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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Ilações de Moreira de Cónegos

Começo por aquilo que é consensual. A meio da 2ª parte do Moreirense x FC Porto, com o resultado teimosamente em branco (0-0), houve um penalti claríssimo por assinalar a favor do FC Porto. Mais um (o 15º deste campeonato). E não, não é um penalti de televisão (este jogo teve VAR?) como ouvi dizer depois do jogo. O soco do guarda-redes do Moreirense, que em vez de acertar na bola, acertou na cabeça do Felipe, é demasiado evidente para o árbitro Luís Ferreira e os seus assistentes no terreno não terem visto (principalmente aquele que viu tão bem um fora-de-jogo inexistente no golo anulado ao FC Porto).

Penálti por assinalar (Tribunal de O JOGO)

A segunda constatação consensual é que, sem fazer um grande jogo, o FC Porto foi a única equipa que quis ganhar e devia ter ganho. De facto, durante os 90 minutos, o FC Porto criou 4 ou 5 oportunidades de golo flagrantes (contra zero do Moreirense), algumas das quais o mais difícil foi mesmo falhar.
Por exemplo, no lance em que o jogador do Moreirense corta a bola em cima da linha de golo, um Felipe mais rápido e determinado (a falta que um central como o “bicho” faz em jogos destes…) teria cabeceado a bola, nem que levasse um pontapé na cara e entrava ele, a bola e o jogador do Moreirense pela baliza dentro.

Estatísticas do Moreirense x FC Porto

Mas, e é um grande MAS, o FCP deste jogo, principalmente o dos primeiros 60 minutos, esteve longe do melhor FCP desta época.
Onde estiveram os princípios de jogo que fizeram do FCP a melhor equipa deste campeonato?
Por onde andou a intensidade de jogo?
Por onde andou a pressão alta e a recuperação de bolas no meio campo adversário?
Por onde andou a tentativa de transições rápidas?

Eu olho para esta exibição do FC Porto e vi mais NES do que Sérgio Conceição.
Vi pouca intensidade e muita lateralização.
Vi um Herrera demasiado amarrado à posição 6, a tentar colmatar a ausência de Danilo. Um Herrera que, quando joga mais à frente, galga quilómetros jogo após jogo e é um box-to-box fundamental na pressão alta que a equipa faz… fazia.
E ao lado do Herrera, vi um Oliver que não tem cabedal para um jogo destes (passe o exagero, dava pela cintura daqueles dois médios todo o terreno do Moreirense).
Um Oliver que nunca regateou esforços, mas que é pouco efetivo a defender (o Herrera teve de defender por 2 ou 3).
Um Oliver que, em termos ofensivos, resulta muito bem no modelo de jogo de Lopetegui, mas não resulta num modelo de jogo de transição, que ataca a profundidade e explora as diagonais dos avançados.
Por isso, não surpreende nada que vários dos piores jogos do FCP esta época tenham sido com o Oliver a titular (FCP x Besiktas, FCP x Leixões, Moreirense x FCP são três exemplos).
E em Moreira de Cónegos vi um Oliver a titular, enquanto que Sérgio Oliveira, um jogador mais forte e muito mais vertical, só entrou a poucos minutos do fim.

Apesar de tudo isto, volto a sublinhar, o FCP podia e devia ter ganho este jogo, porque criou oportunidades mais do que suficientes para isso.

Mas, e é outro grande MAS, neste plantel não temos um finalizador do calibre de um Gomes, Mário Jardel ou Falcao.
Os avançados que temos – Aboubakar, Marega, Soares – são fortes fisicamente, potentes, mas nenhum é particularmente eficaz. Pelo contrário, normalmente, para marcarem um golo têm de falhar vários.
E para agravar a coisa, o Aboubakar está de rastos, o Marega com menos gás e o Soares pouco confiante (chiça, que o raio dos golos não aparecem).

Não é seguramente por acaso que, nos últimos 3 jogos e meio (315 minutos), o FCP apenas tenha marcado 1 golo… válido.
E isso leva-me a terminar como comecei, a falar da arbitragem, apresentando duas imagens (cujas linhas, de acordo com a geometria, foram traçadas por Pedro Bragança, do 'Baluarte Dragão') que valem mais do que mil palavras.


Golo anulado ao FC Porto por pretenso fora-de-jogo

Após mais 2 pontos roub… perdidos, a Administração da FC Porto, Futebol SAD reagiu:

«A Administração da FC Porto, Futebol SAD solicitou ao presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol uma reunião com caráter de urgência para expor um conjunto de erros das equipas de arbitragem, cujo inaceitável acumulado de pontos subtraídos coloca em causa a verdade desportiva da Liga NOS.»

Não posso estar mais de acordo com o conteúdo e mensagem subjacente a este comunicado, o qual, perante a roub… infelicidade dos árbitros nos jogos do FC Porto, só peca por tardio.

Janeiro já lá vai e não deixa saudades. Para o resto desta Liga VAR, espero (desejo) uma Equipa do FC Porto de regresso aos seus princípios básicos de jogo e, já agora, que jogue as primeiras partes como jogou os últimos 10-15 minutos em Moreira de Cónegos.
Se assim for, não tenham dúvidas, o grito de revolta de Brahimi em Santa Maria da Feira será uma realidade em todos os jogos.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Um passo atrás para dar dois em frente

Se havia algum jogo com o Sporting que o FC Porto podia perder no próximo mês, era este. Era importante ganhar. Sempre é importante ganhar. Mas perder, neste caso, tem tudo para não ser um drama e sim um ponto importante de inflexão. O FC Porto fez tudo o que estava nas suas mãos para ganhar um torneio a que, historicamente, sempre demos pouca relevância - e com razão - mas este ano era diferente. Não só interessava derrotar um rival directo nas duas competições mais importantes como também era importante terminar com mais de quatro anos sem levantar um caneco. Dinâmica de vitória gera dinâmica de vitória, pode dizer-se. No final o objectivo ficou cumprido a meias. O Porto vai continuar uns meses mais, pelo menos, sem vencer um torneio oficial mas o Sporting viu, uma vez mais, que em confronto directo continua a ser uma equipa bastante inferior como ficou demonstrado em noventa minutos onde os Dragões foram melhores. A derrota, que não em campo, é um passo atrás mas a motivação de saber-se superiores e a vontade ainda maior de vencer os desafios que restam podem significar dois passos em frente. 

