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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ataque frontal ao candidato do SCP

Num artigo publicado no seu website, o FC Porto fez hoje um ataque frontal e duríssimo a um dos pré-candidatos à presidência da FPF: o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Hermínio Loureiro (o qual já tem o apoio público do presidente do SCP e, se Fernando Seara não avançar, seguramente também terá o apoio de Luís Filipe Vieira).

“discurso vazio de ideias”, “santa ignorância”, “muito falar e nada dizer” e “putativo regenerador” são alguns dos mimos que o FC Porto dirigiu ao anterior presidente da Liga de Clubes.

E por falar em Liga de Clubes, estou curioso para saber quem é que a Liga de Clubes, ou seja, a sua Direcção, irá apoiar nas eleições para a presidência da FPF. Será, não tenho dúvidas, a prova de fogo do Dr. Fernando Gomes. A partir de Dezembro, o ex-administrador da SAD portista, e que foi eleito com o apoio público de SCP e slb, vai deixar de poder andar entre os pingos da chuva e de bem com “Deus” e o “Diabo”.


quarta-feira, 24 de março de 2010

Os ratos são os primeiros...


“Apresentei ao senhor presidente da mesa da assembleia geral da Liga a minha renúncia ao mandato de presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
Sem prejuízo de considerar que a justiça desportiva está a funcionar nos órgãos próprios, entendo que o facto de o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol ter hoje dado, em parte, provimento aos recursos dos jogadores da FC Porto, Futebol SAD, Hulk e Sapunaru, tem implicações que ultrapassam a justiça desportiva”.
Hermínio Loureiro, em declarações à agência Lusa

domingo, 22 de novembro de 2009

"Galinheiro" licenciado pela Liga


"Até agora nenhum adversário se queixou, apesar do relvado em péssimas condições."
Jorge Silva, guarda-redes da Oliveirense

"Com o Gil Vicente o relvado estava pior e jogámos. Com o Carregado aconteceu a mesma coisa"
Laranjeira, capitão da Oliveirense

«(...) o estádio da Oliveirense está licenciado para receber jogos de uma competição profissional»
ponto 1, comunicado da FPF, 21/11/2009


Como é possível que um "galinheiro" como o pseudo Estádio Carlos Osório tenha sido licenciado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (e sublinho o profissional) para jogos das suas competições?

Mais. Se ontem o "relvado" estava impraticável, transformado num pântano de lama, buracos e poças de água, como é possível que árbitros e delegados da Liga tenham permitido a disputa de jogos da Liga Vitalis em condições ainda piores?

Das duas uma, ou esta gente anda a brincar com o futebol profissional, ou o facto de Hermínio Loureiro ser um fervoroso adepto da Oliveirense teve (tem) um peso decisivo em toda esta pouca vergonha.
E depois, o presidente da Liga e da câmara municipal de Oliveira de Azeméis, ainda tem a lata de dizer que um dos seus objectivos é promover o futebol espectáculo, de modo a levar mais adeptos aos estádios...

Foto: A Bola

sábado, 21 de novembro de 2009

Uma novela rasca com um final previsível


«Dois golos na sequência de lances de bola parada ditaram a divisão de pontos entre Oliveirense e Gil Vicente, em jogo da 10.ª jornada da Liga de Honra, disputado num relvado alagado e com José Gomes, treinador adjunto do FC Porto, na bancada, para observar a Oliveirense (...) O encontro, disputado sob muita chuva, caracterizou-se pela luta e pelos pontapés longos, visto que era impossível fazer a bola rolar no terreno de jogo
in Record, 15/11/2009

"A Oliveirense não vai fazer nenhuma alteração no estádio, que se vai apresentar como está. Vamos tentar recuperar o relvado o mais possível, esperando que o bom tempo surja"
José Godinho, presidente da Oliveirense, 15/11/2009

"Se não vierem cinco dias de sol, não vai recuperar, porque conheço este relvado. Vai ser um terreno difícil, onde vai imperar muita luta, muito contacto."
Pedro Miguel, treinador da Oliveirense, 15/11/2009

"Esperamos bom tempo durante o resto da semana e que, no sábado, não chova"
José Godinho, 18/11/2009

