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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Claques ilegais do SLB? Quais claques?...

“Claques? Não sei que palavra é essa. Sei o que são sócios organizados. Nunca soube que o Benfica tinha claques.”
Luís Filipe Vieira, 31-07-2017

Luís Filipe Vieira e os No Name Boys

Hum… recuemos a setembro de 2007…

Durante anos, a legislação obrigava à regulamentação das claques. Até à última época desportiva era apenas, como é conhecido, uma claque que estava regularizada. Hoje, já há mais do que uma claque regularizada perante o Estado e há um conjunto delas que estão em fase de regularização
Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, em declarações feitas no dia 05-09-2007


A regularização torna mais transparente quem são verdadeiramente os líderes dessas claques e responsabiliza-os mais. Responsabiliza também os clubes que os apoiem.”
Paulo Gomes, intendente da PSP e secretário-geral-adjunto do Gabinete Coordenador de Segurança, em declarações feitas no dia 12-09-2007


Tem que haver alguma diferenciação entre as vantagens que as claques legalizadas têm em relação às outras.
Numa reunião com as nossas claques, foi falado que se desejassem constituir-se associações, teriam determinados direitos. Caso contrário, teriam mais dificuldades em entrar com as bandeiras, com as tarjas, todo esse material que os acompanha para onde quer que vão.”
Paulo Silva, director de segurança do Benfica, em declarações feitas no dia 27-09-2007


Os factos falam por si e, como é óbvio, o problema das claques ilegais do SLB não é novo, bem pelo contrário. Aliás, desde que este blogue foi criado (em 2008), que falamos neste assunto e, particularmente, do apoio que o SLB deu e continua a dar a uma das suas claques ilegais (os No Name Boys).








Nos últimos meses, para além de blogues e páginas de facebook nas redes sociais, os departamentos de comunicação do FC Porto e do Sporting também pegaram no tema. E pegaram muito bem.

A VERDADE ALTERNATIVA (comunicado do FC Porto)

Espero que o FC Porto não deixe cair este assunto no esquecimento e, para além de comunicados e denúncias públicas, aja em termos formais, levando o caso até às últimas instâncias, quer a nível nacional, quer internacional. Porque, de uma vez por todas, tem de haver consequências.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

La Piovra | Quem arranjou o advogado?

Carlos Melo Alves

«O suspeito do atropelamento mortal ocorrido junto ao Estádio da Luz, em Lisboa, na madrugada de sábado, e que se entregou às autoridades, foi detido e indiciado por homicídio simples.
O suspeito, Luis Pina, de 35 anos, entregou-se na sede da PJ, em Lisboa, acompanhado pelo seu advogado, Carlos Melo Alves, que acrescentou à Lusa que o seu constituinte irá ser ouvido sexta-feira, a partir das 14h00, em primeiro interrogatório judicial, por um juiz de instrução criminal, para aplicação de medidas de coação.»


Quem é Carlos Melo Alves?
Carlos Melo Alves é sócio fundador da Melo Alves - Advogados, sendo conhecido em consequência de vários processos mediáticos em que já esteve envolvido.
Alguns exemplos:





Voltando a Luis Pina, há aspetos desta “entrega” que são pouco habituais.

Luis Pina e Carlos Melo Alves à porta da PJ

Em primeiro lugar, quem estava à porta das instalações da PJ, à espera do suspeito, não era a Tânia Laranjo, era uma equipa de reportagem da SIC.
Estranho, desta vez ninguém avisou o Correio da Manhã?

Em segundo lugar, o suspeito Luís Pina, também conhecido por “Tanolas” ou “Lué”, de acordo com o CM tem 36 anos, vive em Rio de Mouro e tem quatro filhos.
Ora, como é que o “Tanolas”, membro da claque ilegal No Name Boys, surge na PJ acompanhado do advogado Carlos Melo Alves?
Já se conheciam? Quem é que os apresentou?

