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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

SMS do dia - Fucile

Fucile acaba contrato em Junho e parecia ter tudo acertado para sair para o Nacional de Montevideo. No entanto a saída parece ter sido abortada...

«[...]Na base da rutura das negociações esteve o facto do FC Porto exigir ficar com parte dos direitos económicos de Fucile, situação que o lateral não aceitou e que tornou, assim, mais difícil a sua libertação em janeiro»

Não sei até que ponto a notícia merece credibilidade, mas o argumento avançado para o impasse não me parece fazer grande sentido. Estamos a falar de um jogador que termina contrato daqui a 6 meses, está incompatibilizado com o treinador (sendo portanto implausível que venha a dar jeito nos próximos meses) e que já tem 29 anos.... será que a SAD acredita mesmo que o Nacional de Montevideo ainda o vai conseguir vender mais tarde por valores minimamente interessantes? 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O problema de Fucile não era o VP

«Jorge Fucile, jogador do F.C. Porto, apelidou, esta quinta-feira, o treinador Vítor Pereira de “agente 007”, aludindo ao trabalho menos visível que teve nos sucessos da equipa de futebol na época passada como adjunto de André Villas-Boas.
Vítor Pereira já fazia parte da equipa técnica e mandava 50%. Era o agente 007, estava oculto, mas dirigia a meias os trabalhos com o André”, disse o jogador uruguaio.
Fucile realçou não ter sentido grandes diferenças no trabalho técnico: “Já nos conhecia e é um treinador muito sábio”.»
JN, 2011-07-14


«Vítor Pereira era um treinador desolado na entrevista rápida à Sport TV, no final da derrota com o Zenit. E, à semelhança de Hulk, salientou que a expulsão de Fucile deitou tudo a perder.
O lance da expulsão do Fucile é um lance que não pode acontecer”, atirou o técnico, visivelmente zangado.»
2011-09-28


«Vítor Pereira abordou o caso que envolve Jorge Fucile, jogador que poderá estar de saída do FC Porto, de acordo com declarações do seu empresário a Bola Branca.
Para o treinador portista, “a questão é muito simples”: “Os jogadores jogam ou não, conforme a resposta dada nos treinos e nos jogos. Há exigência máxima para todos e quem der resposta merece a minha confiança, é isso que me faz decidir se joga este ou aquele. Quem corresponde, nos treinos e nos jogos, faz parte das escolhas, quem não o faz fica de fora”.
2012-01-12


«Jorge Fucile prepara-se para voltar a jogar com a camisola do FC Porto, depois de umas desavenças com o treinador Vítor Pereira, que acabaram por ditar o seu empréstimo ao Santos e um regresso em que se limitou a trabalhar à parte. O uruguaio garante que não há ressentimentos mas sublinha a ideia de que “as pessoas devem ter palavra” e deixa elogios...a Paulo Fonseca. (…)
Acompanhei a passagem dele pelo Paços de Ferreira com especial atenção e fiquei convencido do seu valor. Informei-me e sei que é muito bom no treino e que é uma excelente pessoa. Para além de tudo isso, sei ainda que é ótimo a motivar os jogadores e que tem qualidade para o FC Porto”, enalteceu.»
2013-06-14


«De malas feitas para regressar ao Dragão, Jorge Fucile responsabiliza Vítor Pereira pelo período de ostracismo a que se viu votado no FC Porto.
Fiquei de fora por questões pessoais e não pela minha condição [física]. Não fui opção por problemas pessoais do treinador comigo. Imagino que tenha sido mais um problema dele do que meu. Eu não tive qualquer problema. Acho que ele tinha problemas comigo e decidiu afastar-me da equipa, disse o uruguaio à RTP.»
2013-06-20


«Fucile admitiu que passou por um momento complicado quando Vítor Pereira orientava o FC Porto. No entanto, nos momentos difíceis encontrou forças para ficar mais forte.
Quando me pisam é quando me levanto mais depressa e saio ainda mais forte”, afirmou Fucile, que admitiu que passou “um período feio, muito feio”.
2013-09-05

O JOGO, 30-10-2013

Esta sequência de factos e declarações falam por si.

Na minha opinião, o problema de Fucile não são os treinadores, mas sim a atitude do jogador, o excesso de paleio e o autoconvencimento de que é melhor do que aquilo que realmente é. Se jogasse mais e falasse menos…

Não sei se imediatamente após o Mundial da África do Sul, algum clube manifestou interesse em Fucile. Olhando para o que se passou depois disso, não tenho dúvidas que teria sido a altura ideal para a FC Porto SAD vender o seu passe.

Tudo indica que irá sair brevemente do FC Porto e a custo zero. O Fucile pré-Mundial da África do Sul deixa-me algumas saudades; o pós-Mundial 2010 nem por isso.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Mais vale cair em graça do que ser engraçado

Desconheço a razão porque o Fucile foi afastado no início de 2012, com a época a decorrer - e ainda bem, porque isso é algo que não deva ser público. Sei que terá sido algo de grave, porque no Porto as questões disciplinares não são tratadas com leviandade. Também desconheço porque motivo, o Fucile, presenteado com esta nova oportunidade de voltar a integrar o plantel, e podendo simplesmente "colocar uma pedra" sobre a sua saída, aproveitou o destaque para responsabilizar o Vítor Pereira - além de não ser grande jogador, tais
declarações também não abonam muito a seu favor como homem, ao tentar "marcar pontos" junto dos adeptos à custa de um treinador mal-amado; nem o Vítor Pereira está cá para se defender, nem o Fucile tem o direito de fazer dos adeptos idiotas, procurando fazê-los crer que um jogador é colocado à parte pelo treinador (e logo o Vítor Pereira) por puro capricho.

