«No desafio anterior (contra o Arouca), com o FC Porto a jogar com menos um desde muito cedo, Quaresma fez uma grande exibição e foi considerado, quase unanimemente, o melhor em campo. Como “prémio”, hoje foi para o banco e Lopetegui apenas o chamou, já com a equipa em desespero de causa, à procura de recuperar a vantagem perdida no marcador. Não foi a tempo…»
Quaresma foi o melhor contra o Arouca.
Quaresma foi o melhor contra o Estoril.
Quaresma foi um dos melhores (senão o melhor) contra o Rio Ave.
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| Quaresma num grande momento, contra o Arouca, Estoril e Rio Ave |
Quaresma está num grande momento de forma, provavelmente a atravessar um dos melhores momentos da sua carreira, ao ponto de mesmo os seus críticos o reconhecerem.
Assim sendo, e ainda por cima estando Tello lesionado, faz algum sentido questionar a titularidade de Quaresma na próxima quarta-feira?
Faz. Para começar, o desafio da próxima quarta-feira não é um jogo qualquer. É a 1ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.
E o oponente é “apenas” o Bayern Munique, considerado, por muitos especialistas, a melhor equipa do Mundo.
Sendo o Bayern uma equipa fortíssima, é natural que Lopetegui adopte algumas cautelas e pretenda reforçar o meio-campo (José Mourinho fez o mesmo em 2003/04 – no campeonato jogava em 4-3-3 e na Liga dos Campeões em 4-4-2).
Ora, não podendo contar com o rapidíssimo Tello, nem com o goleador Jackson a 100% (está afastado dos relvados desde o dia 6 de Março), já para não falar em Iván Marcano e Adrián López (é hilariante ver a preocupação da comunicação social portuguesa, dedicando 10 vezes mais tempo/espaço a falar das ausências do Bayern do que nas importantes ausências do FC Porto…), não me admirava que o onze inicial escolhido por Julen Lopetegui fosse o seguinte:
Fabiano
Danilo, Maicon, Indi, Alex Sandro
Casemiro, Rúben Neves, Herrera
Óliver, Brahimi, Aboubakar
Se estão bem recordados, foi precisamente este o onze (com Jackson em vez de Aboubakar) nos dois jogos do Play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, numa altura em que o Lille estava com a preparação mais adiantada (o campeonato francês começa primeiro que o português) e era um dos líderes da Ligue 1.
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| Onze inicial no FC Porto x Lille |
Sem bola, o FC Porto poderia (poderá) jogar numa espécie de 4-5-1, com Casemiro, Rúben Neves, Herrera e Óliver a pressionarem e correrem, correrem, correrem (a “fórmula de sucesso” referida por Luís Gustavo, jogador do Wolfsburgo).
Com posse de bola, Óliver e Brahimi abririam (abrirão) nas alas, com o apoio dos dois laterais (Danilo e Alex Sandro).
E Quaresma?
Quaresma seria um trunfo precioso, a usar a partir dos 60 minutos (Brahimi não aguenta muito mais).
P.S. Não sofrer golos em casa é muito importante e, por isso, tal como em 2003/2004, na meia-final contra o Depor, um eventual 0-0 no jogo da 1ª mão seria um resultado que manteria tudo em aberto para a 2ª mão.