer, trazendo uma imprevisibilidade ao jogo agradável de se ver. E Kléber, naturalmente, eficaz e brilhante nas finalizações que dispôs.

Não se valorará para época as virtudes individuais da equipa quando os grandes desígnios coletivos falarem mais alto. Nem tampouco somarão pontos estas vitórias morais dos quase esquecidos jogos particulares. Serão porventura a junção de todas estas ideias, luzes e certezas, secundado por um jogo na sua globalidade entretido, que se constroem perspetivas prometedoras no processo de crescimento da equipa, mesmo que testada perante um adversário de baixo calibre, como o que defrontou o FC Porto hoje.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Kléber, Walter, Hulk, Janko…

Há vários anos que o FC Porto joga em 4-3-3 e, após a saída de Falcao, a primeira aposta de Vítor Pereira para a posição de ponta-de-lança foi Kléber, tendo o treinador principal do FC Porto afirmado que o jogador tinha muita qualidade e que apenas precisava de tempo para se afirmar na equipa portista.

Em 18 de Outubro, uns dias depois de Walter ter marcado quatro golos ao Pêro Pinheiro para a Taça de Portugal, e quando já era notório que, afinal, o Kléber iria precisar de muito mais tempo para se afirmar na equipa portista, Vítor Pereira justificou da seguinte forma o facto do FC Porto não ter inscrito o ‘bigorna’ na Liga dos Campeões:
A decisão que tomámos na altura teve a ver com o Walter da altura. O que vos garanto é que o Walter hoje é um jogador diferente, não é o mesmo Walter daquela altura. Hoje é um jogador mais confiante, que trabalha muito bem, que nos transmite confiança e qualidade. Se hoje seria inscrito? Sim, seria inscrito.

No entanto, quase dois meses depois, a opção para avançado centro já não era nem Kléber, nem Walter, mas sim Hulk e no dia 9 de Dezembro Vítor Pereira afirmou:
O FC Porto, este ano, está a jogar com um avançado que foi só o melhor marcador do campeonato passado. É com ele que contamos neste momento, acreditando muito na sua qualidade, porque ele tem provado que na ala ou no meio é um jogador capaz de fazer golos.

Problema resolvido? Claro que não e, a meio do período de transferências de Janeiro, em resposta a uma pergunta de um jornalista numa conferência de imprensa realizada no dia 17 de Janeiro, Vítor Pereira já falava noutro tom:
Neste momento temos apenas Kléber para jogar como ponta-de-lança e se não podermos jogar com ele, por alguma eventualidade, teremos de inventar uma dinâmica nova. Vamos ver... O clube está a trabalhar e vamos ver o que se vai passar. Mas não posso comentar situações hipotéticas; estou aqui para treinar e para fazer o melhor possível com os jogadores que estão à minha disposição. O clube está a trabalhar, o mercado está aberto.

A SAD lá contratou o austríaco Janko e, pelo que se tem visto da “evolução” do Kléber ao longo da época (neste último slb x FC Porto voltou a ser pouco mais do que inexistente), é com este “rapaz alto e loiro” (parafraseando o grande Zé do Boné) que teremos de contar até ao final do campeonato.

Poderão dizer que agora é fácil falar. Pois é, mas no dia 2 de Setembro de 2011 (dia seguinte ao fecho das inscrições), eu publiquei um artigo intitulado ‘O ponta-de-lança que não veio’, que inclui declarações “tranquilizadoras” de Antero Henrique sobre este assunto, e que terminei da seguinte maneira:
«A posição de ponta-de-lança é crítica numa equipa que joga em 4-3-3 e, embora admitindo que no campeonato não deve haver grandes problemas, tal é a diferença de potencial entre as equipas, na Liga dos Campeões a coisa pia mais fino. Veremos a resposta que o Kléber vai dar (visto que Walter nem sequer faz parte da lista de 21 jogadores inscritos para disputarem a fase de grupos da Liga dos Campeões). Só espero e desejo que a minha apreensão seja infundada e que daqui a uns meses estejamos, isso sim, a fazer contas a uma possível venda e a discutir a percentagem do passe do Kléber que a SAD possui.»

Infelizmente, a coisa foi ainda pior do que aquilo que eu pensava, e a ineficácia da Administração da SAD em arranjar uma alternativa credível para a saída de Falcao (que obviamente também não é Janko), traduziu-se num calvário que Vítor Pereira (o elo mais fraco) tem vindo a enfrentar, quase sempre em silêncio, ao longo da época.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Aves raras

1. Um enorme vazio no Porto

Os bons pontas-de-lança, daqueles que têm o faro do golo, são aves raras. O Jardel voava sobre os centrais e o Radamel, um verdadeiro Falcao na área, quando voou para Madrid deixou no Dragão um enorme vazio, que Kleber não foi capaz de resolver (nem tal seria expectável).

