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terça-feira, 27 de junho de 2017

Contrainformação, Mentiras e Jornais

O SLB, o jornal Record e o jornalista-comentador Rui Santos mentiram. Isto é, divulgaram notícias falsas, divulgaram mentiras.

O Diretor de Informação e Comunicação do FC Porto reagiu, no Twitter, às fake news

Mensagens de Francisco J. Marques no Twitter

E, para que não ficassem dúvidas, o FC Porto emitiu mesmo um comunicado.

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A máquina de propaganda do Benfica continua a tentar abafar e desvirtuar o chamado caso dos e-mails.

Porque o país merece saber a verdade, sem filtros, sem artimanhas, o FC Porto é obrigado a voltar ao tema para informar:

1 - É falso que o FC Porto tenha sido intimado pela Polícia Judiciária, ou por qualquer outra entidade, para entregar qualquer tipo de documentação sobre este caso. Esta falsidade tem sido difundida por comunicação social que se deixa intoxicar pelas versões que têm como objetivo distrair sob a matéria de fundo e que está a ser investigada.

2 - É mentira que o FC Porto tivesse sido alvo de qualquer tipo de buscas, como erradamente disse o comentador Rui Santos, no canal televisivo SIC Notícias. Esta afirmação é tanto mais grave por pretender transmitir a ideia que o FC Porto foi forçado pelas autoridades a alguma coisa, o que não é verdade. E aqui fica o desafio para que Rui Santos confirme junto da própria Polícia Judiciária essa informação e depois faça a correção pública da mentirosa afirmação.

Para que não fiquem dúvidas, o FC Porto foi contactado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária por causa da investigação em curso e não devido a uma qualquer queixa do Benfica.

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Apesar deste desmentido formal e oficial do FC Porto, o Record e o SLB insistiram na mesma tese e voltaram à carga…

«Fonte oficial do Benfica garantiu a Record que o "comunicado do FC Porto deturpa a verdade".
"O despacho da PJ que determinou a entrega de todo o material está no âmbito e resulta da queixa apresentada pelo Benfica; isso mesmo foi objeto de notícia em vários órgãos de comunicação social ontem. Só o desespero pode levar a mentir perante factos concretos. O que diz o comunicado do FC Porto é totalmente falso", afirmou.»


O comunicado do FC Porto é totalmente falso, dizem eles.
E no entanto…
O JN de hoje, após contactar a PJ, publicou a seguinte notícia (e esta não é fake news):

'Judiciária confirma versão dos dragões', JN de 27-06-2017

E agora?
O mais provável é que continue o tráfico (de notícias) entre o SLB e os seus agentes na comunicação social, de modo a suportar a estratégia de contrainformação em curso.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Os recados de Pinto da Costa

Pinto da Costa (JN)

No editorial do número mais recente da revista Dragões (relativa aos meses de Janeiro e Fevereiro), que já tinha sido pré-publicado no JN, o Presidente do Futebol Clube do Porto fala de diferentes assuntos e envia vários recados.

O crescimento da marca FC Porto – Os cerca de 12 mil portugueses, vindos de vários pontos da Suíça e de países limítrofes, para assistir ao FC Basel x FC Porto, provam, se necessário fosse, que nem todos os emigrantes portugueses são benfiquistas e que, também além-fronteiras, cada vez há mais adeptos do “clube regional”.

A influência decisiva das arbitragens – Num artigo escrito quando ainda faltavam 12/13 jornadas para o final do Campeonato, Pinto da Costa, mesmo sem baixar os braços, admite que o vencedor da principal competição nacional será decidido pelos erros dos árbitros. A questão é: o que irá o FC Porto fazer para evitar que o mesmo cenário se repita na próxima época?

A defesa de um sorteio com critérios – Pinto da Costa deixou de confiar em Vítor Pereira ou, pelo menos, deixou de confiar nele e na actual secção profissional do Conselho de Arbitragem da FPF, para efectuarem as nomeações dos árbitros. A proposta do presidente do FC Porto é simples: voltarmos ao sorteio condicionado dos árbitros, um sorteio com critérios definidos. Será muito interessante verificar qual será a resposta dos restantes clubes a esta proposta, particularmente de Bruno Carvalho e de… Luís Filipe Vieira. Para já, eles e a comunicação social lisboeta, ainda não reagiram.

O ataque ao dr. Fernando Gomes da Silva – O antigo vice-presidente do Futebol Clube do Porto e administrador da FC Porto SAD, caiu definitivamente em desgraça para os lados do Dragão. Nunca, como agora, as críticas (repúdio!) ao atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol tinham sido tão ferozes e, ainda por cima, feitas na revista do clube.

