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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Ainda não foi desta...

...que Lopetegui conseguiu uma reviravolta. Segundo jogo mais complicado na presente temporada e segundo empate. Continua a faltar muita coisa a esta equipa.
Desde logo, convém que Brahimi deixe de começar a fintar tão perto da nossa baliza e o faça no lugar próprio: uns bons 60 metros à frente.


Bem longe do relvado, do alto do seu lugar no camarote, era de esperar que o basco fosse mais lesto na terceira substituição. Enquanto pensou e voltou a pensar no assunto, no relvado Danilo cometeu um erro de principiante e, do nada, este monocórdico Dínamo lá conseguiu a tal bola parada que tanto necessitava. Depois, a passividade de Casillas e o árbitro fizeram o resto. Sim, o marcador do golo veio de trás mas, se o atacante que se encontra parado e em posição de fora-de-jogo, não interfere na jogada (a bola veio direitinha para ele), então isto tudo começa a deixar de fazer qualquer sentido.
E os amarelos, senhor? Mais uma catrefada deles para as nossas cores. E isto contra Aroucas e Dínamos de Kiev. O que acontecerá quando encontrarmos um verdadeiro "grande"? Muito possivelmente não chegaremos ao fim com 11 em campo. Houve dualidade de critérios, sim, mas tal não explica tudo.

De positivo temos Maxi que continua a surpreender pela positiva e Aboubakar que se confirma como um avançado de qualidades interessantíssimas. Teve apenas o azar de aparecer após um "monstro" como Jackson Martinez, o que poderá dar azo a comparações absurdas.
Não será por ele que as coisas não funcionarão.

Mas que dizer da defesa e destes tremeliques de Casillas? Que dizer de um Danilo verde-verdinho para este tipo de (altos) voos? Idem aspas para Rúben Neves. Todos nós desejamos muito ver portugueses (e portistas) no nosso "11" inicial mas, a não ser que se tenha a qualidade ímpar de um Futre ou Domingos, a um jovem promissor com apenas 18 anos aconselha-se outro tipo de percurso.

O pequeno-grande Rui Barros, sentado naquela cadeira de sonho por uma só noite, que o diga.


sábado, 16 de agosto de 2014

Rúben Neves, Casemiro e a posição 6

O JOGO, 16-08-2014
Não conheço um único portista que não goste de ver jogadores portugueses, provenientes da formação azul-e-branca, a jogar na equipa principal do FC Porto.
Assim sendo, a coragem do espanhol Lopetegui, em entregar a titularidade a um miúdo de 17 anos no primeiro jogo oficial da época 2014/2015, foi apreciada por mim e por todos os portistas que eu conheço.

Ao prazer de vermos Rúben Neves a estrear-se com a camisola dos dragões, acresce uma exibição personalizada, em que o golo inaugural do desafio não é um mero pormenor.

Rúben Neves mostrou ter uma boa visão de jogo, um passe preciso (apenas dois passes falhados em 35 efectuados) e não complica quando tem a bola nos pés.
Mas, na minha opinião, Rúben Neves é demasiado macio para jogar na posição 6 (“trinco”).
Apenas uma falta e dois roubos de bola são indicadores dessa macieza, embora haja outros aspectos a considerar.

Jogando como médio mais recuado, a ligação com a dupla de defesas-centrais também não me pareceu a melhor.
As compensações à dupla de centrais, quando estes foram ultrapassados pelos avançados do Marítimo, foram feitas, quase sempre, pelos laterais (Alex Sandro fê-lo duas vezes).
E quando o Marítimo pressionou e apertou os defesas-centrais nas saídas de bola, o Rúben Neves não se viu.

O JOGO, 16-08-2014
«A primeira substituição de Lopetegui no campeonato foi acertadíssima. Havia uma dificuldade tremenda para sair a jogar com bola, porque o Marítimo tapou bem as zonas de saída no corredor central. Rúben Neves não é um trinco puro e duro, Herrera não estava bem e saiu para dar lugar a Casemiro. Foi o brasileiro quem acabou por colocar ordem no meio-campo
in O JOGO, 16-08-2014


Em jogos no Estádio do Dragão, contra equipas do nível do Marítimo, penso que não será muito arriscado Lopetegui continuar a apostar em Rúben Neves para a posição 6, mas contra equipas mais fortes e, principalmente, nos jogos fora de casa, não me parece que seja uma boa solução.

Nesses jogos (de grau de dificuldade mais elevado) apostava em Casemiro que, tal como Rúben Neves, também não é um "6" de raiz (tipo Costinha ou Fernando), mas tem outra compleição física e uma maior agressividade e intensidade na disputa da bola.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Onde está a cabeça de Fernando?


Fico feliz por estar neste grande clube, mas vamos ver. Depois de tudo o que vivemos e daquilo que conquistei aqui dentro, vários títulos, que foram oito, penso que a melhor altura para sair seria esta. Fala-se muito na Itália, mas vamos ver. (…) todos os jogadores sonham em jogar em grandes campeonatos.

Estas declarações de Fernando, feitas imediatamente após a Final da Taça de Portugal, são reveladoras do estado de espírito do jogador, sendo claro que, para ele, se fechou um ciclo no passado domingo.

