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domingo, 27 de janeiro de 2019
Vai passar
O nosso maior problema é que o scp não sendo uma equipa pequena joga como tal contra o FCP.
Ou seja, estes encontros são semelhantes àqueles em que ganhámos pela margem mínima a um Rio Ave, Aves ou Santa Clara, com a diferença que, sendo o scp uma equipa com melhores valores individuais, essas vitórias mínimas transformam-se em empates.
O scp, ao contrário de um slb ou Braga, não nos defronta de uma forma aberta e dá-se por satisfeito por criar o mesmo número de jogadas de perigo quantas as de um clube inferior.
Ora, se esta sua táctica tinha resultado aquando do jogo de Alvalade para o campeonato, hoje voltou a acontecer exactamente o mesmo.
Sendo o scp o maior especialista de penáltis em todo o futebol português (e o FCP um dos piores), numa final de Taça da Liga esta atitude de "esperar para ver" ainda mais jeito lhes daria. E deu mesmo.
Não há muito a criticar na exibição do FCP de hoje (que, desta vez, até jogou com o seu equipamento principal). Não nos deixámos, desta feita, adormecer por completo na sonolência crónica do adversário e fizemos um segundo tempo de bom nível que, normalmente, seria recompensado com a conquista do troféu. Só que, bem o sabemos, ao FCP nem sempre basta ser (muito) melhor que o adversário e um penalty (bem assinalado pelos VARes), caído do céu, resultou no empate imerecido do scp.
Depois, no desempate da marca dos 11 metros, aconteceu o fado do costume: um concurso, entre os nossos jogadores, para ver quem marca pior. Com a única excepção de Telles. E, daqui em diante, tem que ser mesmo ele a marcá-los todos.
E que grande importância vão ter as nossas duas próximas partidas, para a Liga Portuguesa, na quarta-feira e, principalmente, em Guimarães no próximo Domingo. Neste último, não contem com aquela mesma equipa que, tendo dominado o slb, se revelou incapaz de traduzir em golos esse mesmo domínio. Esperem mais depressa pelo inverso, aliás.
E, quanto aos jogos do nosso mais directo adversário na luta pelo título, não esquecer que, desde terça-feira passada, entrou em vigor a "lei", não escrita, que diz que é expressamente proibido, em lances de dúvida, apitar algo que os prejudique.
sábado, 29 de dezembro de 2018
Que a Final Four não seja um presente envenenado
«O jogo com o Belenenses, no Jamor, é o primeiro de uma série terrível para os dragões, com seis desafios nos próximos 20 dias, que podem vir a ser nove nos próximos 30, se a Taça da Liga, entretanto, correr bem.»
Correr bem? Na Taça da Liga (este ano designada Allianz Cup) o que é correr bem?
Na minha opinião, correr bem é não haver lesões, nem acentuar o desgaste dos jogadores com mais minutos nas pernas, de modo a não comprometer o seu desempenho nas competições que realmente interessam.
A Taça da Liga deve ser o palco, por excelência, dos jogadores menos utilizados, que têm nesta competição oportunidade para mostrarem não ser por acaso que integram o plantel da equipa principal do FC Porto.
Por exemplo, os laterais João Pedro e Jorge ou os centrais Mbemba e Diogo Leite, se não jogarem na Taça da Liga, vão jogar quando?
Já agora, o que dizem os regulamentos?
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«Artigo 15.º do REGULAMENTO DA ALLIANZ CUP
Obrigatoriedade de participação de jogadores
1. A partir da segunda fase, inclusive, os clubes são obrigados a fazer participar nas suas equipas em cada jogo pelo menos cinco jogadores que tenham sido incluídos na ficha técnica (efetivos ou suplentes) em um dos dois jogos oficiais imediatamente anteriores da época em curso, salvo caso de força maior, comunicado à Liga Portugal com a antecedência mínima de cinco dias antes da realização do respetivo jogo e, desde que, os motivos invocados sejam considerados pela Liga
Portugal como justificados.
2. Os clubes são também obrigados a incluir na ficha técnica como efetivos, em cada jogo disputado, pelo menos dois jogadores formados localmente, tal como definidos no Regulamento das Competições (atual n.º 11 do artigo 77.º).
3. Os jogadores incluídos na ficha técnica nos termos do número anterior têm que ser utilizados em pelo menos 45 minutos do jogo, salvo em caso de força maior.»
(fonte: Regulamento das Competições 2018-19 Organizadas pela Liga Portugal, página 89)
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Os dois jogos oficiais imediatamente anteriores ao Belenenses SAD x FC Porto de amanhã, foram:
18-12-2018, FC Porto x Moreirense, para a Taça de Portugal
23-12-2018, FC Porto x Rio Ave, para o Campeonato
Nestes dois jogos, foram incluídos na ficha técnica (efetivos ou suplentes), os seguintes jogadores:
Casillas, Fabiano, Vaná, Maxi, Felipe, Militão, Mbemba, Alex Telles, Danilo, Herrera, Óliver, Sérgio Oliveira, Otávio, Brahimi, Hernâni, Corona, Marega, Soares, Adrián López. André Pereira
Destes 20 jogadores, dois deles contam como formados localmente: Sérgio Oliveira e André Pereira.
Dito isto, ganhar é o nosso destino.
Eu também quero ganhar sempre e uma 16ª vitória seguida seria um feito bonito, mas se isso implicar chegar à Vila das Aves, no dia 3 de janeiro, com um onze menos capaz para um jogo que será uma batalha, não, obrigado.
Sérgio Conceição tem feito “milagres” com o plantel à sua disposição, mas a equipa denota cansaço e isso foi bem visível na 2ª parte do último jogo (FC Porto x Rio Ave).
Ponderando tudo isto, e já com dois jogadores indisponíveis por lesão (Aboubakar e Otávio), Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo, Brahimi e Marega nem deviam ser convocados.
E, nas vésperas do mercado reabrir, o jogo de amanhã é uma boa oportunidade para um conjunto de jogadores – Vaná, Fabiano, João Pedro, Mbemba, Diogo Leite, Jorge, Chidozie, Sérgio Oliveira, Bruno Costa, Hernâni, Adrián López, André Pereira – se mostrarem ao treinador (e convencerem-no!) e/ou para ganharem ritmo de competição, que batalhas duras se avizinham.
Se este lote de jogadores, “reforçados” com Maxi, Herrera, Óliver, Corona e Soares, não chegar para ganhar a uma equipa do Belenenses SAD já sem qualquer hipótese de apuramento, paciência.