Nota: Clicar nas imagens para as ampliar.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Entrada de investidores nas SAD

A ausência dos fundos é um problema para os clubes do Sul da Europa

Estamos no advento da entrada dos investidores nas SAD

Se os acionistas não forem capazes de suprir essas necessidades [de financiamento], terão de ser os investidores externos a fazê-lo

teremos de recorrer à entrada de investidores estrangeiros, que só seria evitável se as sociedades [SAD’s] fizessem um programa de ajustamento e viessem para um nível [de financiamento] mais baixo

Se os clubes tiverem de abrir o capital a investidores, eles vão definir as regras do jogo

Por que saiu do F. C. Porto?
Já disse em tempos o que tinha a dizer. Foram divergências de gestão na sociedade que determinaram o meu afastamento da SAD depois de 23 anos


Angelino Ferreira (fonte: JN, 26-12-2014)

Este conjunto de afirmações de Angelino Ferreira foram extraídas de uma entrevista de duas páginas, publicada no JN no dia 26 de Dezembro e, talvez por isso, tenha passado quase despercebida (foi muito pouco comentada).
Mas, penso que são afirmações que justificam alguma reflexão.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Chicago PD e a seleção do Bentinho

«Não tem nada a ver com o equipamento ser vermelho. A minha cor preferida ser o azul - do céu, do mar, do F. C. Porto - não faz de mim um touro que marra sempre contra o vermelho, da mesma maneira que amar o Porto e odiar o centralismo não me impede de achar Lisboa uma cidade muito bela.

Não tem a ver com o vermelho, mas a Seleção cada vez me diz menos. Quando começou o jogo com a Albânia, eu ia a meio do 2.° episódio do Chicago PD e não interrompi a gravação. Não perdi nada. Mais tarde, aos 52 minutos de jogo, se estivesse no relvado de Aveiro, fazia como o Pepe e dava os parabéns ao Balaj pelo magnífico golo que marcou. Não é de agora. O primeiro responsável pelo meu divórcio da Seleção foi o pateta do Luís Filipe Scolari, que hostilizou a nação portista ao não convocar Vítor Baía e perdeu o jogo inaugural do Euro 2004 por teimar em não usar como espinha dorsal da Seleção o Porto de José Mourinho, que acabara de ganhar a Champions com dez portugueses em campo.

A incompetência de Scolari, evidenciada pela proeza de com um equipa de luxo perder em casa a final do Euro contra a Grécia, foi no entretanto confirmada por um percurso imaculado de organizador de derrotas - foi despedido do Chelsea, atirou com o Palmeiras para a 2.ª divisão, proporcionou ao Brasil a suprema humilhação de levar 7-1 da Alemanha no seu Mundial - com a exceção do título de campeão nacional do Uzbequistão, ao comando do prestigiado Bunyodkor.

Após a tragédia Scolari (que deixou o nome associado a fraudes fiscais e às trafulhices do BPN) e o mal-entendido Carlos Queiroz, esperava-se que Paulo Bento conseguisse duas coisas: o apuramento para o Euro 2012 e reconciliação de toda a nação com a Seleção. Teve êxito na primeira, falhou a segunda.

Bentinho (assim era conhecido quando debutou aos 13 anos no Académico de Alvalade) não conseguiu despir o benfiquismo fanático da adolescência, nem ultrapassar o reconhecimento por o Sporting lhe ter dado os únicos quatro títulos (duas Taças de Portugal e duas Supertaças) do seu currículo como treinador, que não chega a encher uma página A4.

Em vez de fazer mais amigos e gerar consensos, Bentinho está sempre a arranjar inimigos, a fomentar divisões e a armar zaragatas. Divide, em vez de somar. Na gestão dos jogadores, é forte com os fracos e fraco com os fortes, dando a ideia de que quem manda não é ele mas Ronaldo. Na gestão da convocatória, dá a ideia de não ser o selecionador mas tão-só o zelador dos interesses de Jorge Mendes.

No discurso, irrita com frases arrogantes debitadas no irritante ritmo do Espanhol que lhe ficou da passagem por Oviedo. Na hora dos lenços brancos, Bentinho não compreende que é preferível sair pelo seu próprio pé do que ser empurrado - que é muito melhor que as pessoas se interroguem sobre os motivos que nos levaram a sair, do que perguntarem, impacientemente, por que é que que ainda não demos a vaga.

Bentinho não merece ter um salário de 1,5 milhões de euros por ano, o que equivale a receber em três meses e meio mais do que a média dos portugueses ganham em 35 anos de trabalho. Se persistir em não querer perceber que estamos fartos dele, não resta outra solução ao presidente da FPF senão despedi-lo - e pedir-nos desculpa pelo equívoco (que custará três milhões) de lhe renovar o contrato após a tragicomédia brasileira. A ver se daqui em diante todos nós, portugueses, podemos olhar a Seleção como Nacional e uma coisa nossa.»
Jorge Fiel
JN, 10-09-2014


Subscrevo, quase a 100%, esta crónica do jornalista Jorge Fiel (subdiretor do JN).
E só não o faço a 100% porque, à hora em que a “seleção do Bentinho” estava a defrontar os “briosos” albaneses, eu estava entretido a ver outro programa, que não o 2° episódio do Chicago PD…

