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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Auto-golos para o SLB


A arbitragem portuguesa esteve debaixo de fogo nas 2 últimas épocas, desde que se soube do seu total controlo pelo SLB. Expressões como "vamos dar-lhe cabo da nota" passaram a ser do conhecimento de todos na forma como o presidente do SLB resolvia os problemas dos árbitros que não beneficiavam o seu clube. Ou pelo menos não beneficiavam da forma como LFV achava que merecia.

Além da introdução do VAR (video-árbitro) pouco mudou: os incompetentes continuam a apitar e os apaniguados do regime benfiquista não foram afastados.

Surgiram ainda testemunhos gravíssimos de três jogadores do Rio Ave que garantem ter sido abordados pelo SLB em 2016 para perderem. Os casos permanecem sob investigação, e sem acusação à vista. Quando ela surgir, muito provavelmente vão ser acusados todos exceto o SLB, como é costume.

E é a partir de eventos muito nebulosos que surge uma curiosidade estatística interessante na Liga: em 2 de 5 jornadas já disputadas, o SLB beneficiou de autogolos de jogadores adversários. Os autogolos representam nesta data 23% do total de golos do SLB.

4ª Jornada Braga x Benfica, 0-4 Dois autogolos de jogadores do Braga: Bruno Viana (51') e Ricardo Esgaio (73')

5ª Jornada Benfica x Gil Vicente, 2-0 Um autogolo do Gil Vicente: Ygor Nogueira (45')
(este Ygor já tinha provocado um penalty aos 10', que acabou por ser defendido pelo guarda-redes gilista...)

Três jogadores a seguir atentamente durante a presente e as próximas temporadas.

sábado, 10 de novembro de 2018

Ticão!


E que grande vitória a desta noite.
Importantíssima nas contas do título, não só tendo em conta que o adversário era o segundo classificado (sem qualquer derrota) mas também pelo timing da mesma, numa altura que os rivais lisboetas estão ambos a atravessar uma fase de transição.

O Braga é, de facto, uma equipa forte. Apesar de contar, apenas, com 2 ou 3 nomes sonantes, há trabalho muito competente a ser ali executado e tal acontece desde já há alguns anos.
Uma grande aptidão competitiva, de calibre bem acima da média.

O FCP voltou, hoje também, a contar com a estrelinha (de campeão?) que nos tem acompanhado amiúde esta época.
E bem que a merecemos pois, durante vários anos, esta nada quis connosco.

Mas a estrela mais alta (esta cá da Terra) voltou a ser o nosso treinador que, uma vez mais, arriscou tudo para vencer a partida. Novamente Maxi a dar lugar a Otávio, colocando a equipa ainda mais ofensiva, para lá ainda do muito que ela já o é na sua génese e identidade.
Quão raro é vermos um técnico português assim.

Destaque também para Soares, que hoje foi absolutamente decisivo. O cruzamento do talismã Otávio era bem colocado mas, daí até o lance terminar em golo, faltava ainda algum trabalho. Foi obra de Ticão. Não era para qualquer tiquinho colocar aquela bola bem no cantinho e, para mais, ao minuto 87. O brasileiro, recorde-se, já tinha tido papel determinante na reviravolta contra o Varzim e, antes, contra o Tondela.

Estão de parabéns os jogadores e segue-se agora mais uma longa pausa que, esperemos, não estrague esta nossa grande dinâmica de vitória actual.

domingo, 16 de abril de 2017

E se não "vencermos todos os jogos até ao final", Mister?


"Quanto à substituição de Brahimi (...) o técnico dos azuis e brancos reagiu da seguinte forma: «São decisões que tomamos, para refrescar. Os jogadores que entraram deram o seu contributo."

Foi desta forma que o nosso treinador explicou a saída daquele que estava a ser o melhor jogador em campo e que, por sinal, é também o melhor futebolista a actuar na Liga Portuguesa. Isto num jogo que tínhamos que ganhar, obrigatoriamente...
"Os jogadores que entraram deram o seu contributo"? NES nem sequer sente a necessidade de explicar se foi um bom ou um mau contributo...

Ficámos, então, esclarecidos, Mister.

Mais um jogo, mais um início de partida a dormir. O Braga teve uma entrada à slb, de há apenas 15 dias. Os jogadores terão mesmo a consciência de tudo aquilo que está em jogo?
Cruzamento alto do adversário e Maxi sem altura suficiente para lá chegar. E com 1-0 no marcador, jogando fora e perante um adversário destes, já se sabe: está praticamente posta de parte a hipótese de vitória, por muito tempo que ainda reste para o apito final.

Tratava-se agora, portanto, apenas de uma questão de esperar para assistirmos a tudo aquilo que já sabíamos que iria, seguramente, acontecer nos restantes 83 minutos, de tão repetida é esta nossa triste história. 

A saber:

- Lances com faltas assinaladas ao contrário, em nosso prejuízo? Check.

- Más decisões nossas, na grande área adversária, com muita precipitação mas também algum egoísmo à mistura, facilitando assim a vida à defensiva adversária? Check.

- Metade dos cruzamentos mal tirados, ora por serem contra os adversários ora por irem directamente para fora? Check.

- Alex Telles a imaginar que sabe marcar livres directos? Check.

