sexta-feira, 7 de julho de 2017
O gesto de Iker
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Casillas, o novo líder
Iker tem tido uma temporada até agora ao seu melhor nível. Não é só no apartado de golos sofridos que os seus números estão á altura dos seus melhores anos. O esquema de Nuno tem permitido, aliás, que toda a defesa se exiba com surpreendente autoridade, algo dificil de imaginar no Verão com a soma dos cromos disponíveis. Maxi - que vai melhorando depois da sua ausência por lesão - Layun (um dos melhores suplentes do futebol europeu), o recém-chegado Felipe e, sobretudo, Marcano, têm jogado com autoridade e contribuído, a par do imenso e enorme Danilo Pereira (e do gémeo que joga ao seu lado e que permite dar a sensação de que está em todas as partes...porque está), para uns excelentes registos defensivos. Mas é da baliza, da segurança e liderança que emana Iker, que se sente a grande diferença face ao ano passado. Na passada temporada, fosse pelas peças disponíveis (onde já havia Layun, Maxi, Marcano...), fosse pela adaptação, Iker não transmitia quase nunca a capacidade de comandar a sua zona recuada. Teve brilhantes momentos individuais sim da mesma forma que teve erros garrafais porque uns e outros são parte do oficio. O que não demonstrou, pelo menos em campo, foi essa liderança que sim exerceu nos seus quinze anos de guarda-redes do Real Madrid. Este ano é diferente. Este ano Iker manda com o olhar mais do que com os gritos. Posiciona, antecipa-se, lê e motiva. Tem exercido como um autêntico capitão sem braçadeira, a mesma autoridade que se viu nos seus melhores anos com a seleção espanhola e com a camisola do clube da sua infância. Mais do que para vender camisolas ou para que se falasse do Porto por esse mundo fora, Iker e o seu perfil de futebolista era importante por isso mesmo. Num projecto desgovernado desde a cúpula á base convinha ao Porto clube ter alguém mentalmente forte e sólido que sirva de rocha no balneário e em campo. Muitos jogadores têm carácter para isso sem ter experiência como tem demonstrado Danilo. Mas Iker Casillas tem ambos e isso nota-se cada vez mais.
A importância de Iker depois de um primeiro ano convulso é também cada vez mais notória no balneário. Chegou apadrinhado por um homem que conhecia bem - o homem que, ironicamente, lhe fechou agora as portas da seleção quando tem o melhor registo de um guarda-redes europeu - e talvez por isso mostrou-se menos activo nos primeiros meses do ano passado sofrendo depois, como todos, do desatino Peseiro imposto desde cima. Mas com um treinador que já foi guarda-redes e que sabe fazer balneário encontrou provavelmente a melhor forma de fazer sentir a sua presença. De portas para dentro Iker tornou-se num amigo e confessor dos jogadores mais novos - e há muitos no balneário - oferecendo apoio e conselho. Foi também valedor de alguns jogadores, Brahimi á cabeça, defendendo sempre a importância de que joguem os melhores para o êxito colectivo (algo que lhe custou a cabeça em Madrid quando Mourinho entendia que os melhores eram os que lhe obedeciam e corriam mais e não os mais talentosos) e tem sido um dos grandes mentalizadores do grupo. Na sua recente entrevista ao Porto Canal foi cru, sincero e disse o que pensava porque a estas alturas não deve nada a ninguém. E tem razão. O Porto, por culpa da sua gestão presidencial, perdeu o ADN de vitórias no balneário que hoje ostenta o Benfica. E esse ADN, que foi a primeira base do nosso sucesso nos dias de Pedroto, está a ser recuperado. Lentamente, mas está. Graças a homens como Iker (e como Marcano, e como Layun, e como Danilo, e como Maxi) que entendem como fazer grupo, como criar laços e como inculcar uma mentalidade de morrer pelo colega em campo, morrer pelo emblema ao peito, morrer pelos adeptos. O espirito que teve de aprender num clube de máxima exigência quando era só um adolescente. Também por isso ele sabe, melhor que ninguém, o que aconselhar a Jota, a André Silva, a Rui Pedro, a Ruben Neves, a Oliver e Otávio, a todos esses miúdos que são o pulmão e coração desta equipa mas que vivem só agora a exigência de levar um peso tão grande ás costas praticamente sem ajudas de veteranos de outros tempos, dessa cultura de balneário que se perdeu e que jogadores tão insuspeitos de serem portistas como Sapunaru denunciaram há não muito tempo.