O FC Porto foi quase sempre superior, mais esclarecido e mais dinâmico que o Sporting, com e sem Danilo Pereira. A baixa do médio é a única noticia genuinamente preocupante de uma noite que deixou, em geral, boas sensações. A defesa voltou a estar a um nível impecável, anulando perfeitamente a real ameaça que é Bas Dost, sem provocar erros individuais próprias e sem ceder aos primeiros bons minutos do Sporting. A saída de Gelson Martins anulou a única arma em velocidade que os leões tinham o que transformou o seu jogo ofensivo em algo mais plano e controlável por uma linha de quatro bem oleada que nunca deu nem espaço nem tempo para o rival pensar. Não surpreende portanto que os dois únicos lances de perigo gerados pelo Sporting fossem pelo ar. O penalty reclamado - era falta de Danilo Pereira mas Dost estava em fora-de-jogo antes da bola chegar à área - e o cabeceamento de Coates, foram os únicos arranhões de um leão sem garra que dominou bem os espaços nos primeiros vinte e cinco minutos mas que, depois, não teve esclarecimento para propor o que fosse e passou o segundo tempo a pensar, claramente, nas grandes penalidades .
Por outro, sem ter sido uma exibição de encher o olho, o Porto soube ser sempre mais incisivo e directo e gerou bastantes mais oportunidades. Dois fora-de-jogo de Soares, que continua a um ritmo inferior ao dos colegas (o que gerou o golo, muito duvidoso, e como se sabe, em caso de dúvida deve-se deixar seguir, salvo se o jogador é do Porto), uma boa jogada de Ricardo, um cabeceamento sem direcção de Waris e um remate, no instante final, de Marega. Lances que podiam e deviam ter resolvido o jogo e que reflectem bem como a equipa está nos últimos dois meses, capaz de gerar bastantes ocasiões mas com cada vez mais dificuldades em concretizar e desbloquear resultados. 

Conceição deu uma licção de futebol a um Jesus que, uma vez mais, voltou a demonstrar cedo que vinha para o empate. Apesar de ter começado melhor o Sporting foi engolido pelo 4-3-3/4-4-2 que o Porto ia desenhando consoante as situações de jogo com Sérgio Oliveira como joker. O médio trabalhou muito mas continua a demonstrar ter sérios problemas tanto no disparo de meia distância (onde era suposto ser do melhor disponível) e na toma de decisão final. A lesão de Danilo precipitou a entrada de Oliver, que esteve a um nível muito bom e gerou várias ocasiões de perigo, basculando bem entre zonas, o que levou Herrera a baixar à posição de pivot defensivo. O mexicano, que voltará a ser mais recordado pelo penalty falhado, fez um excelente jogo e fez esquecer o omnipresente Danilo nas tarefas defensivas e da ocupação do espaço ainda que, ofensivamente, tenha contribuido muito pouco. Oliver e Oliveira mantiveram o controlo do meio-campo durante grande parte do tempo mas a mudança de desenho forçou Brahimi, sobretudo, a baixar bastante a uma zona central o que diminuiu o seu impacto sobre o jogo ainda que, com a bola, tenha sempre sido o mais esclarecido a romper o desenho dos leões. Marega, no outro lado, trabalhou muito e só Soares, batalhador mas pouco esclarecido, acabou por não ser diferencial algo que Aboubakar tão pouco foi capaz de ser. Nota positiva para Waris que, na estreia absoluta depois de poucas horas de trabalho colectivo, ofereceu-se e movimentou-se bem entre linhas e demonstrou serviço. Mais uma peça para compor o puzzle. Fosse em posse, fosse na rápida recuperação do esférico, fosse na pressão, o Porto foi sempre a melhor equipa e a única que não quis deixar tudo para os penaltis. Conceição, dando o mote, nem quis seguir a serie ao vivo e talvez soubesse por antecipação que os jogadores não estavam preparados para a sequência (afinal quando nos apitam tão poucos penaltis a favor precisa-se de treinar mais ainda nas horas livres, que são poucas) e assim foi. Três falhanços - apesar de duas grandes defesas de um Casillas que sempre se mostrou seguro - e uma eliminação injusta pelo feito em campo. E um aviso para o futuro. Tacticamente e em qualidade de jogo, não há melhor equipa em Portugal que o FC Porto. 

No final de contas se havia um torneio que interessava pouco era este. Se havia um duelo directo que podiamos permitir-nos não ganhar era este. E se havia uma derrota com força emocional suficiente para unir, ainda mais, o grupo em relação a um objectivo comum, também era este. Os grandes clubes sabem fazer dos tropeções, vitaminas para alcançar as vitórias. Não é, nunca seria, motivo de drama - nem nos anos de AVB-VP nem na etapa final de Jesualdo, com equipas ganhadoras, perder o torneio significou algo relevante - mas pode ser motivo mais do que suficiente para afinar baterias para o sprint final no campeonato e o mano a mano na Taça de Portugal, competição que deve ser encarada da mesma forma que o jogo de ontem na Pedreira. Perder não faz parte do ADN do FC Porto mas há derrotas (neste caso, eliminações, mais do que derrotas) que vêm por bem. Que esta seja uma delas.

sábado, 25 de novembro de 2017

O penálti, o roubo, os "ladrões" e as "aves amigas"





As imagens captadas por diferentes cameras, vistas de vários ângulos, não deixam qualquer tipo de dúvida.

Como é possível que o árbitro Rui Costa, estando bem posicionado, não tenha assinalado um dos penáltis mais escandalosos que se viu esta época no campeonato português?

