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quarta-feira, 19 de abril de 2017

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A infame proteção ao SLB

Agosto de 2012. Num jogo particular, entre o Fortuna Dusseldorf e o SLB, Luisão deu uma peitaça no árbitro alemão Christian Fischer, o qual caiu desamparado no relvado.

Luisão a dar uma "peitaça" ao árbitro Christian Fischer

Consequências deste acto do capitão do SLB:

1) O árbitro recusou-se a prosseguir o encontro, dando o jogo por terminado.

2) Jogadores e dirigentes do SLB, com o apoio da comunicação social do regime e dos comentadores talibans do costume, desculpabilizaram a atitude de Luisão e fizeram uma triste campanha contra um árbitro alemão de primeira categoria.

3) Luisão foi suspenso dois meses, o castigo mínimo que a FPF foi obrigada a aplicar a um jogador de “comportamento exemplar”.


Fevereiro de 2017. Num jogo para o campeonato nacional, entre o SLB e os amigos de Chaves, Luisão "cresceu" e encostou a cabeça no árbitro algarvio Nuno Almeida (conhecido no meio futebolístico por “Ferrari vermelho”), o qual recuou ligeiramente, fez cara de mau, mas conseguiu acalmar o capitão do seu clube… perdão, do “glorioso” SLB.

Luisão a "crescer" e encostar a cabeça ao árbitro Nuno Almeida

Quais foram as consequências deste acto do capitão do SLB?

Absolutamente nenhumas. Nem processo disciplinar, nem expulsão, nem sequer uma advertência envergonhada.

O futebol português está podre, transformado numa espécie de reino da lampiolândia. E o sentimento de impunidade é tal, que eles já nem disfarçam. Das nomeações cirúrgicas aos vouchers, passando por escândalos de arbitragem, como se (não) viu neste SLB x Chaves, é tudo feito às claras. Nem é preciso chamar a Maria José Morgado para investigar…

E a desfaçatez desta gente é tal, que ainda têm a lata de se queixarem e solicitar uma reunião urgente com a Comissão de Arbitragem!

Perante isto, só vejo um caminho: blindar o grupo de trabalho do FC Porto (treinador e jogadores), não lhes dar (aos serventuários estrategicamente colocados em lugares chave) qualquer tipo de pretextos em que possam pegar, reforçar a união das hostes portistas e… contra os lampiões, marchar, marchar!


O Sistema garantiu mais uma vitória à Benfica...

P.S. (atualização às 22h30) Foi assim, como a imagem anterior mostra, que hoje à noite o SLB foi ganhar ao Estoril. Nem com uma linha grossa (bem mais grossa que as marcações do campo) e, parece-me, mal traçada, foi possível arranjar maneira de colocar o autor do golo (Mitroglou) em posição legal.

sexta-feira, 6 de março de 2015

A síndrome “pós-colinho do Benfica” ataca outra vez!

"Às vezes levo amarelo por causa do contato, outras vezes porque corto jogadas em contra-ataque. Mas às vezes passo-me, porque vivo o jogo de uma forma muito especial, falo com o árbitro, fervo muito e isso é algo de menos bom. Mas sou assim desde criança e não é agora que vou mudar. É difícil controlar isto dentro do campo."
Enzo Perez, Mais Futebol

Não é a primeira. Não é segunda. E seguramente não será a última vez.
Nos últimos anos a imprensa afim ao Benfica – uma forma diferente de dizer “toda a imprensa portuguesa” – tem alardeado da grande capacidade vendedora do clube. Muitos desses jogadores, ao que parece, saem por milhões que depois ninguém vê e, supostamente, fazem-se estrelas lá fora apesar de que, na imensa esmagadora maioria dos casos, ninguém lhes presta demasiada atenção. Uma das principais razões para que esses futebolistas sofram tanto é o chamado síndrome “pós-colinho do Benfica” que afecta a defesas, médios, extremos e avançados por igual. É uma doença difícil de tratar, quase sem cura, e cujo o principal sintoma é o de continuar a comportar-se nos campos de futebol como se ainda fossem impunes, pagando as devidas consequências. Muitos dos jogadores que a sofrem nem sequer se apercebem que jogar em Inglaterra, França, Espanha, Itália ou até no Burkina Faso não é o mesmo que jogar em Portugal com o Benfica. Os árbitros são muito mais imparciais e isso complica, e muito, as coisas. É nesse momento que os sintomas se começam a fazer notar e o paciente se dá conta que algo não está bem!