Em campo Casillas tem estado soberbo. Se a defesa sofre poucos golos é, muito também, por culpa sua. Contra o Chaves, antes da reviravolta, evitou o naufrágio. Foi assim também em tantas outras ocasiões. Raramente tem sido mal batido, raramente tem sido apanhado fora de posição. A sua concentração e ambição estão a níveis máximos. Este pode ser o seu último ano no Dragão mas as sementes do seu trabalho podem dar muitos frutos no futuro. Este foi o Iker que merecia ter sido contratado no ano passado, não o das manobras de marketing que tanto fizeram salivar rostos gananciosos na SAD, e apesar do relativo atraso em fazer-se definitivamente sentir, este está a ser também o seu ano. Se o FC Porto chegou a Maio com um título nas mãos, muita da culpa será sua. Não se podia despedir de melhor forma. Esperemos é que o trabalho que está a fazer, sobretudo fora dos focos, não se perca á primeira oportunidade. Recuperar o balneário á Porto e esse ADN são a chave para a sobrevivência competitiva deste clube na elite. Não entender isso é não entender nada. Casillas entendeu-o bem. E por isso agora é um dos nosso líderes.
domingo, 12 de julho de 2015
Analisar o negócio Iker Casillas
Os guarda-redes não vendem camisolas, nenhum deles.
Casillas não estava no top 10 dos jogadores que mais camisolas vendiam com o Real Madrid ou com a selecção espanhola. Ninguém, na Ásia ou na América Latina (onde a maior parte do merchandising é pirata) vai perder a cabeça para ter a camisola de guarda-redes do FC Porto com Casillas. Muitos continuarão com a do Real Madrid, outros com a de Espanha. Essa é a realidade. O que Casillas pode trazer está em novos anuncios e sponsors para o clube mas, ainda assim, não estamos a falar de um futebolista que gere emoções a esse nivel. É mediático sim, sobretudo por ter sido o capitão de Espanha, mas tal como sucedia com Xavi ou Iniesta, por exemplo, não é um futebolista que renda muito em termos de marketing. Seguramente o FC Porto terá uma exposição mediática unica a nivel mundial mas é dificil que essa exposição se reflicta em dinheiro.
Haverá charters de adeptos ao Dragão para ver Casillas? Duvido muito.
Serão os jogos da liga portuguesa mais apetecidos lá fora por termos Casillas? Talvez, mas aí quem ganha é quem tem os direitos, a Olivedesportos.
Pode o FC Porto fechar um bom patrocinio ao ter um jogador do perfil de Casillas? Sim, mas salvo seja um patrocinio milionário, cada vez menos o que se paga para estar nas camisolas é redundante dentro do dinheiro ingressado pelos clubes como os relatórios de contas recentes provam em relação à PT.
Casillas dicilmente será uma mina de ouro e pode acabar até por dar prejuizo financeiro. Serão 7 milhões em salários em dois anos, zero em passe. Não é um negócio caro (vide Imbula ou todos aqueles flops para comissionista ver...allo Bolat) mas o que é, sem duvida, é um negócio sem retorno.
Pode gerar todo o tipo de problemas de balneário, invejas, criticas se algum jogo correr mal, etc. Desportivamente dependerá do que Casillas for capaz de fazer em comparação a Helton. Sim, essa será a sua vara de medir.
Casillas tem de ser muito melhor, ganhar muitos mais pontos por si mesmo, ser muito mais determinante em jogos da Champions, para que desportivamente faça sentido abdicar de um jogador com o mesmo perfil e idade por outro pagando muitissimo mais.
A nivel de exposição só o tempo o dirá.
O Porto será mais falado lá fora, seguramente em Espanha e na América Latina, e poderá aproveitar algo dessa exposição mas do mesmo modo que hoje o Sporting não é um clube altamente popular só porque teve a Schmeichel (que chegou a Portugal como campeão europeu em titulo, a mesma idade e a ganhar menos, em proporção, do que Casillas agora, em claro declive de carreira e com um cachet bem menor) também o Porto não se vai tornar numa referência mundial por Casillas. Nem o deve ser.
Vai ser decisivo em alguns jogos, vai falhar alguma que outra vez, como todos. Vai permitir maior exposição do clube mas não necessariamente maiores ingressos. Se o seu salário fosse de acordo com a realidade do clube, teria sido um negócio que aprovaria, apesar de tudo. Mas não é.
