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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Bullying institucional

Ao longo da sua história, o FC Porto sempre foi alvo de ataques vis da comunicação social maioritariamente lisboeta. Neste país, uma grande parte daqueles que possuem uma carteira de jornalista não tem a ética nem a coluna vertebral para informar com isenção, rigor e imparcialidade. E os sócios e adeptos do FC Porto apercebem-se disso desde muito novos.

Nos últimos anos, fruto talvez do crescente ressabiamento pelas conquistas aquém e além-fronteiras, o clube tem sido alvo de um verdadeiro comportamento de “bullying” por parte daqueles que se deveriam limitar a informar com rigor e objectividade.

Se a alguns meios informativos (se assim se podem chamar?!) já nenhuma “notícia” ou atitude nos espanta, como é o caso do ignóbil Correio da Manha, a outros, até pela sua natureza jurídica, se exigiria um tratamento respeitoso e com o devido distanciamento como são o caso a RTP, uma televisão pública, ou a SIC e a TVI, televisões privadas detidas pela Impresa e pela Mediacapital, respectivamente. Mas mesmo estas, com o caso vergonhoso da RTP, financiada pelos impostos de todos, não têm tido o respeito e a imparcialidade que o FC Porto, como qualquer outra instituição, merece.

Os “erros” ou os lapsos de linguagem com o nome do FC Porto têm sido muitos. De tal forma que o Clube se viu obrigado a apresentar uma exposição à ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) no passado mês de Setembro. Certamente que teremos de esperar sentados por consequências para os “jornalistas” responsáveis por esses “lapsos”, até porque a ERC costuma reagir tarde e mal.


“Moutinho já treinou com o “Porco”… com o Porto, no centro de estágios do Olival…”



“…esperar que o FC Porco perca…”



“Julen Lopetoqui” por Pedro Pinto

Página oficial do DN no Facebook

Já muito se discutiu sobre qual seria a melhor forma de o Clube lidar e combater estes abusos de confiança e desrespeito grosseiro. A verdade é que se os tribunais e os reguladores, cuja existência serve a protecção dos cidadãos e das instituições de outros mal intencionados, nada fizerem, acordará muito provavelmente nos sócios o instinto natural de autodefesa às reiteradas agressões exteriores. "Quem semeia ventos, colhe tempestades".
   

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O saldo do mercado

O mercado de Verão 2015 (entre o final da época 2014/2015 e o início da época 2015/2016) fechou.

Finalmente, pode-se fazer umas contas por alto (com base em valores aproximados) aos:
i) montantes globais gastos em compras (de passes) e empréstimos de jogadores;
ii) montantes globais das vendas efetuadas;
iii) saldos obtidos pelos diversos clubes/SADs.

Essa análise foi efetuada por diversos órgãos de comunicação social.

A que apresento a seguir foi feita pelos elementos do programa Mais Transferências da TVI e, no essencial, não difere muito das que vi noutros órgãos de comunicação social.






Programa «Mais Transferências» do dia 01-09-2015 (fonte: TVI 24)

A comunicação social (e não só), não se cansa de repetir que o FC Porto foi, entre os “três grandes”, aquele que mais gastou. É verdade.

Contudo, para ser feita uma análise completa, é preciso olhar para as duas faces da moeda. Ora, na diferença entre vendas e compras, o FC Porto é, de longe, o que tem o saldo mais positivo entre os “três grandes”.