Como é possível que o VAR Bruno Esteves, tendo à disposição as imagens que o país inteiro viu, não tenha dado indicações ao árbitro do encontro, que se tratava de um penálti claríssimo?

Perante isto, perante aquele que é um dos maiores escândalos de arbitragem dos últimos anos, o CA da FPF considera que os árbitros Rui Costa e Bruno Esteves têm condições, técnicas e psicológicas, para continuarem a ser nomeados para jogos da I Liga?


Acho bem que, no final do jogo, o treinador do FC Porto tenha sido impedido de se dirigir ao senhor Rui Costa.

Acho bem que, na flash interview e na conferência de imprensa, o treinador do FC Porto tenha sido contido nas suas declarações.

Contudo, não podemos fazer de conta que este roubo foi um erro normal, que este jogo foi limpo e que nada de grave se passou em termos de arbitragem.

Não podemos ficar em silêncio, porque isso é ser cumplice deste roubo. Perante a gravidade do que se passou, com consequências diretas no resultado final (a equipa do FC Porto foi expoliada de 2 pontos), o presidente, a administração da SAD e a estrutura do FC Porto têm de reagir. E têm de o fazer já, de uma forma dura, alto e bom som, sem medo, sem tibiezas.

A seriedade do campeonato português exige-o.

Os sócios e adeptos do FC Porto exigem-no.

sábado, 9 de setembro de 2017

Penáltis à benfica

pe·nál·ti (inglês penalty) – No futebol, castigo aplicado contra uma equipa por uma falta cometida por um dos seus atletas dentro da grande área e que corresponde ao direito a um remate, a 11 metros da baliza, onde a bola é colocada para a execução do penálti.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013

Penálti à benfica – Penálti assinalado num lance duvidoso (manhoso), após um ligeiro contacto que, frequentemente, proporciona uma pirueta ou “mergulho” artístico. O lance em questão divide a opinião dos especialistas em arbitragem e/ou em situações semelhantes, a favor de equipas que não o SLB, raramente é assinalado.


4ª jornada: Na 2ª parte do Rio Ave x SLB, a equipa de Vila do Conde marcou o 1º golo e ficou em vantagem no marcador (1-0). Apenas 5 minutos depois, o “padre” nomeado para a “missa dos encarnados”, sem necessitar de apoio do “vídeo-padre”, assinalou um penálti à benfica, possibilitando a rápida recuperação no marcador ao clube do regime.

5ª jornada: Na 2ª parte do SLB x Portimonense, a equipa algarvia marcou o 1º golo e ficou em vantagem no marcador (0-1). Apenas 3 minutos depois, o “padre” nomeado para a “missa dos encarnados”, sem necessitar de apoio do “vídeo-padre”, assinalou um penálti à benfica, possibilitando a rápida recuperação no marcador ao clube do regime.

Capa de O JOGO de 09-09-2017

Tribunal de O JOGO (SLB x Portimonense)

Apesar da denúncia do “polvo encarnado”, suportada numa ampla divulgação pública de e-mails, os quais são reveladores da teia de ligações e esquemas subterrâneos existentes, tudo continua na mesma, ou até pior (com a introdução destes "vídeo-padres").

Na realidade, o que estas primeiras cinco jornadas demonstraram de forma inequívoca, é o facto do SLB ser, cada vez mais, o clube do regime – futebolístico, mediático e político. A propósito disto, e relembrando o que se passava na Roménia do ditador Nicolae Ceausescu, sugiro mesmo que a sigla SLB passe a significar Steaua Lisboa e Benfica…

terça-feira, 21 de março de 2017

Antijogo, Penalties e NESpia

I. Um antijogo obsceno (o crime compensa – parte I)

«O pedido de assistência médica por parte de jogadores do V. Setúbal levou o Dragão à loucura. Bruno Varela, guardião dos sadinos, esteve no epicentro da contestação repartindo com Vasco Fernandes a maior necessidade de auxílio. Pinto da Costa juntou-se ao coro de protestos ao intervalo.
Além dos assobios com que o Estádio do Dragão brindou algumas cobranças de faltas ou pontapés de baliza mais demorados, os protestos elevaram-se sempre que o corpo clínico adversário foi chamado à partida, ao todo em nove ocasiões. Segundo relatos recolhidos pelo Record, Pinto da Costa esteve na zona do túnel de acesso ao relvado ao intervalo, tendo dado a conhecer a sua insatisfação pelo que se tinha passado tanto à equipa de arbitragem como a elementos do V. Setúbal, o que foi presenciado por um elemento da Liga.
Diga-se que o facto de os dois primeiros substituídos sadinos, Bonilha e Vasco Fernandes, terem saído em maca e acabarem por se levantar após ultrapassarem as quatro linhas não ajudou ao serenar dos ânimos. A demora provocada por este tipo de situações levou o árbitro Manuel Oliveira a dar 5 minutos de descontos na primeira parte e mais 7 na segunda.»
in record.pt, 19-03-2017

O antijogo de Bruno Varela (foto: Maisfutebol)

«A primeira parte resume-se numa frase: FC Porto a atacar, Vitória de Setúbal a defender, usando e abusando do antijogo, nomeadamente Bruno Varela. Aliás, algo de estranho se deve passar com um guarda-redes que se lesiona pelo mero impacto com o relvado e que é assistido por três vezes em meia hora
Crónica publicada no site oficial do FC Porto, após o final do jogo


«(…) num jogo que ficará na história deste campeonato como o pior exemplo de antijogo desde o primeiro minuto. O árbitro Manuel Oliveira concedeu 12 minutos de descontos (final de primeira parte e final de jogo), mas isso não compensa as constantes quebras de ritmo provocadas pelo Setúbal, com inúmeras entradas da equipa médica em campo, mas nenhuma quando o resultado lhes era desfavorável - no total, a equipa médica do Setúbal entrou em campo sete vezes, três com o resultado em branco, quatro com o resultado empatado a um golo, num total de 9m26s de tempo perdido só nestas sete paragens. Mas o antijogo do Setúbal não se cingiu às assistências médicas, começou com o apito inicial do árbitro - aos cinco minutos já o árbitro avisava Bruno Varela para não perder tempo - e chegou a ser obsceno. Infelizmente, o crime continua a compensar e assim será enquanto não houver coragem de expulsar os jogadores infratores.»
Francisco J. Marques, Dragões Diário, 20-03-2017


Mais de 16 minutos de paragens (infografia Record)

O antijogo obsceno que foi praticado pelos jogadores do Vitória de Setúbal, cortou permanentemente o ritmo de jogo, reduziu drasticamente o tempo de jogo e quase levou ao desespero os mais de 49 mil portistas que encheram o Estádio do Dragão e pagaram bilhete para assistir a um jogo de futebol (e não a uma palhaçada).

