Pior que perder 7-1, é perder 7-1 e não poder ir logo para casa - ter de voltar a um estádio poucos dias depois, é como esfregar sal na ferida. Mas tens de aproveitar, "Flipão", porque é provavelmente o último dessa fraude a que chamas carreira.
"Pode-se enganar poucas pessoas durante muito tempo; pode-se enganar muitas pessoas, por pouco tempo, mas não se pode enganar toda a gente, todo o tempo."
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sábado, 12 de julho de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Scolari segundo o representante de Neymar
![]() |
| Wagner Ribeiro, representante de Neymar, no Twitter |
Depois disto, fico à espera que os defensores do "Filipão" (portugueses e brasileiros) digam alguma coisa...
terça-feira, 8 de julho de 2014
Senhora, porque me abandonaste?
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
“O Porto fica lá longe…”
Um FC Porto x Sporting desperta sempre muito interesse, não só em Portugal, mas também noutros países. Assim sendo, não surpreende que, no último domingo, tenham estado no Estádio do Dragão, a assistir a este clássico do futebol português, elementos (“olheiros”) de 24 clubes europeus: Bayer Leverkusen, Borussia Dortmund, Colónia, Eintracht Frankfurt, Werder Bremen, Wolfsburg, Anderlecht, Paphos, Copenhaga, Atlético Madrid, Celta Vigo, Elche, Levante, Recreativo Huelva, Montpelier, Nice, Saint-Étienne, Everton, Queens Park Rangers, Manchester City, Manchester United, West Bromwich Albion, Inter Milão e Sampdoria.
O que surpreende (ou talvez não) é o facto do seleccionador nacional, o “frontal” Paulo Bento, empregado da FPF, não se ter deslocado ao Porto e tenha optado por ficar em Lisboa, para assistir, confortavelmente instalado no camarote presidencial do estádio da Luz, ao “importantíssimo” slb x Nacional.
E esta atitude é ainda mais surpreendente, se atendermos a que no relvado do Estádio do Dragão jogaram sete prováveis/potenciais convocáveis para a Selecção de Paulo Bento - Josué, Varela, Licá, Rui Patrício, Cedric, William Carvalho, André Martins.
Quantos potenciais convocáveis jogaram no slb x Nacional?
Esta cómoda opção de Paulo Bento fez-me lembrar uma célebre frase de Scolari, quando justificou uma sua não vinda ao Estádio do Dragão dizendo que “o Porto fica lá longe…”.
De facto, o Porto fica muito longe do centralismo lisboeta e das mordomias da capital.
Quanto a Paulo Bento, está cada vez mais parecido com o seu amigo “sargentão”. Talvez devêssemos passar a chamá-lo de sargentinho...
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Mourinho e os guarda-redes simbólicos
José Mourinho está a fazer de tudo para ser despedido do Real Madrid.
Cada vez se parece mais aquele tipo de trabalhadores que querem ser despedidos para receber uma indemnização e decidem desafiar o patrão por tudo e por nada para forçar a situação. Ele sabe que naquele balneário ninguém o suporta, que lhe será impossível voltar a vencer a liga e a Champions League parece uma utopia cada vez mais evidente. Para preparar o futuro, com 12 milhões de euros no bolso, o melhor é sair quanto antes. Por isso decidiu pisar o último símbolo do clube espanhol que faltava: Iker Casillas.
As discussões de Mourinho com Casillas não são nada novas.
Remontam ao dia em que o capitão do Real Madrid ligou ao seu melhor amigo, Xavi Hernandez, em plena sequência de Clásicos, em 2011, e da troca de insultos e acusações entre ambos os clubes. Mourinho não lhe perdoou ao madrileno que pensara pela sua própria cabeça e como faz sempre, desenhou uma cruz no seu nome e manteve-a até hoje. Mas Casillas não é um jogador qualquer.
Capitão, herdeiro único da última equipa a vencer a Champions League com o clube, símbolo máximo do futebol espanhol e da sua geração mais brilhante, casado e amigo de jornalistas influentes, era a peça com quem não se podia meter livremente sem saber que acabaria por perder. Até agora.
Ao relegá-lo ao banco de suplentes num jogo decisivo em Málaga, Mourinho condenou-se e voltou a demonstrar a sua particular veia por discutir com guarda-redes que também são símbolos e lideres de balneário. Viajemos até 2003.
Mourinho tinha acabado de chegar e reencontrou-se com Vitor Baía, com quem tinha vivido épocas douradas no FC Porto e em Barcelona como adjunto de Bobby Robson.
Os dois eram amigos e rapidamente o treinador tentou afastar-se do jogador para não dar a imagem errada ao balneário. Mas Baía era o líder indiscutível, particularmente depois do afastamento de Jorge Costa, e o capitão dessa equipa. E não queria abdicar facilmente do poder que tinha para um homem que tinha começado a carreira há meio ano. Houve discussões, houve fricção e houve problemas quando Mourinho devolveu a braçadeira ao regressado "Bicho", passando por cima do historial de Baía e da sua maior longevidade com o clube.
O choque aconteceu depois de Mourinho não ter convocado Baía para uma viagem a Guimarães, entregando a titularidade a Nuno Espírito Santo. Baía pediu explicações a Mourinho, lembrou-o do seu passado como "traductor" e Mourinho queixou-se à directiva que ficou do seu lado e suspendeu Baía de todas as actividades. Nesse dia o guarda-redes deu igualmente uma polémica entrevista ao Record em que deixava antever que havia movimentos no clube para o substituírem Uma linha de raciocínio que vem de encontro com as declarações, à posteriori, de Scolari e com o pensamento de Mourinho, que gosta de eleger um guarda-redes sempre com o mesmo tipo de características algo que Baía não tem. O 99 vinha também de um período complicado, depois de várias lesões e do Mundial 2002, e essa discussão podia ter colocado um ponto final na sua carreira.
