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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

No caminho certo


Foram 5 os remates à baliza nesta partida e 4 deles originaram golos.
O FCP fez mesmo o pleno: 3 em 3. E é bom ver esta equipa a fazer golos de muito pouco. Precisamente o contrário do que sucedia nas últimas épocas de muita parra e pouca uva.

Um FCP a perder gás em relação à condição física de início de época, a que se juntam lesões musculares em catadupa, mas sem nunca perder o rumo, mesmo em noites desinspiradas como a de hoje. Todos estes factores transformam esta numa vitória muito importante, em termos psicológicos, para o que resta da temporada. Um FCP a vencer nas cavalgadas de Brahimi, Aboubakar e Marega e, agora, a ganhar também nas noites de eclipse deste trio.

Sérgio Conceição foi fiel ao seu 4-2-4 (em ataque), quando qualquer outro treinador teria optado pelo caminho mais fácil de fortalecer o meio-campo para esta partida de Liga dos Campeões. Ainda para mais, tendo ainda bem fresca a traumatizante derrota caseira com o Besiktas.
Esteve bem o nosso técnico ao manter aquilo que tão bons frutos nos tem dado. Coragem e audácia em igual medida.

Porém, todo o seu plano inicial foi tendo que ser alterado ao longo de 90 minutos acidentados.
Primeiro, e muito cedo no jogo, teve que colocar A.André a fazer de Marega. Mais tarde, colocou Maxi a fazer de Corona, quando todos pensariam que seria Ricardo Pereira a adiantar-se para o meio-campo, pelo lado direito.

Correu tudo bem no final, com a cereja em cima do bolo de ter sido precisamente o uruguaio a marcar o golo que, finalmente, descansou todo o estádio, já no último minuto.
Pelo meio, mais dois golos para as nossas cores: Herrera rematou com a força necessária, após um ressalto na área, e Danilo cabeceou, com garra, após uma bola parada que parecia demasiado longe da área adversária.
Isto quando o Leipzig tinha já conseguido o empate e continuava a ser bem perigoso no ataque.
Estes alemães, aliás, assustaram durante praticamente toda a partida e são, de facto, uma boa equipa europeia. Ter a Red Bull a financiar dá asas a qualquer um.

Tudo em aberto neste grupo, pois, pelo menos em relação ao segundo lugar. Siga para bingo, como diria Casillas.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Espremer a casca do limão

24 horas depois, a frio, meia-dúzia de bitaites sobre o jogo de ontem no Red Bull Arena:


1. Resultado bem melhor do que a exibição. Por aquilo que foi o jogo, seria normal a equipa da casa, que não por acaso é vice-campeã da Alemanha, ter ganho por 2 ou 3 golos (mas atenção, nem o RB Leipzig é o FC Basel, nem levamos 5 secos…).

2. Neste jogo, em que os “dragões” tiveram pela frente uma equipa mais forte fisicamente, mais intensa e que ganhou as bolas divididas quase todas, vieram ao de cima as lacunas qualitativas de muitos jogadores da nossa equipa (mas, para mim, continua a ser o Marega e mais 10…).


3. Num jogo de Liga dos Campeões, de intensidade máxima, contra uma equipa muito agressiva (no bom sentido) e que pressionava o portador da bola com 2 ou 3 jogadores, era quase deprimente olhar para o banco de suplentes do FC Porto e ver que não havia ali qualquer solução para aquilo que o jogo estava a exigir (por exemplo, já imaginaram o que seria lançar o Otavio contra os “panzers” desta equipa alemã?).


4. Ontem, mais do que erros individuais de alguns jogadores (que os houve); mais do que equívocos do treinador (que os houve); vieram ao de cima as limitações deste onze titular e deste plantel.

5. Foi neste século, não foi no século passado, que planteis do FC Porto tinham jogadores do nível do Vítor Baía, Danilo, Pepe, Ricardo Carvalho, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Casemiro, Maniche, Moutinho, Lucho, Deco, Anderson, Quaresma, Hulk, McCarthy, Falcao, James, ... Quando penso nisso e olho para o plantel atual do FC Porto, até dá vontade de chorar.

6. Nem esta equipa do FC Porto é tão boa como pareceu após o jogo no Mónaco e os primeiros 45 minutos do jogo em Alvalade, nem é tão má como pareceu após os jogos com o Besiktas ou RB Leipzig. Contudo, convém manter os pés bem assentes no chão, ter consciência que o “cobertor é curto” e não esquecer que a prioridade das prioridades é o campeonato português.


7. Nem o Sérgio Conceição é um novo “special one”, nem na “Loja dos 300” há jogadores à disposição com a qualidade dos que havia em 2002. Mas se, independentemente de opções pontuais, o Sérgio Conceição continuar a conseguir espremer o limão (a casca do limão!) como tem feito até agora, terá o meu reconhecimento.

8. Depois de algumas coisas que li ontem à noite, escritas por portistas nas redes sociais, lembrei-me e tive saudades do Prof. Bitaites. Ó meus amigos, é preciso baixarmos um bocadinho as expectativas. Depois das asneiras e algumas loucuras cometidas pela Administração da SAD nos últimos anos, os próximos tempos vão ser de “vacas magras” (em termos de meios à disposição do(s) treinador(es) ).

9. P-O-O-O-O-O-R-T-O