«A FPF deseja que o jogo entre a UD Oliveirense e o FC Porto seja – como sempre são os jogos da Taça de Portugal – uma verdadeira festa do futebol, disputado dentro do melhor espírito do fair-play, do respeito e do desportivismo.»
ponto 5 do comunicado da FPF, 20/11/2009


«O árbitro Bruno Paixão decidiu que não há condições para se realizar o Oliveirense-F.C. Porto. (...) O relvado do Estádio Carlos Osório está completamente impraticável, até porque se abateu um forte temporal sobre o norte do país neste sábado de manhã. Chuvas intensas, ventos fortes e muito frio, que aumentaram os buracos e as zonas do relvado cheias de lama. Ora por isso a bola praticamente nem rolava.»
in Maisfutebol, 21/11/2009


«O relvado do Estádio Carlos Osório não está em condições de receber a partida e poderia colocar em risco a integridade física dos jogadores. Durante o aquecimento, foi notório que o relvado era um misto de lama e água, no qual os jogadores se enterravam a cada passo dado»
in A Bola, 21/11/2009

"O árbitro entendeu que não estavam reunidas condições para jogo, que a integridade dos jogadores e árbitros estava em risco e decidiu adiar. Está no seu direito. Eu, como presidente, compreendo, pois o relvado está praticamente impraticável. (...)
Espero que seja irreversível o processo para a construção de novo estádio. Demonstrámos a toda a comunidade oliveirense que
para estarmos numa competição não podemos ter este estádio, ou então teremos de descer de divisão."
José Godinho, 21/11/2009

"Isto foi um exercício prático para demonstrar que precisamos de um novo estádio"
José Godinho, 21/11/2009


Nem é preciso dizer mais nada. Os factos, as imagens, os comunicados e as declarações dos próprios presidente e treinador da Oliveirense ao longo da semana falam por si.

Fotos: A Bola, PUBLICO, Maisfutebol

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Festa com taça

«A Liga de Clubes vai entregar, no domingo, a taça de campeão ao F. C. Porto, precisamente no último jogo do campeonato, diante do Braga, e que será de consagração para os azuis e brancos.
Depois da polémica recente, na qual os portistas receberam o troféu de campeão da época passada quase um ano depois, Hermínio Loureiro, presidente da Liga, resolveu homenagear os tetracampeões na temporada em curso, um gesto que se assemelha ao que se verifica, por exemplo, no campeonato inglês, em que os campeões recebem o troféu na última ronda da prova.
Sendo assim, o jogo com o Braga terá mais um motivo de interesse para os adeptos, que devem lotar o Estádio do Dragão para mais uma festa em tons azuis e brancos, naquilo que se espera ser mais um S. João antecipado.
No final da partida, cujo início está agendado para as 19 horas de domingo, está prevista uma pequena viagem dos jogadores do F. C. Porto, de autocarro, até às ruas da Baixa da cidade, onde vão comemorar o título junto dos adeptos. Os azuis e brancos recuperam, assim, uma velha tradição que sempre caracterizou o clube, mas que sofreu uma inversão nos últimos anos face às relações tensas entre o F. C. Porto e a Câmara Municipal presidida por Rui Rio»

in Jornal de Notícias

« (...) De resto, o F.C. Porto não será o único a receber o troféu de campeão. Também em Olhão vai haver festa e entrega da taça de campeão, na circunstância de campeão da Liga de Honra ao Olhanense.
Os troféus vão ser entregues por presidente e pela directora-executiva da Liga de Clubes, respectivamente por Hermínio Loureiro e Andreia Couto. Um vai estar num estádio e a outra em outro estádio, para fazer parte da festa. O que evita que se repita, assim, a rábula relativa aos troféus da última época.»

in MaisFutebol

Depois da triste figura que foi entregar 2 trófeus em atraso, Hermínio Loureiro (ou Andreia Couto) regressa ao Dragão - passado pouco mais de um mês - para nova entrega. Foram precisas três épocas para que o presidente da Liga compreendesse que vale a pena fazer o esforço em prol do espectáculo e entregar o troféu a tempo e horas ao (tetra)campeão. Que passe a tradição.