Só um posterior pedido de desculpas do 99 - quase um mês depois dos incidentes - o permitiu voltar a ocupar o seu lugar natural, nas redes, a caminho do biénio mais bem sucedido da história do clube. A partir de aí não voltou a haver um conflito aberto, apesar de já Mourinho ter recomendado ao clube a contratação de Helton, que anos mais tarde seria o substituto definitivo do capitão azul e branco.
Nesse mano a mano, Mourinho saiu vencedor e a sua posição no balneário reforçada, apoiada directamente por uma SAD que não sabia bem como lidar com os pesos pesados do balneário (veja-se caso Jorge Costa). Neste duelo concreto é fácil perceber que o português já perdeu. Perdeu a credibilidade que lhe restava, o apoio da directiva, da pouca imprensa que ainda o aguentava e do adepto comum, habituado a ver em Casillas um símbolo do madridismo. Dois guarda-redes históricos, duas histórias paralelos e um mesmo protagonista. O homem que não lidava bem com os guarda-redes!
Cada vez se parece mais aquele tipo de trabalhadores que querem ser despedidos para receber uma indemnização e decidem desafiar o patrão por tudo e por nada para forçar a situação. Ele sabe que naquele balneário ninguém o suporta, que lhe será impossível voltar a vencer a liga e a Champions League parece uma utopia cada vez mais evidente. Para preparar o futuro, com 12 milhões de euros no bolso, o melhor é sair quanto antes. Por isso decidiu pisar o último símbolo do clube espanhol que faltava: Iker Casillas.
As discussões de Mourinho com Casillas não são nada novas.
Remontam ao dia em que o capitão do Real Madrid ligou ao seu melhor amigo, Xavi Hernandez, em plena sequência de Clásicos, em 2011, e da troca de insultos e acusações entre ambos os clubes. Mourinho não lhe perdoou ao madrileno que pensara pela sua própria cabeça e como faz sempre, desenhou uma cruz no seu nome e manteve-a até hoje. Mas Casillas não é um jogador qualquer.
Capitão, herdeiro único da última equipa a vencer a Champions League com o clube, símbolo máximo do futebol espanhol e da sua geração mais brilhante, casado e amigo de jornalistas influentes, era a peça com quem não se podia meter livremente sem saber que acabaria por perder. Até agora.
Ao relegá-lo ao banco de suplentes num jogo decisivo em Málaga, Mourinho condenou-se e voltou a demonstrar a sua particular veia por discutir com guarda-redes que também são símbolos e lideres de balneário. Viajemos até 2003.
Mourinho tinha acabado de chegar e reencontrou-se com Vitor Baía, com quem tinha vivido épocas douradas no FC Porto e em Barcelona como adjunto de Bobby Robson.
Os dois eram amigos e rapidamente o treinador tentou afastar-se do jogador para não dar a imagem errada ao balneário. Mas Baía era o líder indiscutível, particularmente depois do afastamento de Jorge Costa, e o capitão dessa equipa. E não queria abdicar facilmente do poder que tinha para um homem que tinha começado a carreira há meio ano. Houve discussões, houve fricção e houve problemas quando Mourinho devolveu a braçadeira ao regressado "Bicho", passando por cima do historial de Baía e da sua maior longevidade com o clube.
O choque aconteceu depois de Mourinho não ter convocado Baía para uma viagem a Guimarães, entregando a titularidade a Nuno Espírito Santo. Baía pediu explicações a Mourinho, lembrou-o do seu passado como "traductor" e Mourinho queixou-se à directiva que ficou do seu lado e suspendeu Baía de todas as actividades. Nesse dia o guarda-redes deu igualmente uma polémica entrevista ao Record em que deixava antever que havia movimentos no clube para o substituírem Uma linha de raciocínio que vem de encontro com as declarações, à posteriori, de Scolari e com o pensamento de Mourinho, que gosta de eleger um guarda-redes sempre com o mesmo tipo de características algo que Baía não tem. O 99 vinha também de um período complicado, depois de várias lesões e do Mundial 2002, e essa discussão podia ter colocado um ponto final na sua carreira.
Só um posterior pedido de desculpas do 99 - quase um mês depois dos incidentes - o permitiu voltar a ocupar o seu lugar natural, nas redes, a caminho do biénio mais bem sucedido da história do clube. A partir de aí não voltou a haver um conflito aberto, apesar de já Mourinho ter recomendado ao clube a contratação de Helton, que anos mais tarde seria o substituto definitivo do capitão azul e branco.
Nesse mano a mano, Mourinho saiu vencedor e a sua posição no balneário reforçada, apoiada directamente por uma SAD que não sabia bem como lidar com os pesos pesados do balneário (veja-se caso Jorge Costa). Neste duelo concreto é fácil perceber que o português já perdeu. Perdeu a credibilidade que lhe restava, o apoio da directiva, da pouca imprensa que ainda o aguentava e do adepto comum, habituado a ver em Casillas um símbolo do madridismo. Dois guarda-redes históricos, duas histórias paralelos e um mesmo protagonista. O homem que não lidava bem com os guarda-redes!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Renegas Satanás?