Dito de outra forma. Com um saldo positivo (entre vendas e compras) superior a 70 milhões de euros, o que significa que gastou muito menos do que aquilo que recebeu, é mais correto dizer que o FC Porto investiu ou que desinvestiu no plantel da sua equipa de futebol?

sábado, 1 de agosto de 2015

O “Parvo Pinto” da TVI


«O jornalista Parvo Pinto, da TVI, tem um problema sério com o FC Porto, que lhe acentua a incompetência. Pedro Tinto voltou a tropeçar numa notícia relativa ao nosso clube, chamando uma coisa qualquer ao treinador Julen Lopetegui. Pateta Pinto não vai pedir desculpa, nunca o fez antes, sabe lá o que isso é. O mais estranho é estas coisas acontecerem a Palerma Pinto apenas e só com o FC Porto. Deve ser trauma.»
in Dragões Diário, 31-07-2015


Sou leitor regular da newsletter diária do FC Porto – Dragões Diário – a qual aprecio e considero uma boa iniciativa do departamento de comunicação do FC Porto.

Ontem, tal como já tinha acontecido em 8 de Maio passado, a Dragões Diário dedicou algumas linhas ao senhor Pedro Pinto, o qual voltou a "enganar-se". Desta vez, o jornalista da TVI imitou (quis imitar?) Jorge Jesus e trocou o nome do treinador do FC Porto. Não teve piada.

Sigmund Freud, se fosse vivo, talvez explicasse estes "enganos" recorrentes com o subconsciente. O subconsciente de um individuo que, para além de revelar um desprezo/ódio doentio em relação ao FC Porto, demonstra ser um mau profissional e não ter vergonha na cara.

A questão que se coloca é: o que pretende o senhor Pedro Pinto com todas estas provocações?

Estará à espera de ser agredido, para depois se fazer de vítima e vir para a praça pública acusar os “energúmenos” do Porto?

Se é esse o objetivo do “Palerma Pinto”, PF, não lhe deem esse “prazer”.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Porco(s) na TVI


«Pedro Pinto, da TVI, tem um grande problema, não é sério. Porquê? Porque recorrentemente aproveita o púlpito de apresentar serviços noticiosos da TVI para insultar o FC Porto. Ontem, às 14h05, voltou a fazê-lo, com a agravante de visivelmente se ter apercebido e não ter tido a humildade de reconhecer o erro e pedir desculpa. Terá sido um inocente engano? Depois de em 2013 já ter feito a mesma gracinha é difícil acreditar. Pedro Pinto, sabes o que dizem as crianças? Quem diz é quem é. E as crianças nunca mentem.»
Francisco J. Marques
Dragões Diário, 08-05-2015


E depois, ainda querem ser bem recebidos no Estádio Dragão…

P.S. Ficamos à espera (sentados…) de um pedido de desculpas público, quer do próprio, quer da TVI.

terça-feira, 13 de maio de 2014

“Um jogo mais vistoso...”

Na passada sexta-feira, Vítor Pereira foi o convidado do programa Maisfutebol, da TVI24, durante o qual falou sobre vários assuntos, entre os quais o modelo de jogo que preconiza para as suas equipas e as diferenças para um futebol mais de transições, como é (era) habitual nas equipas de Jorge Jesus.

A meio da conversa, quando questionado se tinha recebido algum telefonema do FC Porto para suceder a Luís Castro, respondeu que, nesta altura, o regresso “não teria lógica absolutamente nenhuma”.

A explicação: “Saí há um ano porque senti que era o momento de sair. Agora é a oportunidade para o FC Porto crescer, ter um projeto novo, com pessoas novas, talvez com um jogo mais vistoso, não sei...

E mais à frente acrescentou: “ Saí, porque…, porque senti, que havia chegado o momento das pessoas poderem apreciar outro tipo de futebol” e sorriu…

sábado, 26 de janeiro de 2013

desLIGAdos


Tudo indica que o FC Porto vai ser desclassificado da Taça da Liga 2012/13, devido à utilização irregular de Fabiano, Abdoulaye e Seba no 3º jogo da fase de grupos - FC Porto x Vitória Setúbal -, menos de 72 horas depois destes jogadores terem alinhado pela equipa B (FC Porto B x Naval).

