Nicolas Otamendi está a ponto de converter-se num dos centrais mais caros da história do futebol, trocando o Valencia pelo Manchester City por valores que rondam os 40 milhões de euros (mais, de forma paralela, o empréstimo de um ano de Mangala ao clube espanhol com metade do salário pago pelo City). À falta de alguns detalhes, o negócio parece estar fechado.
É um negócio e pêras...um negócio, diria, à Porto!
E no entanto, Otamendi, que foi um dos esteios defensivos mais relevantes do FC Porto do pós-Ricardo Carvalho - fundamental no célebre ano AVB - saiu do FCP para a equipa espanhola por valores muito inferiores, um total de 12 milhões de euros sendo que, já na altura, se levantou uma polémica relevante e até hoje por explicar de 10% do passe de que o FC Porto abdicou sem dizer nem a quem, nem por quanto, semanas antes da venda oficializada do futebolista.
Naturalmente, tendo em conta as cifras desta operação, muitos adeptos começaram a levantar as mãos à cabeça com frases do estilo "Se tivesse ficado, eramos nós a receber os 40 milhões" ou um "Otamendi foi mal vendido" ou algo do estilo "Perdemos uma grande oportunidade de fazer um grande negócio". Ora bem, não estou de acordo. E para entender essa realidade é preciso entender igualmente a natureza deste próprio negócio. Porque nem Otamendi vale - nem valeu nunca 40 milhões - nem este negócio é expontâneo ou surge do nada por puro mérito do jogador. Este é um negócio Mendes, com todas as caracteristicas de um negócio Mendes e onde o clube vendedor é apenas um peão. Neste caso tocou ao Valencia - detido pelo amigo de Mendes, Lim - da mesma forma que no passado nos tocou a nós. Basta ver o exemplo de Mangala.
Otamendi é um bom central, um jogador capaz de exibir-se a um nivel muito mais elevado do que, diriamos, um David Luiz (sim, comparar os dois roça o delito, eu sei) mas nenhum outro empresário sacaria nem metade pelo seu passe nem outro clube, sem a ajuda desse empresário, seria capaz de o fazer. E isso inclui a SAD do FC Porto.
Quando Otamendi saiu, para o Valencia, a nossa situação financeira distava muito de ser a melhor. E por isso mesmo foi preciso fazer ajustes. Otamendi estava insatisfeito, queria dar o salto a uma liga mais mediática e era uma potencial fonte de problemas (olá Rolando) pelo que vendê-lo parecia tanto algo lógico como necessário. Conseguir um negócio na ordem dos 12 milhões de euros foi um excelente negócio tendo em conta essa realidade. Cinco meses depois podia valer mais? Sim, podia. E também podia valer menos. Ninguém sabia como se ia adaptar ao futebol espanhol (tanto é que teve de passar os seis meses seguintes no Brasil por problemas com o numero de estrangeiros do Valencia) ou que seria um dos protagonistas da "Albiceleste" no Mundial do Brasil. Havia muitos factores ponderáveis e vender por esse valor era o melhor negócio possível na altura. Foi portanto uma decisão acertada.
Hoje Otamendi não é melhor jogador que era então mas vale quase o triplo. Porquê?
Porque o seu empresário assim o quis. Ao enviar Otamendi para Valencia (quando o clube ainda não era detido por Lim), Mendes fez o mesmo que depois conseguiu com outros jogadores, sobretudo do Benfica, colocando-os em equipas (como o Monaco ou o Atlético de Madrid) onde as entradas e saídas é ele que controla directa ou indirectamente. A partir de aí, com a faca e o queijo na mão, Otamendi foi esperando o próximo salto porque todos sabemos que, salvo casos excepcionais, os jogadores de Mendes duram muito pouco nos seus clubes. A comissão dos 10% tem de se actualizar a pouco e pouco. O Valencia teve ofertas do Man United e do AC Milan por Otamendi. Mas a primeira não chegava sequer a estes valores - nunca passou os 30 milhões - e a segunda esbarrou com a aposta em Romagnoli, jovem promessa italiana. O City, carta fora do baralho até à pouco tempo, pelo contrário, tem excelentes relações com Mendes e cashflow suficiente para não só por na mesa o valor pedido pelo agente como ajudar a potencializar outro dos seus activos num clube amigo, o nosso velho conhecido Mangala. Um negócio destes ronda o surreal mas é a base do mundo actual.
O FC Porto tem-se beneficiado e muito dessa relação. Há largos, larguissimos anos que o FC Porto não vende, por valores astronómicos, um só jogador que não seja de Mendes ou que este esteja envolvido no negócio (ás vezes, via comprador). Mais, a maior parte dos clubes que compram ao FCP (russos, turcos, ingleses, espanhois, franceses) trabalham directamente com ele. É graças a essa teia que conseguimos sacar muitos dos milhões de que nos gabamos em negócios improváveis como o de James, Mangala, Fernando e companhia. Otamendi podia ter saído por outro valor se não fosse um activo Mendes, mas o preço ajustado à realidade do mercado foi talvez a contrapartida para um negócio bombástico meses depois. Não há almoços grátis.