Também desconheço a real valia do Iturbe, esse pária imberbe que fala demais, e que amua por não jogar. Desconheço se algum dia concretizará o potencial que lhe atribuiram, mas é muito novo (e nem todos os jovens jogadores lidam com os desafios que lhes são apresentados, da mesma forma como, por exemplo, o Cristiano Ronaldo) e ainda vai a tempo de o conseguir.

Por fim, desconheço também o porquê de estes dois jogadores, despertarem sentimentos tão díspares nos adeptos. Ao Fucile, por maior trampa que faça, tudo lhe é perdoado - é "raçudo", está desculpado; ainda hoje a eliminatória perdida contra o Schalke 04, é mais facilmente lembrada pelo penalty que o Lisandro falhou, do que pela expulsão estúpida do uruguaio. Já o Iturbe, um miúdo de 20 anos que, até prova em contrário, só quer que o deixem jogar, e que quando isso não acontece, fala demais (e aqui nem sequer se sabe até que ponto o faz por influência externa), é visto como um indesejável que deve ser descartado o quanto antes, pese embora ter sido contratado por um valor considerável - daqui aos assobios, é um pequeno passo; não estará aqui uma das razões porque "o treinador aposta pouco nos jovens" (seja lá o que isso for)? É compreensível alguma frustação com o ex-futuro Messi, mas acima de tudo é preciso coerência: se o Fucile tem direito à 648ª oportunidade, porque não pode o Iturbe ter direito a uma 2ª?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Desvalorização de um activo

"Ele [Fucile] teve um desentendimento com o treinador e estava num processo de desvalorização. O FC Porto entendeu que colocá-lo no Santos, por causa da Libertadores, o vai valorizar. É um assunto que serve as duas partes: o Santos resolve, sem gastar dinheiro, um problema na lateral e o FC Porto coloca o jogador na melhor montra do Brasil."
Luis Álvaro Ribeiro, presidente do Santos


Custa-me a crer que o Fucile tenha saído do FC Porto e, ainda por cima, sem a SAD receber qualquer valor pelo empréstimo, porque teve um desentendimento com o treinador. Seria muito mau sinal se fosse esta a razão para este internacional uruguaio ter sido "encostado" e, por via disso, entrado num processo acelerado de desvalorização.

Num grupo de vinte e tal jogadores, é normal haver insatisfação dos que não jogam e, por vezes, ocorrem desentendimentos. Contudo, compete à estrutura do clube/SAD não permitir que esses desentendimentos tenham como consequência a desvalorização drástica dos seus activos.

Ah, e na FC Porto SAD deste início do século XXI, uma das características mais importantes dos treinadores principais é serem bons gestores dos jogadores/activos que fazem parte do plantel. Espero que Vítor Pereira tenha plena consciência disso.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Entra Danilo e sai Fucile (a custo zero)


«O presidente Luis Alvaro, do Santos FC, e o diretor Antero Henrique, do Porto, de Portugal, acertaram, na tarde desta terça-feira (17), por telefone, a liberação do TMS (Transfer Matching System) do atleta Danilo para o time português e o empréstimo por um ano, sem custos, do lateral Jorge Fucile para o Santos.
A formalização do acordo se dará nas próximas horas.
O atleta uruguaio ainda não tem data marcada para a realização dos exames médicos e assinatura do contrato, detalhes que serão informados nos próximos dias.»


O texto anterior faz parte de uma Nota Oficial publicada hoje (17h03, hora brasileira) no site oficial do Santos FC.

Recordo que, em Julho de 2010, Fucile foi eleito pela Gazzetta dello Sport para o onze ideal do Mundial 2010. Um ano e meio depois sai do FC Porto pela porta pequena, num empréstimo não remunerado, e como moeda de troca para o clube brasileiro "liberar" o TMS de Danilo. Nem sei o que dizer.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Fucinaru ou Sapucile…


Olhando para o plantel do FC Porto, qual a melhor opção para lateral-direito?

Nas últimas três épocas (2008/09 a 2010/11), os treinadores do FC Porto tiveram perspectivas algo diferentes.

A primeira opção de Jesualdo Ferreira para lateral direito foi sempre Jorge Fucile (jogador que descobriu enquanto fazia um “zapping” numa madrugada de 2006) e, em Junho de 2009, o professor fez mesmo as seguintes afirmações públicas:

«O Miguel Lopes é um jogador com grande intensidade de jogo, com espírito ofensivo muito marcado, com algumas dificuldades no plano defensivo. Um lateral no futebol moderno toda a gente observa apenas pela forma como ataca, quando eu penso que, fundamentalmente, tem de se observar pela forma como defende. Creio que terá muito trabalho a fazer a este nível para que possa vir a jogar no FC Porto.»
Jesualdo Ferreira, LUSA, 03/06/2009

«O Sapunaru veio da Roménia, teve dificuldades defensivas no início, mas reequilibrou-se. Foi sempre um jogador que não conseguiu uma estabilidade definitiva. Terá ficado aquém, esse sim, do que eu esperava.»
Jesualdo Ferreira, PUBLICO, 05/06/2009


Já André Villas-Boas, na época passada, optou mais vezes por Cristian Sapunaru, em detrimento de um Fucile que começou a época algo deslumbrado pelo que tinha feito no Mundial da África do Sul (foi eleito pela Gazzetta dello Sport para o onze ideal do Mundial 2010).

Esta época, Vítor Pereira voltou a apostar no internacional uruguaio, até porque Sapunaru tem tido muitas pequenas lesões, inclusivamente em treinos.

Repito a pergunta, qual dos dois é melhor opção para lateral-direito?

