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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Charters da Madeira, os nossos novos melhores amigos


Jose Sá. Marega. Dois novos jogadores para serem pagos pelo clube o que não significa, desde logo, que sejam dois novos jogadores para atacar o titulo, a Liga Europa e a Taça como prometeu Peseiro. Chegam (e se calhar já vão) em mais um negócio com um clube assumidamente anti-Porto nos últimos vinte anos e parecem acrescentar pouco, muito pouco, ás necessidades reais do plantel. O fantasma de outros tempos, com uma folha salarial de 60 jogadores dos quais, metade, não servem para nada (Josué foi para Braga por empréstimo, não podia ter servido para trazer Rafa, por exemplo?) é cada vez mais evidente e os negócios deste defeso invernal prometem muito pouco.

Marega estava na terceira divisão francesa há um par de anos. Como Cissokho. 
É um jogador conflituoso, um tanque para bombear as bolas, um jogador habituado ao espaço e ao jogo do contra-ataque (quem viu o Marítimo jogar este ano sabe como é) e que não deu nunca prova de saber jogar em ataque posicional. É um avançado que não encaixa no que o Porto foi ou no que aparenta querer ser (Suk, pelo menos, é um futebolista com mais técnica mas sofre de problemas parecidos). E no entanto, com Aboubakar no mercado, com André Silva á procura do golo ainda e sem avançados goleadores no plantel, foi a opção. Claro que temos duas opções. Ou acreditar em Pinto da Costa ou não. Para os que acreditam nele, Marega foi uma inspiração divina que chegou na noite do jogo com o Maritimo, numa amena cavaqueira com Carlos Pereira, e que depois de uma conversa com o treinador (já saído do balneário, imaginamos) chegaram à conclusão que era "O Homem" a contratar. O jogador (que não simulou sequer querer sair nem nada pelo estilo) foi apanhado totalmente de surpresa porque todos o davam como jogador do Sporting e acabou a noite no Porto a celebrar o momento mais alto da sua vida. Negócios de inspiração divina habitualmente são assim, inesperados. A outra opção é não acreditar em contos da carochinha e entender que o Porto controla bastante quem quer Jesus e tenta antecipar-se sempre que pode e como Marega corria o risco de ser o novo Derley (aquela pérola do Marítimo que Jesus levou para no Benfica esquecer-se dele) havia que minar o negócio e simular inclusive um comportamento do mais vergonhoso - e que tanto criticamos ao Benfica noutros tempos - do jogador que demonstrou ser tudo menos um profissional. Qualquer das versões é válida, cada um acredita no que quer, mas o certo é que nem o presidente do Setúbal falou com Pinto da Costa (ou não sabe quem ele é) nem o negócio Marega parece ter sido cozido ao jantar (sabe-se lá onde jantam). E que Lopetegui, com todos os seus mil e um defeitos, já não pode ser culpado desta aventura como foi, post-mortem, do pobre Suk.

De José Sá basta ler o que foi escrito no Mais Futebol, a opinião do seu descobridor e principal mentor. Aos 23 anos, o jogador que ainda não cumpriu uma só época como titular - e que fez um excelente Euro sub21 como Bruno Vale há uns anos atrás - foi, na palavra do seu técnico, suplantado na formação do Benfica porque Ederson (suplente de Júlio César) e Bruno Varela (terceira opção, emprestado ao Valladolid) eram melhores e mais consistentes do que ele. Como aliás tem sido o francês Salin nos últimos dois anos na Madeira. Em que é que ficamos afinal?
O FC Porto passa de ter o melhor guarda-redes da liga - Hélton - para ir buscar um dos melhores do Mundo - Casillas - ao mesmo tempo que investe como nunca investiu numa das maiores promessas mundiais - Gudiño - e afinal a grande revelação para a baliza é um jogador que, com 23 anos, nunca foi primeira aposta de ninguém porque havia sempre alguém melhor?
É este o nível que se quer da baliza que foi de Zé Beto, Mlynarzick, Vitor Baía ou Helton antes de Casillas? Porque para esse nível não valia a pena ter incomodado o Marítimo. Basta olhar para os guarda-redes que o FC Porto já tem em sua posse e a quem paga os salários, de Fabiano a Bolat sem esquecer Kadu, Andrés Fernandez, Ricardo Nunes e as promessas da equipa B e dos juniores. A lista de guarda-redes que vieram fazer corpo presente, essa, é antiga. E as das jovens promessas à espera também. Desde Hilário que nenhuma agarrou a titularidade e isso que Bruno Vale e Ventura prometiam muito como agora parecem prometer Andorinha e Caio, os suplentes de Gudiño. 
Precisa o FC Porto realmente de Sá ou dava assim tanto receio que um guarda-redes que pode crescer muito mas não é, no presente, uma referência, acabasse nas mãos de Jesus em Alvalade? É Jesus quem dita as politicas de contratação do clube ou é a direcção desportiva? Cada vez temos menos a certeza.
José Sá pode até dar o salto - e sinceramente espero que seja assim - mas para isso vai precisar de acumular minutos e experiência e não vai ser no Dragão. A sua chegada agora ou em Junho é irrelevante mas já Pinto da Costa o disse, o importante é que "já tinha acordo com outro clube". E nós não podemos permitir isso pois não?