Iker é mais caro do que aquilo que nós devemos - não podemos, que também não, mas devemos - pagar a um futebolista em fim de carreira, em particular para uma posição onde a alternativa, da casa e mais barata a todos os niveis, já nos dava a todos garantias nos próximos dois anos. A Iker desejo-lhe toda a sorte que não teve nos últimos anos em Espanha mas considero o negócio um erro, mais uma fuga para a frente de um grupo de dirigentes desesperados pela ausência de resultados dos últimos dois anos e que já não sabem que politica coerente seguir sempre e quando haja titulos que a justifiquem.
Que ninguém se engane. O FC Porto 2015/16 podia ser campeão e equipa de oitavos de final de Champions - os objectivos reais de cada ano - sem Iker Casillas. Com ele no plantel não muda nada. Ou melhor, não muda nada, desportivamente. Seremos no final do ano um clube mais pobre, com um buraco mais grande para tapar. Mas como alguns pretendem ficar aqui até morrer, esse problema já não será deles. Será nosso. E quando chegar esse momento, todos se lembrarão das boas noites que Casillas nos deu e se perguntarão se essas noites valiam os problemas que vieram depois.
PS: Os pais do Iker Casillas - que não o próprio, está claro - declararam ao jornal El Mundo que para eles o FC Porto é um clube de "Segunda Divisão B" e que o filho merecia algo muito melhor. Espero que o Porto demonstre ao Casillas que é possivel ser feliz longe de Madrid e que os portistas demonstrem, aos pais do Casillas, quando venham ao estádio do Dragão de Segunda Divisão B ver um jogo, com um enorme coro de aplausos o que um grupo de adeptos de "Segunda Divisão B" são capazes.
terça-feira, 7 de julho de 2015
Calma lá com Casillas
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Apostar em Helton e Gudiño
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| Raúl Gudiño (O JOGO, 02-12-2014) |
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| Raul Gudiño (O JOGO, 07-06-2015) |
segunda-feira, 16 de março de 2015
Helton, um ano depois
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Guarda-redes de equipa grande
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| O JOGO, 11-01-2015 |
sábado, 2 de agosto de 2014
O quinto guarda-redes
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| O JOGO, 28-07-2014 |
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| Fabiano, O JOGO, 28-07-2014 |
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| Andrés Fernández, O JOGO, 26-07-2014 |
segunda-feira, 3 de março de 2014
Bateu no fundo
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Mourinho e os guarda-redes simbólicos
Cada vez se parece mais aquele tipo de trabalhadores que querem ser despedidos para receber uma indemnização e decidem desafiar o patrão por tudo e por nada para forçar a situação. Ele sabe que naquele balneário ninguém o suporta, que lhe será impossível voltar a vencer a liga e a Champions League parece uma utopia cada vez mais evidente. Para preparar o futuro, com 12 milhões de euros no bolso, o melhor é sair quanto antes. Por isso decidiu pisar o último símbolo do clube espanhol que faltava: Iker Casillas.
As discussões de Mourinho com Casillas não são nada novas.
Remontam ao dia em que o capitão do Real Madrid ligou ao seu melhor amigo, Xavi Hernandez, em plena sequência de Clásicos, em 2011, e da troca de insultos e acusações entre ambos os clubes. Mourinho não lhe perdoou ao madrileno que pensara pela sua própria cabeça e como faz sempre, desenhou uma cruz no seu nome e manteve-a até hoje. Mas Casillas não é um jogador qualquer.
Capitão, herdeiro único da última equipa a vencer a Champions League com o clube, símbolo máximo do futebol espanhol e da sua geração mais brilhante, casado e amigo de jornalistas influentes, era a peça com quem não se podia meter livremente sem saber que acabaria por perder. Até agora.
Ao relegá-lo ao banco de suplentes num jogo decisivo em Málaga, Mourinho condenou-se e voltou a demonstrar a sua particular veia por discutir com guarda-redes que também são símbolos e lideres de balneário. Viajemos até 2003.
Mourinho tinha acabado de chegar e reencontrou-se com Vitor Baía, com quem tinha vivido épocas douradas no FC Porto e em Barcelona como adjunto de Bobby Robson.
