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domingo, 19 de agosto de 2018

Como ele hesitou...


Curioso seria perceber se Carlos Xistra marcaria aquele penalty caso não tivesse apitado aquele outro a favor do Belenenses. Trata-se, contudo, de uma pergunta retórica. Todos os portistas saberão a resposta...

E lá foi ele ver o monitor, ao minuto 92. Viu uma, duas, três, quatro, dez, quinze vezes e, muito a custo, lá apitou para a marca dos 11 metros.
Alex Telles - quem mais, para um momento como aquele? - com toda a sua categoria e sangue frio, recolocou justiça no marcador.

E tudo parecia fácil quando, poucos segundos na segunda parte, Otavio fez o 2-0, num lance em que, com um misto de inteligência e rapidez, aproveitou da melhor maneira um arriscado atraso do um jogador contrário.
Na altura, dois golos de vantagem pareciam almofada mais que suficiente para conquistar a segunda vitória em outras tantas partidas, mesmo após um primeiro tempo sem grande brilhantismo da nossa parte, onde apenas duas acções dos nossos mais jovens jogadores em campo, causaram mossa na defensiva lisboeta: um bom cabeceamento de André Pereira com a bola a embater na trave e outro, ainda melhor, de Diogo Leite, a facturar após canto de...nem é preciso dizer quem.

Só que, em Portugal, existe sempre o factor-A. O factor-arbitragem.
Do nada, apareceu um penalty a favor dos de Belém (ou melhor, dos do Jamor). Parece que por "posição natural dos braços", os árbitros entendem "braços junto ao tronco". Só mesmo de quem nunca jogou futebol. Ou melhor, só de quem, no fundo, não gosta assim tanto de futebol e não o entende.
A nossa equipa tremeu, claro. O que já não estava fácil, pior ficou e não mais passaríamos do nosso meio-campo (sim, a relva prendia e estava muito calor, mas não só...).
Ninguém ficou, pois, muito surpreendido quando surgiu aquele 2-2, que parecia final para as nossas aspirações.

Só que, ironia do destino, o que o "dream-team" Xistra/Capela não contaria era com aquele penalty nos descontos e, por uma vez, não dava mesmo para não marcar. Não o fazer, após aquele outro oferecido ao Belenenses, até no país dos "padres", toupeiras e "vouchers" seria por demais.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Nada de novo à 4ª Jornada...


Nada de novo. Em Vila do Conde o Benfica empatou um jogo que devia ter perdido. O árbitro Hugo Miguel conseguiu ver uma falta na área vilacondense sobre o 'piscineiro' Jonas, e apressadamente marcou penalty que o mesmo converteu. Um lance que ocorreu nos minutos seguintes ao golo do Rio Ave. Foi este mesmo Hugo Miguel que na época passada não conseguiu ver dois penalties a favor do FC Porto no jogo em Braga por agarrão claro a Felipe e por falta sobre Otávio. Neste jogo em Vila do Conde, Hugo Miguel foi ainda hábil ao ponto de perdoar as expulsões a Pizzi, que pontapeou um adversário aos 74' nas suas barbas (!) e a Eliseu, que continuou a colecionar agressões impunemente num jogo que nem sequer deveria ter disputado (alô, Comissão de Disciplina ?!). Continua a valer tudo quando se trata de jogadores benfiquistas.


Apesar das denúncias públicas recorrentes de Francisco J. Marques sobre o esquema de tráfico de influências, coação e corrupção montado pelo Benfica, os árbitros continuam a atuar como se a população ainda não soubesse do que se passa por trás da cortina. Não ganharam vergonha.

Na ressaca do jogo o Benfica ainda teve a distinta lata de acusar FC Porto e Sporting de criarem "clima de grave coação e intimidação".


Às claques "de adeptos organizados" do Benfica foi permitido que saíssem do Estádio dos Arcos ao mesmo tempo que os adeptos da casa. A responsabilidade foi do esquema de segurança (ou da ausência dele) montado pela PSP. Houve agressões graves a adeptos do Rio Ave, tendo o clube de Vila do Conde reagido oficialmente em Comunicado. Ninguém foi/será responsabilizado. Ao Benfica continua a ser permitido algo que a nenhum outro clube é permitido: ter uma claque não registada, portanto ilegal, e ainda lhe conceder apoios financeiros e logísticos. Os seus membros continuam a espalhar o terror pelos estádios do país. O Ministério Público e a Polícia, designadamente a PJ e a PSP, sabem mas nada fazem para resolver o problema. Serão co-responsáveis morais por acidentes graves que eventualmente venham a ocorrer. O outro responsável moral será o Benfica na pessoa do seu presidente Luis Filipe Vieira, que publicamente negou o óbvio com a maior desfaçatez.

Foto: OJOGO (Fábio Poço/Global Imagens)

Por outro lado, a casa do FC Porto de Famalicão foi vandalizada com o arremesso de tochas e garrafas, tendo provocado ferimentos ligeiros a alguns adeptos que se encontravam na esplanada. Por anónimos ou por membros de "grupos organizados de adeptos", não se sabe. Mas não será difícil adivinhar.

No jogo em Braga o árbitro Carlos Xistra ainda deu um ar da sua graça. Só na primeira parte perduou 3 cartões amarelos a jogadores do SC Braga. Na segunda parte, menos mal, ou melhor, com maior equidade no juízo disciplinar, não significando isto que tenha estado propriamente bem. Duas entradas perigosas, uma para cada equipa, poderiam ter visto o vermelho direto.

Não bastará, assim, a denúncia pública do Diretor de Comunicação do FC Porto e das várias páginas portistas com maior audiência nas redes sociais. É necessário ser o Clube, através de elementos da sua Direção, a fazer a denúncia e a exigir alterações profundas na organização da Liga, da Arbitragem e da FPF. É à Direção do FC Porto que cabe liderar um movimento de mudança nas principais estruturas do futebol português. Caso contrário tudo continuará igual e será outro ano de muita indignação e nenhuma ação.
   

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A propósito da nomeação de Xistra…

A propósito da nomeação do árbitro Carlos Xistra para o Vitória Guimarães x FC Porto de amanhã…

Carlos Xistra
«Há muitas pessoas, incluindo portistas, que desconhecem ou já não se lembram dos factos que estão na origem do “Xistrema”.
Recuemos então à época 2001/02. José Mourinho tinha substituído Octávio Machado no comando técnico dos dragões e, com alguns hiatos pelo meio, a equipa vinha encetando uma recuperação segura, chegando-se aos lugares da frente da classificação.
Entre a 20ª e a 23ª jornada, quatro vitórias consecutivas, com 10 golos marcados e apenas 4 sofridos: (…)
23 de Fevereiro de 2002, 19h30, Estádio das Antas, ia jogar-se o FC Porto x Beira Mar da 24ª jornada. Árbitro nomeado: Carlos Miguel Taborda Xistra, de apenas 28 anos (nasceu na Covilhã a 2 de Janeiro de 1974) e que tinha subido à 1ª categoria dois anos antes. (…)»


Esta é a parte inicial de um artigo que publiquei em Agosto de 2009, a que dei o título “A origem do Xistrema”, sobre factos que remontam à época 2001/02.

Relendo esse post (publicado há quase oito anos), constato que há muitas coisas que continuam a ser perfeitamente atuais.

Ele é a preocupação do “polvo”, sempre que a equipa do FC Porto, depois de parecer estar “morta”, consegue várias vitórias seguidas e recupera pontos em relação aos rivais.

