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domingo, 6 de agosto de 2017

Árbitros estrangeiros no campeonato português

Análise do ex-árbitro Marco Ferreira (Record, 06-08-2017)

7’: Seferovic (avançado dos encarnados de Lisboa) empurra Marcos Valente, impedindo o jogador do Vitória de disputar a bola.
1º golo do SLB precedido por uma falta clara (opinião unânime de quatro ex-árbitros), que não foi assinalada.

13’: Sálvio (extremo dos encarnados de Lisboa), movimenta o braço esquerdo para uma posição não-natural e toca na bola dentro da área.
Penálti por assinalar contra o SLB.

33’: Jardel (defesa dos encarnados de Lisboa), sem condições para jogar a bola, atinge a pontapé Rafael Martins.
Cartão vermelho por exibir ao jogador do SLB.

SLB x Vitória Guimarães - Tribunal de O JOGO


Nova época e continua tudo na mesma. Isto é, nas competições nacionais os encarnados de Lisboa continuam a jogar com 14 (com árbitros estrangeiros a coisa pia mais fino e, daí, os resultados serem muito piores).

De facto, no primeiro jogo oficial da época, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio completo. Um golo dos encarnados que deveria ter sido anulado (e não foi); um penálti contra o SLB por assinalar; e um cartão vermelho que, a ter sido mostrado, deixaria o treta campeão a jogar com menos um durante 1 hora.

Bem-vindos ao futebol português! O futebol dos vouchers, o futebol dos “padres ordenados”, o futebol de uma rede tentacular que suportou (e continua a suportar) os títulos ganhos pelos encarnados de Lisboa.

Vídeo-árbitro?
Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados portugueses a “estender tapetes vermelhos”?

Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

A divulgação pública do conteúdo de vários e-mails, trocados por elementos do "polvo", foi reveladora e muito importante, mas não chega.

Está na hora, mais do que na hora, do FC Porto dar um murro na mesa e, com o objetivo de repor a credibilidade do futebol português, defender que os jogos do campeonato sejam dirigidos por árbitros estrangeiros (durante um período a definir).

"Aceito árbitros estrangeiros na Liga" (Vítor Pereira, 17-05-2012)

E o que fazer aos árbitros portugueses?
Os melhorzinhos, os menos maus, podem ser “promovidos” a árbitros de vídeo ou video assistant referee (VAR), que em inglês a coisa soa mais fino...

domingo, 15 de maio de 2016

Prendem as formigas, ignoram o elefante...


São mais de uma dezena os detidos neste sábado pela Polícia Judiciária por suspeita de «manipulação de resultados de jogos da II Liga de Futebol» com recurso ao aliciamento de jogadores, anunciou a Procuradoria-Geral da República (PGR).
«No âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público, que corre termos na 9ª Secção do DIAP de Lisboa, realizam-se diligências de investigação em vários pontos do país, tendo sido efetuadas mais de uma dezena de detenções», refere um comunicado da PGR sobre a operação designada «Jogo Duplo».
Sob investigação estão «factos suscetíveis de integrarem crimes de corrupção passiva e ativa na atividade desportiva» envolvendo como suspeitos «dirigentes e jogadores de futebol» e outras com «ligações ao negócio das apostas desportivas», adianta o comunicado citado pela agência Lusa.
Os detidos são suspeitos de «manipulação de resultados de jogos da II Liga de Futebol, com recurso ao aliciamento de jogadores», esclarece a Procuradoria. A investigação é dirigida pelo Ministério Público, o qual tem a coadjuvação da Polícia Judiciária, sendo que o «inquérito encontra-se em segredo de justiça».
Entre os detidos estão quatro jogadores do Oriental. As detenções foram feitas pela Policia Judiciária depois de o clube ter vencido o Atlético por 3-2 no dérbi lisboeta da II Liga.

O Benfica B partia para a última jornada da II Liga em grandes dificuldades e a precisar de uma vitória para não descer de divisão. O presidente da Comissão de Arbitragem, um canalha que dá pelo nome de Vítor Pereira, logo nomeou Bruno Paixão para apitar a recepção do Benfica B ao Freamunde, uma equipa que está na parte superior da tabela e que, à entrada para a última jornada, ainda acalentava a esperança da subida. Começado o jogo, de uma falta fora da área Paixão inventa um penalty que dá o primeiro golo aos da casa. Antes do intervalo marcou outro penalty a favor dos seus e deu o segundo amarelo a Ivan Perez do Freamunde, na segunda falta que este cometeu...

Já se sabia que Paixão é bem mandado e que nunca tem dúvidas quando é para beneficiar os seus e prejudicar os outros. E assim lá conseguiu o Benfica B ficar na II Liga, à custa deste e de outros jogos onde há muito por explicar.


Ao longo desta época na II Liga, e principalmente na sua fase final, o Benfica B está intimamente ligado a situações muito suspeitas:
  • -No jogo da visita ao Farense, clube a quem emprestou diversos jogadores e ao qual comprou os direitos televisivos, o clube algarvio utilizou um jogador emprestado pelo SLB sabendo que não o podia fazer e que perderia o jogo na secretaria. E assim foi, perdeu 2 pontos que hoje dariam para não descer;

  • -No jogo contra o Oriental em 6 de Abril, um dos jogadores ontem detidos (João Pedro) fez um auto-golo num lance "infeliz";

  • -A arbitragem de Tiago Antunes no jogo Famalicão x Benfica B em 10 de Abril.