- Pelo menos um penalty, da praxe, não marcado a nosso favor? Check.

- Oportunidades de golo oferecidas ao adversário (ontem foi um penalty, estupido, de um completamente ausente Óliver), sem que este faça grande coisa por o merecer? Check.

- Jogadores nossos metidos em confusões, que apenas distraem e jogam a favor da perda de tempo do nosso adversário? Check.

- Minutos a esgotarem-se, muito rapidamente, e poucas oportunidades reais para tanto domínio? Check.

- Adversário a dar tudo por tudo, de forma pouco habitual, como se de uma final europeia se tratasse? Check.

- Substituições do arco da velha, do género de ficarmos a jogar igual ou mesmo pior do que antes das mesmas? Check.

- Luís Gonçalves, no relvado, a protestar sozinho no final dos acontecimentos? Check.

Com o FCP, parece que estamos sempre a assistir à mesma partida, vezes sem conta.

E, preparem-se, que ainda iremos ver mais disto mesmo, nesta presente temporada, pese embora faltarem apenas cinco jogos, nos quais nem um único deslize poderemos ter. 
Mas quantas vezes já ouvimos nós exactamente esta mesma ladainha antes? E, depois de tudo espremido, o resultado prático foi uma única vitória nas últimas quatro partidas para o campeonato (Setúbal, slb, Belenenses e Braga).

E NES, não satisfeito, ainda nos quer fazer crer que uma derrota do nosso adversário directo será suficiente, dando como garantido que iremos ter uma suposta superior diferença de golos (que é apenas de 2, presentemente).

Mister, não tem visto os jogos do slb, certo? Olhe que, por lá, acontecem sempre as coisas mais incríveis. Não lhes falta imaginação, aliás.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Do fundo do baú...

Hoje não há muito a apontar. Se jogássemos sempre assim, tal como também contra o slb durante grande parte dessa partida, ganharíamos à vontade a actual edição da Liga portuguesa.
Não teríamos problemas pois, pelo menos até ao momento, ninguém se aproximou deste patamar de qualidade. Que pena que não o façamos muitas mais vezes...


Já estávamos quase a entrar no campo do sobrenatural (dado o número esmagador de lances de golo feito) quando, ao minuto 95, Rui Pedro deu a vitória justíssima ao nosso clube. Vitória essa que só peca por escassa.

Sim, nem Aboubakar, nem Bueno, nem Marega, nem Suk, nem Gonçalo Paciência, nem Adrián López, nem Depoitre e nem sequer André Silva: foi um júnior quem nos salvou. O último de todas estas opções atacantes que passaram pelas mãos de NES desde que este aqui chegou.

Foram oportunidades em cima de oportunidades, defesas inacreditáveis atrás de outras impossíveis, num jogo de raça e crer até, literalmente, ao último minuto. Sim, como contra o nosso maior rival, foi um jogo "com a alma que Pedroto ensinou". E quando assim é, os falhanços escandalosos de Óliver, Marcano, Maxi e, principalmente, de André Silva passam para segundo plano pois valores mais altos se levantaram.

Que, ao contrário do que sucedeu pós-slb, esta demonstração de força passe efectivamente para os encontros seguintes. Que, por exemplo, a aposta de NES em Brahimi seja mesmo real e para continuar e não apenas uma concessão ao desespero que se sentia no Dragão.

Que bonita e merecida a festa do golo. Não se via nada assim desde o célebre minuto-Kelvin em 2013.
E aquelas lágrimas de Luís Gonçalves podem mesmo ser um sinal de optimismo para um futuro melhor...

terça-feira, 8 de março de 2016

Em Braga, o título por um canudo

A verdade é que uma equipa não consegue ser campeã nacional se não tiver defesas centrais. E o FC Porto não tem. Pela enésima vez, Marcano comprometeu todo o esforço da equipa em 70 minutos e deu um brinde ao adversário para este marcar o primeiro golo.


Há que dizer que o árbitro, Carlos Xistra, condicionou o trabalho dos jogadores do FC Porto desde o apito inicial. Aos 17 segundos já o bracarense Djavan entrava a matar sobre Danilo e esse calhorda desse Xistra nem sequer um cartão amarelo mostrou. Se dúvidas houvesse sobre ao que vinha o árbitro, logo ficaram dissipadas no primeiro lance da partida. A partir daí o que se viu foi um árbitro arrogante para com os jogadores do FC Porto e permissivo para com os do SC Braga. Duas faltas sobre Suk dentro da área bracarense ficaram por marcar e mais cartões amarelos aos do Braga ficaram por mostrar. Notou-se que os jogadores portistas se estavam a aperceber que estava ali uma pessoa para os prejudicar. Depois, claro, à primeira oportunidade expulsou Peseiro.

Muitos portistas se deverão questionar sobre a razão e os motivos por que Xistra se comportou desta forma. A resposta é muito simples: porque pode! A verdade é esta, os árbitros fazem gato-sapato do FC Porto porque sabem que nada lhes acontece e que caem nas boas graças do patrão: o Benfica. Ironicamente está a acontecer a Pinto da Costa aquilo que ele tão ferozmente criticou em Américo de Sá: ficar impávido e sereno com os roubos das equipas de arbitragem controladas por Lisboa. O FC Porto está sem liderança, infelizmente. E quanto mais tempo esta situação se prolongar maior será o reinado de domínio do Benfica sobre as instituições que organizam o futebol.

