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quinta-feira, 30 de maio de 2019

O Clube do amanhã: apostar nos miudos ou nos bolsos alheios?


É sempre uma alegria especial quando o FC Porto levanta um título mas talvez seja maior ainda quando são títulos dos putos. Os putos da casa. Os que sentem a camisola, muitos deles andam ali desde muito pequenos. São o nosso ADN e seja qual for o futuro que lhes depara, sempre vão ser parte nossa. A formação do FC Porto foi campeã da Europa há um mês e sagrou-se campeã nacional ontem. Uma dobradinha sem paralelo na história do futebol português. O impacto mediático foi quase nulo em ambos casos. O FC Porto forma bem, muito bem, mas vende-se mal, muito mal. Para muitos esse é um problema. Não é. O grande problema é outro. O FC Porto forma bem, muito bem, mas aproveita pouco, muito pouco. Esse é talvez o maior desafio com que nos encontramos para o futuro imediato. Aproveitar uma geração excelente ou deitar fora uma oportunidade histórica para beneficio próprio de uns poucos.

Durante anos ouvimos lenga-lengas sobre a impossibilidade de ser competitivo recorrendo a jogadores da formação. O exemplo claro era o Sporting, um clube que raramente deveria servir de exemplo para o que fosse (formaram o melhor jogador europeu de sempre e deixaram-no sair por tostões), e o discurso apontava à necessidade de experiência, maturidade e que a formação fosse apenas um complemento. Claro que o Barcelona tratou de desmentir isso mas como tinham um génio absoluto como Messi tudo ficou relativizado. Também não ajudou o facto do Porto, entre a era Mourinho e os anos de Conceição, realmente, não ter tido uma grande formação. Geraram-se grandes expectativas com alguns jogadores pontuais mas nunca nenhum deu verdadeiramente o salto. Havia alguns títulos mas zero impacto no plantel e na própria evolução da carreira de muitos jogadores. Atrás tinham ficado os anos 90, onde havia realmente prata da casa de grande nivel. E apostar quando não há qualidade faz pouco sentido apostar forte, ainda que faz menos ainda ter o plantel recheado de jogadores piores vindos de fora para papeis absolutamente secundários quando a prata da casa podía cumprir perfeitamente essa função. As comissões, já sabemos.
O paradigma começou a mudar nos últimos anos, pouco a pouco. Foi-se trabalhando melhor, desde a base, mas esse trabalho leva o seu tempo. Os que hoje são campeões europeus e nacionais levam cinco, seis anos nessa dinâmica. Havia que esperar. Mas entre essa espera e o agora houve 4 casos singulares que explicam bem o que é a formação do FC Porto e como o clube a vive. E aí é onde se pode entender a gigantesca diferença entre o FC Porto e o Benfica. 
Lá em baixo vendem o Seixal como o novo Alcochete, o centro por excelência da formação mundial e talvez europeia. Foi sem dúvida uma jogada acertada terem contratado muitos dos treinadores e olheiros do Sporting e a qualidade subiu exponencialmente nos últimos anos, é impossível discutir. A formação do Benfica é boa, bastante boa. E vende muito porque estamos em Portugal, um país que fez do Mantorras o Eusébio. O minimo é que tivessem feito do Bernardo Silva o novo Cruyff. Mas tem algo que continua a faltar ao FC Porto, uma ideia de clube. Quer queiramos quer não a estrutura actual do FC Porto não existe. Sobrevive um Politburo soviético na pré-reforma, desfasado do tempo e onde primam os intereses pessoais ao mesmo tempo que se afiam facas. Cada decisão é vista sob essa perspectiva, a quem interessa, como, quanto e porquê. O Clube normalmente tem ficado para último plano com regularidade. No Benfica isso não acontece porque o seu Presidente, como o nosso foi durante décadas, não tem contestação e as suas decisões são a base da política de todo o clube. E é por isso que a formação do Benfica tem sido aproveitada e rentável, porque tudo é feito do primeiro ao último dia para ser assim. São vendas fáceis, sem custos, tê-los na primeira equipa é algo mediaticamente popular com os adeptos e permite criar uma liturgia óbvia de rendição ao mercado para beneficio do clube ("nós não queriamos vender, mas...". Por isso, desde há cinco anos para cá, uma formação pior que a nossa tem tido na primeira equipa mais jogadores (e a experiencia, quando se dá o salto, é FUNDAMENTAL) e portanto gerado mais valias superiores às que possamos gerar. No Porto, nesse periodo, há 4 jogadores que realmente tiveram um impacto minimo da formação, um abismo. Desses 4 um deles – Ruben Neves – tem o 60% dos jogos disputados. E não foi uma aposta do clube, foi uma aposta muito pessoal de um treinador que não teve problemas em fazer com que o jogador saltasse escalões porque tinha esse nivel (olá Fábio!!). E tem-o. Já o provou no campeonato mais exigente do mundo, com um treinador que contribuiu também para a sua desvalorização de mercado perante o olhar sereno de quem manda. Não esquecemos!

O restante 30% dos jogos disputados divide-se por André Silva, Diogo Dalot e Gonçalo Paciência. São 3 casos muito diferentes em si mas que resumen muitas coisas. 
André podia e devia ter ficado um ano mais. Ele era o primeiro a necessitar disso como tem provado a sua lenta evolução no Milan e Sevilla. Promete muito mas custa-lhe dar o salto, essa paciência que faltou num ano mais de etapa formativa na equipa principal do Porto (ele que no ano NES levou o ataque sozinho às costas,lembram-se?). 
Porque foi vendido? Porque uma gestão absolutamente desastrosa do Politburo teve as suas consequências práticas e era uma obrigação da UEFA cumprir com o FFP. Quando um clube é mal gerido, como o FC Porto tem sido, dentro e fora de campo, é o que sucede. Ter jogadores do nivel do André e não os aproveitar por culpa própria é uma pena mas pode passar. O caso Dalot é diferente. Há anos que o Dalot estaba bem referênciado por essa Europa fora, não enganava ninguém. Num clube com uma estrutura sólida dos pés à cabeça, com ideia de clube desde a base, o Dalot teria renovado muito antes do tempo. Quando o dossier chegou às mãos do novo director desportivo, Luis Gonçalves, a sua vontade não bastou, já era tarde. Nestas idades basta um movimiento em falso e tudo se pode perder e foi o que aconteceu (como o Barcelona, quando perdeu Pique e Fabregas para United e Arsenal pelos mesmos motivos, não somos um caso virgem, muito longe disso). O Dalot foi à procura do contrato da vida dele porque durante anos não foi mimado como seria expectável para quem, seguramente, será um lateral de topo europeu na próxima década. O desleixo foi evidente e quando se quis corregir já não havia margem. 
E Gonçalo? Gonçalo não tem perfil para titular do FC Porto, é um jogador muito limitado (no modelo de jogo táctico e na sua fragilidade física) e não vale a pena andar a vender narrativas em que é bom ter 11 titulares da casa se esses não estão à altura. O Gonçalo não está. Mas um plantel tem 23 ou 25 jogadores, o do Porto e o de qualquer outro clube. E as provas da UEFA exigem um minimo de jogadores da casa nos inscritos. E quando há vagas para dois ou três avançados suplentes, convén sempre ver os prós e os contras. Dizer que o Gonçalo não tem nivel de titular Porto não significa que não tenha nivel para ser plantel Porto. Não é inferior nem foi inferior a sua aportação a Adrian Lopez (o último resquicio da entrega do clube nas mãos de Mendes). Muito menos de Waris, uma escolha pessoal de Conceição. Ou de Andrade, outro jogador escolhido a meias entre técnico e estrutura que além de ser um desatre ocupou uma vaga no plantel Champions que podia ter sido de Manafá, por exemplo. Todos esses 3 negócios custaram ao Porto dinheiro, muito mais do necessário e muito mais do que foi recebido em troca. Gonçalo custava 0. Não é pior jogador do que André Pereira (que faz parte dessa política e foi uma escolha pessoal do treinador) e seguramente exemplifica outro dos usos possiveis para a formação. Nunca vai render milhões, não está para ser titular mas pode perfeitamente dar forma ao plantel. E foi repatriado para longe. Sem sentido.

