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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Bola parada


"Neste momento é preciso ter alguma lucidez para não dizer o que realmente sinto. Há uma parte do jogo em que o FC Porto demonstrou grande qualidade mas foi perdulário e outra em que não sei se houve jogo, isto para além de dois lances capitais: o amarelo ao Ruben e o penálti não assinalado na segunda parte. Se é simulação devia ser expulso. [O árbitro] Teve um peso na consciência, talvez. Recordo que este foi o mesmo árbitro que na semana passada marcou um penálti contra o Braga e expulsou um jogador (Moisés). Vou estar atento à avaliação feita pelo observador do árbitro.
Não sei quantos minutos se jogaram no segundo tempo. O anti-jogo não dignifica nada o futebol, nem o árbitro, que tem autoridade para tomar medidas disciplinares e não tomou.
Há situações pouco claras, perdemos dois pontos, mas devíamos ter ganho. Fizemos tudo para ganhar e merecíamos ganhar. Assumimos as nossas responsabilidades, mas não assumimos as de outros, que só podemos evidenciar.
A linha do campeonato esta lançada, olhando ao que têm sido os jogos do FC Porto, os golos anulados, os penaltys que não são marcados. Não estou a insinuar nada, estou a afirmar. Tenho de dar os parabéns aos meus jogadores pela forma como se bateram, mas reprovar os lances que falhámos. Ainda estamos na luta pelo título e vamos continuar. Não vamos deixar de ser os tetra-campeões e queremos ser penta, contra tudo e contra todos."


Estas declarações foram feitas por Jesualdo Ferreira, uns minutos após o final do Leixões x FC Porto.

Há treinadores que perdem (com o SLB) e no final do jogo digam que só na playstation é que poderiam ter ganho.

Há treinadores que perdem (com o SLB) e, durante o jogo, se virem para o árbitro (Lucílio Baptista) fazendo o gesto de roubo com a mão.


Jesualdo, até na forma como reage aos roubos sistemáticos de que o FC Porto tem sido vitima, é um Senhor. Também por isso, o meu reconhecimento para ele.

Quanto ao anti-jogo sistemático do Leixões, com o qual o árbitro foi totalmente conivente e uma das peças-chave, deixo aqui algumas perguntas:

Alguém pensa ser possível a uma equipa jogar, pressionar e manter uma dinâmica minimamente continuada se o desafio parar de minuto a minuto e se de 5 em 5 houver um jogador caído no relvado a simular uma terrível lesão?
Quantas vezes é que o médico e massagista do Leixões entraram no relvado? Aliás, a coisa foi de tal modo caricata que numa das ocasiões era "preciso" a maca e ela estava "ocupada" com outro jogador leixonense.
Alguém contou o número de vezes em que os jogadores do Leixões saíam do campo como se estivessem a morrer e, mal chegavam à linha lateral, estavam preparadissimos para reentrar nas quatro linhas?

Na segunda parte e, particularmente, nos últimos 30 minutos praticamente não houve jogo, mas se o árbitro quisesse tinha havido. Em primeiro lugar, podia (devia!) ter chamado o capitão do Leixões e dizer-lhe que não pactuaria mais com aquela fantochada e, se a coisa continuasse, bastava mandar seguir o jogo ignorando as inúmeras falsas lesões. E nem precisava de mostrar cartões amarelos para punir este tipo de comportamento, porque de certeza que a estratégia do Leixões teria mudado rapidamente.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Perdulários com o sistema


FC Porto fez um jogo razoável em Matosinhos e teve oportunidades q.b. para resolver o jogo, descontando já as mais que previsíveis habilidades escandalosamente apaixonantes. O FCP dominou durante quase toda a partida e a equipa da casa pouco incomodou Helton que teve sempre atento quando chamado a intervir.

O Leixões esteve bem no capítulo do anti-jogo que começou bem cedo e teve uma mão cheia de situações caricatas. Recambiados para divisões inferiores, juntamente com o relvado vergonhoso, são os meus votos para Maio.

