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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Basquetebol com um começo difícil

FC Porto x Kapfenberg Bulls

Após a surpreendente vitória no primeiro jogo oficial (em Israel), a equipa de basquetebol do FC Porto averbou seis derrotas seguidas.

FIBA Europe Cup (FEC):
03-10-2017: Bnei Herzliya x FC Porto (65 - 68)
11-10-2017: FC Porto x Bnei Herzliya (83 - 85)
18-10-2017: KK Mornar x FC Porto (81 - 70)
25-10-2017: Kataja BC x FC Porto (88 - 84)

Liga Portuguesa de Basquetebol (LPB):
07-10-2017: FC Porto x Illiabum (76 - 80)
15-10-2017: FC Porto x UD Oliveirense (78 - 93)
21-10-2017: SL Benfica x FC Porto (77 - 71)

Seis derrotas seguidas é algo inédito, o que fez com que tivesse lido, nas redes sociais, alguns adeptos portistas a desconfiar deste plantel, desta equipa e deste treinador.
Foi com este peso aos ombros, que a equipa de basquetebol se deslocou aos Açores (Ilha Terceira), de onde regressou com duas vitórias em dois jogos.

28-10-2017, LPB: Terceira Basket x FC Porto (75 - 81)
29-10-2017, LPB: SC Lusitânia x FC Porto (84 - 93)

A que se seguiram mais duas vitórias no Dragão Caixa: frente à equipa austríaca do Kapfenberg Bulls (com um cesto no último segundo!) e contra o Galitos do Barreiro, no passado fim-de-semana.

01-11-2017, FEC: FC Porto x Kapfenberg Bulls (85 - 84)
04-11-2017, LPB: FC Porto x Galitos (83 - 67)

11 jogos (oficiais), 5 vitórias e 6 derrotas.
Está a ser um inicio de época de altos e baixos, mas quem acompanha de perto esta modalidade e, particularmente, a equipa de basquetebol do FC Porto, não pode ficar muito surpreendido.

Sem assistir aos treinos, nem estar por dentro do que se passa no balneário, parece-me que são várias as razões para este começo difícil.

1) Alterações à Equipa
Da época passada para esta, houve uma mudança radical na equipa do FC Porto. Do cinco-tipo (cinco mais forte) da época passada, só continuou um jogador (Sasa Borovnjak). Ora, perceber o que o treinador pretende, as jogadas ensaiadas, na defesa e no ataque, os mecanismos e sincronismo entre os jogadores, é algo que não se adquire de um dia para o outro. Exige muitos treinos e muitos jogos.
Neste aspeto, penso que a equipa irá melhorar substancialmente. Só pode.

2) Lesões
Um dos três novos americanos – Will Sheehey – lesionou-se (com alguma gravidade), esteve quatro semanas sem sequer treinar e só pôde dar o seu contributo, embora de forma limitada, a partir do 7º jogo oficial (na deslocação à Finlândia, para defrontar o Kataja).
Apesar do atraso na integração e no conhecimento dos companheiros de equipa, o regresso de Will Sheehey, que está a ser gradual, irá fazer subir os patamares qualitativos desta nova equipa (porque é de uma nova equipa que se trata) de basquetebol do FC Porto.

3) Calendário e Viagens
Na fase mais difícil deste calendário inicial, entre os dias 3 e 29 de outubro, a equipa de basquetebol disputou nove jogos, dos quais seis fora de casa. Para se fazer uma ideia das dificuldades que a equipa teve nesse período, na semana em que foi jogar a casa do KK Mornar (no dia 18 outubro), a equipa partiu do Porto dois dias antes (dia 16 outubro) para o Montenegro (com escalas…) e só regressou a Portugal, por Lisboa, na sexta-feira (dia 20 outubro). No dia seguinte jogou no pavilhão da Luz, sem ter feito um único treino!
Um calendário inicial com muitas deslocações – Israel, Montenegro, Lisboa, Finlândia, Açores –, com o inerente cansaço a tantas viagens e com poucos dias no Porto para treinar e corrigir, tinha de se fazer sentir.