Após a saída do melhor marcador da Liga Europa 2010/11, e não tendo a Administração da SAD contratado, em Agosto, um ponta-de-lança para o substituir, seria sempre muito complicado arranjar uma boa solução a meio da época (ao alcance da capacidade financeira atual da FCP SAD), que chegasse, pegasse de estaca e começasse a marcar golos sem precisar do habitual período de adaptação. Por isso, não me surpreende minimamente que, ao contrário da expectativa de uma parte significativa dos adeptos portistas, estejamos a poucos dias do fim do período de transferências de Janeiro e a SAD ainda não tenha contratado (nem parece que esteja na iminência de contratar) um ponta-de-lança.


Deste modo, depois da também previsível saída de Walter, tudo indica que Vítor Pereira irá continuar a treinar e a fazer o melhor possível com os avançados/pontas-de-lança que estão à sua disposição, conforme o próprio afirmou na conferência de imprensa antes do FC Porto x Estoril.


2. Um enorme flop em Londres

«Carlo Ancelotti claims he has been offered the chance to re-sign Fernando Torres for new club Paris Saint-Germain.
The Italian was manager of Chelsea when the Spanish striker joined the Blues in a £50m deal from Liverpool last January. (…)
The Italian coach also said he made a mistake by signing Torres last year - and not getting rid of Didier Drogba to make room for the Spaniard in the team.
He said: “If you decide to invest on Torres, you have to sell Drogba. He's like [Filippo] Inzaghi, he tends to devour whoever competes with him. He's not bad, but this is his personality”.»
in www.mirrorfootball.co.uk/transfer-news/



«Fernando Torres fired another blank as battling Norwich held Chelsea to a goalless draw at Carrow Road.
The Spain striker, who has not scored since October, endured another frustrating afternoon, denied in the first half by John Ruddy before then stabbing wide in front of goal from eight yards.»
in msn.foxsports.com


Após a saída de Anelka para uma reforma dourada na China e com o Drogba na CAN, a André Villas-Boas não lhe resta outra alternativa que não seja recorrer a um dos maiores flops de sempre do futebol inglês.


3. Um enorme goleador em Madrid

No passado sábado, o Atlético de Madrid conseguiu vencer pela primeira vez fora de casa, tendo ido ao Estádio Anoeta derrotar a Real Sociedad por 4-0.

Radamel Falcao foi a grande figura desta goleada, obtendo o primeiro hat-trick ao serviço dos colchoneros.

Apesar de ter estado lesionado e, por via disso, ausente em vários jogos, El Tigre já leva 14 golos, o que corresponde a 47% (!) dos golos marcados pela sua equipa no campeonato.


A dúvida que me assiste é: o que está a fazer um ponta-de-lança do calibre do Falcao na segunda equipa de Madrid?

Ou melhor, perante o conhecimento que André Villas-Boas tem dele, porque razão não está em Stamford Bridge a resolver os óbvios problemas de finalização do Chelsea?
Por acaso, o Atlético de Madrid tem uma capacidade financeira superior ao Chelsea de Abramovich?

sábado, 10 de dezembro de 2011

E o ponta-de-lança é...




"O FC Porto, este ano, está a jogar com um avançado que foi só o melhor marcador do campeonato passado. É com ele que contamos neste momento, acreditando muito na sua qualidade, porque ele tem provado que na ala ou no meio é um jogador capaz de fazer golos."
Vítor Pereira, 09/12/2011


A primeira aposta de Vítor Pereira, para substituir Falcao na posição de ponta-de-lança, foi Kléber, tendo o treinador principal do FC Porto afirmado que o jogador tinha muita qualidade e que apenas precisava de tempo para se afirmar na equipa portista.

Em 18 de Outubro, uns dias depois de Walter ter marcado quatro golos ao Pêro Pinheiro para a Taça de Portugal, Vítor Pereira justificou da seguinte forma não ter inscrito o jogador na Liga dos Campeões:
"A decisão que tomámos na altura teve a ver com o Walter da altura. O que vos garanto é que o Walter hoje é um jogador diferente, não é o mesmo Walter daquela altura. Hoje é um jogador mais confiante, que trabalha muito bem, que nos transmite confiança e qualidade. Se hoje seria inscrito? Sim, seria inscrito."

Mas, como palavras leva-as o vento, depois dos elogios públicos a Kléber e a Walter, o avançado centro da equipa nos últimos jogos foi... Hulk. E, pelos vistos, será para continuar.

Quanto ao argumento apresentado - "um avançado que foi só o melhor marcador do campeonato passado" - é que não parece fazer muito sentido. Cristiano Ronaldo também foi o melhor marcador da liga espanhola mas, por alguma razão, Mourinho não abdica de jogar com Karim Benzema ou Gonzalo Higuaín a ponta-de-lança. É que tal como Hulk, não foi na posição de ponta-de-lança / avançado centro que CR7 se destacou e que marcou os golos que lhe deram o título de melhor marcador de todos os campeonatos europeus.

