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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Os milhões do futebol russo

Numa época em que o FC Porto se cruzou com vários clubes russos - vendeu o seu capitão (Bruno Alves) ao Zenit St. Petersburgo e defrontou na Liga Europa o CSKA e o Spartak de Moscovo -, chamou-me à atenção o artigo Budgets of Russian football clubs in 2011:

«The newly started season in the Russian championship traditionally brings a new record of aggregate budgets of its 16 participant clubs. According to the ranking drawn up in collaboration between the experts of Sports.ru and Finans Magazine, the expenditures for the Russian football in 2011 will get ever so close to the billion dollar level and make up for $947 million (with the exception of stadium construction costs).
It’s a lot of money. A whole lot of money. It’s 8 or 10 times more than the Russian clubs have been spending in the 2000-s (...). It’s a lot more than the 18 Spanish Primera clubs spend today (if we factor out Real Madrid and Barcelona with their global ambitions and revenues) or the 17 Serie A clubs (if we exclude Inter, Milan, and Juventus). It’s more than all the Dutch and Portuguese top division clubs combined spend per season. For some, it might have come as a surprise that with the salaries paid in Saturn you could have hired a great part of the Italian national team (and there will still be some money left for several non-Italian Serie A stars).»


O artigo completo (com os números e os donos dos diversos clubes russos) pode ser lido aqui.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Até parece fácil...


Até parece fácil mas não é.
Há muito mérito e muito futebol da nossa parte.

Não batamos muito nos russos (sempre por nós derrotados expressivamente): nós próprios também não conseguimos explicar os resultados que, normalmente, (não) alcançamos em Inglaterra...

O futebol é assim, e estes golos todos e toda esta classe de nada nos servirá para as meias-finais. Começamos do zero, como os outros três semifinalistas. Infelizmente, temos novamente que demonstrar que somos os melhores. Sim, depois de uma época tão brilhante, ainda assim vamos ter que suar muito até ao dia 18 de Maio.

Surpresas nos "11" de lado a lado: regresso de Otamendi e, ainda menos esperado, de Cristian Rodriguez, finalmente mais magro.
De lado do Spartak, Ibson que tão bem jogara no Dragão, iniciou a partida no banco.

Numa mesma jogada, dois acontecimentos importantes: Fucile cai na luta braço-a-braço com um opositor. Este entra na área e, aparentemente, é rasteirado para penalty.
Uma boa e uma má notícia se seguem: Fucile sai de campo com uma máscara de dor (ausente nos próximos jogos?) mas, do mal o menos, o árbitro deixou seguir o lance, não concordando com os protestos dos homens do leste (e brasileiros também).

Hulk, ao seu melhor estilo, foi depois por ali fora e resolveu o que já estava mais do que resolvido. A questão, agora, era mesmo quem ganharia esta partida. Uma mera questão de honra.

O segundo golo apareceu na melhor altura: na última jogada da primeira parte. O Cebola, aos poucos, está de volta.

Segunda parte, começou tão bem ou melhor: 3-0 e...samba.
Guarín tinha que assinar o ponto. Mais um com a sua assinatura. Estava escrito.

Uma distracção (devida a uma natural descompressão) permitiu a redução aos russos, que nunca baixaram os braços. Não são tão maus como o resultado pode levar a crer.

Como este ano estamos sempre acompanhados pela estrelinha de campeão, o 4-1 apareceu logo a seguir para nos fazer descansar. Faltava o habitual golo de Falcao.

Nova descida nos níveis de concentração e novo golo dos homens de vermelho. O jogo estava aberto. Dava para tudo.

Já com James em campo, o último minuto daria o quinto golo para as nossas cores. Micael, que (finalmente!) jogou toda a segunda-parte, atirou a contar após um ressalto de uma bola no poste.

Não, não foi nunca fácil esta nossa brilhante caminhada na Europa até à data.
Nós é que tornamos as coisas fáceis com brilhantismo.

E agora? Agora, estamos numa posição (injusta) de tudo ou nada: ou ganhamos o caneco ou qualquer outro desfecho irá doer a sério. As coisas estão neste ponto.

Lutemos como até aqui.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Que grande equipa que temos



Uma exibição que só nos pode encher de orgulho.

Quando se temia que os festejos de Domingo e Segunda-Feira poderiam causar mossa, eis que estes novos campeões nacionais mostram uma vez mais de que massa são feitos.

E não se pense que o Spartak foi pêra-doce, bem longe disso. Ibson, então, quis mesmo acertar certas contas.
Por outro lado, tivemos um árbitro à portuguesa: em caso de dúvida, apitava contra o FCP.

Villas-Boas, com razão, não terá ficado inteiramente satisfeito com a exibição de Otamendi na Luz (sim, foi também o árbitro mas não só) e chamou Maicon numa aposta de risco. O brasileiro lá teve uma ou duas falhas ao seu jeito, mas demonstrou garra e até marcou um golo a meias com o guardião russo.

A dada altura, estando o jogo muito aberto, chegou a parecer que guardar o 3-1 seria a opção mais racional. Seguramente a pensar nisso mesmo, noutra aposta de risco, Villas-Boas retirou Hulk e meteu Cristian Rodriguez. Mais uma vez, a história do jogo deu-lhe razão.

Mais 2 golos ainda se veriam no Dragão e para as nossas cores, sentenciando praticamente a eliminatória. E tudo isto feito com muita classe. Até no guardar da bola e do resultado, não se notam grandes aflições neste FCP 2010/11. De pé para pé, quase sempre.

E saia mais uma rodada de vodka para todos.

Já sonhamos com as meias. Repete 2003, Porto!

domingo, 27 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011