Se tivesse de responder há um ano e meio atrás, não tinha dúvidas, mas actualmente…

De forma simplista, eu sintetizaria da seguinte forma os principais aspectos positivos e negativos de Fucile e Sapunaru:

Fucile (+): garra, espírito à Porto, polivalência;
Fucile (-): instabilidade emocional, atitudes intempestivas em prejuízo da equipa, elevada percentagem de perdas de bolas.

Sapunaru (+): alto, bom jogo de cabeça, posicionamento defensivo, concentração competitiva;
Sapunaru (-): alguma lentidão, dificuldade em recuperar no terreno, capacidade limitada em cruzamentos.


Fucile não é um portento de técnica e muito menos um predestinado para o futebol mas, quando está em boa forma física e com a cabeça no lugar, cumpre e faz bem a posição de lateral-direito, com a vantagem adicional de “comer a relva”. Nestas circunstâncias, seria a minha primeira opção para a maior parte dos jogos.

Contudo, convém lembrar que à frente do lateral-direito do FC Porto joga Hulk, um jogador que arrisca, perde muitas bolas e praticamente não defende. Ora, levando em conta este aspecto e as características dos dois defesas direitos do plantel, a opção Sapunaru passa a fazer mais sentido.

Mas o que realmente dava jeito era termos no plantel um Fucinaru ou um Sapucile…

P.S. A ficha clínica de hoje inclui os nomes de Fucile e Sapunaru (ambos em tratamento).

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Uma equipa nas lonas?

Perdemos o jogo, Kléber, Fucile, confiança, ritmo, intensidade, agressividade, posse de bola, sentido táctico, e sendo assim, a derrota assenta-nos bem.

Na primeira parte, estivemos regulares, mas nunca jogámos à Porto. A equipa denotou as fragilidades dos jogos anteriores e o adversário foi implacável nas marcações. Jogou sempre em alta rotação, explorando os avanços do Alvaro e a sua lentidão a recuperar, e colocando Danny na esquerda , fazendo a vida negra a Fucile.

Marcámos um golo (na melhor das interpretações com o James em linha), mas não levámos mais perigo junto da baliza adversária. Muito marcado Hulk, com um meio campo em que só Fernando jogou ao mais alto nível e uma defesa titubeante, aconteceu o expectável, com as ajudas de Helton no primeiro golo e Fucile ao dar mão e levar consequentemente o segundo amarelo, numa acção de principiante. Foi expulsão, mesmo ao cair do pano para fecho da primeira parte.

Sem brilhar, conseguimos não ter muitos sobressaltos, no primeiro tempo. O adversário respeitou em demasia o Porto, mas teve sempre a iniciativa e foi muito agressivo, usando o corpo nos limites da falta, ou não soubessem que estavam a ser julgados por um árbitro inglês. A segunda parte prometia ser um pesadelo.

Entramos no recomeço vencidos. Sem alma, chama, condição física e anímica, fomos presa fácil: bastou ao Zenit pressionar um pouco mais, ganhar bolas e fazer transições rápidas. A equipa do Porto jogou mal com onze e perdeu-se com dez. O melhor ainda foi o resultado que poderia ter sido bem pior.

Foi uma má surpresa a pouca mobilidade de Moutinho que foi muito tenrinho e perdeu demasiadas bolas. Beluschi esteve uns furos acima. Varela nada fez de relevante e no ataque era Hulk contra mundo.

A recomposição da formação da equipa, para dar uma resposta satisfatória na 2ª parte delineada pelo treinador, não pareceu má, mas mostrou-se um desastre porque Souza não soube ser o trinco que a equipa necessitava em inferioridade numérica : perdeu demasiadas bolas, não tem a estrutura de um guerreiro (como é Fernando) e foi o primeiro responsável por um dos golos do adversário que só teve de aproveitar a auto-estrada que ajudou a abrir. James provavelmente seguraria mais a bola e daria a Hulk mais hipóteses para momentos de ruptura.

Na TV, o Freitas Lobo defendeu a passagem do Otamendi para a direita, o Maicon entrava para central e Varela seria a primeira opção para sair. Talvez fosse a alteração mais lógica, mas acho que perdíamos na mesmo. O FCP estava (está) adoentado. Uma tremedeira permanente.

Kléber aleijou-se e perdemos o único avançado (centro) de raiz. Os tempos vão carregados e o céu está menos azul. Fomos uma equipa de coitadinhos, e isso é o pior que nos poderia acontecer. No passado longínquo, acontecia com frequência cairmos numa espécie de fatalismo, pois tudo nos corria mal, sem sabermos bem porquê. Nessa altura, dizíamos que era azar. No passado recente, quase sempre soubemos ultrapassar as contrariedades.

Esta derrota só não fará mossa se reagirmos depressa e bem. O espectro do pós Mourinho tem de ser vencido rapidamente. Vamos lá a dar a volta ao texto.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Agressão ou gesto antidesportivo?

PdC esteve a grande altura a comentar as incidências do FCP/SLB e no treino de ontem o VP esteve à conversa com o Alvaro, provavelmente, digo eu, para confirmar a sua condição física, a disponibilidade para a competição e acertar comportamentos : se calhar para lhe dizer que tinha sido excessivo quando reagiu intempestivamente a um chamamento do treinador, no jogo com o SLB.

Embora o FCP tenha tido uma segunda parte muito cinzenta e apesar do resultado ter sido justo, não entendo como se possa considerar que o Cardozo não pontapeou Fucile e não havia motivos para expulsão. Ouvi isso da boca de vários senadores, incluindo o juiz Rui Rangel e de todos os catedráticos que constituem o painel que julga os casos de arbitragem d’O Jogo.