Ele é as nomeações cirúrgicas, de árbitros que dão totais “garantias”...

Ele é os árbitros jovens, que querem “mostrar serviço” e agradar a quem manda, por forma a subirem rapidamente na carreira.

Tantos anos depois e, a este nível, tudo ou quase tudo continua na mesma neste triste “campeonato dos vouchers”…

Carlos Xistra recebeu prendas do SLB

Vamos ver como é que as coisas correm amanhã. Há cerca de um ano atrás, num jogo em que foi nomeado para arbitrar outra deslocação do FC Porto ao Minho, as coisas não correram lá muito bem ao senhor Carlos Xistra. Ou se calhar correram, depende da perspectiva...

terça-feira, 8 de março de 2016

Em Braga, o título por um canudo

A verdade é que uma equipa não consegue ser campeã nacional se não tiver defesas centrais. E o FC Porto não tem. Pela enésima vez, Marcano comprometeu todo o esforço da equipa em 70 minutos e deu um brinde ao adversário para este marcar o primeiro golo.


Há que dizer que o árbitro, Carlos Xistra, condicionou o trabalho dos jogadores do FC Porto desde o apito inicial. Aos 17 segundos já o bracarense Djavan entrava a matar sobre Danilo e esse calhorda desse Xistra nem sequer um cartão amarelo mostrou. Se dúvidas houvesse sobre ao que vinha o árbitro, logo ficaram dissipadas no primeiro lance da partida. A partir daí o que se viu foi um árbitro arrogante para com os jogadores do FC Porto e permissivo para com os do SC Braga. Duas faltas sobre Suk dentro da área bracarense ficaram por marcar e mais cartões amarelos aos do Braga ficaram por mostrar. Notou-se que os jogadores portistas se estavam a aperceber que estava ali uma pessoa para os prejudicar. Depois, claro, à primeira oportunidade expulsou Peseiro.

Muitos portistas se deverão questionar sobre a razão e os motivos por que Xistra se comportou desta forma. A resposta é muito simples: porque pode! A verdade é esta, os árbitros fazem gato-sapato do FC Porto porque sabem que nada lhes acontece e que caem nas boas graças do patrão: o Benfica. Ironicamente está a acontecer a Pinto da Costa aquilo que ele tão ferozmente criticou em Américo de Sá: ficar impávido e sereno com os roubos das equipas de arbitragem controladas por Lisboa. O FC Porto está sem liderança, infelizmente. E quanto mais tempo esta situação se prolongar maior será o reinado de domínio do Benfica sobre as instituições que organizam o futebol.

Em termos de jogo jogado foi um jogo repartido, o FC Porto entrou melhor, a partir da meia hora o Braga equilibrou e houve situações de golo para ambas as equipas. Depois da fífia de Marcano a equipa recuperou e ainda conseguiu empatar o jogo aos 86 minutos. Mas pouco depois nova falha no posicionamento defensivo e uma transição rápida permitiu ao Braga adiantar-se no marcador. Já em cima da hora Casillas saiu da baliza e deu um brinde a Alan para este marcar ao FC Porto.

É lamentável ver mais um treinador a arder em lume brando, dando o corpo às balas na conferência de imprensa a chamar a atenção para os roubos de igreja. Porque é que ninguém da SAD dá a cara? Porque é que o Presidente só fala depois das vitórias? O clube vai continuar a ser prejudicado pela arbitragem impunemente? Muita coisa terá de mudar no FC Porto para voltarmos a triunfar.
   

domingo, 31 de maio de 2015

Carlos Pisca


A propósito deste piscar de olho de Carlos Xistra a Maxi Pereira (após o árbitro de Castelo Branco ter mostrado um cartão amarelo ao jogador do SL Andor), a newsletter mais famosa do país reagiu (e bem!) nestes termos:

«O Dragões Diário não viu a final da Taça da Liga, porque poucos jogos podem ser mais desinteressantes do que um jogado entre Benfica e Marítimo, seja um jogo treino no Seixal, ou um jogo a sério em qualquer lado. O certo é que fomos avisados sobre este curto mas esclarecedor vídeo, com esta grande performance do árbitro Carlos Pisca. A Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem e responsável por mais esta nomeação perfeita, deixamos a pergunta: isto será colinho ou manto protector? A nós parece que ambas as respostas estão correctas…
Dragões Diário, 30-05-2015


Leitor atento da Dragões Diário, João Gabriel, diretor de comunicação do SLB, foi ao arquivo e não demorou a reagir no Twitter, colocando duas fotografias que mostram cumprimentos entre Pedro Proença e dois jogadores do FC Porto (Lucho e Hulk), no último jogo da Liga 2011/2012.

Há falta de melhor, comparar os habituais cumprimentos que Pedro Proença trocava com jogadores de diversos clubes (no final dos jogos!), com um piscar de olho cúmplice, estilo, “eu mostro-te este cartão amarelo, mas podes estar descansado que não te expulso”, é ilustrativo do incómodo crescente que a denúncia destas situações provoca no universo benfiquista.

Meus caros, eu sei que dava jeito abafar estes episódios, mas é melhor habituarem-se porque, pelo menos nós, adeptos portistas, não nos vamos calar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O decisivo minuto 44

Talisca pisa jogador adversário (transmissão do Marítimo x SL Benfica)

Ao minuto 44 do último Marítimo x SL Benfica, quando os encarnados de Lisboa venciam por apenas 1-0, Talisca teve uma entrada imprudente, de sola, cravando os pitões da sua chuteira no pé de um jogador adversário.

A BOLA (fonte: blogue Tomo II)
Para além da extrema virilidade do lance, a roçar a violência, com esta entrada Talisca impediu a saída para o ataque da equipa do Marítimo conforme, inclusivamente, é reconhecido no jornal… A BOLA!

Pesando tudo isto, a única dúvida era se este lance seria merecedor de um cartão vermelho directo ou, apenas, de um cartão amarelo, no caso, o segundo para Talisca.

Qual foi a decisão do árbitro Carlos Xistra? É fácil adivinhar…

Nem vermelho direto, nem 2º cartão amarelo. O senhor Xistra limitou-se a interromper o jogo, assinalou a falta (o que significa que viu o lance) e mandou seguir.
Para o ramalhete ser completo, eu diria que só faltou o senhor Xistra dar uma palmadinha nas costas do Talisca e aconselhar o rapaz a ter calma…

Esta decisão do senhor Xistra só pode ser classificada de uma maneira: foi mais uma ROUBALHEIRA DESCOMUNAL…, perdão, mais um pequeno lapso de um árbitro a favor do clube do regime.

O que aconteceria se os encarnados de Lisboa tivessem ficado a jogar com menos um a partir do minuto 44?

Não sabemos. Às tantas, a jogar com menos um, o SL Benfica até poderia ganhar o jogo por 8-0, mas o que a experiência demonstra é que é mais complicado jogar em inferioridade numérica.

Aliás, basta recordar como se desenrolaram três jogos dos encarnados neste campeonato – SL Benfica x Moreirense (5ª Jornada), Estoril x SL Benfica (6ª Jornada) e Penafiel x SL Benfica (15ª Jornada) – para se aquilatar da influência que as expulsões de jogadores adversários tiveram nessas três vitórias do clube do regime.

Em resumo, jornada após jornada, sempre que necessário, os árbitros não hesitam em “inclinar o campo” a favor do SL Benfica e isto quer o árbitro de serviço se chame Carlos Xistra, Bruno Paixão, João Capela, Bruno Esteves, Paulo Baptista, Manuel Mota, Duarte Gomes, Vasco Santos, etc., etc.