A consequência é que, provavelmente, não teríamos de ir a Braga jogar a Final Four da Taça Lucílio Baptista…
sábado, 15 de setembro de 2018
Jogo sujo mas não só
Sim, existem um ou dois penalties a favor do FCP mas, muito possivelmente, também existem um ou dois que ficaram por marcar a favor do Chaves (agarrão de Herrera e possível braço de João Pedro).
Sim, existiram duas ou três lesões completamente inventadas pelo nosso adversário (ninguém toca no guarda-redes para este ficar ali estendido durante uns largos minutos) mas já se viram casos destes bem piores no Dragão...
Existe, isso sim e acima de tudo, algum exagero pois, no fundo, tratava-se apenas de um jogo para a Taça da Liga. Se Conceição reage assim numa competição sem peso, como reagirá naquelas outras realmente a doer?
E a verdade é que o FCP voltou a fazer uma primeira parte vergonhosa, em que praticamente não existiram oportunidades de golo.
E alguém consegue ainda encontrar uma única razão válida para Adrian Lopez continuar a ter oportunidades destas de 2 em 2 anos?
Sim, os nossos adversários usam frequentemente destes truques sujos que não os vemos fazer, de um modo tão "brilhante", numa Luz ou Alvalade, mas reparemos também, e ao invés, que em jogos contra equipas inferiores, um Braga, por exemplo, raramente falha nos dias de hoje.
Estamos a fazer algo de muito errado na forma sistemática como damos tantas abébias defensivas a este tipo de equipas menores. E já lá vão tantos golos sofridos e ainda não defrontamos as grandes equipas na presente época...
Convinha, também e já agora, que jogadores como Corona fizessem algo mais do que apenas uma única finta em todo aquele tempo em que estão em campo. E Otávio, se estava tão revoltado com o comportamento anti-desportivo do flavienses, deveria era caprichar no seu futebol, em termos de golos e assistências, em vez de levar cartões amarelos sem sentido.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Um passo atrás para dar dois em frente
Se havia algum jogo com o Sporting que o FC Porto podia perder no próximo mês, era este. Era importante ganhar. Sempre é importante ganhar. Mas perder, neste caso, tem tudo para não ser um drama e sim um ponto importante de inflexão. O FC Porto fez tudo o que estava nas suas mãos para ganhar um torneio a que, historicamente, sempre demos pouca relevância - e com razão - mas este ano era diferente. Não só interessava derrotar um rival directo nas duas competições mais importantes como também era importante terminar com mais de quatro anos sem levantar um caneco. Dinâmica de vitória gera dinâmica de vitória, pode dizer-se. No final o objectivo ficou cumprido a meias. O Porto vai continuar uns meses mais, pelo menos, sem vencer um torneio oficial mas o Sporting viu, uma vez mais, que em confronto directo continua a ser uma equipa bastante inferior como ficou demonstrado em noventa minutos onde os Dragões foram melhores. A derrota, que não em campo, é um passo atrás mas a motivação de saber-se superiores e a vontade ainda maior de vencer os desafios que restam podem significar dois passos em frente.
O FC Porto foi quase sempre superior, mais esclarecido e mais dinâmico que o Sporting, com e sem Danilo Pereira. A baixa do médio é a única noticia genuinamente preocupante de uma noite que deixou, em geral, boas sensações. A defesa voltou a estar a um nível impecável, anulando perfeitamente a real ameaça que é Bas Dost, sem provocar erros individuais próprias e sem ceder aos primeiros bons minutos do Sporting. A saída de Gelson Martins anulou a única arma em velocidade que os leões tinham o que transformou o seu jogo ofensivo em algo mais plano e controlável por uma linha de quatro bem oleada que nunca deu nem espaço nem tempo para o rival pensar. Não surpreende portanto que os dois únicos lances de perigo gerados pelo Sporting fossem pelo ar. O penalty reclamado - era falta de Danilo Pereira mas Dost estava em fora-de-jogo antes da bola chegar à área - e o cabeceamento de Coates, foram os únicos arranhões de um leão sem garra que dominou bem os espaços nos primeiros vinte e cinco minutos mas que, depois, não teve esclarecimento para propor o que fosse e passou o segundo tempo a pensar, claramente, nas grandes penalidades .
Por outro, sem ter sido uma exibição de encher o olho, o Porto soube ser sempre mais incisivo e directo e gerou bastantes mais oportunidades. Dois fora-de-jogo de Soares, que continua a um ritmo inferior ao dos colegas (o que gerou o golo, muito duvidoso, e como se sabe, em caso de dúvida deve-se deixar seguir, salvo se o jogador é do Porto), uma boa jogada de Ricardo, um cabeceamento sem direcção de Waris e um remate, no instante final, de Marega. Lances que podiam e deviam ter resolvido o jogo e que reflectem bem como a equipa está nos últimos dois meses, capaz de gerar bastantes ocasiões mas com cada vez mais dificuldades em concretizar e desbloquear resultados.
Conceição deu uma licção de futebol a um Jesus que, uma vez mais, voltou a demonstrar cedo que vinha para o empate. Apesar de ter começado melhor o Sporting foi engolido pelo 4-3-3/4-4-2 que o Porto ia desenhando consoante as situações de jogo com Sérgio Oliveira como joker. O médio trabalhou muito mas continua a demonstrar ter sérios problemas tanto no disparo de meia distância (onde era suposto ser do melhor disponível) e na toma de decisão final. A lesão de Danilo precipitou a entrada de Oliver, que esteve a um nível muito bom e gerou várias ocasiões de perigo, basculando bem entre zonas, o que levou Herrera a baixar à posição de pivot defensivo. O mexicano, que voltará a ser mais recordado pelo penalty falhado, fez um excelente jogo e fez esquecer o omnipresente Danilo nas tarefas defensivas e da ocupação do espaço ainda que, ofensivamente, tenha contribuido muito pouco. Oliver e Oliveira mantiveram o controlo do meio-campo durante grande parte do tempo mas a mudança de desenho forçou Brahimi, sobretudo, a baixar bastante a uma zona central o que diminuiu o seu impacto sobre o jogo ainda que, com a bola, tenha sempre sido o mais esclarecido a romper o desenho dos leões. Marega, no outro lado, trabalhou muito e só Soares, batalhador mas pouco esclarecido, acabou por não ser diferencial algo que Aboubakar tão pouco foi capaz de ser. Nota positiva para Waris que, na estreia absoluta depois de poucas horas de trabalho colectivo, ofereceu-se e movimentou-se bem entre linhas e demonstrou serviço. Mais uma peça para compor o puzzle. Fosse em posse, fosse na rápida recuperação do esférico, fosse na pressão, o Porto foi sempre a melhor equipa e a única que não quis deixar tudo para os penaltis. Conceição, dando o mote, nem quis seguir a serie ao vivo e talvez soubesse por antecipação que os jogadores não estavam preparados para a sequência (afinal quando nos apitam tão poucos penaltis a favor precisa-se de treinar mais ainda nas horas livres, que são poucas) e assim foi. Três falhanços - apesar de duas grandes defesas de um Casillas que sempre se mostrou seguro - e uma eliminação injusta pelo feito em campo. E um aviso para o futuro. Tacticamente e em qualidade de jogo, não há melhor equipa em Portugal que o FC Porto.