Perante a pouca vergonha que se viu, houve vários tipos de reações, quer no estádio, quer nas redes sociais.
O treinador da equipa principal do FC Porto reagiu assim:

O antijogo é algo que tem sido recorrente ao longo do campeonato. Esse critério do árbitro em dar aqueles minutos de compensação é o que deve ser seguido sempre, penalizando as equipas que fazem antijogo. Mas não quero comentar esse tipo de estratégia, cada equipa adota a que considera melhor, nós só temos que estar concentrados no jogo e procurar que o tempo de jogo seja o mais útil possível.
Nuno Espírito Santo, na conferência de imprensa


II. Mais três penalties por assinalar (o crime compensa – parte II)

Poucos minutos após o final do jogo, alguém do FC Porto (presumo que do Departamento de Comunicação), partilhou um vídeo nas redes sociais, com três lances de possíveis penalties a favor do FC Porto que ficaram por assinalar (dois agarrões a André Silva e uma carga do guarda-redes sadino sobre Brahimi).

3 penáltis por marcar

O 'Tribunal de O JOGO' também não teve dúvidas e, por unanimidade, considerou que ficaram mesmo três penalties por assinalar a favor do FC Porto (aos 20', 49' e 61').

Três penalties por assinalar no FC Porto x Vitória Setúbal (Tribunal de O JOGO)

Admito que no estádio e da posição onde estava, Nuno Espírito Santo (NES) tivesse dificuldade em ver (eu também tive), mas estou certo que alguém da estrutura do FC Porto o informou, senão durante o jogo, logo após o final do mesmo.

Assim sendo, após um empate dramático em casa, em que ficaram por assinalar 3 (três!) penalties a favor do FC Porto, o que disse NES sobre o assunto, quer na flash interview, quer na conferência de imprensa?

Népia. Absolutamente nada.

De que adianta, então, os adeptos protestarem, quer seja no estádio ou nas redes sociais?

De que adianta o Departamento de Comunicação do FC Porto fazer (e bem) o seu trabalho, denunciando (com factos, imagens e vídeos) estas e outras situações relacionadas com as arbitragens deste campeonato?

De que adianta lutarmos contra o "polvo" fora das quatro linhas, se o atual treinador do FC Porto e principal rosto da equipa é incapaz de se indignar, é incapaz de se revoltar, é incapaz de dar um murro na mesa e dizer BASTA!

Por aquilo que tem sido o seu comportamento ao longo da época, NES parece decidido em passar pelo FC Porto sem criar inimizades e cultivando uma imagem de bom rapaz (não sei se é feitio ou se já estará a pensar no seu futuro).

Eu tenho pena que assim seja e duvido que, com esta postura, NES venha a ter sucesso no FC Porto mas, naturalmente, espero estar enganado.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

As imagens que a SportTV escondeu










Tive conhecimento destas imagens a partir de um vídeo colocado ontem no Twitter de Francisco J. Marques.

A propósito deste lance, na newsletter 'Dragões Diário' de hoje, é dito o seguinte:
«Regressamos ao encontro com o Tondela. Podemos estar na era da pós-verdade, mas nem os factos alternativos que têm sido por aí apresentados resistem a uma imagem do ângulo certo, que por acaso também era o do árbitro. Sim, no vídeo aqui divulgado pelo 'JN' pode ver-se que Osorio puxou Soares no jogo de sexta-feira e sim, a grande penalidade que permitiu a André Silva abrir o marcador foi bem assinalada. Pode ser que estas imagens ajudem a puxar algumas pessoas para a realidade: o FC Porto é líder da Liga e os adversários não vão ter descanso. Não há pedidos de reunião em momentos estratégicos que alterem os factos: há pelo menos um clube que tem ganho pontos à custa de más decisões dos árbitros, mas não é esse certamente o caso do FC Porto.»

Muito bem, mas este caso não acaba aqui. Eu quero saber, por que razão imagens semelhantes a estas (filmadas de um dos topos) não foram mostradas pela SportTV, aquando de uma qualquer das inúmeras repetições deste lance?

Será que foi porque deste ângulo (o ângulo em que o árbitro viu o lance), se vê claramente o defesa do Tondela a puxar a camisola de Soares (e este, posteriormente, a tentar soltar-se)?

Partindo do princípio que a SportTV tinha imagens que provam, sem qualquer sombra de dúvida, que a decisão do árbitro (ao assinalar um penalty para punir a infração do jogador do Tondela) foi correta, por que razão as ocultou, deixando que se instalasse a dúvida, a mentira e a contestação acerca deste lance?

Penso que o FC Porto, através do seu departamento de Comunicação e não só, deveria exigir explicações à SportTV.

Como se não bastasse estarmos a disputar um campeonato, em que o slb pode transmitir os seus jogos em casa através da televisão do próprio clube (com tudo o que isso significa de potencial manipulação de imagens e comentários), temos também, agora, de assistir a transmissões dos nossos jogos que são manipuladas de forma cirúrgica?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Lances iguais, decisões opostas

Uma das formas mais eficazes para demonstrar o atual estado da arbitragem portuguesa é pegar em lances iguais (muito idênticos), mas que, em função da cor das camisolas (azuis e brancas ou encarnadas), tiveram decisões opostas por parte das equipas de arbitragem.