Ontem, Rui Santos afirmou o mesmo e o ex-árbitro que dita as leis na TVI (Pedro Henriques) explicou que Cardozo tornou-se culpado de comportamento antidesportivo e, daí, o acerto na amostragem do amarelo. A apresentação do vermelho justificar-se-ía se fosse culpado de falta grosseira ou de conduta violenta.

Enfim, um pontapé entre o traseiro e os “ditos” é coisa leve, embora não seja bonita e própria de um desportista. Terrível, foi aquele murro selvático do James ao Rabiola. Isso sim, é um acto violento.

Vi as imagens da Sportv, da RTP e o vídeo no Youtube e continuo a considerar que estamos perante uma agressão. Não gosto de perder muito tempo com a arbitragem, mas aqui o que está em causa não é tanto a decisão do árbitro mas a forma como constroem a verdade indiscutível e tratam quem diz o contrário como se fôramos uns ignorantes ou salafrários.

Se o senhor Pedro Henriques levar um pontapé em idêntico local do corpo, não se queixará que foi alvo de agressão e apenas sujeito a uma atitude anticívica. E, daí a oferecer a outra face, bastará um pequeno passo, ficando amigo para sempre do concidadão que amavelmente lhe aplicou o golpe.

O branqueamento está consumado: o Fucile é um impostor e as consequências seguem dentro de momentos.

Se Lisboa é Portugal, o Porto é uma Nação, desportivamente, pelo menos. Não me calo. Não somos bárbaros. Temos direito a opinião e a defender os nossos comentários, até que a voz nos doa. A insatisfação pela 2ª parte do FCP e a justeza do resultado não nos retira o direito de julgar que a arbitragem, na vertente disciplinar, esteve longe de ser criteriosa.

A arbitragem do Sr. Jorge de Sousa não pode escamotear os erros próprios e sobretudo a aparente má forma física do FCP, e não tem servido, o que não me impede de insistir que Cardozo agrediu Fucile de forma tão violenta, pelo menos, como fez James, logo deveria ter sido expulso.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A queimar etapas

Os bons ventos de Vila do Conde parecem trazer algumas confirmações auspiciosas para a nova vida do Dragão no pós Libras-Boas. A qualidade e a base dos princípios de jogo da equipa são para continuar. Kléber reforça estatuto de avançado capaz de morder calcanhares a Falcao. E, apesar de tudo aquilo que por aí se vai escrevendo, há mais vida neste FC Porto para além de Hulk.

A entrada em cena da equipa azul e branca diante o Rio Ave foi avassaladora. Tão pressionante como o vento que soprava a nosso favor. Com rápidas recuperações de bola e anulação do espaço ao adversário, o acerco à baliza de Paulo Santos foi natural. Kléber avisou num remate ao poste, e não tardou muito para confirmar a vantagem num cabeceamento certeiro após cruzamento de Fucile.

A intensidade máxima perdurou mais alguns minutos, o suficiente para a vantagem se dilatar. Desta vez, o precioso vento colaborou no ensaio. Ainda assim o golo de canto directo de João Moutinho é uma beleza. Nem 15 minutos haviam decorrido e a vitória já estava no papo.

Propositadamente ou não, o certo é que com a vantagem mais alargada a cambada de Vítor Pereira levantou o pé. Foi sempre controlando o jogo a seu bel-prazer, é certo, mas a focalização perante a baliza vila-condense era menor. E não foi por mérito próprio dos da casa que a redução no marcador se deu. Um disparate de Fernando em zona proibida obrigou Bracali a fazer falta. João Tomás converteu a penalidade.

O 2º tempo trouxe um menor fulgor e uma menor agitação para o encontro. As inúmeras substituições foram descaracterizando a organização geral das equipas e a malta que entrou safava-se como podia. Antes de tanta dança nos bancos, ficou como registo – bem vistoso, diga-se – a estupenda incursão de Fucile por toda a ala esquerda, cruzando na perfeição para a cabeça de Kléber que não viu nenhum entrave para fazer balançar a rede, uma vez mais.

O ensaio positivo aguça o apetite para quando todo o plantel estiver à disposição do treinador. Para já, faz salivar a boca dos adeptos, que poderão, já no próximo Domingo, o saudar ao vivo e a cores no estádio do Dragão.

Foto rapinada num jornal tão asqueroso que nem vale a pena citar o nome

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Zapping de madrugada

«[Fucile] deve a sua chegada ao FC Porto a Jesualdo Ferreira, pois foi a primeira contratação do professor, quando chegou ao Dragão, na época 2006/2007. O agora treinador do Panathinaikos, da Grécia, descobriu o lateral num jogo da seleção uruguaia na LG Cup, na Tunísia, enquanto fazia um “zapping”, numa madrugada de 2006.»
in record.pt

É o que dá (e ainda bem) não ter sono...

sábado, 16 de outubro de 2010

Falemos de futebol

Apesar do prometedor início de época, convém reflectirmos um pouco sobre os pontos menos bons de molde a minorarmos possíveis amarguras futuras. Qualquer equipa, seja ela qual for, tem sempre margem para melhorar, mesmo quando muita coisa parece já bem feita.

Começando pela baliza, mesmo mal batido aqui e ali (e o mais evidente terá sido o primeiro golo do Braga no Dragão), Hélton continua a ser digno da confiança da esmagadora maioria dos adeptos. Não será por aqui que não reconquistaremos o título. Porém, é mesmo verdade que ter um guarda-redes como capitão de equipa pode trazer os seus riscos, nomeadamente quando este necessita de se afastar vários metros da sua baliza para dialogar com os árbitros. Cuidado com este aspecto.