O Benfica vende-se melhor mas também mima mais os seus. O Sporting, no longinquo apogeu da sua formação, vendia-se muito mais do que aproveitava os seus, mas ainda assim as suas grandes pérolas foram somando bastantes minutos. Quando um jogador salta dos juniores ou da equipa B o que precisa é disso. Minutos, confiança, apoio do treinador, paciência dos adeptos. O FC Porto tem tido muita dificuldade nesse processo. O treinador é claramente arisco a apostar na formação. Diz que só responde ao Presidente, o mesmo que diz que há muito jogador a aproveitar. Algo não cuadra. Sabemos que há gente que se move como sombras pela formação à procura da próxima comissão (basta ver o filho-agente ou o homem que se levou parte do negócio Ruben Neves para casa para entender) e talvez isso jogue contra os putos quando quem tem de se decidir por pô-los a jogar ou não é um homem extremamente emocional que sabe que tem inimigos dentro de casa que estão mortinhos por vê-lo sair para continurem a fazer o seu trabalho sujo e a sacar a sua suja recompensa. Sabemos tudo isso. Mas continuamos sem entender porque Fabiano é opção em jogos que podiam ser de Diogo Costa. Porque Diogo Leite desapareceu do mapa, porque Diogo Queirós tem zero minutos com a equipa principal quando está referenciado por olheiros dos maiores clubes da Europa como o futuro De Ligt. Porque nunca houve espaço para o Bruno Costa além dos jogos com o Liverpool ou porque nem mesmo nas Taças (esas obsessões de Conceição) não tivemos a oportunidade de começar a ver as jogadas do Baró ou os golos do Fábio.
 São campeões europeus e nacionais, são jogadores com o ADN da casa e que já mostraram ter o carácter ganador que se procura num futebolista de elite. E são jogadores com talento, é evidente. Não precisam de ser capas de jornais mas precisam que apostem neles. Uns vão ser vendidos por milhões seguramente porque o mercado é o que é e não vale a pena criar ilusões de que os vamos agarrar para todo o sempre. Mas também há outros muitos que poderiam acumular anos no plantel jogando mais ou menos. Quando virem as histórias deste ano futebolistico, muitos vão olhar para o Ajax, semi-finalista da Champions e campeão nacional com jogadores que têm praticamente a sua idade e jogam sem medo porque têm a confiança de quem neles aposta. Ninguém quer um FC Porto com 11 jogadores da casa porque não seria realista mas depois de anos a atravesar o deserto quem pode não querer um 11 – e mais com a hemorragia que o plantel vai sofrer este verão – onde esses putos tenham o seu espaço para crescer de mão dada com os que já estão e com o apoio de todos?

Mais comissões. Mais dinheiro gasto em vão. Mais bolsos cheios de meia dúzia de sanguessugas.
Mais miudos campeões. Mais ADN Porto. Mais negocios futuros de máxima rentabilidade para o Clube e não para quem o rodeia.

Nunca foi tão evidente o dilema e nunca a resposta que o FC Porto der nos próximos tempos vai ser mais exemplificativa de que clube estamos a falar para hoje e para amanhã.    

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Quem te viu e quem te vê

Disse aos jogadores que esta época acabou. E agora têm seis jogos até ao final da época, de pré-época, para mostrar quem tem caráter e valor para jogar no FC Porto

Há jogadores que não estão no FC Porto e que farão parte do plantel da próxima época, alguns emprestados, como é o caso do Rafa e do Otávio (...) O Josué é outro dos casos e também vai regressar

dar condições e motivação para que os jovens adiram ao futebol e ao FC Porto e tenham condições para chegar mais cedo à equipa principal (...) e não ter jogadores que, quando entram, perguntam qual é a porta de saída

Sabe quem é o Campaña? Foi um dos que acreditei que era jogador para o FC Porto, mas que nunca tinha visto...

Estas declarações foram feitas por Pinto da Costa, numa entrevista ao Porto Canal no dia 7 de abril, em que confessou ter-se sentido envergonhado com exibições da equipa e anunciou diversas mudanças para a época 2016/17.

Quatro meses depois (naquela que foi a pré-época mais longa de sempre...), comecemos, então, pelo caso de Rafa Soares.
Rafa Soares, capa de O JOGO de 27-06-2016

Bem, não só Rafa Soares não faz parte do plantel 2016/17 (foi mais uma vez emprestado) como, para a sua posição (lateral-esquerdo), a SAD presidida por Pinto da Costa gastou cerca de 13 milhões de euros (!) em dois jogadores: exerceu a opção de compra do passe do mexicano Layún e contratatou o brasileiro Alex Telles.

Outro jogador da formação portista que, tal como Rafa, Pinto da Costa anunciou que iria regressar para fazer parte do plantel 2016/17 é Josué. Na realidade, faz parte é do lote de proscritos que estão a treinar com a equipa B.

Quanto à anunciada aposta em jogadores da equipa B, depois da categoria demonstrada por vários deles na época passada e que culminou com a conquista do campeonato da II Liga, qual é o ponto da situação?

Plantel 2016/17, capa de O JOGO de 20-07-2016

Na realidade, no dia em que arranca o campeonato, nem o plantel é curto, nem há novos jogadores da equipa B a integrar o plantel principal.


«A pouco mais de uma semana do arranque da pré-temporada, Pinto da Costa confirma, ao JN, que o F. C. Porto persegue reforços para a defesa e o ataque, apesar de já ter contratado Felipe, central do Corinthians.
Estou convencido que vamos ter mais alguém. É prioritário ter mais um central e um ponta de lança”»

Um mês depois (em 19-07-2016)...

Ponta-de-lança, capa de O JOGO, de 19-07-2016

Com a "ajuda" do amigo Luciano D'Onofrio, à última da hora lá chegou o desejado ponta-de-lança, o qual, para além de não poder jogar no importantíssimo Play-off da Liga dos Campeões, apenas participou em 2 ou 3 treinos dos mais de 50 feitos pelos companheiros de equipa nesta pré-temporada.

Quanto à outra prioridade identificada por Pinto da Costa...

Alex, capa de O JOGO de 04-08-2016

... até agora nada (nem Alex, nem Boly, nem nenhum outro).

Revendo o "filme" desta pré-temporada e cruzando-o com as afirmações de Pinto da Costa, é com muita pena que cito um conhecido ditado (expressão) popular: quem te viu, quem te vê.


