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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Quem manda na Seleção Nacional?


A propósito de um desabafo que ouvi sobre o jogo de ontem da Seleção. “No jogo de ontem os laterais da Seleção foram o Cédric e o... Eliseu. Alguém percebe por que razão o Fernando Santos nem sequer convoca o Ricardo Pereira?”

A resposta que dei foi esta: Porque Fernando Santos é um Scolari parte II.
Observar jogadores dá muito trabalho. Pior: se não forem da cartilha Mendes nem vale a pena arranjar chatices. E, no futebol atual, as Seleções são usadas como plataforma para a valorização de jogadores. Se o Selecionador for “dócil” (check!), então ele é consensual nas esferas do poder, e como tal nos media, e lá se vai aguentando sem críticas de maior às suas convocatórias e à falta de renovação das suas equipas.

Hoje, o poder é do Benfica e do Jorge Mendes. Na FPF, na Liga, na comunicação social, nas relações institucionais com os maiores clubes do mundo.

Por exemplo, só foi aberto espaço na Seleção para o André Silva porque era do interesse do seu empresário, Jorge Mendes, e do seu patrocinador, a Nike. Aliás, foram certamente estas duas entidades que fizeram com que de repente o próprio Cristiano Ronaldo o começasse a elogiar publicamente, considerando-o até, pasme-se, o seu natural sucessor.

Foram estas idiossincrasias que o FC Porto deixou de entender - ou de levar muito a sério - ao longo da última década que contribuíram em boa parte para a situação em que nos encontramos hoje: um 'player' banal no seio dos grandes negócios de jogadores e dos grandes clubes europeus. Veja-se por exemplo o que aconteceu recentemente com o Emílio Peixe, o selecionador nacional de Sub-20: não levou o Rui Pedro ao Mundial na Coreia do Sul “por opção”. Ele que era dos melhores avançados disponíveis para os Sub-20. O facto de 3 dos 6 avançados convocados serem do Benfica será certamente uma coincidência. O Benfica teve 8 jogadores na convocatória, o Sporting teve 4, o FC Porto teve 3 e o Vitória teve 2 jogadores. Isto não quer dizer que os jogadores do Benfica não sejam muito melhores, mas a estatística é significativa e demonstra bem quem é que manda. 

O FC Porto tem de voltar a ganhar massa crítica dentro da FPF e das suas diversas estruturas. A convocação de jogadores para fases finais das seleções valoriza-os e valoriza os próprios clubes e o seu investimento no futebol de formação. 
   

terça-feira, 12 de julho de 2016

Teremos sempre Paris, 2016?

O verdadeiro dia do triunfo não foi o de 10 de Julho mas sim a manhã do dia 11.
Aconteceu quando o emigrante em França se apresentou ao trabalho, no dia seguinte, e pode finalmente saborear o facto de patrões e colegas o passarem a olhar de um modo diferente.
Era também isto com que sonhavam quando partiram. Pena que aqueles que o fizeram na década de 60, o grosso deles, andem já pelos 70 e muitos anos. Seriam eles quem mais desfrutaria daquela manhã em que Portugal se tornou mais igual aos restantes.


O futebol português já o merecia por aquilo que deu ao Mundo nos últimos 30 anos mas acabou por ganhar por linhas tortas.
Ainda bem que fomos nós quem melhor aproveitou este novo formato mas, há que dizê-lo, um Euro a 24 equipas é uma aberração "à la Platini" e está a matar o futebol.

Duas semanas para eliminar apenas 8 equipas. Países pequenos fizeram história? Sim, mas daqui a 4 anos o grito dos adeptos islandeses já não terá a mesma piada e mesmo ver os galeses a festejarem com os seus filhos, em pleno relvado, será um dejá vu. O que vai continuar serão os jogos que se arrastam penosamente.
Portugal esteve em pelo menos dois desses. Muita gente terá feito um esforço para não adormecer vendo as partidas contra a Croácia e Polónia.
Ganhar no prolongamento ou nos penalties não vale? Também vale, sim senhor, e nem sequer é coisa fácil. Agora, não podemos é esperar que o resto do mundo se recorde desta edição do Europeu como, por exemplo, daquele inesquecível da Holanda em 1988.
A nossa vitória ficará para a história num registo parecido ao da Dinamarca-em-férias de 1992. No nosso caso, seremos lembrados sempre que uma selecção de nome não somar vitórias: "Olha que Portugal só ganhou uma partida em sete, durante os 90 minutos, e ainda assim foi campeão", dirão.

Teremos sido o campeão mais pobre em termos de futebol jogado. Poderíamos trazer a Grécia em 2004 para esta discussão mas eles venceram o anfitrião por duas vezes e não apenas uma. E, para além disso, afastaram também a França. A França que era a de Zidane e Henry. E tudo isto dentro dos 90 minutos, não esquecer.

É tempo de saborear a vitória, sim, mas com a noção da realidade, num quadro mais geral.
Desta vez ganhamos nós mas, com um Euro a 24 e um Mundial que, já se fala, terá um dia 40 participantes, as hipóteses de assistirmos a partidas de boa qualidade cada vez serão menores.
Os grandes jogadores chegam praticamente rebentados a esta última fase de uma temporada demasiado longa e não conseguem dar tudo aquilo que querem e sabem.
Quantos jogos fez Maradona em 85/86? É comparar este número com os de 2015/16 de um Muller ou Ronaldo...
É um nivelar por baixo aquilo a que se está a assistir.

A caça ao voto de Platini e Blatter deixou-nos este legado que interessa mais aos "sponsors" que ao verdadeiro adepto do futebol.

Quando mais nada nos restar, quando tudo nos tirarem, ficaremos sempre com a memória do França 2016? Para os portugueses, sim. Já para o nosso amado Futebol...