É por estas e por muitas outras (felizmente os jogos dão na televisão!), que eu já o disse, mas não me canso de o repetir: este é o campeonato mais fraudulento dos últimos 30 anos (pelo menos).

E só não digo que este bi-campeonato do SL Benfica é (será) vergonhoso, porque a generalidade dos benfiquistas não sente qualquer vergonha em ganhar campeonatos desta maneira.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Há penalties e penalties (e também expulsões)

A propósito dos eventuais lances de penalty no SC Braga x SL Benfica (repararam que todos esses lances, de polémica nas áreas, fazem parte dos resumos do jogo?), e de mais uma expulsão de um jogador da equipa adversária do SLB (ontem foi a vez do bracarense Danilo Silva), vale a pena recordar os branqueados e praticamente ignorados lances de possível penalty (não assinalados) e expulsões (não efetuadas), nas últimas três deslocações do FC Porto (para o campeonato).


17-09-2014: Vitória Guimarães x FC Porto (4ª Jornada)

31’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Defendi puxou o braço a Brahimi e desequilibra-o.

31’: Cartão vermelho por mostrar a Defendi, por ter cometido falta numa jogada em que não havia mais qualquer jogador entre Brahimi e a baliza vimaranense.

63’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Traoré obstruiu e impediu Quintero de prosseguir.



26-09-2014: Sporting x FC Porto (6ª Jornada)

11’: Cartão vermelho por mostrar a Slimani, por ter apertado o pescoço a Martins Indi.

89’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Após um toque de calcanhar de Jackson, Maurício corta a bola com o braço direito.

Maurício corta a bola com o braço

89’: 2º cartão amarelo e consequente cartão vermelho por mostrar a Maurício (o 1º cartão amarelo viu-o aos 23’, após atingir o pé de apoio de Brahimi).



25-10-2014: Arouca x FC Porto (8ª Jornada)

3’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Nuno Coelho atingiu Jackson no seu pé de apoio, rasteirando-o.


55’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Tinoco empurrou Brahimi de forma ostensiva, derrubando-o.


83’: Cartão vermelho por mostrar a Iván Balliu, que, por trás, varreu autenticamente Brahimi, num lance em que poderia ter provocado uma lesão grave ao internacional argelino.



Resumo arbitral das três últimas deslocações do FC Porto (4ª, 6ª e 8ª jornadas do campeonato):
- 5 penalties por assinalar a favor do FC Porto;
- 4 cartões vermelhos para jogadores adversários, que ficaram nos bolsos dos árbitros.

É a designada “verdade desportiva” à moda dos jornalistas e comentadores da praça, não por acaso, quase todos adeptos dos clubes de Lisboa…

sábado, 25 de outubro de 2014

Qualidade + Estabilidade = Goleada

Apenas uma mudança em relação ao FC Porto x Athletic Bilbao: Iván Marcano no lugar de Maicon.

Iván Marcano, que foi o menos bom jogador do FC Porto neste jogo e que, nos primeiros 20 minutos, teve duas falhas defensivas (numa delas o Arouca ia marcando, não fosse a boa estirada de Fabiano).

De resto, viram-se mais e melhores jogadas de entendimento envolvendo o "maestro" Quintero (a jogar no meio, nas costas do ponta-de-lança) e o trio de ataque - Brahimi, Tello e Jackson.

Quintero abriu o marcador ao minuto 24 e desbloqueou o jogo.
Brahimi, após uma grande jogada individual, fez a assistência para o 2º golo.
Tello marcou o canto para Casemiro fazer o 3º golo (de cabeça) e, após ligar o turbo, fez a assistência para o 4º golo.
E Jackson fez aquilo que sabe fazer melhor: marcou dois golos.

Jackson e mais dois golos em Arouca

Mas, para além dos "três mosqueteiros" (que, tal como no romance de Alexandre Dumas, são quatro…), em Arouca viu-se também um melhor entendimento entre os laterais - Danilo e Alex Sandro - e os alas - Brahimi e Tello.

De resto, Quaresma deu seguimento ao seu bom momento, saltou do banco e fez duas "assistências". Na primeira, Quintero pôs a trave da baliza de Goicoechea a abanar (seria um golo de bandeira!) e na segunda Aboubakar fez a bola passar pelo meio das pernas de Goicoechea e "beijar" as redes da baliza do Arouca.

Num jogo em que os holofotes estão virados para jogadores de características ofensivas, é justo também destacar Casemiro (após os assobios que ouviu nos últimos jogos, foi muito bom ter marcado hoje) e Fabiano (debaixo dos postes é um guarda-redes de top).

Aliás, sem a capacidade de luta de Casemiro e alta rotação de Herrera, dificilmente se poderia ter um jogador como Quintero (que não defende) a titular no meio campo portista.

Casemiro a saltar mais alto no Arouca x FC Porto

Casemiro (mesmo carregado pelas costas) a cabecear para o 3º golo do FC Porto

Finalmente, queria agradecer ao senhor Carlos Xistra o facto de não ter assinalado qualquer penalty a favor do FC Porto, porque isso podia perturbar a equipa… Além disso, o FC Porto está bem encaminhado para bater o recorde de grandes penalidades por assinalar nos jogos fora (duas em Guimarães, duas em Alvalade, duas em Arouca…)

Penalty (não assinalado) por falta de Nuno Coelho sobre Jackson

As imagens são evidentes. É óbvio que houve duas situações, na área do Arouca, em que, de acordo com as leis do jogo, deveriam ter sido assinaladas duas grandes penalidades (por faltas claríssimas sobre Jackson e Brahimi) mas, tal como os árbitros que foram enviados para Guimarães e para Alvalade, este também vinha bem instruído…

domingo, 23 de março de 2014

Quintero derruba torre(s) de Belém

14': Jackson Martínez isola-se em direção à baliza do Belenenses. O árbitro auxiliar levanta a bandeirinha e Carlos Xistra, erradamente, interrompe a jogada e marca fora-de-jogo.

27': Jackson Martínez salta mais alto e cabeceia para o fundo das redes defendidas por Matt Jones. Carlos Xistra decide anular o golo e marcar falta ao ponta-de-lança colombiano. (só em Portugal é que se anula um golo em que há um contacto natural entre dois jogadores que disputam uma bola de cabeça).
2º golo anulado ao FC Porto nos últimos dois jogos disputados no Estádio do Dragão (FC Porto x Nápoles e FC Porto x Belenenses), com o resultado ainda em 0-0. Em contrapartida, em Alvalade, foi validado um golo (contra o FC Porto!) precedido de um fora-de-jogo claro. É tudo a "ajudar"...

30': Varela cabeceia, Matt Jones "defende com os olhos" e a bola vai ao poste.

32': Ghilas faz um bom cruzamento, Carlos Eduardo saltou mas não conseguiu cabecear em condições (a imagem seguinte mostra porquê).


37': Remate cruzado de Fernando Ferreira ao poste da baliza defendida por Fabiano. Única oportunidade de golo da equipa do Restelo em todo o jogo.

44': João Afonso carrega Jackson Martínez pelas costas à entrada da área, quando o colombiano iria ficar isolado e, naturalmente, é expulso.

Intervalo: Luís Castro troca Josué por Juan Quintero.