Foi isso que a newsletter ‘Dragões Diário’ (Francisco J. Marques) fez hoje…

«A diferença de critérios tem sido um cancro esta época no futebol português. Este é só mais um exemplo de como alguns árbitros aplicam de forma diferente as universais regras do futebol. A fava, como de costume, saiu ao FC Porto.»

… salientando estes dois lances:

Há agarrar o braço e agarrar o braço...

O mesmo já tinha sido feito na passada terça-feira à noite, no programa ‘Universo Porto – Bancada’ do Porto Canal, ao ser comparado o lance da expulsão de Alex Telles logo na 1ª jornada (em Vila do Conde), com um lance muito idêntico de André Almeida num jogo do SLB (em que nem sequer foi assinalada falta).

Há anos que venho escrevendo sobre isto no ‘Reflexão Portista’ e, por isso, não posso estar mais de acordo com esta nova política de comunicação do FC Porto, quer em relação às arbitragens, quer ao “polvo” que, desde 2002 (quando Cunha Leal entrou para a Liga), domina o futebol português.

Contudo, nestas denúncias feitas pelo FC Porto, falta dizer três coisas:
1) Dizer o nome dos árbitros intervenientes nestes lances;
2) Dizer o nome dos observadores dos árbitros nesses jogos;
3) Se possível, dizer qual foi a classificação que os árbitros tiveram nesses jogos.

Não tenhamos ilusões, perante a podridão que grassa no futebol português, só escarrapachando os nomes dos “bois”, conseguiremos expor o “polvo encarnado” e, aos poucos, cortar alguns dos seus tentáculos.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

O melhor “jogador” dos encarnados

O JOGO, 21-02-2016
«Jorge Simão nem queria acreditar quando Jorge Ferreira marcou grande penalidade para o Benfica, em cima dos 45’. O treinador do P. Ferreira ficou furioso, ao ponto de dar um valente pontapé no... solo. Esbracejou, protestou e até despiu o casaco do fato oficial que envergou na partida de ontem. O 4º árbitro aconselhou calma ao treinador.»
in record.pt


«O árbitro viu uma grande penalidade onde toda a gente no estádio viu um mergulho de Jonas na área e, com tanta prontidão quanta falsidade, assinalou o respetivo penálti»
in site oficial do Paços de Ferreira


Vi o jogo do Paços-Benfica e, claro tenho uma opinião... Porém, e depois de ter ouvido o treinador do Paços e também o do Benfica, fiquei a perceber o que se passa fora das quatro linhas. Que falta de dignidade... só por causa de um emprego venderem a alma ao Diabo. Inadmissível um treinador dizer o que eu ouvi. Agora percebi porque certos colegas, e eu também, não treinam em Portugal. Estou ENOJADO
Eurico Gomes (ex-jogador do SLB, Sporting e FC Porto), na sua página de Facebook


De há vários anos para cá, tem sido quase sempre assim.
Ou seja, sempre que o SLB está à rasca, como era o caso do jogo de ontem, o melhor “jogador” dos encarnados tira um coelho da cartola.

E só quem anda muito distraído (o que não é o caso de quem faz as nomeações), não conhece o senhor Jorge Ferreira e o seu historial de “bons serviços” ao clube do regime.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Empurrados para a vitória

Os adeptos empurraram-nos para o golo
Luisão, na zona de entrevistas rápidas da Benfica TV


Corria o minuto 10 do SLB x Estoril, quando Luisão empurrou um jogador do Estoril (Bonatini) pelas costas, desequilibrando-o e derrubando-o já dentro da área.

As imagens deste lance são claras…

Luisão empurra Bonatini pelas costas (fonte: record.pt)

… e mostram que, com o resultado em 0-0, ficou um penalty por assinalar contra o SLB, a que acresce uma possível expulsão de Luisão, o que deixaria os encarnados de Lisboa a jogar com menos um durante 80 minutos.

Este "erro" de arbitragem é de tal modo claro, que até Eugénio Queirós, jornalista do Record e conhecido adepto benfiquista, escreveu o seguinte no seu blogue (na plataforma record.pt):

«(…) o resultado final [do Benfica x Estoril] mascara o que foi uma exibição no fio da navalha. Antes do primeiro golo, apenas ao minuto 74, os bicampeões nacionais tiveram oportunidades para marcar mas as melhores ocasiões pertenceram ao Estoril, que viu o jovem árbitro internacional sorteado, perdão, nomeado deixar no bolso uma clara grande penalidade cometida por Luisão, que iria implicar a expulsão do capitão do Benfica, com o resultado ainda a zero...»


Tiago Martins
Podemos discutir a intensidade do empurrão de Luisão ao jogador do Estoril, mas de uma coisa não tenho dúvidas: o “empurrão” dado ao SLB pelo árbitro Tiago Martins foi bem maior e com indiscutível influência em mais uma vitória ao colinho.

E quem é este Tiago Martins, árbitro da AF Lisboa?

É uma “estrela” em ascensão na arbitragem actual, “empurrado” pelo chefe dos árbitros, o senhor Vítor Pereira, a quem eu já dediquei três artigos:



No último ano, para além de Julen Lopetegui, que se queixou, e bem, da existência de um manto protector, também Pinto da Costa tem estado muito activo na denúncia, em público, dos “podres” da arbitragem actual, particularmente ao nível das nomeações e das classificações dos árbitros. Inclusivamente, o FC Porto já solicitou/desafiou o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, o senhor Vítor Pereira, a demitir-se.

Contudo, tudo continua na mesma e, logo na 1ª jornada do campeonato 2015/2016, assistimos a mais uma nomeação cirúrgica e a mais uma vitória do SL Andor ao colinho dos seus principais adeptos: os associados da APAF.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A fraude continua…

Corria o 2º minuto do SL Benfica x Vitória Setúbal de hoje à tarde, quando Rambé foi travado por Jardel na área do Benfica.