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Euro para dois


São dois apenas os jogadores do FCP que irão estar presentes nesta décima quinta edição do certame europeu de nações, que amanhã se inicia. Menos do que o slb (3) e também menos que o scp (4). Sinais dos tempos.

E o que podemos esperar de Casillas e Danilo? Bem, antes do mais, ambos não têm a titularidade assegurada e, por isso, até poderão ser actores secundários nas respectivas selecções. A parte positiva é que, caso consigam um lugar no primeiro "11", ambos poderão manter o lugar por mais alguns jogos dado que Espanha e, principalmente, Portugal estão em grupos relativamente fáceis e, logo, não será de esperar grandes sobressaltos, pelo menos nesta fase inicial de grupos onde, verdade seja dita, é quase impossível, a uma qualquer selecção de relevo, não obter a classificação para a fase a eliminar.

Casillas, vindo de uma época irregular, poderá ter aqui o seu último grande torneio com a camisola do seu país. David de Gea, não tendo, também ele, tido uma grande temporada, esteve, no entanto, a um nível superior. Será mais um clássico dilema entre história versus momento presente.

Danilo, ainda muito novo nestas andanças, foi dos raros jogadores portistas elogiados na época que agora terminou. Demonstrou, porém, uma tendência para cometer faltas em zonas perigosas e na comparação, talvez injusta é um facto, com Casemiro, fica claramente a perder. No jogo de Wembley demonstrou ainda uma certa lentidão de reflexos que a este nível poderão pagar-se caro.

E quanto a Portugal? Bem, após (mais) uma época demasiado longa para os grandes jogadores, o nível de cansaço das grandes selecções, poderá originar uma surpresa do género da Dinamarca em 1992 ou da Grécia em 2004.
Ora, havendo lugar a essa surpresa, ou seja não ganhando uma das favoritas (França, Alemanha, Espanha e Itália), a selecção nacional, que se encontra numa segunda-linha, poderá ter uma palavra a dizer.
Aliás, quem tem Ronaldo, nem sequer poderá falar de uma grande surpresa mas, digamos, apenas meia...

Contudo não se espera que este seja um Euro para recordar em termos de qualidade.
Será, provavelmente, semelhante ao Brasil 2014: muita parra na fase de grupos (onde os "pequenos" aproveitarão uma maior frescura física para fazer umas "flores") e, depois, um arrastar penoso até ao jogo da final, quando os "grandes" ficarem sozinhos em palco.

Neste contexto, o factor-casa terá um peso ainda mais importante. A França não falhou quando organizou em 1984 e 1998...


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O “sargentinho” e o “engenheiro”

Sim, este grupo de apuramento era acessível.

Sim, atendendo aos critérios de apuramento, a seleção portuguesa tinha a obrigação de ser (como foi!) uma das 24 seleções apuradas para a fase final do Europeu 2016 (em França).

Mas, olhando para o "estado comatoso" em que estava a seleção portuguesa há 13 meses atrás, é impossível não ver as diferenças.

Onze inicial do Portugal x Alemanha (0-4), Salvador da Bahia, 16-06-2014

A vergonha do Portugal x Albânia (0-1), 08-09-2014

E a diferença principal foi a substituição de um (in)tranquilo “sargentinho”, com tiques autoritários, por um experiente “engenheiro fazedor de pontes”, que soube (re)unir o grupo e formar uma verdadeira equipa.

Jogadores como Ricardo Carvalho, Tiago, Dani e Quaresma que, por razões diversas, não faziam parte do leque de escolhas de Paulo Bento, foram recuperados por Fernando Santos e tiveram um papel importante neste trajeto vitorioso – 6 jogos oficiais, 6 vitórias.


Uma fase de qualificação difícil, em que começámos mal mas acabámos bem. A vinda de Fernando Santos foi uma mais-valia, recuperou alguns jogadores que faziam falta
Cristiano Ronaldo

O míster [Fernando Santos] foi a pessoa mais importante neste apuramento, conseguiu formar um grupo muito forte, pois seis vitórias seguidas não são fáceis no apuramento. Nós temos a nossa parte mas o míster é sem dúvida a cabeça do sucesso
Tiago



Que isto sirva de lição, não só aos dirigentes da FPF, mas a todos os adeptos de “sargentões” ou “sargentinhos”.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Um suplente de luxo

Quaresma na Seleção de Fernando Santos (O JOGO, 17-06-2015)

Depois de ter sido ostracizado por Paulo Bento, Fernando Santos recuperou Quaresma para uma Seleção que, com o “engenheiro do Penta” ao leme, voltou a ser nacional.

E Quaresma não tem deixado ficar mal o selecionador nacional, bem pelo contrário, como provam os seus números de golos e assistências (algumas das quais absolutamente decisivas).

A questão que se coloca nesta altura é outra.
Deverá Quaresma continuar a ser uma espécie de suplente de luxo, ou o Mustang já fez mais do que suficiente para ser titular nesta seleção de trintões?
Ou dito de outra forma, Nani e Danny têm feito mais do que Quaresma, de modo a justificarem a titularidade que lhes foi dada por Fernando Santos?

sábado, 2 de maio de 2015

UMA GRANDE ESTREIA E UMA GRANDE TIRADA



30 de Junho de 1968, Lourenço Marques (actual Maputo). Portugal defronta o Brasil num jogo amigável e sai derrotado por 2-0.

Este jogo tem especial importância para nós, portistas, pois tratou-se do jogo de estreia de Fernando Pascoal Neves (Pavão, na foto) na Selecção Nacional. O flaviense seria substituído aos 55' pelo nosso antigo jogador e futuro treinador Artur jorge, à altura jogador da Académica ("substituí o melhor em campo", diria Artur Jorge).