A defesa é o sector em que mais interrogações se levantam. Ainda com um genuíno sentimento de orfandade em relação a Bruno Alves, convém não nos deixarmos enganar pelo (ainda) escasso número de golos consentidos. As falhas foram já bem visíveis em diversas partidas, esperando apenas por confrontos com adversários mais complicados para eventualmente se traduzirem em pontos desperdiçados.
Maicon está ainda uns furos abaixo de Rolando, sendo que mesmo este último continua longe de dar garantias plenas para poder ser considerado um indispensável naquela defesa.

Muitas esperanças estão depositadas em Otamendi mas ainda é demasiado cedo para uma verdadeira avaliação deste. Deverá, ainda assim, ser atribuída a titularidade ao argentino? Desta vez, e por excepção, seria mesmo necessário observar os treinos para poder dar uma resposta minimamente honesta, tal o pouco tempo de jogo do atleta com as nossas cores. Confiemos pois em Villas-Boas, que já acumulou crédito suficiente para que acreditemos que fará mesmo alinhar a melhor dupla disponível, sem olhar a nomes.

E agora, o tema da moda: Fucile ou Sapunaru?
Apetecia responder que, neste momento, nem um nem outro... mas o mercado só reabre em Janeiro.
Fucile é um jogador de garra e esforço, o que é louvável e raro. Obviamente que nunca foi, nem será, um fora-de-série e tem ainda o handicap da altura mas era alguém que dava gosto ver pela forma com se entregava ao jogo, mesmo com alguns erros aqui e acolá. Temo é que o sucesso do Mundial e a perspectiva de uma eventual transferência milionária lhe tenha feito mal. A rever.
Já Sapunaru continua o que sempre foi: um atleta cujas mais-valias não são suficientes para ser titular numa equipa tão ambiciosa como a nossa.

Chegados ao meio-campo, é evidente que a troca de Meireles por Moutinho nos foi benéfica. Finalmente a bola rola mais no nosso pé do que no do adversário. Porém, daí até consagrarmos o antigo capitão de Alvalade como um grandíssimo jogador, ainda vai uma certa distância. É um jogador útil e regular, porém deve melhorar no aspecto do remate, arriscando mais, e também no do último-passe que tem sido, ainda, coisa rara. Titular sim, mas não por uma qualquer obrigatoriedade apenas por ter vindo de um rival lisboeta.

Chegamos assim, à maior questão de momento: Belluschi ou Micael?


Todos nós desejamos muito que o argentino engrene definitivamente de uma vez por todas, e o seu início de época parecia promissor nesse campo. Contudo, com o avolumar das partidas, voltamos a ter o "velho" Belluschi: boa visão de jogo mas demasiado tempo alheado da partida. Será apenas feitio ou pura incapacidade daquele físico de render mais? Como está, infelizmente não chega. Convém também que deixe de acertar tantas vezes na trave. Há que exercitar o remate mais e mais. A qualidade está lá, requer é mais trabalho.

Micael: mesmo que a qualidade do passe não esteja ainda calibrada, após uma ausência demasiado longa, trata-se de um jogador em que vale a pena continuar a apostar. Nomeadamente porque, em termos de golos e assistências, ainda acaba por ser o nosso médio de maior rendimento.

Por último, o ataque: Varela parece oscilar demasiado entre o muito bom e noites em que pouca coisa resulta. Necessita de um rendimento mais homogéneo para que se confirme definitivamente com um bom jogador.


Já o sub-rendimento de Cristian Rodriguez, seu mais óbvio substituto, parece ser algo mais complexo do que apenas uma debilidade física que origina lesões em série. O seu elevado vencimento e as grandes expectativas que sempre origina, exigem que este seja o ano em que faça definitivamente a diferença.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Síndroma "quero sair"?


A exibição de Fucile no Vitória Guimarães x FC Porto teve vários momentos que foram marcantes pela negativa:

23': Permite o cruzamento à vontade de Bruno Teles e Toscano falha à boca da baliza o que poderia ter sido o primeiro golo do jogo.

55': Possível grande penalidade por marcar (em abono do árbitro diga-se que só com recurso à câmara contrária é visível que Fucile agarra Edgar pela camisola).

63': Mal posicionado, Fucile procurou chegar com o pé a uma bola que vinha alta (inclusivamente correndo o risco de cometer penalty), mas falhou e Faouzi marcou o golo do empate.

72': Bola perdida, na área, por Fucile para Bruno Teles. Do cruzamento subsequente não sai o desvio por milagre.

79': "Esquecendo-se" que já tinha um cartão amarelo, teve uma entrada por trás sobre Faouzi pisando-o nos gémeos. Inevitável segundo cartão amarelo e consequente expulsão.

Na realidade, o início de época deste internacional uruguaio tem sido tudo menos brilhante e o desempenho em Guimarães fez-me lembrar a sua desastrosa exibição no Emirates Stadium, em 9 de Março, quando esteve envolvido em 4 dos 5 golos marcados pelo Arsenal.

É caso para perguntar: por onde anda o jogador que, em Julho passado, foi eleito pela Gazzetta dello Sport para o onze ideal do Mundial 2010?

O Fucile não é um portento de técnica e muito menos um predestinado para o futebol, mas por onde anda o jogador que "parece que nasceu entre a Sé e a Ribeira"?

Sou um admirador de Fucile e já aqui defendi que deveria ser ele a ostentar a braçadeira de capitão, mas este início de época e, particularmente, este último jogo fazem-me pensar se, depois de um Mundial em grande e do apregoado interesse de outros clubes, ele não estará a sofrer do síndroma "quero sair"?

O síndroma "quero sair" traduz-se em jogadores com o corpo no Dragão mas a cabeça noutros sítios e, na maior parte dos casos, tem reflexos no nível exibicional desses jogadores. Foi o caso de Bruno Alves e Raul Meireles na época passada, como já tinha sido de Maniche e Derlei na época 2004/05 e de McCarthy na época 2005/06. Normalmente, este problema resolve-se com uma renovação do contrato e consequente aumento do salário mas, por vezes, isso não é suficiente (veja-se o caso do Bruno Alves).