Em termos de jogo jogado foi um jogo repartido, o FC Porto entrou melhor, a partir da meia hora o Braga equilibrou e houve situações de golo para ambas as equipas. Depois da fífia de Marcano a equipa recuperou e ainda conseguiu empatar o jogo aos 86 minutos. Mas pouco depois nova falha no posicionamento defensivo e uma transição rápida permitiu ao Braga adiantar-se no marcador. Já em cima da hora Casillas saiu da baliza e deu um brinde a Alan para este marcar ao FC Porto.

É lamentável ver mais um treinador a arder em lume brando, dando o corpo às balas na conferência de imprensa a chamar a atenção para os roubos de igreja. Porque é que ninguém da SAD dá a cara? Porque é que o Presidente só fala depois das vitórias? O clube vai continuar a ser prejudicado pela arbitragem impunemente? Muita coisa terá de mudar no FC Porto para voltarmos a triunfar.
   

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A Sorte nos sorteios.

Os dados foram lançados, a Europa do futebol vai se confrontar, e em Fevereiro a febre volta.

Para os Portistas distraídos que não deram pela derrota caseira com o Dínamo Kiev, a possibilidade de passarmos para os quartos de final da Liga dos Campeões parece difícil com os alemães do Dortmund que nos calharam na rifa. Mas espera, esse FC Porto - Borussia Dortmund é um confronto da Liga Europa? Quem diria.

Quanto aquele clube lá de baixo, calhou-lhes o Zenit. Safaram-se do Real Madrid, Barcelona, Manchester City e Chelsea. De azar nos sorteios é que não podem queixar-se.

Quanto aos restantes confrontos: temos nada mais nada menos que um confronto entre dois campeões europeus: Juventus - Bayern Munique. Também temos um Arsenal - Barcelona e um PSG - Chelsea, qualquer um destes confrontos poderiam perfeitamente ser jogos das meias finais.




Mas voltemos aos sorteios dos maiores clubes Portugueses. Há, no universo Portista, a percepção que o nosso rival se safa bastante no totoloto dos sorteios da UEFA. Decidi dar uma olhadela pela história dos sorteios que envolvem ambos os clubes para tirar as minhas próprias ilações. Será que são beneficiados pela sorte ou isso é mais percepção nossa?

Isto é um exercício subjectivo que necessita de contexto competitivo. E decidi recuar para a época de 2005/06. Sem ser exaustivo decidi dar relevância às épocas onde é notório que um clube teve um sorteio bem mais favorável ou desfavorável em relação ao outro.

Logo a começar parece que tivemos sorte. Nesse ano calhou-nos Inter, Rangers e Artmedia e ficamos em último. Ao Benfica calharam-lhes o Man Utd, Villarreal e Lille. Passaram e defrontaram e eliminaram o campeão Europeu Liverpool caindos nos quartos contra o Barcelona.

Nos anos seguintes não houve grande comparação a fazer. Realço é que na época de 2008/09 o Porto defrontou e eliminou o At Madrid nos oitavos caindo aos pés do Man Utd nos quartos. Não se pode dizer que foram sorteios de sorte.

No ano seguinte estivemos em competições diferentes. Calhou-nos o Arsenal nos oitavos da LC quando, caso tivessemos um bocado de sorte poderia nos calhar a Fiorentina, o Bordeús ou o Sevilha.

Sinceramente, olhando para os sorteios de ambos os clubes torna-se aceitável argumentar que o Benfica é muitas vezes bafejado pela sorte. Esta ano nem se fala.

Uma coisa é que parece notório: a dita sorte do Benfica nota-se bastante pelo facto de raramente lhes calhar os adversários mais complicados (época de 2005-06 à parte). Comparar com o Porto que ou leva com um Arsenal ou Chelsea logo nos oitavos da Liga dos Campeões ou com um Manchester City ou Borussia de Dortmund muito cedo na Liga Europa

Uma última palavra para referir que o Sporting joga com o Bayer Leverkusen e o Braga com o Sion.


domingo, 25 de outubro de 2015

Pela enésima vez...


...o FCP falha quando não o podia, de todo, fazer.

Agora, uma eventual derrota em Alvalade significará uma história quase a papel químico da época passada: um atraso considerável, que muito nos custará a reverter.


Surpreendeu Lopetegui no "11" inicial: Rúben Neves estranhamente de fora (mas afinal de contas, é já jogador com físico para uma época inteira ou ainda não?) e um Imbula de pedra e cal, vá se lá saber bem porquê.
Corona que, em boa verdade, tirando os golos, pouco tem feito em termos de jogo-jogado, foi também ele para o banco e lá voltamos, assim, a termos direito à habitual inconsequência de Tello.
Para aumentar os nossos problemas, Brahimi insiste em confirmar que as suas exibições da segunda metade da época transacta são mesmo aquelas a que, infelizmente, nos temos de habituar.
Ah, e ainda há Cissokho. E mais valia que não houvesse...

Para além do mais, e após ter andado enganado, meses e meses, com Fabiano e Herrera, Lopetegui poderá muito bem ter-nos agora enganado acerca de Bueno: que faz um jogador destes, de garra e remate fácil, no banco de suplentes, durante meses a fio?
Até parece que não precisamos de golos.