Ao ouvi-las, lembrei-me de declarações idênticas feitas no mesmo local, há um ano atrás, por Raul Meireles e Bruno Alves. Por outro lado, não pude deixar de rever mentalmente as últimas exibições que Fernando fez ao serviço do FC Porto. De facto, quer na Final da Liga Europa, quer no jogo do Jamor, o trinco brasileiro esteve vários furos abaixo do habitual, revelando uma grande desconcentração competitiva e cometendo erros crassos que, não fora as extraordinárias defesas de Helton e Beto, poderiam ter comprometido o sucesso da equipa nestas duas competições.

Aparentemente, a cabeça de Fernando já está noutro clube/campeonato (Itália?) e, assim sendo, penso que se houver uma boa proposta (12 a 15 milhões de euros), a Administração da FC Porto SAD faria bem em vender o seu passe, mesmo por um valor abaixo da cláusula de rescisão, até porque existem alternativas no plantel.
Quais?
Para além das possíveis adaptações de Guarín, Moutinho ou Castro à posição 6, existe Souza, o qual, na próxima época, já estará perfeitamente adaptado ao futebol português, ao clube, aos companheiros de equipa e às ideias de André Villas-Boas.
Não por acaso, no momento em que partiu para férias no Brasil, o ex-Vasco da Gama afirmou: “Sabemos que a Europa tem equipas de maior expressão e o Fernando quer conhecer outros ares. Ele tem essa possibilidade e, se acontecer, vou ficar feliz não só por ter a oportunidade de jogar mais, mas sobretudo por ele e pela sua família.

Havendo, como há, boas alternativas no plantel, só falta uma proposta aceitável para que todas as partes fiquem satisfeitas: Fernando, Administrador Financeiro da SAD e… o Souza!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Qual a melhor opção para médio-defensivo?


Raul Meireles foi eleito por maioria (44%, correspondendo a 68 votos) como "a melhor opção para médio-defensivo" para esta época no FC Porto.

Num honorável segundo lugar, a grande distância tanto do primeiro, como de todas as outra opções, surge Fernando com 43 votos (28% das opções). A terceira opção mais votada vai para a "Outro (a contratar)" com 13% das votações (20). Ibson com 8 votos (5%), Tomás Costa com 6 votos (3%) e Guarín com 5 (3%) ficaram com as posições seguintes.
Destaque para o último lugar de Bolatti que parece ter caído em descrédito, tendo obtido apenas 1 voto. Com um voto também fica a opção "Outro (do plantel)" que previa o desvio de outro atleta para aquele lugar.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Análise do plantel 2007/2008: Médio defensivo

O FC Porto teve no seu plantel Paulo Assunção, Bollati e Castro para ocuparem a posição de médio defensivo. Até ao dia da publicação deste artigo, este quatro jogadores tinham participado no seguinte número de jogos:


CP

LC

TP

TL

ST

LI

Paulo Assunção

26

08

02

00

01

00

Bollati

15

02

00

01

00

04

Castro

02

00

00

00

00

12



A posição de médio defensivo é uma posição que no FC Porto, à excepção da época de 04/05, na qual a estabilidade tem sido preponderante para o desempenho da equipa. Até à época de 04/05 a posição pertencia a Costinha há já algum tempo, sendo este lugar agora ocupado por Paulo Assunção com igual ou melhor sucesso. Bollati tem-se revelado um jogador com qualidade em algumas fases da época e a Castro pode augurar-se um futuro interessante se tiver as oportunidades pelas quais tem lutado por merecer.

Paulo Assunção é um dos jogadores em maior destaque do plantel, sendo dos médios defensivos actualmente no plantel principal o que mais provas tem dado da sua capacidade. Paulo Assunção tem primado pela regularidade com que tem jogado, sempre num patamar de alto nível. Apesar de não ser muito forte fisicamente, a capacidade de trabalho e de sacrifício têm feito dele um jogador importante. Com bom sentido de posição é importantíssimo na manobra defensiva da equipa, dobrando os companheiros de equipa com extrema facilidade. Tem a capacidade de subir no terreno mantendo a mesma eficiência defensiva, ganhando a equipa com isso a capacidade de recuperação ainda no terreno de adversário. É um jogador completo.

Vindo da argentina no início da época, Mário Bollati atravessou com alguma dificuldade um período de adaptação a um futebol mais rápido e mais agressivo. Com uma estampa física invejável (1,89m) e passada larga, é um jovem com qualidade para assumir as despesas do meio campo defensivo, apesar de ainda necessitar de mais experiência. É bom no jogo aéreo e na marcação, precisando de aperfeiçoar a capacidade de antecipação e a leitura de jogo. Com a bola nos pés é um jogador que permite que a equipa faça uma transição defesa-ataque mais rápida, devido ao bom toque de bola, boa capacidade de passe e qualidade técnica.

Castro é um jovem que fez os seus primeiros jogos no plantel sénior. Tem “fome de bola” e vontade de mostrar futebol. Tendo sido dos menos utilizados, apenas foi possível discernir a boa qualidade técnica e a “raça” com que disputa os lances. Quanto às suas qualidades e defeitos vamos ter de esperar por uma próxima época para as podermos identificar.

Paulo Assunção vai entrar agora no último ano de contrato, ficando no ar a possibilidade de não renovar. É importante então estar atento à evolução de Bollati e Castro, de modo a precaver o futuro com uma possível contratação.