André Silva.
Neste marasmo absoluto de meses de competição, com uma equipa que joga como clube pequeno contra grandes e anões do futebol nacional e internacional, poucas noticias positivas há a celebrar. O defeso foi um desastre, os dois meses de pré-época a trabalhar em 4-3-3 foram atirados ao ar por um 4-4-2 que parte da premissa de que "primeiro não perdemos e depois já vemos se ganhamos" tão fiel ao espirito do seu treinador e salvo as aparições positivas de Otávio e Diogo Jota e as boas sensações, um ano mais, de Danilo e Layun, pouco há que acrescentar a um plantel que dista muito do nível de exigência de um FC Porto. Mas depois há André Silva.
O avançado portuense leva sete golos e três assistências em treze jogos. Não são números de Mário Jardel mas não estão demasiado longe. São apenas dois meses completos de competição (obviando os quatro golos em três jogos que já tem como internacional A) e aos 20 anos, André é já um dos avançados mais determinantes no futebol nacional, um seguro de vida para um clube que decidiu que depois de deixar sair Aboubakar a solução era contratar Depoitre caso André não estivesse a um nível que, francamente, não era supor estar. Estamos a falar do primeiro ano de sénior de um avançado que na época passada apenas começou a contar - e pouco - na segunda metade da época. Lopetegui foi assobiado por não o colocar em campo (blasfémia, e mais para quem não tinha tido medo com Ruben Neves e vinha dos escalões de formação) e Peseiro nunca soube muito bem o que fazer com ele. A brilhante exibição no Jamor, repleta de garra e magia levou-o inclusive a entrar na lista de muitos para o Europeu de França no lugar de Éder. Felizmente Fernando Santos manteve-se fiel a si mesmo. Felizmente para Éder, para Portugal e para o FC Porto que, provavelmente, teria ficado sem o avançado no defeso e hoje estaria a lutar com os Depoitres que por cá aterram. Obviando a lenga-lenga para dormir de que o clube podia ter vendido o avançado se quisesse - claro que sim - e que esse cenário não esteja demasiado distante num futuro próximo face ao estado desastroso das finanças desta gestão, o certo é que é dificil olhar para os números e para os jogos e esquecer-se que André está apenas a dar os primeiros passos. No entanto a sua frieza - o penalti em Bruges foi apenas mais um golpe de autoridade moral - e a sua progressão convidam a sonhar alto. Tem ainda muitos defeitos, sobretudo na recepção e controlo orientado, no jogo ao primeiro toque e no futebol de apoio. É um avançado de presença na área e de progressão vertical á base da potência, não da técnica. Sem os primeiros, dificilmente triunfará na elite mundial mas com vinte anos está muito bem a tempo de limar essas arestas no seu jogo. O que está claro - e que muitos pareciam duvidar no ano passado - é que André tem golo. Tem faro de golo, tem apetite de golo e tem tido a capacidade de desbloquear encontros graças aos seus golos, algo de que o Porto carecia profundamente.
Convém, sobretudo, ao pensar nestes dois primeiros meses de André Silva como titular indiscutível do ataque dos Dragões pensar no que fizeram os outros avançados que saltaram da formação á primeira equipa no passado. Ajuda a ter uma perspectiva real do seu crescimento.
Pensemos, por exemplo, em Hélder Postiga, lançado por Octávio Machado em 2001-02, que disputou um total de 41 jogos em todo o ano anotando 13 golos, nove deles na Liga (praticamente os mesmos que André tem em Outubro, cinco) e dois em Champions (os mesmos que tem André, contando em ambos casos a fase preliminar).
Pensemos, por exemplo, em Hugo Almeida, que em 2003-04 passa a contar finalmente para a primeira equipa depois de marcar, inclusive, na inauguração do Dragão, é emprestado em Janeiro porque nos sete jogos oficiais disputados não marca um só golo, um cenário que repetiria no ano seguinte, sendo que só em 2005/06 consegue o seu primeiro golo como profissional.
Pensemos, por exemplo, em Domingos Paciência, que em 1987/88, ano de todos os títulos menos a Taça dos Campeões Europeus - e portanto, ano de super-equipa - jogou doze jogos oficiais e marcou um só golo. No ano seguinte anotou seis em trinta e três e para superar a cifra que André Silva já tem esta época é preciso esperar á 1990/91, quando marca 31 golos em 44 jogos naquele que foi o seu quarto ano de profissional, tendo já 22 no Bilhete de Identidade.
E claro, pensemos no mito Fernando Gomes, que tal como André Silva se estreou na primeira equipa numa época de profunda crise desportiva, no ano 1975/75 marcou 18 golos na sua primeira temporada como profissional em vinte e oito jogos que disputou em todas as competições. Uma cifra quase triplica a de André com dois meses de competição mas que está perfeitamente ao seu alcance - faltam mais de seis meses para terminar o ano desportivo - e que explica bem, em perspectiva, onde pode chegar o jovem avançado. Aos pés do Bibota, nem mais nem menos.
André Silva não precisa de maior pressão. Já a tem toda. É o nove titular do FC Porto. E no entanto, com 20 anos e toda essa pressão - mais sendo consciente, porque seguramente o é, que a equipa depende dele para marcar porque Adrian e Depoitre não serão nunca alternativas lógicas - André tem sabido responder bem ás expectativas o que demonstra não só espirito goleador como alma de guerreiro. No meio de tanto cinzentismo, a sua brutal ascensão é a grande notícia que nos alegra o corpo e alma de dragões.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2016
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Uma história de regressos
O mustang já é parte oficial do plantel e só não defrontou o Atlético porque o certificado internacional não chegou a tempo. Pouco importava a falta de treino, de rotação com os colegas. O importante era exibir a nova contratação e dar-lhe os primeiros minutos do ano. Fica para a próxima. Não faltarão os minutos. Ao contrário de Liedson, imagino que Quaresma vá jogar e muito. Primeiro porque, ao contrário do brasileiro, segundo deixou antever Pinto da Costa, o número 7 é escolha pessoal do treinador. Lógico é que o coloque a jogar num posto onde Licá nunca deslumbrou (apesar de ter feito dois primeiros meses de época bons) e onde Kelvin e Ricardo nunca tiveram opções. Curioso, depois de meio ano a insistir num falso extremo (Josué e Quintero andaram por lá também e Licá é o que é, um avançado mais móvel) o treinador agora queira ao lado de Varela e Jackson o mais extremo dos extremos que passaram pelo FC Porto nos últimos dez anos.
Quaresma regressa a onde já foi feliz. E nós fomos feliz com ele.
Aterrou no Dragão no negócio Deco, um negócio onde eu continuo a achar que ficamos a perder mas que entendo. Afinal, Pinto da Costa e Mourinho convenceram o "Mágico" a ficar um ano mais em troca de uma saída já apalavrada. No fatidico 2004/05 viu-se pouco do "Harry Potter" que tinha deslumbrado no Sporting e que se apagara em Camp Nou. Mas a partir da época de Adriaanse e, sobretudo, com Jesualdo, a importância de Quaresma tornou-se evidente. Era o melhor jogador individual da liga, aquele que nos resolvia jogos, puzzles e quebra-cabeças. Chegou a jogar de falso avançado, as suas trivelas fenomenais desbloquearam muitos jogos complicados e não se apagou nos encontros mais importantes. Depois veio o canto da sereia de Mourinho no Inter e a decadência, confirmada por uma passagem para esquecer pelo Chelsea. E o exílio. Quaresma teve oportunidades para voltar mas não quis. Preferiu engordar a conta bancária, primeiro na Turquia, depois nos países árabes. Estava no seu direito ainda que o Mundo estivesse a perder um jogador irregular, imaturo mas com uma técnica espantosa.
Não sabemos como vai ser este regresso.
Um jogador conhecido pela velocidade, Quaresma não é um líder. Não é um motivador no balneário. É, no sentido mais futebolístico do termo, um egoísta dos relvados, para o bem e para o mal. Vive no seu mundo, tem dificuldades em manter um rendimento elevado durante muito tempo seguido e precisa de espaço e velocidade para jogar o seu jogo. Nos últimos quatro anos e meio não teve minutos nas pernas que justifiquem que pensemos que será o mesmo jogador que saiu de aqui. O mesmo desequilibrador, o mesmo homem-chave. Seguramente trará mais à equipa do que trouxe Liedson (ou Ismailov, o russo desaparecido a quem se continua a pagar o salário...porque sim), duas apostas desastrosas, sem sentido e sem contribuição palpável para a equipa (dois segundos e meio para que voltem a citar o maravilhoso passe para o momento K). Mas mais em jogos contra equipas pequenas e encerradas do que em cenários como a Luz, Alvalade ou Nápoles, para por exemplos de estádios onde teremos (provavelmente) de ir jogar em 2014.
O seu regresso é mais um na velha lista de nomes que, com Pinto da Costa, foram e voltaram.
Uma saga que começou com Fernando Gomes, um ponto de honra do presidente que resgatou do Gijón o genial avançado. E que bem que lhe saiu a jogada. Gomes foi fundamental nos títulos de Artur Jorge e na corrida a uma Viena onde, malgrais, não pôde estar, desforrando-se em Tóquio antes de tornar-se finito. Também Sousa e Jaime Pacheco saíram e voltaram, para continuar a ser peças fundamentais da equipa. Nos anos noventa repetiu-se o cenário, mas os resultados foram diferentes. Rui Barros voltou no ocaso da carreira - depois de uma brilhante carreira internacional - para ajudar e foi um actor secundário relevante no final da era Oliveira. Secretário passou apenas um ano em Madrid. Domingos esteve mais tempo no Tenerife mas nunca mais foi o mesmo e quando voltou foi para sentar-se mais tempo no banco do que para calçar. Baía foi um caso à parte, como Pinto da Costa explica no seu novo livro. E claro, o caso de Conceição, talvez o mais parecido ao de Quaresma. A explosão do extremo foi brilhante, rapidamente partiu para Itália e quando voltou, em 2004, era um jogador física e mentalmente diferente. E durou pouco tempo o regresso porque o que Conceição fazia antes já não conseguia fazer.