Os dois eram amigos e rapidamente o treinador tentou afastar-se do jogador para não dar a imagem errada ao balneário. Mas Baía era o líder indiscutível, particularmente depois do afastamento de Jorge Costa, e o capitão dessa equipa. E não queria abdicar facilmente do poder que tinha para um homem que tinha começado a carreira há meio ano. Houve discussões, houve fricção e houve problemas quando Mourinho devolveu a braçadeira ao regressado "Bicho", passando por cima do historial de Baía e da sua maior longevidade com o clube.
O choque aconteceu depois de Mourinho não ter convocado Baía para uma viagem a Guimarães, entregando a titularidade a Nuno Espírito Santo. Baía pediu explicações a Mourinho, lembrou-o do seu passado como "traductor" e Mourinho queixou-se à directiva que ficou do seu lado e suspendeu Baía de todas as actividades. Nesse dia o guarda-redes deu igualmente uma polémica entrevista ao Record em que deixava antever que havia movimentos no clube para o substituírem Uma linha de raciocínio que vem de encontro com as declarações, à posteriori, de Scolari e com o pensamento de Mourinho, que gosta de eleger um guarda-redes sempre com o mesmo tipo de características algo que Baía não tem. O 99 vinha também de um período complicado, depois de várias lesões e do Mundial 2002, e essa discussão podia ter colocado um ponto final na sua carreira.
Só um posterior pedido de desculpas do 99 - quase um mês depois dos incidentes - o permitiu voltar a ocupar o seu lugar natural, nas redes, a caminho do biénio mais bem sucedido da história do clube. A partir de aí não voltou a haver um conflito aberto, apesar de já Mourinho ter recomendado ao clube a contratação de Helton, que anos mais tarde seria o substituto definitivo do capitão azul e branco.
Nesse mano a mano, Mourinho saiu vencedor e a sua posição no balneário reforçada, apoiada directamente por uma SAD que não sabia bem como lidar com os pesos pesados do balneário (veja-se caso Jorge Costa). Neste duelo concreto é fácil perceber que o português já perdeu. Perdeu a credibilidade que lhe restava, o apoio da directiva, da pouca imprensa que ainda o aguentava e do adepto comum, habituado a ver em Casillas um símbolo do madridismo. Dois guarda-redes históricos, duas histórias paralelos e um mesmo protagonista. O homem que não lidava bem com os guarda-redes!
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Os capitães da Final
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Nuno a titular?
"O Nuno tem três grandes qualidades: é um guarda-redes muito experiente; conhece muito bem o FC Porto e transmite a mística e o sentimento daquele clube; depois, é um jogador respeitado dentro do grupo, ouvido pelos companheiros, o que por vezes facilita, inclusive, a explicação das ideias técnicas. Funciona como extensão do treinador no balneário e é muito importante ter jogadores desses em qualquer equipa"
Carlos Azenha
in O JOGO, 07/10/2008
A exibição do Nuno no último Sporting x FC Porto, transmitindo segurança à equipa (e aos adeptos) e com três ou quatro intervenções decisivas, em que se destacam a saída aos pés de Postiga e a defesa a um cabeceamento do Derlei, só surpreende quem tem andado distraído. Já na época passada, sempre que foi chamado à titularidade, o Nuno correspondeu a 100%, nunca comprometeu a equipa (ao contrário do que aconteceu com o Helton) e na final da Taça de Portugal foi mesmo o melhor jogador do FC Porto, tendo feito várias defesas de grau de dificuldade elevado.
Contudo, li esta semana num jornaleco de Lisboa (Record) que, independentemente da forma evidenciada por Helton e Nuno nos jogos disputados, Helton irá continuar a ser intocável no campeonato e na Champions e que ao Nuno restam os jogos da Taça da Liga e da Taça de Portugal.
Eu não dou muita credibilidade a escribas de jornais anti-Porto e muito menos acredito (não quero acreditar!) que haja intocáveis na equipa do FC Porto. Aliás, da mesma maneira que na 2ª volta da época 2005/06 o Helton conquistou a titularidade ao Baía com todo o mérito, também agora o Nuno demonstrou que é o guarda-redes em melhor forma e, por isso, deve ser ele o titular.
Se assim não fosse, para além de estar a prejudicar a equipa, o treinador estaria a passar uma mensagem errada para o balneário, ou seja, que há jogadores de 1ª e de 2ª no plantel, e que a uns está reservado o estatuto de titulares independentemente dos treinos e dos jogos.