Ontem a PJ deteve o presidente e o secretário do Leixões, 4 jogadores do Oriental e vários jogadores da Oliveirense numa operação a que chamou Jogo Duplo.
Curiosamente ninguém do Benfica ou do Farense foi detido ou sequer ouvido. Nem sobre eles devem recair suspeitas da Polícia Judiciária e do Ministério Público. Por que será que há um clube de futebol em Portugal que está sempre acima de qualquer suspeita, quer o assunto seja a Porta 18, o telefonema ao Major, os casos de doping, as máfias russas ou as nomeações nas arbitragens?

Já agora, a PJ e o MP podiam analisar também os jogos da I Liga. É que todos os jogos são difíceis mas alguns são mais difíceis do que outros...
   

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

APAF trata do inquérito aos árbitros

(Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol)

Árbitros garantem que todos os clubes dão lembranças
11 de Novembro de 2015

Os árbitros já responderam às questões colocadas pela Comissão de Inquérito da Liga sobre as alegadas prendas do Benfica. Nestas respostas, a que a TSF teve acesso, os árbitros não confirmam convites para refeições feitos pelo Benfica.

Os 180 árbitros, assistentes e observadores responderam todos da mesma forma. Seguiram uma minuta criada pela APAF (Associação Portuguesa de árbitros de Futebol) e confirmam que o Benfica e outros clubes ofereciam lembranças nos mesmo termos e contextos.

Neste mail de resposta às perguntas da Comissão de Inquérito da Liga, os árbitros nunca usam as expressões "voucher", "refeições", "almoços" ou "jantares". Dizem apenas que, por ser generalizada e circunstancial a entrega de tais ofertas, dependendo às vezes de factos tão concretos como aniversários de clubes, celebrações de feitos desportivos ou evocação de glórias, é impossível recordar ou localizar com precisão se em determinado jogo foi feita essa oferta.

Neste email a que a TSF teve acesso, os juízes explicam ainda que, ao longo da carreira, foi hábito generalizado os clubes oferecerem pequenas lembranças como porta-chaves, galhardetes, cachecóis, livros, camisolas ou produtos regionais como pão, doces e vinhos.

A maioria das vezes estas ofertas foram feitas no final dos jogos, à saída dos balneários e à vista de todos, sendo que nas competições profissionais também os delegados e assistentes da Liga os receberam.

Os 180 árbitros, assistentes e observadores concluem que estas ofertas, de valor irrisório, recebidas por boa educação e cortesia, não afetaram a imparcialidade até porque a entrega era feita no final dos jogos.


(Kit oferecido aos árbitros pelo Benfica. Inclui uma camisola, entradas em museu e vouchers para refeições)

Ou seja, a zelosa APAF fez uma minuta para orientar os árbitros nas respostas ao questionário da Comissão de Inquérito da Liga. E as conclusões são, obviamente, que todos os clubes dão presentes e que estes não diferem na sua natureza. A APAF e os árbitros mentiram porque não confirmam que o Benfica lhes ofereceu vouchers para refeições. É a própria associação dos árbitros que está a tentar desculpar o clube do regime e equiparar as suas acções e atitudes com a dos restantes clubes das competições profissionais. Resta saber se a Liga, enquanto entidade que representa todos os clubes, vai relevar estas respostas ou se finalmente vai tomar uma atitude correcta e independente distinguindo galhardetes e outros adereços simbólicos de almoços, jantares e entradas em museus, que são ofertas de valor pecuniário muito mais significativo.
   

terça-feira, 10 de novembro de 2015

"O árbitro marcava tudo para o Sporting"


"Não sei se vale a pena recorrer a Vítor Pereira, as coisas vão-se acumulando e assim é muito fácil o Sporting ser campeão. O árbitro marcava tudo para o Sporting e nada para o Arouca. Não marcou um penalti descarado. Não teve coragem", declarou, ao programa Bola Branca, Carlos Pinho, presidente do Arouca, lamentando as incidências do jogo de domingo.

O Sporting venceu o Arouca por 1-0, com o golo a ser apontado aos 91'. No entanto, aos 83', com o resultado em 0-0, um jogador do Arouca, Adilson Goiano, é derrubado por Naldo na área sportinguista quando apenas lhe bastava "encostar" para marcar golo. É uma grande penalidade óbvia - "descarada" como diz o presidente do Arouca - num lance que pode ser revisto aqui.

O árbitro do jogo foi Cosme Machado.

É este o estado da arbitragem em Portugal. Vítor Pereira lá vai passando por entre os pingos da chuva, levando a água ao seu moinho. Quando o beneficiado não é o Benfica, é o Sporting. E assim se mantém o poder da arbitragem ao serviço dos clubes de Lisboa.
   

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Mais uma? Sim, mais uma nomeação "estratégica"

(Tiago Martins)

Depois da nomeação de Bruno Paixão para o União da Madeira x FC Porto, que não surtiu o efeito desejado (para já) devido ao mau tempo que impediu que o avião que transportava os jogadores do FC Porto aterrasse no Funchal, Vítor Pereira não se deu por vencido e nomeou para o jogo do próximo Domingo, FC Porto x V. Setúbal, o árbitro lisboeta Tiago Martins.