Mas chega de falar em assuntos secundários. O verdadeiro mal, já todos nós sabemos qual é: qualquer semelhança com aquela nossa raça, querer e entrega dos anos 80 e 90 é, hoje em dia, pura coincidência.
Hoje, a braçadeira de capitão, a mesma que tanto peso simbólico transportou durante épocas e épocas no nosso clube, como que "caiu dos céus" no braço de Martins Indi, que até é bom rapaz e não tem culpa nenhuma de apenas estar cá há pouco mais de um ano.
O problema está aqui: até se pode juntar, todos os anos, meia-dúzia de atletas, com algum valor, que vêm substituir outra meia-dúzia que partiu, mas quando já não existe aquele "extra" que era o que nos verdadeiramente distinguia dos demais, a coisa acabará por dar para o torto, mais tarde ou mais cedo.

O "até os comemos" está praticamente terminado.


terça-feira, 21 de maio de 2013

A festa do “clube regional”

Um “FC Porto em fim de ciclo”, com uma “estrutura dirigente caduca” e um “treinador incompetente”, selou a conquista do sétimo campeonato dos últimos oito anos. Nada mau…

Mas, o que me deixou mais surpreendido, foi ver e ler as notícias da festa portista de norte a sul do país, passando pelas ilhas e pelos países da diáspora portuguesa.

Então não é verdade que só há meia-dúzia de portistas, concentrados no Porto e arredores?

«Em Cabo Verde, a vitória foi festejada um pouco por todo o arquipélago, mas a festa rija decorreu na Terra Branca, “feudo” dos “dragões” da capital do país. Ao som da “Pronúncia do Norte”, “We Are The Champions”, dos Queen, e do hino oficial dos portistas, saídos de potentes altifalantes, a rotunda da Terra Branca, que liga a estrada para a Cidade Velha e a Achada de Santo António, entupiu com dezenas de automóveis, que buzinavam, e de adeptos, que apitavam, cantavam e dançavam.»

(Festa em Lisboa, 19-05-2013)

«A Casa do Futebol Clube do Porto, em Luanda, foi domingo pequena para receber as dezenas de sócios e adeptos dos “dragões” (…) Criada oficialmente em 1999, a Casa dos Dragões em Angola começou a encher-se muito antes da hora do jogo com o Paços de Ferreira e ninguém escondia a confiança na revalidação do título. (…)
Vamos ser campeões, de certeza”, disse o presidente da direção da Casa, Agostinho Rocha, sócio desde 1976, empresário luso-angolano nascido em Luanda, popularmente conhecido por Rochinha. Entre os assistentes, o provedor de Justiça de Angola, Paulo Tjipilica, vice-presidente da Assembleia Geral da Casa do FC Porto, sócio dos dragões desde o tempo em que viveu em Lisboa. (…)
Dos três “grandes” do futebol português, o FC Porto é o único com representação em Angola, com a Casa do FC Porto, e os títulos ganhos nos últimos anos começam a ter correspondência nas preferências clubísticas, ameaçando numericamente o Benfica, ainda o mais popular no país, enquanto o Sporting é também em Angola o terceiro na lista das preferências.»

(Festa em Viseu, 19-05-2013)

«Centenas de adeptos do FC Porto festejaram no domingo, brevemente, a conquista do campeonato português de futebol, nas ruas de Maputo, onde, antes, a maior circulação de símbolos vermelhos do Benfica parecia justificar a sua toponímia revolucionária.»

(Festa em Braga, 19-05-2013)

«No Canadá, os festejos do 27.º título de campeão nacional do F. C. Porto foram sentidos em Toronto, a cidade canadiana onde existe maior número de portugueses e de luso-descendentes, principalmente em zonas comerciais. Antes do início dos encontros do Porto com o Paços de Ferreira e do Benfica com o Moreirense, era possível encontrar-se adeptos de ambos os clubes, equipados a rigor, nas ruas da cidade, como a Dundas, a College e a Rogerse St. Clair, onde os bares começavam a ficar lotados. (…) Num estabelecimento, que se encontrava praticamente cheio de adeptos tanto do FC Porto como do Benfica (…). Os portistas, que estavam em maior número, cantaram efusivamente “O Porto é campeão”, assim que terminou o jogo.»

(Festa no Funchal, 19-05-2013)

«Em Londres, a conquista da Liga pelo Porto foi celebrada com gritos e aplausos no café Estrela, em Stockwell, um dos locais mais populares para o acompanhamento de jogos de futebol, e com buzinadelas na South Lambeth Road.
Este foi um dos melhores campeonatos de sempre”, exclamou, num português irrepreensível, Jaz Izzouguene, um argelino portista, com uma camisola do clube azul e branco vestida, adepto do Futebol Clube do Porto “desde os anos 80, do tempo do Madjer”»

(Festa em Coimbra, 19-05-2013)

«Em Bruxelas, os adeptos do F. C. Porto fizeram-se ouvir, durante alguns minutos, no bairro de Flagey, onde residem muitos emigrantes portugueses, celebrando a conquista do campeonato com buzinadelas, junto a cafés de origem nacional.»

