No passado dia 8 de Junho, no Estádio do Dragão, decorreu a posse do Conselho Cultural e do Conselho de Filiais e Delegações do Futebol Clube do Porto para o próximo triénio.
O Conselho Cultural continua a ser presidido por Álvaro Pinto e vai passar a contar com Isabel Pires de Lima, Amândio Secca, Guilherme Macedo, Justino Santos, Fernando Rocha e Fernando Oliveira.
A primeira coisa que salta à vista é que desta lista não faz parte Filomena Pinto da Costa. Ora, em Setembro de 2008, quando foi convidada para directora do Conselho Cultural, aquilo que veio a público é que Filomena iria dinamizar este órgão, passando a ser responsável pela programação extra desportiva e pela organização de eventos (concertos, exposições, lançamento de livros, etc.) envolvendo o nome do Futebol Clube do Porto.
Recordo que, na altura, Álvaro Pinto considerou que Filomena Pinto da Costa era uma mais-valia para o clube e a própria manifestou um enorme entusiasmo com o novo cargo. E agora? Foi Filomena Pinto da Costa que não quis continuar ou entenderam que era conveniente exclui-la?
Para além da criação e direcção da revista Mundo Azul, eu não consigo avaliar o trabalho desempenhado por Filomena Pinto da Costa no Conselho Cultural mas, o que aparenta, é que quer o convite feito há 20 meses, quer o afastamento actual, são mais condicionados pelos altos e baixos do seu relacionamento privado com o presidente do FC Porto, do que pela competência e trabalho desempenhado.

As coisas não são exactamente assim? Muito bem, então, para evitar mal entendidos, seria bom que o senhor Álvaro Pinto, presidente do Conselho Cultural, explicasse o que se passou e que critérios foram seguidos.
Reafirmo o que já aqui escrevi. Nem eu, nem nenhum sócio do Futebol Clube do Porto tem nada a ver com a vida privada do presidente do clube e da SAD. Mas compete a Pinto da Costa e aos restantes dirigentes do FC Porto evitar estas misturas, que são desagradáveis e contribuem para alimentar um clima de promiscuidade indesejável.
Foto: Caras e blog 'Mulher Atenta'