Na última semana, o jornal O Jogo dedicou a sua capa (nacional) ao jovem André Martins. A minha reacção foi precisamente "essa": quem? Ora, este candidato a craque que não marcou nenhum golo do outro mundo, ou mesmo uma sequência de golos fraquinhos ou sequer realizou um conjunto de exibições de "encher o olho", só podia aterrar na 1ª página de um jornal pela razão mais óbvia: esse trampolim da decência e bom nome que é maldizer de alguém ligado ao Porto ou do próprio clube; "não sou como Moutinho" - meio-caminho andado para se cair nas boas graças do "povo". [Neste caso particular, diria até que foi um falhanço completo, na medida em que mesmo que o SCP possa ter razões de queixa do João Moutinho enquanto funcionário, o seu comportamento desde a saída foi tudo menos incorrecto.]
Ainda na mesma semana, o ex-selecionador nacional Luís Filipe Scolari, regressou do Além para desenterrar o «dossier Vítor Baía», um daqueles pseudo-casos com uma explicação para todos perfeitamente clara, mas que segundo ele teria afinal uma lógica perfeitamente rebuscada. Um guarda-redes de reconhecida qualidade, não tinha lugar na selecção portuguesa - como já seria de esperar, a culpa era de Pinto da Costa, que se imiscuía nas convocatórias (e por pouco não foi responsabilizado pelas duas derrotas frente à Grécia). Na realidade, com a uma táctica de permanente guerrilha ao FCP ao seu presidente - também foi Pinto da Costa que exigiu a não-utilização de Costinha e Maniche na equipa titular? E que exigiu as convocatórias de Bruno Vale, à altura 3º guarda-redes do FCP? - Scolari, apesar de ter falhado clamorosamente, ainda hoje é elevado aos píncaros, pela esmagadora maioria dos portugueses.
Há algum tempo atrás, também o treinador do SLB, numa tentativa de descolar de uma proximidade que lhe poderia ser fatal com Pinto da Costa, e como manobra de diversão para ofuscar um desempenho medíocre durante a época, afirmou que "treinar o Porto seria um passo atrás na carreira". Jesus, que era na altura um treinador contestado pelos adeptos e com o lugar em perigo, serenou a contestação e segurou o emprego.
Estes três episódios têm em comum entre si aquilo que eu chamo o «método Vieira». Naturalmente, o «método Vieira» não é uma criação de Luís Filipe Vieira - assim de repente, estou a lembrar-me de um presidente de câmara que em 12(!) anos de mandato, pouco ou nada de palpável tem para apresentar como obra, mas apenas e só porque insiste em achincalhar o clube que é a única fonte de promoção da cidade, é idolatrado em todo o país - nem sequer é exclusivo de personalidades que não simpatizem com o FCP mas sem dúvida Vieira merece a distinção porque foi ele que elevou a manobra ao patamar de Arte. Ainda há uns dias atrás, Vieira deferiu um violento ataque a Pinto da Costa, associando-o a "fruta, corrupção e compadrio" - o "povo" exultou! Nenhum elefante é demasiado grande para ser ocultado pelo «método Vieira» - nenhuma fanfarronice, nenhuma promessa estapafúrdia ou passado sórdido resistem a umas boas "farpas" ao Papa e ao seu clube "corrupto". E Vieira fala com a convicção de quem sabe o que diz. Sim, porque os jornalistas da nossa praça não questionam, nem o "povo" quer saber, mas enquanto Vieira comeu, bebeu e gozou da hospitalidade do Pinto da Costa, a "fruta", a "corrupção e o "compadrio" não pareceram incomodá-lo - comeu e calou. No entanto, perante essa cumplicidade, Vieira não se coíbe de revolver o Passado sem receio de que este regresse para o assombrar - método é simples, e acima de tudo, eficaz; é o "Bem contra o Mal". Por mais gritante que seja a banalidade, a inoperância, a incompetência ou a cumplicidade, maldizer do Porto ou do seu presidente, não só dá direito dá a perdão, como uma entrada directa no Céu. Amén!
Ainda na mesma semana, o ex-selecionador nacional Luís Filipe Scolari, regressou do Além para desenterrar o «dossier Vítor Baía», um daqueles pseudo-casos com uma explicação para todos perfeitamente clara, mas que segundo ele teria afinal uma lógica perfeitamente rebuscada. Um guarda-redes de reconhecida qualidade, não tinha lugar na selecção portuguesa - como já seria de esperar, a culpa era de Pinto da Costa, que se imiscuía nas convocatórias (e por pouco não foi responsabilizado pelas duas derrotas frente à Grécia). Na realidade, com a uma táctica de permanente guerrilha ao FCP ao seu presidente - também foi Pinto da Costa que exigiu a não-utilização de Costinha e Maniche na equipa titular? E que exigiu as convocatórias de Bruno Vale, à altura 3º guarda-redes do FCP? - Scolari, apesar de ter falhado clamorosamente, ainda hoje é elevado aos píncaros, pela esmagadora maioria dos portugueses.
Há algum tempo atrás, também o treinador do SLB, numa tentativa de descolar de uma proximidade que lhe poderia ser fatal com Pinto da Costa, e como manobra de diversão para ofuscar um desempenho medíocre durante a época, afirmou que "treinar o Porto seria um passo atrás na carreira". Jesus, que era na altura um treinador contestado pelos adeptos e com o lugar em perigo, serenou a contestação e segurou o emprego.