Para fechar esta lista de outros regressos, obrigatório falar de Hélder Postiga e Lucho Gonzalez. A cara e a cruz. O primeiro foi um jogador que explodiu cedo mas não evoluiu como se esperava e que Mourinho não se importou de trocar por McCarthy. Num dos negócios mais difíceis de explicar dos últimos anos, Postiga voltou (por troca com Pedro Mendes, um excelente jogador, e bastante dinheiro) e durante três anos provou aos adeptos que a opção de Mourinho tinha feito todo o sentido e que o seu faro de golo não era o melhor. Apesar disso - e depois de uma passagem fantasma pelo Sporting, é hoje o titular da selecção ainda que as chegadas de Lisandro, Falcao e Jackson deixem claro a diferença de um grande e um médio ponta-de-lança. Já Lucho representa o outro lado da moeda. Saiu no zénite da sua carreira para França e voltou num momento critico. Tornou-se no líder do balneário, ganhou o respeito de todos e ajudou a resolver um sério problema interno. Desde então o FC Porto não parou de ganhar. Claramente já ultrapassou a sua melhor etapa, fisicamente é um jogador mais limitado mas a sua influência é evidente. Talvez porque tenha o carácter e o espírito que jogadores como Quaresma (ou Postiga, Conceição, Domingos) nunca tiveram.
O que pode suceder então com Ricardo Quaresma?
Pessoalmente espero pouco a médio prazo, até porque sou consciente do difícil que é para um extremo recuperar a velocidade e "explosão" depois de cinco anos desactivado. Dificilmente voltaremos a ver o mesmo Quaresma. Mas em campos complicados ou em jogos no Dragão, onde se espera um ataque constante e incisivo, a sua capacidade técnica e a sua trivela mágica ainda podem fazer estragos. Algumas assistências e golos podemos esperar, uma grande influência no jogo colectivo ou uma presença de inspiração e liderança parece-me mais difícil. Resgatar o melhor Quaresma seria um grande triunfo mas, precisamente, parece-me que temos o pior treinador possível para essa missão. E claro, se até agora Kelvin, Ricardo e até Quintero já jogavam pouco, parece-me evidente que vão ser figuras cada vez mais residuais até ao final do ano. Efeitos colaterais de mais um capítulo na nossa história de regressos...
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Uma boa oportunidade para estar calado
"Surpreende-me que o Izmailov esteja a fazer aquilo que está a fazer. Põe muita coisa em causa. Coloca em causa os treinadores, o departamento médico e o seu profissionalismo. Das três situações, alguém estava mal. Se está a fazer o que está a fazer, se está a conseguir prolongar no tempo uma série de jogos que não tinha feito até aqui, alguém estava errado e eu também assumo a minha responsabilidade."
Estas declarações foram feitas ontem por Domingos Paciência, no programa 'Grande Área', da RTP Informação.
Como é sabido, Domingos Paciência foi treinador do Sporting até ao dia 13 Fevereiro de 2012, altura em que foi despedido por Godinho Lopes.
Ora, vale a pena relembrar qual foi a utilização de Marat Izmailov na época passada, nomeadamente APÓS Domingos ter sido substituído por Sá Pinto.
![]() |
| (utilização de Izmailov em 2011/12, fonte: zerozero) |
Olhando para o quadro anterior, verifica-se que nos 63 dias seguintes à saída de Domingos de Alvalade, entre 16-02-2012 e 19-04-2012, Izmailov foi titular em 14 jogos seguidos! Ou seja, em média, fez um jogo em cada 4,5 dias. Nada mau...
Engraçado, não me lembro de, na altura, Domingos ter feito declarações públicas dizendo que estava surpreendido e sugerindo que Izmaylov era um mau profissional. Não, o senhor Paciência optou por descarregar a sua bilis após Izmaylov ter sido titular do FC Porto em 5 jogos seguidos (ainda estamos longe dos 14 da época passada) e apenas 4 dias antes de um SCP x FC Porto. Lamentável!
domingo, 29 de abril de 2012
Golos sem goleadores
Com os dois golos marcados no Funchal, Hulk passou a liderar a lista dos melhores marcadores do FC Porto nesta temporada com 14. Leva nesta contagem pessoal mais dois do que James Rodriguez (muito menos utilizado que o brasileiro) e seis dos tentos foram apontados da marca de grande penalidade. É fácil adivinhar que o brasileiro não vai reeditar o triunfo da época passada no troféu de Bota de Prata face à distância de cinco golos que leva de Lima do Sporting de Braga.
Historicamente o FC Porto tem um bom lote de jogadores que se sagraram melhores marcadores do campeonato nacional. Ou que pelo menos andaram lá perto. Este ano, no entanto, a equipa de Vítor Pereira nunca encontrou um homem golo. A falta do ponta-de-lança que todos pedimos faz-se notar neste registo particular e leva-nos a outros anos onde o ataque azul e branco estava entregue a jogadores competentes mas que estavam longe de ser verdadeiros matadores.
Desde 1991 quando Domingos bateu Rui Águas na corrida ao prémio do melhor marcador o FC Porto teve ao seu serviço 10 Botas de Prata. E venceu 14 títulos de Liga. Só por duas vezes vencemos o troféu sem sagrar-nos campeões nacionais. Com Mário Jardel em 1999/2000, o ano de Campomaior, do atraso de Secretário e do "Bitri" que nunca o foi. E com Pena no ano seguinte, no último ano de Fernando Santos ao leme da equipa. No entanto este será o sétimo ano em que - a confirmar-se o titulo nacional que está tão perto - poderemos celebrar o titulo de liga sem ter o melhor marcado do nosso lado. Habitualmente diz-se que para ser-se grande campeão é preciso ter uma grande defesa e um ataque tremendamente eficaz. No caso dos dragões não exige ter um individuo capaz de marcar mais golos que ninguém senão um leque de jogadores com poder de finalização.
Naturalmente, ter um ponta-de-lança de garantias permite ambicionar sempre a algo mais. Domingos Paciência, Mário Jardel, Benny McCarthy, Lisandro Lopez e Radamel Falcao foram Botas de Prata e fizeram parte das mais espectaculares e eficazes equipas que tivemos nestes últimos 20 anos de liga. Ao arrancar para esta temporada com Kleber e Walter (que juntos somam nesta liga oito tentos) e depois com o remendo que foi Marc Janko (autor de quatro golos) está claro que os dirigentes do FC Porto pensavam que o titulo de liga que os homens de Vitor Pereira estão perto de ganhar só poderia ser conseguido com uma óptima defesa e um grupo coral de goleadores.
A linha ofensiva da equipa de Vitor Pereira - que muitas vezes preferiu lançar James Rodriguez nas segundas partes, apesar do seu óptimo ratio goleador - assentou em Hulk, Kleber e Varela durante grande parte do ano, com Moutinho e Belluschi/Guarin na primeira parte da época no apoio (a partir de Janeiro passou a ser Moutinho/Lucho e Janko no lugar de Kleber). Entre todos estes jogadores podemos somar 45 golos. Dos 62 já logrados pela equipa (o melhor ataque da prova) há que acrescentar os golos dos pouco utilizados Walter (2), Cristian Rodriguez, Defour, Alex Sandro (1 cada) e dos defesas Rolando (1), Maicon (3), Sapunaru (2), Otamendi (2) e Álvaro Pereira (1). Um cenário que se assemelha bastante a 2002/03, o ano do primeiro titulo de José Mourinho em que o melhor marcador do FC Porto foi Hélder Postiga (com 13 golos, menos cinco que o melhor marcador da prova) mas em que a equipa, no seu colectivo, chegou aos 73 (menos um que o Benfica, equipa mais concretizadora do ano).
No final, tendo em conta o panorama geral (melhor ataque da prova, titulo nacional quase no bolso, dois jogadores no top 5 dos melhores da liga) é licito repensar o debate do ponta-de-lança como elemento critico fundamental à época do FC Porto. É normal que um clube habituado a contar com jogadores de primeiríssimo nível sinta a falta de uma referência de área. Por cada Jardel houve um Farias, por Falcao haverá sempre um Adriano. E no entanto não foi por ter Adriano e Farias sido os melhores marcadores do Porto em dois anos seguidos que a equipa não venceu o titulo nacional.
Claro que os palcos europeus exigem muito mais e as defesas da Champions (seja o APOEL ou o Manchester) não são as do Rio Ave, Feirense ou Académica, e aí sim nota-se em excesso nas prestações do clube quando não há um homem golo como foi Jardel, Derlei, McCarthy, Lisandro ou Falcao. Mas essa foi a ambição da SAD este ano porque melhor que nós, eles conhecem bem as estatísticas e os registos do clube nas provas europeias quando aposta num ataque de low profile. A nível interno, este ataque tão criticado durante o ano tem chegado para as encomendas e pode terminar o ano, uma vez mais, como o mais concretizador. Hulk não levará outra bota prateada para casa mas provavelmente poderá vestir a sua terceira faixa de campeão nacional. Como adepto e portista prefiro muito mais ver um jogador do nível de Falcao a rematar o jogo da equipa mas também é verdade que entre os pecados de Vítor Pereira não pode estar uma decisão da SAD, decisão que este soube contornar com um ataque concretizador e, eventualmente, campeão!
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Estão a ver, estão ver?!!...
«O FC Porto venceu este sábado o Benfica, por 3-0, no centro de treinos dos dragões, em Olival, em jogo da 3.ª jornada do Nacional de Júniores. (...)
Domingos Paciência, ex treinador dos leões e goleador do FC Porto, esteve presente entre as cerca de 2 mil pessoas que assistiram à partida no Olival. O treinador, muito saudado pelos populares, terá marcado presença nas bancadas para ver o filho Gonçalo Paciência em ação, mas este começou o jogo no banco de suplentes.»
in dn.pt