Se nos primeiros 45 minutos o Belenenses tinha defendido com os 11 jogadores atrás da linha da bola, com o 1º remate à baliza do FC Porto (de fora da área e à figura de Fabiano) a ser feito ao minuto 35 (!!!), a 2ª parte foi um "massacre", com o FC Porto a "empurrar" os azuis do Restelo (vestidos de cor-de-laranja) para a sua grande área.
De facto, a jogar com menos um, o Belenenses recuou ainda mais e, durante longos minutos, os 10 jogadores da equipa do Restelo estiveram remetidos aos últimos 25-30 metros do relvado.

Apesar do jogo ter sido interrompido umas 5 ou 6 vezes, para os jogadores do Belenenses respirarem... perdão, serem assistidos pela sua equipa médica (só em Portugal é que esta estratégia é usada de forma tão recorrente e com a complacência dos árbitros), o caudal ofensivo do FC Porto não parou de aumentar e sentia-se que o golo estava iminente.


Aos 74' Carlos Xistra não viu Gonçalo Brandão puxar o braço esquerdo de Jackson (mais um penalty por assinalar a favor do FC Porto), mas quatro minutos depois, o homem do jogo - Juan Quintero -, com um "passe para a baliza", fez o resultado final (1-0).


Daí até ao fim, Quintero ainda haveria (na marcação de um livre) de mandar uma bola à trave, novamente com Matt Jones completamente batido.
Nos últimos quatro jogos (Nápoles, Sporting, Nápoles, Belenenses), os dragões enviaram cinco vezes a bola aos postes da equipa adversária (e ainda há quem ache que Luís Castro é um treinador com sorte...).

Num jogo em que Ghilas foi titular e Luís Castro utilizou Ricardo, Reyes e Kelvin (com Paulo Fonseca andavam pela equipa B), o resultado foi muito escasso para tanto domínio e tantas oportunidades criadas (principalmente na 2ª parte).
Ataques: 60 / 17
Remates: 23 / 4

domingo, 28 de abril de 2013

Um vitória limpinha, limpinha


Depois da "capelada" da semana passada, muitos estavam à espera de um qualquer errozito da arbitragem, para aproveitarem e virem a correr gritar aos sete ventos que o FC Porto também era favorecido neste campeonato da "verdade desportiva". Pois tiveram azar.


"Há sempre alguma dualidade de critérios na avaliação dos lances. Irei analisar para perceber se o Vitória foi ou não prejudicado neste jogo. Não me parece que o Jorge Luiz tivesse intenção de jogar com o braço no lance da grande penalidade. Com 1-0, também me parece ter havido uma situação de grande penalidade mas não foi assinalada"
José Mota (treinador do Vitória Setúbal)

Quanto ao senhor José Mota, faz-me lembrar a história do Pedro e do lobo. No dia em que a sua equipa for mesmo prejudicada e ele tiver razão em se queixar da arbitragem (o que, mais uma vez, não foi o caso), ninguém o vai levar a sério.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Telex do Dia

Por cada João Ferreira que cair, outro Xistra se levantará!

Arrumar a casa antes do regresso à velha Europa



O campeonato português está impregnado de jogos como assistimos esta noite em Aveiro. Bola que corre em sentido único. Uma equipa que defende e outra que ataca. Em metade do campo se joga, apenas intervalado por uns pífios tiros de pólvora seca, sempre no ensejo de quem dispara ver lume a soltar da camara. Não têm nome, pois muitos são os que lhes usam as vestes, que trocam entre si a cada semana que passa. Olhanense, Beira-Mar, tanto faz, ao filme já todos nós lhe conhecemos a sinopse, podendo contudo variar o final da história.

Ainda a refazer-se de uma dessas películas que não lhe coube ao melhor engodo, o FC Porto fez-se de novo à acção desta trama maior do futebol português, o assalto à muralha. Bem se pode dizer que a azia do passado Domingo deu lugar a um relaxado início de fim-de-semana. A vitória azul e branca foi tranquila e Vítor Pereira conseguiu ter margem de manobra para gerir o grupo com decorrer favorável da partida, pensando, invariavelmente, na importante contenda com o Málaga para a Liga dos Campeões.

Não obstante do belo trajecto que a nossa equipa tem feito ao longo desta época, derrubar conjuntos ultra-defensivos como este Beira-Mar tem-nos causado alguns problemas. O jogo enrodilhado não permite fazer uso do estilo de bola corrida que os jogadores portistas apreciam e dominam. O ritmo tende a baixar e muitas vezes, estranhamente, tendemos a acompanhar o balanço.

Felizmente, hoje, o movimento disruptivo de Cristian Atsu veio relativamente cedo. Pelo menos a tempo de evitar desconforto geral às hostes azuis e brancas. O remate pleno de intensão do jovem ganês explorou bem um dos pontos fracos da equipa aveirense, o seu guarda-redes, permitindo que a nossa equipa encara-se o que restava do jogo com alguma serenidade.

Os homens de Ulisses Morais não criaram uma única ocasião de golo. Apenas alguns lançamentos em profundidade prometedores. Carlos Xistra apitava a tudo o que se mexia e puxou de cartões com demasiada facilidade. Magala bem pode lamentar-se do rigor do árbitro. Mas nestas coisas os jogadores devem antever aquilo que vai na cabeça dos homens do apito e não o que está na lei. Pôs-se a jeito e queimou-se. Para próxima alguém que o avise antes de cair na mesma esparrela.

Agruras de arbitragem à parte, a sentença do jogo foi arquitectada por Jackson Martinez – pois claro – num movimento fabuloso onde o colombiano põe em prática toda a sua técnica e excelente colocação de remate. Aí vão vinte golos em dezanove jogos de Cha Cha Cha, que tenuemente vai ameaçando recordes de heróis de dragão ao peito doutros tempos.

Entre o empate com o Olhanense e o triunfo desta noite diante do Beira-Mar a diferença não esteve no futebol jogado mas sim na eficácia nos momentos chave. Converter quando as oportunidades sugerem vale ouro e o FC Porto soube catapultar a sua sorte quando esta lhe sorriu. Eficácia, essa que também poderá ser crucial na próxima Terça-Feira. Mas aí o adversário é outro. Não faz uso das manhas destas equipinhas lusitanas e, sobretudo, tem um naipe de jogadores de enorme qualidade.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os "penalties manetas" e as regras à portuguesa

Os adeptos do SC Braga e, principalmente, os adeptos dos clubes da 2ª circular (incluo neste lote 90% dos jornalistas desportivos portugueses), são unânimes em considerar que devia ter sido assinalada uma grande penalidade contra o FC Porto, mas será que têm razão?

Comecemos pelos factos (por aqueles que são inequivocamente comprováveis pelo vídeo e fotos do lance):

1) O avançado do SC Braga (Alan) faz um remate à queima-roupa relativamente à posição do defesa-esquerdo portista (Alex Sandro).

2) No momento do remate de Alan (ou uns milissegundos antes), Alex Sandro desvia a cara para a posição contrária ao remate e dobra o braço esquerdo, num movimento que aparenta ser de proteção do rosto/cabeça.

3) A bola sai disparada do pé direito de Alan e uma fração de segundo depois bate no cotovelo do braço esquerdo de Alex Sandro.

Perante estes factos, o que disseram os ex-árbitros que compõem o ‘Tribunal de O JOGO’?