Estes três episódios têm em comum entre si aquilo que eu chamo o «método Vieira». Naturalmente, o «método Vieira» não é uma criação de Luís Filipe Vieira - assim de repente, estou a lembrar-me de um presidente de câmara que em 12(!) anos de mandato, pouco ou nada de palpável tem para apresentar como obra, mas apenas e só porque insiste em achincalhar o clube que é a única fonte de promoção da cidade, é idolatrado em todo o país - nem sequer é exclusivo de personalidades que não simpatizem com o FCP mas sem dúvida Vieira merece a distinção porque foi ele que elevou a manobra ao patamar de Arte. Ainda há uns dias atrás, Vieira deferiu um violento ataque a Pinto da Costa, associando-o a "fruta, corrupção e compadrio" - o "povo" exultou! Nenhum elefante é demasiado grande para ser ocultado pelo «método Vieira» - nenhuma fanfarronice, nenhuma promessa estapafúrdia ou passado sórdido resistem a umas boas "farpas" ao Papa e ao seu clube "corrupto". E Vieira fala com a convicção de quem sabe o que diz. Sim, porque os jornalistas da nossa praça não questionam, nem o "povo" quer saber, mas enquanto Vieira comeu, bebeu e gozou da hospitalidade do Pinto da Costa, a "fruta", a "corrupção e o "compadrio" não pareceram incomodá-lo - comeu e calou. No entanto, perante essa cumplicidade, Vieira não se coíbe de revolver o Passado sem receio de que este regresse para o assombrar - método é simples, e acima de tudo, eficaz; é o "Bem contra o Mal". Por mais gritante que seja a banalidade, a inoperância, a incompetência ou a cumplicidade, maldizer do Porto ou do seu presidente, não só dá direito dá a perdão, como uma entrada directa no Céu. Amén!
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Baía e as mentiras de Scolari
Ontem à noite, logo a seguir ao telejornal, a RTP brindou o país com uma extensa entrevista efetuada a Luís Felipe Scolari, entrevista essa que no dia/horas anteriores andou a promover à custa do anti-portismo nacional. De facto, o chamariz desta entrevista foram as “revelações” de Scolari acerca das razões que o levaram a não convocar Vítor Baía para a Seleção Nacional.
E que explicações foram essas?
Bem, Scolari contou uma história que, segundo ele, se terá passado na véspera de um Belenenses x FC Porto, supostamente o primeiro jogo a que assistiu como selecionador de Portugal (no início de 2003):
“No dia anterior [ao Belenenses x FC Porto], tive um encontro com as lideranças do Porto, técnico e presidente”
“Disseram-me que o Vítor Baía não estava mais nos planos do clube, não jogaria mais e que estava em conflito com o seu treinador [José Mourinho] e com a direção”
“Foi o presidente do Porto que me disse isto. A partir daí passei a olhar com outros olhos para o Vítor Baía”
“Quem jogou esse jogo [Belenenses x FC Porto] foi o Nuno Espirito Santo”
“Um mês ou dois depois [o Vítor Baía] voltou a jogar no Porto”
O jornalista da RTP ouviu estas afirmações impávido e sereno, mas o comum dos adeptos não precisa de ter grande memória para se lembrar de outras explicações apresentadas por Scolari (para o afastamento de Vítor Baía da seleção nacional). Primeiro, e durante anos, foi a tese da opção técnica.
5 de Setembro de 2008. No fecho do Fórum de Treinadores de Elite da UEFA, em Nyon, na Suíça, Luiz Felipe Scolari (na altura treinador do Chelsea) afirmou:
“As escolhas que fiz na época [em que era selecionador de Portugal] e as que faço agora são de acordo com as minhas convicções. Já falei 120 vezes a mesma coisa, que foi por opção técnica. Quem quiser que entenda, se não quiser que se dane.”
No entanto, em Dezembro passado a razão principal deixou de ser técnica e passou a ser de balneário, com o ónus pelo afastamento de Baía a ser atirado para cima de Gilberto Madail.
30 de Dezembro de 2011. Em resposta a declarações de Gilberto Madail, acerca do afastamento de Vítor Baía da seleção nacional, Acaz Felleger, assessor de Luís Felipe Scolari, afirmou em entrevista à RTP:
“Scolari perguntou a Madail sobre o Vítor Baía e foi-lhe dito pelo presidente que não era um bom atleta de balneário, que não criava bom ambiente”
Uns dias depois, Madail refutou completamente estas declarações: “Surpreenderam-me essas declarações do senhor Scolari. Eu seria incapaz de me intrometer em algo que é da responsabilidade do selecionador. E ele sabe muito bem que nunca tive essa conversa com ele.”
Finalmente, nove anos e meio após ter sido contratado pela FPF, Scolari chegou à mãe de todas as explicações e aquela que, indiscutivelmente, mais agrada ao país desportivo: o principal culpado pelo afastamento de Baía foi o maquiavélico Pinto da Costa!
Mas será esta explicação mais verosímil que as anteriores?
É fácil constatar que as afirmações de Scolari estão cheias de falsidades.
14 de Dezembro de 2002. O presidente da FPF, Gilberto Madaíl, completou 58 anos e Scolari veio a Lisboa para assinar contrato como selecionador de Portugal. No evento, que teve ampla cobertura mediática (e foi transmitido em direto no sítio da FPF na Internet), esteve presente Luís Filipe Vieira, na altura presidente da SAD do slb.
19 de Janeiro de 2003. Disputou-se, no Restelo, o Belenenses x FC Porto, da jornada 18, do campeonato 2002/03.
Será que nesse dia Scolari já estava em Lisboa a trabalhar como selecionador?
Será que na véspera (18/01/2003) se encontrou com o treinador e dirigentes do FC Porto? Onde?