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

domingo, 10 de agosto de 2014

O parceiro financeiro faliu

«(...) na Luz dinheiro parece não ser problema. Não porque o tenham a rodos, mas porque o mesmo banco que aperta o Sporting dá largas ao Benfica: o Banco Espírito Santo.
Esta semana, o BCP confirmou oficialmente uma notícia do “Jornal de Negócios” de há uns meses, de que vai deixar de financiar o futebol, depois das perdas acumuladas em vários clubes. Um deles foi o Sporting, onde BCP e BES foram sucessivamente forçados a reestruturar a dívida, perdendo dinheiro.
Mas o BES é gato que não se escalda. E estará a amparar tanto Luís Filipe Vieira que este afirmou, sem medo, na entrevista de há duas semanas à Benfica TV que, se fosse preciso, aumentaria a sua dívida. Foi preciso. Este ano o Benfica comprou mais do que vendeu
Pedro Santos Guerreiro
in Record, 05-09-2013


Em 8 de Setembro de 2013, publiquei neste blogue o artigo 'O capital dos Bancos e os clubes da Capital'.

Em 24 de Setembro de 2013, numa entrevista à CM TV, Luís Filipe Vieira afirmou: "Temos o melhor plantel dos últimos 30 anos e Rui Costa concorda comigo".

Menos de 11 meses depois...


«O NOVO BANCO – instituição bancária criada a partir dos ativos não-tóxicos do BES – decidiu cortar o crédito ao Benfica, seguindo ordens do Banco de Portugal, de acordo com o semanário EXPRESSO.
O BES era o parceiro financeiro preferencial do Benfica, que beneficiava de uma conta caucionada de 85 milhões de euros, ou seja, da autorização para descoberto nesse valor, que era gerido de acordo com as necessidades do clube.»
in Jornal de Notícias, 10-08-2014

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

domingo, 13 de janeiro de 2013

O contraponto do JN

No país mais centralista da Europa, com a esmagadora maioria da comunicação social subjugada aos interesses dos clubes da capital, particularmente do slb, é fundamental que haja alguém que faça contraponto.

(JN, 12-01-2013)

terça-feira, 24 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A aldeia gaulesa da comunicação social

«O nó do problema reside na incapacidade demonstrada pelos nossos governantes – de Soares a Passos, passando por Cavaco, Guterres, Durão, Lopes e Sócrates – em sequer verem que o pecado original está na estratégia de concentrar todos os recursos na capital, na esperança que essa locomotiva reboque o resto do país, o que nunca acontecerá porque Lisboa já há muito que está desengatada das outras carruagens do comboio português.
Quando se está no Terreiro do Paço perde-se a perspectiva do resto do país, que passa ao estatuto secundário de paisagem (ou província). O resultado é o acentuar das desigualdades internas.
Quem olha para o país de fora de Lisboa já percebeu que a chave para o desenvolvimento consiste em repensar tudo e apostar numa cobertura equilibrada do território nacional.»
Jorge Fiel (JN, 27/12/2011)


«Na distribuição de recursos e de benesses, quem está próximo do Terreiro do Paço tem sempre direito a um maior quinhão; quem está próximo consegue influenciar as decisões; quem está perto consegue obter os cargos que, depois, determinarão os destinos do país, acentuando os desequilíbrios. (…) Foi assim sempre ao longo da história, tem sido assim desde o 25 de Abril. (…)
Para isso contribuiu, também, muita da classe política do Norte, que resulta desse modelo, e que sabe que a sua carreira depende, em larga medida, da sua subjugação aos interesses da capital. Tudo isso só é possível porque o Porto, em vez de se fazer voz diferente, e de representar o resto do país, também se imaginou capital. E, falhado esse processo inexequível, que morreu com o fracasso da regionalização, embrenhou-se em querelas, deixou-se ficar pelo queixume surdo, e não cuidou de se unir para fazer frente à afronta. Só assim se compreende que não se reconheça o papel único e motivador de instituições como o FC Porto. Só assim se entende que um putativo candidato à câmara da cidade critique o Metro do Porto. Só assim se percebe que a população, e em particular a sua elite, não exerça o poder que tem à sua disposição. Numa civilização em que o consumo é rei, estou à espera do dia em que um banco que faz a aquisição de outro, que era do Porto, e que obriga os seus trabalhadores portuenses a migrarem para a capital como alternativa ao despedimento, veja os portuenses acorrerem aos seus balcões para levantarem os seus depósitos. Quando isso acontecer, o dragão da cidade cantará de galo e, acredito, ninguém o calará.»
Rui Moreira (JN, 01/01/2012)


Os textos anteriores são extratos de crónicas recentes de Jorge Fiel e Rui Moreira, publicadas no Jornal de Notícias.

Com a “morte” por asfixia (financeira) do Comércio do Porto e do Primeiro de Janeiro, e os projetos ainda imberbes do Porto Canal e do semanário Grande Porto, o JN transformou-se numa espécie de aldeia gaulesa da comunicação social, sendo um dos últimos redutos onde ainda são denunciados os abusos centralistas e se podem ler cronistas desalinhados dos cânones ditados pela capital do ex-Império.