Querem mais provas?
Razão teve a competentíssima e avisada Direção do SCP em despedir este "agente duplo"...
Domingos Paciência, ex treinador dos leões e goleador do FC Porto, esteve presente entre as cerca de 2 mil pessoas que assistiram à partida no Olival. O treinador, muito saudado pelos populares, terá marcado presença nas bancadas para ver o filho Gonçalo Paciência em ação, mas este começou o jogo no banco de suplentes.»
in dn.pt
Querem mais provas?
Razão teve a competentíssima e avisada Direção do SCP em despedir este "agente duplo"...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
O senhor que se segue para a cadeira de sonho
Ultimamente o tempo de vida estimado das cadeiras de sonho no Dragão tem sido bastante curto. Depois de Villas-Boas preferir o couro britânico antes de cumprir um ano de azul ao peito agora parece claro que Vítor Pereira não passará outro Verão como treinador principal do FC Porto. Nenhum adepto, nem os mais ferrenhos do técnico (ainda existem?) perspectivam uma sequela, mesmo que uma reviravolta surpreendente permita ao FCP revalidar o titulo de campeão nacional ou a própria Europe League.
Como SAD, treinador, jogador e adeptos já sabem que este filme tem data de caducidade marcada para Maio, é normal que arranque a especulação sobre qual será o próximo capitulo. Pinto da Costa tem sido um presidente bastante condescendente com os seus treinadores, especialmente os mais obedientes. Mesmo quando o público portista se mostrou farto de Jesualdo Ferreira ou Fernando Santos, por exemplo, estes mantiveram-se no seu lugar. Essencialmente porque a SAD – e o presidente – parece ter um especial apreço por treinadores que dão o corpo à bala, que se transformam no foco de contestação das massas e da imprensa e, por conseguinte, mantêm os focos distantes da gestão presidencial que nos casos de Fernando Santos (a partir de 2000), Jesualdo (o caso Apito Dourado) e Vítor Pereira (a péssima preparação da temporada) tem sido bastante criticável.