Quanto a Carlos Pereira, de quem já tanto aqui se falou, acabará por ser Dragão de Ouro.
Houve poucos dirigentes que fizeram tanto por prejudicar o FC Porto como o madeirense mas agora, subitamente, Pereira parece um velho amigo da alma. Senta-se no gabinete presidencial como se estivesse em casa e tem até direito a elogios de Pinto da Costa. Tempo ao tempo. De momento já tem preferência por Maurício (que anda no Portimonense a pagar favores) e André Silva (pobre André). Entretanto o Marítimo continua a facturar com os desvios de jogadores da ilha para o Dragão - ainda com ponte aérea em Portimão - e a juntar ao dinheiro dado pelo Porto ao que já recebe do governo regional. Assim é fácil gerir um clube sem grandes aspirações e que seguramente merecia mais e melhor.

Terminado o artigo  - e a cinco dias do fecho do mercado - continuamos à espera. 
De reforços digo. De reforços no sentido de reforçar, tal como diz a palavra, o plantel que já existe. Continuamos à espera daquele central a sério que não temos desde Otamendi (e com a saída de Lichnovsky, na prática, não temos nem sequer quatro centrais no plantel). Continuamos à espera do número 10 que ocupe o vértice mais adiantado do novo 4-2-3-1 que Peseiro que implementar e para o qual não há um só jogador no plantel - talvez salvo Evandro - que possa cumprir com essa função ao melhor nível (Quintero está renovado mas longe e com Fonseca não se saiu demasiado bem aí). Continuamos à espera de um extremo rápido e desequilibrante que saiba abrir o campo e ao mesmo tempo explorar o jogo diagonal uma vez que Tello saiu e Hernâni e Ricardo (bem como Ivo, cada vez mais decepcionante) continuam longe e o treinador tem apenas Corona, Brahimi (extremo adaptado) e Varela para essas funções. Continuamos à espera de um matador, um jogador que garante golo e que seja titular no próximo ano uma vez que Aboubakar está à venda segundo todos os indícios e quem chegou não está talhado para a função. 

Portanto, quando houver REFORÇOS avisem porque isso de pagar favores ou desviar jogadores para rivais está muito bem mas em nada beneficia o Futebol Clube do Porto e a sua equipa principal que, recordo, está a disputar ainda três títulos!
   

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O Respeito

Carlos Pereira é um dos dirigentes mais antigos e rasteiro do futebol português. 
Pertence àquela geração curtida no anti-portismo mais primário e nunca escondeu o desprezo e o desdém pelo clube sempre que teve a oportunidade. Tentou boicotar tudo e qualquer negócio que pudesse envolver jogadores entre o Porto e o Maritimo, desde os dias de Bruno a Pepe passando pelo caso recente do Djalma e do Kléber. Este tipo de dirigentes é comum no futebol português mas não o era no palco do Dragão onde habitualmente as persona non gratas eram tratadas como tal, por respeito ao clube. Na ressaca da derrota previsível com o Maritimo – uma equipa que ganhou um jogo porque foi a única que o levou a sério, ao contrario do discurso triunfalista de Lopetegui sobre a vontade de vencer um torneio que não serve para nada – o mais chocante não foram os assobios, a forma como Lopetegui praticamente queimou dois putos da equipa B. Foi ver Pinto da Costa em amena e simpática cavaqueira com o homem que cuspiu sempre que teve a oportunidade no Futebol Clube do Porto.