Convido os jornalistas sérios a investigarem, mas uma coisa é facílima de apurar (eu demorei dois minutos): quem defendeu a baliza dos dragões nesse jogo não foi Nuno Espirito Santo, mas sim… Vítor Baía! (o tal que, segundo Scolari, lhe foi dito que não jogaria mais pelo FC Porto, porque estava em conflito com o seu treinador e com a direção)
É verdade que Vítor Baía teve um desentendimento com José Mourinho num treino à porta fechada, mas isso foi no dia 22 de Setembro de 2002 e, após ter sido colocado a treinar à parte, o conflito ficou sanado no dia 17 de Outubro de 2002 (três meses ANTES do Belenenses x FC Porto referido por Scolari).
Na realidade, Baía voltou à baliza do FC Porto, não quando o Scolari disse na entrevista à RTP (“um mês ou dois depois [do Belenenses x FC Porto] voltou a jogar no Porto”), mas muito antes do devoto de Nossa Senhora de Caravaggio ter posto os pés em Portugal. E, para desgosto do clube de fans do Ricardo, foi com o Vítor na baliza que o FC Porto venceu o campeonato, a final da Taça de Portugal e a Taça UEFA dessa época (2002/03), já para não falar na Liga dos Campeões no ano seguinte.
Pois é, querendo, apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo. O problema é que, neste caso, isso estragava os títulos e manchetes anti-Porto que esta entrevista a Scolari proporcionou.
P.S. Que Scolari, para ser popular e para agradar aos seus amigalhaços portugas, avance com explicações mirabolantes, desdizendo-se a si próprio, é algo que não me surpreende minimamente. Agora, que um jornalista cruze o Atlântico para ir a São Paulo entrevistar Scolari, ouça estas afirmações e nem sequer o confronte com as contradições evidentes e diferentes “explicações” anteriores, é algo que remete para outro tipo de considerações.
Em primeiro lugar, o que motivou a entrevista ao ex-ex-selecionador de Portugal nesta altura? O ex-selecionador (Carlos Queiroz) também vai ser entrevistado ou isso não convém?
Em segundo lugar, tendo a RTP um correspondente no Brasil, qual a necessidade de enviar propositadamente um jornalista de Lisboa, algo que implicou uma viagem de 16 mil quilómetros (ida e volta)? Pelos vistos, e apesar da Troika, na televisão pública continua a haver oceanos de dinheiro para esbanjar nestas “missões especiais”…
Em terceiro lugar, porque razão foi escolhido o jornalista Hélder Conduto? Por estar habituado a confraternizar com treinadores de futebol? Por ser amigo de Scolari desde os tempos em que o homem das bandeirinhas fazia campanhas de milhões para o BPN? Por, em entrevistas anteriores, já ter mostrado uma elevada capacidade para “conduzir eficazmente” entrevistas polémicas que envolvam insinuações ou acusações a elementos do FC Porto?
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sábado, 23 de abril de 2011
SMS do dia - CXXIV
Pinto da Costa elogiou J. Jesus.
Como todos os benfiquistas sabem, se ele diz isso então é para ler ao contrário: o Jesus não presta, como eles bem suspeitavam. Mais uma razão para o despedir.
Fico portanto à espera que o despeçam para ir buscar um Scolari... estão à espera de quê?
Como todos os benfiquistas sabem, se ele diz isso então é para ler ao contrário: o Jesus não presta, como eles bem suspeitavam. Mais uma razão para o despedir.
Fico portanto à espera que o despeçam para ir buscar um Scolari... estão à espera de quê?
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Entretanto, por Terras de Vera Cruz...

"O 96.º aniversário do Palmeiras ficou marcado pela derrota caseira com o At. Goianense, último classificado do Brasileirão, jogo da 16.ª jornada do campeonato. O treinador Luiz Felipe Scolari viu a equipa cair para o 13.º posto da classificada e ser vaiada pelos adeptos, insatisfeitos com a prestação da equipa desde a chegada do antigo seleccionador de Portugal."
abola.pt
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Nossa Senhora de Caravaggio nos valha
No dia 26 de Maio de 2004, uma “máquina de jogar futebol” montada por José Mourinho, venceu a competição de clubes mais exigente e difícil do Mundo: a Liga dos Campeões.Nesse dia, o onze inicial azul-e-branco que entrou no relvado do Arena AufSchalke, incluía nove jogadores com a nacionalidade portuguesa: Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Pedro Mendes, Maniche e Deco.
Poucas semanas depois, realizou-se em Portugal o Europeu de futebol e, se assim quisesse, Luis Filipe Scolari poderia basear a Selecção numa equipa de top europeu – o FC Porto –, com provas dadas nos dois anos anteriores. Mais. Para além dos jogadores que se tinham acabado de sagrar campeões europeus de clubes, o seleccionador português tinha ainda à sua disposição Jorge Andrade, Rui Costa, Luís Figo, Simão Sabrosa, Pauleta e um jovem de 19 anos que começava a dar nas vistas em Manchester.
Ora, dispondo da base de luxo formada por Mourinho e com um lote alargado de jogadores de classe extra no auge da forma – Baía, Ricardo Carvalho, Maniche, Deco, Figo –, Scolari conseguiu a proeza de perder esse Europeu, disputado em casa (!), sendo derrotado duas vezes pela Grécia num curto espaço de quatro semanas.
Apesar de ter sido derrotado quando tinha tudo a seu favor, Scolari foi transformado em herói da pátria e até condecorado pelo presidente da república, o sportinguista Jorge Sampaio, o mesmo que se esqueceu da vitória portista em Gelsenkirchen.