Entre os exemplos mais recentes dessas vitimas do síndrome “pós-colinho do Benfica” podemos encontrar extremos que gostam de se atirar para o chão a simular penalties como Angel Di Maria ou Lazar Markovic, tão habituados a que estavam que alguém fosse imediatamente a correr, de apito na mão, para marcar o que o seu visionário treinador chamaria de “penalte”. Também há os avançados como Oscar Cardozo, habituados a mover-se na área com os cotovelos bem altos, empurrando defesas á vontade, que depois na Turquia descobrem que afinal isso é falta e ás vezes até dá direito a cartão vejam lá bem. Mas claramente é no sector defensivo que a doença se manifesta com maior força. Todos sabemos que uma falta no mundo do futebol não é igual a uma falta com a camisola do Benfica. Nem sequer um amarelo ou um vermelho é aplicado na mesma situação. 

É por isso que a Enzo Perez – o tal melhor jogador da liga e arredores – encontrou em Valência os primeiros sintomas da doença. E ainda só saiu há dois meses. Diz o argentino que sofre de impetuosidade e que não está habituado a que lhe marquem tantas faltas ou que os árbitros não o deixem falar. Já leva seis amarelos, um recorde para um jogador incorporado no mercado de Inverno. Há médios que não têm tantos cartões a jogar desde Agosto. Claro que Enzo não entende. Não entende porque lhe marcam uma falta quando ele só está a cortar uma jogada inocentemente como fazia na Luz debaixo dos aplausos do seu treinador visionário que dele diria, seguramente, que é um jogador limpo e honrado. E muito menos entende os cartões – dois deles por protestos – porque quando falava com os árbitros com a camisola vermelha ao peito eles até lhe diziam algo do estilo, “Não se preocupe Sr. Enzo que isto está tudo tratado, não fique nervoso”. Imagine-se, agora exigem-lhe que fale baixinho, com respeito e devagar. Que mundo! Agora já ninguém o trata por senhor, já ninguém acha que as suas entradas são inocentes e já ninguém se surpreende porque leva tantos cartões. 


A sua história não é muito diferente da de um David Luiz – que quando chegou à Premier League tornou-se alvo de chacota pelas entradas sem sentido que fazia semana sim, semana também e os amarelos que lhe davam os “dialogantes” árbitros ingleses por palavras – ou de um Matic, que embora tenha um treinador que também o acha “limpo e honrado”, já foi expulso vezes suficientes na Premier para sentir brotar na pele os sintomas mais agudos do síndrome “pós-colinho”. Em Madrid estão cansados - bastar ler os jornais, os sites e as redes sociais - das entradas fora de tempo dos laterais esquerdos dos dois clubes grandes da cidade, um tal de Coentrão e um tal de Siqueira, habitualmente castigados com cartões quando em Lisboa e arredores se teria aplaudido de pé a sua destreza em realizar uma falta táctica inocente.



Á medida que mais jogadores do Benfica chegam a países onde o futebol é respeitado, os árbitros se fazem respeitar e a imprensa não tem porque esconder as misérias dos seus jogadores, mais claro fica que o “colinho” é algo muito sério. É uma pena que a maioria dos jornalistas desportivos internacionais não se preocupe em investigar os sintomas dessa doença para encontrar a fonte da epidemia e se limitem a pensar que Enzo é duro porque é argentino, David Luiz faz faltas porque é idiota ou Di Maria se atira ao chão a pedir penalti em cada jogada porque lhe está na genética sem entender que todos eles levaram anos e anos onde tudo lhes era permitido.

A síndrome “pós-colinho do Benfica” é uma doença grave que não pode ser tratada pelo médico de família nem sequer pelas urgências. Neste momento há vitimas da doença em potência como Luisão ou Maxi Pereira que nunca poderão ser curados tal é o alcance do vírus. Houve outros pacientes no passado como Katsouranis, Binya, Karagounis, Javi Garcia, Witsel que foram ostracizados precisamente porque não se conseguiam livrar do “síndrome” que outros jogadores vindos de Portugal não pareciam manifestar. Dizem que a norte se respira melhor, deve ser isso! 
É preciso assumir "partantos" que é uma epidemia e que só se pode estripar desde as suas origens. Mas como com tantas doenças no mundo parece haver interesses superiores em que o brote se mantenha vivo. E lá continuaremos a ver, com o passar dos anos, mais pobres vítimas da síndrome do "pós-colinho".