Contudo, se o JN se tornar demasiado incómodo, corre o risco de ser esmagado pelo poder imperial de Olissipo. Por exemplo, seria interessante que fosse divulgado o montante gasto em publicidade no ano passado, nomeadamente pelo Estado e ex-empresas do Estado (PT, EDP, …), em cada um dos jornais diários generalistas. Além disso, é sabido que Joaquim Oliveira (o dono do JN) vive em Lisboa, gosta de jogar golfe e tem interesses que vão muito para além dos jornais…

Sobram os consumidores, conforme salientou Rui Moreira no final da sua crónica de ontem. Somos nós, com as nossas decisões (escolha de um canal, compra de um jornal, etc.), que podemos ser a “poção mágica”, que dá força e ajuda o JN (e o Porto Canal e o Grande Porto) a resistir às “legiões imperiais”.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

"Estamos fartos de ser chulados"

«Há alguns anos (não muitos), com os ânimos incendiados pela vã tentativa do estado-maior benfiquista de quebrar a hegemonia portista com manobras na secretaria, esteve em voga a palavra de ordem "Nós só queremos Lisboa a arder".

A provocação não caiu no goto da generalidade dos residentes na capital, pelo que amiúde alguns lisboetas, meus amigos ou conhecidos, perguntavam-me se também eu achava bem a ideia de pegar fogo à sua cidade.

"Não. Lisboa é uma bela cidade. O que defendo é o uso de uma bomba de neutrões, de modo a preservar o magnífico património edificado". Foi esta a resposta que formatei para dar nessas ocasiões. Quando a pergunta não é séria, sinto-me desobrigado de responder a sério.

Neste novo século, trabalhei oito anos em Lisboa, uma das mais bonitas cidades do Mundo, pela qual é muito fácil uma pessoa ter uma paixão fugaz e à primeira vista.

Estou imensamente feliz por o JN me ter proporcionado voltar a viver na cidade que amo e onde nasci, mas não posso negar que, de vez em quando, ainda sinto uma pontinha de saudade de alguns pequenos prazeres que Lisboa pode oferecer, como um fim de tarde no miradouro da Graça, petiscar ao almoço uma sanduíche de rosbife e um copo de branco no terraço do Regency Chiado, ou tomar o café matinal na esplanada da Ponta do Sal, em S. Pedro do Estoril.

Quando alguém é incapaz de diferenciar se estamos a falar em sentido estrito ou figurado, geram-se situações embaraçosas e terríveis mal-entendidos. Ninguém quer mesmo Lisboa a arder. O que queremos a arder, num fogo purificador, é a governação centralista que empobrece o Norte e desgraça o país.

O modelo centralista de pôr todas as fichas em Lisboa, partilhado por todos os partidos do arco da governação, é o responsável por 2000-2010 ter sido a pior década de Portugal desde 1910-20 - anos terríveis em que vivemos uma guerra mundial, golpes de Estado e a epidemia da gripe espanhola.

Na primeira década deste século, o crescimento médio anual da nossa economia foi de 0,47%, apesar do afluxo diário médio de seis milhões de euros de Bruxelas, que valiam todos os anos 2% do PIB.

Já ultrapassado pelo Alentejo e Açores, o Norte é a região mais pobre do país, apesar de ser a que mais contribui para a riqueza nacional, com 28,3% do PIB, logo a seguir a Lisboa e Vale do Tejo, com uns 36% enganadores, já que aí está contabilizada a produção feita noutras partes do país pelas grandes companhias nacionais e multinacionais com sede na capital.

Quando leio (ver página 2) que ao abrigo do famoso efeito de dispersão - uma vigarice inventada para desviar para Lisboa fundos comunitários - dinheiro destinado às regiões mais pobres está a ser usado pelos serviços gerais e de documentação da Universidade de Lisboa, dá-me vontade de ir para a rua gritar "Nós só queremos Lisboa a arder".

Não. Nós não queremos mesmo Lisboa a ser consumida pelas labaredas. O que queremos é dizer que estamos fartos de ser chulados e já é tempo de impedir que Portugal continue a arder em lume brando, por culpa de governantes incompetentes ou corruptos.»
Jorge Fiel
JN, 12/12/2011


Que grande artigo do Jorge Fiel!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Notícias com um olhar do “Norte”





A que propósito é que uma notícia sobre as ex-SCUTs surge num blogue como o ‘Reflexão Portista’?


A capa do JN de ontem e a notícia em si, remetem para dois aspectos que têm muito a ver com o país que temos, com algumas polémicas do futebol português e com o modo como a comunicação social escolhe temas e selecciona destaques.


I. Notícias, títulos e destaques

«Auto-estrada da exportação mais cara que Lisboa-Cascais»
«Preço por km entre Aveiro e Vilar Formoso é o triplo da A5»

O tema “SCUTs” foi e continua a ser objecto de tratamento jornalístico. Contudo, alguém acredita que seria possível uma capa destas, com este título e subtítulo, num dos jornais feito na capital (Correio da Manhã, Diário de Notícias, Público, Expresso ou Sol)?
E algum dia esta notícia seria apresentada desta maneira, destacando uma escandalosa diferença de custos por quilómetro a favor dos mais ricos, se a peça fosse preparada pelas redacções de Lisboa da RTP, SIC ou TVI?