Seis anos depois, após uma qualificação atribulada, mas em que deixou pelo caminho uma das selecções europeias com mais presenças em fases finais de mundiais – a Suécia –, Portugal chegou à África do Sul tendo de jogar naquele que, aquando do sorteio, foi designado como o “grupo da morte”. De facto, para além de uma das equipas asiáticas presente na prova, os “navegadores” tinham de defrontar o super Brasil e a Costa do Marfim, a qual possui jogadores do nível de Yaya Touré (Barcelona), Emmanuel Eboué (Arsenal), Kolo Touré (Arsenal), Salomon Kalou (Chelsea) e Drogba (Chelsea).
Seis anos depois, Jorge Andrade, Nuno Valente, Costinha, Rui Costa, Figo e Pauleta já arrumaram as botas, o FC Porto de Mourinho há muito que não existe e o onze base da equipa campeã nacional 2009/10 tinha apenas dois jogadores portugueses: Quim e Fábio Coentrão.
Seis anos depois, a selecção nacional superou a fase de grupos sem sofrer qualquer golo, tendo empatado com o Brasil, e sido eliminada pela Espanha nos oitavos-de-final. É mau?
Claro que é! Ainda por cima, a selecção portuguesa estava cheia de craques em grande forma (a começar pelo CR16 – esteve 16 meses sem marcar um golo na selecção) e perder com a Espanha, mesmo com um golo marcado em fora-de-jogo, é inadmissivel!
Aliás, toda a gente sabe que esta Espanha é uma equipa fraquinha... O facto de ser a actual campeã da Europa e de ter vencido os 10 jogos da fase de apuramento foi sorte...
E pior ainda, desta vez Portugal não cometeu a “proeza” de perder duas vezes com um “colosso” tipo Grécia e o seleccionador nem sequer tentou agredir ninguém...
Havendo quem entenda que tínhamos obrigação de ir mais longe e, inclusivamente, quem afirme que “tínhamos Selecção para ser campeã do Mundo” (Jorge Jesus, capa de A Bola de 01/07/2010), é preciso tomar medidas drásticas.Tirar a braçadeira ao Ronaldo e meter as primas donnas na ordem?
Nããã! Correr com o Carloz Queiroz!
Não por acaso, os mesmos que andaram com o Scolari ao colo, já fazem manchetes com o salário milionário de Carlos Queiroz (o Scolari devia ser baratinho...) e clamam pelo seu despedimento, quiçá para fazer regressar o sargentão.
Eu tenho uma ideia melhor. Proponho que se contrate a Nossa Senhora de Caravaggio porque, olhando para a “matéria prima” de que Queiroz dispôs para este Mundial, o que Portugal precisava (precisa) para superar equipas como o Brasil, Espanha, Argentina ou Alemanha é de alguns milagres.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
20 anos: Parabéns Campeão!

Cumpriram-se ontem 20 anos sobre o primeiro jogo de Vítor Baía como guarda-redes titular da equipa principal do FC Porto. Foi em 11 de Setembro de 1988, então com 18 anos, à quarta jornada do Campeonato Nacional, em Guimarães, que defendeu pela primeira vez a baliza portista. O habitual titular, o polaco Mlynarczyck, lesionou-se numa clavícula, enquanto o suplente Zé Beto estava proibido de alinhar por problemas disciplinares sobrando, assim, o jovem Vítor Baía.
No entanto, recuperado o guarda-redes titular, Baía foi relegado para o banco de suplentes. Era Quinito o treinador do FC Porto, que não chegou a terminar essa época tendo sido substituído por Artur Jorge que acabou por devolver a titularidade novamente a Vítor Baía. A partir daí impõe-se definitivamente na baliza do FC Porto e, a partir de 1991, na da Selecção Nacional.

As suas prestações e as conquistas do clube não passam despercebidas e em 1996 é contratado pelo FC Barcelona que faz dele o guarda-redes mais caro do mundo. Foi promovido a titular tendo conquistado a Supertaça de Espanha e no ano seguinte a Taça de Espanha e a Taça das Taças. Mas o azar bate-lhe à porta e lesiona-se num joelho, lesão que o viria a atormentar durante largos anos. Entretanto recuperou mas o treinador Van Gaal preferiu o holandês Hesp e Baía foi relegado para o banco de suplentes, onde ainda festejou a conquista do campeonato em 1998. Depois de quase duas épocas sem jogar aceitou o desafio e regressou ao FC Porto para relançar a sua carreira. O regresso resultou e Baía volta finalmente aos grandes momentos.

Depois do campeonato do mundo de má memória para a selecção nacional em 2002, em que TODOS os jogadores estiveram mal, Baía é afastado das convocatórias pelo novo treinador, o brasileiro que precisamente na Coreia/Japão se tinha sagrado campeão mundial. Esse afastamento foi vergonhoso por várias razões: serviu para a afirmação do novo seleccionador, serviu para a afirmação do presidente da federação e serviu para todo um país anti-portista se rever numa selecção onde não figurava o maior símbolo do FC Porto: Vítor Baía. Um afastamento que serviu muitos interesses menos (aquilo que deveriam ser) os superiores interesses da equipa que representa Portugal. E depois foi ver o seu substituto, o medíocre Ricardo, falhar a toda a linha na final do Euro 2004 dando o seu frango tradicional com uma saída em falso a um cruzamento e permitindo o golo da vitória da Grécia a Charisteas.