Mais. Sabendo (como tenho a certeza que sabe) do sentimento e opinião da esmagadora maioria dos adeptos portistas sobre este assunto, se colocar o Helton a titular nos próximos jogos Jesualdo irá estar a correr um enorme risco, porque à menor falha é muito provável que o internacional brasileiro seja ruidosamente assobiado em pleno Estádio do Dragão. Também por isso, e para além de tudo o resto já referido, seria uma enorme estupidez por parte do Jesualdo correr o risco de queimar um guarda-redes com a categoria do Helton.
O Jesualdo, como treinador de uma equipa de topo, pode ter muitos defeitos (e tem alguns), mas não é estúpido e não acredito que enverede por este caminho. Acredito, isso sim, que irá manter o internacional português como titular (para quando uma nova chamada à Selecção Nacional?) e que no próximo jogo oficial, contra o Sertanense, irá dar uma oportunidade ao Ventura, para que o promissor guarda-redes some alguns minutos em competição.
Em resumo e respondendo à questão que serve de título a este artigo: Nuno a titular?
Evidentemente que sim, nem admito outra possibilidade para os próximos jogos (Dínamo de Kiev e Leixões), com ou sem torcicolos.
A mesma opinião têm a esmagadora maioria (92%) dos participantes num inquérito que O JOGO promoveu sobre este assunto. Dos mais de 1000 participantes no inquérito, apenas 108 são favoráveis à titularidade de Helton.
Não está em causa a categoria do Helton, que é, sem dúvida, um guarda-redes de top (não foi por acaso que "destronou" o Baía e que chegou a titular da Selecção do Brasil). Contudo, nesta altura, o Nuno está em melhor forma e não há dúvida que dá mais garantias. Por outro lado, estou convencido que se o Helton sentir que o lugar está em perigo, irá ter uma atitude diferente, com mais concentração, de modo a justificar o regresso à titularidade.
Nome completo: Nuno Herlander Simões Espírito Santo
Data de nascimento: 25 de Janeiro de 1974 (34 anos)
Naturalidade: São Tomé, São Tomé e Príncipe
Altura 1.88m
Destaques:
Contratado pelo FC Porto em Julho de 2002, integrado na venda de Jorge Andrade ao Deportivo da Corunha (na altura o seu passe foi avaliado em 3 milhões de euros).
Substituiu Vítor Baía durante a Taça Intercontinental contra o Once Caldas, em Dezembro de 2004.
Foi transferido para o Dínamo de Moscovo em Janeiro de 2004 e regressou ao FC Porto em 2007/08.
Ao longo de cinco épocas - 2002/03, 2003/04, 2004/05, 2007/08 e 2008/09 - defendeu a baliza do FC Porto em 37 partidas, repartidas por todas as competições oficiais.
Fotos: Record, Maisfutebol
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
A duas semanas do 1º jogo oficial, que sectores precisam de ser reforçados?

A maioria dos votantes nesta sondagem consideram que o sector que mais precisa de ser reforçada é o de "Defesas laterais" com 41 votos (37%).
O "Meio campo defensivo" foi o segundo sector mais votado com 30% dos votos (33). Muito próximos nas escolhas dos participantes desta sondagem, ficaram as opções "Pontas de lança" e "Meio campo ofensivo" com 22% (24) e 21% (23) dos votos respectivamente. No outro extremo a nível de resultados ficaram os "Defesas centrais" e os "Guarda-redes" com apenas 5 (4%) e 3 (2%) votos.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Nuno Espírito Santo
Nem somente o futebol vive das grandes estrelas e figuras mais ou menos proeminentes, que entusiasmam os adeptos e fazem as delicias das capas dos jornais. Existem jogadores que por circunstancias varias, se tornam importantes nas equipas onde actuam, ainda que “sobrevivam” à sombra dos “eternos” titulares. Nuno Espírito Santo é um dos melhores exemplos que conhecemos actualmente.
E bem se pode dizer que a carreira de Nuno foi construída e cimentada fora das luzes da ribalta, ofuscado por grandes senhores das balizas do futebol Mundial, como Songo, Vítor Baía e mais recentemente Helton. Ainda assim, tal facto não foi impeditivo de que o redes Portista tenha já um percurso assinalável no futebol Português, repleto de títulos importantes.