Rúben Micael continua a demonstrar que a qualidade ajuda, e de que maneira, à adaptação aos processos e rotinas e aprendeu esta noite que não são só os clubes pequenos que são prejudicados.

Mas a verdade é que com o campeonato no estado em que está, a ter que jogar contra onze, o FC Porto não pode desperdiçar tantas oportunidades de golo. À medida que o tempo foi passando, acentuou-se o anti-jogo e o FCP deixou fugir o 13º ponto em jogos fora de casa, qualquer coisa como metade dos pontos já disputados. Talvez não tenha sido propriamente neste jogo que o campeonato nos terá fugido, mas para uma equipa no limbo do título qualquer erro é fatal.

E o eterno Bruno Paixão... sem dúvida o melhor árbitro à portuguesa: exímio nas faltas a meio campo, cobarde nas faltas junto à área, esperto na amostragens de amarelos e presunçoso nos avisos aos jogadores. Como Campo Maior o projectou da proveta para as altas insígnias FIFA e para as graças dos adeptos da verdade desportiva.

A próxima jornada é para vencer, pois o FC Porto tem que se preocupar com os seus dois adversários, um a um até onde puder. Para a semana vamos ter de fazer um favor aos paladinos da verdade e procurar reduzir a distância para os lugares de acesso à Liga dos Campeões. O resto vê-se depois.

domingo, 13 de setembro de 2009

Um jogo, duas partes

FC Porto venceu o Leixões de forma categórica por 4-1, atingindo à condição o primeiro lugar da tabela. Apesar de categórico, não foram favas contadas, visto o adversário - longe do Leixões do ano passado - foi sempre uma equipa lutadora e bem organizada.

O Porto entrou a dominar, embora as primeiras jogadas não corressem de feição para os portistas. Faioli obrigou Helton a boa defesa e a partir daí o FC Porto arrancou para uma excelente exibição na 1ª parte. Os jogadores tornaram-se irrequietos, com desmarcações e trocas de bola rápidas, abrindo espaços em ambos os lados da defesa leixonense. Foi assim que Hulk deixou passar a bola para o lado esquerdo de Álvaro Pereira que entrou na área e cruzou rasteiro para finalização de Varela, numa das melhores jogadas do encontro.

Ainda nem os adeptos se tinham acomodado nas confortáveis cadeiras do Dragão e já o árbitro apitava para o centro da grande área. Laranjeiro atrapalha-se e derruba Álvaro Pereira. Hulk engana o guarda-redes e concretiza a grande penalidade. Estava facilitado o caminho para a vitória. O FC Porto não se inibiu e continuou a atacar, sem grandes euforias. Os jogadores continuaram a trocar bem a bola, com Varela, Hulk e Falcão a fazerem estragos no ataque, sempre bem apoiados por Belluschi, Fucile, Álvaro e... Rolando que apareceu a finalizar o terceiro golo em cima da linha. Até ao intervalo ainda deu tempo para Falcao fazer o habitual gosto ao pé após arrancada e assistência de Hulk.

No regresso para a 2ª parte, FC Porto controlou o jogo. Nos primeiros 10 minutos ainda ficou a ideia que se iria manter o nível exibicional, mas rapidamente o pensamentos dos portistas se virou para Londres. Apesar de tudo, a equipa procurou sempre gerir a partida trocando bem a bola, embora sem grandes resultados. O Leixões subiu e aproveitou alguma desconcentração na defesa, especialmente em Fernando e Bruno Alves, levando ao golo de honra dos leixonenses.

Num dia de altos voos na cidade Invicta, foi o melhor começo para o período complicado que se avizinha. Boa exibição, golos, nenhum lesionado e 3 pontos. A equipa mostrou boas rotinas. Belluschi e Meireles foram os mais apagados, mas Londres exige um meio campo mais forte. As substituições levantam dúvidas sobre qual será o onze a apresentar contra o Chelsea. Será que o trio atacante será desfeito em prol de um meio campo mais forte com Rodriguez? Volvidas 4 jornadas, fica a sensação que Jesualdo quer vencer o pentacampeonato ao mesmo tempo que corresponde às exigências exibicionais do adepto portista.


fotos: abola.pt

quinta-feira, 26 de março de 2009

Dragãozinhos esturricam Leixões

O FCP apresentou os miúdos reforçados com o Rabiola. O Leixões jogou quase com a sua equipa principal: não estiveram Laranjeiro, Bruno China e Diogo Valente. De resto, esteve presente a maioria que nos derrotou no Dragão, e o Braga que foi um espécie de carrasco nesse jogo de má memória, jogou toda a 2ª parte.