PS: Estou há espera do dia em que a síndrome “pós-colinho do Benfica” salte do terreno de jogo para o banco de suplentes. No dia em que Jorge Jesus atravessar a fronteira a pensar que é a reencarnação divina de Rinus Michels e Helenio Herrera, teremos a oportunidade de ver como os seus insultos, agressões a agentes da autoridade, empurrões a árbitros e rivais e, sobretudo, o seu total desconhecimento táctico e das leis do jogo funciona em clubes e países um pouco mais exigentes do que aqueles onde se vive o “colinho”. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

As “gravatas” televisivas

A propósito do último sporting x benfica, deu que falar o agarrão/“gravata” de Maurício a Cardozo.


Este lance foi destacado durante a transmissão da SportTv e, nos dias seguintes, foi convenientemente repetido inúmeras vezes em diferentes canais televisivos, servindo de mote às queixas benfiquistas em relação à arbitragem.

O que não passou, ou pelo menos não foi visível na transmissão do jogo, foi este outro lance, disputado na área encarnada (durante a 1ª parte), onde surge Luisão a agarrar pelo pescoço um jogador sportinguista.


É sabido que aquilo que não aparece na televisão é como se não existisse, o que levanta as seguintes questões.

- Por que razão é que o agarrão/“gravata” de Luisão não foi visível, nem mereceu qualquer destaque, durante a transmissão do jogo na SportTv?
O realizador encarregue da transmissão não viu? Ou viu, mas não se apercebeu da importância deste lance?

- Se ao serviço de uma televisão supostamente independente e neutra um realizador já tem este poder (o de destacar uns lances e ignorar outros), o que não acontecerá quando estiver a trabalhar para a televisão de um clube?

Este caso vem reforçar a minha convicção de que, nos jogos em casa, transmitidos pela benfica TV, será muito difícil chegar-se ao final de um jogo com a ideia de que o slb foi beneficiado por erros de arbitragem. É que, quem controla as imagens, controla a “verdade” oficial…

terça-feira, 28 de maio de 2013

Circo Cardozonali no Jamor

1. «Momento muito tenso em Dusseldorf, Luisão aproximou-se do árbitro a reclamar da expulsão de Javi, tendo empurrado o juiz alemão. Temeu-se o pior, pois o árbitro esteve durante alguns segundos deitado no chão sem reação. (...) Os jogadores do Benfica estão todos sentados no banco de suplentes ainda sem saber se o encontro irá recomeçar. Jesus e Javi García vão conversando, ao mesmo tempo que se riem da situação, que, diga-se, foi um pouco caricata.»
in record.pt

A época do slb começou com este “belo exemplo de conduta desportiva”, protagonizado pelo capitão dos encarnados, o qual, num jogo particular disputado em Agosto de 2012, deu uma peitaça no árbitro alemão Christian Fischer, que caiu desamparado no relvado.

Nem percebi que jogador foi. Ia mostrar o segundo cartão amarelo a outro jogador e há ainda dois outros jogadores do Benfica que se colocam no meu caminho. Foi como se tivesse ido contra uma parede. Estou chocado. Nunca me acontecera nada do género em 20 anos de arbitragem.
Nem o jogador, nem o clube pediram desculpa. Pelo contrário.
Christian Fischer

De facto, não só não pediram desculpa ao árbitro alemão, como se riram da situação. E mais, com o apoio da comunicação social do regime e dos comentadores talibans do costume (o que terá dito a benfica TV?), desculpabilizaram a atitude de Luisão e fizeram uma triste campanha contra o árbitro alemão.


2. Em Fevereiro, no jogo Nacional x slb para o campeonato, ocorreu mais um caso de indisciplina grosseira, envolvendo um árbitro e um jogador dos encarnados de Lisboa.
Após ser expulso, por ter pontapeado um jogador do Nacional, Cardozo dirigiu-se de forma agressiva ao árbitro do encontro, tendo, inclusivamente puxado a camisola de Pedro Proença.

(Cardozo e Pedro Proença, Nacional x slb)

Mais uma vez, dirigentes, comentadores e a generalidade dos adeptos do clube do regime, que ainda hoje, passados 20 anos, falam e dão como exemplo um célebre caso envolvendo o árbitro José Pratas e jogadores do FC Porto, uniram-se numa campanha de lavagem, desvalorizando o que todo o país viu, de modo a conseguirem uma pena mínima para o ponta-de-lança paraguaio. E conseguiram, não uma pena mínima, mas que o Conselho de (in)Disciplina da FPF lhe atribuísse uma pena verdadeiramente ridícula, equivalente a um castigo para uma expulsão por dois cartões amarelos: 1 jogo de suspensão!