A Otamendi está claro que todos gostariamos de ter visto seguir para Manchester via Porto com um cheque daqueles no bolso e não por valores aceitáveis mas pouco entusiasmantes para Valencia onde serviu de ponte para o grande negócio mas nem sempre podemos ser os protagonistas deste mundo. Por cada Mangala tem de haver um Otamendi, por cada grande e inesquecivel venda haverá sempre alguém que escape e não é por isso que se actuou erradamente na altura. Otamendi desportivamente tinha lugar em todos os onzes do FC Porto desde que saiu mas ter um jogador a contra-gosto é o primeiro passo para ter problemas. Otamendi rendeu 12 milhões de euros (menos os tais 10% fantasmas) e um problema a menos no balneário. Abriu espaço para a afirmação de um Mangala que rendeu muito mais financeiramente (ainda que seja pior desportivamente). Podemos ficar satisfeitos com o deve e o haver desta operação e com a gestão do clube. Porque agora mesmo, para sufragar a sua politica - e estar de acordo ou não é tema para outra conversa - só com a bendição de Mendes e da sua teia de negócios é que o FC Porto sobrevive. E quando o empresário passar a cobrar os seus serviços, reduzindo preços de passes em vendas para os "seus" clubes, haverá sempre pouca margem de manobra para recusar. Foi esse o pacto do Diabo e os pactos cumprem-se até ao fim!
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Relatório 3T 2013/2014 – Otamendi
O Relatório e Contas Consolidado da Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, referente ao 3º trimestre de 2013/2014 (período entre 1 de Julho de 2013 e 31 de Março de 2014), contém informação muito relevante, alguma expectável, outra nem tanto.
É o caso da alienação dos direitos de inscrição desportiva do jogador Otamendi.
Vejamos:
I) em 05/02/2014, a Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD informou o mercado sobre a venda dos direitos desportivos do jogador Otamendi.
II) em 28/02/2014, a Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD publicou o Relatório e Contas Consolidado do 1º semestre de 2013/2014.
Na página 46 deste relatório, existe um quadro onde consta que, em 31-12-2013, a FC Porto SAD detinha 100% do Passe de Otamendi.
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| FC Porto SAD - Relatório e Contas Consolidado do 1º Semestre 2013/2014 (fonte: CMVM) |
III) em 26/05/2014, a Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD publicou o Relatório e Contas Consolidado do 3º trimestre de 2013/2014.
Na página 21 deste relatório, consta o seguinte:
«alienação dos direitos de inscrição desportiva do jogador Otamendi ao Valencia, pelo montante de 12.000.000 de Euros, que gerou uma mais-valia de, aproximadamente, 7.974.000 Euros, após dedução: (i) do efeito da actualização financeira das contas a receber a médio prazo originadas por estas transacções; (ii) da proporção no valor de venda do passe detidos por terceiros (10%); (iii) de custos com serviços de intermediação prestados pela Vela Management Limited; (iv) da anulação de prémios de fidelidade e (v) do valor líquido contabilístico do passe à data da alienação, no montante global de 4.026.000 Euros;»
Ou seja, ao valor recebido, uma das componentes que a FC Porto SAD teve de deduzir foi a referente à “proporção no valor de venda do passe detidos por terceiros (10%)”.
10% do Passe de Otamendi era detido por terceiros?
Então, em 31-12-2013 a FC Porto SAD detinha 100% do Passe de Otamendi e cerca de um mês depois, no dia 05-02-2014, já só era detentora de 90%?
Isso significa que a FC Porto SAD vendeu 10% do passe de Otamendi entre 31-12-2013 e 05-02-2014?
A quem? Por quanto? Onde (relatórios ou comunicados da FC Porto SAD) é que esta informação consta?
Não estou a insinuar que haja algo de ilegal, ou menos licito, na venda do Passe de Otamendi ao Valência, mas entendo que a FC Porto SAD deveria clarificar esta aparente incongruência.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
SAD não precisa de vender Mangala e/ou Jackson
05-02-2014
A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, informou ter chegado a acordo com o Valencia Club de Fútbol, para a cedência dos direitos de inscrição desportiva de Otamendi, pelo valor de 12.000.000 € (doze milhões de euros).
Este acordo prevê o pagamento de uma remuneração variável, pelo que o montante global a receber poderá atingir os 15.000.000 € (quinze milhões de euros).
09-05-2014
O Kasimpasa oficializou a contratação, a título definitivo, de André Castro. Através do seu site, o clube turco revelou que o contrato com o ex-jogador portista é por três anos (estende-se até 2016/2017).
Os valores envolvidos na operação não foram referidos (a comunicação social referiu que o negócio envolve verbas na ordem dos três milhões de euros), mas sabe-se que Castro tinha sido cedido por empréstimo, com direito a opção de compra por parte do clube turco.
22-05-2014
A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, informou que o Hellas Verona Football Club exerceu a opção de compra dos direitos de inscrição desportiva de Iturbe, pelo valor de 15.000.000 € (quinze milhões de euros).
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| O JOGO, 23-05-2014 |
Resumo do encaixe da FC Porto SAD, com empréstimos e transferências, no exercício 2013/2014 (de 1 de Julho de 2013 a 30 de Junho de 2014):
- Rolando (empréstimo ao Inter): 1 milhão de euros
- Atsu (transferido para o Chelsea): 4 milhões de euros
- Otamendi (transferido para o Valência): 12 milhões de euros
- Castro (transferido para o Kasimpasa): 3,5 milhões de euros
- Iturbe (transferido para o Hellas Verona): 6,75 milhões de euros
Total (até 23-05-2014): aprox. 27 milhões de euros
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| O JOGO (capa), 23-05-2014 |
Entretanto, em 18 de Maio, em declarações à imprensa italiana, Piero Ausilio, diretor desportivo do Internazionale, afirmou: “Queremos manter o Rolando connosco, mas não vamos perder a cabeça. O Rolando vai fazer 29 anos e negociar com o FC Porto pode não ser fácil. Mas é verdade que queremos que ele continue connosco e esperamos que a nossa vontade e a vontade do jogador tenham algum peso nas negociações.”
