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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ideias, luzes e certezas



Mais do que um processo de oleagem da máquina azul e branca, o primeiro encontro exibido para o grande público dos homens de Vítor Pereira serviu de esboço daquilo que aí vem e quer ser o FC Porto em 2012/13. Sem ainda entrar nesta equação muitos e importantes nomes, como é por demais sabido, o aliciante nestas preliminares partidas passarão muito pela projeção dos que deambulam na corda bamba do empréstimo, em busca de uma vaga na composição final do plantel.

Com toda a naturalidade o campeão nacional dá continuidade ao um figurino tático muito seu, percebendo-se, desde já, a importância e intocabilidade de elementos como Maicon, Fernando ou Lucho que deverão vir a ter ao longo de toda a época. Helton esse, mais do que a relevância técnica, fará valer a sua mobilização enquanto um dos mentores da equipa.

Sem a possibilidade de por hora se poder testar o jogo em apoio dos laterais, merce das ausências neste estágio das nossas principais figuras, mas, também, derivado as fracas prestações neste encontro de David e sobretudo Sereno, revelou-se ao interesse do comportamento coletivo as intensões de pressionar e recuperar a bola alta, surpreendendo a partir daí o adversário. O Servette não dificultou a tarefa, mas agradam acima de tudo os princípios instituídos. Mais ainda se forem para continuar.

Às bases do modelo coletivo, em pleno processo de maturação de ideias, apesar de não ser nada de novo para quase todos os que por ali estão, juntam-se uma ou duas luzes que fazem cintilar os olhos do adepto ressequido de bola com aroma de clube. Não pode, nem é possível deixar ninguém indiferente a espontaneidade, explosividade e confiança com que Cristian parte para cada jogada ou quando pega na bola. Com ela nos seus pés algo novo pode sempre acontecer, trazendo uma imprevisibilidade ao jogo agradável de se ver. E Kléber, naturalmente, eficaz e brilhante nas finalizações que dispôs.

Não se valorará para época as virtudes individuais da equipa quando os grandes desígnios coletivos falarem mais alto. Nem tampouco somarão pontos estas vitórias morais dos quase esquecidos jogos particulares. Serão porventura a junção de todas estas ideias, luzes e certezas, secundado por um jogo na sua globalidade entretido, que se constroem perspetivas prometedoras no processo de crescimento da equipa, mesmo que testada perante um adversário de baixo calibre, como o que defrontou o FC Porto hoje.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

SMS do dia - CXI

No primeiro jogo de pré-época, o FC Porto defrontou e derrotou o Tourizense por 4-1 em jogo de preparação. Não havendo relato das incidências (e nos jornais desportivos que procurei, nem o resultado está disponível), só podemos falar sobre o resultado: 4-1 para o FC Porto, com os golos a serem marcados por James Rodriguez, Falcao, Castro e Hulk.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ganhar tempo

Com a classificação no Campeonato praticamente definida, as prestações na Liga dos Campeões e Taça da Liga arquivadas, e apenas a Taça de Portugal para disputar, creio que "ontem" será altura de fechar o ciclo e preparar um novo (hoje ou amanhã também serve, mas o importante é ser o mais brevemente possível).


2Sp. Braga55
3FC Porto47
4Sporting38
Classificação retirada do site www.zerozero.pt a 22 de Março 2010

Sou a favor da substituição da equipa técnica, assim como de uma vassourada em alguns dos dirigentes da SAD responsáveis por esta época, com efeitos imediatos. Já o era desde que ficamos "afastados" de um lugar na Liga dos Campeões contra os verdinhos da segunda circular.

Pelo que nos temos apercebido pela passividade da equipa e do treinador nas conferências de imprensa dos últimos tempos (em que vêm nas últimas vergonhas exemplos de entrega e do que é jogar à Porto), estão todos a espera do ano que vem. Como tal, não adianta protelar o inevitável.

A melhor estratégia para a próxima época seria começar a prepará-la já, dando mais uns meses de trabalho à nova equipa (técnica e de dirigentes) para conhecerem a realidade actual do FC Porto e preparar o futuro. É preciso analisar os recursos actuais do FC Porto (humanos, financeiros e estruturais) e separar o trigo do joio. O plantel é desequilibrado, e há jogadores que claramente não querem estar na equipa na próxima época. O treinador, ou quem quer que seja que vá assumir a responsabilidade da próxima época, precisa de tempo para tomar estas decisões. Decisões destas não são simples e serão certamente mais seguras e ponderadas se houver mais tempo do que os 15 dias de pré-época na Benelux.

Há várias condicionantes para este cenário, que culminam numa pergunta:
Estará disponível o treinador do FC Porto da próxima época para iniciar os trabalhos já?
- No caso de ser Jesualdo Ferreira a continuar como treinador principal, todo este exercício pode ser posto de lado;
- Na hipótese de ser contratado um treinador desempregado, não me parece que existam entraves a que inicia a sua actividade de imediato (parecem haver alguns rumores de que Paulo Bento estará na calha...);
- Aqueles para quem o FCP não tem interesse, porque terão contratos milionários com algum dos Tubarões do futebol ou porque têm outros objectivos, o facto de ser neste momento ou no fim da época não deverá alterar a resposta deles. "Não";
- Treinadores em equipas secundárias portuguesas ou europeias (que é o mais provável), qualquer incentivo financeiro deverá ser o suficiente para os convencer a antecipar a sua ingressão (basta para isso poupar num "Prediger"), com excepção talvez de Domingos ou de "Jesus" por se encontrarem ainda a lutar pelo título.


A antecipação dos trabalhos do novo treinador pode por em risco a Taça de Portugal, mas analisando os potenciais adversários (e sem menosprezo para as equipas que chegaram até esta fase), qualquer treinador passado, actual ou futuro tem a obrigação de ganhar uma competição a uma Naval, Chaves ou Rio Ave, tamanha a diferença de qualidade das equipas.

Por princípio, sou contra as chicotadas psicológicas (como por exemplo a de Vítor Fernandez, que foi despedido em primeiro lugar) porque acho que não funcionam para a época em curso, mas estando os sucessos e insucessos da época já alcançados (não é a fruteira do Jamor que vai alterar a minha opinião) creio que teríamos mais a ganhar com a alteração imediata do que se esperássemos pelo fim da temporada.