Em terceiro lugar, como é que um individuo que vive em Rio de Mouro e anda num carro emprestado, um Renault clio velho, tem dinheiro para contratar um advogado do calibre de Carlos Melo Alves?
E no caso de não ser Luis Pina a pagar os honorários de Carlos Melo Alves (que não devem ser baratos), era interessante saber quem é e porquê.


P.S. Já agora, convinha saber se o “Tanolas” é um dos membros dos No Name Boys que andaram pelo país nas tais carrinhas alugadas na Europcar. Se foi, deve ter muito que contar…, mas é melhor ficar calado.

terça-feira, 28 de março de 2017

O clube “beato” com uma claque sem nome

Na semana em que responsáveis do SLB vieram a público, falar em claques lideradas por "pessoas que são reconhecidas por insultos a adversários e ameaças a árbitros", vale a pena lembrar umas coisinhas...

Um very-light lançado por Hugo Inácio matou um adepto na final da Taça de Portugal de 1996

«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como “A Casinha”.

A 'Casinha' dos No Name Boys que existia no estádio da Luz

A operação da PSP teve início na madrugada de hoje e visou membros dos 'No Name Boys' que têm vindo a agredir adeptos de claques rivais e também elementos das forças policiais. Além das instalações da claque benfiquista, foram ainda realizadas buscas em 43 residências da Grande Lisboa. Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.
A operação, efectuada no âmbito de uma investigação a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, resultou ainda na apreensão de haxixe, cocaína, heroína, ecstasy. Foram também confiscados bastões, soqueiras e tochas incendiárias
in EXPRESSO, 16-11-2008

Material apreendido aos No Name Boys

«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros.
O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. Das mais de três dezenas de detidos, três ficaram presos preventivamente, quatro em prisão domiciliária e pelo menos dois proibidos de frequentar recintos desportivos.
A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína
in PUBLICO, 16-05-2009

No Name Boys: bilhetes, droga, tacos, bastões, machados, armas, munições, etc.


«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que “facilite” na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais. (…)

Luís Filipe Vieira e os No Name Boys

Diz a PSP que os No Name Boys nunca se quiseram legalizar como associação para não serem identificados. Mas a direcção do Benfica 'não cumpre a lei e cede bilhetes a preço reduzido e instalações' a um grupo que, nas últimas épocas, intensificou 'a violência sobre a polícia e adeptos rivais'. (…)
Vieira almoçou com Diamantino Gaspar, comandante da PSP de Benfica e, segundo este, pediu-lhe para 'aliviar' a presença junto da claque. O objectivo seria fechar os olhos 'a artefactos pirotécnicos', proibidos por lei, 'para as pessoas verem o que é o inferno da Luz'. Estas informações estão na Comissão Disciplinar da Liga e, na pior das hipóteses, o Benfica arrisca suspensão da actividade desportiva. (…)
‘Zé Gago’ deu a conhecer à PSP a proximidade que a claque mantinha com Luís Filipe Vieira através de uma conversa ao telemóvel com o amigo Hugo Caturna, elemento 'extremamente violento' dos No Name Boys que nessa altura estava a ser alvo de escuta telefónica. Caturna é considerado um dos cabecilhas da claque ilegal, o mesmo que disse, em escuta, que 'os No Name Boys são o braço armado do Benfica'. Esteve no incêndio ao autocarro dos adeptos do FC Porto, em Junho passado, e no espancamento de um militar da GNR apenas porque usava um cachecol do clube do Norte. Depois incendiaram-lhe o carro com uma tocha. (…)»
in Correio da Manhã, 18-05-2009


Chega?

O SLB tem duas claques ilegais, uma delas com um historial negro, único em Portugal, e mesmo assim têm a distinta lata de vir falar em claques?

A desfaçatez destes tipos (SLB) não pára de me surpreender.


Para avivar a memória, principalmente dos benfiquistas mais "esquecidos", alguns links sobre este assunto:






O relatório da PSP (07-09-2009)


(in)Justiça sem nome (21-01-2012)

Hugo Inácio detido na Luz (Record, 08-11-2012)



sexta-feira, 3 de março de 2017

A taberna do pai Ferreira


Quando olhei para as pinturas na taberna do pai do árbitro Jorge Ferreira, houve várias coisas que me chamaram à atenção.