Jardel trava Rambé na área encarnada

Perante um lance tão evidente (vejam o vídeo!), o árbitro de serviço (Manuel Oliveira) foi obrigado a assinalar penalty e a mostrar um cartão amarelo ao defesa encarnado…

… quer dizer, não foi bem isto que o associado da APAF fez… Na realidade, nada assinalou e mandou seguir…

Depois das impunes “patadas” da última sexta-feira, o campeonato mais viciado e fraudulento dos últimos 30 anos teve hoje mais um episódio, no sítio do costume.

sábado, 31 de janeiro de 2015

O especialista… em penáltis

Jackson, Jackson, Jackson, …, Jackson, Danilo, Quaresma, Josué, Maicon, Fernando, Jackson, Jackson, Quintero, Brahimi, Jackson, Jackson, …

Nos últimos anos, foram tantas as grandes penalidades falhadas por diferentes jogadores do FC Porto, que até lhe perdi a conta.

Ora, num clube em que a marcação de penáltis se transformou num problema, é impressionante ver a calma e a eficácia de Evandro na execução deste tipo de lances.

Evandro na marcação de um penálti (FC Porto x Académica)
Até parece simples…

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Eusébio e Tozé, descubra as diferenças

«Tozé, médio cedido pelo FC Porto ao Estoril [o empréstimo é válido por duas temporadas e o Estoril garantiu 35% do passe do jogador], esteve em destaque neste domingo. O jovem internacional português foi titular frente aos dragões, sofreu uma grande penalidade na reta final do encontro e converteu-a com eficácia. A equipa de Julen Lopetegui perdeu dois pontos na Amoreira (2-2).
O jogador não festejou o golo e pediu desculpa aos adeptos do FC Porto, clube que representa desde 2005
in Maisfutebol, 10-11-2014


O Porto é o clube do meu coração e foi difícil para mim, mas tentei ser profissional e ajudar o Estoril
Tozé, no final do Estoril x FC Porto, em declarações à SportTv


O jogador [Tozé] estava sereno, embora toda a situação tenha mexido com ele, pela história que tem com o FC Porto e que possivelmente ainda não acabou. Se o FC Porto o quiser de volta vai contar com um profissional de alto gabarito.
Ele é profissional e demonstrou isso, acima das paixões clubísticas ou do histórico da formação.”
Tiago Ribeiro, presidente do Estoril, em declarações ao Maisfutebol



«Eterno adepto do Benfica, o “Pantera Negra” revelou, numa entrevista a ser transmitida esta quarta-feira pela RTP, que na sua carreira chegou a fazer “birra” para não marcar um golo contra o clube do coração.
Eusébio interrompeu um período de 14 anos de ligação ao Benfica, dois meses depois da “Revolução dos Cravos”, para passagens curtas pelos Estados Unidos da América, México e Canadá. Um ano depois de ter abandonado Lisboa, Eusébio regressou a Portugal, em 1976, para jogar no Beira-Mar. Mas avisou o seu treinador que jamais marcaria um golo ao Benfica.
Não me peçam para marcar um penálti, nem um livre. Se for para marcar um penálti eu mando um pontapé para fora”, revelou o ex-futebolista, que acabou por não ter feito um único remate quando defrontou o Benfica, que viria a sagrar-se campeão na mesma temporada.
Eusébio contou ainda que, a 15 minutos do início da partida, foi ao balneário do Benfica “tranquilizar” os ex-companheiros. “Malta, eu vou jogar mas estejam tranquilos porque não vai haver golos”, disse o então avançado do Beira-Mar.»


Que história exemplar!

É caso para dizer, principalmente aos benfiquistas, descubra as diferenças entre estes dois casos…

Mais. Enquanto o Tozé está emprestado, tem contrato com o FC Porto e a maior parte do seu passe pertence à SAD portista, no caso do Eusébio, quando, em 5 de Janeiro de 1977, defrontou o “seu clube do coração” ao serviço do Beira Mar, já há mais de dois anos que não tinha qualquer tipo de vínculo ao SL Benfica.

Mas o pior de tudo é saber que a generalidade dos benfiquistas – adeptos, comentadores, jornalistas, ex-jogadores, etc. – em vez de vergonha, têm orgulho nesta história.
Isto é que é (foi) amor ao “glorioso”, dizem eles.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

66% de penáltis falhados!

O Maisfutebol publicou, hoje, um artigo acerca dos penáltis falhados por jogadores do FC Porto, que vale a pena ler e do qual reproduzo os seguintes extractos:

«A eficácia do FC Porto neste capítulo [marcação de penáltis] é muito má. Foi o quarto penálti falhado pelo FC Porto [esta época] em seis tentativas: 25 33 por cento de sucesso. Feitas as contas, a equipa de Lopetegui já falhou mais grandes penalidades este ano do que em toda a temporada passada. Somando todas as competições, os dragões desperdiçaram três [penáltis] em 2013/14. (…)
Este [em San Mamés] foi o quinto penalti que Jackson falhou de Dragão ao peito, mas, curiosamente, até veio de uma época com pontaria afinada neste quesito: marcou três em três na época passada, todos para a Liga e na reta final do campeonato.
O registo da primeira época era, contudo, um sinal de que Jackson não é especialista nesta arte. Em 2012/13 marcou apenas três das seis tentativas que dispôs.»


O JOGO, 06-11-2014
Não vale a pena ignorar ou fazer de conta. É indiscutível que existe um problema, que precisa de ser resolvido e, parece-me óbvio, que a solução deste problema não passa por Jackson Martinez.

Mais. Continuar a insistir em Jackson, como 1ª opção para marcar os penalties, parece-me contraproducente.
Porquê?
Porque, além do risco elevado dele falhar (são as estatísticas que o dizem) é inevitável que estas situações acabem por o afectar em termos psicológicos e/ou emocionais.
E nós precisamos de um Jackson em pleno, de cabeça limpa, sem qualquer tipo de ansiedades.

Quem devia, então, marcar os penalties?