Não há problema, dirão alguns, o Sapunaru está na sua melhor forma desde que chegou ao FC Porto e tem dado conta do recado. Pois, mas o Fucile é um jogador de outra dimensão que, estando em boa forma, é uma mais-valia para a equipa. E é isso que é preciso, um Fucile de volta ao seu melhor, 100% concentrado no jogo e com garra para dar e vender.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Nova época, erros antigos?


Desportivamente falando, as saídas de B.Alves e Fucile eram o pior que, neste momento, poderia acontecer ao desejado novo Porto de Villas-Boas.

O nosso jovem técnico, que todos desejamos não seja apenas o mero "informático" dos adjuntos de Mourinho (ele próprio jocosamente tratado por "tradutor" durante demasiado tempo), terá uma missão ainda mais difícil caso saiam os dois elementos mais carismáticos do quarteto defensivo da época anterior.

Como defende Sousa Tavares, o defeso é sempre o período de "todos os medos" para o adepto portista. É por esta altura que muita gente consegue jurar que, já no imediato, Sereno, Maicon ou Miguel Lopes são alternativas válidas para o que quer que seja. Não nos enganemos: Alves e Fucile não têm, nem por sombras, substitutos à altura no imediato. Se, com eles, sofremos a bom sofrer, defensivamente falando, na temporada transacta, imaginem agora se só contarmos com "promessas" para estes dois lugares-chave.

Por falar em promessas, temo que tenhamos caído, mais uma vez, no nosso erro habitual: a compra de muitos "jovens com grande potencial de crescimento".
Jogadores já com créditos firmados continuam, por norma, a não ser opção. Parece que continuamos sem aprender que Saviolas-dados-como-acabados, podem ainda brilhar numa Liga como a nossa. Moutinho será a excepção a esta política. Ainda assim, e apesar de ficarmos a ganhar com a troca deste por Meireles (será que este tem mesmo mercado?), poderá ter sido uma contratação demasiada cara. É tal e qual o caso de Cristian Rodriguez: são jogadores válidos e capazes mas não valem tanto quanto o preço que por eles pagámos e continuaremos a pagar.

Falando agora de dispensas, a pergunta será: quanto mais tempo continuaremos a perder com jogadores que já provaram, mil e uma vezes, que não têm argumentos para um clube tão grande quanto o nosso?

Já chega de oportunidades para Tomás Costa, Sapunaru e mesmo Mariano. Ou será que este último está a salvo, apenas e só, devido à lesão que contraiu? Seria uma ironia sem a menor graça...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O herdeiro da camisola 2

Jorge Fucile, em entrevista ao site uruguaio Espectador.com:

Não sei nada de concreto [acerca do hipotético interesse do Inter de Milão e da Juventus] e tenho contrato com FC Porto. Espero que eles me digam o que tenho de fazer. Vou ter de esperar, pois ainda falta muito para o fecho do mercado de transferências.”

Fiquei orgulhoso [de ter sido eleito para a equipa ideal do Mundial’2010], pois sempre sonhei ser o melhor no que faço. Nunca tinha estado num clube grande, como é o FC Porto, e se calhar foi por isso que nunca tive um reconhecimento como este.


Não é um portento de técnica e muito menos um predestinado para o futebol, mas garra e coragem tem para dar e vender. E, já agora, também tem a humildade suficiente para reconhecer e estar grato ao clube que o projectou a nível internacional. Outros fossem como ele.

Segundo a comunicação social, anda meia Europa atrás de Fucile - Inter Milão, Juventus, Schalke 04, Valência, Sevilha, Marselha - mas os valores de que se fala são curtos, o que é bom, porque quer Sapunaru, quer Miguel Lopes, continuam a mostrar que lhes falta qualquer coisa para assumirem a titularidade.

Deste modo, se o Bruno Alves sair, conforme o próprio e o pai há tanto desejam, a mítica camisola 2 azul-e-branca e a braçadeira de capitão deveriam passar para este uruguaio de antes quebrar que torcer.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Fucile, Coentrão e os onze ideais


Onze ideal do Mundial 2010, para a Gazzetta dello Sport:

Guarda-redes: Iker Casillas
Defesas: Phillip Lahm, Carles Puyol, Arne Friedrich e Jorge Fucile
Médios: Thomas Mueller, Bastian Schweinsteiger, Andrés Iniesta e Wesley Sneijder
Avançado: Diego Forlán e David Villa

Há qualquer coisa aqui que não bate certo. Jorge Fucile no lugar que, por direito próprio, é de Fábio Coentrão?!!!
Mas os tipos da Gazzetta dello Sport estão loucos, ou quê?
O que vale é que o Luís Freitas Lobo, o Luís Campos e os internautas do L´Equipe têm olhinhos e colocaram o Coentrão onde ele merece...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Parece que nasceu entre a Sé e a Ribeira

Por Ana Martins


"A melhor equipa a jogar em Portugal? O FC Porto, seguramente. Mas porquê essa pergunta?", Jorge Fucile

25 anos, 1,78 de altura. Defesa esquerdo ou defesa direito. Chegou ao FC Porto na época 2006/2007 proveniente do Liverpool de Montevideo, onde fez a sua carreira como defesa direito. Numa transacção cautelosa, veio primeiro por empréstimo. Ao fim de poucos meses, Jesualdo Ferreira deu indicação para a continuidade de Jorge “Panenka” Fucile. Porquê Panenka? Relembrem isto (e a altura em que Jesualdo ainda tentava demonstrar punho sobre os jogadores).