No final de contas se havia um torneio que interessava pouco era este. Se havia um duelo directo que podiamos permitir-nos não ganhar era este. E se havia uma derrota com força emocional suficiente para unir, ainda mais, o grupo em relação a um objectivo comum, também era este. Os grandes clubes sabem fazer dos tropeções, vitaminas para alcançar as vitórias. Não é, nunca seria, motivo de drama - nem nos anos de AVB-VP nem na etapa final de Jesualdo, com equipas ganhadoras, perder o torneio significou algo relevante - mas pode ser motivo mais do que suficiente para afinar baterias para o sprint final no campeonato e o mano a mano na Taça de Portugal, competição que deve ser encarada da mesma forma que o jogo de ontem na Pedreira. Perder não faz parte do ADN do FC Porto mas há derrotas (neste caso, eliminações, mais do que derrotas) que vêm por bem. Que esta seja uma delas.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Benfica e Rui Vitória exercem coacção sobre árbitros
"Pizzi e Samaris tinham de ser expulsos. Fomos beneficiados no segundo golo, talvez, não vi mas disseram-me, mas ninguém fala dos jogadores do Benfica, da pressão do banco do Benfica sobre o quarto árbitro e o assistente. Não vale tudo para ganhar o jogo."
Declarações de Inácio (treinador do Moreirense) na conferência de imprensa após a meia final da Taça da Liga que ditou o afastamento do SLB
Na conferência de imprensa de análise ao jogo, e quando questionado pelos jornalistas presentes sobre o que teria ido dizer à equipa de arbitragem no final, Rui Vitória afirmou que "eles [árbitros] sabem aquilo que lhes disse e a que propósito me manifestei, mas não vou tornar publico. O que disse só a nós diz respeito".
Portanto, um treinador vai queixar-se aos árbitros da performance destes e aquilo diz apenas respeito aos próprios... O relatório do árbitro e do observador devem ser omissos quanto àquilo que ouviram. É este, basicamente, o entendimento de Rui Vitória. E isto diz muito da sua personalidade.
["Depois venham queixar-se. Tens o que querias. Era isto que querias? Conseguiste." Terão sido estas as frases dirigidas em tom ameaçador a um elemento da equipa de arbitragem, liderada por Tiago Martins, que levaram à expulsão de Rui Vitória após o jogo com o Moreirense, quinta-feira, no Algarve, em que o Benfica perdeu (1-3) e foi eliminado da Taça da Liga. O Correio da Manhã sabe ainda que Augusto Inácio, técnico do Moreirense, tinha razão quando afirmou que Rui Vitória passou parte do encontro a dirigir-se ao quarto árbitro (Paulo Ramos) com expressões do tipo: "Não são sérios. Estão a deixar-se intimidar. Estão com medo. Lindo serviço."
No final da partida, o treinador do Benfica dirigiu-se ao centro do terreno, onde estavam os árbitros, e voltou a reiterar as mesmas críticas, mas terminou com um intimidador e ameaçador: "Depois venham queixar-se." O árbitro Tiago Martins (Lisboa) não tolerou as ofensas, expulsou Rui Vitória e escreveu no relatório tudo o que se passou.]
Estas declarações foram retiradas do CM. Dada a proximidade e o notório afecto existente entre a administração do grupo Cofina e a direcção do SLB, vertida nos escritos diários deste "meio de comunicação social", admito que as declarações nele atribuídas a Rui Vitória já mereceram o devido "desconto" e que, portanto, as expressões citadas se tratam de eufemismos...
Ainda assim, é interessante concluir que, face ao desespero causado pela percepção de uma iminente eliminação do SLB (daquela que é a sua competição favorita) às mãos de um modesto clube minhoto, o treinador e todo o "staff" benfiquista, incluindo jogadores, não se inibiram de ameaçar e de tentar coagir o comportamento da equipa de arbitragem.
Aparentemente Rui Vitória sabe que os árbitros se queixam, ameaçando-os que depois não vale a pena queixarem-se. Mas queixarem-se de quê?! E queixarem-se a quem?! Das classificações que lhes são atribuídas? Das nomeações (ou falta delas) de que são alvo depois de "incidentes" nos jogos em disputa pelo Benfica?! Das idas para a "jarra"?!
Estas declarações, a quente e em plena ressaca do escândalo que foi a eliminação com o Moreirense, são lapidares e reveladoras do poder do Benfica no seio da arbitragem. Veja-se o que aconteceu a Marco Ferreira por não ter agradado ao SLB em algumas arbitragens da época 2014/15.
(Kit oferecido aos árbitros pelo Benfica. Inclui uma camisola, entradas em museu e vouchers para refeições)
Os tempos de lua-de-mel entre o Benfica e os árbitros parecem agora mais distantes. Impossibilitado de presentear os homens do apito com vouchers e camisolas do Eusébio pelo escândalo causado pela oportuna divulgação pública de Bruno de Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal, e que acabou por originar uma pífia investigação da Liga de Clubes, o Benfica parece agora adoptar a "linha dura" para com os árbitros: "quem não é por mim, então é contra mim".
O facto de a maioria dos novos árbitros, promovidos recentemente a internacionais, ser benfiquista não parece sequer tranquilizar o clube lisboeta. Isso não parece ser suficiente nem dará as "garantias" que Luís Filipe Vieira tanto gosta. Caso contrário teríamos visto Rui Costa e o restante "staff" menos apreensivo no Algarve.
Veremos o que acontecerá a Tiago Martins e às suas próximas arbitragens que envolvam o SLB ou os seus principais rivais para percebermos se a coacção de que foi alvo terá deixado marcas.