PS: Na altura a Liga justificou que o atraso na entrega dos troféus se deveu a "desencontros de agenda" do FC Porto. Ora que eu saiba os portistas não tiveram falta de comparência em nenhum jogo nos últimos campeonatos, portanto havendo estádio, havendo jogo e havendo jogadores para receber o trofeú, qual terá sido o "desencontro" na agenda portista que impediu a Liga de entregar o troféu?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Caneco, a quanto obrigas!

No passado sábado, o presidente da Liga de Futebol Profissional esteve presente no Estádio do Dragão para entregar os troféus de campeão da época passada e de 2006/2007! E, como normalmente acontece nas entregas de troféus, ouviu-se uma monumental vaia. Foi preciso esperar pela saída relâmpago de Hermínio Loureiro para se ouvirem os aplausos usuais neste tipo de cerimónia, ou seja, acabou por se dar mais importância ao entregador do que à entrega. É com certeza com tal demonstração de profissionalismo que a Liga pretende continuar a sua “luta” por uma modalidade com mais e melhor espectáculo. E é natural que os adeptos do FC Porto vaiem a entrega de troféus com quase dois anos de idade, pois não estão habituados a viver agarrados ao passado, mas sim a olhar para conquistas futuras.

Parece-me óbvio que a entrega de uma Taça com 692 dias tem tanto de ridículo como de estúpido. Basta constatar que apenas 7 dos 24 jogadores que compõem o actual plantel azul e branco colaboraram na conquista de 2006/07, que muitos dos jogadores que se sagraram campeões em 2006/07 ou 2007/08 nunca viram o troféu que ajudaram a conquistar e que, por exemplo, Cristián Rodríguez até esteve a lutar pelo mesmo troféu num clube adversário.

Mas o ridículo da situação não se prende com o longo atraso, mas com o facto do troféu de campeão nacional não ser entregue na devida época e ter de passar o Verão nas instalações da FPF e LPFP. Na Bundesliga, por exemplo, o troféu de campeão é entregue no final da última jornada (jogue-se em casa ou fora). E quando há vários candidatos à entrada da derradeira jornada, faz-se juz à revolução industrial e criam-se várias cópias do trofeú para garantir que a festa do título seja feita com o "caneco" na mão.

A entrega de um troféu não é apenas uma formalidade, faz parte da consagração dos vencedores e da competição, faz parte da festa entre público e protagonistas, faz parte da exultação do desporto. As imagens que ficam para história de atletas a levantar troféus, beijar taças ou empunhar medalhas são das melhores que se pode ter para promover uma modalidade. As imagens de sábado passado de Hermínio Loureiro sozinho no relvado, no meio de assobios e jogadores mais interessados em vencer o adversário que tinham pela frente, não abonam muito a favor da mais importante competição nacional de futebol. Fossem outras como a FPF e a LPFP e não teríamos visto João Pinto agarrado à Taça de Campeões Europeus em 1987 ou Rosa Mota subir ao pódio em Seoul. Se até em pleno Estádio Nacional, no meio de pedras e garrafas se entregam troféus, porque não fazer um esforço e chutar o amadorismo, no que concerne à cerimónia de entrega, para fora de uma competição profissional.

domingo, 22 de março de 2009

Lucílio presta singela homenagem a Calabote


Hoje, 22 de Março de 2009, completam-se 50 anos do célebre jogo Benfica-CUF arbitrado por Inocêncio Calabote, o árbitro que não conseguiu fazer do Benfica campeão apesar de ter feito todos os possíveis para que isso acontecesse. O outro obstáculo que acabou por se revelar intransponível foi o FC Porto que conseguiu vencer o seu jogo em Torres Vedras com três golos marcados que lhe permitiu sagrar-se Campeão Nacional 1958/1959 por desempate através de goal-average. Todo este episódio pode ser consultado aqui, no Reflexão Portista, devido ao excelente trabalho desenvolvido por José Correia.


