Não sei se a gravidade de tudo isto que tem acontecido ao FCP terá sido já avaliado na sua verdadeira dimensão.
Se após duas mudanças radicais, da época passada para a actual, como foram a introdução do VAR e também depois do FCP ter exposto, com provas factuais, parte do esquema de favorecimento ao slb, a situação, em termos de arbitragem, permanece praticamente inalterada, a pergunta lógica a fazer é quão mais teremos que jogar para, um dia, nos colocarmos a salvo destes factores externos e vencermos o campeonato?
Se, como nesta presente época, somos claramente superiores a slb e scp e, mesmo assim, deles não conseguimos descolar, o que mais teremos que fazer para o conseguir?
Se, como até ao momento, ganhámos todos os jogos contra as equipas fora dos "três grandes" (com excepção de um único, em que realmente não fomos superiores ao nosso adversário, naquele jogo na Vila das Aves) e merecemos claramente vencer em Alvalade o scp e também agora no Dragão o slb, começa a ser cada vez mais difícil melhorarmos para uma dimensão - tamanha - em que os erros arbitrais não nos façam mossa.
Se nesta nova "Era" que agora vivemos, com VAR e o "Polvo" vermelho exposto, continuamos a ser prejudicados como há um ano, a questão passa a ser como, ou se, iremos alguma vez re-conquistar o título de campeões nacionais. E não nos referimos sequer apenas a esta presente época.
Há um limite a partir do qual não poderemos fazer muito mais contra slb e scp. É de temer que esse limite esteja próximo. Basta ver o quanto jogámos nos dois últimos encontros, em casa, contra o nosso grande rival. Tanto futebol para apenas dois empates.
Os jogos do slb continuam a ser arbitrados sem que se cumpram sempre as regras do futebol.
Assim sendo, poderá perfeitamente acontecer que nem um futebol com a qualidade daquele que apresentámos aquando das nossas conquistas europeias, seja suficiente para quebrarmos de vez o estado actual das coisas no desporto em Portugal.
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Farsa em tons de encarnado
No dia seguinte ao CD Aves x FC Porto, o SLB, através da sua conta de Twitter oficial para a imprensa, divulgou um vídeo com imagens do lance do penálti (não assinalado) sobre Danilo, acompanhado do seguinte texto:
“A farsa do penálti que na verdade nunca existiu. E as imagens do VAR devem ser muito mais concludentes”
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| Análise ao vídeo manipulado feita na CMTV (clicar na imagem para ampliar) |
Ontem, após uma análise frame a frame, feita por um técnico de imagem da CMTV, o qual comprovou que o vídeo difundido na conta do Twitter ‘SL Benfica Press’ tinha sido manipulado, o SLB tentou escapulir-se:
“O SL Benfica reafirma que não efectuou nenhuma manipulação da gravação difundida. Feita uma perícia interna a única ocorrência que pode explicar alguma discrepância tem a ver com a fonte de onde foi obtida a gravação.”
Pois, no vídeo difundido pelo SLB “só faltava um frame” que, por mero acaso, é aquele onde se vê o pontapé do jogador do CD Aves na perna do Danilo. Uma “pequena” discrepância…
O Francisco J. Marques já comentou esta tentativa de “sacudir a água do capote”…
Mas eu acho que estamos a ser injustos e devíamos agradecer ao departamento de comunicação do SLB por, ao propagar um vídeo manipulado, ter contribuído para três coisas:
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| Capa do CM de 28-11-2017 |
1º) A colocação de um lance polémico do CD Aves x FC Porto na agenda mediática de programas de televisão e jornais (veja-se a capa do Correio da Manhã de hoje).
2º) A demonstração que, tal como já era notório com a divulgação dos e-mails, a atual estrutura do SLB é composta por indivíduos sem escrúpulos, que não olham a meios para atingir fins.
3º) Sublinhar a farsa que existiu no CD Aves x FC Porto, em que, no minuto 90, ficou por assinalar um penálti indiscutível a favor do FC Porto.
De facto, o penálti (não assinalado) sobre Danilo é de tal forma indiscutível, por ser tão escandalosamente evidente, que “obrigou” os fazedores de farsas a argumentarem com base num vídeo manipulado.
E se a farsa do vídeo difundido pelo SLB é hilariante, a farsa da arbitragem do CD Aves x FC Porto foi muito grave e tem de ter consequências.
Ora, tendo em vista o apuramento de todos os factos, será que o FC Porto já solicitou o áudio das palavras trocadas entre o árbitro (Rui Costa) e o VAR (Bruno Esteves)?
O FC Porto já solicitou as imagens (todas as imagens) a que o VAR teve acesso, antes de emitir a sua opinião?