P.S. Apesar dos avanços, recuos, "certezas", indefinições e muitas vicissitudes que encheram esta pré-temporada do FC Porto, a expectativa para o jogo de logo à noite é que, obviamente, a equipa com o maior orçamento (de longe) entre no campeonato com o pé direito e traga uma vitória de Vila do Conde.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Uma aposta séria na formação

Sub-19 e Equipa B (fonte: facebook do FC Porto)

A equipa B do FC Porto, formada na sua esmagadora maioria por jogadores Sub-20 e, em grande parte, por jovens provenientes dos escalões de formação portista, conquistou o duro, extenso (46 jornadas!) e muito competitivo campeonato da II Liga.


Ao serviço da seleção portuguesa, cinco jogadores do FC Porto – o guarda-redes Diogo Costa, os defesas Diogo Dalot, Diogo Queirós e Diogo Leite e o médio Lameira – sagraram-se recentemente campeões da Europa de Sub-17 tendo, uns dias depois, sido recebidos e distinguidos pelo presidente do FC Porto.


E no passado fim-de-semana…

«O FC Porto sagrou-se campeão de Sub-19. Bicampeão para ser mais preciso, depois de ontem bater o Belenenses por 3-2 na última jornada do campeonato. Foi uma recuperação fantástica, com uma segunda volta de seis vitórias e um empate que permitiram transformar o antepenúltimo lugar no final da primeira volta, a seis pontos da liderança, num saboroso título de campeão. Este título e o do FC Porto B são uma bela afirmação da nossa formação
in Dragões Diário, 05-06-2016


Estes sucessos não deixam grande margem para dúvidas. Há muitos anos que não havia tanta “matéria-prima” de qualidade nas equipas de formação portista, nomeadamente dos Sub-17 à Equipa B.

Assim sendo, parece não haver grandes desculpas para, já na próxima época, deixar de ser feita uma aposta séria e consistente em vários destes jogadores.
Naturalmente, a equipa principal não pode ser toda ela baseada em jogadores da formação. Contudo, num plantel de 23-24 jogadores, tem de haver espaço para, pelo menos, meia dúzia destes jogadores, cuja qualidade parece ser indiscutível (de outro modo não tinham ganho o que já ganharam).

Agora, de palavras de circunstância e boas intenções... Sejamos claros, só haverá uma aposta séria em jogadores da formação azul-e-branca se, da parte da Administração da SAD, essa estratégia for assumida e cumprida. Porque, como é óbvio, se neste defeso voltarem a ser contratados 10, 12 ou 15 jogadores, dificilmente haverá espaço, no plantel principal, para mais do que um ou dois jogadores desta geração portista de jovens campeões.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Parabéns à equipa B

A equipa B do FCP conseguiu o feito de ser a primeira equipa B a ser campeã na 2a Liga - estão os jogadores e equipa técnica de parabéns! Isso ainda mais notável é quando na época anterior tinham terminado muitíssimo mais abaixo (nomeadamente na 13a posição).

Sendo motivo de regozijo (dá sempre gosto ver o FCP a vencer), penso que não é de todo caso para embandeirar em arco, e por 3 razões: primeiro porque é um troféu totalmente secundário e não somos lampiões (a propósito, quanto me ri quando há uns anos o slb fez uma enorme festa por vencer a Taça de Portugal chegando ao ponto de vender em grande número cachecóis estampados com «Campeões da Taça»); em segundo lugar, porque o plantel da nossa equipa B custou muito mais do que o de um Chaves (temos investido muitos milhões nos últimos anos em juniores e jogadores para a equipa B); e finalmente - e acima de tudo - porque a equipa B não foi criada para vencer títulos.

O objetivo principal da equipa B é servir de «forno» de talentos para a equipa A, obviamente. Como objetivos secundários temos a oportunidade de 1) dar ritmo competitivo a jogadores jovens, bem acompanhados «em casa», antes de serem lançados às feras a sério, e jogando num estilo de jogo que os preparem para a equipa A; e em menor medida 2) dar ritmo competitivo a um ou outro jogador da equipa A que quase nunca lá jogam ou que vêem de lesão prolongada.

Só depois, mais atrás, vem a classificação. Sendo assim, desde que não desçamos de divisão não há problema.

Dito isto, claro que dá sempre gosto ganhar competições e não deixa de haver uma correlação (longe de perfeita, mas existe) entre a classificação e o valor da matéria prima (que é o que mais interessa). Ou seja: é difícil acreditar q haja muita materia prima promissora se acabarmos no fundo da tabela, e no campo oposto ser campeões dá uma indicação de que há certamente matéria prima interessante e em alguma quantidade.

Esperemos que vários destes jogadores conquistem um lugar na equipa nos próximos tempos. Mais do que nunca, é importante que assim seja, dado o aperto financeiro que aí vem. Para isso todos terão que contribuir: os próprios jogadores jovens (que tenham cabecinha), o treinador da equipa A, o treinador da equipa B (que deve articular o seu trabalho com o treinador principal) e os dirigentes (que terão de resistir à tentação tantas vezes vista de contratar vários jogadores para posições onde temos jovens muito promissores).

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Lampiões “exemplares”

Um jovem adepto portista, em cadeira de rodas, ficou sem uma camisola oferecida pelo guarda-redes Raul Gudiño, após ter assistido a um jogo disputado em Inglaterra, entre as equipas B do SLB e do FC Porto, para a Premier League Cup.




Os contornos desta notícia, que descreve um acto “exemplar” de uns quantos lampiões valentões, podem ser lidos aqui.


Quem também parece ser “exemplar”, são estes dois ex-dirigentes do SLB…

Capa do Correio da Manhã de 04.02.2016

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Uma forma desastrada de queimar promessas

Lopetegui sabe perfeitamente como funciona o futebol de formação. Sabe, provavelmente, mais do que a maioria. Não só treinou o Castilla - a equipa B do Real Madrid - como teve excelentes resultados nos Europeus sub21 com Espanha (pior no caso dos Mundiais sub20). Quando foi anunciado como treinador do FC Porto uma das grandes expectativas que gerou foi a forma como podia dar impulso à estancada formação do clube que parecia gerar bons jogadores à etapa junior que, por um motivo ou outro, falhavam em dar o salto para a elite.

Passou-se exactamente o contrario. Ruben Neves foi uma excelente surpresa – para todos – mas uma andorinha não fez a Primavera e depois dele…o vazio. Gonçalo teve alguns minutos, quase sempre irrelevantes. Á defesa (Lichnovsky, Rafa e Victor Garcia) e ao meio-campo (Francisco Ramos, Podstwaski, Mikel, entretanto recuperado, ou Ivo Rodrigues) o tratamento foi de ignorância absoluta e André Silva passou por um largo purgatorio que mais teve a ver com questões de contratos do que com temas desportivos. Lopetegui não deu na primeira época o passo esperado e isso foi uma desilusão mas também se pensou, talvez com propriedade, que no seu primeiro ano a treinar um clube a sério, o treinador preferira apostar em jogadores mais curtidos. Deixamos as expectativas para o segundo ano mas uma vez mais, já com meia época decorrida, o cenário é similar. Até agora salvo por André Silva, ninguém da equipa B tinha sido chamado a jogar com os A. Nem sequer a brilhante carreira dos B na II Liga, lideres indiscutiveis e de longe a melhor das formações em prova, parece ser suficiente.