Mas até Pinto da Costa sabe que os seus homens de confiança e apostas pessoais (e os três foram-no) têm um limite e quando os resultados e as sensações deixam de acompanhá-los, tarde ou cedo a hora chega. Vítor Pereira sabe-o desde o principio, sente-o desde o empate com o Benfica e tem-no por garantido desde a eliminação da Champions. O despedimento de Domingos pode potenciar um cenário similar ao que ocorreu na troca de Octávio (outro adjunto que Pinto da Costa quis transformar em técnico ganhador) por José Mourinho (que esperava em Leiria pelo primeiro poiso livre). Mas apesar da velha glória do ataque portista ser um nome querido pelos adeptos, o seu péssimo ano em Alvalade, onde foi incapaz de produzir futebol e resultados, é um sério handicaap para quem quer dar um murro na mesa. Despedir um treinador que segue em segundo por um que é incapaz de saltar do quarto posto, por debaixo das expectativas do próprio clube, não parece ser o melhor dos sinais.
Quando Vítor Pereira foi eleito sucessor de Villas-Boas muitos adeptos torceram o nariz e pensaram em três nomes que, passado um ano, estão aí, disponíveis, mas com um historial distinto.
Á parte do tema Domingos, que promete levantar muitas suspeitas nas próximas semanas, estão na lista o seu herdeiro em Braga, Leonardo Jardim, há muito um protegido de Pinto da Costa e um técnico que tem feito um bom trabalho num clube que se tornou em viveiro dos grandes. Mas Jardim, é certo, ainda não deixou um destelho de genialidade que permita sentir que é “um treinador à Porto”.
Pedro Emanuel, filho adoptado da casa, passou o teste do ano de estreia com boa nota mas nem todos os treinadores que começam bem a sua carreira acabam por confirmar todo o potencial imaginado.