Vítor Baía continuou a trabalhar no FC Porto, alheio a todas as canalhadas dos sulistas. Depois de um período conturbado no clube com a substituição de Fernando Santos e a passagem (felizmente breve) de Octávio pelo comando técnico, eis que surge José Mourinho e com ele o melhor período de sempre da vida do clube. Baía (e os restantes atletas) vence dois campeonatos, uma supertaça, a Taça Uefa em 2003, a Liga dos Campeões em 2004 e a Taça Intercontinental já sob o comando do espanhol Victor Fernandez. Depois chegou Co Adriaanse e mais tarde Baía perdeu a titularidade para Hélton. Apesar disso nunca desanimou, tendo sido o esteio do balneário portista em força e motivação. Despediu-se em Maio de 2007, jogando os últimos minutos da vitória sobre o D. Aves que nos daria também a vitória no campeonato nacional. Actualmente é o Director de Relações Externas da SAD do FC Porto.
“Desde que comecei a minha carreira como sénior, aos 18 anos, quis sempre estar entre os melhores do Mundo e demonstrei-o, não de letra, mas em campo, conquistando títulos importantes e sendo considerado pelas maiores entidades ao nível da Europa como o melhor.”
Vítor Baía, ao Expresso
“Só é verdadeiramente derrotado quem desiste de lutar. Por isso eu vos proponho, baseado na minha experiência: nunca desistam de um sonho!”
Vítor Baía, na sua Autobiografia

Apesar de uma carreira notável e de uma postura pública sempre irrepreensível, Vítor Baía tem pago um preço elevado pela sua forte ligação ao FC Porto. A polémica mais recente surgiu quando o ex-seleccionador, depois de se mudar para Inglaterra, decidiu escrever um livro a dizer que tinha preterido Baía por “opção” e, depois de questionado por jornalistas, afirmou mesmo que foi por “opção técnica”, depois de ter estado anos a dizer que não tinha de se justificar relativamente a isso. Baía fartou-se e chamou-lhe (e muito bem) cobarde. Que é precisamente aquilo que Scolari é. Ora, os jornalistas da praça (os do costume) insurgiram-se contra Vítor Baía porque acharam que ele se devia ter pronunciado quando o ex-seleccionador ainda cá estava. Mas quando cá estava, Scolari nunca foi capaz de explicar porque não o convocava. Só o fez depois de se ver daqui para fora, e através de um jornalista.
No 10 de Junho deste ano, Vítor Baía foi condecorado pelo Presidente da República, Cavaco Silva, na Comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, tendo sido investido como Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, numa cerimónia que teve lugar em Viana do Castelo. Uma condecoração tardia mas inteiramente justa.

Como grande homem que é, Baía criou uma Fundação com o seu nome e o número que o celebrizou na segunda fase da sua carreira, o 99, instituição que tem como objectivo “apoiar as crianças e os adolescentes carenciados das mais diversas formas”. Foi uma atitude nobre a de colocar ao serviço dos mais desfavorecidos a notoriedade que conquistou como futebolista. Não é Fundação que faça um jogo de “amigos” por ano, com muita fotografia e cagança, mas é uma Fundação que tem oferecido diversos equipamentos a hospitais e hospitais pediátricos.
Pela tua postura e pelo que tens contribuído para o Clube, a Cidade e o País, Obrigado Vítor.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Grande vitória da selecção nacional
Não me refiro à vitória sobre a Rep. Checa (que foi sem dúvida uma boa vitória), mas sim ao anúncio da saída de Scolari, e logo para o Chelsea onde lhe auguro imensos problemas:1) o choque cultural vai ser muito maior do que ele possa imaginar (não há, por exemplo, massas ululantes que se vergam à personagem de forma bacoca, começando pelos jornalistas)
2) Scolari não tem a mínima capacidade para levar um clube com ambições a bom porto
O "timing" foi à imagem da personagem: "cafageste", como ele diria. Depois de andar a avisar aos jogadores que preocupações com o seu futuro só no fim do Euro (e acho bem), deu agora este "excelente" exemplo. Anda o tipo preocupado a negociar o seu futuro, em vez de estudar adversários e preparar tácticas... Agora possivelmente ainda vai andar a aliciar um ou outro jogador da selecção a segui-lo, destabilizando o grupo... para não falar da instabilidade que cria ao levantar, neste momento, a discussão pública (e na FPF, e entre os jogadores) sobre o novo seleccionador.
Scolari não faz a mínima ideia daquilo em que se meteu... em Inglaterra vão-no "comer vivo". Ainda por cima com um chefe com uma personalidade bem mais vincada que Madaíl.
Adorava vê-lo dar um soco a um jogador do Arsenal, a insultar jornalistas em conferência de imprensa, a levar o Roberto Leal lá do sítio para estágio, a fomentar divisões entres os adeptos do Chelsea (sei lá, insultando os adeptos de fora de Londres) como fomentou divisões entre os portugueses (insultando os portugueses adeptos do FCP e/ou da cidade do Porto)... mas mesmo que isso não suceda, não lhe auguro mais de 6 meses à frente do clube. Vai uma aposta?
Adorava vê-lo dar um soco a um jogador do Arsenal, a insultar jornalistas em conferência de imprensa, a levar o Roberto Leal lá do sítio para estágio, a fomentar divisões entres os adeptos do Chelsea (sei lá, insultando os adeptos de fora de Londres) como fomentou divisões entre os portugueses (insultando os portugueses adeptos do FCP e/ou da cidade do Porto)... mas mesmo que isso não suceda, não lhe auguro mais de 6 meses à frente do clube. Vai uma aposta?
sábado, 7 de junho de 2008
Euforia

Há essencialmente duas coisas em torno da Selecção Nacional que me irrita e vai afastando cada vez mais a minha simpatia sobre si, o seu Seleccionador e fanfarronice crescente em torno da equipa das Quinas.
