Mostrar mensagens com a etiqueta pepe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pepe. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

É o que temos: (muita) atitude, garra e falta de qualidade individual

O FC Porto mereceu ter vencido o Bessiktas por mais de um golo de vantagem. Gerou jogo e caudal ofensivo suficiente para isso e raramente esteve ameaçado pelos turcos. O resultado não podia ser mais enganador em relação ao que se viveu no relvado e no entanto é o resultado natural dadas as circunstâncias. Uma equipa que quer atacar um jogo da Champions League com Marega, Hernâni, Soares e André André nos momentos de maior aperto é, claramente, uma equipa fora de lugar. O FC Porto não tem plantel para ombrear com a elite continental e hoje, viu-se, nem sequer para lutar contra equipas do mesmo nível quando o que está em causa é o talento individual. Houve quatro golos no Dragão e nenhum foi de um jogador azul e branco. O talento individual de Quaresma, de Talisca, de Babel ou a liderança de Pepe estão do lado de um Bessiktas que, como qualquer gigante do futebol turco, tem bom dinheiro para gastar e pagar em salários. O FC Porto de há uns anos podia perfeitamente competir com essa realidade e fazia-o. Esta versão não. Sérgio Conceição não tem culpa. Montou um esquema para dominar o esférico e usar os espaços e depois, quando se viu a perder - em duas ocasiões - meteu toda a carne no assador. Atitude e querer nunca faltou à equipa e essa é a melhor nota. Mas só isso não chega. Não a este nível. É a crua e dura realidade.

Também não ajudou que no dia em que bateu o recorde de Xavi e passou a ser o jogador com mais jogos de sempre na história da competição, Iker Casillas estivesse similar ao Iker de há dois anos, o que custou o lugar a Lopetegui. O segundo e o terceiro golo contaram com duas estiradas pouco determinadas, apesar do primeiro ser um disparo tremendo e o segundo ser uma tabela básica que deixou a nu as falhas defensivas que oferecem os laterais do FC Porto, neste caso Alex Telles, que depois de ver como tinha de ser dobrado no seguimento ao seu homem, esqueceu-se de acompanhar Babel e este conseguiu disparar a belo prazer, um remate que Iker Casillas podia ter feito mais para parar. Não o fez e o jogo morreu, matematicamente, ali. Na prática, apesar da sensação de máxima entrega, já tinha morrido quando todos perceberam que a linha ofensiva do Porto era inofensiva frente á baliza. Pouco acerto. Muito pouco para tanto caudal. Se com NES o problema era chegar á frente e criar perigo - e cada lance de André Silva era um oásis - aqui o problema é que a qualidade individual dos interpretes não está à altura da quantidade de opções criadas. Oliver e Brahimi, na primeira parte, e o argelino e Otávio, no segundo tempo, bem se esforçaram e fizeram mexer as peças do puzzle mas nem Ricardo nem Alex estiveram acertados nem apoio nem os dois avançados titulares - a baixa de Aboubakar hoje deu um reflexo do que poderá passar se o camaronês se lesiona - mostraram estar á altura entre manos a manos desperdiçados e remates sem sentido. Nem sequer a meia distância, que ás vezes pode fazer a diferença, resultou efectiva. O Porto fez um jogo à Porto no querer e na atitude mas não foi suficiente para bater um Bessiktas que, na prática, é uma equipa banal e a mais débil do grupo. Na altura do sorteio ficou claro que este grupo, sem nenhum cabeça de cartaz, pode acabar com o Porto em primeiro ou em último. Os sinais de hoje deixam claramente a sensação que com um plantel tão curto - uma vez mais não havia um só ponta-de-lança no banco para lançar - é muito difícil aspirar a algo mais do que ir amealhando pontos e euros e ver o que passa sem tirar a cabeça do que deve ser prioritário, a Liga.



Ao trabalho de Conceição, como tem sido apanágio, não há muito a dizer que não seja positivo. A retirada de um esforçado Oliver, que teve nos pés grandes destelhos e duas excelentes ocasiões, entende-se no conjunto da gestão de esforços e na ausência de opções de ataque, pouco se lhe podia exigir quando a terceira substituição resultou ser Hernâni. Em atitude, capacidade de empurrar a equipa para a frente e mostrar, ao abdicar de Danilo - que continua sem se sentir totalmente cómodo neste modelo - vontade de ganhar contra tudo e todos, foi o mesmo treinador que nos jogos da Liga, um excelente sinal de atitude ganhadora. Mas quando os erros individuais - de Casillas atrás e da linha de ataque frente a Fabricio - condenam o resultado final, pouco mais há a dizer. O enfoque principal é o que é. O plantel é curtíssimo e não podemos exigir pérolas a porcos. Quem é o responsável desta gestão - mais uma vez, por culpa da sanção da UEFA só havia 19 jogadores disponíveis para o técnico trabalhar opções - e da falta de um plantel de garantias que dê a cara no momento oportuno. Técnico e jogadores deram tudo o que tinham. Nalguns casos o melhor que têm é isto e não há como disfarçar. Pode, perfeitamente, ser suficiente para consumo interno como o Benfica tem vindo a demonstrar com planteis tão fracos e jogadores tão ineptos, ainda que eles tenham sempre um joker na manga e a chamada do público em cada jogo para utilizar em momentos de aperto, mas quando falamos de Champions League não há milagres. Venha o próximo duelo a sério!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O que é um jogador da «formação»?

