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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O campeonato está viciado?

 
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Maicon, Slimani e a falta de coragem
Há penalties e penalties (e também expulsões)
In dubio pro... benfica
Há uma linha que separa...
Na Amoreira, a história repetiu-se
Ele (Bruno Paixão) continua por aí...
Podiam ganhar de forma limpa?
A Liga Real e a Liga Mentirosa

2ª Jornada

Boavista 0-1 Benfica
Árbitro: Marco Ferreira
Aos 83’ e na ressaca de um alívio da defesa benfiquista Brito remata de fora da área para um grande golo do Boavista. O árbitro anulou o lance, não se percebe se por fora-de-jogo se por falta atacante. O Benfica saiu beneficiado do jogo do Bessa.


4ª Jornada

V. Setúbal 0-5 Benfica
Árbitro: João Capela
Com o resultado em 0-1 o jogador sadino Giovani isola-se frente a Artur e acaba por marcar mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Giovani tinha dois jogadores adversários a coloca-lo em jogo, erro grave da equipa de arbitragem.

V. Guimarães 1-1 FC Porto
Árbitro: Paulo Baptista
Aos 30’ Brahimi isola-se, corre para a grande área, e quando se prepara para rematar à baliza é puxado por um defesa do Guimarães, saindo frouxo o remate. Penalty por assinalar contra o Guimarães que o árbitro não sancionou.
Aos 72’ Brahimi desmarca-se pela esquerda e faz golo. Está perfeitamente em linha com o último defesa do Guimarães mas o árbitro anula o golo por indicação do fiscal de linha. O FC Porto sai prejudicado deste jogo devido a erros grosseiros da equipa de arbitragem.


5ª Jornada

FC Porto 0-0 Boavista
Árbitro: Jorge Ferreira
Aos 25’ Maicon tem uma entrada ríspida sobre um adversário à entrada do meio campo do FC Porto junto à linha lateral, justificando-se a amostragem de um cartão amarelo. O árbitro opta pelo… vermelho. O FC Porto acaba por jogar mais de uma hora com um jogador a menos. Durante a 2ª parte o árbitro acabou por ser complacente com as perdas de tempo dos jogadores axadrezados.

Benfica 3-1 Moreirense
Árbitro: Luís Ferreira
Com o resultado em 0-1 o árbitro mostra o 2º cartão amarelo e consequente vermelho a um defesa do Moreirense. Se esta falta por ele cometida poderá justificar sanção disciplinar, a falta que deu origem ao primeiro cartão amarelo nem por sombras. A jogar contra 10 o Benfica marcou 3 golos sendo o último apontado na sequência de uma grande penalidade marcada por falta inexistente sobre Lima.

6ª Jornada

Sporting 1-1 FC Porto
Árbitro: Olegário Benquerença
Aos 11’ o jogador Slimani, fora de si, agarra o defesa do FC Porto Martins Indi pelo pescoço e projecta-o violentamente para trás. Benquerença mostrou apenas um cartão amarelo ao enraivecido sportinguista…
Com o resultado em 1-1, aos 89’ Jackson remata de forma artística para a baliza e Maurício corta a bola com braço de forma ostensiva. Penalty por assinalar contra o Sporting e segundo amarelo e consequente expulsão a Maurício. O árbitro mandou seguir.



Estoril 2-3 Benfica
Árbitro: Vasco Santos
Aos 11’ Jardel salta por cima de Kléber atirando-o para o chão dentro da grande área dos vermelhos. Penalty por assinalar a favor do Estoril.
Aos 48’ Enzo Pérz comete falta dura sobre Kléber justificando-se a amostragem de um cartão amarelo, que seria o segundo e determinaria a sua expulsão. O árbitro nem falta assinalou.
Assim, depois de estar a vencer por 0-2 o Benfica acabou por permitir que o Estoril reduzisse e aos 53’ fizesse mesmo o 2-2 por Kléber. Claro que a partir daí qualquer falta daria cartão amarelo para os jogadores da casa (contrariamente ao que aconteceu com Enzo). Aos 66’ Cabrera viu o segundo amarelo e foi expulso devido a uma simulação do mesmo Enzo Pérez. O estorilista nem lhe tocou. Apenas 4 minutos volvidos, o Benfica marcou o golo da vitória por Lima.




9ª Jornada

Benfica 1-0 Rio Ave
Árbitro: Manuel Mota
Aos 68’ numa jogada de contra-ataque o Rio Ave chega ao empate por Esmael a passe de Wakaso. O golo é anulado por pretenso fora-de-jogo. Vê-se que no momento do passe o fiscal de linha está mais de 3 metros atrás do último defesa do Benfica e mesmo assim anula o golo. O jogador do Rio Ave está em linha, apesar de a Benfica TV, que transmitiu o jogo, ter colocado uma linha ligeiramente diagonal (e não paralela) em relação à linha da grande área para tentar iludir o espectador. Dois pontos “subtraídos” ao Rio Ave e dois pontos “dados” ao Benfica pela equipa de arbitragem (chefiada pelo “talhante benfiquista de Braga”).


10ª Jornada

Estoril 2-2 FC Porto
Árbitro: Artur Soares Dias
Já na época de 2013/2014 o FC Porto foi impossibilitado pela equipa de arbitragem de vencer na Amoreira. Nesta época a história repetiu-se. Com o resultado em 1-1 aos 55’ Danilo e Brahimi são derrubados consecutivamente na grande área estorilista. Penalty a dobrar que o árbitro não quis ver.

Nacional 1-2 Benfica
Árbitro: Bruno Paixão
Com o resultado em 1-1, aos 19’ e na sequência de um canto para o Benfica, a bola fica no meio da área, Luisão e Ghazal disputam a bola que sobra para Jonas que atira para o fundo das redes, no entanto está adiantado na altura do passe. O árbitro sancionou o golo.
Aos 69’ o jogador do Nacional Lucas João isola Marco Matias (que está 2 metros atrás do último defesa do Benfica) que faz o 2-2. Bruno Paixão anula o golo, numa decisão inacreditável. Os comentadores em directo aventam hipóteses: “terá sido por fora-de-jogo?” diziam uns, “ou terá sido pé-em-riste do jogador do Nacional?”. Nem uma nem outra, Paixão anulou o golo porque sim. Mais uma vitória com dedo dos árbitros.