Veremos o que acontecerá a Tiago Martins e às suas próximas arbitragens que envolvam o SLB ou os seus principais rivais para percebermos se a coacção de que foi alvo terá deixado marcas.
domingo, 29 de janeiro de 2017
Parabéns, Campeão de Inverno!
Parabéns, Moreirense FC, Campeão de Inverno! Um título que assenta como uma luva - até parece que quando decidiram dar este cognome à Taça da Liga, já estavam a prever a vitória da equipa de Moreira de Cónegos!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Absolutely nothing
A arbitragem estulta no último jogo da fase da grupos da Taça da Liga, ontem, em Moreira de Cónegos, foi motivo de chacota na imprensa internacional. Os ingleses do Mirror exclamam mesmo que Danilo foi "expulso por nada".
Há anos que afirmo aqui que esta competição não serve o Desporto e que, nessa medida, o FC Porto deve pura e simplesmente abandoná-la. Continuo sem entender o porquê de, ano após ano, a SAD sujeitar os jogadores e os adeptos a espectáculos tristes e encenados como o de ontem à noite.
A pergunta óbvia é: porquê?
Porque é que a Direcção não toma uma atitude face a estas arbitragens?
Porque é que a Direcção continua a levar a equipa a esta competição?
Porquê?
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Não Nuno, já nem aqui dependemos de nós
Distraído, dizia o nosso treinador, no final da partida, que ainda dependíamos apenas de nós para seguirmos em frente na Taça da Liga. Infelizmente, após mais este empate, tal não é o caso.
Aliás, se tivermos em conta outras declarações recentes, nomeadamente sobre a entrada e saída de jogadores, parece que anda muita gente distraída no nosso clube.
Foi mais um jogo com muita parra e pouca uva. Ou seja, golos (para tamanho domínio) nem vê-los.
Se juntarmos os encontros com o Belenenses para esta mesma Taça da Liga, e aqueles contra Braga, Marítimo e Chaves para o campeonato, este é o quinto jogo consecutivo, em casa, em que revelamos imensas dificuldades para resolvermos a questão em tempo útil. Sim, neste jogo também existiu o factor-arbitragem, mas desta vez, e por excepção, para os dois lados.
Vem aí a janela de transferências de Janeiro e, por isso mesmo, é mais uma altura para o adepto do nosso clube temer pelo que possa suceder nas próximas semanas. Muita asneira se tem feito em anos anteriores e o risco de tal voltar a acontecer é elevado.
Fala-se, uma vez mais, embora menos que em Agosto, da saída de Brahimi. Mas será que alguém realmente acredita que teremos a mínima chance de vencermos o campeonato sem o argelino?
Se, com ele em campo, a missão é já mais do que crítica, quanto mais se ainda andarmos a brincar com coisas (muito) sérias tais como equacionar a sua venda.
O slb, como já se viu, irá perder muito poucos pontos no que resta da temporada. Ou seja, o FCP é obrigado a ser praticamente perfeito. Por outras palavras, temos que vencer praticamente todos os encontros até ao final da época para a Liga Portuguesa.
Ora, melhor abre-latas do que Brahimi, infelizmente ainda não apareceu. Daí que nem por sombras o poderemos dispensar, isto se, efectivamente, queremos dar ainda alguma luta.
Sim, existe o problema da CAN em Janeiro, mas antes a Taça das Nações Africanas do que o problema maior de o vermos sair para outro clube.
À boca semi-fechada, anda também por aí o nome de Quaresma na baila (mera táctica para sentir o pulso aos sócios?). Certamente que a ideia original passaria pelo regresso deste para substituir Brahimi.
Eu diria que, pelo contrário, deveríamos ficar com os dois em simultâneo (e nem isso poderá ser suficiente, de tal forma as coisas parecem inclinadas para que ganhem os mesmos dos últimos três anos).
Ao menos ficaríamos de consciência tranquila de tudo termos tentado para o evitar.
Aliás, se tivermos em conta outras declarações recentes, nomeadamente sobre a entrada e saída de jogadores, parece que anda muita gente distraída no nosso clube.
Foi mais um jogo com muita parra e pouca uva. Ou seja, golos (para tamanho domínio) nem vê-los.
Se juntarmos os encontros com o Belenenses para esta mesma Taça da Liga, e aqueles contra Braga, Marítimo e Chaves para o campeonato, este é o quinto jogo consecutivo, em casa, em que revelamos imensas dificuldades para resolvermos a questão em tempo útil. Sim, neste jogo também existiu o factor-arbitragem, mas desta vez, e por excepção, para os dois lados.
Vem aí a janela de transferências de Janeiro e, por isso mesmo, é mais uma altura para o adepto do nosso clube temer pelo que possa suceder nas próximas semanas. Muita asneira se tem feito em anos anteriores e o risco de tal voltar a acontecer é elevado.
Fala-se, uma vez mais, embora menos que em Agosto, da saída de Brahimi. Mas será que alguém realmente acredita que teremos a mínima chance de vencermos o campeonato sem o argelino?
Se, com ele em campo, a missão é já mais do que crítica, quanto mais se ainda andarmos a brincar com coisas (muito) sérias tais como equacionar a sua venda.
O slb, como já se viu, irá perder muito poucos pontos no que resta da temporada. Ou seja, o FCP é obrigado a ser praticamente perfeito. Por outras palavras, temos que vencer praticamente todos os encontros até ao final da época para a Liga Portuguesa.
Ora, melhor abre-latas do que Brahimi, infelizmente ainda não apareceu. Daí que nem por sombras o poderemos dispensar, isto se, efectivamente, queremos dar ainda alguma luta.
Sim, existe o problema da CAN em Janeiro, mas antes a Taça das Nações Africanas do que o problema maior de o vermos sair para outro clube.
À boca semi-fechada, anda também por aí o nome de Quaresma na baila (mera táctica para sentir o pulso aos sócios?). Certamente que a ideia original passaria pelo regresso deste para substituir Brahimi.
Eu diria que, pelo contrário, deveríamos ficar com os dois em simultâneo (e nem isso poderá ser suficiente, de tal forma as coisas parecem inclinadas para que ganhem os mesmos dos últimos três anos).
Ao menos ficaríamos de consciência tranquila de tudo termos tentado para o evitar.
