
Até parece fácil mas não é.
Há muito mérito e muito futebol da nossa parte.
Não batamos muito nos russos (sempre por nós derrotados expressivamente): nós próprios também não conseguimos explicar os resultados que, normalmente, (não) alcançamos em Inglaterra...
O futebol é assim, e estes golos todos e toda esta classe de nada nos servirá para as meias-finais. Começamos do zero, como os outros três semifinalistas. Infelizmente, temos novamente que demonstrar que somos os melhores. Sim, depois de uma época tão brilhante, ainda assim vamos ter que suar muito até ao dia 18 de Maio.
Surpresas nos "11" de lado a lado: regresso de Otamendi e, ainda menos esperado, de Cristian Rodriguez, finalmente mais magro.
De lado do Spartak, Ibson que tão bem jogara no Dragão, iniciou a partida no banco.
Numa mesma jogada, dois acontecimentos importantes: Fucile cai na luta braço-a-braço com um opositor. Este entra na área e, aparentemente, é rasteirado para penalty.
Uma boa e uma má notícia se seguem: Fucile sai de campo com uma máscara de dor (ausente nos próximos jogos?) mas, do mal o menos, o árbitro deixou seguir o lance, não concordando com os protestos dos homens do leste (e brasileiros também).
Hulk, ao seu melhor estilo, foi depois por ali fora e resolveu o que já estava mais do que resolvido. A questão, agora, era mesmo quem ganharia esta partida. Uma mera questão de honra.
O segundo golo apareceu na melhor altura: na última jogada da primeira parte. O Cebola, aos poucos, está de volta.
Segunda parte, começou tão bem ou melhor: 3-0 e...samba.
Guarín tinha que assinar o ponto. Mais um com a sua assinatura. Estava escrito.
Uma distracção (devida a uma natural descompressão) permitiu a redução aos russos, que nunca baixaram os braços. Não são tão maus como o resultado pode levar a crer.
Como este ano estamos sempre acompanhados pela estrelinha de campeão, o 4-1 apareceu logo a seguir para nos fazer descansar. Faltava o habitual golo de Falcao.
Nova descida nos níveis de concentração e novo golo dos homens de vermelho. O jogo estava aberto. Dava para tudo.
Já com James em campo, o último minuto daria o quinto golo para as nossas cores. Micael, que (finalmente!) jogou toda a segunda-parte, atirou a contar após um ressalto de uma bola no poste.
Não, não foi nunca fácil esta nossa brilhante caminhada na Europa até à data.
Nós é que tornamos as coisas fáceis com brilhantismo.
E agora? Agora, estamos numa posição (injusta) de tudo ou nada: ou ganhamos o caneco ou qualquer outro desfecho irá doer a sério. As coisas estão neste ponto.
Lutemos como até aqui.