Alex Sandro, com o braço, no prolongamento do corpo, fora do seu plano, ganha volumetria…”, Pedro Henriques (ex-árbitro da AF Lisboa)

Não é verdade que o Alex Sandro tenha esticado o braço esquerdo, “prolongando-o do corpo” para “fora do seu plano” (presume-se que para a frente). O que aconteceu foi precisamente o contrário. Alex Sandro dobrou o braço esquerdo, aproximando (e não afastando) o antebraço do seu corpo.

… e de forma deliberada intercepta a bola”, Pedro Henriques

“de forma deliberada”?!! No momento do remate do Alan (quando é visível, ou se pode intuir, a direção que a bola ia tomar), o senhor Pedro Henriques consegue ver algum movimento do braço do Alex Sandro no sentido de interceptar a bola?

Alex Sandro levantou o braço da posição natural…”, José Leirós (ex-árbitro da AF Porto)

Não sabia que o senhor José Leirós era especialista em bio-motricidade… Atendendo a que o Alex Sandro ia em corrida e que, no momento do remate feito por Alan, fez um movimento de proteção do rosto (aparentemente instintivo), qual deveria ter sido a posição natural do seu braço esquerdo?

O lance é passível de várias interpretações?
Sim.

Seria escandaloso se o árbitro tivesse assinalado penalty?
Não. Em Portugal até já houve um campeão - o slb em 2004/05 - em que nos jogos mais complicados e à falta de outros argumentos, os jogadores encarnados faziam pontaria aos braços dos jogadores adversários. Tudo de acordo com as regras... à portuguesa.

A posição dos jogadores e o ângulo em que estava o árbitro permitia-lhe ver o lance na perfeição?
Não. Aliás, as imagens que melhor ilustram o lance foram as captadas pela câmara que estava atrás da baliza.

Perante um lance que é duvidoso, o árbitro fez aquilo que a FIFA recomenda para estas situações, isto é, em caso de dúvida os árbitros não devem assinalar grandes penalidades.

Quanto ao que dizem os comentadores (a começar pelo Luís Freitas Lobo) e generalidade dos jornalistas desportivos, eu compreendo perfeitamente a sua azia (já estavam a esfregar as mãos e deve-lhes ter custado muito os dois golos do FC Porto ao cair do pano).
Eu imagino mesmo os títulos que já estariam alinhavados, para a eventualidade do slb ficar isolado na frente do campeonato…

domingo, 25 de novembro de 2012

A sorte veio no fim


E ao cair do pano eis que se cumpriu mais uma profecia de Jesus. Depois de muitos remates do FC Porto terem sido interceptados pela defesa bracarense, James Rodrigues (quem havia de ser?) descai para a esquerda e remata forte, com a bola a ressaltar em Douglão, batendo na barra e acabando dentro da baliza de Beto. Depois de muitas tentativas e de algum azar (cabeceamento de Otamendi ao poste logo a abrir) durante 89 minutos, o FC Porto foi feliz e acabou bafejado pela sorte como, aliás, tinha previsto o treinador benfiquista.

O FC Porto entrou forte e com vontade de resolver a partida logo nos primeiros minutos. Os responsáveis técnicos terão por certo reparado que o Braga vem sofrendo muitos golos na etapa inicial dos seus jogos. Aos 4 minutos já Otamendi havia cabeceado ao poste para logo no lance seguinte, depois de isolado por Lucho, ter rematado ao lado. A tendência manteve-se durante os primeiros 20 minutos. Muita posse de bola e domínio do jogo mas sem que se conseguisse concretizar esse caudal ofensivo. A partir daqui e até ao intervalo o jogo ficou repartido, com hipóteses de parte a parte (lembro canto directo de Hugo Viana e remate de Mossoró para duas grandes defesas de Helton).

Na segunda parte o Braga baixou (ainda mais) as linhas passando a defender de forma compacta e apostando nas saídas rápidas para o contra-ataque. O FC Porto teve mais dificuldade em criar lances de perigo e em chegar à grande área bracarense. Era previsível que Peseiro tivesse muito pouco a arriscar devido às críticas internas que tem sofrido e por isso parece-me que o FC Porto deveria ter preparado melhor um plano b para chegar com êxito à baliza adversária. Assim, face ao acantonamento bracarense, vimos algumas tentativas de jogo directo pelos portistas e outros tantos remates de fora de área (a maior parte deles interceptados). Após as substituições do costume (Atsu por Varela aos 70’, Defour por Moutinho e Kléber depois dos 85’) Vítor Pereira acabou por ser feliz ao conseguir 3 preciosos pontos num terreno difícil mas, como o próprio já tinha afirmado, “ter sorte dá muito trabalho”.


Queixam-se os de Braga (e os de Lisboa!) de um penalty por marcar por mão de Alex Sandro após remate de Alan. Foi um remate “à queima”, com Alex Sandro a dar o corpo (portanto, de costas para a bola), pelo que me parece que esteve bem o árbitro ao não assinalar grande penalidade. Contudo, também aceitaria se a tivesse assinalado. Em termos técnicos acho que Xistra esteve mal na marcação de faltas, actuando quase sempre “a pedido” da massa adepta local. Em termos disciplinares esteve muito mal: perdoou consecutivamente o amarelo a Ismaily – que estava a marcar James – até aos 70 minutos e só aí entendeu que era demais; não mostrou o amarelo a Hugo Viana por entrada dura para, passados poucos minutos, o mostrar a Varela por uma falta normalíssima.

Já nos descontos e com o Braga a acusar fadiga mental,Salino tentou sacudir a bola e esta embateu em Jackson Martínez que a puxou para o pé esquerdo e mesmo à entrada da área atirou, em força, para o fundo das redes. Estocada final nas aspirações bracarenses com um grande golo.

Destaques positivos: Otamendi, James Rodriguez e Alex Sandro.
Destaques negativos: Danilo, que tarda em afirmar-se na lateral e a justificar o enorme investimento na aquisição do seu passe.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tarzan e os macacos

O Benfica foi avisado do que poderia acontecer em Coimbra e sabemos que essa mensagem chegou a Vítor Pereira”, começou por afirmar Rui Gomes da Silva, em declarações prestadas à Antena 1.
Vejam-se os últimos cinco anos de arbitragem. Pedro Proença, Olegário Benquerença, Carlos Xistra, Soares Dias, João Capela, Hugo Miguel e Rui Silva. Será que e é tudo por mero acaso. Nunca se enganam contra um determinado clube, o FC Porto”.


Nem de propósito, no mesmo dia em que o “Tarzan” se juntou ao choradinho encarnado e veio a público berrar contra a arbitragem de Carlos Xistra no Académica x slb, dizendo que este era um dos árbitros que nunca erravam contra o FC Porto, o Record recordou vários casos de arbitragens polémicas de Carlos Xistra em 2011 e 2012.