Em primeiro lugar a mensagem: “Aqui venera-se Calabote

Venera-se?
Habitualmente, o termo “venerar” é usado no contexto da religião (por exemplo, venerar um santo) ou no contexto de uma ideologia e personalidade marcante (por exemplo, Hitler e o Nazismo).


Depois, reparei que o “S” da palavra “venera-se” foi desenhado de forma diferente do “S” da sigla “SD”. Que estranho…

E olhando ainda mais de perto, reparei que a sigla “SD” tinha sido desenhada de uma forma como eu nunca tinha visto (em tarjas, cachecóis ou camisolas dos Super Dragões) e que o “S” era igual à forma como eram desenhados os “S” da sigla “ϟϟ” (a Schutzstaffel, em português "Tropa de Proteção", abreviada como SS, ϟϟ, foi uma organização paramilitar ligada a Adolf Hitler e baseada na ideologia Nazi).



Venera-se…
ϟϟ…
Ora, ao contrário de outras claques, nunca houve notícias dos Super Dragões terem sido infiltrados por elementos neonazis.
E também nunca houve qualquer semelhança entre os símbolos dos Super Dragões e símbolos ou siglas nazis, ao contrário de outras claques…


Dito isto, cada um que tire as suas conclusões. Eu já tirei as minhas, até porque, como referem os Super Dragões no Comunicado que emitiram, “a tinta azul compra-se com a mesma facilidade que a tinta vermelha”.

sábado, 5 de setembro de 2015

Cocaína, Coacção e Corrupção


Estes são os 3 C’s dos clubes da segunda circular que a Polícia e o Ministério Público andaram a ignorar durante uma década.

Desde que o procurador gondomarense Carlos Teixeira decidiu ignorar a gravidade de um telefonema entre Luís Filipe Vieira e Valentim Loureiro e não colocou o presidente benfiquista sob escuta, que o outrora apelidado de “Kadhafi dos Pneus” tem salvo-conduto para viver fora da lei. A estreita ligação a Saldanha Sanches e à sua mulher, a procuradora Maria José Morgado, terão ajudado a que Vieira ficasse sempre a salvo de uma investigação que teve como objectivo principal destruir o FC Porto e apenas como objectivo secundário o de apurar e eliminar os aliciamentos a árbitros de 2ª categoria e que deu pelo nome de Apito Dourado.

Até agora, pelos vistos.

Em 2008 a Polícia já tinha prendido 30 elementos da claque “no name boys” por tráfico de droga e armas. Essa claque tinha um armazém no Estádio da Luz onde guardava um arsenal de armas que incluía peças de guerra. Vieira terá mesmo solicitado à PSP para “aliviar” as vistorias na entrada do Estádio em dias de jogo para a malta da claque (afinal eles até eram bons rapazes…). A droga era utilizada para financiar os membros da claque. A investigação, essa ficou por aqui… Nessa altura o então Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, era visto com frequência à direita de Vieira no camarote presidencial da Luz.

Mas o tráfico de droga por pessoas ligadas ao Benfica não acaba aqui. Em final de Agosto último, o Jornal de Notícias divulgou uma operação da Polícia Judiciária denominada por “Porta 18”. Foi detido José Carriço, pessoa de confiança de Vieira e funcionário do Benfica. O comunicado da PJ, emitido em finais de Julho, era vago e lacónico. Informava que a operação se destinava a “desmantelar um grupo organizado dedicado ao tráfico de cocaína” e que “a organização criminosa em causa, composta por indivíduos portugueses, dedicava-se à importação do produto estupefaciente para território nacional desde a América do Sul, por via aérea”. Não fosse o JN e ainda hoje ninguém sabia o que se passa nas instalações do Benfica.