Em 10 Jornadas o Benfica acabou por ser beneficiado em 6 sendo que, dessas 6, em 3 Jornadas os erros de arbitragem influenciaram decisivamente o resultado final das partidas. Já o FC Porto viu erros de arbitragem terem influência em 3 dos 10 jogos já realizados no campeonato.


O primeiro terço do campeonato está praticamente cumprido e as prestações da arbitragem marcam decisivamente a actual classificação: 1º Benfica 25, 2º Guimarães 23, 3º FC Porto 22.

A análise às prestações do Benfica desta época, se compararmos a Liga dos Campeões com o Campeonato, torna-se ainda mais confusa. Nesta fase de grupos da Liga dos Campeões o Benfica, em 5 jogos, conta com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. Sofreu 6 golos e marcou apenas 2.
 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

“eu estou a fazer isto por outro lado…”

Em jeito de complemento ao artigo de ontem do Nuno Nunes…

Este foi o calendário do slb, relativamente aos jogos já disputados para o campeonato:
J1, slb x SC Braga
J2, V. Setúbal x slb
J3, slb x Nacional
J4, Académica x slb
J5, P. Ferreira x slb
J6, slb x Beira-Mar
J7, Gil Vicente x slb
J8, slb x V. Guimarães
J9, Rio Ave x slb
J10, slb x Olhanense
J11, sporting x slb
J12, slb x Marítimo
J13, Estoril x slb
J14, slb x FC Porto
J15, Moreirense x slb

E isto foi o que aconteceu aos futuros adversários do slb na jornada imediatamente anterior: 

Jornada 2: Mexer (Nacional) expulso com um vermelho direto.

Jornada 4: Antunes (Paços Ferreira) expulso com um duplo amarelo.

Jornada 5: Nildo Petrolina (Beira Mar) expulso com um duplo amarelo.

Jornada 6: Cinco jogadores do Gil Vicente foram amarelados. Um deles (César Peixoto) ficou impedido de jogar na jornada seguinte.

Jornada 7: Soudani (V. Guimarães) expulso com um vermelho direto.

Jornada 9: André Micael (Olhanense) expulso com um vermelho direto.

Jornada 14: Quatro jogadores do Moreirense impedidos de jogar na jornada seguinte: Augusto e Wagner por terem sido expulsos; Filipe Gonçalves e Fábio Espinho por terem atingido o 5º cartão amarelo.


Jornada 15: Paulo Vinicius (SC Braga) expulso com um vermelho direto (aos 90+2’).



Nota: Não consegui fazer o apanhado completo dos jogadores que ficaram impedidos de defrontar o slb por, na jornada anterior, terem atingido o 5º cartão amarelo.


Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado
Extracto de uma conversa telefónica entre Luís Filipe Vieira e o Major Valentim Loureiro (na altura presidente da Liga), ocorrida em Março de 2004, e que foi publicada na comunicação social

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A "preparação" dos adversários do SLB


Jogar contra 11 é desagradável. Jogar contra um adversário com todas as suas peças-chave também. Por isso, o slb em parceria com uma parte significativa da arbitragem nacional, tem vindo a “preparar” de véspera os seus jogos no campeonato de forma meticulosa. O de hoje, por exemplo, no terreno do Moreirense, começou a ser “preparado” na semana passada, mais concretamente na deslocação da equipa de Moreira de Cónegos a Setúbal para defrontar o Vitória local. Esse jogo acabou com 5 golos sem resposta para os sadinos e 2 expulsões por duplo amarelo para o Moreirense (Augusto e Wagner) mais 2 cartões amarelos a jogadores minhotos (Fábio Espinho e Filipe Gonçalves) que os deixaram fora do próximo jogo (contra quem? Contra o slb!). Curiosamente, excluindo estes 4 jogadores, mais nenhum jogador do Moreirense sofreu sanção disciplinar. O árbitro da partida foi Olegário Benquerença, árbitro votado ao ostracismo pelo slb depois de não ter validado um golo na Luz a Petit em 2004/2005 num lance em que as imagens não demonstram de forma cabal que a bola tenha entrado na baliza de Vítor Baía. A partir daí Olegário tem feito um longo caminho para se credibilizar junto das hostes benfiquistas, com alguns acidentes de percurso - Benquerença já se terá rendido aos princípios da "verdade desportiva" tarde demais. Para o jogo de hoje, entre lesionados e castigados, o Moreirense convocou apenas 16 (dos 18 permitidos) jogadores de campo. De fora ficam Castro, Pablo Olivera e Paulinho (lesionados), Fábio Espinho, Filipe Gonçalves, Augusto e Wagner (castigados). Será um duro e escaldante embate! Vamos poder assistir, mais uma vez, ao poderoso rolo compressor em acção!

Na próxima jornada o slb desloca-se a Braga. É tradicionalmente um adversário difícil. Nesta jornada o Braga jogou em casa e goleou o Setúbal por 4-1. O central bracarense Paulo Vinícius foi expulso aos 92 minutos, quando já nada o fazia prever, falhando o próximo jogo por castigo (contra quem? Contra o slb!). O árbitro foi Duarte Gomes, um velho conhecido dos benfiquistas. O presidente do Braga, António Salvador, ficou indignado com a arbitragem ao ponto de a comparar aos tempos de Calabote!


Presidente do Braga ataca a equipa liderada por Duarte Gomes e recorda que já na quarta-feira os bracarenses tiveram razões de queixa. Mesmo sem Paulo Vinícius ante o Benfica, promete: "Vamos ganhar de certeza" A arbitragem da equipa chefiada por Duarte Gomes, no Braga-Vitória de Setúbal, deixou indignado António Salvador, em particular a expulsão de Paulo Vinícius em cima do apito final, por vermelho directo. "O jogador não fez nada para ser expulso", começou por dizer o presidente dos bracarenses, que elogiou os seus jogadores pelo carácter demonstrado "depois de uma semana complicada". No entanto, insistiu: "Em dez anos, nunca saí deste estádio, após uma vitória expressiva, tão indignado com o que se passou dentro das quatro linhas". Salvador detalhou depois outras razões de queixa: "Há um penalti na primeira parte, também sobre esse jogador, que o árbitro não viu", acrescentando não entender como um dos assistentes anulou um golo por considerar que a bola passou a linha de fundo, "num canto, em que a bola cai no bico da pequena área, ao primeiro poste". Para melhor ilustrar a sua irritação, António Salvador recorreu a um conhecido caso do futebol português, referindo já não haver lugar para casos assim na actualidade: "Não consigo perceber uma arbitragem destas, que já não se usa há muitos anos. Só no tempo do Calabote é que se usava arbitragens destas. Hoje, no futebol actual, moderno, credível, não pode haver arbitragens destas".
OJOGO, 21/01/2012