Chega então a Taça da Liga, a oportunidade ideal para começar a introduzir os melhores da B junto com os jogadores da A. Lopetegui realmente premiou dois desses jogadores mas fê-lo num contexto completamente despropositado. Alex Ferguson, que de lançar putos entende alguma coisa, seguramente mais do que Lopetegui, sempre disse que era importante, quando se sobe um jogador dos juniores aos A, garantir que este se integre numa equipa estável e com rotinas. Ele já tem trabalho suficiente para ocupar-se do seu lugar como para ter de se preocupar que os colegas ao lado ou á frente nunca tenham jogado juntos. Ferguson defendia - e colocou isso em prática á medida que lançava os Giggs, Beckhams, Scholes, Nevilles e afins - que os jovens deviam ser lançados um por um junto com o onze mais forte em jogos que a equipa pudesse impor o seu estilo para habituá-lo ao cenário que ia encontrar. Nem lançá-los contra rivais claramente inferiores (que poderia sobrevalorizar essa experiência e dar sensações erradas sobre o seu real valor), nem excessivamente complicados (com a pressão inerente a esse tipo de duelos). E sobretudo nunca num onze sem rotinas onde será impossível avaliar até que ponto trabalhou bem no contexto ideal.
Que fez então Lopetegui?

No primeiro jogo a titular de Victor Garcia e de André Silva este ano, o treinador mudou dez jogadores do onze habitual. Mudou absolutamente tudo. Victor Garcia jogou ao lado de uma dupla de centrais que não é a habitual (ainda que tenha experiência) e com um meio-campo com quem associar-se nas subidas que nunca tinha jogado ao mesmo tempo (o que se notou claramente nos apoios). André Silva não sabia com quem conectar-se porque quem jogava atrás dele e pelos flancos estava a conhecer-se ao mesmo tempo que o onze do Maritimo, na máxima força, trazia a lição bem estudada. O resultado é conhecido de todos mas o mais grave é que não se pode sacar nenhuma conclusão da sua introdução ao futebol sénior do clube. Na evidente ausência de rotinas colectivas, como avaliar a prestação de dois jogadores que foram enfiados num onze inédito e pouco ou nada preparado? Como se pode entender isso como integração na primeira equipa quando o ambiente dentro do relvado era totalmente alheio aos jogadores que já pertencem ao plantel principal, quanto mais a dois miudos que queriam dar o tudo por tudo para impressionar?

Está claro que a gestão de uma selecção - com os seus timings, a necessidade de contar sempre com jogadores diferentes por questões de suspensões e lesões - e a de clubes é muito diferente e que Lopetegui, do segundo, entende muito pouco. A necessidade de um onze estável com três ou quatro variáveis é algo que o treinador do FC Porto ainda não assimilou totalmente desde que chegou ao Dragão. O problema está quando as suas próprias dúvidas lhe obrigam a tomar decisões técnicas que prejudicam o futuro de jogadores que podem dar muito ao clube.
Não teria Victor realizado um jogo melhor (ele quem nem foi dos piores) se tivesse ao lado a serenidade de contar com a defesa e o interior direito que são titulares?
André não saberia melhor entender os movimentos dos extremos e interiores habitualmente rotinados nas transições?
E quando chegue a altura de Rafa, de Ramos e companhia, vai-se repetir a experiência?

Porque se for para replicar o universo Porto B com algumas reservas, de nada vale acumular jogos na primeira equipa a esses jogadores. Serão experiências vazias de sentido. Lançar jovens na primeira equipa devia ser uma missão de qualquer treinador do FC Porto especialmente quando há evidentes sinais de que a qualidade e o carácter estão lá para serem aproveitados. Se para Lopetegui isso significa misturar meia duzia de suplentes habituais, um par de titulares e um par de miudos, então temos um problema porque o que estes vão aprender da experiencia será praticamente nulo. E ficamos todos a perder.

domingo, 4 de outubro de 2015

FC Porto B, um caso de estudo

FC Porto B (fonte: O JOGO, 03-10-2015)

Ontem (sábado) à tarde, o FC Porto B foi a Olhão e mesmo sem Raul Gudiño (está nos EUA, em representação da seleção olímpica do México) e sem André Silva (a recuperar da entrada criminosa que sofreu na Tapadinha) ganhou por 2-0.

Foi a sexta vitória consecutiva do FC Porto B no campeonato da II Liga e a oitava se forem considerados jogos para outras competições. Notável!

Contudo, convém ter consciência que a II liga é uma longuíssima maratona de 46 jornadas (!) e o objetivo principal não é ser campeão, mas sim desenvolver as capacidades destes jovens jogadores e promover os melhores à equipa principal.

Seja como for e aconteça o que acontecer até ao final da época, atenção a vários dos jogadores que constituem esta equipa - Gudiño, Chidozie, Rafa, Francisco Ramos, Graça, Pité, Gleison, André Silva, etc. - e ao trabalho que está a ser feito por Luís Castro (tão criticado noutros anos).

domingo, 20 de setembro de 2015

Entrada criminosa na Tapadinha

Entrada inqualificável de Duarte Machado sobre André Silva

Aos 74' do Atlético x FCP B de hoje (vitória dos dragões por 2-3), disputado no estádio da Tapadinha, André Silva foi vitima de uma entrada inqualificável, que a imagem anterior ilustra de forma arrepiante.

O autor desta entrada brutal à perna/tornozelo do jovem avançado do FC Porto e da selecção nacional de sub-21, uma entrada indigna de um profissional de futebol, chama-se Duarte Machado e é jogador do Atlético CP.

André Silva a ser retirado de maca (foto: record.pt)

Segundo o site Maisfutebol, "o avançado do FC Porto foi transportado para o hospital ainda com o jogo a decorrer".

Ainda não se sabe o grau de gravidade da lesão de André Silva mas, num caso destes, espero que a administração da FC Porto SAD vá até às últimas consequências.
Sim, porque depois desta entrada arrepiante, deste autêntico crime de lesa futebol, o "profissional" Duarte Machado não pode sair disto a rir-se e apenas com um cartão amarelo.

Se quem morde os adversários fica meses sem jogar, o que deve acontecer a um individuo que tem uma entrada destas, a qual, inclusivamente, pode colocar em risco a carreira auspiciosa de um jovem profissional?


P.S. «Um primeiro diagnóstico, feito ainda em Lisboa, sob reserva, aponta para suspeitas de uma lesão grave, segundo apurou o Maisfutebol»

sábado, 24 de janeiro de 2015

Da “estrumeira de porcos” ao “campo lavrado”

«… a verdadeira Gala dos 100 anos da FPF aconteceu três dias depois, em Penafiel. Aí, num jogo de futebol profissional da 1ª Liga do campeonato português, o Penafiel recebeu o FC Porto numa espécie de estrumeira de porcos, com algumas ervas à mistura, onde era suposto disputar-se um jogo de futebol.»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 20-01-2015


Hoje, no Estádio Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis, o FC Porto B disputou um jogo de futebol profissional da II Liga numa espécie de campo lavrado.


Oliveirense x FC Porto B

Enquanto a Liga de Clubes e a FPF continuarem a permitir que se disputem jogos, de competições profissionais, em “estrumeiras de porcos”, “campos lavrados” ou “areais pintados de verde”, será completamente impossível atrair mais gente para os estádios. Nem que ofereçam os bilhetes…


P.S. Mesmo sem qualquer jogador do plantel principal e sem poder contar com os castigados Igor Lichnovsky e Francisco Ramos, os emprestados Tiago Rodrigues (emprestado ao Nacional) e Kayembe (emprestado ao Arouca), bem como, Ivo Rodrigues (lesionado) e Gonçalo Paciência (incluído nos convocados da equipa principal), o FC Porto B, apesar de ter perdido, foi melhor que a Oliveirense (atual líder da II Liga). Isto diz muito do nível desta competição.