«O Regulamento de Competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), sobre a inscrição e participação de equipas B na II Liga por clubes da I Liga, dita, no artigo 13.º, que "qualquer jogador apenas poderá ser utilizado pela equipa principal ou equipa B decorridas que sejam 72 horas após o final do jogo em que tenha representado qualquer uma das equipas, contadas entre o final do primeiro jogo e o início do segundo". (...)
Os "azuis e brancos" incorrem na pena prevista no Regulamento Disciplinar da LPFP, no seu artigo 78.º, sobre a inclusão irregular de jogadores. O clube "será punido, no caso de provas por pontos, com as sanções de derrota e de subtração de pontos a fixar entre o mínimo de dois e o máximo de cinco pontos" e, acessoriamente, uma multa pecuniária a definir.
Já o artigo 44.º do mesmo regulamento frisa que a sanção da derrota "faz perder ao clube sancionado, na tabela classificativa, os pontos correspondentes ao jogo a que a falta disser respeito, os quais serão atribuídos ao clube adversário", isto é, os três pontos em disputa.»
in JN


Não sou jurista mas, lendo o regulamento, parece-me não restarem grandes dúvidas. 71 horas e 45 minutos é um período de tempo inferior a 72 horas. Assim sendo, o FC Porto vai perder na secretaria, a favor do Vitória Setúbal, os três pontos que conquistou dentro das quatro linhas, o que faz com que sejam os sadinos a disputarem as meias-finais da prova (no caso frente ao Rio Ave, vencedor do Grupo C).

Na altura em que estou a escrever este texto, ainda não há uma reacção oficial do FC Porto, mas uma fonte do clube/SAD já comentou o caso para a comunicação social:

«Fonte dos dragões diz que o FC Porto solicitou a marcação do encontro para o início da noite desse dia, com a Liga a determinar aquela hora por força da transmissão televisiva. (...)
Faz sentido haver regulamentação da equipa A para a equipa B, para não se correr um risco de haver jogadores da A a jogar pela B em momentos importantes e desvirtuar essa competição. Agora, o contrário já é desvirtuar o princípio de promoção dos jovens”, lembra a fonte.
O FC Porto aguarda a decisão com serenidade, deixando o tema nas mãos do seu departamento jurídico. De qualquer forma, sabe que um eventual afastamento permitiria ganhar alguns dias de descanso num momento importante da temporada.
As meias-finais da Taça da Liga estão entre a deslocação a Alvalade e os jogos com o Málaga...”»
in Maisfutebol


«“Aquando da marcação dos jogos, o FC Porto pediu à Liga para o jogo ser à noite. A Liga nunca respondeu e marcou o jogo para as 17h30, alegando interesse da TVI”, disse ao PÚBLICO fonte do FC Porto, que recusou explicar as razões para o clube ter utilizado Fabiano, Abdoulaye e Seba, que tinham jogado no domingo pela equipa B, frente à Naval.
Em semana de Benfica-FC Porto, parece que o jogo foi marcado de propósito para forçar o FC Porto a utilizar o melhor onze. O jogo Benfica-Académica foi marcado para mais de 72 horas depois do fim do Santa-Clara-Benfica B, mas o jogo FC Porto-Setúbal não respeitou as 72 horas após o fim do FC Porto B-Naval”, queixou-se a mesma fonte. (...)
O caso está entregue ao departamento jurídico do FC Porto, mas no Dragão já se desvaloriza uma eventual penalização.
A Taça da Liga não é neste ano, como nunca foi no passado, competição prioritária para o FC Porto. Este ano ainda menos, porque a Liga não paga os prémios, a prova não apura para as competições europeias e não tem patrocinador”, disse ao PÚBLICO a mesma fonte portista.
Se formos afastados, é menos um jogo no apertado calendário de final de Fevereiro, início de Março, entre os jogos com o Málaga [para a Liga dos Campeões].”»
in PUBLICO