domingo, 26 de setembro de 2010

O senhor do cabelo encaracolado

"Só os fortes sobrevivem, porque, senão o fôssemos, trucidavam-nos com toda a facilidade. Se não aguentássemos, fazíamos como o comum dos mortais e desatávamos à bofetada. Temos de ter a capacidade e força de espírito para resistir. Esta capacidade só está ao alcance de meia dúzia de predestinados, porque 90 por cento de quem nos critica, se alguma dia lhes pusessem um apito na boca, borravam-se todos, a começar por um senhor que eu não digo o nome, mas que tem o cabelo encaracolado"

Estas declarações de Olegário Benquerença foram efectuadas anteontem, em Rio Maior, durante o IX Encontro Nacional do Árbitro Jovem. Não há dúvida que o homem tem-se em muito boa conta, mas desconfio que o senhor do cabelo encaracolado o vai trucidar hoje à noite, na sua "homilia dominical". Aliás, são dois "predestinados" e estão bons um para o outro...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

"Sou benfiquista e assumo-o"

«Ainda na sequência do clássico [FC Porto x slb da época passada], Olegário Benquerença terá admitido, perante o delegado da Liga João Eusébio e o director de campo do FC Porto, Eduardo Valente, ser benfiquista. No final da partida, o árbitro terá tentado confirmar o resultado do Sporting, mostrando-se surpreendido com a derrota da equipa de Alvalade em casa, reacção que levou os presentes a questionar a sua preferência clubística. "Sou benfiquista e assumo-o", terá referido então o árbitro de Leiria.»
in O JOGO, 06/05/2010


Conforme se sabe, no FC Porto x slb da época passada (disputado em Maio), os dragões tiveram de jogar 39 minutos com menos um jogador, em consequência de uma habilidade protagonizada pelo senhor Olegário, que não só não assinalou um penalty a favor do FC Porto como, ainda por cima, expulsou o Fucile por suposta simulação.
Aliás, a arbitragem de Olegário nesse jogo foi tão “boa”, que até o normalmente calmo Jesualdo foi expulso aos 60 minutos: “Percebi que havia falta de coragem. Utilizei um termo que todos conhecem quando alguém não tem coragem e acabei expulso. Mas não me importo, porque para defender os meus jogadores vou até aos limites de mim próprio”, afirmou o ex-treinador do FC Porto.

Três meses antes, num outro clássico (sporting x slb, disputado em Alvalade), Olegário também já tinha expulso um jogador da equipa adversária dos encarnados. Foi João Pereira, expulso logo ao sétimo minuto do jogo, após uma entrada dura (com mais aparato do que outra coisa) sobre Ramires. Olegário Benquerença não teve complacência e mostrou de imediato o cartão vermelho.

Atendendo à atitude de Olegário nos lances que motivaram as expulsões de Fucile e de João Pereira, poder-se-ia pensar estarmos perante um árbitro implacável, que não hesita em expulsar jogadores. O problema é que depois revemos a sua arbitragem lamentável no slb x Nacional, disputado em Janeiro onde, entre outras situações de inclinação acentuada do relvado da Luz, fez vista grossa a um lance em que Luisão, sem estar a disputar a bola, pontapeou um adversário (Leandro Salino) que se encontrava caído no relvado.

Apesar do que se passou na época passada, parece que a turba encarnada, com A Bola à cabeça, para desviar as atenções e satisfazer o desejo de sangue dos adeptos, pretende “crucificar” o também benfiquista Benquerença e fazer dele o bode expiatório do péssimo início de época. Acho muito bem. Precisam de ajuda?

P.S.1 Para ‘O Tribunal de O JOGO’, que é composto pelo ex-árbitro preferido de Luís Filipe Vieira (Paulo Paraty) e por dois ex-árbitros de Lisboa (Jorge Coroado e Pedro Henriques), o “escândalo” de Guimarães resume-se a um penalty por marcar e um fora-de-jogo (na queima) mal sancionado a Saviola na primeira parte. O resto faz parte daquilo que um dia o Marinho Peres afirmou: “Quem não chora, não mama”.

P.S.2 Na próxima jornada há um slb x sporting e a estratégia benfiquista de enorme pressão sobre a Liga e os árbitros já motivou uma reacção do presidente da AG do Sporting. Olha logo com quem, se há quem perceba estas estratégias são os “calimeros”…

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Condecorações do 10 de Junho

Hoje, dia 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (ou dia da raça, se o Cavaco insistir na leitura das suas memórias), é altura de reflectirmos sobre aqueles que verdadeiramente se destacaram ao serviço da pátria no último ano, observar os seus honrosos e heróicos feitos e prestar-lhes a merecida homenagem aqui no Reflexão Portista.

Ricardo Costa


Esse bravo dirigente da Liga de Clubes exibe exemplarmente as grandes qualidades do povo luso: a coragem, a determinação, a imparcialidade e o benfiquismo. Este bravo homem resistiu a todas as pressões do maior obstáculo à verdade desportiva, o FC Porto, e procedeu a uma das decisões mais justas de sempre de toda a justiça futebolística: castigou com 4 e 6 meses de inactividade dois jogadores que pontapearam seguranças privados que os tinham cuspido e insultado previamente. A outra decisão de justiça desportiva que saiu desta mente brilhante foi a punição com 3 meses de inactividade de um jogador do Sp. Braga que "tentou pontapear um treinador-adjunto do SLB, tendo este evitado o pontapé com um movimento rotativo inverso, blá, blá, blá...". Mais uma vez, pela coragem patenteada, pela imparcialidade lúcida e pelo serviço à pátria propomos a condecoração com o Grande Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

Rui Costa


Este bravo dirigente do SLB foi o ideólogo e dinamizador dessa que será uma forma de guerrilha táctica comparável à inovação de Aljubarrota e que é o pânico gerado nos túneis entre os balneários e o relvado. Já desde os idos tempos de 2008 que Rui Costa se destacou como um estratega nato na arte de emboscar os adversários nos túneis, ora com o desvio das câmaras de captação de imagens ora com o cerco a adversários sozinhos por um numeroso contingente de seguranças privados que aplicam golpes de karaté nas costas das vítimas, estando o "maestro" a assistir de mãos nos bolsos. Um verdadeiro herói cujos feitos ao serviço da pátria para sempre serão recordados. Assim propomos a condecoração com a Grã-Cruz da Ordem de Aviz.