A imprensa italiana referiu que o Inter está disposto a oferecer até 5 milhões de euros pelo passe de Rolando.
Ou seja, a confirmaram-se as vendas dos passes de Fernando e Rolando (por montantes próximos dos referidos), o encaixe total da FC Porto SAD, com empréstimos e transferências, irá saltar para valores na ordem dos 45 a 50 milhões de euros.
Isto significaria que a FC Porto SAD fecharia o exercício 2013/2014 com um resultado líquido positivo, sem necessitar de vender mais qualquer jogador, nomeadamente os muito falados Mangala e Jackson Martinez.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Mercado
Continuando a sua gestão (essencialmente) errante, as movimentações do Porto neste último mercado de transferências, saldaram-se em:

- Quaresma
Uma aposta sem história dado que mesmo em final de carreira, o antigo cabeça-de-cartaz no período Jesualdo Ferreira, é muito superior a qualquer um dos extremos que já faziam parte do plantel.
Custo: zero.

- Abdoulaye
O marfinense regressa depois de ter cumprido a primeira volta ao serviço do Guimarães, para colmatar a saída do Otamendi.
Custo: zero.

- Lucho González
Em nítido declínio (físico), o até aqui titularíssimo e capitão de equipa, trocou o Porto por um petroclube das arábias, em dia de jogo - uma estreia que cada vez supreende menos; uma equipa já de si sem norte, perde um líder e um jogador experiente.
Proveito: zero.

- Otamendi
O central argentino, titular na equipa que venceu há 3 anos a Liga Europa, foi "empurrado"(?) para fora do clube, num processo pouco condizente com a fama de que goza a "estrutura".
Proveito: 12 milhões (se forem efectivamente pagos)

- Sinan Bolat
A passagem do guarda-redes turco pelo Porto, é um sinal claro de que alguma coisa está muito errada.
Proveito: ?
No que respeita a quase-saídas, Mangala esteve com um pé no Manchester City, mas para felicidade do clube inglês, a transferência gorou-se; ao ritmo que o jogador se vem desvalorizando, no final da época, o mais provável, é que consiga contratá-lo, caso ainda haja interesse, por um valor bem abaixo daquele que estaria envolvido se a transferência se tivesse ocorrido agora. O internacional francês tem sido invulgarmente resistente a transferir-se, mas duvido que na próxima época ainda esteja por cá, quanto mais não seja, pelo o risco bem real de o Porto se ver reduzido a disputar a Liga Europa.
Defour esteve à beira de se transferir para o Fulham, mas a saída do Lucho González gorou essa hipótese. O belga nunca foi visto como sucessor natural do Moutinho, a julgar pelo valor investido no Herrera - para um clube com a capacidade financeira do Porto, dispender €8.000.000* num um só jogador, só mesmo num titular - mas agora vai ter de servir, dê lá por onde der; o Porto decidiu arriscar forte no mexicano, inutilizou uma quantia considerável, para no final ter de recorrer a uma segunda-escolha, que não passa de um jogador útil para ter no plantel, mas não para ser titular.
Fernando, contra todas as expectativas, lá renovou.
* cerca de €1.000.000, foi para o empresário do jogador
Entradas
- Quaresma
Uma aposta sem história dado que mesmo em final de carreira, o antigo cabeça-de-cartaz no período Jesualdo Ferreira, é muito superior a qualquer um dos extremos que já faziam parte do plantel.
Custo: zero.
- Abdoulaye
O marfinense regressa depois de ter cumprido a primeira volta ao serviço do Guimarães, para colmatar a saída do Otamendi.
Custo: zero.
Saídas
- Lucho González
Em nítido declínio (físico), o até aqui titularíssimo e capitão de equipa, trocou o Porto por um petroclube das arábias, em dia de jogo - uma estreia que cada vez supreende menos; uma equipa já de si sem norte, perde um líder e um jogador experiente.
Proveito: zero.
- Otamendi
O central argentino, titular na equipa que venceu há 3 anos a Liga Europa, foi "empurrado"(?) para fora do clube, num processo pouco condizente com a fama de que goza a "estrutura".
Proveito: 12 milhões (se forem efectivamente pagos)
- Sinan Bolat
A passagem do guarda-redes turco pelo Porto, é um sinal claro de que alguma coisa está muito errada.
Proveito: ?
Conclusões
O reduzido número de entradas e saídas, não permite retirar grandes ilacções, excepto que o número/qualidade dos extremos à disposição do treinador no início da época, óbvio para qualquer leigo, era claramente insuficiente - daí o regresso (tardio?) do Quaresma. Já a saída do Lucho González, foi completamente inesperada. Se, por um lado, não faria sentido negar ao jogador a hipótese de assinar um contrato milionário, é incompreensível que um jogador titular - cuja utilização, o treinador não soube gerir - saia sem qualquer compensação para o clube - e dinheiro não deve faltar para isso - e mais, que a saída se concretize num dia de jogo. De resto, o futebol apresentado até aqui é tão mau, tão mau, que é impossível apontar uma única área específica do plantel que necessite de ser reforçada; por outro lado, alguns jogadores são reconhecidamente capazes de se exibir num nível muitíssimo superior a aquele que têm vindo a demonstrar. Otamendi, é um caso flagrante - um jogador que já demonstrara ter qualidade, (aparentemente) perdeu no "duelo" com um treinador que não demonstrou nada, e que tem "queimado" jogadores - exemplos: Quintero passou de bestial a besta, Mangala irreconhecível, Jackson por conta própria - mais rapidamente que um incêndio de verão. Abdoulaye, regressa para o banco, quando ainda podia continuar a evoluir em Guimarães (e principalmente, continuar longe do Paulo Fonseca).No que respeita a quase-saídas, Mangala esteve com um pé no Manchester City, mas para felicidade do clube inglês, a transferência gorou-se; ao ritmo que o jogador se vem desvalorizando, no final da época, o mais provável, é que consiga contratá-lo, caso ainda haja interesse, por um valor bem abaixo daquele que estaria envolvido se a transferência se tivesse ocorrido agora. O internacional francês tem sido invulgarmente resistente a transferir-se, mas duvido que na próxima época ainda esteja por cá, quanto mais não seja, pelo o risco bem real de o Porto se ver reduzido a disputar a Liga Europa.