Ora, uma dessas arbitragens vergonhosas foi precisamente num slb x FC Porto, disputado a 21 de abril de 2011:
«Benfica-FC Porto (1-3 para a Taça) – A nomeação de Xistra esteve longe de ser pacífica. O árbitro da Associação de Castelo Branco tinha estado no Sp. Braga-Benfica onde Javi García foi expulso e este simples facto e ainda o alarido daí resultante aconselhavam que não voltasse nessa temporada a cruzar-se com o Benfica.
Xistra voltou a fechar o jogo com um balanço negativo para os dragões, que reclamaram nomeadamente uma grande penalidade resultante de uma entrada de Jardel sobre Hulk na área do Benfica, coma agravante de, nesse lance, o Incrível ter visto o cartão amarelo por alegada simulação. Ainda na 1.ª parte, os azuis e brancos saíram com a convicção que Luisão agrediu Otamendi em plena área de rigor do Benfica. No cardápio das queixas portistas registou-se ainda o cartão amarelo mostrado a Alvaro Pereira, num lance em que o lateral-esquerdo não chega sequer a tocar em Maxi Pereira. Um cartão mostrado muito cedo e que de certa forma inibiu o belicoso lateral portista. Também Cristian Rodríguez viu um cartão amarelo, aos 31’, que os responsáveis dos dragões consideram não ter qualquer sentido.»
in record.pt


Mas há mais, muito mais. Por exemplo…

Como diz o meu amigo Alexandre Burmester, e eu estou de acordo, este Rui Gomes da Silva é a pior espécie de benfiquista, é um benfiquista do Porto. Sempre, ou quase sempre, que abre a boca para falar de futebol, já se sabe que o que vai sair dali é um conjunto de dislates, barbaridades e provocações, mas enquanto houver “macacos” que se babam a ouvir o que ele diz, não hão-de faltar pés de microfone a fazer de jornalistas.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Contra Xistra e contra todos



Como se já não bastasse a vantagem de 2 golos trazida do Dragão, ao slb saiu mais um brinde: o árbitro nomeado para a segunda mão de meia-final da Taça a disputar no Estádio da Luz foi Carlos Xistra. Para os mais esquecidos este habilidoso é o mesmo que em 23 de Fevereiro de 2002 apitou o FC Porto x Beira-Mar que terminou com a derrota do FC Porto por 2-3. Esse foi um jogo estranho, havendo sempre algo (os adversários e o árbitro) no caminho da equipa então treinada por José Mourinho. Rezam as crónicas que Xistra mostrou 5 cartões amarelos e 2 cartões vermelhos à equipa portista. Mesmo a jogar com 9 jogadores o FC Porto foi para a frente e acabou por ver Fary marcar o 3º golo do Beira-Mar. Nesse dia nasceu mais um árbitro de grande categoria nacional, assim como 3 anos antes tinha nascido outro em Campo Maior.
Depois dessa derrota caseira Mourinho esteve mais de 9 anos sem perder jogos em casa para o campeonato (a última foi há apenas algumas semanas já no Real Madrid). Pudera, nunca mais lhe apareceu um Xistra!

Mas Xistra já não é virgem em termos de penalties-fantasma contra o FC Porto. Em Fevereiro de 2009 o FC Porto deslocou-se a Alvalade para um jogo contra os calimeros a contar para a Taça SLB (“Taça da Liga” para os leigos). Depois de se ter adiantado no marcador por Farías, e a jogar com um 11 repleto de reservas, o FC Porto viu Xistra inventar 2 penalties para o Sporting dar a volta ao resultado. Podem ver os lances aqui.

Em 10 de Janeiro de 2011, depois do jogo FC Porto x Marítimo para o campeonato, o José Correia escreveu aqui no Reflexão Portista as seguintes palavras premonitórias:

“Carlos Xistra faz parte daquele tipo de árbitros habilidosos, que sabem “gerir o jogo” e enervar jogadores e público de forma inteligente. Não quero com isto dizer que também não recorra a penalties fantasiosos, ou a outro tipo de lances mais polémicos mas, por vezes, é possível atingir os mesmos objectivos sem que o árbitro corra tantos riscos de dar nas vistas.
Como? Através de amarelos cirúrgicos, dualidade de critérios, faltas ao contrário, quebras de ritmo de jogo, etc., algo em que, por exemplo, Lucílio Baptista era especialista.”


No jogo da passada quarta-feira "geriu o jogo" e ainda recorreu a um penalty fantasioso.
Mas o que é um facto é que nem com um Xistra inspirado o slb conseguiu superar o poder do FC Porto. Xistra tinha sido acusado de ser o único culpado da derrota benfiquista em Braga por ter expulso Javi García quando este deu uma estalada no Alan – Xistra já deveria saber que não se podem expulsar jogadores do slb (apenas os seus adversários). Vamos por partes.

Nos primeiros 20 minutos de jogo foram diversas as faltas inexistentes contra o FC Porto que originaram livres tão ao jeito de Luisão & Cia. O caso exemplar é o do cartão amarelo mostrado a Álvaro Pereira por suposta falta sobre Maxi Pereira. O portista nem sequer toca no adversário que passa por ele arrastando o pé e deixando-se cair. Dos livres-fantasma nada resultou, felizmente. Em qualquer das disputas de bola mais físicas, se o FC Porto ganhava o lance era falta, se era o slb então Xistra mandava seguir, qual sinaleiro apressado. Estava bem patente no rosto dos jogadores portistas o desespero por uma arbitragem tão caseira.

Há um outro caso gritante ainda no primeiro tempo. Luisão corta uma bola dentro da área do slb e assenta o outro pé ostensivamente na cara de Otamendi que tinha feito um "carrinho". O argentino ficou com a cara muito marcada. Foi tudo menos casual (ao contrário do que tentava explicar-se o desesperado comentador Sportv). Faltou o penalty e a expulsão do capitão benfiquista. Xistra mandou seguir…

Na segunda parte foi o caos total. No campo continuou a assistir-se à mesma dualidade dos critérios, técnico e disciplinar. Por um lado perdoou o segundo amarelo a Cristian Rodriguez porque sabia que o primeiro tinha sido mal mostrado. Por outro deixou que o Coentrão fosse a correr em direcção a ele e lhe chamasse tudo e mais alguma coisa, que lhe encostasse o nariz à cara e depois disto mostrou-lhe um cartão amarelo.

O lance do segundo golo do FC Porto é claramente em fora-de-jogo, mas a decisão de deixar jogar foi do auxiliar, não foi de Xistra.

O penalty que dá o único golo ao slb é anedótico. Saviola atira-se para o chão sem que Sapunaru lhe chegue a tocar. Este argentino voa imparável para o chão em qualquer relvado deste país. Não admito ingenuidades ou erro de avaliação neste lance. É pura má-fé de Xistra. Mas quando ocorreram lances bastante mais duvidosos (e, esses sim, passíveis da marcação de grande penalidade) na área do slb Xistra mandou seguir. Para variar. Num deles ainda se deu ao luxo de mostrar cartão amarelo ao Hulk por simulação. Xistra é o verdadeiro Calabote dos tempos modernos.

Com uma arbitragem escandalosamente caseira o FC Porto conseguiu vencer na Luz por 3-1 de forma categórica. E mais uma vez se prova a máxima de que para o FC Porto triunfar não lhe basta apenas ser o melhor, tem de ser muito melhor porque do outro lado poderá sempre aparecer um Xistra.

domingo, 13 de março de 2011

O poder do slb na LPFP



«No plano disciplinar o jogo tornou-se bastante mais exigente, como se constata pela acção disciplinar exercida, mas aqui o árbitro contribuiu também, em parte para isso com os seus erros, sobretudo com a expulsão, injustificada, do n.º 6 da equipa B [n.d.r - Javi García] aos 40 minutos do primeiro tempo, caso que acabaria por marcar negativamente a sua actuação e o próprio desenrolar do jogo»
Joaquim Dantas
in Relatório de Observação ao árbitro do jogo Braga x slb


Segundo julgo saber, durante o consulado de Cunha Leal na Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), foi promovida uma mudança significativa no lote de observadores de árbitros. Coincidência ou não, a partir dessa "reestruturação" nos quadros da Liga, situações como esta tornaram-se vulgares, isto é, árbitros cuja actuação desagrade aos todo poderosos senhores da Luz, são fortemente penalizados na nota e crucificados na praça pública (veja-se o que aconteceu a Pedro Henriques e já esta época a Olegário Benquerença).