A operação de buscas fazia parte de uma investigação maior da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) que já durava há 8 meses e que culminou nesta detenção, tendo passado publicamente despercebida. Durante este período foram realizadas ações de vigilância, tendo sido registadas em mais de uma dezena de ocasiões as entradas e saídas da Luz por parte de cidadãos colombianos, com o pretexto de se irem reunir com José Carriço. Estas movimentações faziam-se pela porta n.º 18 do estádio, que deu nome à operação.
José Carriço foi detido na A1 (autoestrada n.º1), estando acompanhado de um outro indivíduo num automóvel do clube da Luz. Foi então que os 9,5 quilogramas de cocaína foram apreendidos. Ao mesmo tempo em que decorria a detenção, estavam a ser realizadas buscas no gabinete do administrativo no Estádio da Luz por parte de investigadores da PJ.



O vizinho do lado na 2.ª Circular também tem tido os seus “esquemas” impunes. Não nos esqueçamos do “Processo Cardinal” em que Pereira Cristóvão, na altura Vice-Presidente do Sporting, depositou dois mil euros na conta do árbitro assistente José Cardinal na véspera deste se deslocar à Madeira para um jogo entre o Marítimo e o Sporting, em Abril de 2012. O Conselho de Disciplina da FPF suspendeu Pereira Cristóvão de toda a actividade desportiva por 15 meses, a partir de Outubro de 2014. E assim transformou um caso de corrupção e coacção com inevitáveis consequência graves para o Sporting numa leve suspensão a um seu dirigente e numa multa irrisória ao clube. “Quem tem amigos não morre na cadeia”. Literalmente.

Pereira Cristóvão foi detido recentemente “por suspeitas de envolvimento em assaltos à mão armada nas zonas de Lisboa e Setúbal, no papel de informador”. Mais detalhes aqui.
   

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Os “vândalos” ficaram em casa

Título de notícia do jornal Record

Quando, no sábado de manhã, li o bombástico título desta notícia do jornal Record, fiquei preocupado.
Queres ver que (adeptos portistas?) destruíram, à bomba, o Estádio do Arouca e não vai haver jogo, pensei para com os meus botões de punho (que não tenho).

Contudo, lendo o corpo da notícia, percebi que o “vandalismo”, afinal, se resumia a umas mensagens de protesto pintadas numa parede do estádio.

«As paredes do Estádio Municipal de Arouca, palco do encontro desta noite, foram alvo de vandalismo por parte dos adeptos portistas, indignados com o preço dos bilhetes.
Segundo Record apurou, durante a noite de quinta-feira foram pintadas mensagens de reclamação pelo valor dos ingressos, que ascende até aos 30 euros para a zona reservada para os adeptos visitantes.
Entretanto, as paredes já foram pintadas e as mensagens foram removidas, apesar de ontem ainda serem visíveis alguns vestígios do ato, nomeadamente na zona do parque de estacionamento.»


Ou seja, em vez de um título do tipo “Adeptos portistas protestam contra o preço dos bilhetes”, o Record optou por um título muito mais sugestivo e muito mais de acordo com a sua linha editorial (e clientela!), a qual, como é sabido, privilegia o ódio anti Porto.

E, para além de umas paredes pintadas, o que é que a Direção do Arouca ganhou em ter colocado os bilhetes, para os adeptos do FC Porto, a um preço mínimo de 25 euros?

Isto…
Aspecto de uma das bancadas no Arouca x FC Porto


P.S. No Name Boys destroem café e põem-se em fuga. Disto não falam os jornais do Grupo Cofina…

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Claques, violência e a desfaçatez de Eugénio Queirós

Um conhecido jornalista, adepto do Leixões, simpatizante do slb e anti portista figadal, escreveu o seguinte no seu blogue:

«Na passada 6.ª feira, em Braga, um adepto bracarense, de 39 anos, morreu na sequência de mais uma zaragata. Ao fugir da confusão, foi atropelado mortalmente. (curiosamente, o Sp. Braga chegou oficialmente a informar que o que aconteceu nada teve a ver com o jogo de futebol...). Não importa muito saber como foi. Importa sobretudo saber porque aconteceu.»