Depois há que manejar a opção Paulo Bento. Sempre se especulou sobre o seu futuro como treinador do FC Porto e tendo em perspectiva o fraco futuro de Portugal no “grupo da morte” do próximo Europeu, é bastante provável que o actual seleccionador esteja livre em Julho. Não será uma escolha consensual entre os adeptos face ao seu passado nos dois grandes da capital e o seu carácter conflictivo, mas analisando apenas o espectro de treinadores nacionais (pelos problemas de liquidez da SAD não os imagino a aventurar-se no caro mercado internacional) é dos técnicos que eventualmente estarão livres, o que mais curriculum tem.
Para o fim deixo a solução mais óbvia e, no entanto, mais complexa.
A péssima época de Villas-Boas com o Chelsea (a pior dos últimos dez anos a esta altura da temporada) parece deixar claro que os milhões de Abramovich vão procurar outro sucessor espiritual a Mourinho. Só uma inesperada vitória na Champions League salvaria a cabeça do técnico portuense que, provavelmente, em Junho procurará emprego. Desta vez nenhum grande da Europa vai obcecar-se com o seu talento e entre optar por um clube médio em Itália, Espanha e Inglaterra, e voltar ao Dragão, talvez AVB sinta saudade de um café nas esplanadas da Foz. Seria o regresso mais lógico, mas também o que provavelmente levantaria mais questões.
Com Pinto da Costa ao leme só dois treinadores voltaram a orientar o FC Porto. Tomislav Ivic foi um sucesso tremendo no seu primeiro ano, onde só faltou renovar a Taça dos Campeões, e um desastre no mandato de meio-ano em 1993/94. O outro nome é o de Artur Jorge. Com a subtil diferença de que o “rei Artur” saiu depois de três anos como treinador principal (e um par deles como homem de confiança de Pedroto), dois campeonatos, uma Taça dos Campeões europeus e que depois de fracassar no projecto Matra Racing, encontrou no regresso a casa uma forma de paliar o sofrimento do falecimento da sua esposa de então. Um regresso bem sucedido (mais um bicampeonato) e curto, antes que Portugal batesse à porta.

Villas-Boas seguramente iria ser bem recebido pelos adeptos mais saudosistas e mesmo aqueles que o tratam por “Libras Boas” são conscientes de que seria um técnico “right for the job”. Mas como reagiria o clube e, sobretudo os jogadores. Villas-Boas converteu-se em ídolo porque rompeu com os prognósticos e criou à sua volta uma aura de infalibilidade que o ano em Inglaterra ameaça destroçar. Voltaria como um técnico derrotado, incapaz de se impor numa liga mais exigente e isso pode deixar a sua marca como líder de um balneário que, já de por si, não anda propriamente de boa saúde. Tecnicamente seria uma opção desejável, psicologicamente é um enigma complexo de resolver.
Qualquer que suceda a Vítor Pereira terá um acolhimento caloroso, isso parece claro. Mas será isso suficiente para inverter a tendência suicida desta temporada?
Como SAD, treinador, jogador e adeptos já sabem que este filme tem data de caducidade marcada para Maio, é normal que arranque a especulação sobre qual será o próximo capitulo. Pinto da Costa tem sido um presidente bastante condescendente com os seus treinadores, especialmente os mais obedientes. Mesmo quando o público portista se mostrou farto de Jesualdo Ferreira ou Fernando Santos, por exemplo, estes mantiveram-se no seu lugar. Essencialmente porque a SAD – e o presidente – parece ter um especial apreço por treinadores que dão o corpo à bala, que se transformam no foco de contestação das massas e da imprensa e, por conseguinte, mantêm os focos distantes da gestão presidencial que nos casos de Fernando Santos (a partir de 2000), Jesualdo (o caso Apito Dourado) e Vítor Pereira (a péssima preparação da temporada) tem sido bastante criticável.

Mas até Pinto da Costa sabe que os seus homens de confiança e apostas pessoais (e os três foram-no) têm um limite e quando os resultados e as sensações deixam de acompanhá-los, tarde ou cedo a hora chega. Vítor Pereira sabe-o desde o principio, sente-o desde o empate com o Benfica e tem-no por garantido desde a eliminação da Champions. O despedimento de Domingos pode potenciar um cenário similar ao que ocorreu na troca de Octávio (outro adjunto que Pinto da Costa quis transformar em técnico ganhador) por José Mourinho (que esperava em Leiria pelo primeiro poiso livre). Mas apesar da velha glória do ataque portista ser um nome querido pelos adeptos, o seu péssimo ano em Alvalade, onde foi incapaz de produzir futebol e resultados, é um sério handicaap para quem quer dar um murro na mesa. Despedir um treinador que segue em segundo por um que é incapaz de saltar do quarto posto, por debaixo das expectativas do próprio clube, não parece ser o melhor dos sinais.
Quando Vítor Pereira foi eleito sucessor de Villas-Boas muitos adeptos torceram o nariz e pensaram em três nomes que, passado um ano, estão aí, disponíveis, mas com um historial distinto.
Á parte do tema Domingos, que promete levantar muitas suspeitas nas próximas semanas, estão na lista o seu herdeiro em Braga, Leonardo Jardim, há muito um protegido de Pinto da Costa e um técnico que tem feito um bom trabalho num clube que se tornou em viveiro dos grandes. Mas Jardim, é certo, ainda não deixou um destelho de genialidade que permita sentir que é “um treinador à Porto”.
Pedro Emanuel, filho adoptado da casa, passou o teste do ano de estreia com boa nota mas nem todos os treinadores que começam bem a sua carreira acabam por confirmar todo o potencial imaginado.