P.S.2 Em Novembro passado chamei à atenção para ele. Ponham os olhos em Rául Gudiño. Ainda tem idade de júnior, mas já é titular indiscutível da equipa B. E, por aquilo que tenho visto, não ficaria demasiado surpreendido se, dentro de uma ou duas épocas, fosse titular da equipa principal do FC Porto.

domingo, 30 de novembro de 2014

Raúl Gudiño, conhece?

Raúl Manolo Gudiño nasceu em Guadalajara, México, no dia 22 de abril de 1996 (tem 18 anos) e, para além de ser um guarda-redes grande (mede 1,95m) tem tudo para ser um grande guarda-redes.

Se duvida, veja Raúl Gudiño em acção, no FC Porto B x Académico Viseu:



Rául Gudiño, que foi titular da seleção de Sub-17 do México, vice-campeã do Mundo em 2013, está no FC Porto por empréstimo do Chivas.



Ainda é muito cedo para se dizer que Raúl Gudiño é uma ameaça para Fabiano mas, depois do que se viu ontem, parece que a baliza da equipa B tem um novo dono.

domingo, 5 de outubro de 2014

Equipa Ab “esmaga” Olhanense

Recorrendo, de novo, a sete (7) jogadores do plantel principal – Ricardo (GR), Diego Reyes, José Campaña, Tiago Rodrigues, Otávio, Ricardo Pereira e Kelvin – a equipa do FC Porto que disputa a II Liga, recebeu e venceu o Olhanense por 7-0!

E, tal como aconteceu das anteriores vezes em que a equipa B foi reforçada com vários jogadores da equipa A, André Silva, Francisco Ramos, Rafa e Tomás Podstawski ficaram no banco de suplentes, ou nem sequer foram convocados, e apenas Ivo (que hoje marcou 3 golos!) fez parte do onze inicial.
Falo destes cinco jogadores, porque todos eles se sagraram vice-campeões europeus de Sub-19 em Julho passado e, supostamente, são do melhor que a formação portista produziu nos últimos anos.

Relativamente ao que vi no jogo de hoje, duas confirmações:

José Campaña é um Nº 6 de muito boa qualidade. Tem um estilo parecido ao de Javi Garcia (ironicamente, tão assobiado no regresso ao estádio da Luz com a camisola do Zenit…), mas é muito menos caceteiro que o ex-benfiquista.
Por aquilo que vi dele, neste e noutros jogos, surpreende-me que, para o FC Porto x SC Braga de hoje, na ausência de Casemiro, Lopetegui prefira adaptar Iván Marcano à posição de médio defensivo.

Otávio é mesmo craque.
Parece-me que este ex-jogador do Internacional de Porto Alegre está a ser trabalhado para ser uma alternativa a Óliver (que deverá regressar a Madrid na próxima época) e, talvez por isso, hoje jogou uns metros mais atrás.
Mas, tal como o jogador emprestado pelo Atletico Madrid, este menino, de apenas 19 anos, tem muito futebol nos pés (na cabeça!) e joga como um Senhor!

Após os primeiros 10 jogos do campeonato da II Liga, já se podem tirar algumas ilações.

Em termos de resultados, o FCP B tem 4 vitórias, 1 empate e 5 derrotas. Contudo, das quatro vitórias, apenas uma foi obtida sem recorrer a jogadores do plantel principal (contra o Feirense, último classificado, que em 9 jogos disputados tem 0 vitórias…).

Mais. Dos 15 golos que a equipa B marcou nos 10 jogos já disputados, 10 desses golos foram apontados nos três jogos em que jogaram 6 ou 7 jogadores do plantel principal. Ou seja, nos outros sete jogos, o FCP B marcou apenas cinco golos…

Na próxima jornada, o FCP B vai jogar à Vila das Aves. Para preparar convenientemente esse jogo, o treinador do Desportivo das Aves terá de telefonar a Luís Castro (ou será a Lopetegui?) e perguntar que FCP B irá enfrentar…

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Mais A’s do que B’s

O JOGO, 18-09-2014

«A precisar de pontos para respirar melhor, o FC Porto B reforçou-se a sério para vencer o Oriental…»

Foi desta maneira, que o jornalista Carlos Gouveia iniciou a crónica do FC Porto B x Oriental (1-0), publicada no jornal O JOGO de 18 de Setembro.

De facto, o onze inicial escalado por Luís Castro, incluía seis jogadores do plantel principal: Ricardo (GR), Opare, Reyes, Campaña, Otávio e Kelvin.

De fora ficaram, entre outros, Kadú, Rafa, Tomás Podstawski, Victor Garcia, André Silva e Gonçalo Paciência (lesionado).

Chamo à atenção para o seguinte: dos cinco jogadores do FC Porto (André Silva, Francisco Ramos, Ivo Rodrigues, Rafa e Tomás Podstawski) que, em Julho passado, se sagraram vice-campeões europeus, apenas Ivo fez parte do onze inicial frente ao Oriental.

Deste conjunto de factos, podem-se tirar várias ilações. Uma das mais óbvias é que, para a estrutura técnica do FC Porto, estes jogadores ainda não têm a estaleca necessária para, nos momentos difíceis, serem titulares da… equipa B. E, por isso, o trajecto para poderem ser opções para a equipa principal ainda será necessariamente longo.

Na época passada, o FC Porto B projectou Tozé e Pedro Moreira, os quais, após dois anos a jogar na II Liga, concluíram o seu trajecto na equipa B e saíram para clubes da I Liga (Estoril e Rio Ave).

Veremos o que vai acontecer esta época.

sábado, 13 de setembro de 2014

Um lado B cinzento


Eu sei que, no Farense x FC Porto B (1-0) de hoje, o senhor Manuel Mota (o benfiquista dos talhos de Braga) expulsou o Tiago Rodrigues aos 36 minutos e que o único golo do desafio foi marcado ao minuto 88, através de um penalty assinalado contra o FC Porto.

Também sei que, em alguns dos outros jogos da equipa B, o treinador Luís Castro se tem queixado de falta de sorte e de falta de eficácia.

Mas, sejam quais forem as razões, uma coisa é certa: o balanço destes primeiros 6 jogos da equipa B – 1 vitória, 1 empate, 4 derrotas – é francamente mau.

E, se uma equipa com jogadores como Kadú, Víctor García, Lichnovsky, Rafa, Tomás Podstawski, Kayembe, Gonçalo Paciência, André Silva e Ivo Rodrigues, entre outros, não consegue fazer melhor, algo está mal.

Ou, então, teremos de concluir que este lote de jogadores promissores, ainda está demasiado verdinho para jogar contra equipas profissionais da … II Liga.

P.S. Não acham estranho um jogo entre o Farense e o FC Porto ser transmitido na Benfica TV?