3. Uns instantes após a conclusão da final da Liga Europa, numa altura em que os jogadores do Chelsea faziam a festa no ArenA de Amesterdão, Enzo Pérez dirigiu-se a Jorge Jesus de forma desabrida, apontando para a marca de canto. A “animada conversa” entre jogador e treinador dos encarnados durou alguns segundos, com o internacional argentino, completamente descontrolado, a agarrar a roupa de Jorge Jesus, que respondeu da mesma forma.

O que fizeram os dirigentes benfiquistas?
Nada.
Mais. Enzo Pérez foi titular no jogo seguinte (slb x Moreirense), disputado no estádio da Luz, tendo sido dos jogadores mais aplaudidos pelos adeptos que estavam nas bancadas da “catedral benfiquista”.


4. E se a época tinha começado em grande na Alemanha, terminou ainda melhor no Jamor.
Mal o árbitro deu por terminada a final da Taça de Portugal, Cardozo dirigiu-se ao seu treinador, puxou-o e, de dedo apontado em riste, acusou-o de ser o culpado da derrota.
Não satisfeito, e apesar das tentativas para o acalmarem, Cardozo ainda deu um encontrão no treinador-adjunto e dirigiu-se ao seu companheiro de equipa André Almeida, fazendo dele um outro alvo da sua ira.
Tudo isto se passou em pleno relvado do Jamor, perante milhares de pessoas, mais os milhões que assistiam atónitos via TV.

Evidentemente, num clube a sério, dirigido por pessoas que impusessem o mínimo de respeito, cenas de indisciplina grave como as que se verificaram esta época, protagonizadas por jogadores que ganham milhões, teriam consequências.
Por exemplo, se a coisa tivesse acontecido no FC Porto, não acredito que Cardozo voltasse a vestir a camisola azul-e-branca e, provavelmente, nem teria saído do Jamor na camioneta da equipa.
Mas, conforme disse o treinador Artur Jorge após ter sido dispensado, o slb é um circo e, por isso, tudo é possível.

P.S. Esqueci-me de dizer que a culpa disto tudo é dos árbitros e do Pinto da Costa…

sábado, 15 de setembro de 2012

O castigo mínimo que A Bola já sabia

I. «O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol deve castigar Luisão, hoje, por um período mínimo de dois meses, no âmbito do processo disciplinar instaurado com caráter de urgência após o incidente entre o capitão do Benfica e o árbitro Christian Fischer, no particular entre os encarnados e o Fortuna Dusseldorf, a 11 de agosto, na Alemanha.
A BOLA sabe que a infração do defesa de 31 anos é referida na nota de culpa como agressão, embora sem provocar lesão de especial gravidade. O enquadramento do regulamento disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que se aplica neste caso, determina suspensão de dois meses a dois anos, tudo indicando que os conselheiros terão em conta atenuantes favoráveis a Luisão.»
in abola.pt, 14-09-2012


II. «A Secção não profissional do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, reunida esta sexta-feira, dia 14 de Setembro, considerou procedente a acusação deduzida contra o jogador arguido, Anderson Luís da Silva e, em consequência, aplicou-lhe a sanção de suspensão por dois meses e, acessoriamente, a sanção de multa de 25 UC (2.550,00 €), pela prática da infracção prevista e punida pelo artigo 145º, nº 1, alínea b), do Regulamento Disciplinar das Competições Organizadas pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (cujo teor se anexa em baixo).
Tal como expressamente solicitado pela FIFA, esta decisão vai ser remetida para o organismo que tutela o Futebol Mundial.»
in www.fpf.pt

O Conselho de Disciplina da FPF reuniu ontem (sexta-feira) mas, conforme se comprova pela capa do jornal desse dia, A Bola já conhecia qual ia ser a decisão na... véspera.