Depois há que manejar a opção Paulo Bento. Sempre se especulou sobre o seu futuro como treinador do FC Porto e tendo em perspectiva o fraco futuro de Portugal no “grupo da morte” do próximo Europeu, é bastante provável que o actual seleccionador esteja livre em Julho. Não será uma escolha consensual entre os adeptos face ao seu passado nos dois grandes da capital e o seu carácter conflictivo, mas analisando apenas o espectro de treinadores nacionais (pelos problemas de liquidez da SAD não os imagino a aventurar-se no caro mercado internacional) é dos técnicos que eventualmente estarão livres, o que mais curriculum tem.
Para o fim deixo a solução mais óbvia e, no entanto, mais complexa.
A péssima época de Villas-Boas com o Chelsea (a pior dos últimos dez anos a esta altura da temporada) parece deixar claro que os milhões de Abramovich vão procurar outro sucessor espiritual a Mourinho. Só uma inesperada vitória na Champions League salvaria a cabeça do técnico portuense que, provavelmente, em Junho procurará emprego. Desta vez nenhum grande da Europa vai obcecar-se com o seu talento e entre optar por um clube médio em Itália, Espanha e Inglaterra, e voltar ao Dragão, talvez AVB sinta saudade de um café nas esplanadas da Foz. Seria o regresso mais lógico, mas também o que provavelmente levantaria mais questões.
Com Pinto da Costa ao leme só dois treinadores voltaram a orientar o FC Porto. Tomislav Ivic foi um sucesso tremendo no seu primeiro ano, onde só faltou renovar a Taça dos Campeões, e um desastre no mandato de meio-ano em 1993/94. O outro nome é o de Artur Jorge. Com a subtil diferença de que o “rei Artur” saiu depois de três anos como treinador principal (e um par deles como homem de confiança de Pedroto), dois campeonatos, uma Taça dos Campeões europeus e que depois de fracassar no projecto Matra Racing, encontrou no regresso a casa uma forma de paliar o sofrimento do falecimento da sua esposa de então. Um regresso bem sucedido (mais um bicampeonato) e curto, antes que Portugal batesse à porta.