Mas a melhor peripécia veio perto do final do jogo. Faltavam dois minutos, e o seleccionador nacional, José Maria Antunes, mandou entrar o nosso jogador Rolando. Este, visivelmente agastado, virou-se para ele e disse: "Entre você!"

Pavão e Rolando foram durante alguns anos os solitários representantes do F.C. Porto na Selecção - e nem sempre. Neste jogo, também o guarda-redes Américo alinhou.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Uma Selecção do Carvalho

Após a equipazinha de Paulo Bento ter feito uma exibição miserável e sido derrotada, em casa, pela Albânia, logo no jogo seguinte, a Seleção de Fernando Santos foi à Dinamarca (teoricamente, o adversário mais forte deste grupo) e regressou a Portugal com uma vitória e “6” pontos (3 pontos para Portugal e 0 pontos para a Dinamarca) na bagagem.

Olhando para o onze inicial do jogo em Copenhaga, estavam lá três jogadores que não contavam, ou tinham sido proscritos por Paulo Bento: Tiago, Danny e Ricardo Carvalho.

Onze inicial da Selecção portuguesa em Copenhaga

E que jogo fez este “jovem” Ricardo de 36 anos, uma exibição do Carvalho!

Mas o melhor de tudo, a cereja em cima do bolo, foi aquele cruzamento teleguiado, ao minuto 90’+5, de outro Ricardo, outro dos mal-amados de Paulo Bento (e não só): Ricardo “mau balneário” Quaresma.

Eu imagino a azia que esta vitória do “engenheiro do penta”, com o forte contributo de alguns “proscritos de Paulo Bento”, causou nos geninhos deste país.

Ah, e ainda por cima a Seleção Nacional jogou de azul e branco!

domingo, 12 de outubro de 2014

O melhor “golo” de Ronaldo

Paris, 12 de Outubro de 2014, Conferência de Imprensa da Seleção Nacional


[Jornalista da CMTV]: Boa tarde Ronaldo, em direto para a CMTV, queria-lhe perguntar…

[Cristiano Ronaldo]: Para onde?

[Jornalista da CMTV]: CMTV.

[Cristiano Ronaldo]: Que é isso, CMTV?

[Assessor de imprensa da FPF]: É a televisão do Correio da Manhã.

[Cristiano Ronaldo]: Ah, então esqueça, que eu não vou responder.

[Jornalista da CMTV]: Sobre o jogo com a Dinamarca…

[Cristiano Ronaldo]: Não vale a pena.

[Assessor de imprensa da FPF]: Então passamos à próxima pergunta…

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Em 2011, Cristiano Ronaldo processou o Correio da Manhã.
Três anos depois, em Julho deste ano, um tribunal criminal de Lisboa deu razão ao melhor jogador do Mundo e condenou um grupo de jornalistas do Correio da Manhã por devassa da vida privada agravada.

Hoje, em Paris, numa sala cheia de jornalistas portugueses (e não só), o capitão da Seleção Nacional de Futebol (com a saída de Paulo Bento e a entrada de Fernando Santos, a Seleção voltou a ser nacional), mostrou a sua fibra e humilhou, em direto, a televisão da Cofina (Grupo empresarial proprietário do Correio da Manhã, Record, Jornal de Negócios, etc.).

Com o guarda Abel “reformado”, espero que esta atitude de Ronaldo sirva de exemplo ao Universo portista e, particularmente, a treinadores e jogadores do FC Porto, quando estiverem em conferências de imprensa.

Parabéns, Ronaldo!
Hoje marcaste o melhor “golo” da tua carreira.


Zeinal Bava (PT), Paulo Fernandes (Cofina) e Octávio Ribeiro (CMTV) (fonte: Meios e Publicidade)

P.S. Em vez de andarem a “chafurdar” na vida privada das pessoas, tinha muito mais interesse jornalístico, o Correio da Manhã dizer aos portugueses, quantos milhões de euros é que a PT/MEO, outrora a maior empresa de Portugal, já “enterrou” na CMTV.

P.S.2 Um dos assalariados do Grupo Cofina, o pseudo jornalista Eugénio Queirós, já reagiu no seu blogue:
«Ao negar-se a responder a uma pergunta da CMTV, Cristiano Ronaldo conseguiu a proeza de unir o país dos moralistas e ressabiados, entre os quais muitos jornalistas que abominam a “cultura CM” mas que não teriam lugar na redação do mesmo nem na condição de paquetes de 2.ª categoria.»
É assim que eu gosto de os ver, a espumar de raiva.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Chicago PD e a seleção do Bentinho

«Não tem nada a ver com o equipamento ser vermelho. A minha cor preferida ser o azul - do céu, do mar, do F. C. Porto - não faz de mim um touro que marra sempre contra o vermelho, da mesma maneira que amar o Porto e odiar o centralismo não me impede de achar Lisboa uma cidade muito bela.

Não tem a ver com o vermelho, mas a Seleção cada vez me diz menos. Quando começou o jogo com a Albânia, eu ia a meio do 2.° episódio do Chicago PD e não interrompi a gravação. Não perdi nada. Mais tarde, aos 52 minutos de jogo, se estivesse no relvado de Aveiro, fazia como o Pepe e dava os parabéns ao Balaj pelo magnífico golo que marcou. Não é de agora. O primeiro responsável pelo meu divórcio da Seleção foi o pateta do Luís Filipe Scolari, que hostilizou a nação portista ao não convocar Vítor Baía e perdeu o jogo inaugural do Euro 2004 por teimar em não usar como espinha dorsal da Seleção o Porto de José Mourinho, que acabara de ganhar a Champions com dez portugueses em campo.