Etiquetas:
2016/17,
Feirense,
Nuno Espírito Santo,
Taça da Liga
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Uma equipa desfocada
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| Lopetegui pensativo durante o FC Porto x Marítimo (fonte: LUSA) |
“Pusemos em campo a equipa que achámos que teríamos que colocar nesta competição [Taça da Liga], onde temos a máxima ambição, mas que é destinada a futebolistas que jogam menos e aos que são alternativas da equipa B ”
“Queríamos ter feito uma boa partida e que aqueles que não jogam tanto queriam ter mostrado que estão preparados, mas não aconteceu”
[esta derrota terá impacto no jogo de Alvalade?] “São competições diferentes. A Liga é mais importante e [no sábado] estaremos mais focados”
Estas foram algumas das declarações feitas por Julen Lopetegui no final do FC Porto x Marítimo de hoje.
A Taça da Liga é uma competição sem interesse?
É.
A equipa estava pouco focada neste jogo?
Se estava não devia estar. Os adeptos portistas, principalmente os milhares que se deslocaram ao estádio (31219 espectadores), mereciam que aqueles que hoje estiveram a representar o FC Porto – treinador e jogadores – estivessem focados e totalmente empenhados. Porque são profissionais, porque são pagos principescamente e, acima de tudo, porque têm sempre a obrigação de honrar a camisola do FC Porto.
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| Adeptos portistas descontentes (fonte: LUSA) |
A Taça da Liga é uma competição destinada aos “futebolistas que jogam menos e aos que são alternativas da equipa B”?
De acordo.
Contudo, de certeza que não foi por causa dos jogadores da equipa B – Victor Garcia e André Silva – que a defesa foi um passador, que a equipa sofreu três golos (e poderiam ter sido 4 ou 5) e que o FC Porto foi novamente derrotado no Estádio do Dragão.
| Onze inicial do FC Porto |
Aliás, na linha do que ouvi Bernardino Barros (*) comentar na Rádio 5, eu quase me atreveria a dizer, que se hoje o FC Porto tivesse alinhado com o onze habitual da equipa B, teria jogado muito melhor e, provavelmente, não teria sido derrotado, em casa, por uma equipa “extraordinária”… do meio da tabela do campeonato português.
A Liga é a competição mais importante e, no sábado, treinador e jogadores vão estar mais focados?
Espero bem que sim e que o FC Porto saia de Alvalade com uma vitória, mas…
(*) Nos comentários que proferiu na Rádio 5, Bernardino Barros (a quem eu envio um abraço, pelo desassombro e coragem das suas declarações) fez questão de dizer que os assobios e lenços não eram para a equipa do FC Porto. Eram para Lopetegui.
P.S. O Maicon e o Marcano não são, nem nunca foram, defesas centrais de top, mas também não são tão maus como pareceram neste e em alguns dos últimos jogos.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Ainda sobre mais um bailinho na Madeira
Qualquer equipa competente, com todas aquelas oportunidades nos primeiros 20 minutos, teria resolvido tudo logo ali. Porém, como frequentemente nos sucede, a pior escolha possível aquando do momento do último passe, fez com que toda aquela velocidade de Hernâni acabasse por se traduzir em nada.
A péssima qualidade dos cruzamentos é aliás o nosso grande drama do momento, para além do velhinho problema do fraco aproveitamento das bolas-paradas.
Começam sempre assim as nossas derrotas: não se resolve quando se tem oportunidades para isso e depois lá surgem as tradicionais abébias defensivas. Normalmente surgiam na segunda-parte, agora parece que nem na primeira metade delas estamos livres.
Primeiro, Ricardo ainda se julgaria a actuar pelo Vitória quando teve aquele momento de principiante, depois Aboubakar considerou que não precisava de se preocupar mais com o adversário que lhe cabia marcar no pontapé de canto e Óliver também não teve paciência para esperar um pouco mais junto ao poste que lhe competia guardar.
Depois, claro, encontrando-se em desvantagem, quantas vezes consegue o nosso clube dar a volta?
Exactamente.
Contudo, uma segunda parte assim, com apenas meia-oportunidade de golo, não lembraria ao mais pessimista dos portistas.
Bem poderia Lopetegui meter toda a carne no assador no ataque que a bola nem sequer lá chegava.
Era no segurar do jogo a meio-campo que estava o busílis da questão. Brahimi e Gonçalo, ambos sem bolas jogáveis, faziam assim apenas figuras de corpo-presente. O desacerto era de tal modo que, às páginas tantas, Maicon era o jogador mais esclarecido em termos...atacantes, quando por lá se aventurava.
Está assim definitivamente quebrado o excelente ciclo vitorioso Bessa-sporting-Braga-Basileia.
Nesta própria Taça da Liga, aquele nosso jogo épico em Braga, com apenas 9 jogadores, também ele afinal não serviu para muito.
Ao contrário do que se julga, mais importante que "rodar" e fazer descansar jogadores, é ganhar. É nisto que nunca se deve "poupar".
Certamente que não irá suceder, pois este grupo dá habitualmente "o litro" nos jogos da Champions, mas um futebol e uma atitude destas contra um Bayern, poderá ter consequências devastadoras.
segunda-feira, 30 de março de 2015
Prioridades e gestão do plantel
O desafio na Choupana foi o 41º jogo oficial do FC Porto nesta época – 10 jogos para a Liga dos Campeões, 26 para o Campeonato, 1 para a Taça de Portugal, 4 para a Taça da Liga.
Contudo, para muitos jogadores do FC Porto, aos jogos disputados com a camisola do clube, acrescem os jogos (e deslocações!) que já fizeram ao serviço das selecções (os casos mais problemáticos são os de Brahimi e Aboubakar, que tiveram de disputar a CAN).
Neste período de paragem do campeonato, foram 12 os jogadores chamados às respectivas selecções – Quaresma (Portugal), Rúben Neves, Ricardo e Gonçalo Paciência (selecção sub-21 Portugal), Danilo (Brasil), Martins Indi (Holanda), Brahimi (Argélia), Herrera e Diego Reyes (México), Oliver (selecção sub-21 Espanha), Quintero (Colômbia), Aboubakar (Camarões) – e boa parte deles só irá regressar à cidade do Porto em vésperas do próximo compromisso (a meia-final da Taça da Liga).
Tendo em conta estes dados e olhando para o calendário do FC Porto em Abril, mês em que os dragões terão de disputar 7 ou 8 jogos, penso que será inevitável definir prioridades e gerir, convenientemente, o estado físico dos jogadores e o risco de eventuais lesões.
![]() |
| Calendário do FC Porto em Abril (fonte: O JOGO, 21-03-2015) |
Ora, parece-me razoavelmente pacífico definir três níveis de prioridades:
Prioridade 1: Os dois jogos com o Bayern Munique e o jogo com o SL Benfica na Luz (para o campeonato).