Na primeira jornada desta época, este árbitro esteve no jogo Benfica x Estoril. Corria o minuto 10 quando Luisão empurrou um jogador do Estoril (Bonatini) pelas costas, desequilibrando-o e derrubando-o já dentro da área. Martins mandou seguir... Com o resultado em 0-0, ficou um penalty por assinalar contra o SLB, a que acresce uma possível expulsão de Luisão, o que deixaria os encarnados de Lisboa a jogar com menos um durante 80 minutos.

Luisão empurra Bonatini pelas costas (fonte: record.pt)

Mas o "artista" que Pereira agora nomeou já esteve em jogos do FC Porto e do FC Porto B e não conseguiu disfarçar o ódio primário que sente contra o nosso clube. Já em Fevereiro deste ano, num jogo Oriental x FC Porto B, o "artista" expulsou 3 jogadores do FC Porto B.

Tiago Martins em "grande" no Oriental x FC Porto B (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

«Um FC Porto B reduzido a oito jogadores (por expulsões de Pavlovski, David Bruno e Pité) saiu esta quarta-feira do estádio do Oriental derrotado por 3-0, em encontro da 30.ª jornada da Segunda Liga. Tratou-se de um jogo em que os Dragões foram profundamente infelizes, não só porque sofreram golos fortuitos mas também devido à acção do árbitro Tiago Martins, que mostrou falta de bom senso e um critério disciplinar desequilibrado.»
in www.fcporto.pt

Luís Castro sobre a atuação de Tiago Martins (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

A conduta de Vítor Pereira, o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, demonstra bem o estado de putrefacção do sector, particularmente ao nível das nomeações e das classificações dos árbitros (vide caso do “saneamento” do ex-árbitro Marco Ferreira).

Para conhecer quem é este Tiago Martins:

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Convém que JJ diga tudo o que sabe


Há um vídeo a circular na net que mostra um diálogo curto entre Jorge Jesus e o 4º árbitro, supostamente no recente jogo em Alvalade entre o Sporting e o Estoril.

"Eu conheço-o...
Eu sei muita coisa, atenção!
Eu sei muita coisa do ano passado… Beeeeem!"

Não é preciso ser um especialista em leitura labial para perceber que Jorge Jesus diz, em tom de aviso e ameaça, que conhece o árbitro e que sabe “coisas” do ano passado acerca dele. Ora, o “ano passado” é na prática a época desportiva 2014-2015, em que Jorge Jesus treinou o Benfica. E foi precisamente nessa época que ocorreram pressões sobre os árbitros para favorecerem o Benfica. O ex-árbitro Marco Ferreira já o denunciou publicamente por diversas vezes e, tanto os responsáveis federativos como os do Ministério Público assobiaram para o ar. O que está a acontecer é impensável mas demonstra bem que em Portugal há um clube do regime a quem tudo é permitido e que tem de vencer quase por decreto e há um clube de corruptos, a Norte claro, a quem tudo é penalizado mesmo sem nexo de causa-efeito dentro das quatro linhas. É este o nosso triste país que ainda guarda vícios nocivos do Estado Novo como as corporações, da qual o SLB é o maior exemplo vivo.

Convinha que Jorge Jesus viesse esclarecer as “coisas” que sabe do “ano passado” porque a suspeita está lançada e é preciso investigar o que se terá passado para, eventualmente, punir o Benfica e Vítor Pereira, o presidente da Comissão de Arbitragem. Todos vimos os favorecimentos de que foi alvo o clube do regime. Foi tudo tão óbvio que é perfeitamente possível documentar lances de favorecimento grosseiro.

Esses lances e essas situações foram denunciadas aqui no Reflexão Portista em diversos artigos:
Só não viu quem não quis ver.

Depois de tudo o que foi dito e feito na mega-investigação “Apito Dourado” e sobre a necessidade de haver “verdade desportiva”, não há outra alternativa que não seja a investigação pela polícia e a punição do SLB com a descida de divisão. O campeonato de 2014-2015 foi viciado no campo pela actuação das equipas de arbitragem. E isso o tempo nunca apagará.
   

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Paixão sem condições para apitar o FC Porto


Como todos estamos fartos de saber, Bruno Paixão não tem quaisquer condições para apitar jogos do FC Porto. Ele não consegue ser imparcial e demonstra um ódio primário em relação aos jogadores do FC Porto.
Sobre isso já muito escrevemos aqui no Reflexão Portista. Basta dar uma vista de olhos na nossa etiqueta com o seu nome e os casos, ao longo da última década e meia, são mais que muitos. Uma vergonha na arbitragem em Portugal.

Vítor Pereira, o presidente da Comissão de Arbitragem que está a contas com acusações muito graves de um ex-árbitro, por ter favorecido o Benfica, sabe do que Paixão é capaz de fazer e, mesmo assim, optou pela sua nomeação para um jogo do FC Porto. É este o estado da arbitragem nacional: um responsável capaz de influenciar os seus para beneficiarem um clube específico e árbitros que apesar de anos e anos de provas dadas de que não conseguem ser imparciais com determinados clubes a serem nomeados para jogos desses mesmos clubes. O incompetente sob a batuta do indecoroso.