A incompetência de Scolari, evidenciada pela proeza de com um equipa de luxo perder em casa a final do Euro contra a Grécia, foi no entretanto confirmada por um percurso imaculado de organizador de derrotas - foi despedido do Chelsea, atirou com o Palmeiras para a 2.ª divisão, proporcionou ao Brasil a suprema humilhação de levar 7-1 da Alemanha no seu Mundial - com a exceção do título de campeão nacional do Uzbequistão, ao comando do prestigiado Bunyodkor.

Após a tragédia Scolari (que deixou o nome associado a fraudes fiscais e às trafulhices do BPN) e o mal-entendido Carlos Queiroz, esperava-se que Paulo Bento conseguisse duas coisas: o apuramento para o Euro 2012 e reconciliação de toda a nação com a Seleção. Teve êxito na primeira, falhou a segunda.

Bentinho (assim era conhecido quando debutou aos 13 anos no Académico de Alvalade) não conseguiu despir o benfiquismo fanático da adolescência, nem ultrapassar o reconhecimento por o Sporting lhe ter dado os únicos quatro títulos (duas Taças de Portugal e duas Supertaças) do seu currículo como treinador, que não chega a encher uma página A4.

Em vez de fazer mais amigos e gerar consensos, Bentinho está sempre a arranjar inimigos, a fomentar divisões e a armar zaragatas. Divide, em vez de somar. Na gestão dos jogadores, é forte com os fracos e fraco com os fortes, dando a ideia de que quem manda não é ele mas Ronaldo. Na gestão da convocatória, dá a ideia de não ser o selecionador mas tão-só o zelador dos interesses de Jorge Mendes.

No discurso, irrita com frases arrogantes debitadas no irritante ritmo do Espanhol que lhe ficou da passagem por Oviedo. Na hora dos lenços brancos, Bentinho não compreende que é preferível sair pelo seu próprio pé do que ser empurrado - que é muito melhor que as pessoas se interroguem sobre os motivos que nos levaram a sair, do que perguntarem, impacientemente, por que é que que ainda não demos a vaga.

Bentinho não merece ter um salário de 1,5 milhões de euros por ano, o que equivale a receber em três meses e meio mais do que a média dos portugueses ganham em 35 anos de trabalho. Se persistir em não querer perceber que estamos fartos dele, não resta outra solução ao presidente da FPF senão despedi-lo - e pedir-nos desculpa pelo equívoco (que custará três milhões) de lhe renovar o contrato após a tragicomédia brasileira. A ver se daqui em diante todos nós, portugueses, podemos olhar a Seleção como Nacional e uma coisa nossa.»
Jorge Fiel
JN, 10-09-2014


Subscrevo, quase a 100%, esta crónica do jornalista Jorge Fiel (subdiretor do JN).
E só não o faço a 100% porque, à hora em que a “seleção do Bentinho” estava a defrontar os “briosos” albaneses, eu estava entretido a ver outro programa, que não o 2° episódio do Chicago PD…

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O que faz falta é animar a malta…

Concluída a fase de grupos, ainda há sete jogadores do FC Porto em cinco das 16 seleções que vão disputar os oitavos de final do Mundial 2014:

Brasil x Chile
Holanda x México
Colômbia x Uruguai
Costa Rica x Grécia
França x Nigéria
Argentina x Suíça
Alemanha x Argélia
Bélgica x Estados Unidos

E Portugal?

Bem, “os conquistadores” vão regressar à pátria e, quem sabe, talvez passem novamente pela zona de Belém, para uma condecoração e mais uma selfie


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Obviamente, não me demito

17-06-2014
«A Forbes fez as contas: Paulo Bento ocupa o 12º lugar entre os treinadores mais bem pagos no Mundial do Brasil, com um salário de 2,16 milhões de dólares (cerca de 1,6 milhões de euros). (…)
É o italiano Fabio Capello o treinador que mais recebe nesta competição. O seleccionador da Rússia apresenta um salário de 11,24 milhões de dólares (…)
O pódio encerra com Inglaterra e Itália. O inglês Roy Hodgson leva para casa 5,87 milhões e o italiano Cesare Prandelli outros 4,32 milhões de dólares.»


24-06-2014
«O selecionador de Itália, Cesare Prandelli, anunciou que pediu a demissão após a eliminação do Mundial 2014.
O presidente da Federação, Giancarlo Abete, diz que ele próprio se vai demitir.
O técnico revelou após a partida com o Uruguai, que ditou a saída da equipa do Campeonato do Mundo: “Falei com Abete após o jogo para assumir a responsabilidade pelo projeto técnico. Decidir renunciar ao cargo.”»
in Maisfutebol


25-06-2014
Sei da minha responsabilidade, sei que em Abril cheguei a um acordo com a federação, que não tinha apenas a ver com os resultados no Mundial, mas também com os objetivos para 2016. Perante estes factos, aconteça o que acontecer no jogo de amanhã [Portugal x Gana], não me demito. Não é a minha intenção, nem da direção, nem é a intenção do presidente da FPF. E com isto tenho tudo dito.
Paulo Bento, em conferência de imprensa no Brasil


Paulo Bento, sem estar a gozar, disse hoje que, aconteça o que acontecer no jogo Portugal x Gana de amanhã, não se demite.
Ou seja, mesmo que a sua equipa perca ou empate, o que significaria o pior desempenho de sempre de uma seleção portuguesa em fases finais de Mundiais (sim, seria ainda pior do que Saltillo em 1986 ou Coreia/Japão em 2002), Paulo Bento afirmou, perentoriamente, que não se demite.
Enfim, se mais preciso fosse, isto mostra bem o carácter do atual seleccionador.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O “azar” de 5 lesões em 135 minutos!