Villas-Boas seguramente iria ser bem recebido pelos adeptos mais saudosistas e mesmo aqueles que o tratam por “Libras Boas” são conscientes de que seria um técnico “right for the job”. Mas como reagiria o clube e, sobretudo os jogadores. Villas-Boas converteu-se em ídolo porque rompeu com os prognósticos e criou à sua volta uma aura de infalibilidade que o ano em Inglaterra ameaça destroçar. Voltaria como um técnico derrotado, incapaz de se impor numa liga mais exigente e isso pode deixar a sua marca como líder de um balneário que, já de por si, não anda propriamente de boa saúde. Tecnicamente seria uma opção desejável, psicologicamente é um enigma complexo de resolver.
Qualquer que suceda a Vítor Pereira terá um acolhimento caloroso, isso parece claro. Mas será isso suficiente para inverter a tendência suicida desta temporada?
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sábado, 7 de janeiro de 2012
Um Clássico de que Domingos guarda grandes recordações
O jogo de hoje trará decerto à memória do nosso antigo grande jogador Domingos Paciência alguns dos mais inolvidáveis momentos da sua carreira. De facto, a par do seu companheiro de ataque Emil Kostadinov, Domingos assinou em Alvalade (no antigo) umas gloriosas páginas da epopeia azul-branca.
Recordo aqui algumas:
1. 1993/94 - Poucos dias depois de um heróico empate na "banheira" de Roterdão contra o Feyenoord, que garantiu ao F.C. Porto a passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões, a equipa deslocou-se a Alvalade. Pois bem, logo aos seis minutos, Domingos inaugurou o marcador. Seguiu-se mais uma exemplar exibição defensiva sob a batuta do maestro Tomislav Ivic. O resultado não sofreria alteração. Foi de tal modo a exibição defensiva do F.C.P., contra um adversário que, além de ter uma grande equipa, era orientado por Bobby Robson, que no final, o então Vice-Presidente do clube José Guilherme Aguiar exclamou: "Temos a melhor defesa da Europa!".
2. 1994/95 - A poucas jornadas do termo do campeonato, o F.C. Porto deslocou-se a Alvalade, sabendo que uma vitória lhe daria o título no próprio covil do leão. Pois bem, depois de ter tido um golo limpo mal anulado na primeira parte, Domingos inauguraria o marcador, de penalty, no início da segunda parte. Seria esse o resultado final, e os dragões, sob o comando do atrás referido Bobby Robson, festejaram mesmo o título em Alvalade.
3. 1995/96 - Em Janeiro de 1996 o F.C. Porto entrou em Alvalade (à época mais pelado que relvado) com 5 pontos de avanço. Na segunda parte, o já temidíssimo Domingos Paciência, facturou por duas vezes. Bobby Robson dançava em frente à bancada central de Alvalade. Os Super-Dragões, virados para o camarote onde se sentava o Presidente do clube anfitrião, clamavam: "Santana, ca--ão, o Porto é campeão!" Ainda não era - era cedo - mas viria a sê-lo.
Obrigado, Domingos, por tantas e tão inolvidáveis proezas em Alvalade. Hoje, como comprenderás, espero que de novo o azul-branco triunfe, como tantas vezes fez com o teu fantástico contributo!
Recordo aqui algumas:
1. 1993/94 - Poucos dias depois de um heróico empate na "banheira" de Roterdão contra o Feyenoord, que garantiu ao F.C. Porto a passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões, a equipa deslocou-se a Alvalade. Pois bem, logo aos seis minutos, Domingos inaugurou o marcador. Seguiu-se mais uma exemplar exibição defensiva sob a batuta do maestro Tomislav Ivic. O resultado não sofreria alteração. Foi de tal modo a exibição defensiva do F.C.P., contra um adversário que, além de ter uma grande equipa, era orientado por Bobby Robson, que no final, o então Vice-Presidente do clube José Guilherme Aguiar exclamou: "Temos a melhor defesa da Europa!".
2. 1994/95 - A poucas jornadas do termo do campeonato, o F.C. Porto deslocou-se a Alvalade, sabendo que uma vitória lhe daria o título no próprio covil do leão. Pois bem, depois de ter tido um golo limpo mal anulado na primeira parte, Domingos inauguraria o marcador, de penalty, no início da segunda parte. Seria esse o resultado final, e os dragões, sob o comando do atrás referido Bobby Robson, festejaram mesmo o título em Alvalade.
3. 1995/96 - Em Janeiro de 1996 o F.C. Porto entrou em Alvalade (à época mais pelado que relvado) com 5 pontos de avanço. Na segunda parte, o já temidíssimo Domingos Paciência, facturou por duas vezes. Bobby Robson dançava em frente à bancada central de Alvalade. Os Super-Dragões, virados para o camarote onde se sentava o Presidente do clube anfitrião, clamavam: "Santana, ca--ão, o Porto é campeão!" Ainda não era - era cedo - mas viria a sê-lo.
Obrigado, Domingos, por tantas e tão inolvidáveis proezas em Alvalade. Hoje, como comprenderás, espero que de novo o azul-branco triunfe, como tantas vezes fez com o teu fantástico contributo!
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domingo, 24 de julho de 2011
A propósito do Peñarol
13 de Dezembro de 1987 - Tóquio
História mais que conhecida:
Uns meses depois (a 17 de Abril de 1988), voltámos a jogar com o Peñarol num particular realizado em Toronto - empate a 0 e perdemos por 3-4 nas grandes penalidades - foi um seca de jogo, que só valeu mesmo por algumas jogadas de um puto magricela que se tinha estreado (em jogos verdadeiramente a doer) na equipa principal do Porto 3 dias antes, marcando um golo ao Elvas. E é a partir desse jogo de Toronto que o Ivic lhe começa a dar oportunidades, culminando numa boa carreira futebolística.
Curiosamente quando, 23 anos depois, o Porto volta a encontrar o Penãrol, o Domingos está novamente em Toronto.
História mais que conhecida:
Uns meses depois (a 17 de Abril de 1988), voltámos a jogar com o Peñarol num particular realizado em Toronto - empate a 0 e perdemos por 3-4 nas grandes penalidades - foi um seca de jogo, que só valeu mesmo por algumas jogadas de um puto magricela que se tinha estreado (em jogos verdadeiramente a doer) na equipa principal do Porto 3 dias antes, marcando um golo ao Elvas. E é a partir desse jogo de Toronto que o Ivic lhe começa a dar oportunidades, culminando numa boa carreira futebolística.
Curiosamente quando, 23 anos depois, o Porto volta a encontrar o Penãrol, o Domingos está novamente em Toronto.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
A mulher de César era sportinguista?
No ano 62 a.C., quando perguntaram a Júlio César porque razão se tinha divorciado da sua segunda mulher, Pompeia Sula, este afirmou: "À mulher de César não basta ser séria, tem de parecer séria".Ontem, o SCP apresentou aquele que vai ser o seu treinador na próxima época (pelo menos durante uns meses...): Domingos Paciência.
Ninguém ficou surpreendido, porque era do domínio público o compromisso que existia entre o SCP e o treinador do SC Braga desde Março passado.
Penso que os dirigentes do SCP fizeram uma boa escolha e Domingos, em final de contrato com o SC Braga, tem toda a legitimidade em mudar para um clube que, teoricamente, lhe poderá oferecer melhores condições para alcançar o sucesso desportivo. Mas...
Este compromisso entre o SCP e o ex-treinador do SC Braga não foi feito no final do campeonato, mas sim numa altura em que os dois clubes travavam uma luta acesa pelo 3º lugar que, por sinal, os bracarenses haveriam de perder, na última jornada, precisamente por terem sido derrotados em casa num desafio contra o... SCP!
Ainda por cima, para assegurar o 3º lugar, ao SC Braga bastava o empate...
Em condições normais, um SC Braga x SCP é um jogo de tripla mas, desta vez, a derrota dos "guerreiros do Minho" ocorreu num contexto em que o Sporting de Lisboa vinha de uma profunda crise (uma semana antes tinha perdido em casa contra o aflito Vitória Setúbal), enquanto que o Sporting de Braga vinha de uma série de excelentes resultados em casa, quer no campeonato, quer na Liga Europa (Liverpool, Dinamo Kiev, slb).
Evidentemente, não há (nem nunca vai haver) qualquer prova de que o compromisso que já existia entre Domingos e o SCP tenha influenciado as escolhas do ainda treinador do Braga para esse jogo, mas tal como a mulher de César...
Quanto aos dirigentes do SCP, que gostam de encher a boca com frases grandiloquentes como "o Sporting é um clube diferente", o seu comportamento neste caso devia-os fazer corar de vergonha.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Os milagres de Domingos
Braga x slb, época 2009/10. A defesa do Braga foi constituída pelos seguintes jogadores: Eduardo, João Pereira, Moisés, André Leone, Evaldo.
Braga x slb, época 2010/11. A defesa do Braga foi constituída pelos seguintes jogadores: Artur Moraes, Miguel Garcia, Rodríguez, Kaká, Sílvio.
Na época passada, o Braga tinha no seu plantel o guarda-redes Eduardo e os defesas-laterais João Pereira e Evaldo, todos entretanto transferidos para clubes de outra dimensão e com outras posses (Génova e Sporting). Tendo também saído o defesa-central Leone, Domingos viu-se a braços com a necessidade de refazer toda a defesa bracarense, aquele que era o ponto mais forte da equipa.
Mas os azares começaram logo na pré-temporada. Quim, o guarda-redes dispensado por Jorge Jesus e contratado para colmatar a saída do Nº1 da Selecção, sofreu uma lesão gravíssima que o arrumou para a época toda.
Chegados ao período de transferências de Janeiro, uma nova sangria na equipa, com a saída de mais quatro titulares: Filipe (o guarda-redes que tinha sido emprestado voltou ao Brasil), o defesa-central Moisés, o médio Luís Aguiar e o avançado Mateus.
Como se tudo isto não bastasse, o plantel do Braga tem sido assolado por uma vaga de lesões, à qual escaparam pouquíssimos dos habituais titulares.
Por tudo isto, a que acresce o facto desta época não estar concentrado apenas numa competição, o desempenho do Braga no campeonato tem sido sofrível e, naturalmente, muito abaixo da pontuação recorde da época passada.
Mas se a nível interno tem havido algumas desilusões (embora o Braga continue na luta por um lugar europeu), o percurso nas competições europeias tem roçado o brilhantismo.
Eliminar o Celtic e o Sevilha nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões; calhar num grupo difícil, com Shakhtar e Arsenal, e alcançar três vitórias (num grupo bem mais fácil o slb só obteve duas); e estar agora a disputar com o Liverpool o acesso aos quartos-de-final da Liga Europa, é obra!
Integrando e valorizando jogadores contratados na loja dos 300, ou dispensados por outros clubes, Domingos tem feito verdadeiros milagres, ganhando a clubes cujo orçamento chega a ser 1000% superior ao do Braga.
Na última semana, com uma equipa remendada, pôs fim ao ciclo de vitórias dos encarnados de Lisboa e derrotou também os reds de Liverpool (que três dias antes tinham vencido o Manchester United).
Parabéns Domingos!
P.S.1 Quem parece não estar satisfeito é o presidente do Braga, António Salvador, que segundo consta se prepara para dispensar o Domingos no final da época. Irá contratar o Mourinho?...
P.S.2 "Pergunto antes qual é a pessoa normal que não reconheça qualidade a Domingos Paciência? Basta ver os últimos jogos do Braga.", Bruno Carvalho (candidato a presidente do Sporting)
sábado, 15 de janeiro de 2011
A escola do FC Porto
A propósito da atitude de Mossoró, devido a ter sido substituído por Hélder Barbosa aos 37 minutos, Domingos afirmou:
"Vou contar com aqueles que querem, aqueles que vão lá para dentro e dão tudo para ajudar a equipa e o clube a ganhar. Isto de sair aos 35... uma vez [no FC Porto] o Artur Jorge meteu-me a 10 minutos do final e tirou-me a cinco. Tive de aceitar e serviu-me de lição para o resto da carreira, que durou 19 anos."
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Um Braga low cost
«E qual foi a ideia que permitiu ao Sp. Braga constituir um plantel "low cost", por comparação com os três grandes, mas que lhe permite ombrear desportivamente com os melhores a nível nacional e brilhar na Europa?
Mais do que tudo o resto, o Sp. Braga ocupou o espaço deixado livre pelos grandes no mercado interno. Todos os anos o clube de António Salvador reforça-se com alguns dos melhores jogadores das equipas secundárias da Liga. Este ano foi assim com Lima, foi assim com Sílvio, foi assim com Leandro Salino, como no passado tinha sido com Evaldo, com Mossoró, com João Pereira.
Antigamente, os jogadores que se evidenciavam nas equipas do fundo da tabela tinham como destinatário um dos três grandes emblemas, o que deixou de acontecer quando a Argentina e o Brasil se tornaram a fonte de quase todas as contratações dos grandes.
E o Sp. Braga soube ocupar esse espaço como ninguém, a que juntou uma criteriosa escolha de treinadores, que fazem com que pelos minhotos tenham passado nomes como Jesualdo Ferreira e Jorge Jesus, antes de Domingos Paciência demonstrar estar também talhado para altos voos.»
Francisco J. Marques
in semanário Grande Porto, 27/08/2010
O FC Porto também tem feito contratações baratas no mercado interno, algumas de sucesso (ex: Rolando, Cissokho, Varela) e outras nem tanto (ex: Lino, Miguel Lopes). Mas não há dúvida que, nos últimos anos, o Braga tem sabido aproveitar os "desperdícios" dos grandes - Evaldo, Alan, César Peixoto, Luís Aguiar, João Pereira, Hugo Viana -, bem como, o mercado low cost para potenciar jogadores com pouco curriculum. É, claramente, uma das razões do seu excelente desempenho desportivo e financeiro.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Domingos é o preferido
O André Villas-Boas também aparece bem colocado, mas apenas em terceiro lugar, atrás da opção 'outro treinador estrangeiro'.
De resto, parece que Co Adriaanse não deixou muitas saudades e que Jorge Costa ainda não reúne os atributos necessários para ser o treinador principal do FC Porto.
Finalmente, gostaria de salientar o facto de uma votação online promovida por um blogue ter atingido este número de votos. É um indicador importante e sinal de ser um assunto que mobiliza a atenção dos adeptos portistas.
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sábado, 17 de abril de 2010
Quem será o Senhor que se Segue?
Restam poucas dúvidas que, depois de uma ilustríssima carreira no F.C. Porto, o Prof. Jesualdo Ferreira não continuará no clube na próxima época. O percurso da equipa em 2009/10 foi-lhe fatal, e a sua saída decerto que recolhe um grande consenso entre os portistas. Vamos portanto partir para outra. E quem será o seu sucessor?Várias hipóteses se têm colocado, como é normal nestas ocasiões. Os nomes que se seguem são os mais falados, quer nos media, quer em conversas de café, e uns serão verdadeiras possibilidades, outros meras fantasias que nem pela cabeça do próprio Jorge Nuno Pinto da Costa – o grande decisor nesta matéria – terão passado. E até, quem sabe, pode suceder que o escolhido não conste desta lista. Ora então, aqui vamos (por ordem alfabética):
André Vilas Boas – O grande enigma. Esteve a um passo do Sporting a meio da época, e diz-se que estava a caminho de Alvalade na próxima época, até que um rocambolesco volte-face o terá arredado dessa via. A principal recomendação de Vilas Boas é ter trabalhado com Mourinho, o que, temos de concordar, é pouco. Mas com ele o progresso da Académica foi sensível, e não apenas na classificação.
Domingos Paciência – o muito razoável trabalho na Académica, onde obteve a melhor classificação de há muitos anos, e a espectacular carreira do Braga esta época, tinham de catapultar este nosso antigo grande jogador para a lista dos possíveis sucessores de Jesualdo. Pessoalmente, confesso que não vi nenhum jogo do Braga que me empolgasse. Organizado, seguro, sem dúvida, mas política do “safety first”, é o que me parece.Jorge Costa – Sem desprimor para o nosso grande capitão de Sevilha e Gelsenkirchen, não creio que o seu nome figurasse nas cogitações dos portistas se ele não tivesse sido quem foi no clube. Mas devo reconhecer que o Olhanense até é uma equipa “práfrentex”, longe do estilo “autocarro” tão característico da bola pátria.
Mano Menezes – Mano Quê? Esta será a pergunta de muitos, mas o nome do actual treinador do Corinthians e antigo treinador do Grémio, que tem tido uma longevidade à frente das equipas inabitual em Terras de Vera Cruz, foi recentemente mencionado no Brasil como possível treinador do FCP. Eu bem sei que em matéria de boatos os brasileiros têm bem a quem sair, mas aqui fica. Não tenho os treinadores brasileiros em grande conta, e acho até que, se tivessem alguma categoria, o Brasil tinha sido campeão do Mundo muito mais vezes, mas este rumor “vale o que vale”, como agora se diz.
Paulo Bento – Pois, pois, há quem diga que está na “pole position”, e eu nem sei que diga ou que pense. Com ele o Sporting era uma equipa dura de roer, mas pouco mais, e jogava sempre da mesma maneira, um defeito que muitos apontam a Jesualdo. Mas o homem tem qualidades, e se lhe “podassem” o discurso até pode ser que a sua escolha acabasse por ser digerível.Paulo Sousa – Valha-nos S. Paulo, mais um Paulo! É conhecida a mútua consideração entre ele e Pinto da Costa. Paulo Sousa está actualmente à frente do Swansea City, no Football League Championship (2ª divisão inglesa) e tem feito uma excelente época, estando a equipa a bater-se por um dos lugares nos play-offs de onde sai o terceiro promovido à Premier League. A imprensa inglesa tem elogiado o futebol da equipa.
Digam de vossa justiça.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Ontem houve Paixão em Lisboa
Depois de anteciparem o jogo da 20ª jornada e vencerem o Leiria na Luz os benfiquistas, incluindo o treinador, gabaram-se de já estarem em primeiro lugar (ainda que com mais um jogo mas isso era e é irrelevante) e de que seria o Braga que estaria pressionado. Está encontrado pois o verdadeiro motivo para a antecipação do jogo da 20ª jornada: pressionar o Braga. O Leiria disse sim e ajudou à festa.