P.S. O nível médio do campeonato português é tão fraco que, na maioria dos jogos, é quase indiferente se o avançado centro do FC Porto é o Kléber, o Walter ou o Hulk.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A eficácia, Malafeev e a atitude


Bem tentou e forçou o FC Porto a inversão do cenário pouco animador na classificação do grupo G mas, infelizmente, a nossa equipa acordou tarde demais para esta competição, pagando uma factura muito alta pelo despeito com que abordou alguns jogos desta fase da Liga dos Campeões. O jogo do Dragão teve sentido único, com os homens de Vítor Pereira a evidenciarem um querer pouco visto ao longo do reinado que leva no banco azul e branco. A nossa falta de eficácia e Malafeev explicam o resultado.

Apoiado em duas vitórias moralizadoras, o técnico portista voltou apostar no onze que o trouxe do abismo, conseguindo impor um ritmo e construção de jogo variada, assente também numa recuperação de bola rápida, num claro sinal para incrementar intensidade. O domínio foi total, e a constante rotatividade entre os nossos atletas trocou as voltas ao conjunto russo. Num desses movimentos, Djalma, apareceu isolado após passe magnífico de Moutinho. Malafeev apresentou-se pela primeira vez ao serviço.

A nossa equipa foi insistente, procurando rasgar a defesa do Zenit, mas nem sempre as decisões mais acertadas foram tomadas. Destaque neste capítulo para Hulk, que esteve, esta noite, muito aquém daquilo que se lhe conhece. O FC Porto ressentiu-se disso e, nem a aposta numa referência na área no segundo tempo inverteu a falta de objectividade patenteada no último terço do terreno. Pedia-se rigor, inteligência e frieza para se fazer a estocada final, mas, no plantel, elementos com essas características não existem.



O risco foi assumido. Kléber e Belluschi engrossaram a linha dianteira, mas o tempo escoava e o discernimento já não era o melhor. Abdicando na defesa – com a saída de Otamendi - a equipa deu tudo, pressionando às cordas um Zenit que apelava aos anjinhos pelo fim da partida. Agradecimentos que podem ficar pelo homem que lhes guarda, e bem, as redes da sua baliza.

Pode a sorte esta noite ter sido um pouco madrasta para as nossas cores. Talvez numa das exibições mais conseguidas, a equipa vergou-se sobre o desígnio da frustração. O arrojo táctico revelou qualidades, a falta de intérpretes (ponta-de-lança) expôs as nossas debilidades. Apenas a atitude competitiva brava e destemida da nossa equipa tragou algum consolo ao espírito azul e branco. Esse empenho nunca fica esquecido perante os sócios do FC Porto. E os aplausos no final deste jogo comprova-no.

domingo, 23 de outubro de 2011

Uns tristonhos 5 secos


A bênção da chuva trouxe muitos golos ao estádio do Dragão, um renovado figurino no onze inicial do FC Porto, mas o futebol insípido continuou a prevalecer. Cinco caras novas a alinharem a partir do 1º apito de Cosme Machado, com o miolo e a frente de ataque a serem os sectores mais visados. Eficácia bem lá no alto, mas a confirmação do momento de viragem ainda vem longe.

Sem apego e numa resposta às críticas, Vítor Pereira baralhou as cartas e voltou a distribuir um novo naipe. Defour e Belluschi logicamente calçaram a bota para dinamizar o amorfo futebol azul e branco. Objectivo cumprido… apenas nos 20 minutos iniciais. Nesse hiato de tempo a equipa foi rápida a mexer e a circular a bola. Tão simples, mas tão raro de se ver.

O dínamo do arranque parecia perder fulgor e o marasmo pairava no ar. Na falta de criatividade e imaginação sai bomba do meio da rua para testar como vai a sorte por estes dias. Bem lá no alto para Defour, por sinal. A bola resvala no defesa do Nacional e trai Marcelo, num capricho que o belga fez por merecer.

Ainda antes do intervalo, Walter encostou o 2º da noite, aproveitando um desvio de cabeça de Rolando. E, do encontro desta noite, é máximo que o leitor conseguirá ler sobre nosso ponta de lança titular. Tudo o resto não se viu ou passou ao lado. Na verdade, o Bigorna não só é lento a agir, como a pensar, tornando inconsequentes jogadas prometedoras.


Os segundos 45 minutos não nos ofereceram melhor do que aquilo que havíamos presenciado no 1º tempo. Futebol sem chama e pouco atraente, apesar do bom aproveitamento e consequente vantagem. Nessa toada morna, bastou aproveitar os deslizes da paupérrima defesa insular para dilatar o resultado. Destaques para a jogada do golo de Kléber e o chapéu de Hulk, de belo efeito, a fechar a contagem.