Espero uma reacção forte da SAD em defesa dos superiores interesses do FC Porto.
   

sábado, 12 de setembro de 2015

A Capela de Arouca


Diz-se que na Capela de Arouca se fazem milagres. E que há um(a) Pereira que dá bons frutos. Diz-se que aquela localidade se enche de emigrantes no Verão e que fica a deitar por fora, de tal forma que as gentes locais vão procurar “abrigo” ali ao lado, em Aveiro. Diz-se que os forasteiros vindos de Lisboa são muito apreciados por aquelas bandas. Diz-se…
   

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Empurrados para a vitória

Os adeptos empurraram-nos para o golo
Luisão, na zona de entrevistas rápidas da Benfica TV


Corria o minuto 10 do SLB x Estoril, quando Luisão empurrou um jogador do Estoril (Bonatini) pelas costas, desequilibrando-o e derrubando-o já dentro da área.

As imagens deste lance são claras…

Luisão empurra Bonatini pelas costas (fonte: record.pt)

… e mostram que, com o resultado em 0-0, ficou um penalty por assinalar contra o SLB, a que acresce uma possível expulsão de Luisão, o que deixaria os encarnados de Lisboa a jogar com menos um durante 80 minutos.

Este "erro" de arbitragem é de tal modo claro, que até Eugénio Queirós, jornalista do Record e conhecido adepto benfiquista, escreveu o seguinte no seu blogue (na plataforma record.pt):

«(…) o resultado final [do Benfica x Estoril] mascara o que foi uma exibição no fio da navalha. Antes do primeiro golo, apenas ao minuto 74, os bicampeões nacionais tiveram oportunidades para marcar mas as melhores ocasiões pertenceram ao Estoril, que viu o jovem árbitro internacional sorteado, perdão, nomeado deixar no bolso uma clara grande penalidade cometida por Luisão, que iria implicar a expulsão do capitão do Benfica, com o resultado ainda a zero...»


Tiago Martins
Podemos discutir a intensidade do empurrão de Luisão ao jogador do Estoril, mas de uma coisa não tenho dúvidas: o “empurrão” dado ao SLB pelo árbitro Tiago Martins foi bem maior e com indiscutível influência em mais uma vitória ao colinho.

E quem é este Tiago Martins, árbitro da AF Lisboa?

É uma “estrela” em ascensão na arbitragem actual, “empurrado” pelo chefe dos árbitros, o senhor Vítor Pereira, a quem eu já dediquei três artigos:



No último ano, para além de Julen Lopetegui, que se queixou, e bem, da existência de um manto protector, também Pinto da Costa tem estado muito activo na denúncia, em público, dos “podres” da arbitragem actual, particularmente ao nível das nomeações e das classificações dos árbitros. Inclusivamente, o FC Porto já solicitou/desafiou o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, o senhor Vítor Pereira, a demitir-se.

Contudo, tudo continua na mesma e, logo na 1ª jornada do campeonato 2015/2016, assistimos a mais uma nomeação cirúrgica e a mais uma vitória do SL Andor ao colinho dos seus principais adeptos: os associados da APAF.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Quem policia o "polícia"?

Marco Ferreira, o árbitro da final da Taça de Portugal, foi despromovido da categoria de elite do futebol português. O juiz madeirense ficou mesmo na última posição na classificação apresentada nesta quarta-feira pela Federação Portuguesa de Futebol, com 3.472 pontos. 

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, José Gomes, manifestou hoje “a maior surpresa” por o internacional madeirense Marco Ferreira surgir em último na classificação da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para a época 2014/15.
“Terá sempre de haver descidas, mas ter um árbitro internacional em posição de descida e tendo esse árbitro arbitrado uma final da Taça de Portugal é a maior surpresa que acabamos por ter nestas classificações”, disse, em declarações à agência Lusa.

A nota do árbitro Marco Ferreira no jogo Braga-Benfica é das piores de sempre atribuída a um juiz internacional português. O JOGO está em condições de confirmar que o árbitro teve uma avaliação de 2.0 no Braga-Benfica, da 8ª jornada, que terminou com o triunfo dos bracarenses por 2-1.
O observador Júlio Loureiro escreveu no relatório que houve erros graves com influência no resultado, num jogo de elevado grau de dificuldade, classificando a arbitragem de Marco Ferreira com a nota de 2.0.


O árbitro Marco Ferreira foi despromovido. Pode ser uma coincidência mas dos três jogos que resultaram em derrotas do SLB na época 2014/2015, dois foram apitados por... Marco Ferreira!

26 Outubro 2015
Jornada 8
SC Braga 2-1 Benfica

21 Março 2015
Jornada 26
Rio Ave 2-1 Benfica

No jogo da 8.ª jornada, Braga-Benfica, Marco Ferreira teve mesmo a pior classificação de sempre atribuída pelo observador Júlio Loureiro.
O trabalho dos árbitros é (felizmente) escrutinado pelas imagens televisivas todas as jornadas mas o trabalho dos observadores, que são determinantes nas classificações dos árbitros, não é escrutinado por ninguém (talvez pelo Sr. Vítor Pereira e seus amigos...). Isto está correcto? Quem é Júlio Loureiro? Quem são os observadores dos árbitros? O trabalho que executam é honesto e de qualidade?