4) Limitação de estrangeiros
Este é um problema antigo, do qual Moncho Lopez já se queixou várias vezes. De facto, não faz muito sentido que o FC Porto tenha de jogar contra equipas israelitas, finlandesas, austríacas, holandesas, alemãs, etc., cheias de jogadores norte-americanos e, por imposição da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), as equipas portuguesas só possam jogar com três.
Aquilo que, supostamente, seria uma medida para promover os jogadores portugueses, acaba por, na prática, se transformar numa enorme limitação, impedindo as equipas portuguesas de ter outro tipo de ambições e de ir mais longe nas competições europeias.
Urge continuar a pressionar a FPB para alterar esta regra, mesmo que, internamente, isso vá contra os interesses do clube do regime (que domina o mercado dos jogadores de nacionalidade portuguesa).

Os cinco reforços (contratações) para a época 2017/18 

5) O trio de norte-americanos
Da época passada para esta, o FC Porto trocou a totalidade do trio de norte-americanos.
Saíram Brad Tinsley, Jeff Xavier e Nick Washburn.
Entraram Marcus Gilbert, Will Sheehey e Will Hanley.
Acertar nos americanos é crucial e basta que um deles seja um flop, devido a lesões, falta de adaptação ou mesmo por razões extradesportivas, e as ambições da equipa ficam, desde logo, comprometidas.
Nesta altura, é cedo para ter uma opinião definitiva acerca destes novos jogadores americanos (e, no caso do Will Sheehey, demasiado cedo), mas parece-me que, ao contrário da época 2015/16, o segredo do sucesso da equipa poderá estar mais na integração e complementaridade com os restantes jogadores do que na valia individual deste trio de americanos.

6) Jogadores provenientes do “projeto Dragon Force”
Mais do que ganhar títulos na formação ou nos escalões secundários do basquetebol português, o “projeto Dragon Force Basquetebol” tinha como objetivo principal a deteção de talentos e a formação de atletas de elite.

Moncho López, O JOGO, 20-08-2012

Para quê?
Para alguns deles (os melhores) serem integrados no plantel da equipa principal.
Eu acompanhei de perto o trajeto do basquetebol Portista nos escalões secundários e tive grandes expectativas no crescimento daquele lote de jogadores. Contudo, olhamos para o plantel 2017/18 e vemos que, do projeto inicial, sobram apenas dois jogadores – Pedro Bastos e Ferrán Ventura.
E mesmo estes, que eram os melhores e a que podemos juntar o Miguel Queirós (integrou o projeto mais tarde, vindo do Illiabum), evoluíram pouco ou nada nos últimos dois anos, ficando num patamar competitivo aquém das necessidades de uma equipa que quer lutar pelo título de campeão nacional.
A não ser que o FC Porto passe a canalizar mais meios para as modalidades e, particularmente, para o basquetebol, o sucesso da equipa, este ano e nos próximos anos, vai depender muito do crescimento competitivo destes jogadores – Pedro Bastos, Ferrán Ventura, Miguel Queirós – e do contributo de outros, como André Bessa e António Monteiro.

7) Nível dos jogadores portugueses
Depois da geração de Paulo Pinto, Nuno Marçal, Carlos Andrade, Miguel Miranda, entre outros, nos últimos anos o basquetebol português não produziu suficientes jogadores de nível elevado (veja-se os resultados da seleção nacional de basquetebol).
Ora, havendo uma forte limitação de estrangeiros (comparativamente com outros países), os escassos jogadores portugueses de maior qualidade emigram ou são disputados a “peso de ouro” (para a realidade do basquetebol português) acabando, na maior parte dos casos, contratados pelo clube de maior orçamento (o SLB).
Foi o caso do José Silva (um dos melhores jogadores portugueses), que recusou renovar com o FC Porto para as próximas três épocas desportivas, tendo aceitado uma proposta do SLB para idêntico período.
Sem ser os portugueses que estão no SLB (e que são inacessíveis), talvez jogadores como Miguel Maria (V. Guimarães), Henrique Piedade (Galitos) ou Loncovic (Illiabum), entre outros, pudessem reforçar o plantel do FC Porto. Contudo, olhando para a realidade do basquetebol português, parece-me que a grande aposta tem de ser na melhoria da formação e em criar condições para o crescimento competitivo de jogadores provenientes da Equipa B / Dragon Force (talvez a rodagem, por empréstimo, em outros clubes da I Liga).