Olegário Benquerença, Lucílio Baptista, Bruno Paixão e João Ferreira


Estes são os quatro bravos membros da arbitragem portuguesa, quais quatro cavaleiros do Apocalipse, que mais se notabilizaram pelos seus nobres feitos dentro e fora do relvado ao longo das últimas épocas futebolísticas. Muito haveria por dizer da sua coragem, da sua imparcialidade, da sua lucidez e da sua verticalidade. Para eles propomos a condecoração como Cavaleiros da Ordem do Infante D. Henrique (que visa distiguir os serviços relevantes à pátria, no país ou no estrangeiro, e os serviços de expansão da cultura portuguesa e dos seus valores).

Prosegur


A empresa que prestou um excelente serviço à pátria quando enviou para o túnel da Luz colaboradores seus especializados em apaziguar os ânimos, reunir consensos e, principalmente, proteger os jogadores de futebol, para que não hajam distúrbios na sua zona de influência. De destacar a bravura de dois dos seus efectivos que enfrentaram sem temor dois temíveis vândalos altamente agressivos que vestiam de azul e branco. Para esta entidade propõe-se o grau de Membro Honorário da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

Rui Santos


Este ilustre cidadão português discorre semanalmente durante várias horas sobre temas com grande interesse e relevo nacional numa estação televisiva. Os seus momentos de maior lucidez devem ser lembrados, nomeadamente aquele em que de forma corajosa apelidou a Justiça civil de "contaminada" depois da absolvição de Pinto da Costa de todos os crimes de que estava acusado. A sua luta é a sua verdade desportiva. Mas de todas as suas virtudes aquelas que mais lhe devem ser reconhecidas são o extremo bom gosto na escolha de fatos, gravatas e botões de punho e a forma brilhante (literalmente) como conserva semanalmente a sua frondosa cabeleira lavada em azeite colhido ao luar. Para ele reservámos o grau de Cavaleiro da Ordem de Sant'Iago da Espada.

Carlos Daniel


Este director de programas da RTP fez um trabalho muito meritório no acompanhamento semanal das prestações do conhecido septuagenário cineasta do programa Trio d'Ataque. Este tipo de voluntarismo só enobrece quem o pratica. Carlos Daniel chegou mesmo a prestar esse precioso auxílio em directo num dos programas em que o habitual pivot, Hugo Gilberto, não esteve disponível. Foi comovente! Só pode ser má-fé publicarem artigos que insinuem que o Carlos Daniel é benfiquista e faccioso. Não deixaremos de lembrar um homem com esta dedicação à causa pública e assim condecorá-lo com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Sou benfiquista e assumo-o"

«Ainda na sequência do clássico, Olegário Benquerença terá admitido, perante o delegado da Liga João Eusébio e o director de campo do FC Porto, Eduardo Valente, ser benfiquista. No final da partida, o árbitro terá tentado confirmar o resultado do Sporting, mostrando-se surpreendido com a derrota da equipa de Alvalade em casa, reacção que levou os presentes a questionar a sua preferência clubística. "Sou benfiquista e assumo-o", terá referido então o árbitro de Leiria.»
in O JOGO, 06/05/2010


Como se nós não soubéssemos...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Bingo!

João "Pode Ser" Ferreira foi nomeado para arbitrar o Sporting - FC Porto. Em paralelo, Lucílio Baptista foi nomeado para o Leixões - Benfica.

Se a isto acrescentarmos as últimas nomeações para os jogos do FC Porto: Bruno Paixão (vs. Leixões) e Olegário "Palhaço Profissional" Benquerença (vs. Braga) é caso para dizer BINGO!

É o pleno em prol da verdade desportiva.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Os critérios disciplinares de Olegário


Ontem o FC Porto fez uma exibição de gala, marcou 5 golos àquela que era a melhor defesa dos campeonatos europeus e venceu, de forma absolutamente categórica, a equipa que à 19ª jornada liderava a I Liga.
Tudo está bem quando acaba bem?
Sim, mas mais uma vez o Sistema esteve presente e o seu representante - Olegário Benquerença - deixou a sua marca. Senão vejamos:

30': Mossoró foi apanhado em fora-de-jogo (claríssimo), o árbitro apitou de uma forma perfeitamente audível e, apesar disso, o jogador bracarense continuou e chutou a bola para a baliza adversária. "Mossoró rematou em atitude de desprezo", escreveu Jorge Coroado em O JOGO. Não há qualquer dúvida, o árbitro deveria ter mostrado o cartão amarelo - seria o segundo -, mas como ainda faltava muito tempo e o FC Porto só ganhava por 1-0...

53': Após um desentendimento, Paulo César agride Fucile com uma cabeçada. Não está em causa a intensidade, agrediu. Ora, em vez de expulsar o avançado do Braga, o árbitro decidiu mostrar-lhe um amarelo e, não satisfeito, também admoestou o agredido (gostava de saber por que razão Fucile levou um amarelo). Uma decisão salomónica, do agrado do Sistema, e mais um amarelo para a contabilidade dos jogadores do FC Porto.

84': Rafael Bastos teve uma entrada violenta, e perigosíssima, sobre a perna de Belluschi. Esquecendo-se momentaneamente das instruções da FIFA para este tipo de lances, o árbitro, que vai estar na fase final do Mundial, limitou-se a mostrar o cartão amarelo. Foi o chamado terminar disciplinarmente em beleza.


Em resumo, e na mesma linha da extraordinária arbitragem que já tinha feito no SLB x Nacional, mais três lances para expulsão com o Olegário "Sistema" Benquerença a assobiar para o lado.