Fala-se amiúde em jogadores saídos da «Formação» ou «prata da casa». Mas a definição não é tão simples ou consensual como seria de esperar.

Para uns, por essa expressão estão a referir-se a jogadores que tenham passado pelos escalões jovens (i.e. no mínimo, pelos Juniores A). Outros têm uma definição mais generosa e incluem mesmo jogadores contratados já adultos - i.e. com 18 ou mais anos - para a equipa B. Outros ainda têm outros critérios (não necessariamente consistentes).

Pessoalmente vejo a coisa num sentido lato, num contínuo temporal - afinal de contas, mesmo jogadores com 30 anos (nem todos...) continuam a aprender e melhorar - mas reconheço que temos que estabelecer uma «linha» arbitrária para simplificar discussões.

Sendo assim, pessoalmente faço uma distinção entre «Formação» e «prata da casa», com um critério mais apertado para o segundo caso. Para um jogador fazer parte deste grupo, espero que tenha feito pelo menos um par de épocas nos escalões jovens do FCP, i.e. nos Juniores A.

Para ser considerado «formação», aí já uso o critério da UEFA que é a idade-limite de 21 anos (usada para quotas nas inscrições nas competições europeias, e também na % a pagar por direitos de formação aquando de transferências, o vulgo «mecanismo de solidariedade»). Parece-me fazer sentido porque se é verdade que muitos jogadores continuam a aprender bastante por alguns anos depois dos 21 anos, também é verdade que tipicamente essa curva de aprendizagem se torna muito menos inclinada a partir daí (enquanto entre os 18 e os 21 anos - i.e. nos primeiros anos de senior - tipicamente aprendem imenso e às vezes mais do que nos juniores).

Ora sendo assim considero que jogadores como Pepe ou James Rodriguez são em parte fruto da Formação do FCP, mas já não os considero «prata da casa». 

Da mesma forma não posso considerar jogadores como Vieirinha, Cândido Costa ou Rabiola «prata da casa», já que foram contratados para a equipa B adultos, com 18 anos (ou quase), ao contrário do que muitos afirmam. Aliás, nem eles nem sequer jogadores que chegaram ao FCP no último ano de Juniores A (como o Leonardo Ruiz, que joga na equipa B); é subjectivo mas a mim não me parece que uma única época nos escalões jovens seja suficiente para se poder falar em «prata da casa».

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Algo forçado…

O penalty assinalado contra a seleção de Paulo Bento é algo forçado?

A expulsão do bad boy Pepe é algo forçada?

O que me parece muitíssimo forçado é usar a arbitragem do senhor Milorad Mazic, como desculpa esfarrapada para uma derrota absolutamente indiscutível, naquela que foi a pior exibição de uma equipa das quinas na fase final de um Mundial.

Bastante forçado é meter a cabeça na areia e ignorar…

… a incapacidade de Pepe, numa bola parada (na sequência de um canto), permitindo que Hummels cabeceasse à vontade, obtendo o 2º golo da Alemanha;

… a forma como o outro defesa-central titular, Bruno Alves, ofereceu a Thomas Muller o 3º golo da Alemanha;

… as sucessivas barracadas de Rui Patrício a jogar com os pés, criando situações de muito perigo para a sua própria baliza, incluindo o lance que originou o 4º golo da Alemanha.

Dois anos depois do brilharete no EURO 2012, a equipa de Paulo Bento (esta equipa, mais do que uma selecção dos melhores jogadores nacionais, é uma seleção dos “amigos” de Paulo Bento) está dois anos mais envelhecida, com vários jogadores acima dos 30 anos, incluindo cinco dos titulares de hoje.

João Pereira tem 30 anos;
Pepe tem 31 anos;
Bruno Alves tem 32 anos;
Ricardo Costa tem 33 anos;
Raul Meireles tem 31 anos;
Hugo Almeida tem 30 anos;
Hélder Postiga tem 31 anos.