Pode-se cometer sacrilégio de afirmar que espetar 5 num adversário é sinónimo de seca? Sim, pode-se. Esta noite, o FC Porto goleou o Nacional num encontro onde a vitória nunca foi posta em causa. Mas o futebol triste continua lá. Tão triste como a pobreza da maioria das equipas que compõem a nossa Liga.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O ponta-de-lança que não veio


«Confrontado ainda com o facto de o FC Porto não ter compensado a saída de Falcao com a contratação de outro ponta-de-lança, Antero Henrique garantiu que a SAD do FC Porto "está muito satisfeita com os jogadores que fazem parte do plantel e que dão todas as garantias de sucesso". "De resto", sublinhou, "o nosso reforço de última hora é o Álvaro Pereira".»
in ojogo.pt


O Alvaro Pereira já demonstrou que é um jogador importante na equipa do FC Porto, particularmente nas movimentações ofensivas. Nesse sentido, e mesmo tendo sido contratado Alex Sandro, é sem dúvida positivo que a equipa possa contar com o Palito (parto do principio que ele irá estar ao seu melhor nível, de alma e coração no Porto).

Contudo, há uma questão que se pode colocar: se a SAD tivesse vendido o lateral-esquerdo uruguaio pelos tais 20 milhões de euros mais objectivos de que fala O JOGO, teria tido melhores condições para ir ao mercado comprar um ponta-de-lança de qualidade, reinvestindo parte, ou a totalidade, desses 20 milhões.

Não sei se este cenário foi equacionado pela SAD mas, olhando para o plantel, parece-me que a posição de ponta-de-lança será um problema mais bicudo de resolver do que a de lateral-esquerdo se o Alvaro Pereira tivesse sido vendido.

A posição de ponta-de-lança é crítica numa equipa que joga em 4-3-3 e, embora admitindo que no campeonato não deve haver grandes problemas, tal é a diferença de potencial entre as equipas, na Liga dos Campeões a coisa pia mais fino. Veremos a resposta que o Kléber vai dar (visto que Walter nem sequer faz parte da lista de 21 jogadores inscritos para disputarem a fase de grupos da Liga dos Campeões).

Só espero e desejo que a minha apreensão seja infundada e que daqui a uns meses estejamos, isso sim, a fazer contas a uma possível venda e a discutir a percentagem do passe do Kléber que a SAD possui.


P.S. Aproveitando a disponibilidade do Director Geral da FC Porto SAD para falar da situação de Alvaro Pereira, foi pena o jornalista de O JOGO se ter esquecido de perguntar a Antero Henrique, por que razão o Alvaro Pereira não foi utilizado em nenhum dos jogos oficiais disputados pelo FC Porto após 9 de Agosto (data em que regressou aos treinos juntamente com Cristian Rodriguez). O esclarecimento desta situação seria particularmente relevante no que diz respeito à Supertaça Europeia, disputada no dia 26 de Agosto, não só devido à importância da competição, mas também porque alguns jornais noticiaram que o Palito se tinha recusado a jogar. Infelizmente, as perguntas que podem gerar alguma incomodidade ficam, normalmente, na gaveta. É o jornalismo que temos...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O fantasma de Falcao

Todos os jogadores pensam em alinhar em Inglaterra, Espanha ou Itália. Quem disser o contrário está a mentir. (...) O Atlético de Madrid tem grandes adeptos e seria uma boa oportunidade para a minha carreira.

«Radamel Falcao quis falar com os jornalistas após a vitória do F.C. Porto em Guimarães. O jogador portista parou em frente das câmaras e fez questão de abordar o seu futuro.
A situação causou alguma surpresa na comitiva do F.C. Porto, embora o colombiano não tenha assumido uma postura clara de ruptura.»
in Maisfutebol

De acordo com a comunicação social, Pinto da Costa parou e ficou a ouvir atentamente as declarações que Falcao quis fazer.
Terá sido apanhado desprevenido? Não acredito. Os dirigentes do FC Porto andam nisto há muitos anos e, a não ser que tenha havido uma ruptura com o empresário de Falcao – Jorge Mendes – este é o tipo de situação que não acontece por acaso.

Aliás, estou convicto que a titularidade de Kléber nos primeiros dois jogos oficiais, particularmente neste último, tem dois objectivos:
1) Mostrar ao Falcao que ele não é indispensável e que, se não estiver no Porto de alma e coração, vai para o banco;
2) Testar o ponta-de-lança brasileiro em jogos e ambientes muito mais difíceis que os da pré-temporada.

E é aqui que a porca torce o rabo. Depois de uma pré-temporada em que excedeu as expectativas (pelo menos as minhas), nos dois jogos oficiais já realizados Kléber esteve muito nervoso e precipitado na hora de finalizar. Isto foi particularmente evidente neste último jogo, em que, após excelentes desmarcações, Kléber esteve três vezes isolado na cara do guarda-redes do Vitória Guimarães e das três vezes decidiu mal.