Hugo Almeida, Fábio Coentrão e Rui Patrício sofreram lesões musculares durante o Alemanha x Portugal, com os dois primeiros a terem de ser substituídos durante o desafio.

Seis dias depois, quando se chegou ao intervalo do jogo EUA x Portugal, já duas substituições tinham sido queimadas devido a mais duas lesões musculares: de Hélder Postiga (após uma época cheia de lesões, foi convocado por Paulo Bento e aguentou cerca de 10 minutos neste Mundial!) e de André Almeida (que andou a arrastar-se e a mancar durante uma parte significativa dos primeiros 45 minutos).

Cinco lesões musculares em apenas 135 minutos de competição é algo de inédito, que deveria levar os responsáveis da FPF a uma profunda reflexão e pedirem satisfações, quer ao selecionador, quer à equipa médica ao serviço da Federação (os quais, presumo, não trabalham de borla), acerca da programação, preparação e métodos de treino adoptados para esta fase final de um Mundial.

Mas nada disso vai acontecer. Ao invés, a propaganda já está a fazer o seu caminho e aquilo que se lê e ouve é que “o azar está a perseguir Portugal”…

Não há dúvida, Paulo Bento tem mesmo boa imprensa. E a gente até sabe porquê…



P.S.1 Perante os degradantes níveis físicos exibidos pela generalidade dos jogadores escolhidos por Paulo Bento (há idosos que demoram menos tempo a levantar-se do que Bruno Alves foi capaz de fazer no lance do 2º golo dos EUA…), será que o preparador físico desta seleção, João Aroso, vai continuar a fazer companhia ao chefe (Paulo Bento) e ver, também ele, o seu contrato com a FPF renovado?

P.S.2 Por que razão existe um fisioterapeuta do Real Madrid integrado na equipa técnica da seleção portuguesa de futebol? Foi convidado? Foi imposto por alguém? E, já agora, qual o seu papel na preparação de Cristiano Ronaldo e dos restantes “mancos”, perdão, jogadores da seleção de Paulo Bento?

Varela mantém Selecção ligada à maquina...


No jogo do tudo ou nada a Selecção voltou a falhar em toda a linha. Valeu o golo salvador de Silvestre Varela para levar a decisão para o último jogo. Mesmo assim o apuramento só será possível com uma vitória por 5 golos sem resposta ao Gana.
Mais um jogo com substituições forçadas por lesões na equipa lusa, o que demonstra bem o estado físico da maioria dos atletas. A época nos clubes foi desgastante mas só o caso de Cristiano Ronaldo serve de atenuante para Paulo Bento. Todos os outros foram escolhas que muito espantaram quem esteve atento à convocatória e ao trajecto de vários jogadores nos últimos meses.

Em 19 de Maio, o José Correia chamou a atenção, aqui, para essa situação:
“Nani. De 07-12-2013 até agora participou em três jogos (!!) do Manchester United, num total de 134 minutos! (…)
Vieirinha. Sofreu uma lesão gravíssima em 24-09-2013 e só regressou aos relvados quase sete meses depois, no dia 12-04-2014. (…)
Éder. Teve várias lesões ao longo da época e, de 07-12-2013 até agora, participou em cinco jogos do SC Braga, num total de 246 minutos. (…)
Hélder Postiga. Transferido para a Lazio em Janeiro, participou em cinco jogos da equipa de Roma, num total de 139 minutos e zero golos marcados! (…)
Se a escolha já estava feita (de acordo com um “critério técnico-tático”…), independentemente dos jogadores estarem em boa forma ou não, aliás, independentemente dos jogadores terem sequer jogado regularmente pelos seus clubes nos últimos seis meses, porquê tanto show-off?”

Na altura, a convocatória não estranhou à imprensa lusa, mais preocupada em relatar a "histeria brasileira com a chegada do melhor do mundo". Agora as coisas vão começar a fazer sentido.
Do grupo acima referido, o Nani esteve muito bem a espaços, pelo golo que marcou, pela bola no poste e por ter sido dos poucos que não mostrou medo em tentar o remate à baliza americana. No entanto também fez passes errados e deixou Jones rematar para um grande golo. Vieirinha nem calça pelo que não vamos chegar a saber em que condição física está. Éder é pouco experiente e nada útil no estilo de jogo desta equipa, dado que precisa de vir atrás buscar bolas e de saber jogar de costas para a baliza. Hélder Postiga nem 15 minutos aguentou! A Selecção está presa por arames.

É quase caricato que William Carvalho não seja o titular na sua posição. Apesar de um ou outro erro fez uma óptima e esclarecida exibição no meio da hecatombe. E Ricardo Costa, titular forçado pelo castigo a Pepe, fez também ele uma excelente exibição. Mas lá está: os titulares há muito que estavam definidos, ainda que por um “critério técnico-táctico” de difícil explicação.

O presidente da FPF cometeu um erro enorme ao renovar com Paulo Bento antes do Mundial. Tudo correu mal, desde o planeamento das estadias à escolha dos jogadores. No final o seleccionador terá de ser responsabilizado.

Quanto ao slogan jornalístico luso deste mundial, esse será "E Tudo o Bento levou"...

terça-feira, 17 de junho de 2014

4-0

1-0: A Geração de Ouro já lá vai há muito. Exceptuando Ronaldo, e um ou outro jogador, a melhor selecção de jogadores portugueses da actualidade - não confundir com a trupe que está no Brasil - é pouco mais que mediana. Além disso, o Patrício não é o Baía, o Veloso não é o Costinha, o Nani não é o João V. Pinto. Aquilo que as vitórias em Riad e Lisboa, trouxeram, na maioria dos casos, não foi mais que fornadas e fornadas de pseudo-craques e falhados-natos (alô Dani?) que dão 2 pontapés numa bola, e logo são elevados a craques; não há esforço e muitas vezes nem o mais básico profissionalismo. Muito gabam Ronaldo, mas poucos lhe seguem o exemplo.