É verdade que é raro um jogo da equipa principal ter início às 17h30. Como é sabido, os jogos da Liga dos Campeões têm início às 19h45 e os do campeonato costumam ser à noite. E também admito como perfeitamente plausível a versão, segundo a qual, o FC Porto solicitou que o jogo fosse à hora habitual (depois das 20h00) e que foi a Liga a impor (não interessa agora as razões) que o FC Porto x Vitória Setúbal fosse disputado a um dia de semana à tarde!
Mas, se o clube/SAD se sentiu lesado e que, comparativamente com o slb, estava a ser discriminado pela Liga, deveria tê-lo dito na altura. Dizê-lo agora soa a desculpa e o que transparece para a opinião pública é que houve um lapso da estrutura da SAD.

Consequências?
O FC Porto não vai ganhar a Taça Lucílio Baptista, versão 2012/13, o que me deixa tristíssimo...
Mas nem tudo é mau.
Não vamos ter de aturar o Fernando Correia e o João Querido Manha a relatarem/comentarem mais um jogo do FC Porto.
E a TVI, depois de nem sequer ter transmitido um dos três jogos que o FC Porto disputou na fase de grupos (Nacional x FC Porto), em vez de uma meia-final com o FC Porto, vai transmitir um Vitória Setúbal x Rio Ave. As audiências vão ser gigantescas... Quem se deve estar a rebolar a rir é o Joaquim Oliveira.

Sinceramente, para quem (como eu) não atribui qualquer valor desportivo à Taça da Liga, esta "penalização" é bem pior para a competição (e indirectamente para a Liga) do que para o FC Porto.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O ódio anti-Porto compensa

Em Maio de 2010, em programas da Benfica TV, António Pragal Colaço incitou à violência (“vamos ter de puxar das armas”), pré-anunciou a retaliação (“ela já está programada”) e previamente legitimou-a, quando se dirigiu a um outro benfiquista presente no programa com argumentos do tipo “se queres continuar a ser cabeçudo o problema é teu”.

Evidentemente, ninguém pode provar que houve uma relação directa entre as declarações incendiárias de Pragal Colaço e o apedrejamento de vários carros de portistas, que ocorreu em Lisboa poucos dias depois (após a final da Taça de Portugal 2009/10), mas o facto indesmentível é que a Benfica TV apadrinhou a criação de um clima de ódio anti-Porto.

Perante o escândalo público motivado pelo “vamos ter de puxar das armas” e “a retaliação já está programada” pensei, ingenuamente, que os responsáveis benfiquistas iam ter um bocadinho de pudor e dar instruções para que António Pragal Colaço entrasse em quarentena, deixando de ter acesso privilegiado aos órgãos de comunicação do slb. Mas ele continuou a andar por lá e até foi convidado para assinar artigos de opinião no jornal 'O Benfica'!

Hoje, à hora de almoço, apercebi-me que não são apenas os responsáveis do slb que têm Pragal Colaço em alta conta. Ao fazer um zapping por vários canais, fui parar ao programa da TVI 'Você na TV' e lá estava ele, como "Consultor jurídico" da TVI, a conversar com o Manuel Luís Goucha e a comentar alguns casos que lhe eram apresentados.

Já se sabia que quem ataca o FC Porto e/ou o Pinto da Costa era promovido a herói nacional. Mas, no país mais centralista da Europa, onde impera a mediocridade, a "cunha" e o amiguismo, o caso de Pragal Colaço é demonstrativo que promover o ódio anti-Porto pode ser ainda mais rentável, quer em termos de projeção mediática, quer em convites para uns "tachos" jeitosos.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quem quer casar com a carochinha?

