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sábado, 8 de dezembro de 2018

Há sempre solução...


...mesmo quando o adversário apresenta um ataque com Jackson Martinez (ainda teve um remate, daqueles dos tempos antigos, que Casillas defendeu) e um verdadeiro mini-Brahimi que dá pelo nome de Nakajima. O japonês estará de saída para a Liga Inglesa mas, antes disso, ainda teve tempo para mais uma performance de qualidade acima da média.

Juntou-se a isso um Óliver, a passar tão completamente ao lado da partida, que teve que receber ordem de saida ainda dentro dos primeiros 45 minutos (a tal falta de um rendimento constante, ao longo de uma série mais longa de partidas, que muitos portistas temem no médio espanhol).

Com Telles e Otávio também em noite apagada, valeu-nos, ontem mais uma vez, os suspeitos do costume: Brahimi a jogar e Marega a marcar.
O argelino esteve imparável no criar de situações de golo. E até marcou dois, também, um deles bem anulado pelo árbitro e VAR. Aproveitemos ao máximo o facto de ainda podermos contar com um fabuloso futebolista como Brahimi. Então aquele seu controlo do esférico, só encontra mesmo paralelo num Rabah Madjer.
E, claro, Marega. O homem do Mali foi ele mesmo: a falhar lances e lances, de forma a deixar qualquer um de cabelos em pé, até chegar aquele tradicional momento de ser ele a decidir o jogo. Dois golos e ainda uma assistência. Pedir mais, seria um abuso.

Nota também alta para a grande jogada de Danilo, no terceiro golo, que matou o encontro. Além de ter passado de forma brilhante por um defesa contrário, tudo a alta velocidade, só descansou quando a bola chegou a quem ele queria mesmo que chegasse: a Brahimi, claro está.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Rendimento desportivo e financeiro

Por razões que são de todos conhecidas, há muito que se sabia que Jackson, Danilo e Alex Sandro iriam sair do FC Porto ou, pelo menos, que a probabilidade de saírem, após o final da época 2014/2015, era muito elevada.

Jackson esteve mesmo para sair há um ano atrás e só um conjunto de medidas - a renegociação do contrato, o abaixamento da cláusula de rescisão de 40 para 35 milhões e a oferta de 5% do passe ao jogador/empresário - o conseguiram segurar mais um ano no Porto.

Neste contexto, a minha opinião sobre a forma como a FC Porto SAD conduziu as negociações para a transferência de Jackson é muito semelhante à que o Miguel Lourenço Pereira expressou num artigo que publicou em 28 de junho passado.

«O Atlético fez uma proposta à SAD do FC Porto que foi recusada inicialmente. Pinto da Costa fez saber que estava tudo tratado com o Milan. O Atlético não dava mais de 30 milhões a princípio (…). A SAD do FC Porto fez saber que não estava interessada e defendeu os interesses do clube. Como tinham de o ter feito e bem. (…) Não há nada, absolutamente nada a apontar à gestão da SAD neste caso, mas será curioso ver como a história se desenvolve nos próximos capítulos.»

E como é que a história se desenvolveu?
De acordo com o que veio a público (veremos o que irá constar do Relatório e Contas), Pinto da Costa não cedeu às pretensões iniciais do Atlético Madrid e os colchoneros terão mesmo pago os 35 milhões de euros.
Notável!
E mais ainda, se atendermos a que Jackson não é titular indiscutível da sua selecção e está a pouco mais de um mês de completar 29 anos.

Quanto a Danilo e Alex Sandro, tendo ambos recusado (naturalmente) as propostas de renovação que o FC Porto lhes fez, se a sua saída não fosse negociada pela SAD, seriam jogadores livres a partir de 1 de Janeiro de 2016 (daqui a pouco mais de 4 meses).

Neste contexto, considero a venda de Danilo por 31,5 milhões e a pré-anunciada venda de Alex Sandro por 25 milhões, (mais) duas extraordinárias vendas feitas pela FC Porto SAD.


Aliás, sobre o negócio de Danilo, reproduzo parte do texto que o Miguel Lourenço Pereira escreveu, num artigo que publicou em 1 de Abril, e no qual me revejo.

«O negócio é excelente a todos os níveis. São 31,5 milhões de euros (35 por objectivos), sem jogadores ao barulho e com o contrato do jogador a acabar. Um golpe de génio (o enésimo) de Pinto da Costa e da SAD nas mesas de negociação que superam bastante as expectativas daquele que foi um dos nossos maiores negócios de risco dos últimos tempos. (…) Pinto da Costa e a sua equipa fizeram o que tinham de fazer. Tentaram renovar com o jogador e depois deste recusar souberam manejar bem os tempos e expectativas para conseguir um negócio que é imelhorável. Ninguém a não ser PdC e a SAD sacariam tanto por um jogador que daqui a nove meses podia negociar sair a zero. Absolutamente ninguém.»

Quanto ao Alex Sandro, à hora a que escrevo este artigo, ainda não há comunicado enviado à CMVM, nem eu conheço os números finais, mas parece-me absolutamente normal que saia por um valor inferior ao de Danilo (que é “só” o atual lateral-direito da seleção brasileira).

Contudo, a confirmarem-se os 25 milhões de euros, é largamente batido o valor por que foram vendidos outros laterais-esquerdos no pós-Gelsenkirchen – Nuno Valente, Álvaro Pereira e Cissokho (cuja contratação/regresso, como é óbvio, não foi obra do acaso).

Danilo: 31,5 milhões de euros
Jackson: 35 milhões de euros
Alex Sandro: 25 (?) milhões de euros

Três jogadores, mais de 90 milhões de euros. É obra!


P.S. Acerca de cláusulas de rescisão, ou valores de hipotéticas propostas recusadas, não valorizo o que disse, ou diz, o Presidente da FC Porto SAD. Tudo isso, como é óbvio, faz parte dos processos de negociação, em que as várias Partes envolvidas enviam alguns “recados” e tentam reforçar a respectiva posição.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Distracções Diário

Parece que a coisa está decidida, mas nunca se sabe - Jackson Martínez, o mais completo - eu diria o melhor - ponta-de-lança que passou pelo Porto no últimos 30 anos (ou mais), está de partida para Espanha; com cerca de 30 golos marcados em cada uma das 3 épocas que passou no Dragão, leva na bagagem um título de campeão, e duas Supertaças - só há uma palavra para descrever este palmarés: trágico.

domingo, 21 de junho de 2015

Tchau Guido!