2-0: Há grandes jogadores, que dão treinadores medíocres; há jogadores medíocres, que dão grandes treinadores, e depois há tipos como o Paulo Bento, que são mediocres, façam o que fizerem. Dá-se ares de indivíduo sério e independente, que pensa pela sua própria cabeça - só que nada que saia dali, tem qualquer aproveitamento. É o pior seleccionador dos últimos 20 (25?) anos. Até o Scolari, tinha a seu favor ser um excelente motivador; a especialidade do Paulo Bento, são as críticas às arbitragens. Também se finge "sargentão", excluíndo do grupo quem não tem a "atitude" certa, mas mantém por perto o Pepe; o mesmo Paulo Bento, que há 14 anos, foi suspenso durante meses por injúrias a um árbitro.



3-0: O "cristão-novo" presidente da FPF, sempre pronto a agradar aos senhores da Metrópole, ofereceu ao seleccionador um contrato que, se calhar, nem o Del Bosque, campeão do Mundo e da Europa, tem - "faça o que fizer, tem emprego garantido até 2016".

  4-0: Mais que a corrupção em geral, os favores, as "garantias", as apostas ilegais e os resultados combinados, a maior ameaça ao futebol europeu (mas não só), dá pelo nome de Jorge Mendes. Controla jogadores, dirigentes, selecções e clubes; monta e desmonta plantéis e equipas técnicas - aquilo que se está a passar com o Valência, é uma vergonha; além disso controla o Real Madrid, e tem o Atlético num bolso - num gritante conflito de interesses, que ninguém parece interessado em questionar; a selecção também é a sua coutada e é óbvio que é ele quem determina que jogadores são chamados.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Algo forçado…

O penalty assinalado contra a seleção de Paulo Bento é algo forçado?

A expulsão do bad boy Pepe é algo forçada?

O que me parece muitíssimo forçado é usar a arbitragem do senhor Milorad Mazic, como desculpa esfarrapada para uma derrota absolutamente indiscutível, naquela que foi a pior exibição de uma equipa das quinas na fase final de um Mundial.

Bastante forçado é meter a cabeça na areia e ignorar…

… a incapacidade de Pepe, numa bola parada (na sequência de um canto), permitindo que Hummels cabeceasse à vontade, obtendo o 2º golo da Alemanha;

… a forma como o outro defesa-central titular, Bruno Alves, ofereceu a Thomas Muller o 3º golo da Alemanha;

… as sucessivas barracadas de Rui Patrício a jogar com os pés, criando situações de muito perigo para a sua própria baliza, incluindo o lance que originou o 4º golo da Alemanha.

Dois anos depois do brilharete no EURO 2012, a equipa de Paulo Bento (esta equipa, mais do que uma selecção dos melhores jogadores nacionais, é uma seleção dos “amigos” de Paulo Bento) está dois anos mais envelhecida, com vários jogadores acima dos 30 anos, incluindo cinco dos titulares de hoje.

João Pereira tem 30 anos;
Pepe tem 31 anos;
Bruno Alves tem 32 anos;
Ricardo Costa tem 33 anos;
Raul Meireles tem 31 anos;
Hugo Almeida tem 30 anos;
Hélder Postiga tem 31 anos.

Perante esta paupérrima exibição da equipa de Paulo Bento, convém lembrar que, por diferentes motivos, Tiago (Atlético Madrid), Ricardo Carvalho (AS Monaco), Danny (Zenit) e Quaresma (FC Porto) ficaram de fora, enquanto vários dos indiscutíveis de Paulo Bento, como são os casos de Nani e Postiga, tiveram uma época 2013/2014 muito fraca, com pouquíssimos minutos de utilização nos seis meses que antecederam este Mundial, quer devido a lesões prolongadas, quer por opção dos treinadores dos respectivos clubes.

E pior ainda, vários jogadores - Pepe, Postiga, Raul Meireles e, principalmente, Cristiano “Abono de Família” Ronaldo - iniciaram o estágio de preparação para este Mundial lesionados, ou em má condição física.

Ignorar tudo isto, ignorar que a montante do jogo de hoje no Arena Fonte Nova estão escolhas e decisões de Paulo Bento, é que me parece um bocadinho forçado…


P.S.1 Há quatro anos atrás, a seleção portuguesa teve a “sorte” de jogar os oitavos de final do Mundial de 2010 frente à melhor seleção espanhola de sempre. O facto de Portugal ter sido derrotado pela margem mínima (0-1), pela equipa que haveria de se sagrar campeã do Mundo, e do golo espanhol ter sido marcado por David Villa, em posição de fora-de-jogo, não serviu de atenuante para a campanha orquestrada anti-Queiroz.

P.S.2 Coentrão sofreu uma lesão muscular e poderá não jogar mais neste Mundial. Se assim for, Paulo Bento terá de fazer adaptações nos restantes jogos que a seleção disputar, porque não há outro lateral-esquerdo no lote dos 23 convocados. Azar? Sim, se Paulo Bento convocou jogadores por moeda ao ar, deve ter sido por “azar” que Eliseu ou Antunes ficaram de fora.

P.S.3 Não terá sido precipitado ou, vá lá, algo forçado, renovar com Paulo Bento antes da avaliação ao desempenho da seleção portuguesa no Mundial do Brasil?

terça-feira, 10 de junho de 2014

CR7, Pepe, Ricardo Carvalho, Quaresma…

Nas últimas duas semanas, a atenção mediática do país (leia-se, da RTP, da SIC, da TVI, da Antena 1, da TSF, da RR, de A BOLA, do Record, do Correio da Manhã, etc.) esteve virada para a seleção portuguesa de futebol, ou melhor, para o joelho esquerdo de Cristiano Ronaldo.