Defour esteve à beira de se transferir para o Fulham, mas a saída do Lucho González gorou essa hipótese. O belga nunca foi visto como sucessor natural do Moutinho, a julgar pelo valor investido no Herrera - para um clube com a capacidade financeira do Porto, dispender €8.000.000* num um só jogador, só mesmo num titular - mas agora vai ter de servir, dê lá por onde der; o Porto decidiu arriscar forte no mexicano, inutilizou uma quantia considerável, para no final ter de recorrer a uma segunda-escolha, que não passa de um jogador útil para ter no plantel, mas não para ser titular.
Fernando, contra todas as expectativas, lá renovou.
* cerca de €1.000.000, foi para o empresário do jogador
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Bye bye Ota
Com quase uma semana de atraso, mas afinal sempre se confirma: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/Penso que é claramente um bom negócio para o FCP, e por várias razões.
Antes de mais nada porque acho que não vai fazer falta (quase?) nenhuma, acrescentando muito pouco às opções Mangala, Maicon (e Reyes à espreita para o que der e vier).
Em segundo lugar porque temos excedente de centrais (incluindo emprestados, como Abdoulaye); em terceiro lugar porque já está mais do que na hora de começar a «cobrar» de um investimento de 9M (refiro-me a Reyes), que já teve tempo mais do que suficiente para se ambientar. Mesmo que este último não ganhe a titularidade, ao menos que comece a ser opção a sério nem que fique no banco na maior parte do tempo (bem melhor do que na bancada). Pelo menos para já (espero que esteja em condições de poder subir a titular com bom rendimento quando Mangala sair no Verão).
Em último lugar porque 12M parece-me um valor justo por ele, e sem ser «velho», longe disso (tem 25 anos) muito dificilmente se iria valorizar mais no futuro com a camisola do FCP vestida. Para mais tínhamos 100% do passe dele (bem, pelo menos a 1 de Outubro tínhamos), o que é uma raridade no plantel actual.
Para terminar, a situação financeira do Valência deixa muitas dúvidas em Espanha de que tenham condições para pagar. Fala-se na entrada de um investidor que alivie a situação, mas isso está longe de ser garantido. Ora como «gato escaldado de água fria tem medo», após a experiência penosa com o A. Madrid (e não só...) quero crer que a SAD soube acautelar-se devidamente com garantias mais do que sólidas de irá ser paga a tempo e horas.
Resumindo e concluindo: negócios destes são bem vindos (sabendo-se como precisamos das vendas para tapar buracos nas contas).
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Que se passa com Otamendi?
Há cerca de um mês atrás, num artigo após o jogo Estoril x FC Porto, escrevi o seguinte:
«(…) o que se passa com a defesa do FC Porto e, particularmente, com o Otamendi? O que se passa com este defesa-central argentino que, tal como já tinha acontecido em Viena, voltou a ter intervenções de principiante e que só não enterraram mais a equipa porque não calhou.»
E daí para cá os erros de palmatória de Otamendi continuaram. Contra o Atlético Madrid deixou-se antecipar no primeiro golo dos colchoneros e contra o Zenit, para além da forma infantil como ofereceu um golo a Hulk, partilhou com Danilo a responsabilidade no golo de Kherzakhov.
Não partilho da opinião de muitos portistas de que Otamendi é um jogador medíocre. Pelo contrário, sou da opinião que Otamendi é um bom defesa central e ele já deu provas disso, jogando ao lado de Rolando, Maicon e Mangala. Mas não sou cego e, como é óbvio, este início de época tem sido mau demais.
Qual a razão para tão fracos desempenhos?
Uma tese é que o jogador teve oportunidades para sair no último defeso e terá ficado no Porto contrariado.
«Nicolas Otamendi, central do FC Porto, já chegou a acordo com o Atlético de Madrid, de acordo com o jornal Marca, de Madrid. O defesa é um dos objetivos do treinador Diego Simeone, que pediu a contratação do internacional argentino à direção do segundo clube da capital espanhola.
Jorge Mendes, um dos empresários do defesa central, esteve esta segunda feira em Madrid a falar com a direção do Atlético de Madrid, no sentido de perceber se poderá haver um entendimento entre o clube espanhol e o FC Porto, que só admite, neste momento, ceder o jogador por uma verba acima dos 15 milhões de euros.»
«O Atlético Madrid parece ter desistido de contratar o defesa portista Nicolás Otamendi, segundo revela o diário espanhol "As". Na base da desistência estará, aparentemente, o valor pedido pelos dragões, que exigem 15 milhões de euros.»
Eu acredito mais noutra possibilidade.
O FC Porto versão Paulo Fonseca é uma equipa menos organizada e que, globalmente, defende pior do que nos últimos anos, o que se reflete, de forma mais visível, no desempenho dos jogadores do quarteto defensivo.
