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quinta-feira, 9 de março de 2017

O tetra da fanfarronice

Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra, André Ventura, Hugo Gil, A BOLA, Record

Após uma 1ª mão ilusória (cheia de falhanços escandalosos dos avançados do Borussia Dortmund e defesas "milagrosas" do GR benfiquista), desta vez,…
… sem o colinho a que estão habituados em Portugal e…
… sem a sorte monumental que tiveram no jogo da 1ª mão,…
… até o atual 3º classificado da Bundesliga (a 13 pontos do líder Bayern Munique!), mesmo desfalcado de Raphaël Guerreiro e dos internacionais alemães Mario Götze e Marco Reus, foi suficiente para lhes espetar 4 secos!

Pois é, um banho de realidade não faz mal a ninguém, principalmente aos "humildes" benfiquistas…

Nota: Eu ouço e leio as queixas dos benfiquistas em relação à arbitragem do inglês Martin Atkinson, sorrio e imagino o jeito que daria ao SLB ter um Nuno Almeida (árbitro do SLB x GD Chaves), Jorge Ferreira (árbitro do Estoril x SLB) ou Bruno Esteves (árbitro nomeado para o próximo SLB x CF Belenenses) a arbitrar estes jogos europeus.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

E saímos, sem dor …..


Foi um jogo interessante. Os alemães foram muito competentes na gestão da vantagem de dois golos da primeira mão. Sempre bem posicionados e muito ágeis, técnica e tacticamente, receberam um bónus da equipa de arbitragem nada desprezível. Há que reconhecer que, em muitos momentos, ficou vincado que os jogadores da nossa equipa não conseguiram superar o conjunto alemão que jogava como uma equipa, com os jogadores bem posicionados e sempre mais próximos da bola; com boa posse e sempre a espreitar, com paciência, o momento de acelerar para chegar à zona de finalização. Sem pressas, construíam a passagem aos oitavos de final. Conseguimos romper a barreira teutónica por duas ou três vezes no primeiro tempo e, na segunda parte, empertigamo-nos e tivemos alguns momentos de revolta, feitos de querer e de luta, mas não conseguimos chegar ao golo. Ficou a atitude, o esforço, o pundonor. Não deu pontos, mas amaciou a dor da derrota.

Não há muito a destacar no plano individual. Danilo, foi o melhor e Rúben subiu uns furos relativamente aos últimos jogos, tal como Marcano. Layún cumpriu e teve tempo para boas assistências; Evandro está a subir de forma. O trio atacante foi o nó górdio da nossa equipa. Aboubakar continua longe do que fez no arranque da temporada; Marega lutou muito mas construiu pouco e Varela esteve próximo do golo que o guarda-redes de Dortmund evitou com a defesa da noite. Mas, pouco mais fez. José Angel não nos chega e subiu pouco e Maxi esteve irregular. Suk denota alguma ingenuidade, mas sinto que vai crescer e ser útil. Alma não lhe falta. A equipa foi briosa. Os bons momentos foram descontinuados: não temos ritmo para pressionar de forma intensa e raramente se conseguiu tirar os alemães da sua zona de conforto. O empate era um prémio mais que justo. Evitou-se a saída de forma constrangedora da Liga Europa.

A equipa de arbitragem cometeu erros graves. Foi pena. Porém, no conjunto das duas mãos, o Dortmund impôs o ritmo e controlou os jogos de forma muito competente. Mereceu passar à fase seguinte. Saímos da prova sem dor. Não foi bom, nem foi um desastre, considerando o momento actual. E o valor do adversário. Viremo-nos para dentro. Objectivo: juntar, animar, recuperar, para evitar perder tudo.
   

segunda-feira, 25 de maio de 2015

(nem) Sempre Presentes

O Ballspiel-Verein Borussia 1909 e.V. Dortmund, mais conhecido por Borussia Dortmund, ou pelo acrónimo BVB, foi fundado em 1909 e é um dos grandes clubes da Alemanha.

Juntamente com o Bayern Munique, o Borussia Dortmund é o único clube alemão que já conquistou a UEFA Champions League (em 1996/97), tendo também sido finalista desta mesma competição em 2012/2013. E, para além da presença em várias finais de provas internacionais, o BVB conta ainda com uma Taça das Taças (em 1965/66) e uma Taça Intercontinental (em 1996/97).

A nível interno, o Borussia Dortmund tem no seu palmarés 8 campeonatos, 3 taças da Alemanha e 5 supertaças.