Prioridade 2: Os restantes jogos para o campeonato – Estoril (C), Rio Ave (F), Académica (C).
Prioridade 3: O(s) jogo(s) para a Taça da Liga.
![]() |
| Jogadores do FC Porto nas selecções (fonte: O JOGO, 20-03-2015) |
Ponderando todos os aspectos acima referidos, mais o timing de regresso de cada um dos 12 jogadores que foram às selecções, um possível onze para a meia-final da Taça da Liga, a disputar no Funchal, no dia 2 de Abril, seria:
Helton
Ricardo, Maicon, Marcano, José Angel
Campana, Rúben Neves, Evandro
Hernâni, Gonçalo, Tello
Suplentes: Ricardo Nunes, Victor Garcia, Indi, Herrera, Óliver, Quaresma, Aboubakar
Titulares (habituais) Não convocados: Danilo, Alex Sandro, Casemiro, Brahimi, Jackson
E, mesmo com este onze, não haja dúvidas: é para ganhar!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
A tacinha da treta
Como se já não bastasse tudo o resto…
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| fonte: Liga Portugal |
Faz algum sentido, haver grupos com um número impar de equipas, o que obriga, em cada uma das jornadas desse grupo, a haver uma equipa que “folga”?
Dá alguma seriedade à competição, chegar à última jornada dos grupos com 5 equipas, a equipa de “folga” ter hipóteses de apuramento, mas as restantes saberem os resultados que precisam de fazer (como foi o caso do grupo do Sporting)?
Dá algum interesse à competição, disputar a última jornada dos grupos com 5 equipas, se a equipa de “folga” já estiver apurada (como foi o caso do grupo do FC Porto)?
Por que razão, as equipas apuradas nos grupos com quatro equipas, beneficiam do facto de ir disputar o jogo da meia-final em casa?
Reparemos no seguinte exemplo, o qual, com certeza, é fruto de meros acasos…
O SL Benfica calhou num grupo de 4 equipas (o Sporting e o FC Porto calharam em grupos de 5 equipas). Foi sorte…
O SL Benfica disputou apenas 3 jogos, dois dos quais em casa (o FC Porto disputou 4 jogos e os dois que disputou fora de casa foram, por acaso, contra os adversários mais fortes do seu grupo – Rio Ave e SC Braga). Foi sorte…
O SL Benfica vai disputar a meia-final no estádio da Luz. Ou seja, tem um tapete vermelho estendido para chegar à Final desta competição, após ter disputado três jogos em casa e apenas um fora. É a sorte…
O FC Porto vai disputar a outra meia-final à Madeira. Ou seja, se chegar à Final, será após ter disputado dois jogos em casa e três fora. É a (falta de) sorte…
Chegados a este ponto, ainda haverá alguém que dê credibilidade a este aborto competitivo?
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Mais um “artista” da AF Lisboa
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| Tiago Martins e os seus auxiliares |
No dia 16 de Dezembro passado, o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, liderado pelo lisboeta Vítor Pereira, anunciou que o lisboeta Tiago Martins é o substituto de Olegário Benquerença (atingiu o limite de idade) na lista de nove árbitros internacionais portugueses.
Na senda de outros “artistas” da AF Lisboa, como Duarte Gomes ou João Capela, digam lá se este jovem árbitro, de 34 anos, não tem um grande futuro à sua frente?
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| FC Porto x Académica, Tribunal de O JOGO |
Depois do que se viu ontem…
P.S. Há cerca de 10 meses atrás, a propósito de um Feirense x FC Porto B, eu já tinha chamado à atenção para o futuro promissor deste Tiago Martins.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
H-E-L-T-O-N
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| A revolta de Antero Henrique perante Cosme Machado |
Afinal, a Taça Cosme Damião…, perdão, a Taça da Liga serviu para algo verdadeiramente importante: revoltar e unir jogadores, treinador, dirigentes e adeptos portistas contra aquele que é o verdadeiro adversário do FC Porto nesta época – o SISTEMA ENCARNADO, suportado num lote de árbitros (in)competentes, subservientes e alinhados com o “desígnio nacional” de levar o SL Benfica ao colo até aos títulos pretendidos.
Não vale a pena falar nos muitos casos deste SC Braga x FC Porto e, muito menos, na escandalosa dualidade de critérios de Cosme Machado. Aliás, contrariamente ao pretendido, o árbitro da AF Braga acabou por prestar um favor ao FC Porto.
Em primeiro lugar, com a sua inenarrável exibição de hoje, tornou impossível ser nomeado para qualquer outro jogo do FC Porto até ao final desta época. Ora, sabendo que ainda há 17 jogos do campeonato 2014/2015 para disputar, é um alívio.
Em segundo lugar, a escandalosa arbitragem de hoje, deverá fazer com que, pelo menos nas próximas duas ou três semanas, seja um bocadinho mais difícil prejudicar o FC Porto. Parece que não, mas isto começa a dar demasiado nas vistas.
Em terceiro lugar, ao obrigar os DRAGÕES a jogarem 55 minutos com menos dois jogadores, transformou os restantes em “heróis”, pelo espirito de luta e sacrifício que demonstraram (Rúben Neves jogou os últimos 10-15 minutos a mancar!).
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| Helton! |
Finalmente, ao inferiorizar (em número) o “exército” portista, possibilitou que o “guardião do castelo azul-e-branco” – Helton – brilhasse a grande altura, fizesse uma das melhores exibições da sua carreira e, depois da grave lesão que sofreu, mostrasse a todos que está vivo e bem vivo.
ENORME HELTON!
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Não convocados... para a Taça da Liga
“Sentimos que todas as competições são importantes. Para os títulos, para a afirmação dos clubes…claro que há títulos mais importantes do que outros, e o título nacional é o mais importante em qualquer país. Há outros adversários que pensam de outra maneira, que nesta competição apostam nos juniores e na equipa B. Nós vamos fazer desta competição uma prova séria, como estamos habituados a fazer”
Jorge Jesus, 20-01-2015, em declarações à Benfica TV
Ou seja, Jorge Jesus quer muito juntar mais uma Taça Lucílio Baptista… perdão, mais uma Taça da Liga ao seu currículo.
Por sua vez, o treinador do SC Braga, Sérgio Conceição, convocou todos os jogadores disponíveis da equipa principal, para a receção ao FC Porto.