Todos sabemos a esta altura do campeonato que Carlos Pereira permanece no cargo de um clube que roça quase sempre lugares europeus graças ás suas boas conexões como o governo regional – que num caso único em Portugal sustentou durante anos a fio desportivamente os seus clubes, uma especie de doping financeiro pago por todos para manter essa sobrerepresentação da ilha na elite – e com os clubes de Lisboa, a quem sempre quis fazer favores. 
Todos sabem onde treinam o Benfica e o Sporting quando vão jogar à Madeira. E todos sabem que é no Seixal onde o Maritimo treina sempre que vem jogar a Lisboa ou Setúbal, com todas as comodidades de um bom amigo. Não é algo que escandalize neste país, não é algo que surpreenda como também não surpreende os laços familiares que Pereira teve com certo presidente da Liga.
Mas é algo que se sabe. E se qualquer um de nós o sabe, nos escritórios do Dragão estão fartos de o saber. Também sabem o hábito que tem Pereira de torpedar contratações do FC Porto – a mais recente, um interesse real em José Sá, internacional sub21, antes da formalização da aposta em Gudiño para o pos Casillas – e de usar as assembleias da Liga para manifestar a sua posição. Há poucos dirigentes em activo em Portugal que mereçam menos um lugar na tribuna do clube. E no entanto ali estava ele, como se fosse um velho amigo, ao mesmo tempo que todos pareciam alheados ao naufrágio (outro) da equipa. 
Nem o caso Danilo se salva nesta equação. Carlos Pereira queria Danilo no Sporting mas o seu problema (e o real motivo porque Danilo é hoje jogador do Porto) é que o passe do futebolista já pertencia ao Portimonense, graças à intervenção de Teodoro Fonseca, um nome com quem o Porto se dá muito bem e que mediou o negócio de Hulk. O Porto nunca teve de negociar absolutamente nada com Pereira e com o emblema madeirense para garantir os serviços do jogador.
Para quem quiser ler mais e refrescar a memória sobre este personagem e o seu ódio ao clube basta reler isto ou isto



O que faz então Pereira a ser tratado como um VIP no palco presidencial do Dragão. Não há necessidade de “teatro” como poderia existir se o clube estivesse à procura de liderar a centralização colectiva dos direitos televisivos e fosse necessário um gesto de "realpolitik" como já houve com Pimenta Machado ou Valentim Loureira, personagens de quem, apesar dos problemas, Pinto da Costa era amigo pessoal. Não há no plantel do Maritimo actual nenhum jogador que gere um interesse real e as relações dos insulares com o Benfica continuam de vento em popa. Realmente, o que houve ontem no palco do Dragão foi uma imensa falta de respeito ao clube, a quem nele trabalha e a quem o apoia, tratando com honras um individuo sem nível que se dedicou os últimos vinte anos a insultar o FC Porto e os portistas. Por gestos assim, que já passaram recentemente, nomeadamente no tratamento com a SIC (que com o infame programa Donos da Bola fez audiência pura e simplesmente baseando-se no insulto gratuito ao clube) e com jornais como A Bola ou Record (convidados para as galas do Dragão de Ouro como se nada fosse) – no mais inoportuno dos momentos, com o público virado para o banco com as navalhas afiadas na boca – esta é a pior mensagem possível a enviar aos sócios e simpatizantes do clube. Parece que vale realmente tudo e nem sequer aqueles que fizeram carreira praticamente à custa de tentar denegrir o maior clube português nos últimos quarenta anos de história recebem o tratamento que se merecem.

O FC Porto está acima de todos e isso é cada vez mais evidente. Em particular, o FC Porto está acima de todos os que se esquecem o que é o clube e que ignoram a sua história vá se lá a saber o porquê para dar a mão a quem nos a quer arrancar.  

sábado, 8 de março de 2014

Os aliados e “criadas de servir” de Vieira

"são mais importantes os lugares na Liga do que contratar bons jogadores"
Luís Filipe Vieira, em 2003, a propósito da contratação de Jankauskas (ex-jogador do slb) pelo FC Porto


slb x FC Porto, época 2012/2013

Marítimo x slb, época 2013/2013

estádio da Luz, época 2013/2014

slb x FC Porto, época 2013/2014

slb x sporting, época 2013/2014

Paços Ferreira x slb, época 2013/2014 (alegria após 2º golo dos encarnados)