8) O Base da equipa
Nenhum dos novos americanos é um base, ou tem perfil para jogar na posição 1, como era o caso de Brad Tinsley. Assim, para colmatar a saída de Tinsley, o FC Porto contratou Pedro Pinto, um base internacional português de 29 anos.
Na época passada, ao serviço do Vitória de Guimarães (onde esteve quatro temporadas), Pedro Pinto registou médias muito interessantes para um base (12,4 pontos, 2,3 ressaltos e 3,9 assistências por jogo). Contudo, ao serviço do FC Porto, ainda não se afirmou como a escolha indiscutível para a posição 1, revelando inconstância exibicional de uns jogos para outros.
Não há boas equipas de basquetebol sem um bom base e, por isso, é fundamental que o Pedro Pinto complete rapidamente o processo de integração no FC Porto e se assuma como o líder (organizador de jogo) da equipa dentro do campo.

9) Os Adeptos
The last but not the least, os adeptos. Faltam adeptos às modalidades do FC Porto. E, particularmente, faltam adeptos ao basquetebol portista.
Esta nova equipa de basquetebol do FC Porto não tem o melhor plantel, nem tem um Troy DeVries e, por isso, precisa ainda mais do apoio de adeptos Portistas. Precisa ainda mais que os adeptos encham o Dragão Caixa e que, nos momentos mais difíceis, ajudem a ganhar os jogos.
Apesar do Dragão Caixa ser um pavilhão de reduzida lotação (cerca de 2000 lugares) e dos muitos convites / bilhetes gratuitos que são distribuídos para cada jogo, na maior parte dos jogos está menos de metade da lotação. Chega a ser deprimente, principalmente em jogos europeus, ver as duas bancadas de topo quase vazias.
Hoje à noite não há futebol mas, a partir das 20h30, há uma equipa do FC Porto que joga numa competição europeia. Há um FC Porto x KK Mornar (equipa do Montenegro), para a fase de grupos da FIBA Europe Cup.
Era bonito ver o Dragão Caixa cheio. Moncho, a equipa técnica e os jogadores da equipa de basquetebol do FC Porto merecem a nossa presença e apoio.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Com o escudo de Campeões ao peito

Num intervalo de tempo de apenas 42 horas (entre as 21h00 de sexta-feira e as 15h00 de domingo), a equipa de basquetebol do FC Porto disputou três jogos (a eliminar) para a Taça Hugo dos Santos.


Foram três jogos intensos, contra adversários da metade superior do campeonato – Illiabum nos quartos-de-final, Oliveirense na meia-final, SLB na final – e todos muito exigentes do ponto de vista competitivo.

Ontem, no jogo contra o SLB, a equipa do FC Porto pareceu cansada e perdeu (por muitos pontos de diferença) a final da Taça Hugo dos Santos. E se o desgaste físico é um factor que não pode ser ignorado (o SLB fez os seus três jogos num intervalo de tempo de 70 horas e o primeiro, contra a Sampaense foi, na prática (92-59), uma espécie de jogo-treino) há aspetos que têm de ser analisados.
Por exemplo, os 16.7% (3 em 18 tentativas) em lançamentos de 3P (contra os 48.5%, 16/33, do SLB) é uma percentagem muito fraca.
E aqui começam os motivos de reflexão para Moncho Lopez. Por onde andaram os atiradores do FC Porto?

Se alargarmos a análise aos três jogos e, por exemplo, olharmos para as estatísticas dos dois Bases portugueses da equipa, verificamos que o André Bessa marcou 5 pontos em cerca de 45 minutos de utilização e o Pedro Bastos marcou 1 ponto em 43 minutos de utilização!
O que se passa com estes dois jogadores e particularmente com o Pedro Bastos, talvez o melhor jogador “produzido” pela Formação Portista nos últimos anos e que, esta época, tem andado muito longe do valor que mostrou em épocas anteriores?