E, sobre estes casos, o que disse a comunicação social que suporta o clube do regime?
Nada, silêncio quase absoluto, a começar pelos resumos televisivos que ignoram todos estes lances. Aliás, segundo os "entendidos", o árbitro até favoreceu o FC Porto.
Como? Sim, porque aos 57 minutos, numa altura em que os dragões venciam por 3-0, não terá assinalado uma grande penalidade a favor do Braga. Claro que se esquecem de dizer que nessa altura o Braga já deveria estar a jogar com nove...

Foto: www.fotosdacurva.com

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A Taça do SLB


É a denominação óbvia da prova também conhecida por Taça da Liga. É uma Farsa.
Depois de uma final vergonhosa na 2ª edição da prova em que Lucílio “Calabote” Baptista inventa um penalty para salvar o slb e lhe dar a vitória, temos esta época uma 3ª edição que começou com a marca “benfica”. Não estamos na época do Estado Novo mas o Clube do Regime continua a ter de vencer a todo custo.

Primeiro jogo: Benfica x Nacional. O jogador nacionalista Amuneke escapou pela esquerda e cruzou para a cabeçada certeira de Rodrigo. Olegário Benquerença anulou o golo quando o avançado estava em posição regular. Depois Luisão agrediu Salino com um pontapé, num lance sem bola, e viu apenas um cartão amarelo. Como se isto não bastasse Olegário resolveu ainda ignorar um penalty claríssimo por entrada impetuosa de David Luiz sobre Rodrigo.

Segundo jogo: Guimarães x Benfica. Quando o jogo estava empatado, já sobre a hora, Roberto salta mais alto que o guarda-redes benfiquista e marca golo. Xistra, o árbitro do Xistrema, anula o golo. O tribunal do OJOGO é peremptório (à excepção de António Rola, o ex-árbitro ex-assalariado do slb): golo mal anulado. Coroado defende ainda que Aimar e César Peixoto deviam ter sido expulsos. Palavras para quê? Com o Clube do Regime ainda não apurado para a próxima fase o terceiro jogo promete.

Qual é o objectivo de jogar uma competição destas? Participar na palhaçada? É preferível sair da prova com dignidade. Era isso que eu preferia para o FC Porto. Para quê participar fazendo o papel de idiota útil? O FC Porto devia apresentar-se no próximo jogo, contra o Estoril, sem um único titular e com uma equipa de juniores (que provavelmente fariam uma exibição melhor do que aquela que fez a equipa que ontem defrontou a Académica). O mesmo no jogo seguinte, no caso de seguir em frente que isto mete nojo.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Os chulos e o Sistema

"Já me chamaram de chulo, como amador, não quero ser chulo profissional. Se aceitarmos ser profissionais nem um canto nos perdoam. Por isso digo, se querem um palhaço, paguem."
Estas eloquentes declarações foram proferidas por Olegário Benquerença, no dia 22 de Novembro de 2009, no I Congresso Internacional de Arbitragem, organizado pela APAF no Centro Cultural de Congressos das Caldas da Rainha.

Cerca de um mês e meio depois, no passado dia 3 de Janeiro, o senhor Olegário estava na "catedral" a arbitrar o SLB x Nacional, quando aos 29 minutos de jogo, sem estar a disputar a bola, Luisão pontapeou um adversário (Leandro Salino) que se encontrava caído no relvado. Benquerença viu, interrompeu o jogo e quando toda a gente esperava a inevitável expulsão do defesa-central encarnado, o árbitro limitou-se a mostrar um cartão amarelo ao internacional brasileiro.
Já ninguém se surpreende com as roubalheiras na "catedral" da Luz mas, desta vez, o país futebolístico ficou atónito. Como é que isto foi possível com um árbitro que está na calha para ser nomeado para o Mundial da África do Sul? Haverá explicações para tal actuação (a qual seria complementada até ao final do jogo por mais meia-dúzia de lances de inclinação acentuada do relvado da Luz)?

Para percebermos a actuação do Benquerença no SLB x Nacional, temos de analisar o contexto e as possíveis implicações das suas decisões. Comecemos então por analisar as implicações no próprio jogo e na competição em causa. Os encarnados não estavam a jogar bem (o próprio Jorge Jesus o reconheceu no final do desafio) e se ficassem a jogar com menos um, quando ainda faltava mais de uma hora para o final do encontro, as probabilidades de vitória, e até de empate, reduziam-se drasticamente. Ora, se o SLB perdesse em casa com o Nacional, o acesso às meias-finais da Taça da Liga ficaria seriamente comprometido, até porque os outros dois jogos do grupo são fora de casa com adversários que não são fáceis. E depois de o SLB ser eliminado da Taça de Portugal, não convém que o mesmo aconteça na Taça Lucílio, pois não?

Contudo, se Olegário tivesse cumprido as leis em termos disciplinares, as maiores implicações seriam no campeonato. Como é sabido, Sidnei e David Luiz não estão disponíveis para a deslocação a Vila do Conde. Sidnei está a recuperar de uma lesão muscular, que o mantém afastado dos relvados há várias semanas e David Luiz, apesar da enorme impunidade de que tem gozado, viu o 5º amarelo no jogo com o FC Porto. Se também Luisão não pudesse jogar, a dupla de centrais encarnados no estádio dos Arcos teria de ser constituída por Miguel Vítor (que está sem ritmo de jogo) e por Roderick (ex-junior) ou Javi Garcia (adaptando um outro jogador ao lugar de trinco).
Estão a ver as implicações da (não)expulsão do Luisão?

Saliento que perante a agressão de Luisão, Olegário tinha três hipóteses: i) mandar seguir o jogo; ii) expulsar o central benfiquista; iii) mostrar o cartão amarelo. Já agora, porque razão optou pela terceira hipótese em vez de mandar seguir o jogo? Poderia alegar não ter visto, o que salvaguardaria a sua reputação. A resposta só ele poderá dar, mas se o árbitro dissesse que não viu o lance a situação enquadrava-se nos critérios de um processo sumaríssimo e nem com toda a ginástica do Mundo o dr. Ricardo Costa poderia salvar o central benfiquista. Percebem?

