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sábado, 12 de junho de 2010

Filomena e o Conselho Cultural


No passado dia 8 de Junho, no Estádio do Dragão, decorreu a posse do Conselho Cultural e do Conselho de Filiais e Delegações do Futebol Clube do Porto para o próximo triénio.

O Conselho Cultural continua a ser presidido por Álvaro Pinto e vai passar a contar com Isabel Pires de Lima, Amândio Secca, Guilherme Macedo, Justino Santos, Fernando Rocha e Fernando Oliveira.
A primeira coisa que salta à vista é que desta lista não faz parte Filomena Pinto da Costa. Ora, em Setembro de 2008, quando foi convidada para directora do Conselho Cultural, aquilo que veio a público é que Filomena iria dinamizar este órgão, passando a ser responsável pela programação extra desportiva e pela organização de eventos (concertos, exposições, lançamento de livros, etc.) envolvendo o nome do Futebol Clube do Porto.
Recordo que, na altura, Álvaro Pinto considerou que Filomena Pinto da Costa era uma mais-valia para o clube e a própria manifestou um enorme entusiasmo com o novo cargo. E agora? Foi Filomena Pinto da Costa que não quis continuar ou entenderam que era conveniente exclui-la?

Para além da criação e direcção da revista Mundo Azul, eu não consigo avaliar o trabalho desempenhado por Filomena Pinto da Costa no Conselho Cultural mas, o que aparenta, é que quer o convite feito há 20 meses, quer o afastamento actual, são mais condicionados pelos altos e baixos do seu relacionamento privado com o presidente do FC Porto, do que pela competência e trabalho desempenhado.


As coisas não são exactamente assim? Muito bem, então, para evitar mal entendidos, seria bom que o senhor Álvaro Pinto, presidente do Conselho Cultural, explicasse o que se passou e que critérios foram seguidos.

Reafirmo o que já aqui escrevi. Nem eu, nem nenhum sócio do Futebol Clube do Porto tem nada a ver com a vida privada do presidente do clube e da SAD. Mas compete a Pinto da Costa e aos restantes dirigentes do FC Porto evitar estas misturas, que são desagradáveis e contribuem para alimentar um clima de promiscuidade indesejável.

Foto: Caras e blog 'Mulher Atenta'

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A revista da Dr.ª Filomena

Após a minha tomada de posse (...) imediatamente visualizei a necessidade de criar uma publicação que unisse esta enorme família, no país e no estrangeiro, a verdadeira alma do Futebol Clube do Porto, espalhada pelo mundo
Quando em 1985, o FC Porto pela mão de PdC lançou a revista Dragões, eu quase que jurava que PdC na altura escreveu palavras semelhantes, não consegui arranjá-las mas o que guardo na memória são palavras neste sentido, uma publicação à imagem da grandeza do clube, para ajudar ao lançamento do clube a nível europeu e mundial e a realçar o capital de importância dos associados no clube.

Mas as palavras acima citadas não foram escritas por PdC em 1985, foram escritas por Filomena Pinto da Costa em Março deste ano quando o Conselho Cultural, de que é directora, decidiu editar uma revista mensal: Mundo Azul.




Assim desde Março que o FC Porto, tem duas revistas: a Revista Dragões (da responsabilidade do Departamento de Conteúdos) e a Revista Mundo Azul (da responsabilidade do Conselho Cultural).

Não será uma grande novidade mas como tenho andado algo distraído, pessoalmente só descobri este facto um dia destes no sítio do clube. E como o Google está sempre à mão, lá vai mais uma pesquisa e cheguei ao blogs Guardião da Invicta e Dragão até à Morte onde existem umas cópias digitalizadas da dita revista.

E lá li então os objectivos da revistas, vi uns exemplares, e só dei por mim a pensar: para quê? Os objectivos enquadram-se naquilo que sempre foi a revista Dragões, o tipo de conteúdo enquadra-se naquilo que sempre foram os conteúdos da revistas Dragões, então para quê outra revista?

Não fazia mais sentido concentrar esforços e recursos financeiros numa única públicação?

Se o Conselho Cultural acha que a divulgação das suas iniciativas está a ser "curta", não fazia sentido "negociar" meia dúzia de página na revista Dragões, que neste momento tem um tiragem de 30000 exemplares e que chega a todos os detentores de lugares anuais? E assim chegar a uma audiência muito maior que os seus 2500 exemplares que não se vendem em lugar nenhum (agora pelos vistos dá para encomendar pela net). Não se cumpriria assim melhor a união da enorme família?

Não fazia mais sentido (mais barato e com maior visibilidade) ter uma área no sítio oficial para divulgar as iniciativas?

Se tivesse tido conhecimento do lançamento da revista em Março, olhando para os objectivos teria achado estranho, mas agora que já vai no n.º 7 mais estranho me parece. É certo que acho que a revista Dragões, tendo hoje em dia uma imagem muito boa, tem perdido qualidade em termos de conteúdos. Mas mais que fazer split de conteúdos e criar várias revistas, acho que tinha mais sentido concentrar esforços e fazer uma revista única e com melhores conteúdos.

Mas, embora não me pareça, que tenha muito sucesso e que se torne uma referência entre os portistas, e já agora que não seja uma montra de vaidades.

Já agora, elogie-se uma iniciativa do Conselho Cultural: a nomeação e realização dos Dragões de Ouro neste mês de Setembro - 2/3 meses após o fecho da época, ao contrário de anos anteriores em que eram efectuados em Fevereiro/ Março - ou seja 8/9 meses após o fecho da época. Onde além de não fazer sentido entregar prémios quase um ano depois (não era só a Liga que demorava esse tempo a entregar prémios/taças), levava a algumas dúvidas se os prémios eram atribuídos por época ou por ano civil.