Parece um contra-senso, mas desde que Portugal aderiu à UE (na altura CEE) em 1985, a macrocefalia da capital não tem parado de aumentar e tem sido acompanhada de uma visão e propaganda dos media cada vez mais Lisboa-cêntrica. Por isso, e para denunciar as discriminações e os abusos que se vão cometendo, é fundamental haver um JN, bem como, projectos jornalísticos como o do semanário Grande Porto, ou um canal televisivo como o Porto Canal. O problema é que os órgãos de comunicação social só se aguentam se tiverem compradores/audiência e publicidade, algo que cada vez está mais concentrado, ou é decidido, na capital…

II. O Norte e o Sul

Primeiro Pedroto e depois Pinto da Costa foram acusados pelos media da capital de serem incendiários e de, com a suas intervenções públicas, contribuírem para dividir o país em Norte e Sul.
É falso, é completamente falso. Se alguém, no discurso, divide o país em Norte e Sul são precisamente os protagonistas da capital e alguns exemplos da linguagem e tipo de expressões utilizadas são elucidativos.
Ao contrário e em sentido oposto ao que se ouve em Lisboa, no Porto, ninguém se refere à A1 como “auto-estrada do Sul”.
No Porto, ninguém trata os alentejanos, ou os algarvios, como “as pessoas do Sul”.
No Porto, ninguém diz que vai “rumar ao Sul” quando tem de se deslocar a Lisboa.

As verdadeiras divisões que existem em Portugal, resultantes das assimetrias que sucessivas políticas centralistas foram cavando, é a divisão entre o litoral povoado e o interior desertificado, bem como, a divisão entre um eixo Lisboa-Cascais cada vez mais rico e o resto do país cada vez mais pobre. E é neste contexto que a notícia do JN tem mais relevância porque, corajosamente, volta a pôr o dedo na ferida.

Na A25, um veículo ligeiro pagará 9 cêntimos por quilómetro, “apenas” o triplo do que é suportado por um veículo idêntico na A5, a auto-estrada que liga Lisboa a Cascais. Isto é aceitável?
E para quem não sabe, a A25 não passa no Porto, nem sequer na região Norte (*). É uma auto-estrada que percorre a Beira Litoral e a Beira Alta, entre Aveiro e Vilar Formoso, sendo a principal via rodoviária usada para a exportação de produtos fabricados no Centro e no Norte do país.

Sofrendo na pele as consequências das politicas centralistas, não consigo encontrar explicação para que a esmagadora maioria das populações que vivem no interior do país seja adepta do slb ou do SCP, mas deve ser uma espécie de Síndrome de Estocolmo.

(*) Considerando a região Norte como sendo formada pelos distritos do Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança.

sábado, 3 de setembro de 2011

Balanço das compras e vendas

Com o fecho do mercado em 31 de Agosto, o JN fez um apanhado das compras e vendas dos principais clubes/SAD's portugueses:

(clicar para ampliar a imagem)


Num país em crise, os valores globais impressionam mas, ainda assim, pecam por defeito nas compras e por excesso nas vendas. Por exemplo, aos valores investidos pela FC Porto SAD em jogadores, o JN esqueceu-se de acrescentar os montantes gastos na (re)aquisição dos direitos económicos de jogadores, nomeadamente:

13 de Maio de 2011, Hulk, 13.500.000 € por 40%
17 de Maio de 2011, James, 2.250.000 € por 30%
3 de Agosto de 2011, Moutinho, 4.000.000€ por 22,5%

Ou seja, mesmo sem contar com eventuais prémios de assinatura (que são habituais quando o jogador é contratado a "custo zero"), ou de renovação de contratos, a FC Porto SAD investiu em direitos económicos de jogadores, não os 42,5 milhões de euros referidos pelo JN, mas sim 62,25 milhões de euros.

Quanto aos valores obtidos nas vendas, as contas também não estão correctas, porque na maior parte dos casos as SAD's já não eram detentoras da totalidade dos passes (direitos económicos) dos jogadores. Por exemplo, no caso do FC Porto, e de acordo com o prospecto da última oferta pública de subscrição (p.70), a SAD detinha 95% do passe de Falcao e 70% do passe de Rúben Micael.

Um pouco mais de rigor a quem tem o dever de informar, é algo que não ficava mal a profissionais da comunicação social.

P.S.1 Por dever de oficio, a comunicação social portuguesa continua a dar credibilidade e a contabilizar como receita da slb SAD os 8,6 milhões da venda do Roberto.

P.S.2 Não sei como é que uma SAD falida - a SCP SAD -, sem estar na Liga dos Campeões, consegue suportar mais de 27 milhões em compras, fazendo apenas 7 milhões em vendas (e isto sem contar com as indemnizações que teve de pagar para vários jogadores rescindirem os respectivos contratos).

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O jornalismo que temos

O FC Porto fez uma exibição digna e de certo modo prometedora, contra aquela que é considerada a melhor equipa do Mundo, tendo merecido elogios de diversos quadrantes. Por exemplo, na sua crónica no jornal holandês De Telegraaf, Johan Cruyff pergunta "porque não há igual na Holanda" e antevê que o FC Porto "vai obter de novo bons resultados europeus".