Guido Carrillo (capas de O JOGO de 10 e 18 de Junho)

«Seduzidos pelas exibições do argentino, os portistas conversaram com Mariano González e obtiveram as melhores referências do jovem de 24 anos. Clube de La Plata está a pedir cerca de dez milhões de euros»
O JOGO, 10-06-2015

«A lista de clubes que já foram apontados como possíveis destinos de Guido Carrillo neste defeso é interminável. Todavia, um nome salta à vista: o Monaco. A equipa de Leonardo Jardim perdeu o búlgaro Berbatov e em França garante-se que está muita atenta ao avançado. O Olympiacos, o Inter e o Palermo são os outros clubes que, tal como o FC Porto, também estão de olho no argentino.»
O JOGO, 10-06-2015

«O CEO da sociedade azul e branca está na Argentina e o objectivo é muito claro: tentar fechar negócio rapidamente, antecipando-se à concorrência, que não é tão pouca quanto isso. Na agenda já estiveram duas reuniões: uma com o presidente do Estudiantes, Juan Sebastián Verón, e outra com o pai e os empresários do avançado do momento na América do Sul.»
O JOGO, 14-06-2015


Guido Carrillo aceita proposta do Monaco (O JOGO, 21-06-2015)

O que falhou na hipotética contratação de Guido Carrillo, como eventual substituto de Jackson Martínez?

Bem, para começar, a novela Jackson ainda não terminou. Aliás, depois de parecer estar tudo acertado com o AC Milan, o jogador e o seu empresário fizeram um compasso de espera (aparentemente, à espera do Atlético Madrid), deixando o FC Porto pendente, quer da confirmação da saída do Cha-Cha-Cha, quer da consequente entrada de uma verba significativa (20, 25, 30 ou mesmo os 35 milhões da cláusula de rescisão).

Mas, o problema principal foi o FC Porto ter concorrência de peso e, obviamente, o FC Porto não tem os argumentos financeiros do “tubarões” como o Inter ou o AS Monaco.

AS Monaco que, recorde-se, foi comprado por Dmitry Rybolovlev em Dezembro de 2011. Ora, daí para cá, a fortuna do bilionário russo permitiu ao clube monegasco investir centenas de milhões de euros em contratações milionárias (Radamel Falcao, James Rodríguez, João Moutinho, Bernardo Silva, etc.) e oferecer aos jogadores salários estratosféricos.

Foi o caso de Guido Carrillo. Para além de pagar ao Estudiantes o valor que o clube argentino pretendia (9-10 milhões de euros), o AS Monaco ofereceu ao jogador um contrato de cinco anos, com um ordenado líquido de três milhões de euros por ano. E falta saber quanto receberam os intermediários (empresários e pai do jogador)…

Se tal fosse necessário, esta disputa por Guido Carrillo veio demonstrar que será cada vez mais difícil o FC Porto vencer, dentro do campo, clubes médios/grandes europeus (endinheirados), como este AS Monaco de Rybolovlev. E digo que será difícil o FC Porto vencer dentro de campo porque, sem recurso a partilha do passe com Fundos, fora das quatro linhas já não tem qualquer hipótese.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Herrera e novamente Jackson

Dragões de Ouro (O JOGO, 19-06-2015)

Numa altura em que Pinto da Costa já anunciou a sua saída, Jackson Martínez volta a surgir (pelo terceiro ano consecutivo!) na lista dos galardoados com um Dragão de Ouro. É mais um recorde para Jackson, o qual, como jogador, atleta e pessoa vai deixar saudades.

Polémica é a atribuição a Herrera do dragão de ouro para futebolista do ano. Eu concordo, mas haverá muitos portistas (a maioria?) que estarão em desacordo.
Talvez Danilo, Casemiro ou Óliver merecessem mais do que Herrera mas, levando em conta que estão os três de saída do FC Porto e que, no caso de Danilo, já ganhou na época passada, penso que é compreensível e aceitável a escolha de Herrera.

A escolha dos dragões de ouro implica ponderar este tipo de aspectos e, também, gerir algumas sensibilidades. Por exemplo, não deve ter sido por acaso, que foram escolhidos dois atletas do Andebol – Gilberto Duarte e Miguel Martins –, os quais renovaram e vão continuar de azul-e-branco e um treinador do Basquetebol – Moncho López – que renovou contrato com o FC Porto até 2020!

Indiscutível e inteiramente justa é a atribuição do ‘Dragão de Ouro – Recordação’ a Domingos Pereira.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Um salário de 7 milhões

Salário de 7 milhões de euros (O JOGO, 16-06-2015)

A ser verdade o que diz o jornal espanhol Marca, segundo o qual o AC Milan acenou a Jackson com um salário anual de 7 milhões de euros (livres de impostos), nem vale a pena dizer nada, só resta abrir a boca de espanto.

Fair play financeiro? Pois, pois… Para moralizar o futebol, há é que acabar com os Fundos, que parece que incomodam os clubes mais ricos e poderosos, não é senhor Platini?

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Aperta o cerco a Jackson

Logo no final da sua 1ª época (2012/2013) no Porto, havia quem quisesse levar Jackson para outras paragens…

1ª tentativa do Valência em contratar Jackson (O JOGO, 11-06-2013)

Jackson ficou, mas o lote de interessados (Valência, Zenit, Arsenal, etc.) foi aumentando…

Mangala ou Jackson (O JOGO, 24-04-2014)

Em agosto de 2014, quando a permanência de Jackson era muito incerta, a SAD "tirou um coelho da cartola", renovou contrato com Jackson, aumentando-lhe o salário, baixando a cláusula de rescisão (de 40 para 35 milhões), mas assegurando o mais importante - que Cha-Cha-Cha continuaria mais um ano de azul-e-branco…

Jackson garantido mais uma época (O JOGO, 03-08-2014)

Evidentemente, tal como aconteceu com Deco em 2003, terá ficado estabelecido um compromisso entre as Partes, de que esta seria a última época de Jackson no Porto…

Jackson assume a inevitabilidade da saída (O JOGO, 09-02-2015)

E, pelas notícias que têm vindo a público…


…tudo indica que a saída de Jackson está iminente…

Nélio Lucas (Doyen) e Galliani (AC Milan) num avião privado rumo ao Porto, em 10-06-2015

segunda-feira, 25 de maio de 2015

(nem) Sempre Presentes

O Ballspiel-Verein Borussia 1909 e.V. Dortmund, mais conhecido por Borussia Dortmund, ou pelo acrónimo BVB, foi fundado em 1909 e é um dos grandes clubes da Alemanha.

Juntamente com o Bayern Munique, o Borussia Dortmund é o único clube alemão que já conquistou a UEFA Champions League (em 1996/97), tendo também sido finalista desta mesma competição em 2012/2013. E, para além da presença em várias finais de provas internacionais, o BVB conta ainda com uma Taça das Taças (em 1965/66) e uma Taça Intercontinental (em 1996/97).

A nível interno, o Borussia Dortmund tem no seu palmarés 8 campeonatos, 3 taças da Alemanha e 5 supertaças.