(Festa em Bruxelas, 19-05-2013)

Fonte: Agência Lusa

sábado, 11 de setembro de 2010

E por que não o João Loureiro?


O séc. XXI do futebol português começou com um fenómeno do Entroncamento: um clube modesto do Porto, com a particularidade até de contar entre os seus "adeptos" um grande número de apoiantes (mal) disfarçados de um clube de Lisboa, venceu o campeonato. Na época seguinte brilharia de novo ao terminar a prova em 2º lugar, e duas épocas depois atingiria as meias-finais da Taça UEFA. Pelo meio teve uns briosos desempenhos na Liga dos Campeões.

Estou a falar, é claro, do Boavista. Na altura choveram os elogios de índole desportiva (bem merecidos, diga-se) mas não ficaram por aí os encómios. Não, além da proeza desportiva e do mérito do treinador Jaime Pacheco, promoveu-se também a ideia de que o clube do Bessa era gerido de forma brilhante. Lembro-me bem, por exemplo, de ler o nosso correligionário Miguel Sousa Tavares, aproveitando para mandar umas alfinetadas à SAD do F.C. Porto, a tecer rasgados louvores àquilo que considerava ser a brilhante gestão do clube por parte do Dr. João Loureiro, nomeadamente na sua política de contratações e na gestão financeira (esses elogios de MST - cuja leitura normalmente muito prezo, devo dizer - estendiam-se também ao Dr. Pimenta Machado, outro "brilhante" gestor de um clube de futebol, no seu entender).

Todos sabemos o que aconteceu entretanto ao Boavista e à sua famosa gestão: uma precipitada queda no abismo que o Apito Final (desculpa esfarrapada dos boavisteiros e dos revisionistas da história para esse colapso) apenas apressou.

Deparamo-nos agora com a brilhante ascenção do Sporting de Braga aos mais altos patamares do futebol português e aos palcos da Liga dos Campeões, uma ascenção digna de aplauso, sem dúvida nenhuma. Pois concomitantemente está a assistir-se a um processo de glorificação do presidente do clube, António Salvador, em tudo semelhante ao sucedido com João Loureiro. Chega mesmo a aventar-se a hipótese, aqui referida pelo meu colega José Correia, de ele poder vir a suceder a Pinto da Costa!

Eu não pretendo comparar a gestão de Salvador à de Loureiro, até porque nem sequer conheço as contas da SAD do Braga, mas não posso deixar de lamentar a aparente precipitação com que se faz este tipo de juízos e de promoções em Portugal. Se António Salvador serve para sucessor de Pinto da Costa por causa dos recentes êxitos do Braga, então o mesmo raciocínio poderia ter-se aplicado a Loureiro há uns anos atrás. Bem sei que, ao contrário do presidente do Braga, o "pardalito dos telhados" (Jaime Pacheco dixit) não era (que se saiba) sócio do F.C. Porto, mas eu também estou apenas a teorizar. E digam-me lá se acham que teríamos feito uma boa escolha?

Resumindo e concluindo: o Braga está de parabéns (e nesses parabéns obviamente se inclui o seu presidente), é um rival na luta pelo título (e não digo isto por ser politicamente correcto dizê-lo), mas por favor não entremos em fantasias. Ah, e já agora, que levem mais cinco logo à noite (sem maldade!;-)).

segunda-feira, 19 de abril de 2010

SMS do dia - ainda é possível?...

...chegar ao 2o lugar (e consequentemente disputar o acesso à Liga dos Campeões)?

FCP: Setúbal (F), slm (C), Leiria (F)
Braga: Naval (F), P Ferreira (C), Nacional (F)

Parece-me claro que para alimentar a esperança é obrigatório fazer mais 2 ou 3 pontos do que o Braga na próxima jornada, caso contrário "game over". E mesmo assim será difícil...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Nós somos o Porto


A equipa do “cagão” Jesualdo voltou a fazer das suas. Mais uma mão cheia de bolas dentro do saco, e uma ensaboadela monumental ao Sp. Braga, tal como já havia despachado de forma idêntica os Calimeros de Lisboa na Taça de Portugal. Do minuto 0 ao minuto 90 só houve uma equipa a jogar. Só houve uma equipa a querer ganhar. Fomos nós. Somos nós, o Porto.

Acicatado pelas manobras de bastidores, o plantel portista havia ontem deixado o aviso que a equipa está viva, está unida, e ia para a luta. Com efeito, os jogadores provaram aquilo que prometeram. O Dragão assistiu a um massacre azul e branco, com futebol de primeira linha. O Dragão comprovou, também, que com raça e querer, quase tudo é possível.


Assim sendo, não admirou, pois, a forma e atitude com que o FC Porto encarou o Braga de Domingos. Apenas uns pífios ataques dos minhotos se viram ao abrir das hostilidades. De aí em diante foi um vendaval em tons de azul. Dos pés de Varela saíam assistências com mel, e Meireles e Falcão agradeceram. Pelo meio Álvaro Pereira arreou Eduardo à bomba. Em apenas meia hora de jogo o Dragão veio completamente abaixo.

Sector por sector, indivíduo por indivíduo, as diferenças cavadas entre as equipas eram brutais. O peito portista enchia. O do Braga esvaziava. A forte defesa da equipa de Domingos via-se vulgarizada pelo nosso ataque. Varela fez o que quis de Filipe Oliveira. E até Evaldo se viu à nora com Mariano. O meio campo arsenalista, reforçado com um elemento extra, perdeu dinâmica. Meireles e Micael esfregaram-lhes as costas.