Quintero parecia-me ter excelentes características, mas já falhou um penalty esta época (contra o Moreirense) e, além disso, não é sempre titular.

Brahimi seria outra alternativa. Consegue (quase sempre) colocar a bola onde quer e é um bom marcador de livres diretos, mas também já falhou um penalty esta época (contra o Shakhtar Donetsk).

Não estou a ver uma opção óbvia, mas espero que Lopetegui consiga, rapidamente, encontrar uma solução.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Há penalties e penalties (e também expulsões)

A propósito dos eventuais lances de penalty no SC Braga x SL Benfica (repararam que todos esses lances, de polémica nas áreas, fazem parte dos resumos do jogo?), e de mais uma expulsão de um jogador da equipa adversária do SLB (ontem foi a vez do bracarense Danilo Silva), vale a pena recordar os branqueados e praticamente ignorados lances de possível penalty (não assinalados) e expulsões (não efetuadas), nas últimas três deslocações do FC Porto (para o campeonato).


17-09-2014: Vitória Guimarães x FC Porto (4ª Jornada)

31’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Defendi puxou o braço a Brahimi e desequilibra-o.

31’: Cartão vermelho por mostrar a Defendi, por ter cometido falta numa jogada em que não havia mais qualquer jogador entre Brahimi e a baliza vimaranense.

63’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Traoré obstruiu e impediu Quintero de prosseguir.



26-09-2014: Sporting x FC Porto (6ª Jornada)

11’: Cartão vermelho por mostrar a Slimani, por ter apertado o pescoço a Martins Indi.

89’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Após um toque de calcanhar de Jackson, Maurício corta a bola com o braço direito.

Maurício corta a bola com o braço

89’: 2º cartão amarelo e consequente cartão vermelho por mostrar a Maurício (o 1º cartão amarelo viu-o aos 23’, após atingir o pé de apoio de Brahimi).



25-10-2014: Arouca x FC Porto (8ª Jornada)

3’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Nuno Coelho atingiu Jackson no seu pé de apoio, rasteirando-o.


55’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Tinoco empurrou Brahimi de forma ostensiva, derrubando-o.


83’: Cartão vermelho por mostrar a Iván Balliu, que, por trás, varreu autenticamente Brahimi, num lance em que poderia ter provocado uma lesão grave ao internacional argelino.



Resumo arbitral das três últimas deslocações do FC Porto (4ª, 6ª e 8ª jornadas do campeonato):
- 5 penalties por assinalar a favor do FC Porto;
- 4 cartões vermelhos para jogadores adversários, que ficaram nos bolsos dos árbitros.

É a designada “verdade desportiva” à moda dos jornalistas e comentadores da praça, não por acaso, quase todos adeptos dos clubes de Lisboa…

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os penalties de Pedro Henriques

No tristemente célebre Vitória Guimarães x FC Porto (por ter sido um jogo recheado de casos), a opinião de Pedro Henriques (ex-árbitro da AF Lisboa), acerca do penalty assinalado contra o FC Porto, foi a seguinte:

«Grande penalidade bem assinalada. Jackson aborda o lance de forma negligente e, com o pé direito, toca e derruba André André.»


Ora, o mesmo Pedro Henriques, a propósito do lance entre Alex Sandro e Rúben Micael no jogo de ontem (FC Porto x SC Braga), diz o seguinte:

«Alex Sandro não é rasteirado, ele força a entrada e manda-se para o chão antes de qualquer contacto, simulando uma grande penalidade e sendo corretamente advertido.»

Tribunal de O JOGO, FC Porto x SC Braga

Deixa cá ver se eu percebi.
No penalty que foi assinalado contra o FC Porto em Guimarães, “Jackson abordou o lance de forma negligente” e, como tocou no adversário (ao de leve, mas tocou), zás, toma lá um penalty que assim para a próxima tens mais cuidado.
Ontem, num lance em que é notório a forma ostensiva como o bracarense Rúben Micael mete a perna e toca em Alex Sandro, para o “especialista” Pedro Henriques, já não houve negligência, mas sim uma simulação do jogador portista…

Possível penalty (não assinalado) no FC Porto x SC Braga

Isto é que é ser coerente…

Aliás, a “coerência” (ia dizer enviesamento) com que o lisboeta Pedro Henriques analisa os lances polémicos dos jogos do FC Porto, é algo que já na semana passada tinha ficado claro, a propósito de um outro possível penalty (não assinalado), por mão de Maurício, ao minuto 89 do Sporting x FC Porto.

Possível penalty (não assinalado) no Sporting x FC Porto

Tribunal de O JOGO, Sporting x FC Porto

Mas eu percebo. Quem já colaborou com o Sporting e, atualmente, trabalha para a TVI, tem de manter este tipo de “coerência”…

sábado, 3 de agosto de 2013

Ai os penalties...

FC Porto x Galatasaray, onze inicial (foto: Maisfutebol)

O resultado foi mau (0-1), a exibição não foi grande coisa (principalmente na 2ª parte) mas, como jogo-treino, foi excelente, porque foi possível detectar vários problemas que precisam de ser resolvidos nos jogos a sério.

Entre os problemas, há dois aspectos, relacionados com as bolas paradas, que saltaram à vista e que o novo treinador terá de corrigir:

1º) Se dúvidas havia, Jackson voltou a mostrar que está longe de ser uma boa opção para marcador de penalties; é um problema sério, que já vem da época passada, até porque será normal o FC Porto beneficiar de, pelo menos, 10 penalties ao longo da época.

2º) Sem James e Moutinho, não me parece que Defour e muito menos Castro sejam a melhor opção para executar os cantos e os livres laterais; eu experimentaria mais vezes o Danilo.

P.S. Por favor, alguém diga ao Paulo Fonseca que ele já não é treinador do Paços Ferreira, mas sim de uma equipa que é Tri-campeã nacional e que, regularmente, está no Top 10 do ranking da UEFA
("Fizemos um bom jogo perante uma grande equipa, mas podíamos ter vencido e não podemos estar satisfeitos pelo resultado do jogo. Mas eu, como líder desta equipa, estou orgulhoso pelo que os meus jogadores fizeram aqui hoje", Paulo Fonseca, em declarações à SportTv).