Apesar dos (merecidos) elogios, convém não esquecer um pequeno pormenor: o FC Porto perdeu. Ora, isso, por si só, significa que houve falhas, erros e aspectos que têm de ser analisados, tendo em vista melhorar no futuro.

Contudo, como reagiu a imprensa portuguesa, nomeadamente aquela que eu costumo ler e que acompanha o FC Porto mais de perto?
Lendo os títulos do JN e de O Jogo, fica a ideia que a Supertaça Europeia se pode resumir em dois erros: um do Guarín e outro do(s) árbitro(s).

Ora, o jogo foi muito mais do que isso e, no que ao FC Porto diz respeito, há (haveria) aspectos que mereciam ser analisados por pessoas que são profissionais da comunicação social desportiva. Exemplos:

i) O impacto na movimentação atacante do FC Porto, resultante da substituição de Radamel Falcao por Kléber;

ii) O Hulk é um grande jogador (para mim, o FC Porto é Hulk e mais 10), mas qual tem sido o seu desempenho nas competições europeias, nomeadamente contra "equipas do pote 1" (não tenho a certeza, mas penso que o Hulk nunca marcou um golo em jogos contra o Arsenal, Manchester United, Barcelona, ...);

iii) Qual a razão da muito má forma de Varela neste início de época, a qual voltou a ser evidente nos vinte e tal minutos em que esteve em campo?

iv) O FC Porto fez apenas dois remates enquadrados com a baliza (mais três para fora). Quantas oportunidades claras de golo criou?

v) Faz sentido ser sempre o Hulk a marcar os livres directos frontais? Qual o aproveitamento desses livres?

vi) O FC Porto beneficiou de sete cantos. Por que razão não conseguiu criar perigo em qualquer um deles (apesar do Barça ser uma equipa baixa e, neste jogo, não ter a sua dupla de centrais habitual)?

Eu compreendo que, defrontando o FC Barcelona, as expectativas de sucesso eram reduzidas, mas isso não significa que os aspectos menos bons da exibição do FC Porto sejam ignorados e não sejam analisados, nomeadamente por aqueles que o deveriam fazer por obrigação profissional.
Um jornalismo subserviente, que por vezes chega a ser lambe-botista, pode alimentar alguns egos, mas não serve os interesses do FC Porto.

Em Portugal há aversão ao erro, mas é com os erros que se apreende e, se queremos fazer uma boa carreira na Liga dos Campeões, há aspectos da exibição do FC Porto que é preciso corrigir e outros melhorar.

P.S. As capas do JN e de O Jogo (edição Porto) fizeram lembrar as capas dos jornais do regime nos dias seguintes a derrotas do slb ou dos calimeros.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Fábrica de Talentos Globais


Já (quase) toda a gente opinou sobre a saída de André Villas-Boas para o seu trono em Inglaterra. Contudo, na véspera do S. João, o JN publicou uma crónica de Daniel Deusdado (em que me revejo quase totalmente), na qual, para além de abordar a forma como Villas-Boas saiu da sua ex-“cadeira de sonho”, o director-geral da Farol de Ideias e mentor do premiado programa ‘Liga dos Últimos’, lança pontes para o futuro, perspectivando desde já uma relação de Antero Henriques (e de outros futuros elementos da SAD portista) com um treinador que irá ser um “interlocutor privilegiado em grandes clubes”.

Tal como Daniel Deusdado, também eu estou convicto que André Villas-Boas irá voltar a Portugal e ao FC Porto, embora dificilmente isso vá acontecer na próxima década. Não porque os portistas estejam zangados com ele (o tempo cura as feridas e as pazes serão feitas sem grande dificuldade) mas porque, mesmo que as coisas não lhe corram bem no Chelsea, a gestão da sua carreira irá levá-lo para outros países, onde não faltarão convites de médios/grandes clubes europeus, com capacidade financeira para pagar três ou quatro vezes mais do que a FC Porto SAD.

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«A máquina do F. C. Porto vai perdoar a saída de um dos mais recentes talentos? André Villas-Boas escolheu uma via algo precipitada, capaz de surpreender um clube pouco habituado a confiar tão profundamente em alguém. Sim, ele disse que ficaria mais um ano. Sim, agora é tarde para ir buscar Domingos. Sim, talvez não tivesse muito a perder se adiasse por um ano o seu voo internacional. E, claro, não há nada como manter a palavra dada.

Mas as regras do futebol são estas. Os treinadores entram e saem em função dos resultados e interesses do clube – que está sempre acima de qualquer fidelidade, como a história mostra. Usar a mesma regra, desta vez no interesse do treinador, é algo que Pinto da Costa pareceu encaixar com fair-play, tanto mais que o valor da cláusula foi fixado pelas duas partes há um ano. Isto podia acontecer e não faz sentido que os admiradores de Villas-Boas passem agora a ser os adeptos do Benfica e do Sporting, como em alguma medida aconteceu aquando da saída de Mourinho...