Do seu “Sargentão Chefe”, cada vez mais se destaca a sua liderança ao bom velho estilo totalitário e ditatorial, onde só o seu ideal pode imperar. Desde os seus primeiros actos ao “serviço da Nação”, Scolari parece abdicar das suas funções e obrigações de escolha dos melhores jogadores na representação do seu País, para construir um grupinho de carneiros que obedecem respeitosamente o seu mestre, e daí criar um núcleo de eternas “vacas sagradas” que, independentemente da sua condição física/técnica, de cometer mais erro ou menos erro, têm lugar cativo no seu onze ideal. A juntar a tudo isto está uma postura intolerante perante a critica pública ou publicada, chegando mesmo a vetar o acompanhamento da Selecção a quem, no exercício do seu livre pensamento, tenha mostrado discordância pela forma como o Seleccionador dirige o agora denominado clube com mais sócios em Portugal (aí se o Presidente do SLB sabe disto).
A verdade é que esta estratégia de pressão e intimidação da comunicação social em geral, não só tem resultado, como fez com que a maioria dos jornalistas desportivos da nossa praça começasse a usar a bajulação à Selecção e ao seu “Sargentão Chefe”, como forma de poder estar ao seu lado e fazer o seu acompanhamento diário sem restrições, bem ao estilo dos “Incríveis” que vemos na SIC. Ora esta postura da comunicação social para alem de lhe ter retirado isenção, tornou-se ela própria na maior maquina de propaganda ao serviço da Selecção. Quem por infelicidade se pôs diante do televisor no passado fim de semana, teve de aguentar uma jamais vista lavagem cerebral, que nem o zapping conseguia contornar. A forma eufórica como os canais de televisão se degladiavam para não deixar escapar o mínimo pormenor do desfile e apresentação de cumprimentos da comitiva ao Presidente da República, é o exemplo mais claro de como o propagandismo em torno da Selecção atingiu o nível anedótico, Para figurantes desta cena surreal, lá estava o anónimo Zé Povinho, que acenava aos “grandes heróis” da Nação a caminho da glória.

Suspeito que tanta loucura, euforia e excitação para com a Selecção Nacional e seu “sargentão Chefe” um dia tudo isto poderá acabar mal, bem ao estilo da recepção que António Oliveira teve no aeroporto Francisco Sá Carneiro após o decepcionante Mundial da Coreia/Japão. É que se até agora nas fases finais onde o actual Seleccionador esteve, têm corrido mais ou menos acima das expectativas (pese embora eu considere que Euro2004 foi o desbaratar de uma oportunidade única de Portugal sagrar-se campeão Europeu), haverá o dia em que tanta festa se tornará em tragédia, e aí aqueles que agora estão na linha da frente no apoio e gritar vivas à Selecção, serão os primeiros a pedir as cabeças do “Sargentão Chefe” e seus muchachos.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
As estatísticas de Scolari
Scolari é uma figura que desperta os sentimentos mais extremos. No entanto, este artigo não é para divagar sobre as razões válidas que os portugueses em geral (e os portuenses e portistas em particular) têm para não gostar dele, mas sim para abordar um aspecto que se tornou lugar comum sem que seja questionado. Tornou-se lugar comum dizer que "critique-se ou não, o facto é que Scolari conseguiu uma performance que mais ninguém conseguiu". Mas... será mesmo?
Dei-me ao trabalho de compilar a % de pontos conquistados contra as restantes 5 melhores equipas do grupo (que são aquelas que conseguem tirar-nos pontos, apesar de Scolari até ter conseguido a "proeza" de empatar com o Liechstenstein) na fase de apuramento nos últimos 12 anos:
Euro 1996: 77% (Oliveira)
Euro 2000: 77% (H Coelho)
Euro 2008: 57% (Scolari)
Mundial 98: 63% (A Jorge)
Mundial 02: 80% (Oliveira)
Mundial 06: 80% (Scolari)
Média dos últimos 12 anos nos apuramentos: 72%
Média de Scolari nos apuramentos: 68%
Assinalo que Scolari conseguiu pior que a média apesar de ter herdado do estatuto de cabeça-de-série, ao contrário dos seus antecessores - o que evitou que tivesse que enfrentar um "tubarão" como era antes costume (Alemanha, Itália, Holanda,...).
Depois há a questão das fases finais, que é mais complicada de comparar, mas se formos a ver a % de pontos conquistados desde 96:
Euro 96: 58% (Oliveira)
Euro 00: 87% (H Coelho)
Euro 04: 55% (Scolari)
Mundial 02: 33% (Oliveira)
Mundial 06: 62% (Scolari)
Média de pts conquistados nas fases finais: 59,2%
Média de Scolari nas fases finais: 58,7%
Conclusão: em relação aos outros, ao Scolari valeu-lhe os penaltis para ir mais longe. De resto e objectivamente... fez igual.
Reparem que já nem falo em três aspectos subjectivos:
1) Agora temos um grupo de 15 excelentes jogadores, quando há 10 anos tínhamos meia-dúzia. Compare-se os CVs dos 15 jogadores mais utilizados em cada uma das campanhas.
2) Em 2004 jogámos pela primeira vez uma fase final em casa.
3) Em 2004 o Scolari herdou toda uma espinha-dorsal entrosada e campeã europeia, graças a Mourinho, que a pouco e pouco se foi desfazendo (com a consequência nas exibições e resultados, q também se foram "desfazendo"). Os antecessores nunca tiveram um luxo do género (pelo menos nos últimos 20 anos).
Numa coisa tiro o chapéu a Scolari: é um óptimo gestor de imagem própria...
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