Depois do brinco que foram os primeiros 45 minutos, o 2ª tempo revestiu-se de uma mera formalidade. Os 3 pontos estavam mais do que garantidos. Era tempo de salvaguardar espingardas para outras batalhas. Mas este Porto mostrava-se insaciável. A vitória não bastava. Veio a goleada. Falcão bisou e Belluschi estreou-se a marcar no campeonato. Antes disso, Mariano ainda foi capaz de desperdiçar isolado. A corrente era tanta e tão forte que dava para quase tudo.

O primeiro de muitos “mata-mata” que os homens de Jesualdo tinham pela frente foi passado com distinção. Segue-se uma deslocação à Capital do Império. É preciso manter vivo este espírito, esta garra, esta união. É preciso manter, de igual modo, este nível exibicional. Factor importante para ultrapassar os próximos obstáculos, mas também para fazer-nos acreditar que ainda é possível.

Fotos: Lusa

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um adversário intransponível?


Para o jogo de hoje, Domingos vai poder contar com o regresso de quatro importantes jogadores: os castigados Moisés e Mossoró e dois jogadores que estavam lesionados - Renteria e Paulo César.
Ao contrário, Jesualdo continua limitadíssimo nas suas opções ofensivas, dispondo apenas de um ponta-de-lança (Falcao) e dois alas (Mariano e Varela). Isto porque, aos indisponíveis de longa data - Hulk, Farias e Rodrigues -, juntou-se esta semana o lesionado Orlando Sá.

A juntar às limitações do plantel, há o facto de o FC Porto continuar em todas as frentes, ter jogado a meio da semana para a Liga dos Campeões e do jogo com o Braga ser o 14º que os dragões realizam desde o início de Janeiro (penso que é a equipa europeia com mais jogos em 2010).
Pelo contrário, o Braga está apenas focado no campeonato, visto já ter sido eliminado da Taça de Portugal, Taça da Liga e das competições europeias (logo no seu início).

Levando em conta todos estes aspectos, a que se junta o facto de o Braga ter a melhor defesa do campeonato e do empate lhes chegar para continuarem líderes, facilmente se conclui que a tarefa que espera a equipa do FC Porto é enorme. O factor casa e o apoio dos adeptos, a existir, poderá ser importante, mas não sei se chega para anular este conjunto de vantagens de que os arsenalistas do Minho dispõem.

Há ainda o factor arbitragem, que tem sido decisivo neste campeonato. Falta saber que instruções traz o Olegário e, nomeadamente, se o ódio do Sistema encarnado ao FC Porto supera a preocupação que têm nesta altura com a carreira do Braga.

Partindo para o jogo com todos estes handicaps, conseguirá Jesualdo surpreender aquele que se diz será o seu sucessor no comando técnico dos azuis-e-brancos?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"Renteria queria uma mala"


"O director de comunicação do Benfica esclareceu esta noite que o preparador físico do Benfica, Mário Monteiro, foi ao hotel onde estava a equipa do Sporting de Braga a pedido de Rentería. O jogador terá pedido a Mário Monteiro para lhe comprar uma mala em Lisboa."
in rtp.pt


"O Renteria queria 'ma mala" terá dito João Gabriel, o director de comunicação do SLB. Uma mala Louis Vuitton, bem entendido.

Porque razão é que o jogador do Braga iria pedir ao preparador físico do SLB uma mala? Para isso pediria ao staff do Braga que lha comprasse. Isto só pode significar uma de duas coisas: ou o preparador físico é um frequentador assíduo das lojas do Jet-Set lisboeta ou então deve ser conhecido no meio futebolístico por vender na candonga malas em pele de qualidade. Digo isto porque não quero sequer colocar a remota e inverosímil hipótese de essa deslocação ao hotel onde o Braga estava alojado na véspera de um jogo ter servido para aliciar um jogador de um adversário directo. Isso não faria parte da defesa da Verdade Desportiva da qual o SLB é o grande paladino.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ontem houve Paixão em Lisboa

Depois de anteciparem o jogo da 20ª jornada e vencerem o Leiria na Luz os benfiquistas, incluindo o treinador, gabaram-se de já estarem em primeiro lugar (ainda que com mais um jogo mas isso era e é irrelevante) e de que seria o Braga que estaria pressionado. Está encontrado pois o verdadeiro motivo para a antecipação do jogo da 20ª jornada: pressionar o Braga. O Leiria disse sim e ajudou à festa.


Ontem o Braga deslocou-se ao Restelo para jogar com os pastéis de nata que se arrastam no campeonato há 2 épocas consecutivas e por motivos vários não descem de divisão. O árbitro nomeado foi... Bruno Paixão. Aos 15 minutos expulsou um jogador do Braga e marcou um penalty inexistente. Mais palavras para quê, já toda a gente sabe como o Paixão é medíocre e faz todas as barbaridades para beneficiar os clubes da 2ª Circular. A culpa é inteirinha do Vitor Pereira que já sabe disso e insiste em nomeá-lo (porque será?). A única conclusão que daqui se pode tirar é a de que o Vitor Pereira está a pactuar com a estratégia da Liga e do slb em afastar por todas as vias o Braga da luta pelo título.