Foi certamente uma decisão difícil para o ex-treinador portista, que não encaixa facilmente no estereótipo da pessoa a quem só importa o dinheiro. E a escolha não era entre o Benfica/Sporting ou o Porto. A gestão de carreira pesou certamente mais que os milhões de um salário melhor no imediato. A que máximo pode aspirar um treinador? Barcelona, Real Madrid, Manchester United seriam inacessíveis face à idade e ao currículo. Abramovich propôs-lhe voltar ao Chelsea, casa já conhecida, e onde os adeptos têm capacidade de não hostilizar a chegada de um jovem talento. Outro ponto importante: a Liga inglesa é a melhor prova para um tirocínio na alta roda europeia.

Há comboios que não param duas vezes na mesma estação. O treinador decidiu apanhar o deste ano, com medo de não ganhar a Liga dos Campeões na próxima época e perder currículo. É realista, embora fosse possível ousar mais – ele tem talento para tal. Era nisto que secretamente acreditavam todos os portistas.

Com a saída antecipada, o clube das Antas encaixa 15 milhões pelo treinador, provavelmente 30 milhões por Falcao e eventualmente 40 milhões por João Moutinho (ou outro jogador). Poderão ser 85 milhões de euros frescos a entrar de imediato num clube que tem a notável oportunidade de endireitar as contas (será que o faz?), ainda por cima sem desfazer o plantel do ponto de vista estratégico. Ou seja, Villas-Boas (tal como Mourinho) paga duplamente em vendas extra.

Independentemente das circunstâncias da saída, André torna-se num novo nome extraordinário da constelação de estrelas portuguesas no futebol internacional, a juntar-se a Mourinho e Cristiano Ronaldo. Há, no entanto, uma diferença: nasceu e cresceu na escola portista. Há todas as razões para se pensar que um dia pode voltar ao Dragão. Será certamente daqui a uns bons anos. Mas Antero Henriques e os futuros elementos da SAD têm a ganhar com alguém que sempre foi genuíno no seu portismo.

Villas-Boas – para além de ver a sua contratação como a mais alta alguma vez feita por um treinador – passa também a ganhar cinco milhões de euros por ano. Para a economia portuguesa todos os capitais são bem-vindos (se é que vêm para Portugal...). Cinco milhões/ano correspondem a muitas PME a exportar toneladas de produtos.

Há, portanto, razões para se pôr uma pedra sobre a forma da saída e ver o essencial. Ele é “made in Porto” – nasceu e cresceu numa rua da cidade e, com 33 anos, ascende à categoria de um dos treinadores mais bem pagos do Mundo. É um extraordinário detector de talentos. Vai tornar-se num interlocutor privilegiado em grandes clubes. Quantos mais êxitos somar, maior potencial se cria em redor desta indústria de alto nível que o Porto (e Portugal) representa enquanto empresas exportadoras de futebol. Simboliza também capacidade de se transmitir conhecimento entre gerações, ao mais alto nível de competência. O Porto (Portugal) como “Fábrica de Talentos Globais”. Temos de conseguir fazer isto mais vezes em muitos outros sectores.»
Daniel Deusdado
in JN, 23/06/2011

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A "bomba" do JN



A capa do JN de hoje caiu como uma bomba entre os adeptos portistas, sendo que o tom usado foi taxativo e dá a transferência como consumada.

Mas, numa notícia desta importância para o futuro imediato do FC Porto, o mais surpreendente foi o JN ter o exclusivo e conseguir antecipar-se a toda a concorrência, particularmente ao Jogo. A isto não deve ser estranho o facto do actual director do JN - Manuel Tavares - ser o ex-director do Jogo.

A confirmar-se a saída de André Villas-Boas, antevejo uma entrevista de Pinto da Costa nos próximos dias. Veremos se a mesma será dada ao JN, ao Jogo ou ao Porto Canal.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Como o país vê o Porto




O FC Porto e Pinto da Costa são incontornáveis.


Ficha Técnica (clicar para ampliar):

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mate-se o mensageiro!



«A Benfica Futebol SAD pediu ao Director Nacional da Polícia Judiciária para abrir "um rigoroso inquérito que permita apurar a origem, fundamentos e intenções das notícias" divulgadas, quinta-feira, sobre as diligências efectuadas na quarta-feira no Estádio da Luz. (...)
A missiva assinada pelo presidente Luís Filipe Vieira adianta: "Estes factos provocaram indignação legítima desta instituição, lesaram a sua imagem, conformam incompreensíveis violações ao dever de sigilo e, até, de verdade e rigor".»
in jn.pt


Afinal, o problema é os factos que constam das notícias serem falsos, ou terem sido divulgados?