Entrámos muito bem no jogo, criámos algumas situações bastante perigosas e trocámos bem a bola. Os miúdos na frente movimentavam-se a preceito e Josué – o criativo do meio campo – apoiava e comandava as operações. O Leixões jogou com baixa intensidade e só nas bolas paradas criou perigo, por duas vezes. Mais poderoso física e atleticamente, não foi capaz de vergar a rapaziada do FCP que não se intimidava: pressionava, metia o pé, dominava, embora de forma menos marcante à medida que o tempo decorria.

Resultante desse melhor posicionamento e maior empenhamento, Rabiola fez o primeiro golo depois de um atraso estouvado de um homem do Leixões, que o nosso jovem avançado interceptou. Depois, foi "só" dominar a bola, passar o guarda-redes e, já um pouco descaído para a direita, atirar para o fundo da baliza de forma (aparentemente) fácil. Um golo à ponta de lança.

Fomos para o descanso com uma vantagem de um golo, merecida, porque fomos melhores. As nossas oportunidades saíram de jogadas bem desenhadas, enquanto o Leixões que também as teve foi sempre através do jogo aéreo e tirando partido do seu maior poder de choque.

A 2ª. parte foi bastante diferente. O Leixões fez entrar Braga e Rodrigo, adiantou as linhas e obrigou o FCP a jogar com tracção atrás. Perdemos a iniciativa que tínhamos tido na 1ª. parte e não nos deram tanto espaço para circular a bola. O Josué e o restante meio campo passou a ser mais de contenção e de bloqueio. O jogo do FCP era menos fluente e Rabiola ficou quase com todas as acções ofensivas a seu cargo. Trabalhou imenso, obrigou a defesa adversária a fazer muitas faltas, ganhou bolas para tabelar com os colegas e criar algum frisson na defesa de Leixões, que jogou demasiado na intimidação.


Num dos muito livres ganhos, Rabiola aproveitou a oportunidade para marcar o 2-0, de forma espectacular, aí a uns 25 metros da baliza. A bola torneou (quase a roçar) a larga barreira, como se a trajectória fosse desenhada a régua e esquadro, serviu-se do poste direito para entrar que nem um foguete na baliza, só parando para beijar as malhas daquele jeito que torna o lance ainda mais bonito.

Se até aí tínhamos atacado pouco e a bola estava mais nos homens do Leixões, a partir daí mais nos entrincheirámos no nosso meio campo, aproveitando todas as oportunidades para breves escapadelas junto da área adversária , e dessa forma gerir melhor o tempo. O Leixões acabou por marcar o seu golo de honra, na transformação dum livre, como não podia deixar de ser: bola cruzada, cansaço do nosso defesa central que falhou no tempo de salto e de corte (um nigeriano (?) longilíneo que é excelente no jogo aéreo) e defesa incompleta do nosso guarda redes que poderia ter feito bem melhor no lance.

Pouco depois acabou o jogo, com uma vitória justa do FCP, de duas caras: a que soube jogar e a que soube sofrer.

Notas positivas: Rabiola e o tal defesa central nigeriano (?) muito bem, secundados por Xula, Josué, mormente na 1ª. parte. Ruca, o guarda redes, esteve bem, excepto no lance do golo.

A entrada foi livre e o público encheu a bancada central do Estádio da Maia. O comando técnico da equipa esteve entregue ao treinador holandês, embora o Rui Barros estivesse no banco. No Leixões esteve o seu treinador principal, José Mota.

Talvez haja motivos que desconheço, mas não entendo porque jogadores como Nuno, Stepanov, Farías, Tarik, Madrid ou Tomás Costa não “puderam” jogar.