Alguns dos “amigos” ou “criadas de servir” do slb que, desde o início do século XXI, Luís Filipe Vieira apoiou e/ou foi colocando em lugares estratégicos da Liga de Clubes:
Hermínio Loureiro - Os lugares na Liga
Ricardo Costa - Os tentáculos do Polvo
Delegados da Liga - Luz ao fundo do túnel
Ricardo Costa - Os lugares na Liga...
Observadores da Liga - O poder do slb na LPFP
Ricardo Costa - O convidado VIP
Delegados da Liga - O engenheiro Fidalgo

E ainda há quem tenha a lata de dizer, sem se rir, que é o FC Porto que controla o “sistema”.

De resto, numa altura em que um dos principais aliados do slb está em risco, claro que tem de haver guerra no futebol português...

Correio da Manhã, 08-03-2014

sábado, 19 de maio de 2012

Quem brinca com fogo...


"A F.C. Porto, Futebol SAD, apresentou ao Presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol uma "participação disciplinar" contra o Marítimo, pedindo a descida de divisão dos insulares.De acordo com um documento a que a agência Lusa teve acesso, o FC Porto queixa-se à FPF do facto de o clube insular, que terminou o último campeonato da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) no quinto lugar, ter recorrido para os tribunais comuns no "caso Kléber"."
Desde que o FC Porto mostrou interesse em contratar o Kleber que a directiva do Marítimo tem feito de tudo para sujar o bom nome do clube. No final, Djalma e Kléber, como é óbvio, vieram para o FC Porto e ajudaram à conquista do bicampeonato enquanto que o Marítimo, curiosamente, não se safou muito mal sem eles, alcançando o 5º lugar e a consequente participação nas provas da UEFA.

Nesse cenário o lógico seria que Carlos Pereira, o presidente dos madeirenses, se tivesse calado ou, pelo menos, mantivesse uma politica de low profile na gestão de um caso onde, claramente, não tem razão absolutamente nenhuma. Mas não.
A sua filiação encarnada é bem conhecida e a sua postura de ataque constante ao FC Porto faz lembrar e muito o que fez o Vitória de Guimarães há uns anos quando, igualmente por pressões da directiva encarnada, tentaram fazer de tudo para que a UEFA e o senhor Platini expulsassem o FCP das provas europeias. Deram-se mal e, curiosamente, hoje vivem em estado de sitio, não tendo nem dinheiro para se poder inscrever nas provas europeias onde tanto queriam estar naquela época.



Com o Marítimo é a mesma lenga-lenga. Os insulares protestaram, protestaram e protestaram, chamaram de tudo ao jogador, ao agente deste, ao seu verdadeiro clube (o Atlético de Mineiro) e ao FC Porto. Tinham um pré-acordo com o Sporting sobre um jogador que ainda não era deles (o brasileiro estava apenas emprestado) e de repente o interesse do FC Porto, que negociou directamente com os brasileiros, destroçou os seus planos.

Mas essas queixas e insultos não foram apenas tema de entrevistas oportunistas aos jornais. Em Novembro do ano passado, num acto de loucura desportiva, foram apresentar queixa no tribunal comum. Ora se eu acho ridículo que os tribunais desportivos sejam um mundo à parte, o certo é que essa lei imposta pela FIFA às suas federações é para todos. Quando o Gil Vicente se queixou nos tribunais no celebre caso Mateus, o Belenenses encontrou o pretexto perfeito para conseguir na secretaria o que não logrou em campo. O resultado foi a despromoção dos gilistas. O Belenenses não tardou muito em segui-los, mas isso é outra história. É curioso que o presidente do Marítimo já saiu a declarar que não fez mais do que o FC Porto aquando do caso Apito Dourado sem se lembrar que foi Pinto da Costa, e não o clube, quem realmente recorreu da sentença, ganhando o caso. O clube não se imutou e esses seis pontos nunca nos foram devolvidos.