Mas o melhor é ver os actuais dirigentes do slb preocupados com formalismos como "violações ao dever de sigilo"? Olha logo quem...

sábado, 9 de abril de 2011

Campeão nas Amoreiras há 71 anos



(clicar nas imagens para ampliar)



«Lisboa, 19 (Pelo telefone)
Realizaram-se hoje os ultimos jogos do Campeonato Nacional.
Saiu vencedor, merecidamente, o Foot-Ball Club do Porto, que tam brilhante e notavel comportamento afirmou durante toda a competição. Não é vulgar que o vencedor de uma prova o seja tam justamente como foi o grupo da Constituição. Ainda no seu ultimo encontro disputado hoje, no Campo das Amoreiras, o fatídico campo para os campeões nacionais, esse brilhantismo foi demonstrado. Efectivamente, o excelente comportamento tecnico com que o clube nortenho sempre brindou o publico (...)»
in Jornal de Notícias, 20 de Maio de 1940

domingo, 10 de janeiro de 2010

Nem lorpas, nem calimeros

«Apesar dos dois requerimentos já efectuados a partir do momento em que foi instaurado o processo disciplinar aos jogadores Hulk e Sapunaru, na sequência do caso do túnel da Luz, o FC Porto continua sem ter acesso ao processo junto da Comissão Disciplinar (CD) da Liga, segundo O JOGO apurou. Um procedimento que não é comum, como confirmou ao nosso jornal Adelina Trindade Guedes, ex-instrutora do organismo que superintende o futebol profissional: "É obrigatório, e não há a mínima dúvida quanto a isso, desde que seja processo disciplinar, facultar o processo ao acusado [clube/jogador(es)] para que este se possa defender.". (...)
Na primeira tentativa para conhecer as bases da acusação, formulada a partir do relatório do árbitro Lucílio Baptista, o FC Porto teve resposta negativa, porque o instrutor necessitaria do processo para diligências que então estavam em curso - uma desculpa estranha, como confirma Adelina Trindade Guedes, que recorda as milhares de fotocópias que teve de fazer quando se viu na mesma situação. Já mais tarde, e perante novo requerimento para aceder ao processo, o clube do Dragão ficou em espera, agora por falta de tempo do instrutor. Esta situação acentuou o mal-estar e a desconfiança, atendendo a que da parte da Liga não estariam a ser cumpridas todas as formalidades processuais em matéria de disciplina.»
in O JOGO, 09/01/2010


«(...) os portistas interrogam-se sobre os passos dados pela Comissão Disciplinar nos últimos dias, pois entendem que o processo não está a dar os passos de evolução necessários, o que irá demorar à conclusão das respectivas notas de culpa e implicar reflexos desportivos imediatos, pois Hulk e Sapunaru encontram-se suspensos, preventivamente, pela Comissão Disciplinar desde o dia 22 de Dezembro e estão impedidos de competir.
O prazo de instrução do processo tinha terminado, precisamente, anteontem, ora isso significa que os dois jogadores foram ouvidos um dia depois, um facto que também não caiu nada bem junto dos responsáveis do F. C. Porto, que já tinham alertado para uma ultrapassagem dos prazos estipulados nos regulamentos.»
in JN, 09/01/2010


O FC Porto veio "chorar" para a praça pública, através de O JOGO e do JN, porque a Comissão Disciplinar da Liga se está a "portar mal"? Mas depois das alterações ao regulamento disciplinar, de que é que estavam à espera?
Irrita-me este tipo de comportamento dos dirigentes do meu clube.
Em primeiro lugar, nós não somos calimeros, não está na nossa massa genética. E eu não me esqueço que foi pela mão de Pinto da Costa que os andrades foram substituídos pelos dragões!
Em segundo, se o FC Porto tem razões de queixa do comportamento da Comissão Disciplinar da Liga (e tem muitas) deve assumi-lo frontalmente, de voz própria, alto e bom som, como Pedroto e Pinto da Costa faziam há 30 anos atrás. Recorrer a "porta-vozes" na comunicação social é método do clube do regime.


O que os dirigentes do FC Porto têm de fazer não é choramingar, mas sim preparar e fazer parte integrante de uma alternativa a estes órgãos sociais da Liga, que não inclua Cunhas Leais ou Ricardos Costas.
Dentro de seis meses, há eleições para a Liga de Clubes e, desta vez, o FC Porto não pode alhear-se e ficar de fora, a ver os outros colocarem homens da sua confiança, e hostis ao FC Porto, na estrutura da Liga.

Fotos: O Jogo, Record

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

JN, Futebolista do ano 2009

O JN está a promover no seu site uma votação para a escolha do futebolista do ano 2009 e os cinco candidatos são: Bruno Alves, Cardozo, Raul Meireles, Liedson e Hulk.

Em 2008, o vencedor foi Lisandro Lopez com 2644 votos (51%), com os restantes quatro elementos a ficarem com votações muito aproximadas - Lucho González, 799 (15%), Liedson, 610 (12%), Wesley, 572 (11%) e João Moutinho, 562 (11%).

É provável que o facto de haver três jogadores do FC Porto envolvidos na votação dificulte a eleição de um deles, apesar de em 2009 os dragões terem ganho tudo o que havia para ganhar a nível interno, terem chegado aos quartos-de-final da Liga dos Campeões e de, quer Bruno Alves, quer Raul Meireles, terem sido dos jogadores em maior destaque na Selecção Nacional.

A votação irá decorrer até às 18 horas da próxima segunda-feira, dia 4 de Janeiro.

P.S. Eu votei em Bruno Alves que, nesta altura, discute a liderança com Cardozo.