Kléber tem qualidade e a vontade de marcar os primeiros golos em jogos oficiais deve ser imensa. Contudo, o fantasma de Falcao, com Radamel sentado no banco de suplentes, parece estar a perturbar o avançado que veio do Marítimo.

domingo, 14 de agosto de 2011

De barba rija logo a abrir



Arrancada vitoriosa do FC Porto no campeonato, num jogo em que a equipa foi obrigada a arregaçar as mangas para suster a vantagem mínima ate ao final. Não faltaram momentos para que os últimos minutos da nossa equipa fossem mais tranquilos, mas lá na frente faltou eficácia. Sofreu-se, vestiu-se o fato de macaco e foi-se à luta, logo à 1ª jornada. E assim se vai construindo um campeão.

Num inicio de jogo lento e pastoso, com o Vitória a resguardar-se de calafrios de confrontos anteriores, a equipa azul e branca assumiu linha da bola sem grande velocidade. Apenas na segunda metade do 1º tempo a diplomacia foi jogada às malvas com Kléber a surgir na cara de Nilson. O primeiro de vários duelos. O conjunto da casa respondeu e numa das raras desatenções da retaguarda portista, com Rolando e Otamendi a ver a bola a passar, Barrientos conseguiu a proeza de não acertar com o remate.



Os últimos 5 minutos da 1ª parte foram intensos e bem jogados. O FC Porto puxava galões ao alto, e tornava-se finalmente incisivo nas redondezas da área vimaranense. Kléber, novamente diante de Nilson, falha escandalosamente o golo. Felizmente ele não tardou. Numa gravata de Leonel Olímpio a Sapunaru, surge o penalty indiscutível que nos garante os 3 pontos. Golo com assinatura de Hulk.

Nos segundos 45 minutos a equipa de Manuel Machado tentou subir um pouco. Procurou mais a bola e tentou assumir o jogo. Mas o controlo quase nunca escapou aos nossos rapazes. Lá na frente Kléber continuava a ode ao desperdício e Falcao acabou por rende-lo, naturalmente. Guarín esgotado cedeu o lugar a Rúben Micael e Belluschi fechou as substituições, promovendo, em sequência, o novo figurino táctico.


Houve tempo para El Tigre e Hulk espreitarem o golo. E o melhor momento vitoriano começou nos pés do nosso Incrível avançado. Os pormenores que o distanciam dos melhores. Enfim, teve graça, houve raça, viu-se entrega, mas também muita atrapalhação. Um relvado a fazer lembrar um jogo em pleno Novembro diluviano. Muita disputa e pressão. Ou não estivéssemos em Guimarães.

Três pontos no bolso, numa partida de barba rija e sempre complicada do nosso calendário. Vantagem sobre os directos adversários. Que melhor começo de campeonato?

Fotos rapinadas no site da organização presidida por aquele franciu que se gosta de armar ao pingarelho com o FC Porto.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Novo ano, velhos hábitos









A abertura de portas do estádio do Dragão não trouxe novidades em cima do joelho. Por hora, foram 26 as caras apresentadas ao publico portista, ficando para mais tarde o regresso dos sul-americanos ao serviço das Selecções. A árdua tarefa das dispensas fará Vítor Pereira meditar longas horas sobre as opções a tomar, daí que não seja estranho o assunto ter sido protelado mais alguns dias.

No jogo propriamente dito, manteve-se o registo já aqui constatado em partidas anteriores. A base está moldada e consolidada, oriunda de um projecto consistente e ganhador, como foi o da época transacta. O elevado número de jogadores que provêem desse projecto facilita a continuidade e, ao mesmo tempo, garante uma integração fácil aos que agora chegam.

Kléber veio para ficar e não foi por mero acaso que sua aquisição foi fechada com um ano de antecedência. Os putos mostram sangue na guelra e muita disponibilidade, mas o excesso de jogadores não vai permitir espaço a todos. E creio na hora da exclusão o treinador irá fazer relevar o factor experiência.

Segue-se, no próximo fim-de-semana, o teste mais robusto desta pré-temporada. O Lyon do Licha.

P.S.: Que ricas taças que nós temos!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A queimar etapas

Os bons ventos de Vila do Conde parecem trazer algumas confirmações auspiciosas para a nova vida do Dragão no pós Libras-Boas. A qualidade e a base dos princípios de jogo da equipa são para continuar. Kléber reforça estatuto de avançado capaz de morder calcanhares a Falcao. E, apesar de tudo aquilo que por aí se vai escrevendo, há mais vida neste FC Porto para além de Hulk.

A entrada em cena da equipa azul e branca diante o Rio Ave foi avassaladora. Tão pressionante como o vento que soprava a nosso favor. Com rápidas recuperações de bola e anulação do espaço ao adversário, o acerco à baliza de Paulo Santos foi natural. Kléber avisou num remate ao poste, e não tardou muito para confirmar a vantagem num cabeceamento certeiro após cruzamento de Fucile.