Sendo certo que, em termos financeiros, o Borussia Dortmund não está ao nível do colosso da Baviera (quantos clubes europeus estão ao nível do Bayern Munique?), também não se pode dizer que seja um clube remediado, bem pelo contrário.
Ocupa a 11ª posição da última edição da Deloitte Football Money League, correspondente à época 2013/2014, época em que o Borussia Dortmund teve receitas (sem contar com transferências) de 261,5 milhões de euros! (é o 2º clube alemão com mais receitas, a seguir ao Bayern)

Nas últimas quatro épocas, o BVB foi duas vezes campeão da Alemanha (2010/2011 e 2011/2012) e duas vezes vice-campeão (2012/2013 e 2013/2014), mas esta época foi uma quase calamidade. Depois de andar várias jornadas pelos últimos lugares do campeonato alemão, o Borussia ganhou o derradeiro jogo em casa e terminou a Bundesliga no… 7º lugar!!
Em consequência das 13 vitórias, 7 empates e 14 derrotas (!!!), o Borussia Dortmund ficou a 33 pontos do Bayern (e que facilmente teriam sido mais de 40, se a equipa de Munique não tivesse entrado em modo férias, após se ter sagrado campeã a cinco jornadas do fim).

E na Liga dos Campeões a coisa também não foi brilhante. Nos Oitavos-de-final, o Borussia foi a Turim perder por 1-2 e, na 2ª mão, quando lhe bastava ganhar por 1-0 para seguir em frente, foi goleado em casa pela Juventus por 0-3. Duas derrotas e 1-5 em golos!

Pois bem, apesar da época ter sido muito má, os adeptos nunca abandonaram a equipa e, nos jogos em casa, nunca deixaram as bancadas do imponente Westfalenstadion (mais de 80 mil lugares) vazias ou semi-vazias, bem pelo contrário.

No último jogo, foi assim que os ADEPTOS do Borussia Dortmund se despediram dos jogadores e, particularmente, se despediram do treinador Jürgen Klopp.

Adeptos do Borussia Dortmund no último jogo da Bundesliga 2014/2015

E foi assim (ver vídeo), que os ADEPTOS do emblemático “muro amarelo” do Westfalenstadion resolveram homenagear o treinador Jürgen Klopp, antes do início do encontro com o Werder Bremen.

Em contraponto, na última jornada do campeonato português, ao intervalo do FC Porto x Penafiel, foi anunciado que estavam 16009 espectadores no Estádio do Dragão. Uma assistência digna de um jogo da… Taça da Liga!

E, protestos à parte dos adeptos durante o jogo, cuja legitimidade eu não contesto (embora não concorde com o tom e conteúdo de algumas das mensagens), foram muito poucos aqueles que fizeram questão de ficar até ao final do derradeiro jogo em casa dos dragões para, pelo menos, se despedirem de jogadores como Danilo e (provavelmente) Jackson.

Despedida triste de Danilo e, provavelmente, também de Jackson

São dois jogadores de top internacional, dois campeões, dois atletas que honraram a camisola do FC Porto e, penso, mereciam uma despedida diferente por parte dos adeptos portistas, que não terão outra oportunidade para se despedirem deles.

É, também, nestes momentos e nestes “pormenores”, que se vê a grandeza de um clube e a força dos seus adeptos.

domingo, 24 de maio de 2015

TRI Jackson

TRI de Jackson

Jackson Martínez não foi feliz nos últimos 91 minutos deste campeonato. No último minuto do jogo do Restelo falhou um golo (aparentemente) fácil, que teria dado a vitória (por 2-1) ao FC Porto em casa do 6º classificado, e nos 90 minutos do derradeiro encontro desperdiçou 4 oportunidades de golo (três delas flagrantes) que, a serem concretizadas (bastava uma ou duas), teriam dado outro "colorido" ao resultado do FC Porto x Penafiel.

Mesmo assim, terminou o campeonato como melhor marcador, completando um TRI nas três épocas que passou em Portugal.

Eu fui um dos (poucos) milhares de portistas, que ficaram no Estádio do Dragão até ao apito final do FC Porto x Penafiel, porque não quis sair sem prestar o meu tributo a alguns jogadores.

Jackson Martínez foi um deles.

A sair do Porto, como tudo indica, Cha Cha Cha vai deixar saudades.

domingo, 10 de maio de 2015

Missão cumprida

Jackson a "flutuar no ar" antes do 2º golo (foto: Maisfutebol)

Os jogadores do Gil Vicente revelaram uma enorme agressividade e uma atitude completamente diferente daquela que evidenciaram na semana passada frente ao SL Andor: Check

Nas bolas divididas os jogadores do Gil Vicente atiravam-se para o relvado (será que tinham instruções para isso?) com o objetivo de ganhar faltas: Check

O FC Porto falhou (voltou a falhar!) um penálti: Check

Ficou um penálti claro (mais um!) por assinalar a favor do FC Porto (falta/abalroamento sobre Brahimi): Check

O FC Porto revelou (voltou a revelar!) uma enorme ineficácia nas bolas paradas, nomeadamente nos muitos cantos de que beneficiou: Check

Para além dos golos marcados, o FC Porto teve mais sete ocasiões claras (1 penálti, 2 bolas aos postes e oportunidades flagrantes de Herrera, Danilo, Brahimi e Quaresma), que não conseguiu concretizar: Check

O FC Porto não sofreu (voltou a não sofrer!) golos e mantém-se como a equipa menos batida do campeonato: Check

Jackson marcou (voltou a marcar!) golos – dois – e continua na liderança da lista dos melhores marcadores do campeonato: Check

Quaresma assistiu (voltou a assistir!) Jackson para golos – dois – e a prova dos "problemas" com Lopetegui é que jogou (e bem) 90 minutos: Check

O FC Porto ganhou, somou mais 3 pontos e manteve a distância para o SL Andor: Check


P.S. JACKSON MARTÍNEZ ainda cá está, ainda não saiu (fugiu!) da estrumeira que foi (é) este campeonato português fraudulento e eu já estou com saudades deste enorme ponta-de-lança colombiano.

P.S.2 Acabo de ver e ouvir as declarações de JULEN LOPETEGUI na conferência de imprensa. Em grande! Este homem é um Mister.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Melhor que a melhor equipa do Mundo

Tenho inveja.
Tenho genuína inveja de quem hoje esteve no Dragão. Há noites que nunca se esquecem. Tive a sorte de viver muitas ao vivo. Hoje houve 50 mil afortunados que jamais se vão esquecer da noite em que o FC Porto foi - como contra o Dinamo de Kiev em 1987 - melhor que a melhor equipa do Mundo. Que jogadores que estavam lesionados até há dois dias correram como búfalos. Que egos imensos foram encolhidos para encaixar no coração da equipa. Em que ninguém poupou uma gota de oxigénio a pensar no amanhã. A noite em que o Dragão engoliu o Bayern como poucas vezes alguém sonhou ser capaz. A noite em que Julen Lopetegui mostrou a Pep Guardiola que com menos ovos podia fazer uma omelete melhor. A noite, enfim, em que se demonstrou porque é que o FC Porto é a melhor equipa da Europa fora dos grandes das grandes ligas. E que de vez em quando até a esses mostramos que não andamos nisto para fazer número.