"A primeira parte foi um autêntico filme de terror para o Sp. Braga. A começar pela forma como Belenenses entrou em campo, com Pelé à frente da defesa e uma linha de quatro jogadores no meio-campo, a dificultar as movimentações dos minhotos, em inferioridade numérica na zona de construção. A complicar o quadro que incluía uma chuva persistente, Bruno Paixão assinalou uma pretensa falta de Moisés sobre Lima na área e expulsou o central mostrando-lhe dois amarelos antes do inevitável vermelho. A falta na área parece não existir, mas os dois amarelos explicam-se pelo facto de Moisés ter feito uma falta antes, a meio-campo, numa altura em que o árbitro decidiu dar a lei da vantagem."
in Maisfutebol, 2010/02/08


"Jogámos 75 minutos sem um atleta numa partida diferente de todos os outros. Como jogador e treinador, nunca vi um futebolista levar duplo amarelo e ser expulso num lance em que nem é penálti"
Domingos Paciência, O JOGO, 2010/02/09

sábado, 2 de janeiro de 2010

Factor "Braga"

Por Filipe Sousa (*)


O Público colocou a pergunta incontornável: e se o Braga for campeão?
Chegados a meio do campeonato, sem dúvida que seria um campeão justo. Possui uma equipa humilde, um treinador sem crédito - bom, bom, bom é o Diamantino, ou o Carlos Manuel, ou João Alves, ou o Jorge Jesus; aliás, a nação encarnada tirará sempre dividendos de uma hipotética vitória do Braga, dado que 99% do mérito é de JJ! - e bons jogadores, que não sendo excelentes, tornam o trabalho de todo o clube ainda mais meritório.

Há quem fique incomodado porque o "Braga pertence ao sistema" - como todos os outros clubes que não o Clube do Regime, que como toda a gente sabe, é o único clube que ganha por mérito próprio e perde por culpa alheia; não há um "encarnado" que diga em voz alta que o Pinto da Costa é o culpado dos 7-0 de Vigo, mas no fundo todos têm essa secreta convicção - mas para quem não sabe perder, todas as desculpas são válidas. Como adepto do Porto, incomoda-me certamente menos perder para um clube pequeno e (cada vez mais) aguerrido - como o próprio Porto outrora - do que para qualquer um dos "balofos" de Lisboa, que (sobre)vivem de benesses do Estado e "contribuições" de empresas públicas, mas acima de tudo não incomoda perder para quem tem mérito. Há também uma certa expectativa entre os "não-alinhados", de que a não-conquista do campeonato por parte do Clube do Regime, dado o investimento feito com a política de "fuga em frente", dite a sua perdição. Eu não tenho ilusões: é mais provável a falência do Estado, que a do Clube do Regime - há que ter prioridades, e as dos nossos governantes são claras.

O Braga é um pequeno clube, que está agora a sair de uma longuíssima crise de identidade, dada a incompreensível posição da maioria dos seus adeptos que "apoiavam sempre o Braga, excepto quando jogavam contra o Clube do Regime". Essa doença parece estar ultrapassada, e o Braga, ao contrário do Boavista, promete tornar-se um adversário a ter em conta já nesta, e também em futuras competições nacionais. Restam porém muitos jogos e pontos por disputar até Maio, e o Porto, com a sua equipa de trazer por casa, ainda pode (e deve, especialmente se houver nova golpada do CD) ter como objectivo o 1º lugar. Só tem é que mostrar que tem mérito para o ocupar.

(*) O Filipe Sousa define-se a si próprio como um simples adepto do Porto, longe de ser o maior, não por uma questão de falta de devoção mas porque há adeptos capazes dos maiores sacrifícios pelo Clube. É um fã de bom futebol, algo que justifica parte do seu gosto pelo Porto, e procura seguir o jogo, dentro das possibilidades, de forma lógica e racional não só pelo desporto em si mas também pela sua vertente de fenómeno social.

Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Filipe Sousa a elaboração deste artigo, o qual também foi publicado no blogue 'Sistema FCP'.

sábado, 19 de setembro de 2009

Ó tempo volta para trás... (Braga,1 - FCP,0)



E como tudo parecia ir tão bem...há apenas uma semana atrás.

O problema é que a época - a sério - apenas começava precisamente na última terça-feira. Até aí, tinham sido apenas jogos para entreter.
E foi nessa terça-feira fatídica, que tudo começou a alterar-se. Dentro de campo? Não. Ainda antes disso, as coisas mudaram, em primeiro lugar, na cabeça do nosso treinador.
Tudo mudou na equipa, tudo mudou também em termos de resultados.
Restou apenas, e para alguns, a "boa imagem" deixada em Inglaterra.

Por via disso (jogo de Londres), e a pedido de várias famílias, Guarín voltou a ser chamado à titularidade, hoje à noite, em Braga. E logo aos 10 minutos, ironia do destino, acabaria por falhar, clamorosamente, uma das poucas oportunidades que o nosso clube teria em toda a partida.
O jogo poderia, muito bem, ter ficado logo ali resolvido.