Injustiçado e traído pelos seus, Marco Ferreira encetou uma luta contra aquilo que considera estar mal no seio da arbitragem e tem publicado as suas opiniões na sua página do Facebook. Recentemente, a propósito dos observadores, escreveu isto:
"Já agora, porque não explica [n.r. Vítor Pereira] a razão dos observadores do futebol profissional não terem classificação, ou seja, estão a desempenhar funções sem ser por mérito mas sim porque são convidados pelo Conselho de Arbitragem? Isto é promover a igualdade e o mérito? Quais os critérios para serem "convidados"? Numa estrutura em que desde a base todas as pessoas são avaliadas e classificadas, descendo e subindo consoante os seus desempenhos, os observadores que são as pessoas com mais influência no processo classificativo são "convidados"!!?"

Podemos argumentar que este árbitro só agora se insurge por ter sido excluído da arbitragem "profissional" mas não deixam de ser afirmações que demonstram o estado a que chegou o sector: uma marioneta (Vítor Pereira) a pôr e dispor dos árbitros, das nomeações e das classificações.
   

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A chamada que ninguém quis gravar

"Por vezes recebemos telefonemas de dirigentes a dizerem: 'Olha que o jogo tem de correr bem porque há um clássico no mês seguinte'. Recebi um telefonema [de Vítor Pereira] em que me dizia isso mesmo, ou então não poderia contar comigo para o clássico. Se isto é mais grave ou não do que os clubes fazem... Sim, estou a falar de Vítor Pereira. Recebi um telefonema a 17 de Março e outro a 19 de Março. Gostava de falar com Vítor Pereira sobre algumas nomeações cirúrgicas. É mentira que diga que não tenha poder a nível classificativo. Quando nomeia, sabe quem está a nomear."
Marco Ferreira em declarações à RTP Informação

Vítor Pereira e Marco Ferreira

O futebol português é um antro de corrupção mas, curiosamente, só se fala nisso quando há alvo azul e branco que abater. Aí sacam-se todos os Apitos do armário e volta o velho discurso de sempre, esquecendo talvez que os primeiros casos de corrupção em Portugal beneficiaram - e muito - clubes da capital e são tão antigos que a esmagadora maioria dos adeptos actuais nem sequer estava vivo quando ocorreram. 
Mas o importante é ir sacando, de tempos a tempos, a mancha do AD para colar à corrupção que vivemos ano sim e ano também.

2014/15 foi o ano do #Colinho, tão escandaloso que até o próprio clube beneficiado, num arreigo de falta de vergonha que só surpreende quem anda a dormir, tentou até capitalizar as evidentes acusações em produtos de marketing. É assim a pouca vergonha em Portugal, um pais dirigido por pessoas que preferem apertar com os coitados dos gregos, quando estes ainda estão piores que nós, a levantar a voz para defender quem de direito. Que podemos esperar dessa gente? Tudo. Incluindo o que o árbitro Marco Ferreira diz no parágrafo que abre este artigo.

Ferreira desceu de categoria no final do ano. Curioso, visto que, segundo o próprio, era um dos nomes apontados para apitar o "Jogo do Titulo" na Luz. Só tinha de se portar bem, fazer as coisas como devem ser feitas, segundo quem manda claro, para entrar no grupo dos "elegidos". Teve azar. Ferreira apitou uma das poucas derrotas do Benfica, em Vila do Conde, e esse resultado negativo do clube todo-poderoso marcou-o para o resto do ano. Nem sequer foi chamado a apitar o tal Clássico que lhe tinham prometido nem conseguiu manter a categoria. E quem lhe prometeu tal coisa? Pinto da Costa? Antero Henriques? Não: Vítor Pereira.

Vítor Pereira, o homem que diz que não tem poder para nada, o homem que estava atrás desse circo que foram as nomeações, foi, nas palavras do próprio árbitro, quem lhe ligou como quem não quer a coisa, antes do jogo de Vila de Conde, para coagir um arbitro a "portar-se bem". Há alguma fruta que seja sinónimo de portar-se bem? Banana talvez?


O certo é que o sistema de nomeações, feito a dedo, tem as horas contadas e que o sorteio vai trazer um pouco - não demasiado - de ar fresco a este circo que são as arbitragens a Portugal. O que não é menos certo é que, perante estas gravíssimas acusações, não se vêm telejornais a abrir, diários com capas apelativas nem sequer nada nem ninguém a pedir a cabeça do homem que dirige os árbitros. O silêncio é de ouro.

Vítor Pereira fez, neste chamada, algo muito mais grave do que a maioria das acusações - por provar - feitas aos dirigentes do FC Porto durante o Apito Dourado. Provou que há árbitros realmente limpos e imunes ás suas pressões - ao contrário do que a maioria dos adeptos pensa - e também deu razão aos que pensam que o problema está menos nos homens de negro e mais em quem lhes faz chamadinhas na calada para garantir que o país está "sereno", em palavras de outros tempos. 

Marco Ferreira pagou o preço de ter apitado um jogo que correu mal e talvez se não tivesse sido despromovido de categoria esta história acabasse esquecida, sem sair cá para fora. Como tantas outras. Mas a cabeça de Vítor Pereira continua no sitio, ninguém a pede, ninguém a exige, ninguém pensa que está por detrás de uma série de anos vergonhosos na história da arbitragem em Portugal?