Quanto a Julen Lopetegui…
Para o SC Braga x FC Porto de hoje, Lopetegui não convocou: Fabiano, Danilo, Maicon, Alex Sandro, Casemiro, Quaresma, Jackson Martínez e, naturalmente (porque estão na CAN), também Brahimi e Aboubakar.
Isto é um sinal evidente de que, para o FC Porto (e para Lopetegui), a Taça da Liga é uma “prioridade”…
Assim sendo, e olhando para os 18 convocados, o meu onze inicial seria o seguinte:
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| O JOGO, 20-01-2015 |
GR: Helton
Defesas: Ricardo, Reyes, Marcano, José Ángel
Médios: Campaña, Rúben Neves, Evandro
Avançados: Quintero, Gonçalo Paciência, Adrián López
Por exclusão de partes, os sete suplentes seriam: Andrés Fernández, Víctor García, Martins Indi, Herrera, Óliver Torres, Kayembe, Tello
E, evidentemente, jogava com este onze porque é para ganhar…
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Regresso de Helton e estreia de Ivo
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| Os 18 convocados do FC Porto |
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| Onze inicial do FC Porto sem nenhum dos habituais titulares |
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| O regresso de Helton após 10 meses sem sujar as luvas |
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| A estreia (pouco feliz) de Ivo Rodrigues na equipa principal |
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| Jovens adeptos portistas |
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| Foram poucos (11510 espectadores) os adeptos que assistiram ao vivo |
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| Resultado final deste FC Porto x União Madeira |
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Sobrou Casemiro
Do onze base desta época (os 11 jogadores mais utilizados por Lopetegui nos 23 jogos anteriores), sobrou apenas Casemiro como titular em Vila Conde.
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| Onze inicial do FC Porto em Vila do Conde |
Para mim, este é o aspecto mais relevante do Rio Ave x FC Porto de hoje e é ilustrativo do modo como o FC Porto continua a encarar a Taça da Liga.
Em consequência disto, veremos, como diria Jorge Jesus, com que “andamento” os dragões irão chegar ao próximo jogo do Campeonato (em Barcelos), após uma paragem competitiva de 16 dias para grande parte dos habituais titulares.
De resto, Lopetegui voltou a dar uma oportunidade ao seu compatriota Adrián López, mas o “senhor 11 milhões” voltou a desperdiça-la de uma forma estrondosa.
Em sentido oposto, Ricardo Pereira, apesar de ser um extremo e estar num processo de adaptação a lateral-direito, voltou a agarrar a oportunidade e, na minha opinião, foi o melhor jogador do FC Porto.
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| Ricardo Pereira em acção no Rio Ave x FC Porto |
O azar do Ricardo é o lateral-direito do FC Porto se chamar Danilo e ser, nesta altura, um dos 10 melhores laterais-direitos do Mundo.
Dois lamentos finais.
Se não era para ser titular, se não era para jogar, para quê convocar Helton, um jogador com 36 anos, saído de uma lesão grave?
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| Helton "congelado" no banco de suplentes |
Estando Ivo Rodrigues no banco de suplentes, por que razão Lopetegui esgotou as substituições metendo Óliver, para jogar… numa ala?
Ah, já sei, porque, segundo Lopetegui disse na véspera do jogo, a Taça da Liga é uma competição interessante, com uma série de regras que favorece e regula a presença do jogador português jovem…
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Taça da Liga a pensar no Campeonato
«Sobre esta polémica gerada em torno da próxima eliminatória da Taça da Liga, que se disputa no dia 04 de Fevereiro de 2009, os participantes nesta votação consideraram que o FC Porto se deve apresentar ao jogo e deve “poupar todos os habituais titulares”, tendo esta opção reunido 51 votos (40%).
“Assumir a falta de comparência”, foi a segunda opção mais votada com 26% das votações (33 votos). As terceira e quarta opções foram “jogar com a sua melhor equipa” e “poupar apenas os jogadores com mais minutos” que obtiveram respectivamente 22 votos (17%) e 19 votos (15%).»
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| O JOGO, 27-12-2013 |
(…) a Taça da Liga é uma competição que serve, acima de tudo, para dar minutos aos jogadores menos rodados, testar outros e fazer algumas experiências.
Este ponto de vista é partilhado pelos responsáveis do FC Porto (ou vice-versa, para ser mais correcto), os quais têm seguido esta política desde que a Taça da Liga foi criada. Primeiro com Jesualdo Ferreira, nos últimos três anos, e esta época com André Villas-Boas.»
«(…) a Taça da Liga é a competição dos 3 S - sem história, sem prestigio e sem interesse competitivo. Acresce a isto que o prémio monetário para o vencedor é baixo, sendo inclusivamente um valor menor que o da Taça da Portugal (na época 2008/09, o vencedor da “Taça Lucílio Baptista” recebeu um total de 349 mil euros, o que corresponde a cerca de 0,37% do orçamento que a FCP SAD aprovou para esta época – 94,7 milhões de euros).
Para que serve então a Taça da Liga? Tal como defendi em anos anteriores, na minha perspectiva a Taça da Liga deve ser aproveitada para testar/avaliar jogadores, ensaiar novas soluções sectoriais e dar minutos aos jogadores novos e/ou menos utilizados.»
«(…) para mim a Taça da Liga é uma competição com um reduzidíssimo interesse competitivo e, sendo o FC Porto obrigado a participar e a ter de cumprir com as quotas mínimas em termos de jogadores, estou inteiramente de acordo com as opções que foram seguidas, quer por Jesualdo Ferreira, quer por André Villas-Boas.
A questão que se coloca é a seguinte: Havendo uma competição de regularidade – o Campeonato -, em que jogam todos contra todos a duas voltas; uma competição a eliminar – a Taça Portugal – envolvendo os clubes de todas as divisões; e uma competição entre os vencedores destas duas competições tradicionais – a Supertaça; porquê e para quê a Taça da Liga?
O que é que a Taça da Liga traz de novo, ou de diferente, relativamente às outras três competições nacionais?
Se nem sequer o seu vencedor é apurado para a Liga Europa, para quer serve a Taça da Liga?»
«(…) se em relação à Taça de Portugal compreendo (e na maioria das situações estou de acordo) que os treinadores do FC Porto poupem vários dos habituais titulares, na Taça da Liga ainda mais.
Na realidade, para um clube com o historial do FC Porto, cujas prioridades fundamentais (a nível desportivo e financeiro) são vencer o campeonato e atingir os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, para que serve esta aberração…, perdão, competição?
Para aumentar a notoriedade do clube a nível interno? Não.
Para enriquecer o currículo?