Partes de capas do Correio da Manhã nas últimas duas semanas

A coisa foi (é) de tal maneira que, agora que CR7 voltou aos treinos, o país respirou de alívio e quase passa despercebido à generalidade dos portugueses que Pepe, seu companheiro no Real Madrid, continua em tratamentos.

Já ouvi e li que Pepe está a ser poupado para estar no auge das suas capacidades no jogo de arranque do Mundial, mas isso não é notícia, é o habitual sempre que Pepe tem sido chamado à seleção portuguesa. Isto é, em vez de participar nos treinos, passa os dias em repouso / tratamento / recuperação e depois, quando chega o dia do jogo, é… titular!

Tudo isto faz-me lembrar o dia 31 de Agosto de 2011 (já lá vão quase três anos…), na véspera de um jogo em Chipre, de qualificação para o Euro2012, quando Ricardo Carvalho abandonou um estágio da selecção.
A razão para tal atitude?
Após uma semana de treinos, Ricardo Carvalho percebeu que ia ser suplente, enquanto Pepe, que tinha passado os dias sem treinar, ia fazer parte do onze inicial de Paulo Bento.

Ricardo Carvalho

Num comunicado enviado à Agência Lusa, o melhor defesa central português da última década, disse o que lhe ia na alma:

«Sinto-me em plena forma física e também mental, como o tem demonstrado a minha prestação no meu clube e na selecção. Se me fazem sentir a mais e não mo dizem, a única possibilidade é a saída. (…) Tendo cumprido 75 internacionalizações e sido profundamente dedicado à defesa do bom-nome da equipa das 'quinas', nunca antes me senti tão desrespeitado e ferido na minha dignidade. Entre os meus pares, sou apenas mais um atleta. No entanto, mereço também, como os outros, consideração e respeito (…)».

Com Paulo Bento é assim.
São titulares jogadores que passam os dias / semanas anteriores ao(s) jogo(s) sem treinar.
Mas isso não interessa. O que importa é que os “outros”, os que passam os jogos com o rabinho sentado no banco de suplentes, fiquem caladinhos e não façam ondas.
Em futebolês, são jogadores que “fazem um bom balneário”. Se jogam muito ou pouco, isso é secundário.

E, segundo dizem os entendidos da coisa, foi precisamente por ser emocionalmente instável e por não “fazer um bom balneário”, que outro Ricardo, Quaresma, ficou de fora.

Ao contrário de Pepe, um jogador emocionalmente muito estável, de comportamento irrepreensível…

Pepe em “ação”

… e que na seleção de Paulo Bento não corre o risco de ser suplente (“O problema de Pepe tem nome, chama-se Varane. Não há mais história”, José Mourinho, 08-05-2013).

Siga a rusga.

domingo, 1 de junho de 2014

Mediania no onze titular

Portugal x Grécia, onze titular

Eduardo
João Pereira, Ricardo Costa, Bruno Alves, André Almeida
William Carvalho, Miguel Veloso, Nani, Varela
Postiga, Éder

Em condições normais, algum destes jogadores seria titular, de caras, do FC Porto ou SL Benfica?

Talvez Nani (em forma).

Eu sei que o João Moutinho e o trio do Real Madrid ficaram no banco...


... mas convenhamos, se estes 23 são a elite dos futebolistas portugueses, percebe-se melhor por que razão há poucos portugueses como titulares de clubes com a ambição/responsabilidade do FC Porto ou SL Benfica.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A lista de Bento

Lista de convocados (fonte: record.pt)

Todas as decisões de deixar jogadores de fora são decisões difíceis. O nosso critério em relação a esse setor [avançados/extremos] e a todos os outros tem a ver com um critério técnico-tático.
Paulo Bento


Nani. De 07-12-2013 até agora participou em três jogos (!!) do Manchester United, num total de 134 minutos!
Faz parte da lista de Paulo Bento.

Vieirinha. Sofreu uma lesão gravíssima em 24-09-2013 e só regressou aos relvados quase sete meses depois, no dia 12-04-2014.
Faz parte da lista de Paulo Bento.

Éder. Teve várias lesões ao longo da época e, de 07-12-2013 até agora, participou em cinco jogos do SC Braga, num total de 246 minutos.
Faz parte da lista de Paulo Bento.

Hélder Postiga. Transferido para a Lazio em Janeiro, participou em cinco jogos da equipa de Roma, num total de 139 minutos e zero golos marcados!
Faz parte da lista de Paulo Bento.


Sejamos sérios. Se a escolha já estava feita (de acordo com um “critério técnico-tático”…), independentemente dos jogadores estarem em boa forma ou não, aliás, independentemente dos jogadores terem sequer jogado regularmente pelos seus clubes nos últimos seis meses, porquê tanto show-off?

Mais. Se mesmo jogadores que passaram a época lesionados e sem jogar foram escolhidos em detrimento de Quaresma, por que razão este último foi incluído na lista dos 30?

Para o FC Porto é melhor que o Quaresma não tenha sido convocado, o qual, deste modo, vai poder apresentar-se no arranque da época 2014/2015 (fresquinho e cheio de vontade...). Mas, não teria sido mais sério (e decente), o selecionador ter desde logo assumido que não contava com ele?

Enfim, se dúvidas tivesse elas hoje ficaram desfeitas. Para mim, esta seleção não é a Seleção de Portugal. Vejo-a, sim, como a seleção dos amigos de Paulo Bento e, como tal, é-me indiferente.