Neste contexto, e perante o enorme poder que o slb tem no futebol português, não me admira que este Joaquim Dantas tenha a desfaçatez de escrever no Relatório de Observação, que um jogador que deu um soco noutro foi «injustificadamente» expulso.

O problema é que desta vez o país inteiro viu as imagens e, com a excepção de dementes, ou benfiquistas cegos pela fanatismo fundamentalista, toda a gente viu que Javi Garcia agrediu Alan com um soco.

Perante o escândalo público que é este relatório, de uma subserviência canina aos interesses do slb, até quando o observador Joaquim Barbosa Dantas irá continuar a "trabalhar" para a LPFP?

P.S. A Liga irá investigar quem disponibilizou o relatório do observador ao Record e A Bola?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Xistralhadas


Carlos Xistra faz parte daquele tipo de árbitros habilidosos, que sabem “gerir o jogo” e enervar jogadores e público de forma inteligente. Não quero com isto dizer que também não recorra a penalties fantasiosos, ou a outro tipo de lances mais polémicos mas, por vezes, é possível atingir os mesmos objectivos sem que o árbitro corra tantos riscos de dar nas vistas.
Como?
Através de amarelos cirúrgicos, dualidade de critérios, faltas ao contrário, quebras de ritmo de jogo, etc., algo em que, por exemplo, Lucilio Baptista era especialista.
No FC Porto x Maritimo, até Guarín matar o jogo com o 3-1, assistimos a um pouco de tudo isto, principalmente na 1ª parte, com faltas sucessivas dos marítimistas a passarem sem a devida punição disciplinar (Moutinho e Hulk que o digam).

Neste jogo houve algumas particularidades, como o facto de Xistra querer “premiar” o melhor jogador em campo – Guarín – com um cartão amarelo. Ao contrário de outros lances, fê-lo revelando um rigor extremo para com o jogador do FC Porto, que viu o cartão amarelo por festejar o seu 2º golo com um chapéu do seu país. Contudo, três minutos depois, já foi mais brando e não puniu Ricardo Esteves com o segundo cartão amarelo, quando este empurrou Belluschi e evitou uma jogada prometedora do ataque portista. Critérios...

Mas a melhor xistralhada do jogo foi o lance que antecedeu o golo do Marítimo. Djalma chegou atrasado à disputa de uma bola e pisou o pé de Sapunaru, provocando uma lesão que, uns minutos depois, obrigaria o romeno a ser substituído. Deveria ter sido falta contra o Marítimo e cartão amarelo (no caso o segundo) para Djalma. Mas qual quê. Este digno sucessor de Carlos Valente, Lucilio Baptista e outros apitadores da mesma estirpe, inventou um livre contra o FC Porto e, ainda por cima, amarelou o defesa dos dragões!

Na sequência desse livre, com o FC Porto reduzido a 10 jogadores e sem poder contar com o 1,87m de Sapunaru na área (teve de sair para ser assistido), o Marítimo marcou de cabeça, reduzindo para 1-2 e voltando a colocar incerteza no desfecho do desafio.

Tudo acabou bem e, portanto, não vale a pena falar na arbitragem, certo? Pois eu penso o contrário, precisamente por o FC Porto ter ganho, de forma indiscutivel e sem espinhas, é que devemos falar nestas xistralhadas, sem corrermos o risco de isso ser visto como desculpas esfarrapadas para insuficiências internas.

P.S.1 A não ser que algum dos comentadores afectos ao FC Porto puxe pelo tema, o que eu duvido, é certo que esta arbitragem de Xistra não será motivo de conversa nos programas que, na rádio e nas televisões, analisam os jogos do fim-de-semana.

P.S.2 As equipas de Mourinho são autênticas máquinas de futebol e, seguramente, não é por acaso que há uma enorme série de jogos que o special one não perde em casa para jogos do campeonato. Surpreendentemente (ou talvez não), a última derrota caseira do Mourinho foi num, à partida, inofensivo FC Porto x Beira Mar, disputado no antigo estádio das Antas, em 23 de Fevereiro de 2002. O FC Porto perdeu por 2-3, mas em condições muito especiais. Aos 25 minutos ficou reduzido a 10 jogadores (expulsão de Jorge Andrade) e aos 74’ reduzido a nove (expulsão de Deco). Houve ainda mais quatro portistas “premiados” com cartões amarelos. O árbitro desse jogo? Carlos Xistra!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O resultado agradou à multidão

O segundo amarelo ao Maxi (Pereira), que ficou por mostrar, colocava a nossa equipa a jogar de outra forma. Assim como o David Luiz, que encostou a mão na cara do Alan e não foi punido. Estes factores podem ter sido decisivos. Se os juízos fossem correctos podíamos ter chegado à vitória. São lances que podem decidir o jogo
Domingos Paciência, no final do slb x Braga


No caso do David Luiz, embora o Domingos tenha relembrado e feito a analogia com a expulsão de Alan em Guimarães, penso que o vermelho seria excessivo. Justificava-se o cartão amarelo, mas Carlos Xistra nem falta marcou.

Agora, no lance verificado no final da 1ª parte, em que Maxi Pereira derruba Luis Aguiar numa entrada fora de tempo, o árbitro viu e só não mostrou o 2º cartão amarelo ao defesa encarnado porque não quis. Num momento difícil e com um resultado completamente em aberto, o árbitro teve o “bom senso” de evitar que o slb tivesse de jogar toda a 2ª parte com menos um jogador. É o xistrema no seu esplendor!

Parafraseando a apreciação global feita por Jorge Coroado ao desempenho de Carlos Xistra, “Quando a multidão corre para um lado, contrariá-la é loucura. Porque o resultado agrada à multidão, pode dizer-se que a arbitragem foi positiva.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mais uma vez contra 14

Não é preciso analisar à lupa a actuação de Jorge Sousa no último Sporting x FC Porto, para se constatar que estivemos perante uma arbitragem de campo inclinado, com vários erros graves, prejudicando sempre a mesma equipa – o FC Porto – e que, por isso, teve uma enorme influência no resultado final. As imagens são claríssimas e as opiniões de ex-árbitros vão todas no mesmo sentido. Contudo, parece que não se passou nada de especial. Não houve capas de jornais inflamadas, o futebol português não está de luto e ninguém clamou para que o árbitro fosse remetido para a “jarra”.

O que diria a comunicação social do regime e os “calimeros de Alvalade”, se o golo do FC Porto tivesse sido precedido de um fora-de-jogo indiscutível do marcador do mesmo, se um jogador azul-e-branco tivesse entrado por trás e cravado os pitões na perna de um sportinguista (como Maniche fez a Moutinho aos 60’) ou se, devido a um erro/precipitação do árbitro, a equipa leonina tivesse sido obrigada a jogar com menos um durante os últimos 25 minutos? Não é preciso ser bruxo, porque todos sabemos a resposta.
Em contraponto, muitos portistas acham quase normal ser prejudicados em jogos contra os “viscondes”, principalmente quando esses jogos são disputados em Alvalade ou em campo neutro. E, de facto, analisando a história destes confrontos têm razão para isso.

Para não ficar por generalidades, ou insinuações vagas, para além deste último jogo, recordo mais nove (!) Sporting x FC Porto deste século, marcados por arbitragens vergonhosas e campos inclinados.