Perante esta paupérrima exibição da equipa de Paulo Bento, convém lembrar que, por diferentes motivos, Tiago (Atlético Madrid), Ricardo Carvalho (AS Monaco), Danny (Zenit) e Quaresma (FC Porto) ficaram de fora, enquanto vários dos indiscutíveis de Paulo Bento, como são os casos de Nani e Postiga, tiveram uma época 2013/2014 muito fraca, com pouquíssimos minutos de utilização nos seis meses que antecederam este Mundial, quer devido a lesões prolongadas, quer por opção dos treinadores dos respectivos clubes.

E pior ainda, vários jogadores - Pepe, Postiga, Raul Meireles e, principalmente, Cristiano “Abono de Família” Ronaldo - iniciaram o estágio de preparação para este Mundial lesionados, ou em má condição física.

Ignorar tudo isto, ignorar que a montante do jogo de hoje no Arena Fonte Nova estão escolhas e decisões de Paulo Bento, é que me parece um bocadinho forçado…


P.S.1 Há quatro anos atrás, a seleção portuguesa teve a “sorte” de jogar os oitavos de final do Mundial de 2010 frente à melhor seleção espanhola de sempre. O facto de Portugal ter sido derrotado pela margem mínima (0-1), pela equipa que haveria de se sagrar campeã do Mundo, e do golo espanhol ter sido marcado por David Villa, em posição de fora-de-jogo, não serviu de atenuante para a campanha orquestrada anti-Queiroz.

P.S.2 Coentrão sofreu uma lesão muscular e poderá não jogar mais neste Mundial. Se assim for, Paulo Bento terá de fazer adaptações nos restantes jogos que a seleção disputar, porque não há outro lateral-esquerdo no lote dos 23 convocados. Azar? Sim, se Paulo Bento convocou jogadores por moeda ao ar, deve ter sido por “azar” que Eliseu ou Antunes ficaram de fora.

P.S.3 Não terá sido precipitado ou, vá lá, algo forçado, renovar com Paulo Bento antes da avaliação ao desempenho da seleção portuguesa no Mundial do Brasil?

terça-feira, 10 de junho de 2014

CR7, Pepe, Ricardo Carvalho, Quaresma…

Nas últimas duas semanas, a atenção mediática do país (leia-se, da RTP, da SIC, da TVI, da Antena 1, da TSF, da RR, de A BOLA, do Record, do Correio da Manhã, etc.) esteve virada para a seleção portuguesa de futebol, ou melhor, para o joelho esquerdo de Cristiano Ronaldo.

Partes de capas do Correio da Manhã nas últimas duas semanas

A coisa foi (é) de tal maneira que, agora que CR7 voltou aos treinos, o país respirou de alívio e quase passa despercebido à generalidade dos portugueses que Pepe, seu companheiro no Real Madrid, continua em tratamentos.

Já ouvi e li que Pepe está a ser poupado para estar no auge das suas capacidades no jogo de arranque do Mundial, mas isso não é notícia, é o habitual sempre que Pepe tem sido chamado à seleção portuguesa. Isto é, em vez de participar nos treinos, passa os dias em repouso / tratamento / recuperação e depois, quando chega o dia do jogo, é… titular!

Tudo isto faz-me lembrar o dia 31 de Agosto de 2011 (já lá vão quase três anos…), na véspera de um jogo em Chipre, de qualificação para o Euro2012, quando Ricardo Carvalho abandonou um estágio da selecção.
A razão para tal atitude?
Após uma semana de treinos, Ricardo Carvalho percebeu que ia ser suplente, enquanto Pepe, que tinha passado os dias sem treinar, ia fazer parte do onze inicial de Paulo Bento.

Ricardo Carvalho

Num comunicado enviado à Agência Lusa, o melhor defesa central português da última década, disse o que lhe ia na alma:

«Sinto-me em plena forma física e também mental, como o tem demonstrado a minha prestação no meu clube e na selecção. Se me fazem sentir a mais e não mo dizem, a única possibilidade é a saída. (…) Tendo cumprido 75 internacionalizações e sido profundamente dedicado à defesa do bom-nome da equipa das 'quinas', nunca antes me senti tão desrespeitado e ferido na minha dignidade. Entre os meus pares, sou apenas mais um atleta. No entanto, mereço também, como os outros, consideração e respeito (…)».

Com Paulo Bento é assim.
São titulares jogadores que passam os dias / semanas anteriores ao(s) jogo(s) sem treinar.
Mas isso não interessa. O que importa é que os “outros”, os que passam os jogos com o rabinho sentado no banco de suplentes, fiquem caladinhos e não façam ondas.
Em futebolês, são jogadores que “fazem um bom balneário”. Se jogam muito ou pouco, isso é secundário.