Compreendo que, por razões várias, o slb e a comunicação social que lhe é afeta procurem valorizar esta competição; compreendo que ganhar esta prova seja relevante para os clubes pequenos ou médios do nosso campeonato; mas algum portista, que tenha vivido as vitórias alcançadas nos últimos 30 anos, acha que é uma Taça da Liga que enriquece o currículo do FC Porto?»
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| Record, 22-03-2009 |
O enquadramento e pressupostos competitivos da Taça da Liga não mudaram (deixou é de haver prémios financeiros para os clubes!) e, consequentemente, a minha opinião sobre a tacinha da Liga também não mudou. Penso hoje o mesmo que pensava no tempo em que o treinador do FC Porto era… Jesualdo Ferreira.
Assim sendo, o jogo de amanhã (Rio Ave x FC Porto) seria uma boa oportunidade para, no contexto da equipa principal, dar minutos a jogadores como Helton, Daniel Opare, Diego Reyes, José Campaña, Aboubakar ou… Ivo Rodrigues.
Contudo, há um aspecto que deverá ser ponderado por Lopetegui. Os jogadores estão sem competir desde o dia 19 de Dezembro e, no dia 4 de Janeiro, o FC Porto tem uma deslocação a Barcelos (tradicionalmente difícil) para o Campeonato.
Ora, não convém que uma parte significativa dos jogadores que irão ser titulares no Gil Vicente x FC Porto, cheguem a esse jogo com uma paragem competitiva de 16 dias!
domingo, 27 de abril de 2014
Já não há adjectivos...
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| O JOGO, 10-01-2014 |
Até aos 32 minutos, beneficiando da presença em campo de Steven Vitória e das “liberdades” dadas a Herrera, o FC Porto criou três ou quatro excelentes oportunidades, que só o cansaço / má forma / displicência de Jackson Martinez impediram se se transformar em golo.
A partir daí, com o slb a jogar com 10, Jorge Jesus colocou Garay em campo, mandou Ruben Amorim marcar Herrera e as coisas tornaram-se mais difíceis. Mesmo assim, o FC Porto deveria ter chegado ao intervalo a vencer por 2 ou 3 a zero, não fosse a inacreditável incompetência que revelou na finalização.
Jackson Martinez, não sendo um ponta-de-lança do nível do Jardel ou do Radamel Falcao, já mostrou ser um ponta-de-lança de qualidade, mas o que temos visto em muitos jogos (demasiados jogos!) desta época é um Jackson irreconhecível, uma sombra do Jackson da época passada.
Porquê? Por não ter saído no final da época passada nem, depois disso, a SAD ter renovado o seu contrato?
O que é certo é que um ponta-de-lança da sua categoria, que tem a ambição de ser titular da Colômbia no Mundial do Brasil e aspira a uma transferência milionária para um dos “tubarões” europeus, não pode falhar quatro golos feitos, como os que falhou nos primeiros 45 minutos deste jogo. E já nem falo da forma, que me abstenho de qualificar, como marcou o seu penalty.
E o que se passou com Quaresma, que eu me tenho fartado de elogiar?
Hoje fez o seu pior jogo desde que regressou ao FC Porto. Com bola e sem bola, a sua exibição foi de uma nulidade quase total (em 70 minutos dentro do campo, salvou-se um cruzamento de letra para Jackson, que o ponta-de-lança colombiano “cabeceou” com… o ombro!). E ainda expressou admiração quando foi substituído…
A jogar em casa, contra um slb cheio de segundas escolhas, reduzido a 10 jogadores desde os 32’ e que tinha jogado contra a Juventus na passada quinta-feira, a 2ª parte desta equipa de “andrades”, liderada por um amorfo Luís Castro, é inenarrável e irá ficar na história como uma das páginas negras da história do FC Porto dos últimos 35 anos.
A melhor e uma das poucas oportunidades criadas nos segundos 45 minutos foi, mais uma vez, através de Herrera, que falhou por pouco a baliza de Oblak.
E quanto a Luís Castro, de cada vez que mexeu, a equipa piorou.
Depois de tudo o que se passou esta época, depois do que vimos neste jogo (principalmente na 2ª parte), depois do que vimos em dois jogos contra um slb em poupanças e que jogou reduzido a 10 durante cerca de uma hora, não posso deixar de dizer o seguinte: que saudades que eu tenho do FC Porto de Vítor Pereira e da forma como essa equipa “enfadonha” jogava contra o “fabuloso” slb de Jorge Jesus.
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domingo, 26 de janeiro de 2014
Fonte oficial da Liga…
«Fonte oficial da LPFP disse à agência Lusa que no caso de ter havido intenção deliberada do FC Porto de atrasar o jogo (o Sporting jogava à mesma hora e as duas equipas estavam a disputar o apuramento), os “dragões” podem vir a ser punidos com a derrota no jogo e consequente perda de pontos. No caso de se determinar que não houve dolo, a punição a aplicar ao clube nortenho pode ser apenas uma multa.
A mesma fonte acrescentou que no jogo do Dragão, a contar para a última jornada da fase de grupos da Taça da Liga, a equipa insular “chegou ao campo à hora combinada”, ao contrário da equipa “azul e branca”, que se atrasou e teve de ser chamada pelos delegados.
“Os delegados foram buscar a equipa que estava atrasada e esse atraso pode configurar uma de duas situações: ou se trata de um atraso sem dolo ou houve uma intenção deliberada”, disse a mesma fonte, acrescentando que cabe à justiça desportiva averiguar qual das duas situações ocorreu. (…)
Por outro lado, a fonte oficial da LPFP admite que “não está fora de causa a direção da Liga poder participar o caso ao Ministério Público”, caso se comprove que houve, de facto, dolo por parte dos “dragões” no atraso do começo do jogo.»
Fonte oficial da LPFP?…
Terá sido a mesma “fonte oficial da Liga” que, a propósito do slb x Gil Vicente não poder ser realizado no estádio da Luz, por falta de condições do terreno de jogo, ignorou ostensivamente o Artigo 9º, ponto 7, do Regulamento da Taça da Liga?
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| Regulamento de Competições da LPFP |
Quanto aos 2m40s de atraso do FC Porto x Marítimo relativamente ao início do FC Penafiel x Sportem Calimeros de Portugal, atendendo à enorme gravidade da situação, algo nunca visto nos relvados portugueses, não vejo outra hipótese que não seja esta direção da Liga, sempre tão zelosa em cumprir os regulamentos, participar o caso ao Ministério Público…
Ai se o ridículo matasse…
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