A intensidade máxima perdurou mais alguns minutos, o suficiente para a vantagem se dilatar. Desta vez, o precioso vento colaborou no ensaio. Ainda assim o golo de canto directo de João Moutinho é uma beleza. Nem 15 minutos haviam decorrido e a vitória já estava no papo.

Propositadamente ou não, o certo é que com a vantagem mais alargada a cambada de Vítor Pereira levantou o pé. Foi sempre controlando o jogo a seu bel-prazer, é certo, mas a focalização perante a baliza vila-condense era menor. E não foi por mérito próprio dos da casa que a redução no marcador se deu. Um disparate de Fernando em zona proibida obrigou Bracali a fazer falta. João Tomás converteu a penalidade.

O 2º tempo trouxe um menor fulgor e uma menor agitação para o encontro. As inúmeras substituições foram descaracterizando a organização geral das equipas e a malta que entrou safava-se como podia. Antes de tanta dança nos bancos, ficou como registo – bem vistoso, diga-se – a estupenda incursão de Fucile por toda a ala esquerda, cruzando na perfeição para a cabeça de Kléber que não viu nenhum entrave para fazer balançar a rede, uma vez mais.

O ensaio positivo aguça o apetite para quando todo o plantel estiver à disposição do treinador. Para já, faz salivar a boca dos adeptos, que poderão, já no próximo Domingo, o saudar ao vivo e a cores no estádio do Dragão.

Foto rapinada num jornal tão asqueroso que nem vale a pena citar o nome

sábado, 16 de julho de 2011

Paneleirices de pré-temporada


O defeso é mesmo assim. Disparates aos rodos e vindos de todos os lados. Jogadores a suspirar pela “salvação” familiar escudados em contratos dignos de um rendimento mínimo, dirigentes a comprar tudo o que se mexe, empresários a empanturrar os bolsos, jornalistas a mostrarem credencias para argumentistas de Hollywood. Os árbitros, esses, vá lá, conseguem manter a bitola da restante temporada, ou seja, cagada seja em que circunstância for.

Enquanto neste final de tarde foi possível ver o jogo de preparação do conjunto azul e branco com o tabuleiro equilibrado, constatou-se que a continuidade é quem mais ordena. A promoção de Vítor Pereira a chefe da companhia vem nesse sentido e este mostra ponderação ao saber potenciar a bagagem construída na época passada. Algumas luzes da ribalta oferecidas aos putos da cantera que se saúda, e uma paulatina integração aos que agora chegam ao nosso clube.

Com efeito, nos 24 minutos iniciais do encontro, este Borussia Não-Sei-das-Quantas parecia presa fácil para o Dragão. A boa dinâmica patenteada pela nossa equipa, com o agitador de massas Hulk a assumir a batuta, fizeram o perigo rondar a baliza alemã. Depois veio ao de cima dois feitios manhosos e o choque foi inevitável. O nabo do árbitro esqueceu-se que estava num jogo particular e ao Hulk varreu-se a inteligência. Coisa que já não é nova, diga-se!

A recomposição da equipa retirou capacidade e fogo lá mais na frente e o Porto viveu de espaços e intermitências. Alguns contra-ataques bem gizados e lances prometedores animaram a pintura geral, numa aceitável organização como equipa. A defesa foi sacudindo o perigo imediato, mas aqui e ali permitiu alguns espaços. Nada de muito grave. A bitola de Moutinho é que não muda. Sempre bem alta.

As substituições a meio do 2º tempo deram alguma frescura ao conjunto fustigado pela carga de treinos e pela chuva que caía. O raçudo Castro é entusiasmante, apesar de não ter a leveza técnica de Moutinho. Djalma rápido e decidido no contra-golpe que teve nos pés e kléber lutou dentro das limitações conhecidas. Pena é estas paneleirices de defeso virem sempre ao de cima, e mandarem directamente para o lixo um prometedor ensaio de pré-temporada.

Amanha há mais, mas a gente não estará cá para ver…

terça-feira, 5 de julho de 2011

Marítimo a ver navios


Desde há um ano atrás, que o presidente do Marítimo tem vindo a desdobrar-se em declarações inflamadas a propósito do caso Kléber. E, como o alvo é o FC Porto, da RTP Madeira à Bola Branca (programa desportivo da Rádio Renascença), passando pela A Bola encarnada, não deve ter havido jornal, rádio e televisão, da Madeira e do continente, que não tenha ido a correr estender-lhe um microfone, para lhe dar oportunidade de destilar o ódio e a azia anti-Porto.

Sendo impossível reproduzir neste espaço tudo aquilo que Carlos Pereira foi dizendo nos últimos meses, seleccionei meia dúzia das suas dezenas de declarações sobre o caso, as quais são elucidativas do desespero crescente que se foi apoderando do presidente do Marítimo.