Passado o susto, o Braga ganhou confiança e nunca mais se deixou subjugar.
Por outro lado, em mais uma inovação da liga lusa, Hulk, num lance a meio-campo, salta por cima do adversário para não se magoar. O árbitro da partida, viu logo ali motivo para "amarelo", quando nem sequer estava em causa uma grande penalidade ou algo do género.
O brasileiro nunca mais seria o mesmo após este cartão.

Segundo problema resolvido para o Braga, e ainda íamos a meio da primeira etapa...

Dois lances, um para cada lado, com a bola a tirar tinta aos postes (um deles, seria um belo auto-golo dos bracarenses), foi tudo o que se viu no que restava da primeira parte.



Na segunda metade, Jesualdo demora menos que o habitual e faz troca inédita de 2 elementos em simultâneo (Falcao por Farías e, o mais uma vez apagado, Meireles por Rodriguez).
Como a sorte nunca quer nada connosco, Alan, bem ao jeito do Naval na época passada, marca sem saber bem como.
Porém, desta vez, Helton não terá tanta culpa como o seu colega Nuno, há ano ano atrás, na Figueira da Foz.
Percebeu-se que não era dia (noite) para o FCP.

Daí e até ao apito final, nem sequer tivemos direito àquela reacção de Stamford Bridge. Nada.
Muita pouca cabeça e, contrariamente ao habitual, nem sequer um "coração" por aí além.

E, desta vez, nem direito teremos aos elogios da imprensa inglesa...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A tarde era de festa, não de futebol


A tarde era de consagração, dos campeões, Tetracampeões de Portugal, perante o seu “povo” que pintou de azul e branco o Dragão por completo. Um a um, com as respectivas famílias, os atletas subiram ao relvado para receber a ovação merecida. Nem Morgados, Vieiras ou Pinhões, conseguiram derrubar o sublime prazer de todo o portista gozar este tipo de emoções!

Está mais do que visto que o motivo principal que levou este mar azul ao Palco de Emoções, ficou remetido para segundo plano. E foi isso mesmo a que os adeptos assistiram, um espectáculo de linha secundária, no que respeita ao jogo propriamente dito. Uma partida a que o FC Porto se permitiu a um relaxamento e desleixo, que felizmente não foi regra ao longo da temporada.



Não foi de estranhar que o Braga tenha sido quase sempre no primeiro tempo a equipa mais esclarecida. Pertenceu mesmo aos homens de Jesus a ocasião mais soberana de golo dos primeiros 45 minutos, onde Matheus a desperdiçou escandalosamente. O nulo a que parecia estar condenado o encontro ao intervalo, foi contrariado por Farias, num lance que espelhou a atabalhoada construção de jogo portista durante o 1º tempo.

No regresso das cabines, os Arsenalistas empataram, pelo pé de Edimar. Um pequeno travo amargo no arraial do campeão. Era tempo de por de lado o traje carnavalesco e vestir o fato de macaco, partindo em busca da vitória. Os serviços do Incrível Hulk foram requisitados, e muito solicitados, enquanto esteve em campo. O único que remou contra o marasmo instituído, sendo insuficiente para desfazer a igualdade do marcador.



Fechadas que estão as contas do campeonato, e com elas todos os excessos dos festejos pela conquista do Tetra, agora a ordem é para reunir e voltar a cerrar fileiras. Domingo há mais um troféu para arrebatar!


Fotos: uefa.com, Record

domingo, 25 de janeiro de 2009

A terceira é para ser de vez

Após o FC Porto - Trofense numa conversa de café alguém disse: Agora vamos a Braga, estamos fod****!, ao que alguém retorquiu: Que nada, é destes jogos que nós gostamos, eles vão jogar o jogo pelo jogo, não vão pôr o autocarro à frente da baliza, e com esses podemos nós bem.

Dito e feito.

Mas a coisa começou cinzenta, a novidade Cissokho (uma grande prova de confiança no Benitez) foi logo posto à prova, tremeu mas não caiu e na 2ª parte teve mesmo a jogada do jogo.


A coisa aliviou muito graças à força da digi-evolução (isto é só para quem vê o canal Panda) entre o Ronaldinho (o da era Robson no Barça) e o Adriano que dá pelo nome de Hulk (Givanildo para os amigos). O Rochemback já não é o único.


Mas a coisa lá melhorou e chegou o golo (sim, estava fora de jogo*), e então estávamos nas nossas sete quintas. Restava esperar pelos erros do adversário e aproveitá-los, e assim foi. Foi mais um, mas podiam ter sido mais dois ou três (Ó Licha! Aquilo é golo que se falhe?)


E assim acabou a 1ª volta, com o campeão em 1º lugar. Agora o campeonato "decide-se" nas próximas 4-5 jornadas. Que o campeão esteja à sua altura e que consiga furar os pneus dos próximos autocarros que vão parar no Dragão com origem na 2ª circular, quer jogue em 433 ou 442.

Positivo: Duas grandes jogadas dos laterais.

Negativo: Eu sei que não vejo os treinos, mas ainda gostava de saber o que é que o Jesualdo vê no Mariano. Até o Vinha tinha mais utilidade.

* Enquanto estava aqui a escrever estava um deputado da nação (um tal de ribeiro cristovão) a espumar na Sic Notícias. Gosto tanto de os ver espumar.

Fotos gamadas ao Gettyimages.