Ontem o Braga deslocou-se ao Restelo para jogar com os pastéis de nata que se arrastam no campeonato há 2 épocas consecutivas e por motivos vários não descem de divisão. O árbitro nomeado foi... Bruno Paixão. Aos 15 minutos expulsou um jogador do Braga e marcou um penalty inexistente. Mais palavras para quê, já toda a gente sabe como o Paixão é medíocre e faz todas as barbaridades para beneficiar os clubes da 2ª Circular. A culpa é inteirinha do Vitor Pereira que já sabe disso e insiste em nomeá-lo (porque será?). A única conclusão que daqui se pode tirar é a de que o Vitor Pereira está a pactuar com a estratégia da Liga e do slb em afastar por todas as vias o Braga da luta pelo título.

"A primeira parte foi um autêntico filme de terror para o Sp. Braga. A começar pela forma como Belenenses entrou em campo, com Pelé à frente da defesa e uma linha de quatro jogadores no meio-campo, a dificultar as movimentações dos minhotos, em inferioridade numérica na zona de construção. A complicar o quadro que incluía uma chuva persistente, Bruno Paixão assinalou uma pretensa falta de Moisés sobre Lima na área e expulsou o central mostrando-lhe dois amarelos antes do inevitável vermelho. A falta na área parece não existir, mas os dois amarelos explicam-se pelo facto de Moisés ter feito uma falta antes, a meio-campo, numa altura em que o árbitro decidiu dar a lei da vantagem."
in Maisfutebol, 2010/02/08
"Jogámos 75 minutos sem um atleta numa partida diferente de todos os outros. Como jogador e treinador, nunca vi um futebolista levar duplo amarelo e ser expulso num lance em que nem é penálti"
Domingos Paciência, O JOGO, 2010/02/09

Ontem o Braga deslocou-se ao Restelo para jogar com os pastéis de nata que se arrastam no campeonato há 2 épocas consecutivas e por motivos vários não descem de divisão. O árbitro nomeado foi... Bruno Paixão. Aos 15 minutos expulsou um jogador do Braga e marcou um penalty inexistente. Mais palavras para quê, já toda a gente sabe como o Paixão é medíocre e faz todas as barbaridades para beneficiar os clubes da 2ª Circular. A culpa é inteirinha do Vitor Pereira que já sabe disso e insiste em nomeá-lo (porque será?). A única conclusão que daqui se pode tirar é a de que o Vitor Pereira está a pactuar com a estratégia da Liga e do slb em afastar por todas as vias o Braga da luta pelo título.

"A primeira parte foi um autêntico filme de terror para o Sp. Braga. A começar pela forma como Belenenses entrou em campo, com Pelé à frente da defesa e uma linha de quatro jogadores no meio-campo, a dificultar as movimentações dos minhotos, em inferioridade numérica na zona de construção. A complicar o quadro que incluía uma chuva persistente, Bruno Paixão assinalou uma pretensa falta de Moisés sobre Lima na área e expulsou o central mostrando-lhe dois amarelos antes do inevitável vermelho. A falta na área parece não existir, mas os dois amarelos explicam-se pelo facto de Moisés ter feito uma falta antes, a meio-campo, numa altura em que o árbitro decidiu dar a lei da vantagem."
in Maisfutebol, 2010/02/08
"Jogámos 75 minutos sem um atleta numa partida diferente de todos os outros. Como jogador e treinador, nunca vi um futebolista levar duplo amarelo e ser expulso num lance em que nem é penálti"
Domingos Paciência, O JOGO, 2010/02/09
sábado, 19 de setembro de 2009
Ó tempo volta para trás... (Braga,1 - FCP,0)

E como tudo parecia ir tão bem...há apenas uma semana atrás.
O problema é que a época - a sério - apenas começava precisamente na última terça-feira. Até aí, tinham sido apenas jogos para entreter.
E foi nessa terça-feira fatídica, que tudo começou a alterar-se. Dentro de campo? Não. Ainda antes disso, as coisas mudaram, em primeiro lugar, na cabeça do nosso treinador.
Tudo mudou na equipa, tudo mudou também em termos de resultados.
Restou apenas, e para alguns, a "boa imagem" deixada em Inglaterra.
Por via disso (jogo de Londres), e a pedido de várias famílias, Guarín voltou a ser chamado à titularidade, hoje à noite, em Braga. E logo aos 10 minutos, ironia do destino, acabaria por falhar, clamorosamente, uma das poucas oportunidades que o nosso clube teria em toda a partida.
O jogo poderia, muito bem, ter ficado logo ali resolvido.

Passado o susto, o Braga ganhou confiança e nunca mais se deixou subjugar.
Por outro lado, em mais uma inovação da liga lusa, Hulk, num lance a meio-campo, salta por cima do adversário para não se magoar. O árbitro da partida, viu logo ali motivo para "amarelo", quando nem sequer estava em causa uma grande penalidade ou algo do género.
O brasileiro nunca mais seria o mesmo após este cartão.
Segundo problema resolvido para o Braga, e ainda íamos a meio da primeira etapa...
Dois lances, um para cada lado, com a bola a tirar tinta aos postes (um deles, seria um belo auto-golo dos bracarenses), foi tudo o que se viu no que restava da primeira parte.

Na segunda metade, Jesualdo demora menos que o habitual e faz troca inédita de 2 elementos em simultâneo (Falcao por Farías e, o mais uma vez apagado, Meireles por Rodriguez).
Como a sorte nunca quer nada connosco, Alan, bem ao jeito do Naval na época passada, marca sem saber bem como.
Porém, desta vez, Helton não terá tanta culpa como o seu colega Nuno, há ano ano atrás, na Figueira da Foz.
Percebeu-se que não era dia (noite) para o FCP.
Daí e até ao apito final, nem sequer tivemos direito àquela reacção de Stamford Bridge. Nada.
Muita pouca cabeça e, contrariamente ao habitual, nem sequer um "coração" por aí além.
E, desta vez, nem direito teremos aos elogios da imprensa inglesa...
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terça-feira, 5 de maio de 2009
Há Domingos assim...

Final do jogo em Coimbra. Com toda a “tranquilidade” do Mundo, Domingos Paciência cumprimenta Paulo Bento no final dos 90 minutos.
Não se lhe nota aquela incontida satisfação habitual a tantos outros treinadores.
Domingos também não é como qualquer outro...
Novo ainda no papel de treinador, Paciência tem, contudo, um nome e um passado bem grandes no futebol português.
Ninguém melhor do que ele para relativizar um bom resultado frente ao scp. Ainda para mais, contra “aquele” scp, estranhamente apático.
Ele que tantas vezes foi o seu carrasco, nos anos 90, dentro das quatro-linhas...
Tal como já tinha tido um papel de protagonista durante os primeiros dois títulos do “penta”, com Bobby Robson, também agora, o antigo ponta-de-lança parece querer ficar, de certa forma, ligado a este novo ciclo de vitórias gordas do nosso clube.
De facto, 4 pontos foram quantos a Académica subtraiu esta temporada à equipa de Paulo Bento. Os 2 pontos de Sábado, então, praticamente decidiram o que ainda havia a decidir nas contas do título.
É bom contar com “aliados” destes...
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