Época 2001/02, Agosto de 2001, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
1ª jornada de um campeonato que viria a ser ganho pelo Sporting. Logo aos 35 minutos, o senhor Lucílio Baptista expulsou o Costinha, mostrando-lhe o 2º cartão amarelo, após uma simulação grosseira de João Vieira Pinto. A televisão mostrou, de forma clara, que o Costinha nem sequer tocou no “grande artista”. O FC Porto jogou quase uma hora com menos um jogador e já perto do fim, sofreu um golo e perdeu o jogo por 0-1.


Época 2002/03, 12 de Janeiro de 2003, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
«Não foi mas podia ter sido complicado o resultado da arbitragem de Lucílio Baptista (...). Só que a vitória portista foi tão incontestável que ninguém vai dar o relevo que teriam noutras situações três lances de grande penalidade não assinalados, todos a favor do FC Porto. Dois deles foram flagrantes (puxão de Kutuzov a Derlei na área do Sporting, aos 33', e mão de Contreras na área para travar um cruzamento de Clayton, aos 81'), mas o terceiro dificilmente o árbitro poderia ter visto, pois estava a colocar-se no terreno quando Tiago, ao pontapear a bola na área, atingiu primeiro Jorge Costa.»
O JOGO, 13/01/2003

Para além destes três lances, houve um quarto penalty não assinalado, na jogada que precedeu o golo do FC Porto. Quatro penalties, a favor do FC Porto, que ficaram por assinalar num só jogo!


Época 2003/04, 31 de Janeiro de 2004, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
Foi o terceiro Sporting x FC Porto consecutivo arbitrado por Lucílio Baptista (fantástico o critério das nomeações!) e, se um ano antes tinha feito vista grossa a quatro penalties a favor do FC Porto, desta vez não hesitou em assinalar dois penalties contra os dragões. Mas o desafio teve muitos mais casos de arbitragem de claro prejuízo do FC Porto, os quais podem ser recordados aqui.
No final do jogo, os dirigentes do Sporting consideraram que o árbitro tinha realizado um “bom trabalho”, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga (o confesso sportinguista Luís Guilherme) considerou a arbitragem de Lucílio Baptista "extremamente positiva" e os jornais Record e A Bola atribuíram-lhe uma elevada pontuação.


Época 2004/05, 21 de Março de 2005, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: João Ferreira
«McCarthy e Seitaridis terão sido mal expulsos do clássico no entender dos especialistas de O JOGO. No lance do grego, punido com vermelho pela grande penalidade cometida, as críticas a João Ferreira são unânimes: Seitaridis deveria ter visto apenas um amarelo por cortar uma linha de passe e não uma situação de golo iminente. Na avaliação feita à cotovelada do sul-africano, apenas António Rola aceita o entendimento do árbitro, apesar de, à semelhança dos outros, ter ressalvado que achava a expulsão demasiado severa.»
‘Tribunal de O JOGO’, 22/03/2005

«Ontem, ao minuto 35 do jogo de Alvalade, o Sr. João Ferreira decidiu abrir o caminho do título ao Benfica, juntando-se a uma vasta campanha nacional em curso que tem como objectivo levar o Benfica ao título, nem que seja por decreto-lei. (...) De uma assentada, o Sr. João Ferreira conseguiu atingir duplamente o FC Porto: tomando decisões que se revelaram determinantes na derrota e privando a equipa de contar com McCarthy para os jogos seguintes.»
Miguel Sousa Tavares, A Bola, 22/03/2005


Época 2007/08, 11 de Agosto de 2007, (Supertaça, Leiria)
Árbitro: Bruno Paixão
Logo ao 2º minuto, zás, amarelo para o Paulo Assunção e passados mais oito minutos foi a vez de Pedro Emanuel, após ter feito uma falta normalíssima, também ficar amarelado. E assim, ao minuto 10, um dos defesas-centrais e o médio-defensivo (um jogador-chave nas compensações defensivas dos dragões) já estavam condicionados para o resto do jogo.
Poucos minutos após o início da 2ª parte, e ainda com o resultado em branco, deu-se o caso do jogo. Dentro da área do Sporting, Tonel corta a bola com a mão bem acima da cabeça. Os jogadores viram e o público, a avaliar pela reacção vinda da bancada, também não teve dúvidas. Penalty claríssimo em qualquer parte do mundo (e amarelo para Tonel), mas que Bruno Paixão (bem posicionado) e o árbitro-assistente que acompanhava o ataque do FC Porto decidiram ignorar.


Época 2007/08, 18 de Maio de 2008, (Taça de Portugal, Jamor)
Árbitro: Olegário Benquerença
Para além da enorme dualidade de critérios na mostragem dos cartões, em claríssimo prejuízo do FC Porto, o lance mais flagrante, em que Olegário mostrou ao que vinha, ocorreu aos 71 minutos, instantes antes da expulsão de João Paulo. Primeiro Polga e depois Miguel Veloso derrubam Lisandro dentro da área do Sporting, em ambos os casos sem nunca tocarem na bola. Fruto desta decisão de Benquerença, de uma situação em que o FC Porto poderia ter passado para uma vantagem no marcador, passou, isso sim, a jogar com menos um jogador!
O jogo terminou com os sportinguistas em festa e com os jogadores do FC Porto a chorar, com a revolta estampada no rosto. O festival dado por Olegário neste jogo pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, Agosto de 2008, (Supertaça)
Árbitro: Carlos Xistra
Logo no jogo de abertura da época, a Supertaça Cândido de Oliveira entre o Sporting e o FC Porto, Xistra perdoou a expulsão a dois sportinguistas, conforme pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, 9 de Novembro de 2008, (Taça de Portugal, Alvalade)
Árbitro: Bruno Paixão
Uma arbitragem desastrosa, com erros a prejudicar as duas equipas mas, quer no aspecto técnico, quer no disciplinar, não há dúvida para que lado é que o campo esteve inclinado. Por exemplo, perante a habitual pressão histérica do público de Alvalade, Bruno Paixão amarelou três jogadores do FC Porto entre os 37 e os 46 minutos. Nesta altura do jogo, o FC Porto tinha um total de 6 faltas (uma média de um cartão amarelo por cada duas faltas!), enquanto o Sporting já ia em 16 faltas (e zero cartões). Mas houve muito mais, que pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, 4 de Fevereiro de 2009, (Taça da Liga - Meia-final, Alvalade)
Árbitro: Carlos Xistra
A forma como Xistra inventou dois penalties, invertendo um resultado de 1-0 a favor do FC Porto para o 2-1 que abriu caminho à vitória leonina, ficou nos registos como uma das maiores poucas vergonhas dessa época.

"Tal como há fantásticos jogadores e treinadores que tomam opções erradas, o mesmo acontece com os árbitros. Estamos na presença de um excelente árbitro, mas que se equivocou numa fase de jogo em que o marcador estava em 1-1, num lance em que Postiga devia ter levado segundo amarelo por simulação e o Sporting ficava com dez jogadores. Em vez disso assinalou penalty contra nós, um de dois mal assinalados. Há lances que são grande penalidade e não o são no nosso estádio. É difícil conseguir clima de tranquilidade na arbitragem, assim. É com isto que temos de viver."
José Gomes (treinador-adjunto do FC Porto), na conferência de imprensa


É por estas e por outras, que alguns sportinguistas deviam lavar a boca quando falam no “Sistema” ou em Apitos. Mas não, para além de uma memória altamente selectiva, chegam ao ponto de se queixarem até em jogos que são beneficiados!