Para o FC Porto chegar aos play-offs em condições de discutir o título de campeão, é preciso que jogadores como o Pedro Bastos, mas também o Miguel Queiróz e o Ferran Ventura, voltem a jogar ao nível que já mostraram em épocas anteriores e atinjam, na equipa principal, o muito que prometeram enquanto atletas da equipa Dragon Force.

Nota: Um dos aspetos que merece reflexão no basquetebol portista, é percebermos se existe mesmo um projeto Dragon Force (com resultados concretos em termos de jogadores para a equipa principal), ou se o que existe é um "projeto Moncho Lopez", que exige padrões de qualidade mais elevados.

Thomas Bropleh
De resto, o aspeto mais positivo da participação do FC Porto nesta competição foram os desempenhos do jogador americano Thomas Bropleh. Não é um novo Troy (como alguns adeptos portistas suspiram desde o início da época), mas é um jogador de equipa (como o Moncho tanto gosta), bom defensor, forte fisicamente e bastante completo, conforme mostram as suas estatísticas nestes três jogos:
Illiabum: 27m04s, 6 pontos, 5 ressaltos, 5 assistências;
Oliveirense: 35m19s, 16 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências;
SLB: 30m58s, 18 pontos, 5 ressaltos, 1 assistência.

Até ao final de Fevereiro, Moncho vai ter de decidir entre Jeff Xavier e Thomas Bropleh, para um deles ocupar a vaga de 3º americano do plantel mas, perante as indicações deixadas por Bropleh na Taça Hugo dos Santos, suspeito que a escolha está feita.

Voltando ao jogo da final de ontem, foi a terceira derrota consecutiva do FC Porto, em quatro jogos que esta época já disputou contra os encarnados de Lisboa.

Sempre que o FC Porto perde com o SLB, há adeptos portistas que entram em depressão e, nas redes sociais, atiram a torto e a direito contra tudo e todos. Contudo, eu quero lembrar duas coisas:

1º) O FC Porto continua a ser líder do campeonato, o qual ainda irá ter uma 2ª fase e só se decidirá nos play-offs.
2º) A equipa de basquetebol do FC Porto, com este mesmo treinador e sete dos atletas que jogaram ontem, sagrou-se campeã nacional na época passada e, portanto, merece o respeito e consideração de todos os adeptos portistas.

FC Porto Campeão nacional basquetebol 2015-2016

Mais. Esta equipa é a única equipa sénior coletiva do FC Porto que, esta época, ostenta o escudo de campeões nacionais na gloriosa camisola azul-e-branca.

Por isso, e porque o FC Porto não é só futebol, sugiro aos adeptos portistas, particularmente aos que gostam de basquetebol, que apareçam no Dragão Caixa, na próxima sexta-feira (10/Fevereiro), às 20h30, para assistir e apoiar a equipa no jogo contra o Vitória Guimarães.

É nestas alturas, e não na final do play-off, que marcar presença é mais importante.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O projeto Dragon Force Basquetebol

Há três anos (agosto de 2012), no rescaldo da extinção/suspensão da equipa sénior de basquetebol, Moncho López deu várias entrevistas e, falando como coordenador de todos os escalões de formação do FC Porto, afirmou que o clube ia apostar forte na formação.

JN, 20-08-2012
«A Dragon Force pode ser uma lufada de ar fresco, mesmo em Portugal: “Pode melhorar o basquetebol do País. Vamos trabalhar na deteção de talentos e formação de atletas e treinadores de elite”»
Moncho López, O JOGO, 20-08-2012


Ontem, o FC Porto anunciou a contratação de Seth Hinrichs, um extremo/poste norte-americano de 22 anos.