Com base nesta informação, podemos chegar à conclusão que o árbitro Rui Costa, o vídeo-árbitro Bruno Esteves, ou ambos, não reúnem condições (técnicas, psicológicas ou morais) para continuarem a ser nomeados para jogos da I Liga.
E, se assim for, o FC Porto não pode ficar calado, tem de exigir o afastamento imediato destes árbitros.
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domingo, 26 de novembro de 2017
aVARiados
Aguardemos, com grande expectativa, a divulgação das comunicações entre o árbitro desta partida e o respectivo VAR. Que lhe terá este garantido? "Sim, o defesa chuta na perna do Danilo, mas acho que não é penalty claro"? Ou terá antes, o homem sentado em frente ao ecrã, afirmado que não viu toque algum? Seguramente, terá sido algo de surrealista do género.
Por muito menos se marcaram penalties a favor do slb e, principalmente, do scp na presente época.
Mas falemos, então, do jogo.
Surpresa da grande no "11" inicial: o regresso de Soares após longa ausência. Estaria na assistência para o bom golo de Ricardo Pereira mas, claramente, ainda não está a 100% fisicamente. E, possivelmente, não terá ainda o ritmo ideal nos tempos mais próximos.
O resultado final (fora a decisiva questão arbitral) é justo. O Aves teve 4 oportunidades claras para marcar e o FCP, além do tal golo, só conseguiu mais uma, em todos os 90 minutos: Aboubakar desmarcou-se bem, a passe de Danilo, mas rematou por cima. O camaronês poderia ter feito mais e melhor. Golos mais difíceis já ele marcou na presente temporada.
Porém, foi efectivamente o Aves quem mais produziu. Uma bola na nossa trave e uma super-defesa de Sá, numa brilhante "mancha" ao atacante adversário, explicam bem que nos deveríamos dar por satisfeitos com a vantagem ao intervalo.
Contudo, após o reatamento, Corona, uma vez mais apagado em termos atacantes, decidiu pender a balança definitivamente para o lado do Aves.
Ele que já na primeira parte tinha feito faltas em número excessivo e teve ainda uma mão-na-bola que lhe poderia ter custado mais um amarelo.
Mas não há sorte que sempre dure e o nosso adversário, sempre muito perigoso, acabou mesmo por marcar, após bom cruzamento do lado direito da nossa defesa (Ricardo+Maxi mais não é do que jogar com dois defesas-direitos e nem sequer com grandes resultados) e grande falha de Felipe ao deixar Vítor Gomes à vontade para cabecear para o fundo das redes.
Conceição terá considerado que um empate, nestas circunstâncias, era melhor do que nada e foi retirando de campo todo o trio da frente, um-a-um. Certo que ainda tentou o "joker" Marega, também ele de regresso, mas isso foi pouco se a ideia era tentar vencer esta partida. E depois, já sabe, se não é Brahimi a resolver, muito poucos ou nenhuns o farão. E o argelino terá realizado a exibição menos conseguida da temporada.
Pelo meio, houve ainda a rábula das inúmeras escorregadelas dos nossos jogadores. Estranho que o FCP não tenha encontrado solução para este problema.
Quase no fim, foi então o momento em que o VAR terá "avariado". Literalmente ou em sentido figurado. Não foi a primeira vez, nem será seguramente a última. Nesta época e nas seguintes. Prejudicados? Os mesmos do costume: nós.
Vira o disco e toca o mesmo, ainda que exista agora um tipo pago para ver as imagens da TV.
sábado, 25 de novembro de 2017
O penálti, o roubo, os "ladrões" e as "aves amigas"
As imagens captadas por diferentes cameras, vistas de vários ângulos, não deixam qualquer tipo de dúvida.
Como é possível que o árbitro Rui Costa, estando bem posicionado, não tenha assinalado um dos penáltis mais escandalosos que se viu esta época no campeonato português?
Como é possível que o VAR Bruno Esteves, tendo à disposição as imagens que o país inteiro viu, não tenha dado indicações ao árbitro do encontro, que se tratava de um penálti claríssimo?
Perante isto, perante aquele que é um dos maiores escândalos de arbitragem dos últimos anos, o CA da FPF considera que os árbitros Rui Costa e Bruno Esteves têm condições, técnicas e psicológicas, para continuarem a ser nomeados para jogos da I Liga?
Acho bem que, no final do jogo, o treinador do FC Porto tenha sido impedido de se dirigir ao senhor Rui Costa.
Acho bem que, na flash interview e na conferência de imprensa, o treinador do FC Porto tenha sido contido nas suas declarações.
Contudo, não podemos fazer de conta que este roubo foi um erro normal, que este jogo foi limpo e que nada de grave se passou em termos de arbitragem.