Não importa saber como foi?!
Não importa perceber por que razão uma camioneta com adeptos do FC Porto, quando se dirigia ao estádio Axa, parou (ou teve de parar) na via rápida que atravessa Braga?
Não importa investigar se a camioneta com adeptos do FC Porto foi (como alguns testemunhos sugerem) alvo de uma emboscada efetuada por membros da claque bracarense Red Boys?

Pois bem, a versão oficial da PSP de Braga é a seguinte:
"Um grupo de adeptos do Braga apedrejou o autocarro do FC Porto e o atropelamento mortal registou-se logo a seguir. Não se sabe ainda se a vítima fazia parte daquele grupo"

Mas, do texto publicado por Eugénio Queirós no seu blogue, a melhor parte é esta:

«Dos clubes que conheço, o Benfica é o único que não passa cartão às suas claques. Faz muito bem. Não precisa delas para nada. Nos outros, é o que se sabe: as claques são tratadas com carinho e respeito.»

Como? O slb não passa cartão às suas claques?!!!
É inacreditável como é que um jornalista português, supostamente sério, que acompanha há décadas o fenómeno desportivo em Portugal, pode escrever uma coisa destas.

«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como "A Casinha".
(…) Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.»
in EXPRESSO, 16/11/2008


«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros. O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. (...)
A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína.»
in PUBLICO, 16/05/2009


«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos – e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que "facilite" na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais.»
in Correio da Manhã, 18/05/2009


No futebol português parece valer tudo mas, pelo menos da parte dos jornalistas desportivos, deveria haver um mínimo de ética e deontologia profissional.

sábado, 21 de janeiro de 2012

“A Casinha” dos No Name Boys


«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como "A Casinha".
A operação da PSP teve início na madrugada de hoje e visou membros dos 'No Name Boys' que têm vindo a agredir adeptos de claques rivais e também elementos das forças policiais. (…) Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.
A operação, efectuada no âmbito de uma investigação a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, resultou ainda na apreensão de haxixe, cocaína, heroína, ecstasy. Foram também confiscados bastões, soqueiras e tochas incendiárias
in EXPRESSO, 16/11/2008


«O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. Das mais de três dezenas de detidos, três ficaram presos preventivamente, quatro em prisão domiciliária e pelo menos dois proibidos de frequentar recintos desportivos.
A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. (…) Foram ainda recolhidos indícios da venda e revenda de armas de fogo, nomeadamente de TASER (armas que atingem as vítimas com choques eléctricos), que teriam uma potência superior às usadas pelas forças de segurança.
A investigação abrangeu várias situações relacionadas com actos de violência de que foram vítimas adeptos do FC Porto e do Sporting. E ainda confrontos com forças de segurança e apreensões de droga. O inquérito acabou por agrupar factos ilícitos que estavam dispersos por outros processos. Nos casos da suspeita de tráfico de droga e de armas, as autoridades realizaram escutas telefónicas.
Através das escutas, recorde-se, a PSP pôde reunir elementos que a ajudaram a identificar a autoria moral e material do incêndio ateado ao autocarro que transportou a claque dos Superdragões, que se deslocou a Lisboa, em 21 de Julho de 2008, para apoiar a equipa de hóquei em patins do FC Porto que jogava contra o Benfica. Na origem deste acto esteve, segundo a acusação, o ódio contra o FC Porto, realçando a premeditação do acto, uma vez que o autocarro tinha sido antes seguido por uma viatura ligada aos No Name Boys. (...)»
in PUBLICO, 16/05/2009


Os textos anteriores são extratos de duas das muitas notícias que a comunicação social divulgou sobre este caso e que, por si só, ilustram a enorme gravidade dos atos praticados. Deste modo, na sequência da investigação desencadeada pelo DIAP de Lisboa, com a colaboração da 3.ª Esquadra de Investigação Criminal da Polícia de Segurança Pública, o Ministério Público decidiu levar a julgamento 37 arguidos. Na acusação é dito que estes indivíduos praticaram crimes “minuciosamente planeados e executados com superioridade numérica e mediante a utilização de meios especialmente perigosos”, destacando que agiam “motivados por ódio e intuitos de destruição, sem motivação relevante, contra elementos de outras claques”.