«Depois de Arnette Hallman, Nick Washburn, José Silva e Brad Tinsley, Hinrichs, de 2,03 metros, é a quinta contratação confirmada para um plantel que vai manter sete elementos que disputaram a Proliga na época passada e que vai disputar a Liga Portuguesa de Basquetebol em 2015/16.»
in www.fcporto.pt, 11-08-2015


O JOGO, 03-07-2015

O JOGO, 14-07-2015

O JOGO, 12-08-2015

Ora, se a estas cinco contratações (4 norte-americanos e um internacional português) juntarmos os angolanos António Monteiro (ex-Recreativo de Libolo) e João Fernandes (ex-Illiabum), contratados há um ano atrás, bem como, o espanhol Ferrán Ventura (ex- CB Cornellas) e o internacional português Miguel Queiroz (ex-Illiabum), ambos contratados há dois anos atrás, verificamos que 2/3 do plantel do FC Porto, que irá disputar a Liga de Basquetebol em 2015/16, não são jogadores resultantes dos escalões de formação azul-e-branca.

Haverá quem diga, e eu estou de acordo, que para competir na FIBA Europe Cup e em Portugal ter “armas” para lutar pelo título, o FC Porto teria de seguir este caminho.

Contudo, três anos depois, penso que será legítimo perguntar: o que resta das ideias e (boas) intenções iniciais do projeto Dragon Force Basquetebol?

P.S. Perante todos estes factos, o “passeio competitivo” na Proliga, efetuado durante a época passada, cada vez faz menos sentido.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Um “passeio competitivo” na Proliga

Há pouco mais de um ano atrás, no dia 9 de Maio de 2014, o FC Porto venceu o Illiabum no 3º jogo da final do play-off 2013/2014 e sagrou-se campeão da Proliga.

Campeões da Proliga 2013/2014 (clicar na imagem para ampliar)

Mas, para além de comemorar um campeonato da II Liga, o que mais entusiasmou os adeptos portistas (os que gostam das modalidades e, particularmente, do basket), era o regresso do FC Porto (através da Dragon Force) ao escalão máximo do basquetebol português.

Contudo, alguns dias depois, veio o balde de água fria. Apesar de ser campeão da Proliga, o FC Porto declinou a subida à LPB em 2014/2015. E pior, de acordo com os regulamentos, corria mesmo o risco de ser despromovido ao Campeonato Nacional (a 3ª divisão do basquetebol português).

Numa Assembleia Geral do Futebol Clube do Porto, em que estive presente, questionei a Direção do clube acerca desta decisão. As explicações foram dadas pelo Presidente Pinto da Costa, mas não me convenceram.

FC Porto permanece na Proliga (fonte: JOGO, 10-07-2014)

O FC Porto acabou por ficar na Proliga e, tal como se previa, a época 2014/2015 foi uma espécie de “passeio competitivo”.

Nos 31 jogos oficiais, que disputou contra equipas da II Liga – 4 jogos para o Torneio António Pratas (II Liga) e 27 jogos para a Proliga – o FC Porto obteve 31 vitórias!

E, apesar de Moncho Lopez promover uma elevada rotatividade, dando bastantes minutos aos jogadores mais novos e/ou menos fortes, as 31 vitórias foram por uma diferença média de 33,45 pontos!

Jogos e resultados do FC Porto contra equipas da II Liga na época 2014/2015

Longe de mim desvalorizar a qualidade e o esforço dos treinadores e jogadores do FC Porto (Dragon Force).
Pelo contrário, estão de PARABÉNS!
Foram bicampeões da Proliga com todo o mérito e de uma forma absolutamente indiscutível.

Mas o que é (teria sido) melhor?
a) Ser campeão (pré-anunciado) e terminar a Proliga invicto, “esmagando” vários adversários pelo caminho;
b) Com o mesmo plantel, disputar a LPB (I Liga), defrontar as melhores equipas portuguesas, obrigando a equipa do FC Porto (Dragon Force) a subir o nível do seu basket para patamares mais elevados e, consequentemente, acelerar a evolução de todos estes jovens jogadores.

Ou, dito de outra forma, o que é que o FC Porto ganhou em ter ficado mais um ano no 2º escalão do basquetebol português?

Na minha opinião perdeu-se um ano.

Nota: Acerca da renovação com Moncho Lopez até 2020 e sobre o futuro do basquetebol portista, falarei noutro artigo, a publicar brevemente.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A Taça transbordou!

No domingo passado desloquei-me ao Dragão Caixa, para assistir ao jogo dos 16-avos-de-final da Taça de Portugal de Basquetebol, entre a equipa do FC Porto (Dragon Force) e a Oliveirense.