O SLB (Sr. Lucílio Baptista) não ficou indiferente à comemoração dos 50 anos do episódio Calabote e, também ele, à sua maneira, quis participar na festa através de uma arbitragem tão ao seu jeito, na Final da Taça da Liga, marcando um penalty inexistente contra o Sporting que deu o empate ao Clube do Regime e lhe permitiu chegar à lotaria dos penalties para aí vencer o troféu. E assim se vê que passados 50 anos o SLB continua a vencer títulos com a ajuda dos árbitros. Foi uma bonita e singela homenagem de Lucílio ao seu grande inspirador na carreira na arbitragem, o lendário Inocêncio Calabote.



A análise do lance no Tribunal de OJOGO

“É bem assinalado o penalty que resulta no empate e provoca a expulsão de Pedro Silva?”

Jorge Coroado: “O penalty não teve razão de ser. O jogador utilizou o peito e não o braço. Equívoco grave com influência no resultado. Árbitro e árbitro-assistente deveriam ter-se entendido”.

Rosa Santos: “Não. A bola bate no peito do jogador do Sporting e é uma má decisão. Como tal, a expulsão também é errada, pelo que o Sporting foi duplamente penalizado”.

António Rola: “Pedro Silva jogou a bola com o peito, sem cometer qualquer infracção. Muito mal o assistente ao dar indicação para penalty, e mal o árbitro ao aceitá-la, pois cabia-lhe o último julgamento. Erro grave com influência no resultado”.


Já tive a oportunidade de denunciar aqui que esta competição não passa de uma enorme Farsa alimentada pelo “cola cartazes” Hermínio Loureiro e seus acólitos. Durante a competição muitos foram os exemplos de arbitragens miseráveis, tendenciosas, que alteraram a verdade desportiva ao longo da fase de grupos. Vimo-lo nos jogos Rio Ave x Sporting em que o clube lisboeta obteve o golo da vitória em claro fora-de-jogo e no Benfica x Belenenses em que o Bruno Paixão anulou um golo limpo ao Belenenses depois de já ter ignorado um penalty contra o Benfica. Este derby lisboeta foi um jogo escandaloso. Bruno Paixão (Lucílio não é caso único) continua a apitar jogos nas competições profissionais depois de anos e anos de péssimas e dolosas arbitragens. O FC Porto foi eliminado em Alvalade, depois de estar a vencer por 1-0, quando Carlos Xistra inventou 2 (dois!) penalties para o Sporting virar o resultado do jogo. Tenho muitas dúvidas que sem essa dádiva os sportinguistas, desorientados, conseguissem sequer empatar o jogo. E assim chegaram Sporting e Benfica à final.

O objectivo de Liga e Sponsor televisivo era claro: conseguir uma final entre os clubes da 2ª Circular para assim exultarem com “o verdadeiro clássico dos clássicos” como foi possível assistir à cansativa publicidade na comunicação social nos últimos dias. Com as arbitragens declaradamente tendenciosas a favor dos clubes de Lisboa, os estádios vazios, os erros na elaboração do regulamento e o resultado da Final gravemente influenciado pelo árbitro é caso para dizer com toda a certeza que esta competição foi uma Farsa. Só é pena que os patrocinadores, em particular a Carlsberg e a Unicer, não se tenham dado conta que não deviam ter financiado uma nova competição de uma instituição dirigida por miseráveis e incompetentes.


O Sporting acabou por pagar na Final o facto de ter sido conivente (e beneficiado) durante anos e anos com as arbitragens de Lucílio ‘Calabote’ Baptista, principalmente nos jogos em que defrontou o FC Porto. Talvez (ou provavelmente talvez não!) os calimeros consigam tirar daqui algumas lições do que não devem repetir no futuro. E talvez agora entendam que foram (e são) bastante prejudicados pelo Apito Encarnado, que continua a ser a mais efectiva e poderosa teia de interesses (transversal a Polícia, Ministério Público, Clubes, Árbitros e Comunicação Social) no futebol português.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Farsa da Liga