Mas em termos disciplinares há mais, muito mais. Em apenas três minutos, entre os 29 e os 31 minutos, Javi Garcia e Maxi Pereira também beneficiaram da benquerença do Olegário, senão tinham ido tomar banho mais cedo. Até que chegamos aos 70 minutos do SLB x Nacional, momento em que David Luiz derrubou dentro da área Rodrigo Silva. É indiscutivelmente lance para penálti (recordo que o resultado ainda estava 0-0) e também de expulsão, porque o avançado madeirense estava isolado. Benquerença mandou jogar, mas se tivesse puxado do cartão vermelho, então David Luiz iria ficar de fora no jogo seguinte ao do Rio Ave. Ou seja, se não fossem os vários números de circo protagonizados por Olegário (que grande ilusionista!), o SLB não iria poder utilizar quer Luisão, quer David Luiz pelo menos nos dois próximos jogos, ambos fora de casa (Rio Ave e Marítimo). E no caso do Luisão já estou a pressupor a benevolência do dr. Ricardo Costa, porque em Espanha Pepe apanhou um castigo de 10 jogos.

Sendo esta a realidade, o que queriam que o pobre árbitro, que não quer ser chulo nem palhaço, fizesse?
O Sistema agradece.

P.S. Como se não bastasse o “trabalho exemplar” de Benquerença, Vítor Pereira jogou pelo seguro e, de modo a não correr quaisquer riscos, tratou de nomear Bruno Paixão para dirigir o jogo de hoje entre o Rio Ave e o Benfica. O Sistema não dorme...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Quem brinca com o fogo...


Jesualdo Ferreira, nas considerações que fez à anterior partida do campeonato, diante da Académica, reconheceu que a equipa teve uma má prestação na 1ª parte nesse encontro, sendo que tal situação não poderia voltar a repetir-se. Perante esta observação do treinador portista, é inconcebível que os seus jogadores voltem a cometer o mesmo pecado no jogo de ontem com o Belém, volvidos que estão apenas 5 dias da partida transacta. Parece que naquele balneário não se aprende com os erros.

Tal como no Domingo passado, os primeiros 45 minutos do FC Porto na noite passada foram enfadonhos, lentos, previsíveis, sem ritmo, velocidade, dinâmica. Em suma, sem qualquer adjectivo bom que se possa classificar. Pelo contrário. Para aquele 1º tempo, a equipa e seu treinador mereciam ouvir das bancadas do Dragão o mais requintado português de salão tão querido nos bairros mais carismáticos da nossa cidade Invicta. Nem o retorno – pouco feliz – de Belluschi foi suficiente para incutir mais magia ao jogo azul e branco. Este FC Porto revela na sua génese uma gritante falta espontaneidade.



E quando não se retira ensinamentos com erros passados, eis que Lima, logo no recomeço do 2º tempo, mostra aos homens de Jesualdo o quão caro se pode pagar com as mesmas falhas. O Dragão, a frio, fica em desvantagem no marcador. E se a tarefa com um empate já parecia complicada, o murro no estômago que FC Porto levou, tornou a missão ainda mais complexa. Falcão por esta altura já fazia companhia a Farias na área. Com o resultado adverso, Jesualdo prescindiu do lateral menos ofensivo, Sapunaru, para alargar mais a frente de ataque com Rodriguez. O Porto carregou no pedal um pouco, mostrou como este Belém ate é fácil de contornar, chegando ao empate. Havia tempo para dar a volta ao marcador. E engenho?

Até ao final o Dragão jogou muito com o coração, mas com pouca objectividade. O perigo rondou a baliza de Nelson, mas sempre à custa de lances mais ou menos previsíveis, cruzamentos disparatados e intensidade desconexa. A verdade é que estes jogadores parecem não se estar a dar bem com a fórmula que Jesualdo implementou desde que chegou ao FC Porto. Os intérpretes agora são outros, com características bem distintas, pelo que poderá ter chegado a hora de o Professor começar seriamente a ponderar a implementação de um novo modelo que vá mais de encontro ao seu actual plantel.



Fica para o fim desta crónica, mas ate poderia ser no inicio, a marca que a equipa de Olegário Benquerença deixa neste jogo ao minuto 25. A anulação do golo a Farias nunca poderia ter acontecido, pois o Argentino, apesar de estar em posição de fora de jogo, recebe a bola proveniente do corte do defesa central do Belenenses Gavilan. Claro que isto é assunto que não será objecto de menção dos pasquins do costume. Infelizmente nem merece ser, porque se este FC Porto quer ganhar os seus jogos, tem de fazer muito mais do que fez esta noite.

Fotos: uefa.com, Getty Images

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ao colo dos árbitros e do Sistema

4 de Janeiro de 2009

O SLB é derrotado pelo último classificado (0-2), sem apelo nem agravo.

No final, centenas de adeptos encarnados insultam os jogadores e o treinador à medida que estes iam entrando no autocarro (protegidos pela GNR e seguranças privados).

"Vocês são uma vergonha!", entoava-se à porta do estádio do Trofense.

Impotente, perante a confrangedora exibição do SLB, Rui Costa perguntava a um dos adeptos mais exaltado:
"O que é que queres que eu faça?!"

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5 de Janeiro de 2009

No day after à derrota na Trofa e consequente perda da liderança do campeonato para o FC Porto, o SLB está em convulsão. A generalidade da comunicação social (afecta aos encarnados) e vários conhecidos benfiquistas não poupam jogadores, treinador e dirigentes.

O director de comunicação do SLB, João Gabriel, reage a meio da tarde em nota enviada à Agência Lusa:
"São sempre os mesmos que aparecem nos momentos mais delicados. Aparecem por puro oportunismo, como se vivessem em função dos maus momentos da equipa. Parece até que os desejam."

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6 de Janeiro de 2009


Em conferência de imprensa, Quique Flores reconhece que a derrota na Trofa "foi o pior momento da época".

Sobre a ida de Luis Filipe Vieira e de Rui Costa ao balneário, afirma:
"A visita de um presidente ou director desportivo é lógica sempre que uma equipa está num momento difícil".

Perante o cenário do seu eventual despedimento, Quique Flores deixa um aviso:
"Já vivi as duas situações [ficar até ao fim da época ou ser despedido a meio] e sempre que terminei a época a minha equipa cumpriu os objectivos. No Valencia, após a minha saída, o clube entrou em processo de autodestruição e quase desceu de divisão."

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7 de Janeiro de 2009

Guimarães-Benfica, Taça da Liga
Árbitro nomeado: Olegário Benquerença

21': Os jogadores vimaranenses reclamam penálti numa mão de Maxi Pereira. É indesmentível que a bola toca na mão do defesa uruguaio do SLB, mas o árbitro considera o lance involuntário e sem influência na jogada.