Pois. Fosse Vítor Pereira um reconhecido sócio, dirigente ou adepto do FC Porto e já tinha as malas em Tuy e um letreiro de "bandido" ao pescoço. É assim que funciona tudo por aqui, que não surpreenda ninguém quando acordarem, amanhã, apenas para descobrir que Vítor Pereira ainda é o chefe dos árbitros portugueses. E que as suas chamadas, ao contrário de outros, lamentavelmente, não estão sob escuta!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Tirar a gravata e arregaçar as mangas

«Vítor Pereira nomeou um árbitro internacional para o Guimarães-Benfica, no caso Artur Soares Dias, mantendo o critério que já tinha utilizado aquando do Guimarães-Sporting, arbitrado por Hugo Miguel. Curiosamente, ou talvez não, no jogo Guimarães-FC Porto, logo nas primeiras jornadas, o mesmo Vítor Pereira nomeou Paulo Baptista, um árbitro que tinha sido despromovido e por uma questão administrativa reintegrado no quadro principal.

E o que acontece a um árbitro despromovido que é reintegrado por uma questão administrativa? É nomeado para um jogo entre os dois primeiros da classificação de então, comete erros atrás de erros, em prejuízo de uma equipa, no caso o FC Porto, com clara influência no resultado, e o senhor Vítor Pereira finge que não é nada com ele. Mas é.

Vitória Guimarães x FC Porto, golo anulado a Brahimi

Vitória x FC Porto, Tribunal de O JOGO

Para completar a incoerência – se calhar até é coerência – de Vítor Pereira, para o Belenenses-FC Porto foi nomeado Rui Costa, o mesmo árbitro que apitou malzinho o Belenenses-Benfica e que anteontem teve nota máxima na carreira de tiro, ao acertar na mouche nos amarelos aos jogadores do Guimarães. O seguro morreu de velho e manto maior do que este não há
Dragões Diário, 13-05-2015


A Dragões Diário é uma boa iniciativa do Departamento de Comunicação do FC Porto e acho muito bem que, nos últimos dias/semanas, através desta newsletter diária, seja posto o “dedo na ferida” da arbitragem, das nomeações, das “amizades”, etc.

O impacto mediático destas denúncias tem sido notório, sendo várias as referências nos jornais, rádios e televisões. E, inclusivamente, algumas motivaram respostas de incómodo/irritação (ver reacções de João Gabriel e Carlos Pereira).

Capas de jornais com referências à Dragões Diário

Infelizmente, para efeitos práticos neste campeonato fraudulento, é tarde demais.

A propósito da nomeação de Paulo Baptista (e do auxiliar Valter Rufo!) para o Vitória Guimarães x FC Porto recordo que, no próprio dia desse jogo fraudulento, eu escrevi o seguinte:

«Há 40 anos atrás, o grande José Maria Pedroto, que nunca teve medo nem papas na língua, denunciava, e muitíssimo bem, os roubos de igreja de que o FC Porto era alvo.
Hoje, no final de uma autêntica roubalheira em Guimarães..., perdão, de um "jogo muito bem disputado" em Guimarães, os jogadores do FC Porto foram, amistosamente, cumprimentar os senhores de vermelho e, quer na flash interview, quer na conferência de imprensa que se seguiu, o treinador do FC Porto, muito compreensivo, disse que os árbitros se equivocaram, mas que ele também se equivoca todos os dias.
Eu não sei o que a estrutura do FC Porto disse ao senhor Lopetegui, mas se vamos fazer o papel de bons rapazes, se vamos levar e dar a outra face, digo já que podem esquecer o campeonato porque, assim, não vamos lá

O artigo completo (‘Os homens de vermelho’, publicado a 14-09-2014) e os respectivos comentários (alguns muito interessantes…), pode ser (re)lido aqui.

E porque pressentia que a arbitragem iria ser (como foi) decisiva na atribuição do título de campeão desta época, no dia seguinte voltei ao tema e escrevi:

«Vejo com muita preocupação este silêncio de Pinto da Costa, de Antero Henrique e da estrutura do FC Porto.
O que ganhamos em ser bem comportados e compreensivos com os sucessivos “erros” das arbitragens?»

Quem quiser, poderá (re)ler esse artigo (‘Em memória de Pedroto’, publicado a 15-09-2014) aqui.


Paulatinamente, desde o tempo em que Cunha Leal foi colocado na Liga até às mudanças estruturais que culminaram com o regresso da Arbitragem e da Disciplina à FPF (leia-se, a Lisboa), os encarnados passaram a ter um controlo total sobre o Sistema e, particularmente, sobre o sector da arbitragem – árbitros, elementos que nomeiam os árbitros, observadores dos árbitros, avaliação, classificação e (des)promoção de árbitros.

Perante esta situação, que tão cedo não irá sofrer alterações, se o FC Porto quiser ter hipóteses reais de disputar o título de campeão nacional da próxima época, os seus dirigentes terão de mudar de postura, terão de tirar a gravata e arregaçar as mangas e, particularmente, terão de ser ativos nas denúncias, falando alto e bom som desde o primeiro dia.