Perante o conjunto de factos gravíssimos que faziam parte da acusação contra os elementos dos No Name Boys e o manancial imenso de provas materiais incontestáveis que a suportavam, o coletivo de juízes da 5.ª Vara do Tribunal Criminal de Lisboa não fechou os olhos, não se acobardou e decidiu fazer aquilo que cada vez é mais raro em Portugal: Justiça!
Deste modo, em 28 de Maio de 2010, o juiz Renato Barroso leu uma sentença que honra a Justiça portuguesa e na qual foram condenados 29 dos 37 arguidos do processo, com 13 elementos da claque benfiquista a serem sujeitos a penas de prisão efetiva e 16 sentenciados com penas suspensas.
Sim, é verdade que apenas 13 dos 37 arguidos foram condenados a penas de prisão efetiva, mas os juízes, mesmo os bons, têm de julgar de acordo com as leis existentes e todos sabemos que as leis penais portuguesas são brandas, feitas a pensar na “recuperação e reinserção dos criminosos na sociedade”.

Contudo, no passado fim-de-semana a comunicação social noticiou uma reviravolta neste caso: na sequência de recursos das defesas, o Tribunal da Relação de Lisboa mandou repetir (!) o julgamento. Assim, já no próximo mês, sete elementos dos No Name Boys, entre os quais José Pité Ferreira, Hugo Caturna e António Claro, considerados os líderes desta claque benfiquista e que foram condenados a 12, 8 e 7 anos de prisão, vão voltar a tribunal.

Que os próprios não tenham noção da gravidade dos atos que cometeram e que os seus advogados os tentem safar eu até entendo, agora que um Tribunal superior tenha mandado repetir o julgamento é que me parece sintomático daquilo que, na prática, é a (in)Justiça portuguesa.

Se o objetivo é atenuar as penas destes indivíduos e, quiçá, evitar que eles cumpram penas de prisão efetiva (talvez a coisa se resolva com uma pulseira eletrónica…) para quê gastar dinheiro dos contribuintes e perder mais tempo com um novo julgamento?
A minha sugestão é que todas as provas recolhidas sejam eliminadas (não deve ser difícil arranjar uns erros processuais…) e que todos os que foram condenados sejam declarados inocentes até prova em contrário (se as provas forem destruídas…). Com jeitinho, ainda é capaz de se arranjar motivos para estas “vítimas de um erro judicial” serem indemnizadas pelo Estado português (ou seja, pelos contribuintes).

Por outro lado, os elementos da PSP, DIAP de Lisboa e Ministério Público que estiveram envolvidos neste caso, deviam receber uma repreensão por escrito. Quem é que os mandou andar a investigar e a colecionar as provas que suportaram a acusação? Não tinham mais nada que fazer?

Finalmente, o coletivo de juízes da 5.ª Vara do Tribunal Criminal de Lisboa que julgou este caso em 1ª instância, e particularmente o juiz Renato Barroso que presidiu ao mesmo, deveriam ser reformados compulsivamente. Não é que tiveram a distinta lata de condenar estes cidadãos exemplares a penas de prisão efetiva? Então isso faz-se?


Claque ilegal com sede no Estádio da Luz

Vieira e os No Name Boys

Relatório da PSP demolidor para o presidente do slb

O “Braço Armado do Benfica”

sábado, 13 de novembro de 2010

No Name interrompem treino


«Cerca de meia centena de adeptos benfiquistas interromperam, este sábado, o treino da formação “encarnada”, que decorria à porta fechada no Centro de Estágio do Seixal, não tendo sido registado nenhum problema de maior.
Os adeptos, alegadamente pertencentes à claque não oficial No Name Boys, entraram pelo centro de estágio e chegaram mesmo a conversar com o técnico Jorge Jesus e com alguns dos jogadores.»
in abola.pt

A Bola esqueceu-se de dizer que estes adeptos eram membros dos Super Dragões, disfarçados de adeptos do SLB que, a soldo do maléfico Pinto da Costa, foram perturbar o treino dos recentes vencedores da Taça da Independência de Angola...