Esta edição da Taça da Liga foi apresentada com toda a pompa pelo gebo seboso presidente da Liga, Hermínio Loureiro. Mas como toda a gente já teve oportunidade de confirmar a competição é um verdadeiro embuste. E começou por sê-lo no momento em que a Liga alterou o seu formato de modo a que os três grandes tivessem grande facilidade em chegar às meias-finais. Pode ter sido em parte influência dos sponsors mas podia e devia a Liga ter pensado e executado melhor os moldes em que a competição se desenrola.
Os jogos realizaram-se entre todos os clubes das Ligas profissionais à excepção dos três grandes que esperavam confortavelmente “sentados” como cabeças de série em cada um dos três grupos de qualificação para as “meias”. Só por si, este tipo de formato já retira toda a emotividade à competição e fez mesmo com que os jogos de qualificação para a fase de grupos estivessem completamente “às moscas”.

Isto já é um factor de descrédito mas o pior não é isto. Pior ainda foram os exemplos de arbitragens miseráveis, tendenciosas, que alteraram a verdade desportiva ao longo da fase de grupos. Estou a referir-me aos jogos Rio Ave x Sporting em que o clube lisboeta obteve o golo da vitória em claro fora-de-jogo e Benfica x Belenenses em que o Bruno Paixão anulou um golo limpo ao Belenenses depois de já ter ignorado um penalty contra o Benfica. Este derby lisboeta foi um jogo escandaloso. Pena é que o clube do Restelo não fique sequer indignado por ser roubado de forma tão vil com a arbitragem do Paixão. Não sei como é que ainda é possível que este ladrão seja nomeado para apitar jogos nas competições profissionais depois de anos e anos de péssimas e dolosas arbitragens. Um mistério, ou talvez não.


Contudo, o presidente da Comissão de Arbitragem, Vítor Pereira, ainda teve a lata de afirmar que “apenas uma equipa vai garantir presença na Liga dos Campeões e isso vai provocar muito nervosismo, ansiedade e provavelmente muitas questões que vão pôr em questão tudo e todos”. Enfim, é mais um irresponsável que já devia ter sido demitido há muito tempo.

A última polémica, que não é mais publicitada na comunicação social porque um dos beneficiados é o SLB e o outro é o Guimarães (clube “amigo” do primeiro), está no regulamento da Taça da Liga. Diz então o regulamento que:

As meias-finais são disputadas a uma mão, em campo neutralizado, entre os 4 Clubes apurados na fase anterior.
É efectuado um sorteio pela Liga PFP para alinhamento das equipas.
Os critérios para determinar quem joga na qualidade de Clube visitado são os seguintes:
1. Melhor lugar e pontuação obtidos na 3.ª Fase;
2. Melhor “goal average”;
3. Maior número de golos marcados na 3.ª Fase;
4. Média etária mais baixa de jogadores utilizados nos jogos da 3.ª Fase.

É um regulamento ambíguo e que dá azo a interpretações diversas, mediante o interesse e a classificação final de cada clube na fase de grupos.
Porque razão é que não foi feito primeiro o sorteio das meias-finais e só depois aplicados estes critérios?
E o que é que significa "goal average"? A definição clássica inglesa de quociente entre golos marcados e golos sofridos, e que foi banida dos campeonatos europeus nos anos 70?
É que nesse caso o clube apurado seria o Belenenses e não o Guimarães. Ou a Liga, de tão profissional que é, se esqueceu de substituir o termo "goal average" por "goal difference"?

“No caso entre Belenenses e Guimarães, os dois métodos dão diferentes resultados. As equipas têm os mesmos pontos (quatro), e um critério de desempate por goal average puro coloca o Belenenses à frente do Vitória e, por conseguinte, nas meias-finais. Isto porque se dividem os dois golos marcados pelos azuis por um sofrido, o que dá uma média de 2; já o Guimarães, com três marcados e dois sofridos, só tem uma média de 1,5. Prevalecendo o critério de diferença de golos, as equipas têm saldo igual (um positivo), mas impera a regra seguinte, que beneficia a do Minho: maior número de golos marcados.”