Sendo certo que, em termos financeiros, o Borussia Dortmund não está ao nível do colosso da Baviera (quantos clubes europeus estão ao nível do Bayern Munique?), também não se pode dizer que seja um clube remediado, bem pelo contrário.
Ocupa a 11ª posição da última edição da Deloitte Football Money League, correspondente à época 2013/2014, época em que o Borussia Dortmund teve receitas (sem contar com transferências) de 261,5 milhões de euros! (é o 2º clube alemão com mais receitas, a seguir ao Bayern)

Nas últimas quatro épocas, o BVB foi duas vezes campeão da Alemanha (2010/2011 e 2011/2012) e duas vezes vice-campeão (2012/2013 e 2013/2014), mas esta época foi uma quase calamidade. Depois de andar várias jornadas pelos últimos lugares do campeonato alemão, o Borussia ganhou o derradeiro jogo em casa e terminou a Bundesliga no… 7º lugar!!
Em consequência das 13 vitórias, 7 empates e 14 derrotas (!!!), o Borussia Dortmund ficou a 33 pontos do Bayern (e que facilmente teriam sido mais de 40, se a equipa de Munique não tivesse entrado em modo férias, após se ter sagrado campeã a cinco jornadas do fim).

E na Liga dos Campeões a coisa também não foi brilhante. Nos Oitavos-de-final, o Borussia foi a Turim perder por 1-2 e, na 2ª mão, quando lhe bastava ganhar por 1-0 para seguir em frente, foi goleado em casa pela Juventus por 0-3. Duas derrotas e 1-5 em golos!

Pois bem, apesar da época ter sido muito má, os adeptos nunca abandonaram a equipa e, nos jogos em casa, nunca deixaram as bancadas do imponente Westfalenstadion (mais de 80 mil lugares) vazias ou semi-vazias, bem pelo contrário.

No último jogo, foi assim que os ADEPTOS do Borussia Dortmund se despediram dos jogadores e, particularmente, se despediram do treinador Jürgen Klopp.

Adeptos do Borussia Dortmund no último jogo da Bundesliga 2014/2015

E foi assim (ver vídeo), que os ADEPTOS do emblemático “muro amarelo” do Westfalenstadion resolveram homenagear o treinador Jürgen Klopp, antes do início do encontro com o Werder Bremen.

Em contraponto, na última jornada do campeonato português, ao intervalo do FC Porto x Penafiel, foi anunciado que estavam 16009 espectadores no Estádio do Dragão. Uma assistência digna de um jogo da… Taça da Liga!

E, protestos à parte dos adeptos durante o jogo, cuja legitimidade eu não contesto (embora não concorde com o tom e conteúdo de algumas das mensagens), foram muito poucos aqueles que fizeram questão de ficar até ao final do derradeiro jogo em casa dos dragões para, pelo menos, se despedirem de jogadores como Danilo e (provavelmente) Jackson.

Despedida triste de Danilo e, provavelmente, também de Jackson

São dois jogadores de top internacional, dois campeões, dois atletas que honraram a camisola do FC Porto e, penso, mereciam uma despedida diferente por parte dos adeptos portistas, que não terão outra oportunidade para se despedirem deles.

É, também, nestes momentos e nestes “pormenores”, que se vê a grandeza de um clube e a força dos seus adeptos.

sábado, 4 de abril de 2015

Quartos-de-final: faltam 11 dias

Borussia Dortmund x Bayern Munique (fonte: REUTERS)

Hoje à tarde disputou-se o grande clássico do futebol alemão (pelo menos dos últimos anos). O Bayern deslocou-se a Dortmund e, perante um imponente Westfalenstadion completamente cheio, derrotou o Borussia por 1-0, mantendo a liderança da Bundesliga, com uma confortável vantagem de 10 pontos para o 2º classificado.

Há quem diga que, nesta altura, o Bayern está fragilizado.
Fragilizado?

Bem, o onze inicial que Pep Guardiola apresentou no Westfalenstadion tinha “apenas” cinco campeões do Mundo – Manuel Neuer, Jérôme Boateng, Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger, Thomas Müller – e, na 2ª parte, ainda entraria um sexto jogador – Mario Götze - que, há 9 meses atrás, também se sagrou campeão do Mundo no Brasil com a camisola da Mannschaft.

Mas, para além destes rapazes, o onze inicial da equipa de Munique também incluía “mancos” como Rafinha, Dante, Benatia, Xavi Alonso e Lewandowski.
E, na 2ª Parte, ainda se iria assistir ao regresso de Thiago Alcântara.

Se uma equipa que conta com este lote luxuoso de jogadores, os quais aliam uma enorme qualidade à experiência, é uma equipa “fragilizada”, vou ali e já venho…