"Tenho muito orgulho em jogar no Porto. Olho para este emblema, para as pessoas que nos estão a ver, que querem que ganhemos e sinto que tenho de os deixar contentes"

No FC Porto, desde essa época fez 77 jogos na Liga Portuguesa (fora Taça de Portugal, Champions e Supertaça). Só um golo marcado, frente ao Paços de Ferreira. É dos poucos estrangeiros que se mantém no clube há 4 anos. Por comparação com o futebol actual, parece uma eternidade.

"Eu só vejo o FC Porto em minha casa. Mas, para mim é o FC Porto (a melhor equipa a jogar futebol em Portugal) (…) Se os comentários dizem que estão a jogar bem, parabéns para eles (slb)".

Não são números de outro mundo, mesmo tratando-se de um defesa. Mas o modo como joga, relembra-me os tempos em que via André e João Pinto: não eram portentos de técnica e malabarismo, mas eram dos que jogavam com os dentes cerrados. Imagino-o com facilidade a rechaçar pedras para receber uma Taça de Portugal, como antes aconteceu com Fernando Couto. Fucile é um desses: pode não jogar sempre bem, pode até estar associado a um dos episódios mais negros da história do FCP na Champions, mas mesmo assim considero-o um jogador fundamental a manter na época 2009/2010. Porquê?

O futebol actual é feito de jogadores polivalentes, que se sacrifiquem em prol da equipa, que assumam a sua força em contexto de balneário materializando-se como uma voz do mesmo. Jorge Fucile é isso tudo. E, sendo uruguaio, a milhares de quilómetros do Porto, tem discurso de quem nasceu entre a Sé e a Ribeira:

"Disseram-me que estavam chateados porque o F.C. Porto não está a ganhar, mas disse-lhes que vamos voltar a ganhar novamente e expliquei-lhes que somos a melhor equipa de Portugal"

Segundo o que me chega, Fucile é dado como transferível. A gestão de plantéis é também uma gestão de recursos humanos, fazendo (ou tentando fazer) coligir as necessidades do atleta com as necessidades do clube. Apela-se à saturação própria do fim de ciclo. Eu penso de forma diferente. A qualidade dos estrangeiros que temos é absolutamente mediana (por cada Falcão, há um Tomás Costa; por cada Hulk, há um Prediguer). Quando estes são muito bons, cumprem um biénio/triénio no clube (vide Lucho, Licha, Anderson, Pepe) – é difícil segurá-los e as contrapartidas são evidentes – não há nada a dizer. Mas depois há os outros, cujo valor de mercado até pode não superar os 5M euros – é o caso de Fucile. E estes nós podemos segurar. Por outras palavras: se considero natural que o atleta ambicione melhores condições, já não me parece lá muito natural a vontade do clube em ver-se livre de um internacional uruguaio, que tanto joga a lateral direito como a lateral esquerdo, que tem este tipo de discurso em relação ao clube e tem este tipo de ligação aos adeptos do FCPorto. (Como se Miguel Lopes ou Sapunaru dessem mais garantias que Fucile...). E olha-se para o lado e vê-se Mariano Gonzalez como terceiro capitão e Tomás Costa a ser comprado às parcelas cujo valor total está quase nos 5M euros (se já não foi ultrapassado).

Chamem-me lírica, mas eu acho que o rodízio de jogadores não tem de ser uma constante no futebol actual. A questão é, antes, sistémica: aos jogadores não interessa (generalizando abusivamente) ficar muito tempo num clube, aos agentes muito menos e aos clubes também não. E depois querem vender o futebol como um produto de alma e emoção…

Por isso, Jorge Fucile, aqui fica o meu pesaroso e potencial adeus. Terei pena de ver-te partir. Há poucos estrangeiros que me custe ver sair, para além do seu valor futebolístico. Até qualquer dia, Jorge!



Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece à Ana Martins a elaboração deste artigo.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Está encontrado o culpado!

Saiu hoje a convocatória para o jogo de Domingo em Coimbra:

- Guarda-redes: Beto e Nuno.
- Defesas: Miguel Lopes, Alvaro Pereira, David Addy, Rolando, Bruno Alves e Nuno André Coelho.
- Médios: Ruben Micael, Valeri, Tomás Costa, Guarín, Raul Meireles e Belluschi.
- Avançados: Cristian Rodriguez, Falcao, Mariano Gonzalez e Varela.

Fucile e Helton não estão convocados sendo que o guarda-redes apresenta problemas físicos (dor no cotovelo direito) e o uruguaio... está fora por opção.
in OJOGO, notícias na hora

Está finalmente encontrado o culpado pela derrota copiosa em Londres. O lado direito da defesa foi um autêntico buraco mas, em minha opinião, Bruno Alves, Rolando e Pereira não lhe ficaram atrás. A equipa esteve mal no geral não sendo necessário estar a individualizar. Os líderes fracos tendem a procurar um culpado para o fraco desempenho colectivo de forma a se aliviarem das responsabilidades.

Dá vontade de perguntar se o Professor não pode também ficar fora da convocatória...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Jesualdo e os laterais direitos

«O Sapunaru veio da Roménia, teve dificuldades defensivas no início, mas reequilibrou-se. Foi sempre um jogador que não conseguiu uma estabilidade definitiva. Terá ficado aquém, esse sim, do que eu esperava
Jesualdo Ferreira, PUBLICO, 05/06/2009


«O Miguel Lopes é um jogador com grande intensidade de jogo, com espírito ofensivo muito marcado, com algumas dificuldades no plano defensivo. Um lateral no futebol moderno toda a gente observa apenas pela forma como ataca, quando eu penso que, fundamentalmente, tem de se observar pela forma como defende. Creio que terá muito trabalho a fazer a este nível para que possa vir a jogar no FC Porto»
Jesualdo Ferreira, LUSA, 03/06/2009


Do Miguel Lopes espera-se que a sua evolução possa ser semelhante à do Rolando, Fernando ou Cissokho (não estou a pedir pouco...), para citar três exemplos de jogadores que vieram de "clubes pequenos" do campeonato português e, trabalhados por "mestre" Jesualdo, pegaram de estaca e atingiram patamares de alto rendimento.

