
Em equipa que ganha, não se mexe, diz o chavão popular. Porém, no FC Porto, apesar do registo imaculado da primeira metade da temporada com Villas-Boas ao leme, não está descartada a hipótese de se proceder a ajustes pontuais num plantel que, por hora, tem dado garantias ao nosso técnico.
Historicamente, o mês de Janeiro no Dragão costuma ser tranquilo, mas a SAD tem utilizado sempre esta janela de transferências para reforçar o plantel em posições mais carenciadas, ou para “agarrar” atletas que, de uma maneira ou de outra, se destacaram em outras equipas da nossa Liga. Cissokho, Andrés Madrid ou Rúben Micael, são alguns exemplos de operações cirúrgicas que Administração fez avançar nos períodos homólogos de anos anteriores.

Presentemente o plantel azul e branco vive uma situação de aparente equilíbrio, pelo garante de bons resultados desportivos, mesmo com o técnico a impor uma alargada rotatividade do mesmo. Menos espaço, apenas, para os mais jovens da cantera, Castro e Ukra, em que o equacionado empréstimo acabará por ser a solução mais óbvia e… fácil. Digo fácil, porque, independentemente do treinador A, B ou C, os jogadores menos onerosos financeiramente para o Clube, são quase sempre os primeiros a ser preteridos em detrimento de “apostas” do catálogo empresarial sempre tão rico em promessas de além-mar.
James Rodriguez vive uma situação ligeiramente diferente. Apesar do pouco espaço, constata-se que o “miúdo” não tem pés de tijolo, e é perceptível que a equipa técnica quer o ter por perto nesta decisiva fase de maturação enquanto jogador. Já o outro Rodriguez, o Cristian, parece ter, definitivamente, as portas de saída escancaradas. Nem é muito difícil perceber o alívio que a SAD sentirá no dia em que alguma alma caridosa cubra o investimento realizado no Cebolita, e a alivie do encargo mensal que ele comporta.

Não é crível que haja avanços concretos para contratação de jogadores nesta fase. As movimentações trazidas à estampa pela comunicação social por estes dias parecem mais relacionar-se com jogadas de antecipação do que virá em pleno Verão. Há pequenas lacunas que nunca foram devidamente salvaguardadas, como as alternativas a Fernando ou Álvaro Pereira, mas soluções milagrosas não se vislumbram e a margem de manobra pelo limite de inscrições Uefeira é muito curta. Muito provavelmente, o reforço do plantel de Villas-Boas ficar-se-á pela integração do mal fadado Mariano.



