Aliás, no jogo com o Zenit, também Mangala e Alex Sandro tiveram erros de palmatória, ao entregarem/perderem a bola para Hulk no primeiro terço do relvado, quando tentavam iniciar a saída para o ataque.
Comparativamente com a época passada, o FC Porto 2013/14 é uma equipa menos. Menos organizada, menos coesa, menos intensa e isso, naturalmente, reflete-se no desempenho da generalidade dos jogadores.
As excepções são o guarda-redes (Helton tem feito grandes defesas) e jogadores tipo bombeiro, como Fernando, que andam pelo campo a tentar apagar os fogos que vão surgindo.
Mas voltando a Otamendi, e independentemente das razões da sua má forma, não seria prudente Paulo Fonseca fazê-lo descansar durante uns jogos e dar uma oportunidade a Maicon?
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Os erros e os “roubos de igreja”
No Estoril x FC Porto de ontem, após um lançamento em profundidade, Luís Leal correu atrás de uma bola que Otamendi tentou cortar.
A intervenção de Otamendi foi suficiente para derrubar Luís Leal?
O árbitro devia ter advertido o defesa-central do FC Porto com um cartão? De que cor?
Lendo as opiniões dos três ex-árbitros que constituem o ‘Tribunal de O JOGO’, verifica-se que têm leituras substancialmente diferentes sobre este lance e, consequentemente, sobre qual devia ter sido a ação do árbitro Rui Silva.
De facto, não é um lance de fácil análise e a única coisa que parece certa é que Otamendi não acertou nas pernas de Luís Leal (conforme se pode ver na imagem anterior).
Perto do final deste mesmo Estoril x FC Porto, há um outro lance que também deixou dúvidas.
O 2º golo do Estoril é ou não precedido de fora de jogo de Luís Leal?
Neste caso, os especialistas em arbitragem de O JOGO são unânimes, mas eu, mesmo tendendo a concordar que este golo de Luís Leal foi irregular, considero que é um lance onde o erro é compreensível.
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| Estoril x FC Porto, Tribunal de O JOGO |
Se nestes dois lances (por coincidência, ambos envolvendo o estorilista Luís Leal) considero que os eventuais erros do trio de arbitragem são admissíveis, o mesmo não se pode dizer do penalty assinalado contra o FC Porto.
Como é possível que os árbitros tenham visto algo que nunca aconteceu? Isto é, como é possível alguém ver o Otamendi a cortar a bola com mão dentro da área, se o jogador do FC Porto está todo ele fora da área?
Já li e ouvi alguns anti-portistas a compararem este penalty com o lance do James Rodriguez no Paços Ferreira x FC Porto da época passada, mas só por desonestidade, ou estupidez, se pode dizer que estes dois lances são idênticos.
É verdade que o James sofreu o toque que o desequilibrou fora da área mas, devido à velocidade do lance, caiu bem dentro da área pacense, o que iludiu o árbitro do encontro (já agora, tal como Chalana, no Portugal x URSS de 1983).
No caso do jogo de ontem, seria bom que o senhor Rui Silva pudesse explicar o que viu porque, sinceramente, não consigo encontrar uma justificação minimamente aceitável para o árbitro de Vila Real ter assinalado este penalty contra o FC Porto.
Mais. Conforme se pode comprovar pela imagem anterior, o árbitro auxiliar que, na 1ª parte, acompanhou o ataque do Estoril, estava em posição perfeita para auxiliar o árbitro principal e, estando a olhar para o lance, é impossível não ter visto que Otamendi se encontrava fora da grande área.
Mais. Conforme se pode comprovar pela imagem anterior, o árbitro auxiliar que, na 1ª parte, acompanhou o ataque do Estoril, estava em posição perfeita para auxiliar o árbitro principal e, estando a olhar para o lance, é impossível não ter visto que Otamendi se encontrava fora da grande área.
Já na semana passada, no FC Porto x Gil Vicente, tínhamos assistido a outro lance inexplicável, quando Varela foi abalroado (com contacto físico evidente!) por um defesa dos galos de Barcelos e o árbitro, em vez de assinalar penalty a favor do FC Porto, mostrou um cartão amarelo a Silvestre Varela por… simulação!
É evidente que custa sempre a engolir quando os árbitros erram contra a nossa equipa, mas há erros que, vistos friamente, são compreensíveis e aceitáveis.
Contudo, nas últimas duas jornadas, o FC Porto foi vitima de dois erros inexplicáveis cometidos pelos árbitros e, no caso do jogo da Amoreira, com indiscutível influência no resultado final.
E, por isso, não os considero erros normais. Foram, citando o saudoso José Maria Pedroto, autênticos “roubos de igreja”.
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Tribunal JOGO
domingo, 22 de setembro de 2013
O passador azul-e-branco
Honestamente, algum portista que tenha visto os últimos jogos do FC Porto ficou surpreendido com a perda destes dois pontos na Amoreira?
Penso que não.
Hoje, frente a um Estoril que tinha jogado a meio da semana (nem sequer houve 72 horas de intervalo entre o final do Estoril x Sevilha e o início deste jogo), viu-se, novamente, a face B deste FC Porto. Foi mais uma exibição fraca, sem a chama do Dragão, com os jogadores da equipa canarinha a ganharem a maior parte das bolas divididas e a acelerarem em direcção à baliza do FC Porto como se o meio-campo portista fosse uma autoestrada.