60': Maxi Pereira derruba Marquinho pelas costas dentro da grande área. Penalty evidente, mas o árbitro não assinala.

No final do jogo, Cajuda (um benfiquista assumido) afirma:
"Jogámos bem, fomos melhores que o Benfica".
Sobre a grande penalidade cometida por Maxi Pereira: "há uma grande penalidade a nosso favor que não foi assinalada. Podia ter sido o 1-1..."

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11 de Janeiro de 2009

Benfica-Braga, 14ª jornada da Liga Sagres
Árbitro nomeado: Paulo Baptista

Uma das piores arbitragens de sempre do futebol português, contribuindo para inverter totalmente o resultado do jogo.
Na opinião do treinador do Braga, foi a maior vergonha dos últimos 20 anos.

Opinião de Quique Flores no final do jogo:
"Tivemos uma fase negativa e estamos a recuperar a confiança"

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FC Porto-Trofense, 14ª jornada da Liga Sagres
Árbitro nomeado: Luís Reforço

Logo nos primeiros minutos do jogo, um golo mal anulado ao FC Porto por, supostamente, Rodriguez ter tentado jogar a bola com a mão!...
Não chegou a tocar na bola com a mão, mas como tentou... É uma nova regra, de aplicação exclusiva aos jogadores portistas... Ah grande Reforço!

87’: O central do Trofense, Valdomiro, comete um penalty escandaloso sobre Lisandro. O árbitro, perfeitamente enquadrado, mandou jogar.

«Valdomiro, de forma temerária, procurou disputar a bola a Lisandro sem o conseguir. Ao invés, pisou-lhe o pé esquerdo, derrubando-o. Grande penalidade que ficou por assinalar. Um erro que provavelmente ficou a dever-se à vontade do árbitro em querer demonstrar imunidade à grandeza do Dragão, o que é manifestamente errado
Jorge Coroado (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)

«É uma clara grande penalidade que o árbitro de Setúbal não assinalou. O árbitro entendeu que não houve falta, mas a verdade é que Lisandro foi mesmo rasteirado no pé de apoio. Um erro grave do árbitro estreante em jogos a envolver os chamados grandes
Rosa Santos (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)

«Valdomiro tentou jogar a bola, mas não o conseguiu. Como tal, rasteirou o jogador do FC Porto, cometendo assim falta passível para grande penalidade. Erro grave do árbitro ao não sancionar a respectiva falta
António Rola (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)

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16 de Janeiro de 2009

Braga entrega participação na Procuradoria Geral da República.

Comunicado da SAD do SC Braga:

«O Sporting Clube de Braga, SAD, entregou na sexta-feira, dia 16 de Janeiro, uma participação na Procuradoria Geral da República no sentido desta averiguar os acontecimentos verificados antes e no decurso da partida entre o Sport Lisboa e Benfica, SAD, e Sporting Clube de Braga, SAD, disputada no dia 11 de Janeiro, no Estádio da Luz, a contar para 14ª jornada do Campeonato Nacional.

O Sporting Clube de Braga pretende que o Ministério Público investigue todos os acontecimentos ocorridos antes e durante o encontro, que foram amplamente difundidos por toda a comunicação social nacional, nomeadamente as suspeições geradas em torno da actuação e nomeação da equipa de arbitragem, de forma a apurar-se toda a verdade e punir eventuais responsáveis.»

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17 de Janeiro de 2009

Benfica - Belenenses, Taça da Liga
Árbitro nomeado: Bruno Paixão

«Mais um jogo, mais uma arbitragem desastrada com influência no resultado. Bruno Paixão não quis destoar e aos 90'+2' anulou (mal) um golo ao Belenenses por alegada falta de Carciano sobre Moretto
in O JOGO, 18/01/2009


«Moretto não é o Eduardo Mãos de Tesoura, mas na verdade beneficiou da comiseração do árbitro. Não houve qualquer infracção, pois foi o guarda-redes quem abordou mal o lance. Largou a bola e permitiu que os visitantes fizessem golo indevidamente não validado
Jorge Coroado (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)

«É falta, mas falta de jeito do guarda-redes do Benfica. Não vejo qualquer interferência do jogador do Belenenses em impedir o guarda-redes de jogar a bola e como tal o árbitro precipitou-se ao marcar falta
Rosa Santos (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)

«Foi mal anulado o golo ao Belenenses, pois Moretto não sofre qualquer infracção. Na sua falha o guarda-redes encarnado teve a protecção do árbitro ao considerar que tinha sofrido falta
António Rola (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)


Quique Flores no final do jogo: "a equipa está, sem dúvida, mais confiante".

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18 de Janeiro de 2009

Comunicado da SAD do Belenenses:

«A propósito do jogo Benfica-Belenenses, referente à Taça da Liga (Carlsberg Cup), e nomeadamente em relação à arbitragem do sr. Bruno Paixão, vem a SAD de Os Belenenses informar:

1) Será que vale a pena solicitar reuniões com as entidades responsáveis e competentes do futebol e em particular da arbitragem?

2) Por que razão o Belenenses, nesta época desportiva, como é público e notório, tem sido sucessivamente prejudicado, face a erros que, inclusive, acarretam danos patrimoniais para esta SAD?

3) Por que razão a Carlsberg Cup - prova a que a Liga pretende dar credibilidade, visibilidade e na qual aposta forte em termos de implantação no calendário nacional futebolístico - não tem observadores dos árbitros presentes nos seus jogos?»

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De 4 a 17 de Janeiro, duas semanas negras do futebol português em que os factos falam por si.
Aliás, comentando os factos e citações anteriores, eu diria que um Benfica super “Reforçado” com craques da bitola do Olegário, Paulo Baptista e Bruno Paixão, foi suficiente para ultrapassar um momento mau, difícil e delicado (nas palavras dos próprios).

Após sentir que o seu lugar estava por um fio, Quique Flores volta a estar de pedra e cal, ao ponto de no final do último desta série de jogos não ter dúvidas em afirmar que “a equipa está, sem dúvida, mais confiante”. Pudera!

Quem também tem estado ao seu melhor nível é Vítor Pereira. Depois das “belíssimas” arbitragens do Guimarães-SLB e do SLB-Braga, nomear o Bruno Paixão para um jogo do SLB é de mestre!...