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Olhar para os "Bês" em Olhão

«O médio Tozé e os avançados Kayembe e Gonçalo Paciência, jogadores do FC Porto B, foram as novidades do treino desta quarta-feira, realizado no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival.»
in www.fcporto.pt, 30-04-2014

in www.fcporto.pt

«A presença do guarda-redes Stefanovic, dos defesas David Bruno e Tiago Ferreira, do médio Tozé e do avançado Kayembe (estes dois últimos já presentes no ensaio de quarta-feira), todos atletas do FC Porto B, foi a nota de destaque do treino do FC Porto desta quinta-feira, realizado no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, em mais uma sessão de preparação para o encontro contra a Olhanense (domingo, 18h00, Estádio José Arcanjo).»
in www.fcporto.pt, 01-05-2014


Mangala, Alex Sandro e Josué não vão poder jogar em Olhão, por estarem a cumprir castigo.

Quaresma tem uma mialgia na face posterior da coxa esquerda. Ontem fez tratamento e hoje realizou treino condicionado.
No treino de hoje, Luís Castro também não pôde contar com Ghilas, o qual fez tratamento a uma distensão nos isquiotibiais da coxa esquerda.

Para além da dignidade e do profissionalismo inerente a quem enverga a camisola azul-e-branca, os dois jogos que faltam disputar para o campeonato já não têm qualquer interesse classificativo para o FC Porto.

O Olhanense é o último classificado e, em termos de qualidade futebolística, é uma equipa ao nível das equipas do 1º terço da II Liga.

Atendendo a todas estas circunstâncias, a que se junta a falta de ânimo/motivação dos jogadores mais utilizados, que contam os dias para que a época termine, não vejo melhor ocasião para Luís Castro dar oportunidade a dois ou três jogadores da equipa B jogarem pela equipa principal.

Assim sendo, e para além de Tozé, penso que seria uma excelente ocasião para Pedro Moreira e/ou Gonçalo Paciência também terem uma oportunidade.

P.S. Evidentemente, dar oportunidades a jogadores da equipa B, não significa que são eles que vão resolver os problemas da equipa principal, ou que para a próxima época não é preciso contratar reforços.

terça-feira, 29 de abril de 2014

António José Pinheiro Carvalho, conhecem?

António José Pinheiro Carvalho é um jogador de futebol português, com 21 anos (nasceu em Forjães, em 14-01-1993), o qual mantém ligação ao FC Porto há quase 10 anos (desde a época 2005/2006).

Entre Tiago Ferreira e Gonçalo Paciência, FC Porto B x SLB B

Para além do seu trajecto no FC Porto (dos iniciados aos seniores), António José Pinheiro Carvalho foi internacional por Portugal em Sub-16, Sub-17, Sub-18, Sub-19, Sub-20 e Sub-21. No total, conta já com 54 internacionalizações pelas diversas seleções portuguesas de futebol por onde passou, ao serviço das quais marcou 9 golos.

Sendo um médio ofensivo (tem algumas características que me fazem lembrar o Rui Barros) é, atualmente, um dos melhores goleadores do campeonato da II Liga, tendo marcado 20 golos (10 dos quais de grande penalidade) em 39 jogos, nos quais foi sempre titular do FC Porto B.

Marcação de um penalty, FC Porto B x SLB B

Aliás, quer com Rui Gomes na época passada, quer com Luís Castro e José Guilherme nesta época, António José Pinheiro Carvalho foi sempre um dos indiscutíveis da equipa B do FC Porto, jogando a médio interior, número 10 ou extremo.

Ao contrário dos médios ofensivos da equipa principal, António José Pinheiro Carvalho está a atravessar um grande momento de forma. Nas últimas cinco jornadas da II Liga (jornadas 36 a 40), só por uma vez ficou em branco, tendo marcado nestes cinco jogos um total de 7 golos.

Marcação de um livre, FC Porto B x SLB B

António José Pinheiro Carvalho, mais conhecido por Tozé, já jogou 24 minutos pela equipa principal do FC Porto. Essa oportunidade foi-lhe dada por Vítor Pereira na época passada, no FC Porto x Olhanense, disputado no dia 10 de Fevereiro de 2013.

Atendendo ao desempenho sofrível da equipa do FC Porto e, particularmente, ao desempenho pouco brilhante que os médios ofensivos – Josué, Carlos Eduardo, Quintero – têm tido ao longo desta época, que mais é que o Tozé precisa de fazer para ter uma nova oportunidade na equipa principal?

Remate de fora da área, FC Porto B x SLB B

Espero que essa oportunidade lhe seja dada por Luís Castro já no próximo fim-de-semana, novamente contra o Olhanense, num jogo em que Josué não vai poder atuar por estar a cumprir castigo.

domingo, 20 de abril de 2014

Pedro, Tozé e Gonçalo, tenham paciência...

Devido à lesão de Helton, o angolano Kadú foi "promovido" a guarda-redes suplente de Fabiano. Evidentemente, necessita de continuar a jogar na equipa B, mas parece-me claro que o FC Porto não precisa de contratar um 3º guarda-redes para o plantel da equipa principal.

Víctor García já teve duas oportunidades na equipa principal, uma na Taça da Liga e outra no campeonato mas, tendo já em vista a próxima época, penso que Luís Castro deveria voltar a apostar neste defesa-direito venezuelano para a recepção ao Rio Ave e, eventualmente, experimentar Danilo onde ele mais gosta de jogar (no meio-campo).

Mikel é outro dos jogadores da equipa B que já integrou algumas vezes o lote dos 18 convocados da equipa principal. Será desta (2ª feira, frente ao Rio Ave) que, finalmente, o médio defensivo nigeriano vai ter oportunidade de jogar no lugar do castigado Fernando?

Há outros jogadores da equipa B que, na minha opinião, já poderiam (deveriam) ter tido uma oportunidade na equipa principal, casos de Pedro Moreira, Tozé e Gonçalo Paciência, mas penso que isso só acontecerá na próxima época, após a anunciada "revolução"...

Tozé, 2º golo do FC Porto

Pedro Moreira, 3º golo do FC Porto

Nota: Resumo do FC Porto B x Benfica B (4-1), disputado ontem, referente à 39.ª jornada da II Liga.

domingo, 23 de março de 2014

Mais um com futuro promissor

O JOGO, 23-03-2014

Mais do que o penalty assinalado contra o FC Porto B, chamou-me à atenção a forma habilidosa como este jovem árbitro da AF Lisboa “geriu o jogo”.
Bolas divididas em que um jogador do Feirense se deixasse cair no relvado, eram falta contra o FC Porto mas, se fosse ao contrário, o critério já era à inglesa e siga o jogo.
E perdi a conta ao número de faltas que um dos defesas centrais do Feirense fez sobre o Gonçalo Paciência, a maior parte das quais não assinaladas e sem ter visto qualquer cartão.

