"Neste momento é preciso ter alguma lucidez para não dizer o que realmente sinto. Há uma parte do jogo em que o FC Porto demonstrou grande qualidade mas foi perdulário e outra em que não sei se houve jogo, isto para além de dois lances capitais: o amarelo ao Ruben e o penálti não assinalado na segunda parte. Se é simulação devia ser expulso. [O árbitro] Teve um peso na consciência, talvez. Recordo que este foi o mesmo árbitro que na semana passada marcou um penálti contra o Braga e expulsou um jogador (Moisés). Vou estar atento à avaliação feita pelo observador do árbitro.
Não sei quantos minutos se jogaram no segundo tempo. O anti-jogo não dignifica nada o futebol, nem o árbitro, que tem autoridade para tomar medidas disciplinares e não tomou.
Há situações pouco claras, perdemos dois pontos, mas devíamos ter ganho. Fizemos tudo para ganhar e merecíamos ganhar. Assumimos as nossas responsabilidades, mas não assumimos as de outros, que só podemos evidenciar.
A linha do campeonato esta lançada, olhando ao que têm sido os jogos do FC Porto, os golos anulados, os penaltys que não são marcados. Não estou a insinuar nada, estou a afirmar. Tenho de dar os parabéns aos meus jogadores pela forma como se bateram, mas reprovar os lances que falhámos. Ainda estamos na luta pelo título e vamos continuar. Não vamos deixar de ser os tetra-campeões e queremos ser penta, contra tudo e contra todos."
Estas declarações foram feitas por Jesualdo Ferreira, uns minutos após o final do Leixões x FC Porto.
Há treinadores que perdem (com o SLB) e no final do jogo digam que só na playstation é que poderiam ter ganho.
Há treinadores que perdem (com o SLB) e, durante o jogo, se virem para o árbitro (Lucílio Baptista) fazendo o gesto de roubo com a mão.
Jesualdo, até na forma como reage aos roubos sistemáticos de que o FC Porto tem sido vitima, é um Senhor. Também por isso, o meu reconhecimento para ele.
Quanto ao anti-jogo sistemático do Leixões, com o qual o árbitro foi totalmente conivente e uma das peças-chave, deixo aqui algumas perguntas:
Alguém pensa ser possível a uma equipa jogar, pressionar e manter uma dinâmica minimamente continuada se o desafio parar de minuto a minuto e se de 5 em 5 houver um jogador caído no relvado a simular uma terrível lesão?
Quantas vezes é que o médico e massagista do Leixões entraram no relvado? Aliás, a coisa foi de tal modo caricata que numa das ocasiões era "preciso" a maca e ela estava "ocupada" com outro jogador leixonense.
Alguém contou o número de vezes em que os jogadores do Leixões saíam do campo como se estivessem a morrer e, mal chegavam à linha lateral, estavam preparadissimos para reentrar nas quatro linhas?
Na segunda parte e, particularmente, nos últimos 30 minutos praticamente não houve jogo, mas se o árbitro quisesse tinha havido. Em primeiro lugar, podia (devia!) ter chamado o capitão do Leixões e dizer-lhe que não pactuaria mais com aquela fantochada e, se a coisa continuasse, bastava mandar seguir o jogo ignorando as inúmeras falsas lesões. E nem precisava de mostrar cartões amarelos para punir este tipo de comportamento, porque de certeza que a estratégia do Leixões teria mudado rapidamente.