A primeira parte foi uma das maiores delicias futebolísticas da última década.
A entrada da equipa resume-se numa palavra: Avassaladora.
Julen Lopetegui tinha a lição bem estudada. Pode entender pouco do que significa jogar na Madeira mas o Bayern conhecia-o á perfeição. Sabia o que era preciso fazer. Asfixiar o processo de posse de bola roubando todas as opções de passe aqueles que sabem jogar. A equipa marcou á zona todos aqueles jogadores em quem Guardiola confia - Alonso, Lahm, Thiago - e deixou aos centrais, aos desastrados centrais, a tarefa de criar jogo. Com isso ganhou a partida. Forçou erro atrás de erro. E, por uma vez, o FCP soube aproveitar o erro alheio com precisão de cirurgião. Jackson - esse imenso avançado que vai deixar muito mais saudades do que deixou Falcao e que não devia ser vendido por menos de 50 milhões de euros - esteve imenso. Para quem vinha de uma lesão muscular parecia um tigre, um mamute de outras eras. Correu, correu, defendeu como o primeiro gladiador, ajudou nas compensações e não deixou respirar Xabi Alonso. Nos instantes iniciais roubou a bola ao ex do Real Madrid e frente a Neuer driblou o guarda-redes caindo de imediato. Penalti claro.
Neuer devia ter visto o cartão vermelho. O árbitro espanhol Vellasco Carballo no entanto deve ter ficado a pensar que Jackson fizera falta sobre Alonso (se fosse ao contrário, eu teria pedido falta) e para não condicionar os 180 minutos de eliminatória que faltaram quis ser diplomático. Fez mal. O FC Porto foi prejudicado nesse momento chave e o Bayern salvou-se de um cataclismo. Quaresma, que tinha estado naquela eliminatória dolorosa com o Schalke 04 quando Neuer se fez famoso pela primeira vez, tinha contas a ajustar e não perdeu a oportunidade. Estes foram os melhores 45 minutos de Quaresma desde que deixou o Porto. A confiança de Lopetegui - esteve impecável o basco no alinhamento inicial - foi recompensada. O numero 7 fez tudo para merecer ser titular. Não havia réstia do "velho Quaresma". Havia malabarismos e classe, sim, mas também recuperações ao sprint, desarmes, ajudas a Danilo, linhas de passe oferecidas a Herrera e Oliver e uma constante pressão sobre Bernat (que devia ter sido expulso no inicio da segunda parte depois de mais um baile quaresmiano) e Dante. Graças a esse exercício "sachianno", chegou o segundo golo. Outra recuperação, outro vendaval de ataque e Quaresma, frente a Neuer, define com a classe dos génios. Não tinham passado dez minutos e o Dragão já se tinha levantado duas vezes para fazer tremer os cimentos da Terra.

Jackson e Neuer (foto: UEFA.com)
O FC Porto foi nesses primeiros vinte minutos a melhor equipa do Mundo.
Com bola fez maravilhas. A visão periférica de Brahimi e Oliver e o trabalho do colectivo manteve o Bayern atónito, como se tivesse subido ao ring e estivesse a ponto de cair por K.O. Na recuperação a equipa esteve tremenda. É provavelmente o maior mérito de Lopetegui a forma como a equipa ocupa os espaços para haver sempre alguém a recuperar a bola. Naturalmente houve a reacção do Bayern. Os alemães continuam a ser a melhor equipa do mundo e encontraram a bola quando o ataque, como era inevitável, baixou ligeiramente o pressing. Não há equipa que aguente noventa minutos o que o FCP fez em vinte. Nesses seguinte quinze minutos o Bayern teve mais a bola mas não o controlo. O FC Porto mantinha-os longe da sua área, recuperava bem a bola e sai-a a jogar. Alex Sandro teve o terceiro nos pés - Neuer evitou um golo olímpico - e Casemiro podia também ter marcado de cabeça depois de um centro de Quaresma num livre indirecto. O Bayern raramente criou perigo real mas conseguiu marcar numa jogada onde a defesa estava totalmente fora de sitio. Casemiro foi fechar um centro de Boateng mas não chegou a tempo. Sandro estava na direita, Danilo na esquerda e Maicon perdeu a marcação a Thiago que apareceu a desviar na pequena área. Era um golo evitável, o unico erro colectivo em toda a primeira parte. O nível Champions é assim. Não se podia dizer que era imerecido - a reacção do Bayern foi positiva - mas doeu tendo em conta o imenso esforço que a equipa estava a fazer para reduzir ao mínimo o erro. Com esse resultado chegou-se ao intervalo, uma sensação de superioridade emocional tremenda mas com esse golo fora a pesar na consciência.

E o que faz uma equipa depois de 45 minutos assim? Quando se chama FC Porto a resposta é fácil: faz-se melhor.
A segunda parte foi isso. Melhor, em todos os sentidos menos no marcador. Só entrou um (golaço de um Jackson divino) mas o Bayern foi engolido pelo jogo de posse do Porto. Se na primeira parte havia a estratégia de pressionar, morder e contragolpear, na segunda parte os Dragões quiseram e tiveram a bola. Pautaram o ritmo, levaram o esférico para longe da sua área (onde tinha rondado muito na primeira parte), criaram lance atrás de lance e esmagaram a resistência escassas que o Bayern parecia oferecer. Herrera e Jackson conectaram para o 3-1 e pouco antes, numa jogada "a la Brasil de 70", o esférico rodou entre o colombiano, Oliver, Brahimi e Quaresma para Herrera forçar Neuer á defesa da noite. Uma jogada perfeita que o Bayern jamais soube emular. O momento mais simbólico da noite deu-se precisamente quando um Guardiola claramente superado - Lopetegui é, a partir de hoje, um nome em qualquer lista de um grande europeu e que "cojones" teve o basco ao encarar de frente o Bayern e ganhar-lhe no seu próprio jogo - tirou a Gotze e colocou Rode. Queria não sofrer mais, não sofrer mais golos, não sofrer mais sem a bola e para isso abdicava de atacar. O todo poderoso Bayern do mágico e melhor treinador do Mundo Pep Guardiola rendia-se á evidência. O Porto era superior. E assim foi durante todo o jogo. Um jogo que podia não ter acabado nunca.

