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domingo, 28 de novembro de 2010

O Labaredas e A Bola


Sportinguista durante hora e meia?

Os especialistas em arbitragem e cronistas falam em erro com influência no resultado, expulsão perdoada a Maniche e má análise no vermelho a Maicon. Foi isso, de facto, que a esmagadora maioria dos olhos presentes em Alvalade viu. Entre os «cegos», todavia, encontrava-se Fernando Guerra. A sua apreciação ao trabalho do árbitro é «brilhante». Pergunta o Labaredas: será que esta cabeça pensante de A Bola virou sportinguista durante hora e meia ou é mesmo ódio ao FC Porto?

Nota 6: «Trabalho complicado em cenário de muita turbulência. As maças, os comportamentos, as entradas, enfim, houve de tudo um pouco, até duas expulsões. Pode queixar-se o FC Porto da posição irregular de Valdés no golo, mas o lance é dos merecem condescendência, pelo menos…»

Para além da gralha, uma ideia ressalta desta observação «minuciosa»: será que Jorge Sousa deixou de ser persona non grata, caro Guerra?

in Labaredas, 28/11/2010

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Mais do que questionar o súbito ataque de sportinguismo do jornalista encarnado Fernando Guerra, gostava de ter visto umas labaredas mais incisivas para com o árbitro do Sporting x FC Porto. É que eu estou-me a marimbar para o anti-portismo dos jornalistas de A Bola mas, relativamente à arbitragem de ontem, não faltam motivos para uma enorme chama de revolta.

E, já agora, também não ficavam mal uns recados para o senhor Vítor Pereira, porque se nos calarmos, é certo e sabido que o senhor Jorge Sousa não irá para a "jarra", nem esta miserável arbitragem irá merecer qualquer análise na sua próxima "palestra".

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Guerra a Jesus

(clique para ampliar)


A publicação num blogue portista de um artigo de opinião do Fernando Guerra (A Bola, 09/11/2010) poderá chocar alguns dos nossos leitores mas, do ponto de vista antropológico, é interessante vermos como indivíduos fundamentalistas da causa encarnada reagem a estímulos (neste caso, à maior goleada de sempre infligida pelo FC Porto ao slb em jogos do campeonato).

Escreve o Guerra: “…não alinho nesta vaga contestatária a que a frustrante derrota no Dragão deu asas para voar…” para, logo de seguida, malhar forte e feio e dizer de Jesus o que Maomé não disse do toucinho.

Mas a parte melhor, quase comovente, é o último parágrafo: “Vieira, homem que muito preza a gratidão, sente-se de mãos atadas, prisioneiro dos seus próprios princípios. (…) Uma precipitação que lhe sairá caro, por retardar a conclusão do seu grandioso projecto.

Quase que me vieram as lágrimas aos olhos…