Hoje, houve tanta coisa má na exibição portista e havia tanto a dizer deste jogo, que é melhor esperar algum tempo para fazer uma análise mais fria, mas há um aspecto que tenho de referir já: o que se passa com a defesa do FC Porto e, particularmente, com o Otamendi? O que se passa com este defesa-central argentino que, tal como já tinha acontecido em Viena, voltou a ter intervenções de principiante e que só não enterraram mais a equipa porque não calhou.
Mas, evidentemente, o problema não se cinge ao Otamendi. A defesa do FC Porto está um autêntico passador. Ou melhor, a equipa do FC Porto, a defender ou, como se diz agora, na transição defensiva, está um autêntico passador.
É inacreditável a quantidade de ataques, cantos, livres, remates e oportunidades de golo que a equipa do FC Porto está a permitir a equipas como o Austria Viena ou este Estoril.
Se contra adversários deste nível sofremos a bom sofrer, eu quero ver quando jogarmos em São Petersburgo ou Madrid. Se continuarmos a jogar desta maneira contra adversários melhores, ninguém duvide, o FC Porto será cilindrado.
Uma das críticas que uma parte dos adeptos portistas fazia na época passada era o facto de, na opinião desses adeptos, a equipa ter muita posse de bola mas essa posse de bola ser inconsequente.
Que saudades que eu tive hoje dessa "posse de bola inconsequente", em que os jogadores das equipas adversárias andavam a "cheirar a bola" e em que o FC Porto, após estar em vantagem no marcador, raramente se deixava surpreender.
Hoje, o FC Porto esteve duas vezes em vantagem no marcador (1-0 e 2-1), mas eu nunca senti que o jogo estava ganho, bem pelo contrário.
Paulo Fonseca tem muito para reflectir porque, se continuar por este caminho, não vai lá.
SMS do Dia
O Otamendi acabou de derrubar a minha vontade de ver o Porto.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
O triunfo do futebol ridículo
Não raras vezes o adepto implora ao mais básico desejo em vésperas de uma partida importante. A vitória. Paulo Fonseca estreava-se na Liga dos Campeões ao leme do experiente FC Porto. A julgar pela inquietante exibição, a imaturidade competitiva parecia generalizada e entre o tão pouco futebol que se viu no relvado do Prater, a única coisa que acabou por ficar de oferta aos portistas foi a sibilina vitória azul e branca, através do solitário golo do capitão Lucho Gonzalez.
Felizmente para nós, enquanto a Europa do futebol se ia entretendo com o hattrick de Messi ou com a ensaboadela suíça a Mourinho perante o seu público, em Viena desenrolava-se o pior jogo da 1ª jornada da competição de clubes mais importante do Mundo. Um mau jogo, disputado por duas equipas inconsequentes, com jogadores fracos ou desinteressados, orientados por equipas técnicas medíocres. Se isto é o melhor futebol que a UEFA tem para oferecer. Vou ali e já venho…
Ao FC Porto, como se não bastasse a pálida exibição do passado fim-de-semana com Gil Vicente, resolveu aprimorar o estilo e tornar-se ainda mais degradante. Os danos só não aconteceram porque este Áustria de Viena vai ser uma espécie de versão 2.0 do Dínamo de zagreb, para levar coça de criar bicho de todas as equipas que lhe vão calhar em sorte. A caça ao voto do Platini trouxe à tona estas tainhas que até o espaço que ocupam na rede incomoda.
As declarações pouco efusivas dos jogadores na zona mista após a partida revelam algum decoro ou, quiçá, peso na consciência da qualidade de jogo. A quantidade de equívocos, erros, falhas e infantilidades foram tantas que todo o balneário sabe que uma exibição igual a esta na próxima jornada da Champions equivalerá a ZERO pontos. Paulo Fonseca acha que a sua equipa fez um jogo “pragmático” e “inteligente”. Temo que o engodo das vitórias lhe possa toldar o discernimento para as muitas debilidades que os seus comandados evidenciam.
Entre um meio-campo incapaz de gerir o jogo, perdido entre a falta de pressão ao portador da bola e na pouca circulação e rotatividade dos seus jogadores, juntou-se a incapacidade de os extremos e laterais portistas em explorar as faixas, bem como trabalhar a ligação no momento de transposição da bola. Jackson dedicou-se ao egoísmo e Otamendi à parvalheira. Tudo isto polvilhado com um chorrilho de passes errados e más recepções, resultando na confrangedora exibição que se sabe.
Valeu esta noite que a eficácia saiu generosa. Provavelmente na única jogada condigna a um jogo de futebol, levou Danilo a ganhar a linha de fundo servindo Lucho num oportuno passe atrasado para o golo que arrebataria os três pontos para o Dragão. E foi só, para gáudio e escrupuloso cumprimento do desejo do adepto. O “pragmatismo” assim obriga, diz o técnico. A jogar assim, Liga Europa cá vos espera, digo eu!
terça-feira, 16 de abril de 2013
A titularidade de Abdoulaye na Taça da Liga
Em Dezembro passado, decorreu durante uns dias uma votação neste blogue, em que questionamos se na Taça da Liga o FC Porto deveria jogar com:
- Equipa titular
- Titulares e segundas escolhas
- Apenas segundas escolhas
- Jogadores da equipa B
Vale o que vale, mas apenas 10% das pessoas que se deram ao trabalho de responder votaram na opção ‘Equipa titular’ (ver resultado na coluna ao lado) e embora a amostra tenha sido pequena, esta votação foi de encontro ao que me parecia ser o sentimento claramente maioritário dos adeptos portistas em relação à Taça Lucílio Baptista… perdão, Taça da Liga.