«Os canais generalistas continuam a sofrer um corte profundo nas suas receitas publicitárias. Nos primeiros seis meses deste ano, a SIC e a TVI receberam menos 18,5 milhões de euros do que em igual período do ano passado.
Analisando o relatório e contas semestral da Media Capital, é possível verificar que a TVI facturou 49,6 milhões de euros em publicidade, uma diminuição de 13,3 milhões face aos mesmos meses de 2011 (descida de 21%). Ou seja, o corte é superior a dois milhões de euros mensais.
No caso da SIC, e de acordo com as contas do grupo Impresa, a diminuição foi de 5,2 milhões de euros (menos 10%), para um total de 46,3 milhões de euros. Ou seja, a perda é de quase um milhão de euros por mês.
De referir que nos dois casos, os valores apresentados já reflectem as receitas de publicidade dos canais temáticos como a SIC Notícias e a TVI 24. Se a tendência se mantiver até ao final de 2012, a TVI e a SIC vão voltar a fechar o ano com receitas publicitárias em quebra, o que sucede desde o arranque da crise económica. Em 2008, por exemplo, a empresa de Queluz facturou nesta área 151,4 milhões de euros, um valor que caiu para os 120,5 milhões em 2011 (descida de 30,9 milhões). Já a SIC passou, no mesmo período, de 109,2 milhões de euros para os 96,9 milhões, uma quebra de 12,3 milhões.»
in Correio da Manhã


Estando as receitas publicitárias a cair a pique, SIC e TVI têm vindo a cortar cada vez mais nos custos, numa luta pela sobrevivência que inclui deixar de investir no futebol e... pressionar o governo a não privatizar a RTP!

Com Paes do Amaral fora da corrida (de boas intenções está o inferno cheio...), quem tem dinheiro para comprar os direitos televisivos do slb pelos anunciados 30 milhões de euros (inicialmente a fasquia estava nos 40 milhões!) e, depois, uma plataforma tecnológica para os transmitir?
Há uns zuns-zuns de que a "salvação" benfiquista virá de Zeinal Abedin Mohamed Bava, via MEO, ou através de um dos novos canais a criar até ao início de 2013.
Vamos ver... Até ao final do ano deve haver novidades.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Manuel Serrão é que os põe em sentido!


"Foi você que me contratou? Não, pois não?? Então, eu falo do que me apetece!"


Manuel Serrão para Eduardo Barroso - hoje num expoente máximo de calimero - no programa Prolongamento da TVI24.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Atitudes simiescas"

No programa 'Prolongamento' de ontem, no meio de diversos ataques nojentos acerca do carácter de João Moutinho e do treinador do FC Porto, o representante do Sporting classificou o comportamento de André Villas-Boas no banco de "atitudes simiescas". E, ao contrário do que se possa pensar, não se tratou de um lapsus linguae, porque Eduardo Barroso repetiu esta expressão três ou quatro vezes.

O Dr. Pôncio Monteiro é, indiscutivelmente, um grandessíssimo portista mas, atendendo à sua idade, e depois do AVC que sofreu, é uma pena que já não tenha a energia para enfrentar este doutor de maus fígados e responder-lhe com o tom e conteúdo que ele merecia.

P.S. Penso que as afirmações alarves do dr. Barroso, mereciam uma resposta mais séria e contundente do que estas pequenas labaredas.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Finalmente alguém o mandou calar!


Ao minuto 1' 26" deste vídeo salta a tampa a Eduardo Barroso, que assim expressa o que há muito ia na alma de milhões de portugueses. O tema em debate pouco interessa para o caso.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

As televisões do clube do regime


Nota prévia para os mais sensíveis: Este pequeno artigo não é sobre a Benfica TV.

No domingo à noite, ao chegar a casa após o jogo, fiz um zapping pelos programas televisivos em que se comentavam as incidências do FC Porto x SLB.
Qual o meu espanto (eu ainda me espanto com estas coisas...) ao constatar que os comentadores e convidados em estúdio nas várias televisões eram os seguintes:

SIC Noticias: Rui Santos, David Borges e Ribeiro Cristóvão.
TVI 24: Fernando Correia, Toni (ex-jogador e treinador do SLB) e João Querido Manha.
RTPN ('Edição Especial'): João Vieira Pinto, Paulo Madeira e Hélder (todos ex-jogadores do SLB)
SportTV ('Só Golos'): Pedro Henriques (ex-jogador formado no SLB)

Eh pá, isto é que é isenção e pluralidade!
Querem ver que não havia portistas - ex-jogadores, adeptos ou comentadores - disponíveis para participar nestes programas?
Ou será que estavam lá, mas tão escondidinhos e caladinhos, que no zapping que eu fui fazendo não os apanhei?