O Jogo, 21/01/2008
A Liga, ao aperceber-se da borrada que fez, logo emitiu um comunicado para tentar remediar o irremediável:

"Em face de dúvidas suscitadas na comunicação social relativamente ao apuramento para as meias-finais da Taça da Liga, entende a Liga Portuguesa de Futebol Profissional prestar o seguinte esclarecimento:

O 1º ponto do nº 3 do artigo 7º do Regulamento da Taça da Liga elege o melhor "goal-average" como primeiro critério de desempate entre clubes que tenham alcançado a mesma pontuação. A referida expressão "goal-average" reporta-se à diferença entre golos marcados e sofridos; tal corresponde ao entendimento comum na linguagem corrente do futebol e, certamente por isso, como tal, foi interpretado pela generalidade da comunicação social, designadamente as televisões quando traçaram os cenários de apuramento em face dos resultados que se iam verificando nos jogos da última jornada da 3ª fase.

Dito pela negativa, não se significou nem se quis significar através da referência a "goal-average" a qualquer tipo de quociente entre golos marcados e sofridos. Sendo certo que, actualmente, em todas as competições internacionais, a referência ao "goal-average" expressa a diferença entre golos marcados e sofridos.

Acresce que o critério baseado na diferença entre golos marcados e sofridos harmoniza-se com o espírito geral do Regulamento, que é o de estimular e premiar a marcação de golos, como está claramente expresso no ponto 2º do nº 3 do artigo 7º da Taça da Liga."



É mentira que “actualmente, em todas as competições internacionais, a referência ao "goal-average" expresse a diferença entre golos marcados e sofridos” como a Liga quer agora fazer passar. É falso apenas e só porque "todas as competições internacionais" já não mencionam o termo "goal average" desde os idos anos 70 do século passado. Este método de desempate foi abandonado desde a final do Campeonato do Mundo de 1970 e desde a época de 1976/1977 no campeonato inglês.
Para o atestar basta atentar no ponto 6.05 do regulamento da Liga dos Campeões e no ponto 6.06 do regulamento da Taça UEFA:

6.05 If two or more teams are equal on points on completion of the group matches, the following criteria are applied to determine the rankings:

a) higher number of points obtained in the group matches played among the teams in question;
b) superior goal difference from the group matches played among the teams in question;
c) higher number of goals scored away from home in the group matches played among the teams in question;
d) superior goal difference from all group matches played;
e) higher number of goals scored;
f) higher number of coefficient points accumulated by the club in question, as well as its association, over the previous five seasons (see paragraph 8.02).

6.06 If two or more teams are equal on points on completion of all the group matches, the following criteria will be applied to determine the rankings:
a) superior goal difference from all group matches played;
b) higher number of goals scored;
c) higher number of goals scored away;
d) higher number of wins;
e) higher number of away wins;f) higher number of coefficient points accumulated by the club in question, as well as its association, over the previous five seasons (see paragraph 8.03).


Ou seja, na Liga nem se derem ao trabalho de ler um único regulamento internacional antes de elaborarem os regulamentos desta competição mas ainda tiveram o desplante de emitir este ridículo comunicado.

Com as arbitragens declaradamente tendenciosas a favor dos clubes de Lisboa, os estádios vazios e os erros na elaboração do regulamento é caso para dizer que esta competição será um sucesso.
Só é pena que os patrocinadores não se tenham dado conta que não deviam ter financiado uma nova competição de uma instituição dirigida por miseráveis e incompetentes.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Abstrusa Calendarização da Época

Há cerca de dois anos a Liga, a Federação, ou ambas (a precisão neste caso, não é fundamental) decidiram reduzir o número de clubes participantes nas duas divisões profissionais do futebol pátrio. A esta ingente e sábia medida não foi alheia a mão (bem visível) do Estado, numa clara violação da liberdade associativa “consagrada na Constituição da República” (expressão muito cara aos nossos políticos). Essa intromissão do poder político, perante a qual a FIFA, lamentavelmente, nem pestanejou, estribou-se no famigerado “estatuto de utilidade pública”, que a Federação se arriscaria a perder caso não obedecesse à suprema sabedoria governamental.