Quaresma (foto: UEFA.com)

Pouco me importa hoje do que vai passar na terça-feira que vem em Munique. Não estão Danilo e Alex Sandro (mas sim Marcano) sendo que Ricardo e Indi nas laterais são a única opção que sobra. O Bayern seguramente terá outro ritmo, outra pressão e tocará sofrer, sofrer muito. Mas ninguém no seu perfeito juízo podia pensar noutro cenário que não fosse esse. O Bayern continua a ser o Bayern, o Porto continua a ser o Porto. Em noites assim é extremamente importante por tudo em perspectiva. Sonhar sim, sempre, sempre, mas sem esquecer que tudo o que se consiga, tudo é bónus, resultado de um grande trabalho colectivo desenvolvido desde o Verão. Resultado de uma politica de jogo recuperada depois do desastre do último ano, do talento de muitos jogadores que chegaram agora ou se têm consolidado e que sabem que hoje são a conversa de ordem dos maiores clubes mundiais. Depois da noite de hoje todos saem reforçados. A SAD que apostou forte, o treinador que muitos - eu incluído - duvidavam estar á altura mas também os jovens jogadores que alguns grandes da Europa descartaram ou que outros não tiveram o engenho de pescar. Todos eles são o baluarte desta noite, desta mágica noite europeia á moda do Porto.
O FC Porto até pode ganhar a Liga dos Campeões. Também pode sair goleado do Allianz. Não me interessa nada. Hoje nada interessa. Em noites assim, com chuva ou céus iluminados pelas estrelas, não há outra coisa a fazer senão sentir um imenso orgulho em ser portista. Um imenso orgulho em ser da equipa que sabe ser melhor que as melhores equipas do mundo.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Podem algumas lesões ajudarem no sprint final?

A comunicação social tem vendido nos últimos dias a ideia de que o FC Porto pode vir a ser beneficiado por uma praga de lesões no Bayern de Munich. Ora quem escreve ou não sabe que, desde que chegou á capital bávara Pep Guardiola só teve o plantel completo em meia dúzia de semanas, ou não tem olhado para a lista de baixas do FCP. O Bayern está habituado a jogar ao máximo das suas capacidades sem alguns dos seus mais influentes jogadores. Têm plantel para isso. Não está Robben? Está Muller. Não está Schweinsteiger? Estará Javi Martinez. E assim sucessivamente. Já o Porto joga com as suas naturais limitações – muito superiores á dos alemães – e para nós uma baixa é um problema muito mais grave. É mesmo?

A eliminatória contra o Bayern vai ser bonito e emocionante especialmente porque há muito tempo que não se respira o vento dos quartos de final no Dragão. Mas, tal como sucedeu da última vez, o FC Porto não só não é favorito como tem pela frente o máximo candidato ao titulo. Em 2009 foi o Manchester United - detentor do troféu e agora é o Bayern. O que o FCP deve (e pode) fazer é, como mínimo, repetir a mesma atitude que teve então, obrigando o todo poderoso Man Utd a sofrer até ao fim para passar. Fomos Dragões em Old Trafford e em casa só caímos com um golo do outro mundo. Ninguém dava nada por nós e ninguém podia apontar-nos nada no final da eliminatória. Tudo o que não seja isso é um milagre (que também acontece no futebol) e é preciso assumir essa realidade sem baixar nunca a cabeça. 

(foto: Mais Futebol)

A prioridade é e deve ser o campeonato. 
A equipa perdeu uma grandíssima oportunidade na Madeira de depender de si mesma para ser campeã com um grau de dificuldade menor. Ainda depende de si, sim, mas depende sobretudo de marcar mais de 2 golos na Luz. Possível mas difícil, especialmente tendo em conta que em casa o Benfica nunca fica a zero. O que era impossível há dois meses agora não o é tanto (ainda que continue a ser muito difícil) e deve ser aí que Lopetegui tem de apontar o arsenal. O objectivo mínimo da Champions (chegar aos oitavos) e o óptimo (chegar aos quartos) foi cumprido. A Liga é outra história.

Tudo isto a propósito das lesões. A de Tello é um problema. Vai falhar o jogo com o Bayern e também, seguramente, o jogo na Luz. Contra os dois rivais seria um futebolista extremamente útil a explorar espaços e a utilizar o seu 1x1 nos duelos directos. Vamos sentir a sua falta. Mas qualquer outra baixa para os jogos europeus pode ser uma benesse para a liga. É verdade que o FC Porto tem de ganhar os dois jogos antes da Luz (Rio Ave e Académica, que não vão ser pêras doces) para ter alguma opção mas não é menos certo que chega com jogadores a recuperarem de lesões como Jackson e Oliver e, portanto, mais frescos que alguns dos seus colegas a que se nota claramente a falta de pernas. O mesmo se pode dizer de Danilo ou Casemiro, cujas breves paragens ajudaram a repor oxigénio. E Brahimi, que levou uma sova tremenda em Janeiro na CAN, está a pouco e pouco a recuperar o seu ritmo. 

(foto: Mais Futebol)

Não são as condições ideias para uma eliminatória Champions mas podem ser condicionantes positivos para preparar o assalto final á Liga onde temos de ser perfeitos em todos os sentidos. E são muitos minutos nas pernas (o Benfica está de férias desde Dezembro a meio da semana) para aguentar sem quebras esta tensão final. Ás vezes pausas forçadas – porque nenhum jogador quer parar de moto próprio e menos para jogos europeus – são um auxilio inesperado para o treinador. No final de contas, algumas das lesões em questão podem vir a ter efeitos positivos neste sprint final.  

domingo, 1 de março de 2015

T3LLO!


O “Sporting da Covilhã” veio ao Dragão e, em 90 minutos, o FC Porto não permitiu que os verdes-e-brancos criassem uma única oportunidade de golo.

Pelo contrário, o FC Porto, para além do hat-trick de T3LLO, enviou uma bola à trave (por Marcano) e ainda teve mais 4 oportunidades claras, nos pés de Jackson (3) e Herrera.

Os “leozinhos” erraram muitos passes, ainda no seu meio campo, quando tentavam sair a jogar?
Pois erraram, porque a pressão alta feita pelos jogadores do FC Porto (Jackson, Tello, Herrera, Evandro, Casemiro…) foi bem pensada e melhor ainda efetuada.
Há umas semanas atrás, os jogadores do FC Basel queixaram-se do mesmo (dos dragões não os terem deixado jogar). Mas, claro, o mérito nunca é dos dragões, nem do modelo de jogo de Lopetegui, os outros ou são fraquinhos, ou estão cansados…

Convém recordar que, esta época, em quatro desafios frente ao FC Porto e SL Benfica, este mesmo Sporting ainda não tinha perdido qualquer jogo; que a meio da semana tinha dominado (em jogo jogado e oportunidades) o 2º classificado da Bundesliga; e há apenas três semanas atrás, vulgarizou uma equipa que tá muitaa confiante…

Evidentemente, o homem do jogo foi T3LLO que, desta vez, não tremeu na cara do guarda-redes e foi super eficaz. É este T3LLO que queremos ver mais vezes.