Não podemos ficar em silêncio, porque isso é ser cumplice deste roubo. Perante a gravidade do que se passou, com consequências diretas no resultado final (a equipa do FC Porto foi expoliada de 2 pontos), o presidente, a administração da SAD e a estrutura do FC Porto têm de reagir. E têm de o fazer já, de uma forma dura, alto e bom som, sem medo, sem tibiezas.
A seriedade do campeonato português exige-o.
Os sócios e adeptos do FC Porto exigem-no.
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segunda-feira, 6 de novembro de 2017
BTV, Sport TV e a concorrência desleal
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| Miguel Almeida (NOS) e Luís Filipe Vieira (SLB) |
«É histórico, o FC Porto tem sempre de vencer não só o adversário no campo, mas também mais alguns que, do lado de fora, tentam atrapalhar o seu caminho. Desta vez foi a Sport TV que não quis que o período de recuperação da equipa tivesse mais umas horas, recusando a proposta para que o jogo se disputasse às 16h00 de ontem. O que terá levado o canal a ter um comportamento tão antiFC Porto não sabemos, até porque já foi há quase dois anos que foi assinado o contrato com a Altice, que apresentou a proposta mais alta. Tempo mais do que suficiente para Joaquim Oliveira digerir o tema. Azar deles, com mais ou menos descanso, Sérgio Conceição e a equipa continuam sem vacilar.»
in ‘Dragões Diário’, 06-11-2017
Em A BOLA, o jornalista Rogério Azevedo fez um levantamento e publicou um artigo que intitulou "FCP e os três dias de descanso":
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| "FCP e os três dias de descanso", Rogério Azevedo, A BOLA |
Há dois dias atrás, o diretor adjunto do Record, escreveu o seguinte:
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| Bernardo Ribeiro, Record de 04-11-2017 |
Claro que há concorrência desleal, mas este problema não é de hoje, nem tão pouco desta época.
A concorrência desleal, nomeadamente a que decorre do facto do SLB transmitir os seus jogos em casa num canal próprio, é algo que existe há vários anos e de que eu venho falando desde 2012.
E esta época a coisa ficou ainda mais grave, devido à possibilidade (real) do SLB, através das transmissões da BTV, influenciar o VAR dos seus jogos em casa.
Mas há um outro aspeto, relacionado com as transmissões dos jogos do SLB na BTV, que merecia análise e interesse jornalístico (se não se tratasse do SLB, claro…).
A NOS adquiriu os direitos de transmissão dos jogos em casa do SLB.
A NOS adquiriu os direitos de transmissão dos jogos em casa do Sporting.
A NOS é acionista da Sport TV.
Os jogos do Sporting em casa são, naturalmente, transmitidos pela Sport TV.
Contudo, os jogos do SLB em casa continuam a ser transmitidos pela BTV (detida a 100% pelo SLB), em vez de serem transmitidos por um canal em que a NOS tenha interesses, ou de que seja coproprietária.
Haverá alguma boa explicação para isto?
O interesse público imporia que alguém questionasse o CEO da NOS (que anda tão preocupado com as implicações da compra da TVI pela Altice) acerca deste assunto, mas…
Porque, sem uma explicação cabal, é legitimo pensar que há “cláusulas secretas” neste estranho acordo entre o SLB e a NOS.
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sexta-feira, 24 de março de 2017
“Ter todas as imagens possíveis”
Na sequência do artigo “Sei como é que isso se faz”…
O jornal O JOGO de hoje, traz uma entrevista com David Elleray, ex-árbitro inglês e atual diretor técnico do International Football Association Board (IFAB) em que, entre outras afirmações importantes, refere que a FIFA pretende ter o Video Assistance Referee (VAR) a funcionar no Mundial’2018.
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| David Elleray e as imagens televisivas (fonte: O JOGO) |
E acerca do papel do VAR, David Elleray afirma:
“Queremos um antigo árbitro como VAR, porque senão os realizadores de televisão vão ser muito importantes. No râguebi chegaram a ouvir-se queixas de que os árbitros não tinham acesso a todas as imagens, quando elas prejudicavam a equipa da casa. Não queremos isso, claro.”
Após a confissão pública do diretor de conteúdos da BTV e depois de ler as preocupações do diretor técnico do IFAB sobre o mesmo assunto (esconder lances que prejudicam a equipa da casa), fiquei a perceber melhor o alcance da seguinte afirmação de Luís Filipe Vieira:
“Estamos 10 anos à frente da concorrência”
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| Luís Filipe Vieira, 10 anos à frente da concorrência |
10 anos?!
Eu até diria mais…
Já agora, os realizadores dos jogos transmitidos pela BTV também têm direito a vouchers?...
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