E se é verdade que o que importa é termos bons jogadores, quer tenham nascido em Portugal, marrocos norte, Marrocos ou África do Sul, no domingo ao rever o Ivanildo não pude deixar de pensar que ainda não foi desta que acertámos.
Eles até chegavam aqui novinhos e eram bons, relembro o Toni, Cao, Moisés, Tinaia, Zeferino, mas quando foi necessário dar o salto, parece que gastaram as pilhas todas nas camadas jovens.
E a ideia que dá é que o facto de, nas camadas jovens, serem fisicamente (e vamos acreditar que a idade até estava correcta - o que no caso do Cao até sabemos que é falso) mais evoluídos que os seus companheiros e adversários, só os beneficiou a curto prazo, ou seja nas camadas jovens. Revejo o Ivanildo e não é hoje o mesmo jogador, de avançado puro passou a extremo, e um dia destes ainda acaba a lateral.
Quando agora ouço falar em academias em África, sinceramente quer-me parecer que esse será o melhor caminho, dar-lhes condições decentes de treino e fazê-los competir com outros jogadores fisicamente equivalente, e lá para os 18-20 anos, integrá-los então sim nas equipas europeias. Ao mesmo tempo isto permitiria que jogadores locais tivessem oportunidades que hoje não têm.
Mas vamos lá ver se com o Yero ou o Abdoulaye (por exemplo) vamos ter melhor sorte.
foto: publico.pt