Mas não posso deixar de realçar a exibição de Jackson. Sim, o passe de calcanhar a isolar T3LLO, no lance do 1º golo, é genial, mas Jackson fez muito mais do que isso. Fez também a assistência para o 2º golo, participou, e de que maneira, na pressão alta da equipa e, principalmente, mostrou como deve jogar um ponta-de-lança neste modelo 4-3-3 de Lopetegui. Não é para todos e não vai ser nada fácil substitui-lo na próxima época.


Com a excepção de Fabiano, que praticamente não fez nada, e de Brahimi, que ainda está longe do nível exibicional que já patenteou esta época, acho que todos os outros fizeram exibições globalmente boas, ou mesmo muito boas.

Alex Sandro está a subir de forma e jogou ao nível do que o vimos fazer com Vítor Pereira (na época 2012/2013); Evandro, como eu previa, foi o substituo de Óliver e voltou a aproveitar a oportunidade dada por Lopetegui (este rapaz parece não saber jogar mal); e Herrera, o jogador que mais quilómetros percorreu (quase 12 Km) e que aos 82' ainda fazia sprints a pressionar os adversários, não fosse ter feito um chapéu demasiado alto e teria culminado mais uma grande exibição com uma assistência e um golo de bandeira.

The last but not the least, Julen Lopetegui.
Parabéns Mister!


P.S. Se dúvidas houvessem, que não há, o FC Porto voltou hoje a demonstrar que é, claramente, a melhor equipa portuguesa.

P.S.2 Sobre a actuação do artista Artur Soares Dias, falarei amanhã, num artigo à parte.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Jackson quebrou o gelo

A temperatura a que se disputou o jogo de hoje em Moreira de Cónegos foi muito baixa – à hora de início (20:15) era de 3 graus Celsius.

O jogo foi disputado num relvado bem tratado, mas que tem apenas 64 metros de largura (menos 4 metros que o relvado do Estádio do Dragão, o que significa menos 420 m2 de área jogável).

Perante isto, o FC Porto fez um jogo sério, marcou dois golos e ganhou de forma inquestionável.

Após um penalty claro, sobre Maicon, que Carlos Xistra “não viu” (aos 13')…

Após um canto marcado por Quaresma, que levou a bola a “beijar” a trave (aos 17')…

Jackson (aos 28'), após um passe espectacular de Herrera, quebrou o gelo e quebrou a resistência da fragilizada, mas bem organizada, equipa treinada por Miguel Leal.


Jackson marcou em Moreira de Cónegos o golo 5000 do FC Porto

A partir daí, os dragões foram controlando o jogo e, ao minuto 59, após mais uma assistência de Herrera (quantos golos e quantas assistências é que o “manco” do Herrera já leva esta época?), Casemiro (outro “patinho feio”) marcou o 2º golo (0-2) e praticamente matou o jogo.

De resto, contra as previsões, Lopetegui repetiu o mesmo onze do último jogo (FC Porto x Paços Ferreira), naquilo que parece ser uma mensagem para Martins Indi e Brahimi.
Embora, perante as exibições de Tello (vale a pena rever a forma patética como, ao minuto 62, o extremo emprestado pelo Barça se embrulhou com a bola e foi incapaz de marcar, rematar ou sequer passar a colegas que estavam completamente isolados), muito mal terá de estar Brahimi para não substituir Tello no onze inicial já no próximo jogo.

O que continua a ser um dos aspetos negativos desta equipa, é o (des)aproveitamento das bolas paradas.
No jogo de hoje, tendo conquistado 10 cantos e uma meia-dúzia de livres perto da área do Moreirense, o FC Porto voltou a denotar, mais até do que uma ineficácia total, uma grande incapacidade em criar perigo neste tipo de lances. Neste aspecto, algo tem que mudar, porque há jogos em que as bolas paradas definem o resultado.

E agora, depois da missão cumprida na gélida Moreira de Cónegos, resta esperar pelo “escaldante” derby de Lisboa.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sim, ele está bem vivo


Quem diria que um jogo para a Taça da Liga se iria tornar num dos mais marcantes da época? Quem diria que, não uma vitória mas sim um empate, originaria festejos no regresso dos jogadores ao Dragão? Pois tudo isto aconteceu mesmo, cortesia do "trio" do Sr.Cosme.

E agora, depois deste verdadeiro vendaval de acontecimentos da última quarta-feira, o que poderá ser diferente daqui para a frente?
Por exemplo, deve Hélton assumir a titularidade de imediato? Apetece dizer que sim. Sendo verdade que Fabiano poderá ficar algo perturbado, é também certo que mais vale sair assim do "11" do que após um erro grave.
Por outro lado, e após esta grande exibição de Hélton, Fabiano sabe que estaria sempre a prazo.
Ficará, muito provavelmente, em baixo psicologicamente mas saberá também que, dados os 36 anos de Hélton, o mais certo será a titularidade regressar, mais dia menos dia. Deve é trabalhar cada vez mais e, entretanto, ir aprendendo com o mestre.
Só deve existir um único critério para se entrar no "11" titular: a qualidade. Hoje por hoje, Hélton ainda é melhor que Fabiano.

Hélton que chegou mesmo a "despedir-se" através das redes (anti) sociais no início da presente época, acaba por realizar, e após quase um ano de afastamento, uma das sua maiores exibições ao serviço do nosso clube. Quando um dia ele realmente pendurar mesmo as chuteiras, este jogo será, para muitos, aquele que virá imediatamente à memória.
Trata-se efectivamente de um jogador muito especial. A sua forma calma de estar dentro e fora de campo, será mesmo a sua maior qualidade. Aliás, por mais que nos solidarizemos com a fúria de Antero Henrique no final dos primeiros 45 minutos em Braga (poderia ser qualquer um dos nós), temos de louvar a atitude de apaziguamento por parte do nosso capitão.

Hélton e Jackson, dois capitães a liderar pelo seu próprio exemplo, nas duas mais recentes partidas. E é assim mesmo que tem que ser.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Como é possível?

Lopetegui no meio do dilúvio de Penafiel (fonte: LUSA / José Coelho)

Como é possível, em 2015, disputarem-se jogos do campeonato português em estádios com “relvados” destes?

Perante a intempérie que caiu em Penafiel e constatando-se o agravamento, minuto a minuto, do estado do “lamaçal”, como é possível que o jogo tenha sido reatado após o intervalo, quando eram visíveis vastas zonas do pretenso “relvado” completamente alagadas e onde a bola não rolava?