Pedro Bastos (fonte: www.fcporto.pt)

Como é sabido, na época passada a muito jovem equipa do FC Porto disputou o campeonato nacional de Sub-20, cuja final ganhou brilhantemente em pleno pavilhão da Luz e, em paralelo, também disputou o CNB2 (correspondente à 4ª divisão), tendo perdido a final para o Imortal de Albufeira.

Esta época, a equipa sénior do FC Porto está a disputar o campeonato da Proliga (correspondente à 2ª divisão) e, até agora, tem um trajeto 100% vitorioso na fase regular (4 jogos, 4 vitórias).

Miguel Queiroz (fonte: www.fcporto.pt)

Contudo, o jogo deste domingo era contra uma equipa da Liga principal – a Oliveirense –, a qual está a fazer um bom inicio de campeonato e que tem atletas experientes no jogo interior (talvez o aspeto menos forte da jovem equipa do FC Porto), com destaque para o norte-americano Aaron Fuller, que foi nomeado MVP Global das duas primeiras jornadas da Liga.

Embora acreditasse na vitória da equipa do FC Porto (antes dos jogos acredito sempre!), sabia que o desafio tinha um grau de dificuldade elevado e que era um teste muito sério para uma equipa que tem um único atleta estrangeiro (o base espanhol Ferrán Ventura, de 17 anos) e apenas três jogadores com mais de 20 anos (o mais experiente é André Bessa, formado nas escolas do FC Porto, um “velho” de 24 anos).

André Bessa (fonte: www.fcporto.pt)

O jogo foi disputado do primeiro ao 55º minuto e excedeu todas as minhas expectativas.

Em primeiro lugar, nunca tinha assistido a um jogo de basquetebol com três prolongamentos.

Depois, vi um produto da formação portista – João Soares –, agora ao serviço da Oliveirense, a brilhar a grande altura naquela que foi a sua "casa" durante anos. Marcou 44 pontos (!), foi o MVP do jogo e no final não deixou de ser cumprimentado por vários adeptos portistas.

Mas o que mais me impressionou e chegou a ser emocionante foi a garra, o acreditar sempre, a enorme alma de dragão desta jovem equipa portista, superiormente orientada por Moncho López, um galego que adoptou o Porto e o FC Porto como a sua cidade e o seu clube do coração. Grande Moncho!

Moncho e alguns dos "seus" jovens dragões (fonte: www.fcporto.pt)

O resultado final (116-110) faz lembrar a NBA mas, no futuro, este jogo será recordado como o da prova de vida de uma equipa de dragões, maioritariamente baseada em atletas Sub-20, de regresso aos grandes jogos do basquetebol português. E eu estive lá.

Para memória futura…
Sob o comando de Moncho López, alinharam e marcaram: Hugo Sotta (10), André Bessa (5), João Grosso, Eduardo Guimarães (6), João Gallina (4), Ferrán Ventura (16), Pedro Bastos (31), José Miranda (15), João Ribeiro, João Torrie (2), Pedro Figueiredo (5) e Miguel Queiroz (22).

Dragon Force x Oliveirense (fonte: O JOGO, 11-11-2013)

P.S. O acesso a este jogo era gratuito para sócios do FC Porto, bastando para tal levantar o bilhete numa das Lojas do Associado (Estádio do Dragão ou Vitalis Park), numa das FC Porto Stores (ArrábidaShopping, NorteShopping, Baixa ou Shopping Cidade do Porto), ou na bilheteira do Dragão Caixa, no dia do encontro. Pois apesar disso, as bancadas do Dragão Caixa estavam cheias… de cadeiras vazias (dos Super Dragões e do Coletivo não vi ninguém) e nem a bancada lateral (Bancada Nascente) encheu. Uma pena…

P.S.2 O Porto Canal transmite, e bem, os jogos de Andebol e Hóquei em Patins disputados no Dragão Caixa. Por que razão não transmite os jogos de Basquetebol?