Finalmente, não conheço a maioria dos jogadores do FCP que jogaram e alguns nomes foram ditados por companheiros antigos nestas andanças e que revi ontem.
Gostei muito da atitude da equipa.

domingo, 8 de março de 2009

Com quatro tiros se afundou o Leixões no mar


É oficial, este FC Porto, versão 2008/09, dá-se bem e está nas suas sete quintas quando joga fora do Dragão. Aí vai a sétima vitória consecutiva em terreno alheio da equipa de Jesualdo Ferreira para o campeonato, que se transfigura e demonstra alegria no seu jogo nos campos adversários, contrapondo com o futebol pastoso e aos repelões sempre que actua diante do seu público.

O estádio do Mar prefigurava-se como uma das deslocações mais complicadas no calendário azul e branco até ao final da corrente época. Porém, após um ligeiro ímpeto inicial e alguns tiros de pólvora seca por parte dos pupilos de José Mota, o Dragão assumiu as rédeas da partida de forma assertiva, construindo uma das mais bem conseguidas exibições deste campeonato.

Apesar do grande mérito que o conjunto portista teve em empurrar o Leixões para junto da sua baliza, a vitória azul e branca começou a ser desenhada por 2 erros fatais da equipa matosinhense (penalty cometido por Hugo Morais no primeiro golo, e Laranjeiro a isolar Hulk para o segundo tento). Pelo meio o FC Porto foi dispondo de mais situações para ampliar o marcador que, por razões diversas, não foram concluídas da melhor maneira.


Se ao intervalo a vantagem azul e branca pecava por escassa, logo a abrir o 2º tempo os tricampeões Nacionais embalaram para a goleada a partir do já referido golo de Hulk. Mercê da vantagem mais folgada, o FC Porto abrandou o ritmo do encontro para uma toada que mais lhe convinha, sempre sem tirar olhos da baliza leixonense e, aplicando na medida do possível, as suas venenosas transições rápidas.

Precisamente, numa dessas movimentações bem gizadas, Farías abriu brechas pelo lado esquerdo da defesa do Leixões, cruzou para o interior da área, com Lucho a simular para entrada fulgurante de Meireles. O golo da noite e um trabalho colectivo notável. A influência do avançado argentino neste encontro não ficaria por aí. Após a marcação de um pontapé de canto El Tecla cabeceou para fundo das redes de Beto, fazendo o resultado ganhar contornos de goleada.

Até final, prioridade na gestão de esforço dos atletas com vista ao importante jogo da próxima Quarta-Feira diante do Atl. de Madrid e também limpar alguns cartões de uma equipa que está demasiado amarelada. Tudo calmo e com grande descontracção. De tão relaxados que foram os últimos minutos, Helton ainda foi a tempo de pegar no cavaquinho e oferecer mais um peru fora de época.


Positivo: Não obstante de algumas ausências importantes no onze inicial, o FC Porto foi capaz de fazer uma das melhores exibições de toda a época. Tudo isto no terreno de uma das equipas sensação deste campeonato.

Negativo: Se os sócios e adeptos portistas quiserem ver a sua equipa a praticar bom futebol, talvez devam começar ponderar acompanha-la nos encontros fora de casa. A carteira vai-se queixar, mas faz bem ao ego.

Fotos: uefa.com

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Oeiras mais perto...


É usual ouvir-se um cliché futebolístico de que uma partida de futebol é óptima quando tem muitos golos. O jogo da noite passada do Dragão demonstra que tal afirmação pode não ser inteiramente correcta. Velocidade, ritmo, dinâmica e entrega de todos os intervenientes do encontro, tornaram-no num espectáculo agradável para quem o quis seguir.

Foi o Leixões que assumiu quase sempre as despesas de toda a 1ª parte, com excepção dos primeiros 5 minutos, que vieram a confirmar-se fatais para os Matosinhenses. Num lance quase todo ele desenhado por Mariano (iniciado e finalizado), com auxílio de Lucho e Lisandro pelo meio, os portistas superaram a “barreira invisível” com que Beto resguarda a suas redes.