III. «Artigo 145.º - Agressões
1. São punidas nos termos das alíneas seguintes as agressões praticadas pelos jogadores contra os membros dos órgãos da estrutura desportiva, elementos da equipa de arbitragem, observadores, delegados da Liga, dirigentes ou delegados ao jogo de outros clubes, agentes de segurança pública, e treinadores:
a. No caso de agressão que determine lesão de especial gravidade, com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de três meses e o máximo de três anos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 50 UC e o máximo de 250 UC;
b. Noutros casos de agressão, com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de dois meses e o máximo de dois anos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 25 UC e o máximo de 125 UC.»
in www.fpf.pt

Cumprindo com o seu "dever patriótico", o Conselho de Disciplina da FPF determinou que quer a suspensão, quer a multa para o jogador do slb, deveriam ser os mínimos que os regulamentos prevêem.


IV. «Tal como em cima da hora BnA prognosticou, Luisão foi castigado com dois meses de suspensão. Escapou, por isso, entre os pingos da chuva a um castigo que podia ser mais pesado. Não é todos os dias que se manda um árbitro para o hospital...
O jogador e o Benfica só podem estar satisfeitos e se recorrerem para o Conselho de Justiça apenas vão perder tempo. Vale pelo show-off.
Tendo em conta o que aconteceu, esta é uma pena sensacional.
O capitão pode regressar a tempo dos jogos com FC Porto e Sporting. Mais nada!»
Eugénio Queirós, record.pt, 14 setembro de 2012 | 14:41


Tal como A Bola, o Reflexão Portista também tem as suas fontes. Deste modo, estamos em condições de informar que, aparentemente, a Secção não profissional do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol terá levado em conta o "comportamento exemplar" de Luisão, dentro e fora dos relvados. Assim sendo, o capitão dos encarnados terá beneficiado de diversas atenuantes, entre as quais se destaca o seu comportamento e fair play nos seguintes jogos:


Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

sábado, 11 de agosto de 2012

Os maus hábitos dão nisto...

«Momento muito tenso em Dusseldorf, Luisão aproximou-se do árbitro a reclamar da expulsão de Javi, tendo empurrado o juiz alemão. Temeu-se o pior, pois o árbitro esteve durante alguns segundos deitado no chão sem reação. (...) Christian Fischer é um juiz alemão da primeira categoria. Os jogadores do Benfica estão todos sentados no banco de suplentes ainda sem saber se o encontro irá recomeçar. Jesus e Javi García vão conversando, ao mesmo tempo que se riem da situação, que, diga-se, foi um pouco caricata.»
in record.pt

«O jogo particular entre Fortuna Dusseldorf e Benfica foi cancelado depois de o árbitro da partida, o alemão Christian Fischer, se ter recusado a prosseguir o encontro, na sequência do incidente provocado pelo encosto de Luisão.»
in record.pt

(Bild)

(Berliner Morgenpost)

«O Fortuna Dusseldorf deverá apresentar uma queixa na UEFA contra o Benfica, na sequência do lance entre Luisão e o árbitro da partida entre as duas equipas. A notícia é avançada pelo jornal alemão "Kicker", que revela o desejo do presidente do clube da Bundesliga, Peter Frymuth, em seguir com o caso para os órgãos competentes.»
in record.pt


Os jogadores (e treinador!) do slb estão tão habituados a uma impunidade grosseira nas provas internas, resultante do "escudo protector" do clube do regime, que depois, claro, estranham e até ficam revoltados quando árbitros estrangeiros assinalam penalties ou os expulsam.


P.S. Perante o que aconteceu e que, de certeza, fará parte do relatório do árbitro, qual será a sansão de Luisão?

Regulamento Disciplinar da LPFP
Artigo 145.º, Agressões

1. São punidas nos termos das alíneas seguintes as agressões praticadas pelos jogadores contra os membros dos órgãos da estrutura desportiva, elementos da equipa de arbitragem, observadores, delegados da Liga, dirigentes ou delegados ao jogo de outros clubes, agentes de segurança pública, e treinadores:

a. No caso de agressão que determine lesão de especial gravidade, com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de três meses e o máximo de três anos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 50 UC e o máximo de 250 UC;

b. Noutros casos de agressão, com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de dois meses e o máximo de dois anos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 25 UC e o máximo de 125 UC.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A impunidade veste de encarnado


No início da 2ª parte (47 minutos) do último SLB x Sporting, Luisão atingiu violentamente Liedson por trás. O árbitro, o conhecido João “pode ser o João” Ferreira, nem hesitou, sacou dos cartões e toma lá um… amarelo!!