E, segundo dizem os entendidos da coisa, foi precisamente por ser emocionalmente instável e por não “fazer um bom balneário”, que outro Ricardo, Quaresma, ficou de fora.

Ao contrário de Pepe, um jogador emocionalmente muito estável, de comportamento irrepreensível…

Pepe em “ação”

… e que na seleção de Paulo Bento não corre o risco de ser suplente (“O problema de Pepe tem nome, chama-se Varane. Não há mais história”, José Mourinho, 08-05-2013).

Siga a rusga.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pepe, what an idiot


Foi esta a reação de Wayne Rooney, no Twitter, perante mais uma atitude inacreditável e inqualificável de Pepe.


«Pepe volvió a ser protagonista negativo en un Clásico. En la primera parte vio la tarjeta amarilla por una dura entrada a Busquets pero en la segunda amplió su repertorio. Simuló una agresión en la cara de Cesc cuando el azulgrana no le llegó a tocar en el rostro y posteriormente pisó a propósito la mano de Messi cuando el argentino se encontraba en el suelo tras una entrada de Callejón.»
in marca.com


«El comportamiento de Pepe en el Clásico, y en otros muchos partidos que constituyen para él un auténtico historial delictivo, es intolerable. Sólo la providencia evita que cada uno de estos encuentros se convierta en una carnicería.
El Real Madrid, en la persona de Florentino Pérez, debe valorar muy seriamente la posibilidad de deshacerse de un jugador que es una vergüenza para el Real Madrid, que no está ni a la altura de la historia del club, ni a la altura de sus compañeros ni de la profesión de futbolista. El mercado de invierno sería una buena oportunidad para sacar algún dinerillo y evitar que Pepe vuelva a vestir la camiseta blanca. Si queda un mínimo de cordura en el club, éste ha debido ser su último encuentro.
Hubo un caso, el de Juanito, en el que el jugador tomó la decisión voluntariamente. Juanito pisoteó la cabeza de Matthaus y, a los pocos días, decidió que abandonaría la disciplina del club por decisión propia tras lo vergonzoso de su acción. Pero estamos hablando de Juanito, tras cuyo corazón caliente se escondía un tipo de una pieza.
No parece que Pepe vaya a tomar la misma decisión de Juanito tras la exhibición de salvajadas ofrecida ante el Barcelona. Seguramente, optará por quedarse en el club, a la sopa boba, escondido tras la falsa identidad de ser el abanderado de la causa madridista y protegido por el clan que parece ha tomado las riendas de la entidad, traicionando cualquier vinculo con la tradición del equipo tanto en lo futbolístico como en el comportamiento deportivo.»
in marca.com



Propositadamente, retirei estes textos e imagens do jornal a Marca (versão online), o qual, como é sabido, é um jornal que está para o Real Madrid como A Bola está para o slb.

Ora, se perante o historial de atitudes lamentáveis de Pepe, neste e noutros jogos, no jornal semi-oficial do Real Madrid já se publicam textos com termos como “carnicería”, “vergüenza”, “intolerable” e se discute se Pepe deve voltar a vestir a camisola branca, a pergunta que me apetece fazer é: qual vai ser a atitude de Paulo Bento?
Para o atual selecionador português, que faz da disciplina a sua imagem de marca, e que se mostrou absolutamente intransigente nos casos Bosingwa e Ricardo Carvalho, Pepe continua a reunir todas as condições para ser convocado para a seleção das quinas?


P.S. Até o subdiretor da Marca entende que já não há mais espaço para contemplações...


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Pepe, Coentrão e a Selecção



E ainda há quem se admire que tenha saltado a tampa ao Ricardo Carvalho na véspera do jogo em Chipre, quando percebeu que ia ser suplente, enquanto Pepe ia ser titular, após ter estado vários dias sem treinar por estar... lesionado.

domingo, 8 de junho de 2008

Hipocrisias patrioteiras

Pagava para ver os detractores da chamada de Pepe à selecção nacional a dizer alto e bom som, neste momento, que Pepe não devia lá estar e não devia ter marcado aquele golo ontem...

Não tenho a mínima dúvida que se tivesse antes marcado um auto-golo muito iríamos ouvir falar hoje do "brasileiro", essa é que é essa.

A minha opinião é a mesma q sempre foi: para mim Pepe e Deco são portugueses, mais portugueses mesmo do que um Manuel da Costa. É que os primeiros ao menos falam a nossa língua-mãe, e viveram vários anos em Portugal tendo chegado ainda jovens.