Porque, se há coisa que esta época provou de forma inequívoca, é que, para ganhar campeonatos em Portugal, deixou de ser suficiente ter melhores jogadores e melhor equipa.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Nomeações… sem comentários

FC Porto critica determinadas nomeações (O JOGO, 14-05-2015)

Jorge Coroado salienta a importância das nomeações (O JOGO, 14-05-2015)

Maio de 2015: Vítor Pereira não reage às queixas do FC Porto

Setembro de 2010: Vítor Pereira dá razão às queixas do SLB

domingo, 12 de abril de 2015

Os Auxiliares do Andor encarnado

Relativamente a eventuais lances de fora-de-jogo, as regras são objectivas e os árbitros auxiliares têm instruções muito claras: na dúvida, devem dar o benefício a quem ataca, isto é, não devem assinalar fora-de-jogo.

Assim sendo, o que dizer da decisão do árbitro auxiliar do Rio Ave x FC Porto, o senhor Sérgio Jesus, quando (com o resultado em 0-0) decidiu anular um golo ao FC Porto, assinalando fora-de-jogo a Brahimi?

Golo anulado a Brahimi (Rio Ave x FC Porto, 28ª Jornada)

Conforme as imagens demonstram, Brahimi está mais de 1 metro em jogo e, ainda por cima, a linha da pequena área servia de ajuda ao árbitro auxiliar.

Perante um erro tão grosseiro, que só não teve influência na vitória do FC Porto porque os dragões marcaram mais três golos, o que irá acontecer ao senhor Sérgio Jesus?
O mesmo que aconteceu ao árbitro auxiliar do senhor Paulo Baptista que, no Vitória Guimarães x FC Porto, num lance (esse sim) de dúvida, anulou um golo ao FC Porto, assinalando (erradamente) fora-de-jogo a Brahimi. Ou seja, não vai acontecer nada!

Golo anulado a Brahimi (Vitória x FC Porto, 4ª Jornada)

E se os dragões têm razões de queixa - 2 pontos a menos, devido a uma má decisão de um árbitro auxiliar -, no caso dos encarnados de Lisboa é ao contrário.
8 pontos conquistados pelo SL Andor neste campeonato (em quatro vitórias obtidas pela margem mínima), estão directamente ligados a decisões altamente “polémicas” de árbitros auxiliares.



Golo anulado ao Boavista (2ª Jornada)

Golo anulado ao Rio Ave (9ª Jornada)

Golo anulado ao Nacional (10ª Jornada)

Golo validado ao SL Benfica (14ª Jornada)

Ou, dito de outra maneira, não fosse o “auxílio” de vários árbitros auxiliares (nos jogos em que enfrentou o Boavista, Rio Ave, Nacional e Gil Vicente) e, provavelmente, o SL Andor teria menos 8 pontos.

E, nesta extensa lista de decisões favoráveis ao SL Andor, protagonizadas por árbitros auxiliares, ainda tivemos um golo mal anulado ao Vitória de Setúbal (4ª Jornada), quando os encarnados de Lisboa venciam por apenas 1-0, e um golo mal validado a Luisão (estava em fora-de-jogo), contra a Académica (11ª Jornada).

Golo anulado ao Vitória Setúbal (4ª Jornada)

Golo validado a Luisão (11ª Jornada)

É sabido que os árbitros auxiliares assumiram uma importância crescente nos jogos de futebol e não é certamente por acaso que indivíduos como Devesa Neto, José Luís Melo (o célebre benfiquista de Valongo), ou o "Ferrari" ficaram famosos.

Mas, o mais impressionante de tudo isto é o sentimento de impunidade. Na próxima jornada lá estarão eles, outra vez nomeados pelo Vítor "Sistema" Pereira, a desempenharem o seu papel nesse desígnio nacional, que é levar o SL Andor ao colo até ao título.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A pouca vergonha do SL Paixão

Capa de O JOGO de 27-01-2015

«Num jogo com muito que analisar em termos de arbitragem (…)
Centro de Jonas, a bola bate na mão de Ricardo e Bruno Paixão assinala penálti. Este é o relato fiel. (…)
Chegou, então, o momento que decidiu o jogo. Abordagem displicente de Eliseu e penalti inequívoco sobre Hurtado, lançado minutos antes pelo Paços de Ferreira. Bruno Paixão hesitou segundos confrangedores, quando todos pareciam ter visto. Olhou na direção contrária ao lance (Manuel Mota, o quarto árbitro, ou o assistente?) e então apitou. Sérgio Oliveira marcou o golo que decidiu o jogo e manteve acesa a disputa pelo campeonato.
Ainda sobre o árbitro, uma última nota: medíocre como quase sempre. Dúvidas em dois lances com Cícero na área encarnada e o tom repetitivo de apitos que todos percebem ser de alguém com pouca mão no jogo. A Liga e um jogo tão vivo como este mereciam melhor.»


«Hurtado passou, correu, Sérgio devolveu a bola, ela chegou ao peruano e o lateral do Benfica esticou a perna. Estava na beira da grande área e acabou por rasteirar o avançado do Paços. De início não se ouviu apito — até ao auxiliar avisar Bruno Paixão e o árbitro, aí sim, soprar no apito. Era penálti.»