A equipa do FC Porto venceu no lamaçal de Penafiel (clicar na imagem para ampliar)

Como é possível que, quer o jornalista, quer o comentador da SportTv, tenham afirmado, de forma quase indignada, que o 1º golo do FC Porto tinha sido precedido de um fora-de-jogo clamoroso de Casemiro quando, parando a imagem no momento do passe de Jackson, vê-se que o médio brasileiro do FC Porto está em linha com o último defensor penafidelense?

Nota: É justo dizer que, durante a 2ª Parte e no final do jogo, o comentador da SportTv – Luís Freitas Lobo – após rever as imagens do lance, rectificou o que tinha dito antes e assumiu que o 1º golo do FC Porto era perfeitamente legal.

Como é possível, que o jornalista que a SportTv enviou para Penafiel – Rui Pedro Rocha –, tenha levantado dúvidas da legalidade dos três golos do FC Porto e, mesmo após as imagens televisivas terem comprovado que os golos não tinham sido precedidos por qualquer irregularidade, esse senhor tenha continuado a querer alimentar as dúvidas?

Como é possível, que um “minorca levezinho” como Óliver, não se tenha “afogado” na piscina de Penafiel e, pelo contrário, tenha sido um dos melhores em campo, com uma assistência, um golo e muito mais?

Cha Cha Cha deu espectáculo no “lamaçal” Penafiel (fonte: LUSA / José Coelho)

Como é possível, um ponta-de-lança da categoria de Jackson (mais uma vez, o MVP do encontro), ainda estar a disputar o miserável campeonato português?

P.S. Quem diria que um dos momentos mais importantes do jogo, iria ser a substituição de Quaresma por Marcano?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O top 100 do Guardian

O JOGO, 24-12-2014



Na minha perspectiva, mais interessante do que haver três jogadores do FC Porto neste Top 100 do “The Guardian” é não haver qualquer jogador do Sporting ou do SL Benfica.

Sim, podemos discutir a constituição do Júri e os critérios adoptados (necessariamente subjetivos);
podemos discutir a (falta de) visibilidade do campeonato português;
podemos discutir a influência do melhor ou pior desempenho das equipas portuguesas nas competições europeias (no ano 2014);
podemos discutir tudo isto e outras coisas, mas…

… por alguma razão, Brahimi, Jackson e Herrera estão no World's top 100 footballers 2014 do “The Guardian” e, por exemplo, Gaitan, Enzo Perez e Nani ficaram fora deste ranking.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Eu ainda quero acreditar

A tristeza de Jackson no final do FC Porto x SL Benfica (fonte: Maisfutebol)

Custa sempre perder com o SL Benfica, seja em que modalidade for.
E custa ainda mais perder em pleno Estádio do Dragão, principalmente se o jogo for para o Campeonato.

A noite de ontem estava muito fria mas, no final do jogo, os portistas estavam a “ferver”. Ora, como a quente se dizem muitos disparates, ontem abstive-me de dizer o que quer que fosse (já chegam os disparates que eu disse durante o jogo).

O JOGO, 15-12-2014
Numa análise a frio, o jogo de ontem, golos à parte, foi aquilo que eu estava à espera.
Contra um SLB que joga pouquinho (na minha opinião é a equipa encarnada mais fraca da era Jorge Jesus), o FC Porto, sem deslumbrar (longe disso), dominou do primeiro ao último minuto, superiorizando-se em todos os indicadores do jogo – posse de bola, ataques, cruzamentos, remates, oportunidades de golo, cantos e livres.

Mas houve duas coisas que não estavam no “Programa das Festas”:

i) a defesa menos batida do campeonato (até este jogo) a oferecer dois golos de bandeja, em erros não forçados e sem que o SL Benfica tenha feito seja o que for (nesses lances ou no resto do jogo) para justificar marcar um golo que fosse;

ii) o melhor ponta-de-lança a jogar em Portugal ter um desempenho 100% perdulário (incrível a forma como Jackson falhou um golo feito, após um excelente cruzamento do Quaresma, na 2ª bola que enviou à trave);

O certo é que o FC Porto perdeu em casa e, por isso, é muito fácil “bater” no treinador (e, já agora, “bater” também no Antero, na SAD, no Presidente, etc.) mas, depois de um jogo destes, em que, à meia hora, os jogadores encarnados ainda não tinham sequer importunado Fabiano, custa-me ir por esse caminho.

Prefiro olhar para quatro aspectos da exibição portista que, não sendo inéditos, neste jogo voltaram a ser notórios e que precisam de ser corrigidos/resolvidos:

1) As bolas paradas ofensivas – Falta um jogo para a paragem de Natal e o FC Porto continua pouco mais do que inconsequente nas bolas paradas ofensivas (cantos e livres, porque dos penalties já nem falo…). Admito que as treinem mas, nos jogos, não se veem jogadas estudadas bem trabalhadas e, muito menos, resultados concretos desse “trabalho de laboratório”. Mais. Nuns jogos o jogador encarregue das bolas paradas é Quaresma, noutros Quintero, ontem foi Tello e nenhum deles o tem feito de forma capaz.

2) As bolas paradas defensivas – Ainda não percebi se Lopetegui quer que os jogadores defendam individualmente, à zona ou um misto das duas coisas. O que eu sei é que os jogadores (e os adeptos!) tremem nas bolas paradas defensivas e os últimos dois jogos – Shakhtar e SL Benfica – foram exemplares das fragilidades que a equipa revela nestes lances. Sofrer golos de bola parada é sinal de adversários mal estudados e de insuficiente trabalho nos treinos.

3) A dupla de Centrais – Já falei neste assunto várias vezes. Mais do que o valor individual de cada defesa-central, importa avaliar uma dupla como um todo. Ora, chegados a esta altura da época (após quase 30 jogos, entre particulares e oficiais), o FC Porto ainda não tem uma dupla estabilizada e rotinada. Pior. O elemento comum – Martins Indi – às duas duplas mais utilizadas por Lopetegui, quando faz dupla com Maicon joga do lado esquerdo e quando faz dupla com Marcano joga do lado direito! O centro da defesa é um elemento crucial de qualquer equipa e, com esta sucessiva rotatividade imposta por Lopetegui, não vamos lá.

4) O Guarda-redes – Fabiano é um guarda-redes grande, mas não é, nem nunca será, um grande guarda-redes. Debaixo dos postes é bom, mas o “gigante” brasileiro tem limitações que são conhecidas e que ontem voltaram a ser visíveis: é mau a jogar com os pés, é lento a executar e a reagir e, nas saídas da baliza, deixa muito a desejar. Por aquilo que já mostrou, Andrés Fernandez também não parece ser guarda-redes para uma equipa de top (Lopetegui identificou cedo o problema e, por alguma razão, queria que a SAD tivesse contratado Keylor Navas… antes do Mundial). Se Helton estiver fisicamente recuperado a 100%, não tenho dúvidas que é a melhor solução existente no plantel atual.