Estejam atentos a este jovem valor da arbitragem lisboeta... perdão, portuguesa – Tiago Martins – porque ele vai longe.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

De Caballero para burro

«Tal como A BOLA revelou hoje, os paraguaios do Libertad estão ao corrente do interesse do Benfica na esperança Mauro Caballero. O presidente do clube paraguaio, Carlos Guggiari, em declarações à Rádio Renascença, confirmou o alegado interesse por Maurito, de 17 anos, mas esclareceu que ainda não existe nenhum contacto oficial.»
in abola.pt, 19-04-2012


«O Benfica tem dois concorrentes de muito peso na corrida pelos direitos do avançado Mauro Caballero, de 17 anos, que representa o Libertad. De acordo com o paraguaio Diario Popular, o Real Madrid e o Barcelona seguem atentamente o jogador, que se destacou nas camadas de formação da seleção paraguaia.
Em 2009, Maurito, como é conhecido, participou no campeonato sul-americano de sub-15, que o Paraguai conquistou com um golo do avançado, que nessa competição foi vice-goleador, título pessoal que voltaria a repetir em 2011 (sub-17), com cinco golos.
O jovem jogador tem paulatinamente conquistado o seu espaço na primeira equipa do clube de Assunção, no qual se tem destacado na Taça Libertadores, na qual já assinou dois golos, chamando a atenção dos colossos europeus.»
in abola.pt, 08-05-2012


«Augusto Paraja, empresário que tratou das negociações entre o Benfica e Mauro Caballero, decidiu revelar os motivos que levaram ao rompimento do pré-acordo que existia entre o jogador e os encarnados.
O Mauro Caballero assinou um papel onde aceitou as condições que lhe oferecia o Benfica, mas depois negou. (…) Se assinas um papel é para cumprir. Agora, rasgou a passagem, o salário, os prémios, a casa, tudo... Não há explicações quando tens algo assinado. Se tens uma oferta melhor e não tens nada assinado, tudo bem, mas ao contrário não.
Augusto Paraja, 13-06-2012, em declarações à imprensa paraguaia


«Mauro Caballero tem tudo para ser jogador do FC Porto a partir de janeiro. O avançado já acordou um contrato de cinco épocas com o clube português e, nesta fase, não há qualquer direito legal do Libertad sobre ele, a não ser os direitos de formação, que de uma forma ou outra teriam sempre de ser pagos.»
in ojogo.pt, 04-11-2012


«Mauro Caballero, avançado que o FC Porto contratou ao Libertad, chegou ao Porto na manhã desta terça-feira [8 janeiro de 2013].»
in ojogo.pt, 08-01-2013


Estou muito contente pela confiança que me estão a dar. Quero adaptar-me o mais rápido possível para devolver a confiança. (…) Deram-me boas referências do FC Porto. É um clube muito grande e já queria a minha chegada há muito tempo. É um grande desafio para mim. (…) Sou ponta de lança goleador. Quero títulos e o carinho das pessoas. Quero muita glória.”
Mauro Caballero, 09-01-2013, em declarações ao Porto Canal


«Aquisição dos direitos de inscrição desportiva assim como 100% dos direitos económicos do jogador Caballero à MHD, S.A. por 2.000.000 USD»
in Relatório e Contas da FC Porto SAD, do 1º Semestre de 2012/2013

Relatório e Contas Consolidado da FC Porto SAD, 3º Trimestre de 2012/2013

O primeiro jogo de Caballero pela equipa B, após um longo período de paragem (devido a um conflito com o seu anterior clube), foi apenas no dia 2 de Março de 2013, correspondente à 30ª jornada do campeonato 2012/13 da II Liga.

Em 24 de Julho de 2013, publiquei um artigo onde escrevi o seguinte:

Mauro Caballero parece-me promissor, mas tem 18 anos e só chegou ao Porto no início deste ano, tendo participado em apenas 13 jogos da equipa B (entre Fevereiro e Maio).
Não sei se este avançado paraguaio vai dar grande jogador mas, por aquilo que vi na época passada, para além de uma agressividade natural, já denota algumas movimentações à ponta-de-lança.
É óbvio que, para já, ainda não tem a maturidade suficiente para integrar o plantel principal mas, na época que agora começou, vai ser trabalhado por Luís Castro (que substituiu Rui Gomes como treinador da equipa B) e veremos o tipo de crescimento que irá ter.

Mas a realidade é que Caballero nunca foi aposta de Luís Castro, quer como ponta-de-lança, quer como 2º avançado e, em termos de utilização na época 2013/2014, Maurito contabiliza apenas 429 minutos nos 11 jogos (4 como titular) em que participou.

Utilização de Caballero na época 2013/2014 (fonte: zerozero)

Até que hoje soube-se o seguinte:
«O paraguaio Mauro Caballero é reforço do Penafiel, até ao fim da época 2013/2014, por empréstimo do FC Porto, anunciou hoje o clube da II Liga de futebol.
O provável substituto de Rafael Lopes – transferido para a Académica de Coimbra no mercado de inverno – chegou esta terça-feira a Penafiel e fará já hoje, às 15:30 horas, o primeiro treino ao serviço da equipa penafidelense.»

Deixa ver se eu percebi.

Ao serviço das seleções jovens do Paraguai, Mauro Caballero destacou-se como goleador nos campeonatos sul-americanos de sub-15 e sub-17.

Em 2012 (entre 25 de Janeiro e 7 de Outubro), ao serviço do Libertad e com apenas 17 anos, participou em 14 jogos da Liga Paraguaia Apertura (2 golos), 4 jogos da Liga Paraguaia Clausura e 6 jogos da Copa Libertadores (2 golos).

Utilização de Caballero, ao serviço do Libertad, em 2012 (fonte: zerozero)

A partir de Março de 2013 (quando o diferendo entre o FC Porto e o Libertad foi resolvido pela FIFA), Caballero foi sendo integrado gradualmente por Rui Gomes (ex-treinador da equipa B), tendo participado em todos os jogos da equipa B entre as jornadas 30 e 42 do campeonato 2012/2013 da II Liga.

Utilização de Caballero na época 2012/2013 (fonte: zerozero)

Após a adaptação à cidade, clube e futebol português estar concluída, esperava-se que 2013/2014 fosse a época de afirmação de Caballero, quer como titular da equipa B (na minha opinião, tem características de 2º avançado), quer com algumas chamadas à equipa principal (em jogos menos importantes).

Nada disso se passou e, pelo contrário, perante uma utilização muito baixa na equipa B do FC Porto, Caballero foi “desterrado” para Penafiel.

É estranho. Eu pensava que a equipa B era o espaço ideal para jogadores muito jovens, como Caballero, se integrarem, adaptarem, “beberem a cultura do clube”, potenciarem as suas qualidades e fazerem a transição para a equipa principal.

Afinal, parece que não. Para que serve, então, a equipa B?

(*) O título deste artigo é algo provocador (de discussão, assim espero) mas, evidentemente, não pretende atingir e/ou ofender o jogador Caballero ou o seu novo clube, o FC Penafiel.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Impotência!


A equipa B do FCP demonstrou, mais uma vez, a incapacidade de ultrapassar equipas que jogam fechadas e que põem músculo na disputa de cada lance. Com adversários que jogam no erro, na espera, com o tempo, sem a obrigatoriedade de ganhar e com a mira apontada ao contragolpe, pouco mais fazemos que circular a bola para os lados e para atrás, sem velocidade e rapidez na execução, longe da baliza, sem poder de fogo e imaginação. O golo é um acidente, quase sempre, nestes tipo de confrontos.
Ainda não percebi se o mal é do modelo ou dos intérpretes, provavelmente das duas coisas, o que é uma pena. Este tipo de jogos até pode ter alguma utilidade no processo de formação dos mais jovens, mas é doloroso para todos, especialmente para os espectadores. Como é possível que jogos como o FCP – Desportivo das Aves possam atrair o público? Pagar e suportar a incomodidade das intempéries, a troco de quê? Se vi na TV e fiquei enfastiado, a única mensagem a tirar, mesmo de alguém que gosta de ver o futebol ao vivo, é que este tipo de espectáculos é um bocejo que incomoda.