Ontem, Vítor Pereira falou pela primeira vez dos sucessivos casos de arbitragem que vêm ensombrando o futebol português nas últimas semanas:
«Sabemos que apenas uma equipa vai garantir presença na Liga dos Campeões e isso vai provocar muito nervosismo, ansiedade e provavelmente muitas questões que vão pôr em questão tudo e todos».

Fantástica explicação! Os responsáveis do Braga e do Belenenses devem estar satisfeitíssimos...

E pronto, ao colo dos árbitros e com o beneplácito do Sistema, assim se escreveram mais umas “belas” páginas da história do “glorioso”...

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.
Fotos: Record

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Um roubo ao raio-x

Comecemos pelos lances duvidosos. O jogo de ontem teve dois:
1) o lance do golo anulado ao Sporting (Romagnoli está em linha ou está adiantado?);
2) o derrube de Polga a Lisandro no prolongamento (foi em cima da linha ou fora da área?).

Em lances destes, que nem a televisão esclarece totalmente, é justo dar o beneficio da dúvida ao árbitro. Já o mesmo não se pode dizer relativamente à enorme dualidade de critérios na mostragem dos cartões, em claríssimo prejuízo do FC Porto, ou em lances como o duplo derrube a Lisandro na área do Sporting, uns segundos antes do João Paulo ser expulso.

Comecemos por analisar o critério disciplinar seguido por Olegário Benquerença.

3’ Falta feia de Grimi sobre Quaresma. O árbitro viu, marcou a falta, mas evitou mostrar o cartão amarelo.


23’ Mais uma entrada dura de Grimi sobre Quaresma. O árbitro avisou o lateral esquerdo do Sporting mas, claro, o cartão (que já deveria ser o 2º) ficou novamente no bolso.

35’ Cartão amarelo para Paulo Assunção, por falta sobre Romagnoli ainda no meio-campo do Sporting. À primeira oportunidade para amarelar um jogador do FC Porto, o árbitro não hesitou.

68’ Ao rodar, com a bola controlada, Quaresma, de costas, acerta com o braço na garganta de João Moutinho. Este atira-se para o chão, como se tivesse sido alvo de uma terrível agressão, e inclusive sai de campo para ser assistido...

72’ O João Paulo teve uma entrada a pés juntos sobre Moutinho e, mais uma vez, o árbitro não hesitou: vermelho directo! Contudo, convém salientar que este lance ocorreu imediatamente a seguir a dois derrubes ao Lisandro dentro da área do Sporting, que Olegário fez de conta que não viu...


80’ Tonel teve uma entrada perigosa, por trás, atingindo o calcanhar do Lisandro (foi com uma entrada destas que o Marco Van Basten ficou incapacitado para o futebol). Cartão amarelo ou vermelho para o central do Sporting? Qual quê, o árbitro nem falta marcou.

85’ Abel, que já tinha um cartão amarelo, fez uma falta dura sobre Raul Meireles. Seria o 2º cartão amarelo, os jogadores do FC Porto protestaram mas, mais uma vez, Olegário fez de conta e deixou ficar o cartão no bolso. Poucos minutos depois, o treinador do Sporting substituiu o Abel, não fosse o diabo tecê-las.


93’ Derlei faz jogo perigoso sobre Pedro Emanuel, acertando-lhe com um pontapé na cara e deixando o defesa-central do FC Porto a sangrar do nariz. Não houve qualquer acção disciplinar por parte do árbitro.

96’ Raul Meireles é atingido pelo braço de Tonel e, tal como tinha feito João Moutinho em lance idêntico com Quaresma (68’), fingiu ter sido alvo de uma agressão. Desta vez, e ao contrário do que tinha acontecido com o jogador do Sporting, Olegário não gostou da fita e zás, toma lá um amarelo.

100’ À 5ª falta cometida, finalmente o árbitro entendeu mostrar um cartão amarelo a Derlei.

Sobre o critério disciplinar do árbitro não é preciso dizer mais nada, os factos falam por si. Mas não foi “só” no critério disciplinar que o FC Porto foi claramente prejudicado.
O lance mais flagrante, em que Olegário mostrou ao que vinha, ocorreu aos 71 minutos, instantes antes da expulsão de João Paulo.
Primeiro Polga e depois Miguel Veloso derrubam Lisandro dentro da área do Sporting, em ambos os casos sem nunca tocarem na bola, conforme se pode ver neste vídeo.

Dois derrubes seguidos! Que mais é preciso para os árbitros marcarem um penalty a favor do FC Porto?


Fruto desta decisão de Olegário Benquerença, de uma situação em que o FC Porto poderia ter passado para uma vantagem no marcador, passou, isso sim, a jogar com menos um jogador!

Mas não é tudo. Aos 110', Polga comete uma falta claríssima sobre Lisandro López, mais uma vez sem sequer tocar na bola.
Dentro ou fora de área?
Honestamente, e tal como no golo anulado a Romagnoli, não é possível dizer com 100% de certeza, mas de uma coisa tenho a certeza: a falta existiu e, no mínimo, deveria ter dado origem a um livre contra o Sporting e cartão amarelo para o central sportinguista.

Contudo, mais uma vez, o árbitro fez de conta que não viu e na jogada seguinte o Sporting marca o 1-0. Com menos um jogador, e a poucos minutos do fim, o jogo acaba aí.

O jogo terminou com os sportinguistas em festa (“a arbitragem foi justa”, afirmou João Moutinho) e com os jogadores do FC Porto a chorar, com a revolta estampada no rosto.


Há portistas que dizem: sim, a arbitragem prejudicou o FC Porto, mas tínhamos obrigação de ter jogado melhor.

A esses portistas eu respondo: Precisamente por o FC Porto não ter feito um jogo brilhante (longe disso) é que a influência da arbitragem foi determinante. É nos jogos equilibrados (e não quando se está a ganhar 5-0) que os erros dos árbitros se tornam mais relevantes, principalmente quando a tendência desses erros é sempre para o mesmo lado.

domingo, 18 de maio de 2008

Escandalosamente roubados


Uma arbitragem, no estádio dito nacional, que fez lembrar outros tempos e outras escandaleiras.
Depois do que se viu hoje em Oeiras, não há dúvida que o futebol português está muito mais "limpo"!...