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Basquetebol portista na antecâmara da LPB

Autor: Fernando Delindro

Depois do choque vivido no Verão de 2012, com a suspensão da equipa profissional de basquetebol do FC Porto e quando se receava que este facto se tornasse no abandono do FC Porto de uma modalidade com enorme historial no clube, a direcção do FC Porto, “pressionada” por algumas atitudes dos adeptos do clube em defesa do eclectismo, optou pela manutenção da secção baseada 100% na formação (participação em todos os escalões de sub-12 a sub-20 e ainda uma equipa com base no plantel sub-20 a participar no campeonato do CNB2).

O JOGO, 16/07/2012

O JOGO, 29/07/2012

Podemos dizer que esta aposta teve resultados positivos porque se viu novamente uma equipa do FC Porto a vencer um título no basquetebol de formação seis anos depois e no campeonato do CNB2 chegou brilhantemente à final, tendo alcançado o feito de 32 vitórias em 32 jogos.
Na final, disputada em Almada, ante o Imortal de Albufeira, a equipa foi derrotada, mas foi uma derrota que em nada belisca a brilhante época de um grupo de jovens que ao longo de uma desgastante época disputou 65 jogos e obteve 61 vitórias.

Se a época de estreia nestes novos moldes do basquetebol do nosso clube teve um retorno positivo, para a época que agora se iniciou o projecto é ainda mais aliciante, visto que as incorporações para a equipa que vai disputar a ProLiga antevêem uma época positiva.

O regresso de André Bessa, a contratação de um poste da equipa da FPB, o ex-Illiabum Miguel Queiroz e as contratações na Galiza do João Grosso e na Catalunha de Ferrán Ventura (http://www.youtube.com/watch?v=fJTKxBbtqa0), são claras mais-valias a juntar aos campeões nacionais de sub-20.

Plantel Dragon Force Basquetebol 2013/14 (fonte: O JOGO, 23-08-2013)

A participação no troféu António Pratas foi positiva, já que defrontamos duas equipas com experiência de ProLiga e, sem podermos contar com o reforço recrutado na Catalunha, vencemos um jogo e fomos derrotados na final.

Domingo passado iniciou-se a participação na ProLiga 2013/2014, com uma belíssima exibição e uma vitória frente ao Guifões.

O apelo que faço a todos os Portistas é que se desloquem aos pavilhões para apoiar os nossos atletas, numa época que nos pode devolver ao escalão maior do basquetebol nacional. Contudo, o objetivo principal passa pela consolidação deste novo projecto no basquetebol nacional, esperando que leve a modalidade para patamares de maior sustentabilidade, onde ordenados como os verificados por um dos clubes da Liga “Profissional” são claramente impensáveis.

Esperemos que a época seja de sucesso para o FC Porto como um todo.

Nota: O ‘Reflexão Portista’ agradece ao Fernando Delindro a elaboração deste artigo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

88 anos de história não se apagam

Autor: Fernando Delindro

A 20 de Julho confirmou-se o pior cenário, o murro no estômago pela suspensão do basquetebol sénior no Futebol Clube do Porto era um facto consumado, era real e um bocado do meu Portismo, sentimento de acompanhamento do Futebol Clube do Porto em todas as modalidades e escalões que me foi transmitido pela família, perdia-se. Sentia que tinha lutado para que esta decisão não fosse a tomada pela Direcção do FC Porto, que desde 1982 tão bem gere o nosso clube, mas não há seres perfeitos e, neste caso, a minha opinião era contrária à decisão tomada, mas era esta a realidade e o fim do basquetebol sénior no FC Porto era um facto.

Não pensava começar a seguir assiduamente a equipa de juniores no campeonato nacional de Sub-20, mas a inscrição no CNB2 e na Taça de Portugal, juntando ao aceitar da coordenação de todo o basquetebol formativo no nosso clube pelo Senhor Ramón López Suarez, levaram-me a seguir esta geração.

O primeiro jogo foi para a Taça de Portugal, na Póvoa, em que a equipa venceria, mas a exibição foi muito diferente do que o basquetebol sénior do FC Porto nos habituara. Mas a felicidade na cara daquela miudagem por terem adeptos do FC Porto a apoiá-los e serem a principal equipa do basquetebol do FC Porto era visível.