Até sou capaz de concordar que 18 clubes é um número excessivo para a qualidade do nosso campeonato e tamanho do país mas, a haver uma reformulação, deveria ter-se feito algo com pés e cabeça e que, de facto, contribuísse para o aumento da qualidade média do espectáculo, como, por exemplo, um modelo de tipo escocês ou suíço, com 10 ou 12 clubes, disputando-se quatro voltas, ou duas voltas completas e duas entre os clubes classificados, numa primeira fase, na metade superior da tabela, aplicando-se o mesmo aos que terminassem na metade inferior (é este o sistema escocês). Mas reduzir de 18 para 16 clubes não só não aumenta a qualidade (escuso-me a usar o termo “competitividade”, pois ele, etimologicamente, apenas significa uma competição renhida, independentemente da sua qualidade) como reduz as receitas dos clubes, ao privá-los de dois jogos em casa por época, enquanto que as despesas se mantêm.

Mas eu andava distraído, confesso, e não percebera qual o verdadeiro objectivo desta magna decisão: o regresso aos tempos dos campeonatos aos soluços, estirando-se pachorrentamente, qual Tejo pela lezíria em tempo ameno. Este campeonato vai apenas em meados de Outubro e vai agora completar duas interrupções de dois fins-de-semana cada, contando-se nelas o caricato caso do fim-de-semana a seguir ao jogo da selecção com a Dinamarca, no qual, pura e simplesmente, nem futebol houve, fosse Taça de Portugal ou fosse a Taça do Dr. Hermínio Loureiro.
Não ouvi em lado algum explicação para esse bizarro hiato, diga-se, mas ouvi vários lamentos da parte de treinadores e dirigentes, pelo que é legítimo um tipo perguntar-se de quem foi a paternidade da ideia e quais os seus objectivos. Os jogadores não jogam, o que lhes faz falta, e o público, o “respeitável” público, como diziam outrora as gentes do teatro (mais atentas ao interesse de quem lhes dava o sustento), que se lixe! Que vá passear ao domingo para os centros comerciais, ou para as hortas, como dantes era prática, e que nem ouse procurar entender os desígnios daqueles que tão eficientemente dirigem o luso jogo da bola. Ou então, que se deleitem a ver na SportTV o campeonato de Inglaterra, ou de Espanha, ou de Itália, se é futebol mesmo que querem ver.

A abstrusa calendarização tem agora, inclusivamente, a precoce aparição da Taça de Portugal, coisa que só costumava irromper entre os clubes do principal escalão lá para o Natal ou para os Reis, mas que agora surge bem antes ainda do São Martinho, talvez (confesso que não fui consultar o calendário de provas) para assim se acomodar num fim-de-semana a seguir às festas a Taça da Gerupiga, menina dos olhos do Dr. Loureiro (o Hermínio, claro).

O interesse de uma prova reside não apenas na sua qualidade e no seu possível equilíbrio, mas também na sua continuidade, a qual vai mantendo o público a ela preso. Do modo como o campeonato agora decorre, quando chega uma jornada o Zé da Bola já nem se lembra com quem jogou o seu clube na jornada anterior, já nem se lembra que lugar a equipa ocupa. Qualquer dia também deixa de lembrar-se de ir ao futebol. E nessa altura a interrupção poderá passar a ser ainda maior: de Janeiro a Dezembro, sem entediantes fins-de-semana com campeonato. Terão aí as grandes mentes que superiormente comandam a bola nacional atingido a perfeição.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Algumas notas ao acaso

Hermínio Loureiro não apareceu à entrega da Taça de Campeão Nacional, no jogo entre o FCP e o Belenenses. Provavelmente terá estado muito ocupado. Nessa noite entrou no programa Domingo Desportivo, na RTP1, que deixei de ver quando absorvei bem aquela carantonha de homem muito feliz consigo próprio pela obra manhosa que tem realizado na presidência da Liga e pelos lugares comuns que dita e reedita de forma pretensiosa, como se fosse um génio. Está à espera da saída de Madaíl para se transferir para a FPF.
O homem subiu na política a pulso (nunca se cansou de “seguir” os homens certos nos momentos azados), porque não o há-de saber fazer da mesma forma no futebol? Em fórmula que ganha não se mexe.
O homem é um ganhador e, como tal, foge sempre que a situação não é favorável. E segue o princípio de Scolari: se queres ter êxito em Portugal afronta e confronta o FCP, que o resto vem por acréscimo. E é o que tem feito. Doucement. Com êxito, diga-se.