É por estas e por outras que o Benfica se parece cada vez mais com o Real Madrid do tempo do Franco, ou o Steaua do tempo do Ceausescu.

sábado, 1 de maio de 2010

O Jogo é no Porto ou na Faixa de Gaza?




Estava a ver o telejornal da TVI, e o tom histérico e alarmista do mesmo em relação ao jogo de amanhã deixou-me uma dúvida: o jogo é no Dragão ou algures na Faixa de Gaza?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O crime de ser portista

Há duas semanas atrás, no dia 10 de Setembro, soube-se que Júlio Magalhães tinha aceite o convite da administração para ser o novo Director de Informação da TVI. De acordo com o insuspeito ‘Correio da Manhã’, “a administração de Bernardo Bairrão aconselhou-se com vários jornalistas da TVI e o nome de Júlio Magalhães foi o que reuniu mais consenso para o cargo de director de Informação”. Além disso, e conforme o próprio Juca referiu, recebeu o apoio de Manuela Moura Guedes e do ex-homem forte da TVI – José Eduardo Moniz – que fez questão de o felicitar.

Júlio Magalhães começou a sua carreira de jornalista aos 16 anos, na secção desportiva do 'Comércio do Porto' tendo, posteriormente, trabalhado nos semanários 'Europeu' e 'Liberal' e sido um dos fundadores da Rádio Nova. Em 1990 entrou para a RTP e pouco tempo depois já era uma das caras mais conhecidas da RTP Porto, de onde saiu para a TVI, em 1999, a convite de José Eduardo Moniz.

Com 46 anos de idade e 25 de carreira jornalística, Júlio Magalhães era actualmente editor, pivô dos telejornais de fim-de-semana e responsável da delegação da TVI no Porto. Aliás, segundo foi relatado por alguns jornais, o facto de trabalhar no Porto contribuiu para o afastar das guerras que dividiam a redacção da TVI e torná-lo menos permeável aos problemas internos.

Após ter garantido que não ia haver grandes alterações, Júlio Magalhães optou apenas por jornalistas da casa para formar a nova direcção de Informação da TVI. Assim, escolheu Mário Moura, da direcção demissionária, para director-adjunto de informação, e para os cargos de subdirectores de informação as escolhas recaíram em Luís Sobral (director do sítio maisfutebol e editor de desporto da TVI) e no pivô José Carlos Castro.

Olhando para a enorme experiência que Júlio Magalhães possui no desempenho de diferentes funções, para os apoios que recebeu dos jornalistas da TVI e para as escolhas que fez na formação da sua equipa, tudo levava a crer que a escolha do ex-responsável da TVI no Porto fosse relativamente pacifica, certo?
Errado. Júlio Magalhães tem duas características que o tornam inaceitável para talibãs anti-Porto e para alguns gurus do centralismo lisboeta: recusa imitar Rui Veloso e emigrar definitivamente para a capital e, pior ainda, assume o seu portismo de forma descomplexada.



Um dos primeiros indivíduos a manifestar o seu incómodo por Júlio Magalhães ter aceite o convite para director de Informação da TVI foi Paulo Guinote que, no seu blogue, escreveu:

Não é que seja ilegítimo mudar de opinião, mas ele [Júlio Magalhães] já é crescidinho, sabia que mesmo estando no Porto há telefones e até telemóveis. E há autoestradas e até comboios daqueles que pendulam para vir a Lisboa.”