“Luisão projectou-se de alguma distância e, com a sola da bota, atingiu por trás Liedson. Conduta violenta, punível com cartão vermelho.”
Jorge Coroado

“É uma entrada violenta por trás de Luisão, que atinge Liedson, justificando cartão vermelho e não apenas amarelo. Decisão errada do árbitro, demasiado brando.”
Rosa Santos

“Luisão, sem qualquer hipótese de jogar a bola, projecta-se por trás sobre o adversário, cometendo infracção para cartão vermelho e não amarelo.”
António Rola

Incrível! Até o assessor do SLB que escreve em O JOGO, entende que o defesa benfiquista deveria ter ido para a rua.


“Na Taça da Liga, recordo que ficámos reduzidos a dez unidades logo aos 2' e hoje, também aos 2', mas da segunda parte, o Benfica devia ter ficado com menos um devido à entrada perigosa por trás, nos calcanhares, por parte do Luisão. É um facto que não podemos esconder e que poderia mudar o cariz e o rumo da partida. O árbitro não entendeu assim, e penso que mal, mas a verdade é que estes pormenores contribuem para os desfechos dos jogos. Este foi demasiado evidente.”
Carlos Carvalhal, 13/04/2010


“Esta entrada foi a mesma que o Izmailov teve no último jogo. A do Luisão, se calhar, ainda foi pior. Comparem-na com a do Izmailov e digam se não é motivo para cartão vermelho? O Benfica fez um golo, e sempre com o campo inclinado, com faltas não assinaladas a nosso favor. Cada toque que havia nos jogadores do Benfica, o árbitro assinalava, e isso fez com a equipa ficasse intranquila, a jogar mais atrás.”
João Moutinho, 13/04/2010


Este tipo de situações – entradas violentas e agressões – protagonizadas por jogadores benfiquistas que permanecem em campo, é algo que já vimos várias vezes esta época, com particular destaque para David Luiz, Luisão e Javi Garcia.
Até quando irá durar a impunidade dos "diabos vermelhos", quer dentro, quer fora das quatro linhas?

E a este tipo de situações juntam-se os penalties, os incontáveis livres sacados à entrada da área adversária, os off-sides que não eram, as orelhas sensíveis, etc., etc. É caso para perguntar: Poderia o SLB ganhar o campeonato sem as sucessivas roubalheiras de que beneficiou esta época? Podia, mas não era a mesma coisa…

O FC Porto pode mudar de treinador, não vender o Falcao, nem o Hulk e melhorar a qualidade do plantel, mas se para o ano continuarmos a assistir, semana após semana, à telenovela do andor encarnado, as hipóteses de ganhar o campeonato continuarão a ser muito reduzidas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

É a miopia, estúpido!

No último SLB x Nacional, o país futebolístico assistiu incrédulo a isto:




Luisão não foi expulso, nem tão pouco foi objecto de um processo sumaríssimo. E porquê?
Um dos artigos para ser aplicado um sumaríssimo diz isto:
"Quando se verifique que a equipa de arbitragem não sancionou conduta que constitua risco grave para a integridade física dos agentes ou grave atentado à ética desportiva exigida aos intervenientes no jogo, desde que se demonstre que a equipa de arbitragem não tenha observado e avaliado essa conduta;"

Reparem, não houve sumaríssimo porque o árbitro, Olegário Benquerença, observou e avaliou a conduta de Luisão e teve a "enorme coragem" de admoestar o central benfiquista com um cartão... amarelo.

No passado fim-de-semana, durante o SLB x Vitória de Guimarães, Javi Garcia fez isto:


Desta vez, nem sequer houve um cartão amarelo (pudera, teria de ser marcada falta e como era dentro da área...). O árbitro do encontro - Elmano Santos - deve ter alegado que nenhum elemento do trio de arbitragem viu o lance... Perante esta posição, a Comissão Disciplinar da Liga ficou de mãos atadas e, como as imagens televisivas são inequívocas, foi obrigada a aplicar um sumaríssimo a Javi Garcia.

Habituados ao colinho e à impunidade de que gozam, quer nos relvados, quer nos túneis, há benfiquistas que têm a distinta lata de se queixar, alegando que a LPFP só instaura sumaríssimos a jogadores do SLB, dando como exemplos o caso de Luisão (na época passada) e este do Javi Garcia.
Ora, só pode haver sumaríssimos se houver um "grave atentado à ética desportiva" e se o trio de arbitragem disser que não viu. E, vá lá saber-se porquê, os árbitros quando arbitram jogos do SLB têm enormes dificuldades de visão, principalmente se os jogos forem na Luz.