Madaíl apanhou com a “fúria” dos portistas. Também foi merecido, pois não esquecemos como fomos tratados pela FPF e pelo famoso bando dos cinco, que devia estar muito bem “aconselhado” e “apadrinhado” quando tomou de assalto o CJ, pois Freitas do Amaral não teve dúvidas em validar o golpe de mão.

A cidade do Porto esteve em todos os jornais há uns tempos atrás. A guerra entre gangs dos “homens” da noite mereceu um grande destaque e a nossa cidade, segundo as autoridades e a comunicação social, parecia uma versão tripeira de Chicago dos anos trinta.


O PGR, sempre muito atento, a tudo o que diz respeito ao Porto, ao FCP, ao DIAP e à PJ do Porto, resolveu intervir para pôr tudo na ordem. Não se poupa a esforços para continuar a ter uma óptima imprensa.

Entretanto, e nos dias que correm, o país é assolado por uma onda de violência e criminalidade sem memória neste país, predominantemente a sul do país.

Este PGR deixou-se envolver pelo futebol, tomou partido, tal como o fez relativamente a uma proclamada incapacidade e falta de profissionalismo das forças que administram a ordem e a lei, nesta cidade. E agora Senhor PGR? Não será a altura de formar um novo dream team para mais um big show, para acabar com a criminalidade de vez? Ficamos à espera. Pela minha parte, conto com mais do mesmo: muita parra e pouca uva.

O (ex) presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), António Gonçalves Pereira (AGP), parece ser um homem só contra todas as suspeitas que lhe foram lançadas. Não tenho qualquer simpatia particular por AGP, mas não alinho em lutas desiguais. Nessas alturas, sou sempre pelo elo mais fraco. Aparentemente ficou sem amigos e quem o acompanhe na sua defesa. Como lamento.

Em comunicado passado, AGP disse ter ficado "bastante surpreendido" com o teor do parecer de Freitas do Amaral e revela que vai reunir "opiniões de reputadas personalidades do Direito" para demonstrar o que considera ser um "inequívoco". "Repudio totalmente as passagens e conclusões do parecer que são desfavoráveis às posições que assumi na condução da única reunião que existiu do CJ e à qual me vi forçado a pôr termo, na medida em que tais passagens e conclusões não incorporam factos, mas meros processos de intenção, alguns dos quais são até ofensivos para a minha pessoa", defende o (ex) líder do CJ. "Entendo que o mesmo padece de múltiplas e manifestas fragilidades (que a própria extensão do parecer pode camuflar...), as quais, oportunamente e no local certo, serão seguramente evidenciadas".

As reuniões do CJ baixaram à PGR e a Dra. Morgado ficou encarregada do inquérito sobre o possível uso e abuso do poder de AGP, ao coagir os membros do órgão para obter uma tese favorável ao FC Porto e Boavista.

Entretanto, AGP interpôs em 9 de Julho duas providências cautelares, no sentido de suspender a eficácia das decisões tomadas pelos cinco conselheiros na reunião da madrugada de sábado.

Sabe-se que vai haver eleições em 4 de Outubro para o CJ da FPF. Gostava que, por uma vez, os interpretes desta farsa, os tribunais e o MP fossem céleres, para acabar de vez com os julgamentos públicos que se eternizam e passam a sentença definitiva, ainda que depois haja prova em contrário, estabelecida e decidida em sede própria.


No Domingo, vamos à Luz para nos defrontarmos com o SLB. Até ao momento os dirigentes têm-se mantido silenciosos, o que acho adequado. Que o resultado se decida no terreno do jogo e não haja violência de nenhuma espécie. E que o FCP mostre uma atitude séria, concentrada, sem medo da luta e da derrota, para poder ficar mais próximo de ganhar. Espero ver um Porto à Porto. Que se bata e deixe a pele em campo, como em certa visita à Luz referiu Artur Jorge para explicar o que não fizemos, depois de termos sido vencidos por 3-1. Nesse mesmo ano, fomos campeões europeus.