Provavelmente, irei ter mais interesse em ver os jogos do México, Colômbia, França ou Bélgica...

terça-feira, 1 de abril de 2014

Quaresma no Mundial do Brasil? Obviamente!

No passado dia 25 de Março, no “Fórum Treinador Futebol/Futsal”, Paulo Bento foi questionado por Carlos Daniel se ia convocar Fernando e Quaresma.
É estranho, ou talvez não, que o benfiquista mais conhecido de Paredes, no papel de moderador de um painel, apenas se preocupe com os nomes de dois jogadores do FC Porto. Atendendo à inquestionável valia dos jogadores portistas, não seria muito mais lógica a dúvida em torno da convocação dos benfiquistas Rúben Amorim ou Ivan Cavaleiro?

Paulo Bento, com muita tranquilidade, respondeu: “Pode ser, está longe. Eu se calhar só faço a convocatória no dia 19 de manhã. Vou dormir no dia 18 a pensar nisso. Depois se vai Quaresma, se vai Fernando, se vai Miguel, se vai William, se vão outros, logo veremos”.

“Fórum Treinador Futebol/Futsal”, Maia, 25-03-2014


CR7 à parte e com Nani sem jogar (regularmente) há muitos meses, não vejo, atualmente, que haja algum ala/extremo português em melhor forma do que Quaresma.

Contudo, há um “jornalista” da RTP Porto, que há anos vomita anti-portismo por todos os poros, a querer crucificar Ricardo Quaresma por causa dos incidentes no final do Nacional x FC Porto (os quais, saliente-se, não envolveram o trio de arbitragem, nem qualquer tipo de agressão entre jogadores que seja visível nas imagens televisivas).

Ora, apesar dos esforços deste recadeiro e das pressões, mais ou menos óbvias, para Paulo Bento não convocar Quaresma (e Fernando!), eu não acredito que o selecionador nacional, cujo passado disciplinar na Seleção Portuguesa de Futebol é sobejamente conhecido, use este episódio como pretexto para não incluir Quaresma no lote de 23 jogadores que irá convocar para o Mundial do Brasil.

Eu não tenho memória curta e ainda me recordo do que se passou no França x Portugal, do Europeu de 2000…

«A Comissão de Disciplina da UEFA anunciou domingo o castigo aos jogadores portugueses envolvidos nos incidentes que se verificaram no final do jogo contra a França [meia-final do Europeu 2000].
Abel Xavier ficará afastado de toda a actividade internacional por nove meses, Nuno Gomes tem uma suspensão de oito meses e Paulo Bento estará de fora durante seis meses. Além disso, a Federação Portuguesa de Futebol foi castigada com 175 mil francos suíços, pouco mais de 20 mil contos. (…)
Durante o período em causa, os jogadores não poderão defender as camisolas dos seus clubes em jogos internacionais nem a da selecção nacional no Mundial que, sendo uma competição da FIFA, adopta todas as sanções da UEFA por uma questão de delegação. (…)
O relatório do quarto árbitro, o escocês Hugh Dallas, acerca do qual se especulava ter sido agredido com um murro nas costas por um jogador português, não teve qualquer influência na decisão final, já que Dallas não foi capaz de reconhecer o autor dessa alegada agressão. (…)
O comunicado da UEFA, de resto, especifica aquilo que fizeram os jogadores portugueses. Começa por dizer que Benko e o seu primeiro assistente (o eslovaco Sramka, que assinalou o “penalty” de Abel Xavier) foram empurrados e pressionados por jogadores nacionais, “sofrendo contusões e arranhões de monta”. Diz o comunicado: “o quarto árbitro, que tentou proteger os colegas, foi também pressionado, empurrado pelas costas e agarrado pelas roupas”. E, até mesmo a marcação da grande penalidade, refere a UEFA, só foi possível porque Humberto Coelho “interveio para acalmar os seus jogadores”.

Paulo Bento no EURO 2000

Continuando a seguir o comunicado da UEFA, os incidentes ter-se-ão prolongado depois do golo marcado por Zidane. “Quase todos os jogadores portugueses correram em direcção ao árbitro assistente, que foi empurrado e insultado”, lê-se. E depois vêm as referências concretas aos três punidos: “Nuno Gomes deu ao árbitro um violento empurrão no peito e Abel Xavier agarrou-lhe o braço. O árbitro mostrou então o cartão vermelho a Nuno Gomes e Paulo Bento tentou tirar-lhe o cartão, segurando-lhe o braço.” E termina: “Nuno Gomes despiu então a camisola e mandou-a ao árbitro assistente.”
Da leitura do comunicado, que refere ainda que “um jogador não identificado cuspiu no árbitro assistente” (…)»
in record.pt, 3 julho de 2000 | 02:26

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Presente de Natal? Mundial 2014


«Foi chegar, ver e… ser eleito. Fernando concluiu o processo de naturalização, passou a figurar nas opções de selecionáveis por Paulo Bento e entrou diretamente para o lote dos 23 conquistadores que os cibernautas do Record Online querem ver “navegar” até à fase final do Mundial’2014.»


Não tenho dúvidas que o presente de Natal mais desejado por muitos dos jogadores portugueses, será integrar o lote dos 23 para a fase final do Mundial 2014, a disputar no Brasil.

Se fosse eu a escolher e tivesse de o fazer agora, a minha lista não diferia muito da votação dos cibernautas do Record Online.

No lote dos médios escolhia Josué em vez de Danny (que depois de vários episódios mal explicados, nem sei se ainda fará parte das opções de Paulo Bento).

No lote dos avançados, talvez trocasse um extremo (Bruma) por mais um ponta-de-lança (Hugo Almeida).

A minha grande dúvida: o que vale Quaresma nesta altura?