Capa do jornal Record de 14/11/2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O “Braço Armado do Benfica”

«Treze dos 38 arguidos do processo dos No Name Boys foram hoje condenados a penas de prisão efectiva, a maior das quais de 12 anos. Dezasseis outros foram sentenciados pelo colectivo de juízes da 5.ª Vara do Tribunal Criminal de Lisboa com penas suspensas.
(...) mais de 30 pessoas foram detidas no âmbito da “Operação Fair Play”, na qual a PSP apreendeu armas brancas e de guerra, material pirotécnico e produtos estupefacientes a elementos da claque, que se autodenominavam “Braço Armado do Benfica”.»
in PUBLICO.pt


E para quem quiser recordar...
Claque ilegal com sede no Estádio da Luz
Vieira e os No Name Boys
A liga encarnada

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

“O Presidente do Benfica assumiu o total apoio a esta claque”

Em 16 de Maio, a comunicação social noticiou que elementos da claque No Name Boys tinham sido acusados de vários crimes e que Luís Filipe Vieira fora alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga por apoiar aquele grupo de adeptos.

Vieira veio a público negar qualquer apoio e garantir que nem sequer reconhecia os No Name Boys, mas um relatório da PSP é demolidor para o presidente do Benfica.





Relatório da PSP sobre o apoio de Vieira à claque No Name Boys

Como se não bastasse, depois disso houve ainda o célebre episódio dos bilhetes para o Sporting x Benfica em juniores (o tal do campeonato ganho à pedrada), em que os bilhetes entregues aos encarnados foram misteriosamente parar às mãos de elementos da claque que não é reconhecida...

Perante todos estes factos, e quase quatro meses depois da participação que foi feita à CD da Liga, resta perguntar o seguinte: para quando uma decisão do Dr. Ricardo Costa sobre este assunto?

Será que o SLB e o "senhor transparência" irão continuar acima da Lei e, neste caso, dos regulamentos disciplinares da LPFP?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Vieira e os No Name Boys


«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros.

O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. Das mais de três dezenas de detidos, três ficaram presos preventivamente, quatro em prisão domiciliária e pelo menos dois proibidos de frequentar recintos desportivos.

A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína. Foram ainda recolhidos indícios da venda e revenda de armas de fogo, nomeadamente de TASER (armas que atingem as vítimas com choques eléctricos), que teriam uma potência superior às usadas pelas forças de segurança.

A investigação abrangeu várias situações relacionadas com actos de violência de que foram vítimas adeptos do FC Porto e do Sporting. E ainda confrontos com forças de segurança e apreensões de droga. O inquérito acabou por agrupar factos ilícitos que estavam dispersos por outros processos. Nos casos da suspeita de tráfico de droga e de armas, as autoridades realizaram escutas telefónicas.

Através das escutas, recorde-se, a PSP pôde reunir elementos que a ajudaram a identificar a autoria moral e material do incêndio ateado ao autocarro que transportou a claque dos Superdragões, que se deslocou a Lisboa, em 21 de Julho de 2008, para apoiar a equipa de hóquei em patins do FC Porto que jogava contra o Benfica. Na origem deste acto esteve, segundo a acusação, o ódio contra o FC Porto, realçando a premeditação do acto, uma vez que o autocarro tinha sido antes seguido por uma viatura ligada aos No Name Boys. (...)»
in PUBLICO, 16/05/2009



«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos – e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que "facilite" na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais.»
in Correio da Manhã, 18/05/2009


Ficamos a aguardar (sentados) pelas decisões do Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto e, principalmente, da Comissão Disciplinar da Liga do Dr. Ricardo Costa. Contudo, como se trata do SLB e do "senhor transparência", podemos desde já antever que nada de relevante irá acontecer.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Claque ilegal com sede no Estádio da Luz


No passado fim-de-semana, o EXPRESSO on-line deu à estampa a seguinte notícia:
«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como "A Casinha".