Estou convencido que este campeonato ficou ontem entregue (ao SL Benfica), mas ainda faltam muitos jogos e há uma réstea de esperança.

Para alimentar essa pequena chama, eu recordo um FC Porto x Panathinaikos (Quartos-de-final da Taça UEFA 2002/2003, 1ª mão), disputado no Estádio das Antas (que saudades!), em 13 de Março de 2003, que os dragões dominaram completamente, mas perderam por 0-1.

No final do jogo, José Mourinho, ao atravessar o relvado, virou-se para a Superior Sul, onde estavam os Superdragões, e fez este gesto:

José Mourinho no final do FC Porto x Panathinaikos, da época 2002/2003

No jogo seguinte, os Superdragões mostraram uma tarja onde se podia ler: «Se vocês acreditam nós também acreditamos».

Faço daqui um apelo aos Superdragões, para recuperarem essa tarja já no próximo jogo.

Sim, eu sei que, ao contrário de 2003, o FC Porto deixou de depender só de si para conquistar este campeonato; eu sei que esta equipa não se compara ao FC Porto 2002/2003 (na minha opinião, a melhor equipa de sempre do FC Porto); e, claro, Julen Lopetegui está muito longe de ser um treinador de top internacional (como é José Mourinho); mas, vendo a banalidade que é este SL Benfica, eu ainda quero acreditar que é possível e, por isso, jogadores e adeptos não podem baixar os braços.

domingo, 7 de dezembro de 2014

3, 13, 23… Jackson


Minuto 3: Minuto Jackson. Cruzamento tenso da esquerda, de Alex Sandro, Jackson antecipou-se ao defesa e, de primeira, colocou a bola no fundo da baliza da Académica. Um golo à ponta-de-lança que, contudo, foi anulado, devido a um fora-de-jogo milimétrico.

Minuto 13: Minuto Jackson. Rúben Neves interceptou uma saída de bola da Académica, serviu o ponta-de-lança colombiano, que entrou na área e rematou cruzado com o pé esquerdo. O guarda-redes da Académica bem se esticou, mas a bola ia colocadíssima e entrou junto ao poste mais distante.

Minuto 23: Minuto Jackson. A passe de Herrera, Jackson, da meia-lua, fez a bola passar por cima do guarda-redes da Académica e colocou-a no canto superior direito da baliza. Um golo monumental!

Embora a noite estivesse muito fria, as bancadas cheias de cadeiras vazias e a equipa de Coimbra seja, nesta altura, uma das mais fracas da I Liga, só por este golo, o 10º de Cha Cha Cha no campeonato, valeu a pena assistir ao Académica x FC Porto.

Quanto a outros destaques individuais, estou inteiramente de acordo com a escolha do Maisfutebol, que reproduzo de seguida:

«Oliver Torres – É um pequeno portento de técnica, capaz de tricotar belas jogadas com pequenos toques, passes curtos, fintas de corpo e demais tropelias e acrobacias com bola. Teve uma jogada deliciosa, ainda na primeira parte, com uma rotação sobre um adversário, que lhe permitiu entrar na área pronto para fazer estragos, mas um adversário foi mais lesto a “destruir” a jogada.»

«Rúben Neves – Uma formiguinha no meio-campo, sempre em jogo, prático na forma de jogar e eficaz. Surpreende pela rapidez de execução, sinónimo de raciocínio e critério nas decisões que toma. Foi ele quem intercetou aquele passe com que Obiora preparava a saída para o ataque dos estudantes, transformando-o automaticamente numa assistência para Jackson abrir o marcador.»

«Herrera – Assistiu Jackson para o melhor golo da noite e foi dando sinais de que estava ali para ser um dos destaques da partida. Muita presença no ataque, velocidade e desenvoltura tornaram o mexicano num dos inimigos públicos da Briosa. Mais ainda depois de fazer o terceiro golo da partida, por sinal o primeiro que marcou na Liga. Numa prova de polivalência, ainda jogou a lateral direito mais de meia hora depois da saída de Danilo.»


E, mesmo recuando no terreno, a jogar a lateral direito, Herrera ainda fez uma assistência para Quintero que, isolado e em posição frontal, rematou por cima da barra.

Herrera e Óliver são, cada vez mais, indiscutíveis no meio-campo portista e Rúben Neves mostrou em Coimbra que, se continuar a “crescer” como jogador, no final da época o FC Porto terá uma alternativa credível a Casemiro para a posição 6, isto, claro, se o Real Madrid quiser o médio brasileiro de volta.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

66% de penáltis falhados!

O Maisfutebol publicou, hoje, um artigo acerca dos penáltis falhados por jogadores do FC Porto, que vale a pena ler e do qual reproduzo os seguintes extractos:

«A eficácia do FC Porto neste capítulo [marcação de penáltis] é muito má. Foi o quarto penálti falhado pelo FC Porto [esta época] em seis tentativas: 25 33 por cento de sucesso. Feitas as contas, a equipa de Lopetegui já falhou mais grandes penalidades este ano do que em toda a temporada passada. Somando todas as competições, os dragões desperdiçaram três [penáltis] em 2013/14. (…)
Este [em San Mamés] foi o quinto penalti que Jackson falhou de Dragão ao peito, mas, curiosamente, até veio de uma época com pontaria afinada neste quesito: marcou três em três na época passada, todos para a Liga e na reta final do campeonato.
O registo da primeira época era, contudo, um sinal de que Jackson não é especialista nesta arte. Em 2012/13 marcou apenas três das seis tentativas que dispôs.»


O JOGO, 06-11-2014
Não vale a pena ignorar ou fazer de conta. É indiscutível que existe um problema, que precisa de ser resolvido e, parece-me óbvio, que a solução deste problema não passa por Jackson Martinez.

Mais. Continuar a insistir em Jackson, como 1ª opção para marcar os penalties, parece-me contraproducente.
Porquê?
Porque, além do risco elevado dele falhar (são as estatísticas que o dizem) é inevitável que estas situações acabem por o afectar em termos psicológicos e/ou emocionais.
E nós precisamos de um Jackson em pleno, de cabeça limpa, sem qualquer tipo de ansiedades.

Quem devia, então, marcar os penalties?

Quintero parecia-me ter excelentes características, mas já falhou um penalty esta época (contra o Moreirense) e, além disso, não é sempre titular.

Brahimi seria outra alternativa. Consegue (quase sempre) colocar a bola onde quer e é um bom marcador de livres diretos, mas também já falhou um penalty esta época (contra o Shakhtar Donetsk).

Não estou a ver uma opção óbvia, mas espero que Lopetegui consiga, rapidamente, encontrar uma solução.