A directiva do FC Porto tomou a decisão certa ao apresentar queixa na FPF contra a atitude insolente e contra as leis do jogo em Portugal tomada pelo Marítimo. Se quiseram jogar com o fogo agora não se queixem de que acabam queimados. Se a lógica desportiva em Portugal fizesse sentido, o Marítimo acabava o ano na Liga Vitalis. Veremos se as influências politicas de Alberto João Jardim e o papel de Fernando Gomes na gestão da Federação (que vai procurar evitar um conflito deste género a todo o custo depois do braço de ferro com a Liga a propósito do alargamento) salvam o pescoço ao presidente do Marítimo. Senão já sabem, o Feirense agradece!


terça-feira, 5 de julho de 2011

Marítimo a ver navios


Desde há um ano atrás, que o presidente do Marítimo tem vindo a desdobrar-se em declarações inflamadas a propósito do caso Kléber. E, como o alvo é o FC Porto, da RTP Madeira à Bola Branca (programa desportivo da Rádio Renascença), passando pela A Bola encarnada, não deve ter havido jornal, rádio e televisão, da Madeira e do continente, que não tenha ido a correr estender-lhe um microfone, para lhe dar oportunidade de destilar o ódio e a azia anti-Porto.

Sendo impossível reproduzir neste espaço tudo aquilo que Carlos Pereira foi dizendo nos últimos meses, seleccionei meia dúzia das suas dezenas de declarações sobre o caso, as quais são elucidativas do desespero crescente que se foi apoderando do presidente do Marítimo.

Vamos accionar o FC Porto e o próprio Atlético Mineiro ao nível da UEFA. (...) Enquanto atletas têm contratos com outras instituições não devem ser aliciados.
11 de Agosto de 2010

É possível que até ao final de Janeiro os dois jogadores [Kléber e Djalma] possam deixar o clube, em virtude de existirem propostas.
14 de Janeiro de 2011

[nos casos Kléber e Djalma] está tudo tratado, existe acordo total com o Sporting. Recebemos tudo por escrito e está resolvido.
31 de Janeiro de 2011

Os factos são factos, os factos estão provados e tenho a certeza que esta situação será resolvida pelas instâncias jurídicas desportivas. Accionámos a cláusula de opção de compra dos direitos económicos do jogador, e fizemo-lo com o conhecimento da FIFA (...) o Marítimo é que agora tem o direito de negociar Kléber e pode fazê-lo com quem quiser.
4 de Fevereiro de 2011

[O caso está na FIFA] Desde Julho/Agosto do ano passado. Desde que alguém se lembrou de fazer com que o Kléber abandonasse o estágio da equipa, em Ofir. Os factos estão na FIFA.
12 de Fevereiro de 2011 (entrevista A Bola)

Não sei onde vai acabar o Kléber, mas o jogador até pode ficar um ano sem jogar. Se interpretarmos a legislação em vigor, uma das penalizações previstas, caso o Kléber seja considerado culpado, é estar um ano sem jogar. [Para o FC Porto] Não está prevista a descida de divisão, porque é apenas um caso de aliciamento, e não de corrupção, mas pode haver perda de pontos no momento em que a decisão transitar em julgado.
24 de Maio de 2011

[face à decisão de arquivar o processo relativo ao caso Kléber] Houve branqueamento. A Comissão Disciplinar da Liga agiu como o sabão numa máquina de lavar. Não podemos pactuar com toda esta falta de seriedade das pessoas.
24 de Junho de 2011

Vou tornar público o documento [o acórdão da Comissão Disciplinar da Liga] quando for oportuno e me for permitido. Vou publicá-lo para poderem rir um pouco e verem quem é que neste país é credível.
28 de Junho de 2011


Depois de ameaçar, e em alguns casos concretizar, fazer queixa à UEFA, FIFA e Liga Portuguesa de Futebol, quem será a próxima entidade a que Carlos Pereira tenciona fazer queixa?
Ao Presidente da República? Ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem? À ONU?

Não sei quem é que está a aconselhar o presidente do Marítimo em termos jurídicos, mas suspeito que alguns do “entendidos” sejam os mesmos que aconselharam o Vitória Guimarães no caso UEFA/TAS.

Entretanto, a resposta do FC Porto à gritaria de Carlos Pereira foi silenciosa mas terrivelmente eficaz. Djalma e Kléber já treinam no Olival e o Marítimo ficou a ver navios, que é como quem diz, recebeu zero euros pelas suas transferências. Só falta o FC Porto decidir emprestar um deles ao Nacional...