...mesmo quando o adversário apresenta um ataque com Jackson Martinez (ainda teve um remate, daqueles dos tempos antigos, que Casillas defendeu) e um verdadeiro mini-Brahimi que dá pelo nome de Nakajima. O japonês estará de saída para a Liga Inglesa mas, antes disso, ainda teve tempo para mais uma performance de qualidade acima da média.
Juntou-se a isso um Óliver, a passar tão completamente ao lado da partida, que teve que receber ordem de saida ainda dentro dos primeiros 45 minutos (a tal falta de um rendimento constante, ao longo de uma série mais longa de partidas, que muitos portistas temem no médio espanhol).
Com Telles e Otávio também em noite apagada, valeu-nos, ontem mais uma vez, os suspeitos do costume: Brahimi a jogar e Marega a marcar.
O argelino esteve imparável no criar de situações de golo. E até marcou dois, também, um deles bem anulado pelo árbitro e VAR. Aproveitemos ao máximo o facto de ainda podermos contar com um fabuloso futebolista como Brahimi. Então aquele seu controlo do esférico, só encontra mesmo paralelo num Rabah Madjer.
E, claro, Marega. O homem do Mali foi ele mesmo: a falhar lances e lances, de forma a deixar qualquer um de cabelos em pé, até chegar aquele tradicional momento de ser ele a decidir o jogo. Dois golos e ainda uma assistência. Pedir mais, seria um abuso.
Nota também alta para a grande jogada de Danilo, no terceiro golo, que matou o encontro. Além de ter passado de forma brilhante por um defesa contrário, tudo a alta velocidade, só descansou quando a bola chegou a quem ele queria mesmo que chegasse: a Brahimi, claro está.