Vamos accionar o FC Porto e o próprio Atlético Mineiro ao nível da UEFA. (...) Enquanto atletas têm contratos com outras instituições não devem ser aliciados.
11 de Agosto de 2010

É possível que até ao final de Janeiro os dois jogadores [Kléber e Djalma] possam deixar o clube, em virtude de existirem propostas.
14 de Janeiro de 2011

[nos casos Kléber e Djalma] está tudo tratado, existe acordo total com o Sporting. Recebemos tudo por escrito e está resolvido.
31 de Janeiro de 2011

Os factos são factos, os factos estão provados e tenho a certeza que esta situação será resolvida pelas instâncias jurídicas desportivas. Accionámos a cláusula de opção de compra dos direitos económicos do jogador, e fizemo-lo com o conhecimento da FIFA (...) o Marítimo é que agora tem o direito de negociar Kléber e pode fazê-lo com quem quiser.
4 de Fevereiro de 2011

[O caso está na FIFA] Desde Julho/Agosto do ano passado. Desde que alguém se lembrou de fazer com que o Kléber abandonasse o estágio da equipa, em Ofir. Os factos estão na FIFA.
12 de Fevereiro de 2011 (entrevista A Bola)

Não sei onde vai acabar o Kléber, mas o jogador até pode ficar um ano sem jogar. Se interpretarmos a legislação em vigor, uma das penalizações previstas, caso o Kléber seja considerado culpado, é estar um ano sem jogar. [Para o FC Porto] Não está prevista a descida de divisão, porque é apenas um caso de aliciamento, e não de corrupção, mas pode haver perda de pontos no momento em que a decisão transitar em julgado.
24 de Maio de 2011

[face à decisão de arquivar o processo relativo ao caso Kléber] Houve branqueamento. A Comissão Disciplinar da Liga agiu como o sabão numa máquina de lavar. Não podemos pactuar com toda esta falta de seriedade das pessoas.
24 de Junho de 2011

Vou tornar público o documento [o acórdão da Comissão Disciplinar da Liga] quando for oportuno e me for permitido. Vou publicá-lo para poderem rir um pouco e verem quem é que neste país é credível.
28 de Junho de 2011


Depois de ameaçar, e em alguns casos concretizar, fazer queixa à UEFA, FIFA e Liga Portuguesa de Futebol, quem será a próxima entidade a que Carlos Pereira tenciona fazer queixa?
Ao Presidente da República? Ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem? À ONU?

Não sei quem é que está a aconselhar o presidente do Marítimo em termos jurídicos, mas suspeito que alguns do “entendidos” sejam os mesmos que aconselharam o Vitória Guimarães no caso UEFA/TAS.

Entretanto, a resposta do FC Porto à gritaria de Carlos Pereira foi silenciosa mas terrivelmente eficaz. Djalma e Kléber já treinam no Olival e o Marítimo ficou a ver navios, que é como quem diz, recebeu zero euros pelas suas transferências. Só falta o FC Porto decidir emprestar um deles ao Nacional...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Um "guardanapo" nervoso


(camarote presidencial do estádio da Luz, jogo slb x Paços Ferreira)


"O FC Porto usa as pessoas como se fossem guardanapos. Limpa e deita fora"
Carlos Pereira

Numa entrevista estratégica a A Bola, na n-ésima vez em que fala no caso Kléber, o presidente do Marítimo volta a atacar o FC Porto, enchendo a boca com palavras como "transparência", "seriedade", "aliciamento", "sacos azuis", etc.

Não sei se por trás de Carlos Pereira está o mesmo grupo de "especialistas em leis" que quiseram, através da secretaria, "roubar" ao FC Porto o lugar na Liga dos Campeões, mas parece-me que Carlos Pereira anda muito nervoso e, se estivesse tão certo que a FIFA lhe vai dar razão, não precisava de se desdobrar em tantas entrevistas e declarações.

Foto: Mística do Dragão

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sacrifício, atitude, superação ... mais nada!

Kléber, avançado brasileiro que esteve muito perto de se tornar reforço do F.C. Porto, não chegou a acordo relativamente à duração do contrato e remuneração, pelo que voltou para o Brasil. Dessa ex-transferência deu o FCP conhecimento à CMVM em 1 de Fevereiro de 2010. Em vez dele, na abertura do mercado em Janeiro da época transacta, contratámos Ruben Micael, centro campista, que pertencia ao Nacional da Madeira: custou cerca de €3 milhões (por 60% do passe). Ficará ligado ao FC Porto nas próximas quatro épocas.

A sequela Kléber (actualmente no Palmeiras de Scolari) continuou no Verão passado, agora numa versão mais jovem: Kléber de 20 anos, que foi lançado na época passada na equipa principal do Marítimo pelo técnico holandês Mitchell Van der Gaag, tendo sido o melhor marcador daquela equipa no campeonato, com oito golos. O FCP negociou com o Atlético de Minas Gerais, detentor do passe, a transferência e acordou as respectivas condições. Como o atleta tinha um termo contratual com o Marítimo, válido até ao final da época 2010/11, a sua vinda para o FCP ficou prejudicada e sem efeito, porque as partes não chegaram a acordo.