Talvez por isso (as camisola encarnadas ofuscam...), o trio de arbitragem não viu a agressão de Luisão a Sapunaru no SLB x FC Porto da época passada (daria expulsão e penalty contra o SLB logo nos primeiros minutos do jogo).


Talvez por isso (os tais problemas de miopia...) o trio de arbitragem não viu o coice do Javi Garcia no recente SLB x Guimarães.
Ou seja, não fossem as dificuldades oftalmológicas dos árbitros quando arbitram jogos do SLB e não havia razão para os sumaríssimos. Está claro?

Evidentemente, se os árbitros tivessem agido em conformidade, em vez de sumaríssimos o SLB teria ficado reduzido a 10 jogadores durante os jogos, quando ainda faltava muito tempo para o seu final e, se os penalties respectivos tivessem sido concretizados, aí sim, o cenário ficava muito complicado para o clube do regime.

E os árbitros? O que é que lhes aconteceu depois de terem assumido que não viram, ou que viram e pactuaram com estas agressões?
Nada! O outro braço do Sistema, a Comissão de Arbitragem da Liga, liderada por Vítor Pereira, nada fez de significativo em relação a estes artistas do apito.
Árbitros habilidosos e recompensados? É o Sistema encarnado, estúpido!

E é assim, desta maneira "limpa" e "transparente", que se implanta a "verdade desportiva" encarnada no futebol português.

P.S. Em resposta às tentativas de branqueamento, recordo que o Javi Garcia é useiro e vezeiro em provocar e agredir jogadores das outras equipas, conforme já referi aqui e podem visualizar neste vídeo.

Fotos: Blogues 'O Anti Lampião' e 'Portistas de Bancada'

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ainda a arbitragem do SLB x FC Porto

No contexto actual - ano 4 do Apito Dourado e 1º campeonato pós-decisão do Apito Final - é preciso ter coragem para, num jogo na Luz, assinalar um penalty contra os pseudo paladinos anti-sistema e expulsar um jogador dos encarnados. É verdade que Katsouranis não deixou ao árbitro outra alternativa, tão evidentes e descaradas foram as infracções cometidas mas, mesmo assim, tendo em conta que se tratava de um SLB x FC Porto, é preciso tê-los no sitio!
Se dúvidas houvesse, neste jogo Jorge Sousa mostrou o porquê de ter sido o melhor árbitro da época passada.

Contudo, apesar da arbitragem de Jorge Sousa ter sido elogiada por toda a comunicação social, pelos críticos de arbitragem e por adeptos dos dois clubes - João Botelho, Bagão Felix, Rui Moreira foram alguns dos adeptos "notáveis" que se pronunciaram sobre a mesma - não significa que tenha sido isenta de lapsos ou erros com possível influência no resultado.


O simples facto da Comissão Disciplinar da Liga ter decido instaurar um processo sumaríssimo (com proposta de dois jogos de suspensão e multa de mil euros) ao central benfiquista Luisão, por este ter dado uma cotovelada a Sapunaru, é demonstrativo de ter havido um erro grave, com possível influência no resultado (o SLB deveria ter ficado a jogar com menos um desde o 4º minuto de jogo).


Comunicado difundido pela CD da Liga:
"Este lance não foi observado pela equipa de arbitragem, em especial pelo árbitro principal e pelo árbitro assistente, em razão do aglomerado de jogadores que se concentravam na área do Benfica. Tal resulta do visionamento das imagens televisivas e das declarações prestadas pelos elementos da equipa de arbitragem junto da Comissão Disciplinar"

Mas há mais.
Antes ainda da agressão de Luisão a Sapunaru, Cardozo atingiu Rolando com o cotovelo na área do FC Porto, tendo-o deixado a sangrar.


Finalmente, e quando o jogo se aproximava do fim, Nuno Gomes também quis "molhar a sopa" e teve uma entrada brutal sobre Sapunaru que o árbitro, de forma muito benevolente, puniu apenas com um cartão amarelo.



Quero deixar claro que, na minha opinião, não foi por causa do árbitro que o FC Porto empatou com o SLB, perdendo dois pontos. Contudo, factos são factos, e convém que estes não caiam no esquecimento.

Os vídeos seguintes ilustram a agressão de Luisão e a entrada brutal de Nuno Gomes, ambos sobre Sapunaru.