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O fanatismo cego e doentio da benfica TV

«Estive a ver no YouTube o que se disse na Benfica TV sobre, por exemplo, o lance do Benfica-Estoril em que há um claro penálti de Artur sobre Luís Leal. Para quem não sabe, o que faz a Benfica TV durante os jogos do seu clube é filmar dois comentadores/relatadores, vendo-se ao lado um pequeno monitor de televisão que está a passar o jogo. Neste caso, a primeira exclamação é: “O árbitro tem que mostrar cartão amarelo a Luís Leal”; a segunda é: “O árbitro Paulo Baptista aproxima-se e fica-se pela reprimenda”; a terceira é, vendo-se o lance através do monitor e o pé do guarda-redes em cima do pé do avançado: “Não há absolutamente nada, nem sequer há protestos”.
O mesmo foi defendido por Rui Gomes da Silva, no programa da SIC ‘O dia seguinte’. Mas, neste caso eu desculpo, porque Rui Gomes da Silva não é jornalista, nem tem que responder perante um código deontológico que pede verdade. Está lá como comentador do Benfica, para defender o Benfica. Que o faça de forma a que se torne ridículo, porque desonesto, só diz respeito a ele e, eventualmente, a quem o lá pôs.
Mas na Benfica TV é diferente. É um órgão de comunicação social e quem está a relatar, creio, tem carteira de jornalista. E, nesse caso, não pode fazer isto de forma sistemática. O Sindicato, a comissão da carteira, não têm nada a dizer sobre esta deontologia?
Não acho que se possa proibir uma televisão de ter os direitos de jogos, mas acho que aquilo que é agressão ao espectador, aquilo que é lavagem ao cérebro, aquilo que é desonestidade pura deve ser denunciado e a Entidade Reguladora da Comunicação deve ser chamada a pronunciar-se.
A democracia também se faz da sanidade mental do nosso sistema audiovisual. A Benfica TV não contribui para isso. Pelo contrário. Já lá ouvi dizer: “Este árbitro devia ter um acidente quando sair daqui”.
Há coisas inadmissiveis!
Felizmente o Porto Canal tem outra génese. E outra prática! Espero que continue assim.»
Manuel Queiroz
semanário 'Grande Porto', 10-05-2013


A benfica TV é um canal de televisão dominado por um fanatismo cego, associado a um tal ódio ao Porto, que chegam ao ponto de convidar para comentadores dos seus programas indivíduos com o “perfil” de António Pragal Colaço e Sérgio Luís Bordalo.

Aliás, a propósito de umas tristemente célebres declarações de Sérgio Luís Bordalo feitas na benfica TV, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), emitiu uma Deliberação em que chamou à atenção que “a natureza do serviço de programas não o isenta, ao contrário do que a Benfica TV parece indicar na defesa, do cumprimento das normas aplicáveis à actividade de comunicação social” e que “a Benfica TV não está desonerada de zelar pela conformidade dos conteúdos transmitidos”.

Só que, tal como na história do escorpião e do sapo, a natureza da benfica TV é o que é e as recomendações e deliberações da ERC caíram sempre em saco roto.

É neste contexto e sabendo-se que, a partir da época 2013/14, a benfica TV vai passar a transmitir os jogos que o slb vai disputar em casa, não é difícil prever o que vai acontecer.

A propósito, em 29 de Outubro de 2012, num artigo de opinião publicado no site Maisfutebol, Luís Sobral escrevia o seguinte:

«A hipótese de passar jogos na Benfica TV, a concretizar-se, obrigará também a rever a utilização que é feita das imagens televisivas em diferentes instâncias do futebol, da disciplina à arbitragem. Digo eu.
O Maisfutebol levantou o tema na última sexta-feira. Do meu ponto de vista, a Liga e a Federação estão obrigadas a olhar com lupa para os regulamentos de competições e disciplinar. Deixará de ser legítimo utilizar as imagens de jogos para tomar decisões, pelo simples facto de que o olhar deixará de ser neutro, distante, frio, igual para todos.
Eu sei que a minha opinião não será partilhada por muitos leitores. Mas também sei que já fiz mais transmissões de futebol do que a esmagadora maioria de quem me lê. E sei como se faz e conheço quem faz. Também sei que nada na prática atual dos clubes portugueses me leva a acreditar que algum dia poderão ser fontes justas e isentas. É contra a sua natureza, viciados em colocar o emblema antes do futebol. Valia a pena começar a pensar sobre isto. É impensável que uma televisão de clube transmita jogos de uma liga profissional e os regulamentos e práticas não se alterem


Aparentemente, a Liga de Clubes não está minimamente preocupada, mas gostava de saber o que tem a dizer o seu presidente (Mário Figueiredo), ele que, ainda por cima, faz da centralização dos direitos televisivos uma espécie de cruzada (contra Joaquim Oliveira).

E também gostava de ouvir a opinião do responsável do sector de arbitragem (Vítor Pereira) porque, segundo julgo saber, uma das componentes da avaliação dos árbitros e dos observadores é baseada nas imagens televisivas.

Já quanto à ERC, não tenho qualquer tipo de expectativa. Todas as recomendações e deliberações dirigidas à "Ódio TV" continuarão a ser ignoradas e a irem direitinhas para o caixote do lixo.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.


P.S. Conforme referiu o jornalista Manuel Queiroz, o Porto Canal tem outra génese e outra prática. Ora, o Porto Canal vai ser o tema do Painel 1 do II Encontro da Bluegosfera e, após três interessantes apresentações, questões como “qual a utilidade para o FC Porto e para os seus adeptos do clube ser dono do Porto Canal?” ou “por que razão é que a programação desportiva do Porto Canal não é mais agressiva?”, poderão ser debatidas durante 45 minutos à Porto, na presença do Diretor-Geral do Porto Canal, Júlio Magalhães.