Bruno Paixão em acção: take 1 (fonte: Record)

Bruno Paixão em acção: take 2 (fonte: Record)

«A indicação do penálti que decidiu a partida terá sido dada pelo 4.º árbitro, Manuel Mota que, curiosamente, estava mais longe do lance do que Bruno Paixão e o seu auxiliar, Rodrigo Pereira.
O juiz hesitou após a falta de Eliseu e olhou para o seu assistente. Bruno Paixão só marcou a infração quando recebeu a indicação de Manuel Mota. Esta situação acabou por ser analisada por Jesus. “Não sei quem deu a indicação. O árbitro auxiliar do lado da bola não deu, o árbitro também não, e, passado alguns segundos, há a confirmação de que é penálti”.»
in record.pt


Jorge Maia, O JOGO, 27-01-2015

Não há muito a dizer sobre a escandaleira do FC Paços Ferreira x SL Paixão de ontem à noite. As decisões, as hesitações, as imagens, os FACTOS falam por si.

Ontem, em Paços de Ferreira, apesar da derrota do clube do regime, assistiu-se a um novo episódio do campeonato mais fraudulento dos últimos 30 anos (pelo menos).

E, perante a fraude, perante a falsificação de resultados, perante a instituição da mentira desportiva, o chefe dos árbitros, o senhor Vítor Pereira, continua como se nada fosse, sem dizer uma palavra.


"Apetecia-me mas não vou falar da arbitragem [de Bruno Paixão]"
Paulo Fonseca, 26-01-2015


P.S. Os intermináveis minutos de desconto dados por Bruno Calabote… perdão, por Bruno Paixão, após o Paços Ferreira ter marcado ao minuto 89…


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quem nomeia os Brunos…

Bernardo Ribeiro (Record)

«… quem nomeia Bruno Paixão e Bruno Esteves para os jogos mais importantes da ronda, de facto, ou está a brincar ou procura algo.»


Muito bem. Ao diretor adjunto do Record só faltou dizer/lembrar um "pequeno pormenor": quem exigiu (junto de Fernando Gomes) manter Vítor Pereira como presidente do Conselho de Arbitragem da FPF?

Isto de mandar bocas para o ar, tendo como alvo o nomeador-mor dos árbitros, é fácil. Mas, para um jornalista desportivo e, particularmente, para um diretor adjunto do Record, é preciso coragem para apontar o dedo ao "rosto do atual Sistema" (ou deverei dizer Dono Disto Tudo?) – Luís Filipe Vieira.


domingo, 9 de novembro de 2014

Ele (Bruno Paixão) continua por aí…


Quem viu, nunca irá esquecer este jogo.

Resumo do Campomaiorense x FC Porto, 22ª jornada da época 1999/2000, disponibilizado pelo Paulo Bizarro (Os Filhos do Dragão).

Entrada em campo e dois penalties por assinalar...

Mais dois penalties por assinalar (e respectivos cartões por mostrar)...

Estalada de José Soares (faltou a expulsão e o respectivo penalty) e golo anulado a Jardel


José Soares em acção
No mínimo dos mínimos, ficaram três penalties claros por assinalar sobre Jardel (puxado e agarrado por José Soares) e um sobre Domingos (Rogério Matias derruba-o por trás).
Foi, ainda, anulado um golo limpíssimo a Mário Jardel e, entre faltas grosseiras e agressões, José Soares (um defesa-central brutal, formado no SL Benfica e que estava emprestado ao Campomaiorense) deveria ter visto 2 cartões vermelhos e uns 10 cartões amarelos.

Aliás, uma das coisas mais irónicas deste Campomaiorense x FC Porto, foi o facto do primeiro cartão amarelo do jogo ter sido mostrado a Mário Jardel, logo ao minuto 13, enquanto que o "carniceiro" José Soares apenas viu um cartão amarelo ao minuto... 90!

Para quem não sabe, ou já se esqueceu, foi muito à custa desta arbitragem e de outras protagonizadas por Bruno Paixão na mesma época, que os calimeros foram campeões nacionais na época 1999/2000, pondo fim a um longo jejum de 18 anos.

Desde o dia 19 de Fevereiro de 2000 até hoje, já passaram mais de 14 anos, mas ele (Bruno Paixão) e outros parecidos com ele (Duarte Gomes, Bruno Esteves, João Capela, Manuel Mota, etc.) continuam por aí...

Após o SLB ter sido derrotado em Braga (apesar dos dois penalties que ficaram por assinalar a favor da equipa treinada por Sérgio Conceição e de, mais uma vez, a equipa adversária dos encarnados ter terminado o jogo com menos um jogador), acendeu-se uma luz vermelha e o Conselho de Arbitragem "entrou em campo".
Assim, para o SL Benfica x Rio Ave nomeou o senhor Manuel Mota e, para o Nacional x SL Benfica de hoje à tarde, nomeou o… senhor Bruno Paixão!
Se for preciso "inclinar o campo", a coisa está garantida...

No pós-Apito Dourado, é assim que o Sistema, o verdadeiro Sistema, o Sistema de sempre, actua.


P.S. (actualização) As incidências do Nacional x SL Benfica, particularmente o 2º golo dos encarnados e o golo limpo anulado ao Nacional, provam que a nomeação deste trio de arbitragem, liderado por Bruno Paixão, foi uma decisão "acertadíssima"...