A operação da PSP teve início na madrugada de hoje e visou membros dos 'No Name Boys' que têm vindo a agredir adeptos de claques rivais e também elementos das forças policiais. Além das instalações da claque benfiquista, foram ainda realizadas buscas em 43 residências da Grande Lisboa. Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.

A operação, efectuada no âmbito de uma investigação a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, resultou ainda na apreensão de haxixe, cocaína, heroína, ecstasy. Foram também confiscados bastões, soqueiras e tochas incendiárias.

Foi escolhido de propósito o dia do jogo (Benfica recebe Estrela da Amadora às 18h30) para realizar a operação porque, de acordo com informação apurada através de escutas, é o dia em que é feita a transacção da droga.»
in EXPRESSO, 16/11/2008


Não são necessários grandes comentários, a notícia fala por si. Contudo, tenho alguma curiosidade e continuo à espera dos comentários dos "intelectuais" de Lisboa, sempre tão rápidos em associar os problemas que envolveram os Super Dragões ao FC Porto e ao seu presidente.

Entre estes intelectuais e comentadores, tenho particular interesse no que irá dizer José Pacheco Pereira (JPP), quer no seu blog (até agora um enorme silêncio), quer no programa 'Quadratura do Círculo' da SIC Notícias. Sim, porque eu lembro-me do que este destacado comentador, amigo e apoiante de Rui Rio, disse e escreveu quando elementos dos Super Dragões apareceram associados aos casos de violência na noite do Porto. Inclusivamente, indignou-se com o tratamento jornalístico que o único jornal do Porto que subsiste - o JN - deu ao caso, classificando-o de imbecil regionalismo “porto-portista”.

Ora, eu não acredito que uma pessoa com a seriedade intelectual de JPP, sempre tão preocupado com estes fenómenos, faça agora de conta e assobie para o lado. Se o fizer, então teremos de concluir que a única coisa que o moveu da outra vez, foi o ódio visceral que tem em relação a Pinto da Costa.

Relativamente ao tratamento jornalístico dado pela imprensa do regime, já tivemos a resposta.
O jornal semi-oficial do SLB - A BOLA - fez hoje uma primeira página esclarecedora: "Tudo menos futebol". "O que escondia a claque não legalizada do Benfica".

Por este andar, ainda são capazes de descobrir que, afinal, aqueles indivíduos nem sequer são benfiquistas e, com jeitinho, descobrem no meio deles um ou dois adeptos infiltrados do FC Porto...
Para já, convém que toda a gente perceba que o SLB, e muito especialmente Luís Filipe Vieira, não têm rigorosamente nada a ver com a claque No Name Boys.

Apesar desta "lavagem", importa recordar que não é a primeira vez que membros dos No Name Boys são presos e que as instalações desta claque no Estádio da Luz são alvo de buscas judiciais.

Em 01/12/2006, um elemento conhecido pela alcunha de 'Maniche', foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), no âmbito da 'Operação erva daninha IV', relacionada com o mercado interno de drogas sintéticas.

Na altura, nas instalações dos No Nome Boys localizadas no Estádio da Luz, as autoridades apreenderam 21 munições de calibre 38 e um bastão extensível (com uma bola em ferro na extremidade e capaz de provocar lesões graves), que 'Maniche' admitiu serem dele.

É evidente que os dirigentes dos clubes não podem ser responsabilizados pelos actos de elementos das claques. O problema é que no caso do SLB, cujos actuais dirigentes se arrogam de uma "ética e superioridade moral", há uma claque com os antecedentes dos NN, e ainda por cima ilegal, que continua a dispor de instalações cedidas pelo clube.
Mais. Segundo veio a público e não vi desmentido, as claques do SLB, incluindo os No Name Boys, continuam a receber da Direcção do SLB bilhetes mais baratos.
Que explicação é que Luís Filipe Vieira tem para estes factos?


Nota: Os negritos são da minha responsabilidade.
Fotos: Record, 24 Horas