A petulância e tom de desdém usados para se referir ao parolo do Porto são sintomáticos e, no caso concreto de Guinote, mostram até onde pode chegar a arrogância de alguém que passou do anonimato ao estrelato, apenas por ter sabido tirar proveito e cavalgar a luta dos professores nos últimos quatro anos. Sim, porque é à custa dos milhares de professores que visitam diariamente o seu blogue, que Paulo Guinote se transformou numa “estrela mediática”, e é também às cavalitas dos professores que ganhou o estatuto de comentador do PUBLICO e se tornou “escritor”.

Mas Guinote não se ficou pela tentativa de achincalhamento a (des)propósito das comunicações e viagens entre Porto e Lisboa. O que parece preocupar mais este professor de História e de Português do 2.º ciclo do ensino básico é a cor clubista de Júlio Magalhães e, por isso, escreveu:

A primeira medida vai ser mudar as cores do estúdio para várias gamas de azul. A segunda colocar um quadro panorâmico com o Pinto da Costa, o Bobby e o Tareco na redacção e a terceira mudar o símbolo da estação para um dragão.”

Custa a acreditar que este nojo tenha sido escrito por um dos gurus da luta dos professores, lançando lama para cima de um jornalista com uma carreira irrepreensível, cujo único “crime” é viver no Porto e ser portista. É impressionante como pode haver tanta azia e tanto ódio ao azul-e-branco, naquele que é o principal blogue sobre... Educação!
Será este tipo de conduta que o senhor professor Guinote ensina aos seus alunos? Fiquei elucidado.


E, já agora, o senhor professor Guinote pode ficar descansado, porque na nova direcção de Informação da TVI o SLB continua a estar em maioria. Só foi pena que o professor Guinote não se tenha lembrado das cores dos estúdios da TVI durante os muitos anos em que José Eduardo Moniz era frequentador habitual dos camarotes da Luz ou, pelo menos, quando recentemente o mesmo Moniz se pré-candidatou à presidência do SLB. Deve ser um daqueles lapsos de História...

Foto: Revista VIP

terça-feira, 23 de junho de 2009

Moniz, a TVI e o SLB

«Esta temporada não foi tanto ao estádio quanto é habitual, mas isso não significa que o seu fervor clubista tenha diminuído, garante quem lhe é próximo e provam os acontecimentos dos últimos dias.
José Eduardo Moniz é um benfiquista dos quatro costados e quer ver o seu clube de coração de novo a ganhar. E sempre.

O director-geral da TVI nasceu em Ponta Delgada, nos Açores, em 6 de Maio de 1952 e passou a juventude de ouvido no rádio. Eram os tempos de ouro da águia, e Moniz, apesar de ainda muito novo, vibrou com a conquista dos títulos europeus de 1961 e 1962, tendo Eusébio como ídolo. Sofre agora como sofria nessa altura, embora tente passar uma imagem de serenidade. Quando está no estrangeiro, inunda o telemóvel dos amigos com perguntas, pedindo actualizações permanentes do que se passa dentro das quatro linhas. (...)

É comum também vê-lo, na redacção da TVI, a discutir futebol com os jornalistas ou a perguntar por novidades. Quando vai ao estádio, acompanha-o o filho Zé Maria, de 17 anos, também já ferrenho. Águia de Prata, tem mais de 40 anos de sócio, sempre com as quotas em dia. (...)»
in O JOGO, 19/06/2009


Que Moniz era benfiquista, há muito que era sabido. Contudo, não imaginava que a sua "doença" fosse tão aguda. O retrato traçado neste artigo publicado pelo O JOGO, permite-nos perceber melhor o porquê da linha editorial da TVI no que diz respeito ao desporto e ao futebol em particular.
Aliás, tendo a estação líder de audiências ao seu serviço, só não percebo porque razão é que o SLB precisa de gastar dinheiro na Benfica TV.