Até ao período de descanço os comandados de José Mota fizeram valer e impor o seu futebol iminentemente apoiado e temerário, com evidentes dificuldades do reformulado meio campo azul e branco em suster o caudal ofensivo Matosinhense. Apesar do grande volume de jogo do Leixões, a sua melhor ocasião surgiu a partir de uma perda de bola proibida de Bruno Alves, mas Nuno opôs-se bem ao cabeceamento de Zé Manuel.


Nos segundos 45 minutos do encontro, a ambição Leixonense manteve-se em alta, mas o FC Porto teve pelo menos o mérito de ir pondo amiúde Beto de olho bem aberto. Hulk e Lisandro, logo no recomeço, ofereceram ao melhor guarda-redes Português da actualidade, razões para brilhar ainda mais. Zé Manuel respondeu bem, com novo cabeceamento, mas Nuno voltou a negar-lhe o golo.

A vantagem portista agradava a Jesualdo, mas a equipa tardava em saber controlar o jogo. No centro estava a questão. Meireles e Lucho não eram suficientes para preencher os espaços, já que Guarin parecia estar noutro lugar que não no Dragão. Ainda assim o Colombiano manteve-se em campo, mas o acrescento de Tomás Costa ao miolo de terreno arrastou o FC Porto para um domínio mais consistente da partida, o suficiente para fazer carimbar a passagem para as meias-finais da Taça de Portugal.


Positivo: Finalmente um jogo onde no seu final não serão esmiuçadas até ao tutano as decisões da equipa de arbitragem. Mérito de João Ferreira pela boa prestação que teve. Mérito aos jogadores por não lhe complicarem a vida.

Negativo: Guarin, não é que tenha estado mal, mas também não esteve bem, ou melhor, alguém o viu em campo? Deve ter sido por esse motivo que Jesualdo não o retirou durante o encontro, esquecendo-se que o Colombiano estava em jogo.

domingo, 26 de outubro de 2008

Reviver 2004/05


Se o encontro da noite passada era visto pela equipa do FC Porto como um meio de dissipar as muitas duvidas que se colocaram após o desaire frente ao Dínamo de Kiev, o conjunto azul e branco conseguiu esclarece-las de forma cabal. Basta colocar uma equipa arrumadinha diante deste Porto para o desfazer em cacos. Foi assim na Terça passada, voltou a ser ontem frente ao Leixões.

É um facto que a equipa Matosinhense foi feliz na forma como entrou em jogo – marcando no 1º remate efectuado à baliza – mas também é verdade que os homens de José Mota foram demonstrando que a vantagem adquirida cedo lhes assentou bem e nem tampouco foi fruto de mero acaso.

Quando o 0-2 chegou, já o Leixões havia desperdiçado um par de ocasiões de golo, assim como no 2º tempo, já com o encontro empatado, foram capazes de dar a volta por cima a uma conjuntura de jogo desfavorável.

Do FC Porto voltaram a sobressair o mar de equívocos em que esta equipa está mergulhada. Falta de ideias, um jogo pastelão, sem qualquer ritmo e dinâmica. Para compor o ramalhete Jesualdo Ferreira aparenta caminhar a passos largos para o desespero, pois só assim é possível explicar a luminosa ideia de adaptar 2 médios (Tomas Costa e Mariano) a defesas laterais.


Esta aparente desagregação do conjunto portista é um filme já visto em 2004/05, com desfecho trágico por demais conhecido.

Jogo a jogo, a equipa vem perdendo os princípios que a norteava, onde nem os mais experientes jogadores escapam a este vendaval. A solidariedade enquanto grupo dá sinais de quebra acentuada, pelo que “filmes” como o da noite passada poderão ser vistos numa das próximas sessões, num estádio perto de si.

Positivo: Leixões lidera o campeonato à sexta jornada apresentando um futebol atractivo, tendo pelo meio já batido o pé a Benfica e FC Porto.

Negativo: FC Porto (SAD-Treinador-jogadores), a arte de “destruir” uma equipa em 6 meses.