Para colmatar a saída de Farias e a desistência por parte do FCP da opção Kléber, a SAD foi às compras, tendo contratado Walter ao Clube Atlético Rentista por 6,24m€ por 75% do passe, tendo o atleta assinado um contrato por 5 anos e com uma cláusula de rescisão de 30m€.

O FCP para esta época investiu mais de 30m€ (incluo Souza, cujo custo não estou certo ter caído no RC de 2009/10), o que é bastante significativo e muito contribui para que seja nosso o maior orçamento para a temporada de 2010/11.

Apesar da forte aposta da SAD do FCP, o Público de 19 do corrente refere que: “Apesar dos Dragões terem recorrido em força ao mercado, João Moutinho é uma espécie de ilha na utilização que AVB dá aos jogadores contratados para a temporada 2010/11”. Creio que o nível de investimento feito no Verão passado, associado a uma provável maior dificuldade de aceder ao crédito bancário, indiciam que só iremos a compras se vendermos alguém, nesta abertura de mercado.

Salvio e Iturtbe são notícias para entreter o pessoal. Vejo o FCP a perder alguma agilidade para intervir no mercado, nomeadamente o interno. Será impressão minha ou prudência da SAD? Ao invés, o SLB parece liderar essa capacidade de intervenção, talvez porque tenha mesmo reforçado as suas reservas petrolíferas. Mexe-se, agita, compra e toma a iniciativa. Devemos ficar atentos.

O FCP vai confrontar-se nesta 2ª volta com uma série de dificuldades,nomeadamente os 3 jogos com o SLB, os dezasseis-avos da Liga Europa com um adversário muito complicado e ... todos os demais. Se o núcleo duro de jogadores da equipa base não estiver em boa forma, e se Fucile e CRodriguez (duas pedras base para a indispensável rotação) não atingirem o seu melhor nível, a equipa pode tremer. As segundas linhas não dão garantias sólidas, em alguns sectores chave. Precisamos de nos reforçar nesta abertura do mercado. Mariano está sem ritmo, Álvaro e Falcão vão estar indisponíveis, em momentos importantes. As lesões uma ameaça.

AVB, ao contrário de Mourinho, não suscitou fantasmas, não fez ameaças, nem exigências. Está a agir bem. Passa confiança ao grupo. Tenho a certeza que o reforço do plantel, está na sua agenda e que a SAD não o ignora.

Vamos ter calma e fé que a nossa direcção nos surpreenda pelas melhores razões, ou será que o pedido de unidade que PdC pediu, servia para funcionar como um pré-aviso das dificuldades que iríamos ter e que teríamos de saber superar, nesta 2ª volta. Todos, sem excepção. Com sacrifício, atitude, superação, do topo à base. Mais nada.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vinha mais um?

Agora que o Otamendi é uma realidade, acho que a questão é se vem ou não um terceiro ponta de lança, seja o Kléber ou outro.

Nunca vi este tal de Kléber jogar, não sei se é brinca na areia, se é um finalizador, se é um trabalhador, ... mas olhando para o plantel acho que essencialmente falta um jogador que domine o jogo aéreo, nomeadamente nas horas de aperto.

Na defesa, os laterais com excepção do Sapunaru não se metem muito nisso, e nos centrais com a vinda do Otamendi, previsivelmente só jogará um central alto, mas até agora nem Rolando nem Maicon se mostraram propriamente dominadores na área contrária.

No meio campo, com excepção do Souza, é tudo meia-lecas.

No ataque, o Falcao embora não seja propriamente uma estaca é um bom cabeceador, o C. Rodriguez também ganha umas bolas de cabeça nomeadamente em cantos, mas o Hulk nesse aspecto é uma lástima e o Varela também não é muito melhor. E o Walter com uma alcunha de bigorna não deve ter na impulsão a sua melhor qualidade.


Uma das poucas coisas que concordava com JF era a sua visão de querer jogadores altos - as características que diferenciariam um Bollati, Kazmierczak, ... daí acreditar que as características físicas do Souza mais cedo ou mais tarde vão ajudá-lo a impor-se como titular. E nessa altura, se calhar, poderá fazer o papel que Costinha fazia nas equipas de Mourinho - aquele 2º poste tinha sempre dono.

Ou seja, temos 3/4 cabeceadores que podem estar acima da média, mas não temos um Jardel, um Costinha ou um Bruno Alves, jogadores que em momentos diferentes e de forma diferente dominavam a área.

Se o homem que falta tiver essas características, problema resolvido, senão AVB terá de socorre-se da máxima quem não tem cão caça com gato, e nessa altura a questão é: quem vai ser a solução de recurso? Quem vai ser o Vinha do Ivic ou o João Manuel Pinto do Robson?