A evolução ao longo destes quatro meses e meio (de 6 de Outubro até hoje) é bem real e os primeiros resultados começam já a aparecer. Assim, após a 1ª Fase do Nacional de Sub-20, o FC Porto/Dragon Force foi uma das seis equipas apuradas para a Final 6 Distrital e, no fim de semana de 18, 19 e 20 de Janeiro, estes jovens dragões conquistaram o seu primeiro título, sagrando-se campeões distritais de sub-20 da Associação de Basquetebol do Porto.

No plantel há jogadores com valia para, seguindo os desígnios do comunicado de 19 de Julho de 2012, termos uma equipa sénior de basquetebol capaz de dignificar o nome do clube. Não sou um grande especialista de basquetebol, mas os jogadores que me parecem mais capazes para se assumirem como principais figuras do próximo plantel sénior do FC Porto são: Pedro Bastos, Eduardo Guimarães, Hugo Sotta, João Gallina, Pedro Figueiredo, Francisco Rothes, José Miranda ou Miguel Soares. No entanto, Moncho Lopez e João Tiago saberão muito melhor do que eu, que jogadores reúnem condições para integrar os plantéis do FC Porto.

Daqui até ao final da época, espero poder festejar o título nacional de sub-20 e o título de campeão do CNB2. Se assim for, asseguraremos a subida ao CNB1 que, dentro da hierarquia competitiva do basquetebol português, fica imediatamente abaixo da ProLiga e da LPB.

Espero, também, que no próximo ano o sr. Saldanha não faça birra e, quando faltarem equipas para comporem a ProLiga, ou a Liga Portuguesa, convide todas as equipas e não seja selectivo como foi este ano, quando não convidou o FC Porto/Dragon Force a integrar o CNB1. É bom que ele se lembre que é presidente de todo basquetebol nacional e não apenas de alguns que se situam na 2ª Circular e que, a 23 de Maio de 2012, tiveram comportamentos inaceitáveis e nada dignos. Para se ser digno, temos que o ser na vitória e na derrota e não é porque do nº 179 da Rua da Madalena nos acenam com epítetos como maior figura do basquetebol nacional, que as pessoas se podem dar ao luxo de provocar, insultar e instigar à revolta todos quantos assistiram aquele jogo. Esperamos, desde esse dia e sentados para não nos cansarmos, que da Rua da Madalena venha algum castigo minimamente exemplar para carlos lisboa, por aqueles gestos provocadores e que apenas serviram para incendiar o ambiente num pavilhão em Portugal. Para aquele indivíduo que o seguiu nas provocações e que arremessou objectos para a bancada, dou-lhe o meu desprezo porque não é 100% responsável pelos seus actos, visto aparentar um enorme problema mental.

Em jeito de comentário final, espero que este texto contribua para divulgar a nova realidade do basquetebol sénior portista e, paralelamente, desperte o interesse e leve mais portistas ao Dragão Caixa, porque estes atletas e treinadores lutam e dignificam o nome do FC Porto em todos os jogos.


Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Fernando Delindro a elaboração deste artigo.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O basquetebol portista não morreu

Todos sabemos que o basquetebol portista sofreu um grande abalo, "caiu pelas escadas abaixo", mas não morreu. Aos poucos está a levantar-se e, enquanto o Moncho estiver por cá (sinal de que ainda acredita no projeto), eu mantenho a esperança de, em poucos anos, ver a equipa do FC Porto de novo no topo da modalidade em Portugal.

Para já, o basquetebol sénior portista está entregue à Dragon Force Basquetebol que, hoje à noite (21h00), vai receber a Ovarense no Dragão Caixa para um jogo do Campeonato Nacional de Sub-20. Se a equipa azul-e-branca ganhar por mais de 12 pontos (em Ovar perdeu por 67-55), assegura o 1º lugar nesta primeira fase do campeonato nacional.

Entretanto, no próximo fim-de-semana, a Dragon Force Basquetebol é uma das equipas apuradas para a Fase Final Distrital de Sub-20. Os jogos vão realizar-se no Pavilhão Municipal de Guifões e o primeiro jogo dos dragões será no Sábado, às 15h00.