O jogo de hoje, seguiu o guião. O comentador reclamava por criatividade e rapidez, o que tem repetido em quase todos os jogos que tive a oportunidade de seguir. O treinador no fim, comentou o jogo e apresentou um conjunto de considerações que não explicam coisa nenhuma. Neste entrelaçado de linhas em que a equipa fica aprisionada, falta intensidade, velocidade, saber e tornamo-nos uma presa fácil de domar. E essa impotência deixa-me insatisfeito, por não vencemos e porque saímos derrotados pelo não futebol, ainda que executado por empenhados trabalhadores.

O nosso Porto, desde a formação, segue um modelo que privilegia a posse e o controlo da bola. Hoje tivemos 68% de posse de bola. E quantas oportunidades? Pouco mais que zero e não mais que uma. Ao adversário bastou juntar as linhas e num charuto chegar ao golo. Se o adversário esteve sempre confortado na gestão do jogo, com a vantagem, foi só descer um pouco mais e desistir do contra ataque. Ainda assim, foi quando apostámos tudo atrás do prejuízo que houve alguma emoção, pelo fervor que pusemos na luta. Muita vontade, pouca qualidade, mas ainda assim, só nestes momentos se mostrou ganas de ganhar e empenho para lá chegar. Antes, foram só cócegas.

Com dois reforços da equipa "A" no sector defensivo, não houve nenhum jogador que estivesse em bom plano; Fabiano foi surpreendido pelo forte e colocado  remate do meio da rua: estava demasiado subido na baliza. Foi assim que aconteceu. O crime, no futebol, compensa demasiadas vezes, mas tivemos alguma culpa no cartório.

sábado, 28 de dezembro de 2013

A tacinha da Liga

Miguel Lopes (fonte: O JOGO, 27-12-2013)

«a Taça da Liga é desde a sua criação (época 2007/08) um “nado morto”, sendo uma competição híbrida, sem lógica e sem interesse competitivo, ao ponto de vários jogos, incluindo de “clubes grandes”, não terem transmissão televisiva (foi o caso do Nacional x FC Porto da época passada). Como se isto não bastasse, a prova tem regulamentos pouco claros, que já foram alterados N vezes e, ainda por cima, ficou marcada por escândalos de arbitragem (os sportinguistas, e não só, chamam-lhe Taça Lucílio Baptista). Por tudo isto, não surpreendeu que na época passada a Liga não tenha conseguido arranjar um patrocinador oficial para a prova e os direitos das transmissões televisivas, após a Olivedesportos ter rompido o contrato que existia com a Liga, tenham sido vendidos ao desbarato a outro operador. Ao fim de apenas seis edições a coisa é de tal modo feia que, numa entrevista ao jornal Record, o próprio presidente da Liga, Mário Figueiredo, referiu que não fazia sentido manter a competição
Supertaça firme, Taça da Liga a definhar (in Reflexão Portista, 14-08-2013)


"[a Taça da Liga] É uma competição como antigamente existia o campeonato de reservas. É uma prova com pouco interesse. É claro que as duas equipas querem ganhar, mas se neste momento estivesse no FC Porto ou no Sporting jogava com os menos habituais. É uma competição para rodar e utilizar os jogadores que atuam menos minutos e uma oportunidade de poderem ganhar ritmo para ter uma oportunidade."
Paulo Futre (in SAPO Desporto, 27-12-2013)


Apesar de tudo, para os rapazes de Alvalade este clássico será muito importante, não só porque terão pela frente os tricampeões nacionais, mas porque os dirigentes definiram que um dos objectivos do Sporting para esta época é ganhar a Taça da Liga. Além disso, Bruno Carvalho parece querer fazer deste jogo a desforra da derrota (1-3) averbada pelos leões para o campeonato, em Outubro passado, no Estádio do Dragão.

E para o FC Porto, qual a importância deste jogo?
Bem, parece que o frenesim sportinguista não impressiona os responsáveis portistas e os sinais são os do costume.

O JOGO, 27-12-2013
Assim, no dia 20 de Dezembro, logo após o final do FC Porto x Olhanense, os jogadores portistas iniciaram um período de férias de 7 dias, que terminou com um treino agendado para o dia 27 de Dezembro, às 16:00 (a apenas dois dias do Sporting x FC Porto).
Terminou para alguns, porque os colombianos Quintero e Jackson tiveram autorização para se apresentarem ao serviço no dia 28 (hoje), véspera do “importante” jogo...

Entretanto, Izmailov continua ausente (supostamente devido a motivos pessoais) e o jornal O JOGO especulou com a forte possibilidade de Paulo Fonseca convocar alguns jogadores da equipa B.

E por falar em Paulo Fonseca, a habitual conferência de imprensa do treinador, de antevisão ao jogo, nem sequer se realizou, o que diz bem da relevância que os responsáveis do FC Porto atribuem a esta competição.

Neste enquadramento, que onze deverá apresentar Paulo Fonseca em Alvalade?

Na minha opinião, este jogo deve ser aproveitado para três coisas:
1) Utilizar jogadores do plantel com menos minutos nas pernas, aproveitando para experimentar opções diferentes das habituais;
2) Testar soluções sectoriais que poderão ser úteis em jogos fora de casa, principalmente contra adversários mais fortes;
3) Dar oportunidade a alguns jogadores da equipa B, principalmente em posições onde haja menos alternativas na equipa principal.

Dentro desta lógica, o meu onze (em 4-3-3), para tentar ganhar em Alvalade, seria o seguinte:
Fabiano
Victor García, Diego Reyes, Mangala, Alex Sandro
Fernando, Defour, Carlos Eduardo
Ricardo, Ghilas, Varela

Alternativas no banco de suplentes: Kadú, Maicon, Quinones, Herrera, Josué, Kelvin e Licá

De fora dos meus convocados, ficariam: Helton, Danilo, Otamendi, Lucho, Quintero e Jackson, entre outros.

A opção por Victor García e por Diego Reyes tem a ver com o facto de já terem feito vários jogos juntos na equipa B, por ser necessário rotinar uma alternativa para Danilo (poderá ser Victor García) e para efectuar um teste a sério ao jovem defesa-central mexicano (ainda mais importante se se confirmar a saída de Otamendi).

A opção por Ricardo, que só faz sentido se ele não for emprestado em Janeiro, tem a ver com o facto de ser português (há exigências, a este nível, no regulamento da prova), com as características do jogador (é um extremo com alguma cultura táctica, que também defende) e com o entrosamento que já existe na dupla Victor García (lateral direito) - Ricardo (extremo direito).

A opção pela dupla Alex Sandro - Varela tem a ver com a consolidação daquela que eu imagino irá ser a ala esquerda do FC Porto na 2ª parte da época (prevejo que a ala direita será formada por Danilo - Quaresma) e, também, para manter algumas rotinas e maturidade na equipa.

A opção por um meio-campo formado por Fernando - Defour/Herrera - Carlos Eduardo - visa testar uma solução sectorial que, penso, poderá ser muito útil em jogos contra adversários fortes, que exijam um meio-campo mais intenso, agressivo e de elevada rotação.

Finalmente, a opção por Ghilas é óbvia (se não for titular neste jogo nunca mais será num jogo a sério) e, para além dos minutos que precisa de jogar, penso que será um jogo em que existirão espaços para o avançado argelino explorar a sua mobilidade e capacidade física.