Cerca de quatro meses depois, tendo o FC Porto chegado à final da Taça da Liga 2012/13, a opção de Vítor Pereira foi apostar num onze semelhante ao habitual (levando em conta a lesão de Varela), com apenas dois jogadores do lote dos menos utilizados: o guarda-redes Fabiano e o defesa-central Abdoulaye.
Embora não tenha ficado surpreendido com nenhuma destas duas escolhas, devo dizer que, quando soube pela rádio o onze inicial do FC Porto, considerei de maior risco a titularidade de Fabiano do que a de Abdoulaye.
Porquê?
Basicamente por três razões:
1ª) A posição de guarda-redes é crítica numa equipa de futebol.
2ª) Até esta altura, Fabiano teve uma utilização residual em jogos das duas principais competições em que a equipa do FC Porto esteve envolvida – Campeonato e Liga dos Campeões – tendo apenas participado em um jogo (Abdoulaye participou em sete).
3ª) Cinco dias antes, Abdoulaye tinha jogado 45 minutos contra este mesmo SC Braga (substituindo o lesionado Maicon), sem comprometer ( «Entrou periclitante e demorou uns 15’ a estabilizar. Depois de assentar, não voltou a errar», FC Porto um a um, O JOGO).
Além disso, lembrei-me da anterior presença do FC Porto numa final da Taça da Liga (época 2009/10), em que a opção por Nuno Espirito Santo em vez de Helton correu bastante mal.
Contudo, desta vez a troca de guarda-redes correu bem, Fabiano fez uma grande exibição (juntamente com Fernando foi considerado o melhor jogador do FC Porto) e, por isso, no final do jogo não ouvi, nem li, portistas a criticarem a sua inclusão no onze inicial.
Contudo, desta vez a troca de guarda-redes correu bem, Fabiano fez uma grande exibição (juntamente com Fernando foi considerado o melhor jogador do FC Porto) e, por isso, no final do jogo não ouvi, nem li, portistas a criticarem a sua inclusão no onze inicial.
A contestação surgiu sim, mas em torno de Abdoulaye levando, inclusivamente, o jornal O JOGO a questionar conhecidos adeptos portistas acerca da sua presença no onze inicial e se isso tinha sido decisivo para a derrota do FC Porto.
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| (O JOGO, 14-04-2013) |
Teria sido melhor optar por Otamendi em vez de Abdoulaye?
Vendo o que se passou, provavelmente, mas é bom lembrar que no jogo anterior, precisamente contra o mesmo adversário, Otamendi esteve particularmente infeliz. O jornal O JOGO atribuiu-lhe a pior pontuação entre todos os jogadores (titulares e suplentes) do FC Porto e analisou assim a sua exibição:
«Otamendi – Estranhamente intranquilo, o argentino perdeu a noção dos espaços e nos primeiros 45’ acumulou falhas em catadupa. Aos 20’ isolou João Pedro e pouco depois escorregou e daí surgiu o golo de Alan. Na segunda parte quase limpava a face quando, de cabeça, atirou à trave.»
E não se pode dizer que a exibição de Otamendi no FC Porto x SC Braga para o campeonato tenha sido caso único. A fase menos boa que está a atravessar vem de alguns jogos atrás. Por exemplo, no Marítimo x FC Porto, a apreciação feita no jornal O JOGO foi a seguinte:
«Otamendi – Falhou demasiado, deixando o Marítimo ameaçar a baliza portista ao não abordar corretamente alguns lances, sempre com Heldon no papel de protagonista (61’ e 82’). Pior exibição da época, seguramente.»
Na minha opinião, Otamendi é um bom defesa-central mas, por aquilo que escrevi atrás, considero normal que tenha sido suplente na final da Taça da Liga.
Aos treinadores compete fazer as escolhas. Os adeptos e jornalistas comentam-nas no final. Quando as coisas correm bem (ver, por exemplo, a entrada de Kelvin no FC Porto x SC Braga para o campeonato), os jogadores fazem capas de jornais. Quando correm mal, o treinador é criticado. O futebol é assim e ninguém é obrigado a seguir uma carreira de treinador.
Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Sem nota artística, mas com eficácia
A primeira jornada já tinha deixado o aviso. Este Gil Vicente sabe tratar bem a bola e é uma equipa com um nível de agressividade positiva, capaz de desconstruir conjuntos organizados. Não demorou muito a prová-lo uma vez mais no Dragão. Só não foi capaz de suster o fulgor de Hulk e a reacção rápida do FC Porto ao golo sofrido. A vitória acabou por ser tranquila, mas a qualidade artística, como dirá Vítor Pereira, está bem longe da nota máxima.
O encontro começou logo tremido. E azedo para Sapunaru. Uma perda de bola infantil do lateral romeno abriu uma auto-estrada a Hugo Vieira, “obrigando” Otamendi a recorrer ao penálti. A nossa equipa entrava no jogo a perder e só não ficou com menos um elemento em campo por má avaliação da equipa de arbitragem. Há que assumi-lo; o central argentino deveria ter sido expulso, não pela impetuosidade do lance, mas pela iminência de golo.
A equipa sentiu o abalo e teve dificuldade em reagir à adversidade. Felizmente a ingenuidade de Sapunaru foi retribuída com gentileza por parte de João Vilela. Carga sobre Hulk que o mesmo tratou de converter e restabelecer o empate. Sem deixar respirar, e apenas 5 minutinhos depois, Sapunaru já estava a fazer a cambalhota no marcador, correspondendo a um canto preciso do Incrível.