Foi em 1992 que Nuno se estreou no escalão principal do futebol Português, mais concretamente em Guimarães onde permaneceria até ao final da época 95/96. Seguiu-se uma incursão por Espanha durante seis anos, onde representou o Deportivo da Corunha, Osasuna e Mérida. Regressou a Portugal em 2002, envolvido na transferência de Jorge Andrade rumo ao Riazor, para vestir a camisola que mais tempo envergou na sua carreira, a do FC Porto.
E foi no Dragão que Nuno viveu as maiores alegrias como desportista. Fez parte da “tropa de elite” de Mourinho, que arrebatou a Europa por dois anos consecutivos. Pelo meio foi fazer uma “perninha” à Rússia a troco de largos petrodolares, antes de rumar novamente à Invicta para conquistar mais um campeonato sob a batuta de Jesualdo Ferreira.
Ainda que a carreira de Nuno tenha tido o banco de suplentes como mais fiel amigo, nunca tal designio limitou a sua preponderância no seio das equipas onde passou, sendo aliás uma das vozes mais importantes e respeitadas no actual balneário do FC Porto. Os anos que tem de casa permitem-lhe esse estatuto, bem como a lealdade e respeito que sempre demonstrou, mesmo quando muitas vezes foi relegado para 2ª escolha injustamente.

Foto: FC Porto.pt
Melhor exemplo disso mesmo verificou-se na temporada passada, quando Helton aqui ou ali deslizava, contrapondo com as actuações sóbrias e seguras de Nuno sempre era chamado à equipa (como facilmente se comprova no seu percurso da Taça de Portugal, onde a final do campo de Oeiras foi o expoente máximo). A sua chamada à Selecção Nacional só constituiu surpresa para os menos atentos ao percurso do guarda-redes Portista, e só não fez parte desse grupo logo de inicio mercê da confiança cega do ex Seleccionador Nacional no “Capão voador” do Montijo.
Com 34 anos e a cumprir o seu ultimo ano de contrato, Nuno Espírito Santo partiu para o estágio de pré-temporada do FC Porto que recentemente terminou na Alemanha, com o intuito de ganhar pontos à concorrência. E a verdade é que o conseguiu, quer no discurso apaziguador e unificador, quer no campo (especialmente frente ao PAOK), fazendo questão de demonstrar a Jesualdo Ferreira que na baliza Portista esta época não haverá lugar para “vacas sagradas”.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Análise do plantel 2007/2008: Guarda-Redes

Até ao dia da publicação deste artigo, este três jogadores tinham participado no seguinte número de jogos:
| | CP | LC | TP | TL | ST | LI |
| Helton | 22 | 07 | 00 | 00 | 01 | 00 |
| Nuno | 03 | 01 | 01 | 01 | 00 | 04 |
| Ventura | 00 | 00 | 00 | 00 | 00 | 10 |
Esta época o Helton sofreu uma lesão que o impediu de participar em alguns jogos do Campeonato e da Liga dos Campeões (3+1), tendo sido substituído pelo Nuno que conseguiu sempre fazer exibições seguras e dar tranquilidade à equipa. O Ventura, uma aposta no futuro, foi sempre considerado o terceiro guarda-redes tendo participado (até ao momento) apenas na Liga Intercalar de modo a ganhar experiência e ritmo.
Apesar de algumas críticas de que tem sido alvo nas últimas épocas, sendo-lhe imputadas responsabilidades em várias derrotas da equipa (Chelsea em 2006/2007, Shalke04 e Sporting em 2007/2008), vejo no Helton valor suficiente para ser o titular da baliza do FC Porto. É seguro entre os postes, é bom a sair dos postes a "fazer a mancha", joga bem com os pés (apesar de ser conhecido por provocar uns enfartes nos adeptos quando decide fintar um avançado), sendo o seu único ponto a rever o jogo aéreo quando precisa de sair dos postes a cruzamentos.
O Nuno é um guarda-redes com grande experiência. Já tinha estado anteriormente no FC Porto e regressou para ser uma alternativa credível a Helton (tal como o tinha sido a Vitor Baia). É um guarda-redes que, sem ser exuberante, consegue ser eficaz.
Ventura é ainda um miúdo do qual a maioria dos adeptos não tem praticamente qualquer informação. Veio das camadas jovens do clube, e até ao momento vai ocupando o posto de 3º guarda-redes.
De um modo geral acho que os guarda-redes estiveram bem esta época, e que se os pudermos manter para a época vindoura, estaremos bem servidos nesta posição.