Quanto ao Sapunaru, a confirmar-se o interesse de outros clubes (Bayern Munique?), não parece que Jesualdo ficasse muito triste com a sua saída.

Seja como for, tudo indica que a primeira opção do treinador do FC Porto para lateral direito continuará a ser Fucile. O problema são as frequentes lesões e as muitas viagens para jogar pela Selecção uruguaia.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Qual a melhor opção para defesa-esquerdo?


"A melhor opção para defesa-esquerdo" para esta época no FCP, segundo a votação levada a cabo pelo Reflexão Portista, é Fucile que obtém uma maioria absoluta e inequívoca (73%, com 95 votos).

A uma grande distância, ficou em segundo lugar com 16% dos votos (21) o reforço Benítez. A terceira opção mais votada vai para a "Outro (a contratar)" com 6% das votações (9). Leandro ficou em 4º lugar nesta votação com 4 votos (3%), e Lino em 5º lugar com apenas 1 voto.
Ninguém considerou adequada a opção de adaptar "Outro (do plantel)" jogador à posição, como se pode constatar pelos 0 votos obtidos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Análise do plantel 2007/2008: Laterais

O plantel do FCP da época 2007/2008 conta com os laterais Bosingwa, Fucile, Cech e Lino. Até ao dia da publicação deste artigo, este quatro jogadores tinham participado no seguinte número de jogos:


CP

LC

TP

TL

ST

LI

Bosingwa

21

07

02

00

01

00

Fucile

18

07

01

01

01

00

Cech

16

05

00

01

01

00

Lino

03

00

01

01

00

07


A lateral esquerda do FC Porto tem sido uma das posições mais carenciadas dos últimos anos, tendo sido ocupada por "contentores" de jogadores sem que nenhum se tenha conseguido afirmar definitivamente. Na época passada Fucile surgiu como uma aposta frequente, tendo revelado segurança e capacidade para ocupar este lugar. Na presente temporada foi perseguido por algumas lesões e dificuldades físicas que fizeram com que Cech se revelasse uma segunda opção de qualidade.
Bosingwa confirmou ser um dos melhores laterais direitos do mundo, apesar de ter sofrido algumas lesões musculares que obrigaram Fucile a trocar de lado e a entrada de Cech.

Apesar de esta minha opinião poder gerar alguma controvérsia, acho que o “Zé Bo” é “apenas” um bom defesa… Nada extraordinário. Creio que é fraco na marcação e recorre demasiadas vezes à jogada individual em situações que deixa a retaguarda desprotegida. Então porque é que o Bosingwa é um dos melhores laterais do mundo (como referi acima)? Porque tem uma capacidade física excepcional que lhe permite compensar essas lacunas. É rápido nas recuperações, e não permite que os adversários consigam escapar em velocidade. Mesmo quando ultrapassado tecnicamente, o normal é ver Bosingwa recuperar a bola recorrendo à sua enorme capacidade física.
No ataque é capaz de destruir a defesa adversária, passando facilmente por qualquer adversário que o tente parar, recorrendo à velocidade.
Mais do que um óptimo futebolista, José Bosingwa é um atleta fenomenal.

Jorge Fucile conquistou os adeptos e o treinador em grande parte devido à raça e à entrega do seu futebol. É um jogador tecnicamente evoluído, que não desiste de um lance, compensando com isso algumas falhas defensivas, principalmente no “um-para-um” quando o adversário surge em velocidade. Estando em boa forma, consegue disfarçar bem essas lacunas. No ataque é bom a transportar a bola no pé, usando o pé direito para cruzar (se estiver do lado direito) ou para descair para o centro e rematar (se estiver a atacar do lado canhoto). Sabe combinar com o interior e o extremo para ganhar posição e criar desequilíbrios através da superioridade numérica.

Marek Cech é um lateral esquerdo razoável que tem como principal vantagem no actual plantel portista ser uma das poucas apostas regulares que joga com o pé esquerdo. Sabe integrar bem o ataque, sendo por isso utilizado algumas vezes como médio interior esquerdo ou extremo. É o lateral do FC Porto com mais assistências para golo (3). Apesar de parecer ser o jogador mais fraco das três habituais soluções de Jesualdo Ferreira, tem demonstrado qualidades para ser

Lino não parece ter convencido os adeptos nem o treinador. As poucas oportunidades que teve não permitem fazer uma avaliação pormenorizada, mas pareceu ser sempre um jogador trapalhão (talvez por querer “mostrar serviço”) e frágil defensivamente. Bom na marcação de bolas paradas, não parece ter qualidades que lhe permitam permanecer no plantel do FC Porto na próxima época.

O FC Porto tem neste momento 2 jogadores com qualidade suficiente para serem titulares, Bosingwa e Fucile. Por azar, são ambos laterais direitos, o que faz com que a lateral esquerda seja notoriamente mais fraca. Marek Cech é um bom lateral esquerdo, com capacidade para ser um suplente de qualidade, mas que não parece ser suficiente para ser titular.
Deste modo parece ser importante a contratação de um lateral esquerdo para ser titular, regressando Fucile à luta pela posição na lateral direita. No caso do Bosingwa sair do plantel durante a próxima época de transferências, é importante a contratação de um lateral direito (para titular ou suplente) de qualidade, apesar de reconhecer a Fucile competência para ser titular.