Longe de se exibir a um nível a preceito, com um enorme susto logo a abrir, o facto é que o campeão nacional foi capaz de inverter a marcha no marcador com relativa facilidade. A equipa serenou e foi tentando ser contundente na iniciativa. Varela esteve muito interventivo, mas nem sempre decidiu bem. Os homens de Barcelos ainda não se tinham eclipsado. Criaram até alguns momentos de aperto para as redes de Helton. Felizmente não foram capazes aproveitar.
Mais ponderada e equilibrada, a nossa equipa na 2ª metade foi mais fiel à sua doutrina. Na posse, na gestão e no controlo do jogo. O Gil Vicente perdeu margem de manobra e a bomba de Hulk retirou-lhes as esperanças. A tranquilidade reinou, num triunfo que terminou fácil, mas muito longe de ser brilhante. Enalteça-se Souza, com uma prestimosa actuação e o inevitável Hulk, que já vai disparado na lista dos melhores marcadores.
Vítor Pereira aventou na antevisão deste encontro para a maior importância da vitória em detrimento de uma possível menor qualidade de jogo neste prólogo da época. Compreende-se. Assim como também é compreensível todo este entra e sai que vem agitando o plantel por estes dias. Mas, no próximo jogo não haverá espaço para ressalvas e paninhos quentes, porque é o melhor dos melhores que vamos ter pela frente e está também mais um caneco em disputa!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Dupla de Centrais
Das 466 pessoas que participaram na votação, 87% entendem que Rolando e Otamendi formam a melhor dupla de defesas centrais do plantel actual do FC Porto. Não fiquei surpreendido.E convém salientar que tendo a votação terminado no domingo, a esmagadora maioria dos votos foi antes do Braga x FC Porto.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
Vitória central
Já estava com saudades.
Sempre achei que o objectivo principal tem de ser dar espectáculo e golear. Isto nem sempre é possível, há jogos mais bem conseguidos, há outros menos, mas se o espírito for este é sempre mais fácil. Não se pode facilitar nunca, desprezar competições nem menosprezar adversários.
Quando isto acontece, as vitórias são limpinhas e a gente não sente aquele "ainda nos vamos f****", os atrasos para o Helton até fazem sentido.
Neste jogo voltei a sentir esta sensação de jogo controlado, apesar de haver na mesma os se's, se o Hulk não tem acertado na barra mas uns cms mais abaixo, se o Otamendi não tem marcado aos 45 minutos, se o árbitro tem ido na cantiga do Mossoró, se ...
Valeu que na sequência de lances de bola parada o Otamendi andava pela área, já que apesar de termos o jogo controlado nunca se viu ninguém pela área, o Hulk decididamente não se dá naquela posição - não quer dizer que não a faça, quer dizer que não é ali que rende mais em favor da equipa.
E foram mais 3 pontos na caminhada para o resgate, mas para quando um golo num pontapé de canto?
ps:
Diz o Guarin no seu twitter:
Sempre achei que o objectivo principal tem de ser dar espectáculo e golear. Isto nem sempre é possível, há jogos mais bem conseguidos, há outros menos, mas se o espírito for este é sempre mais fácil. Não se pode facilitar nunca, desprezar competições nem menosprezar adversários.
Quando isto acontece, as vitórias são limpinhas e a gente não sente aquele "ainda nos vamos f****", os atrasos para o Helton até fazem sentido.
Neste jogo voltei a sentir esta sensação de jogo controlado, apesar de haver na mesma os se's, se o Hulk não tem acertado na barra mas uns cms mais abaixo, se o Otamendi não tem marcado aos 45 minutos, se o árbitro tem ido na cantiga do Mossoró, se ...
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| foto gamada no Record |
Valeu que na sequência de lances de bola parada o Otamendi andava pela área, já que apesar de termos o jogo controlado nunca se viu ninguém pela área, o Hulk decididamente não se dá naquela posição - não quer dizer que não a faça, quer dizer que não é ali que rende mais em favor da equipa.
E foram mais 3 pontos na caminhada para o resgate, mas para quando um golo num pontapé de canto?
ps:
Diz o Guarin no seu twitter:
Adeptos não se que mais fazer neste club para poder ter um lugar no onze inicial vcs sabem muito bem tudo o que ja fiz para poder jogar ak.Embora eu ache que o regresso do Fernando à titularidade não tenha sido tão merecida quanto outras, se calhar este desabafo do Guarín explica o porquê da sua própria lamentação.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Agora só se tiver algum problema nos dentes...

A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD vem comunicar, nos termos e para os efeitos do art. 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, ter chegado a um princípio de acordo com o Club Atlético Vélez Sársfield, para a cedência definitiva dos direitos de inscrição desportiva do jogador Otamendi.
Este acordo prevê o pagamento de um montante de 4.000.000 € (quatro milhões de euros) sendo que a FC Porto SAD garante 50% dos direitos económicos do jogador. Mais se informa que a FC Porto SAD atribui ao C. A. Vélez Sársfield uma opção de venda dos restantes 50% dos direitos económicos, por 4.000.000 €, que pode ser exercida até 5 de Setembro de 2011.
A formalização final deste acordo está dependente da realização dos exames clínicos a que o atleta se irá submeter, com o consentimento do C. A. Vélez Sársfield, e da posterior assinatura de um contrato de trabalho do atleta com esta Sociedade.
O Conselho de Administração
Porto, 23 de Agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Parece que está quase...

Para aqueles que olham com alguma preocupação para o centro da nossa defesa, parece que está quase a haver boas novas. Nicolás Otamendi estará a um passo de ser jogador do F.C.P.
http://en.wikipedia.org/wiki/Nicol%C3%A1s_Otamendi
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