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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Estatísticas dos médios do FC Porto

O jornal O JOGO, na sua edição de 23 de setembro, apresentou os números totais de alguns tipos de acções efetuadas pelos cinco médios mais utilizados por Lopetegui no campeonato (o jogo disputado em Kiev, para a Liga dos Campeões, ficou fora destas estatísticas).

Estatísticas dos médios do FC Porto no campeonato (fonte: O JOGO, 23-09-2015)

Com base nos números de O JOGO, elaborei o quadro seguinte (clicar nele para ampliar), no qual, para além dos números totais, incluí indicadores por “jogo” (por cada 90 minutos disputados):


Evidentemente, para além da amostra ser pequena, não é a mesma coisa jogar em casa ou fora, nem é a mesma coisa jogar contra o SLB ou contra um clube do meio da tabela.
Contudo, penso que alguns indicadores são interessantes.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Os 18 jogadores emprestados

O Maisfutebol publicou, ontem, um artigo – Três grandes: o que andam a fazer todos os emprestados – onde o jornalista Pedro Jorge da Cunha faz uma análise, quantitativa e qualitativa, ao desempenho (até agora) dos jogadores emprestados pelo FC Porto, SL Benfica e Sporting.

Partindo de informação existente nesse artigo, a que acrescentei outros dados, elaborei os dois quadros seguintes, referentes aos 18 jogadores emprestados pelo FC Porto.




A partir destes quadros, constatam-se algumas coisas interessantes:

– Média das Idades (em 31-10-2014) dos jogadores emprestados: 24,74 anos (esta média é superior a muitos dos onzes que Lopetegui tem apresentado esta época);

– Apenas 6 dos 18 jogadores emprestados têm nacionalidade portuguesa (ou seja, a FC Porto SAD contrata muitos jogadores estrangeiros, que depois empresta);

– Metade (9) dos jogadores emprestados foram-no a equipas estrangeiras (três a equipas turcas; três a equipas espanholas; e os restantes três a uma equipa russa, francesa e inglesa);

– Quatro dos jogadores emprestados foram-no a equipas da II Liga (faz sentido ter uma equipa B, que disputa a II Liga, e depois andar a emprestar jogadores a equipas que disputam esse mesmo campeonato?).

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mais uma derrota

O último classificado e, antes do jogo, quase despromovido Olhanense (*), derrotou o tricampeão FC Porto por 2-1.

Mais uma derrota. Mais um recorde negativo (o Olhanense não ganhava ao FC Porto desde 1973/74, há 40 anos!)

O JOGO, 05-05-2014

Época 2013/2014: 7 derrotas em 29 jogos do campeonato, o que dá uma derrota em cada 4 jogos (4,14 para ser mais preciso). E ainda falta disputar o FC Porto x SL Benfica, da 30ª jornada, para terminar este pesadelo.

Para dar uma ideia do enorme descalabro que é esta época, apresento, de seguida, o número de derrotas em alguns dos outros campeonatos “menos bons”, desde que Pinto da Costa assumiu a responsabilidade do futebol portista:

Época 2009/2010: 4 derrotas em 30 jogos
Época 2004/2005: 6 derrotas em 34 jogos
Época 2001/2002: 8 derrotas em 34 jogos
Época 1999/2000: 5 derrotas em 34 jogos
Época 1988/1989: 3 derrotas em 38 jogos
Época 1976/1977: 7 derrotas em 30 jogos

Só de me lembrar que na época passada…

Época 2012/2013: 0 derrotas em 30 jogos

O JOGO, 18-04-2014
Nunca o FC Porto tinha piorado tanto (em termos de derrotas) de uma época para outra, como foi o caso da época 2012/2013 para 2013/2014.

Porque será?
É algo para Pinto da Costa e Antero Henrique meditarem…

Apesar de, comparada com esta, a época passada parecer perto da perfeição (passe o exagero), o FC Porto, na época 2012/2013, averbou um total de quatro derrotas (duas na Liga dos Campeões, uma na Taça Portugal, uma na Taça da Liga).

Apenas quatro derrotas (SC Braga, PSG, Málaga, SC Braga) no cômputo geral de todas as competições que o FC Porto disputou na época 2012/2013. E dá-se a particularidade de três dessas derrotas terem acontecido em desafios onde o FC Porto viu um seu jogador ser expulso e teve de disputar uma parte significativa desses jogos com menos um jogador.

A comparação entre as épocas 2012/2013 e 2013/2014 é algo para Pinto da Costa, Antero Henrique e os adeptos portistas meditarem…

(*) Como se sentirão os adeptos do Paços Ferreira e Belenenses, perante a atitude, falta de empenho e exibição da equipa do FC Porto no jogo de ontem?

sexta-feira, 7 de março de 2014

O ciclo de Paulo Fonseca

É um ciclo que se fecha. As coisas não correram da melhor forma, mas saio com a consciência de que dei sempre o meu melhor, de forma séria, dedicada e honesta. O futebol é mesmo isto e nem sempre as coisas correm como queremos ou idealizamos. O mais importante é o futuro do FC Porto e as partes chegaram à conclusão, de forma natural, que o melhor seria a minha saída.
Paulo Fonseca, em declarações ao www.fcporto.pt e Porto Canal


Não tenho qualquer dúvida que Paulo Fonseca deu o seu melhor e fez tudo o que estava o seu alcance para ter sucesso no FC Porto. Contudo, é inegável que as coisas correram mal, particularmente nas competições que são (eram) prioritárias: o campeonato nacional e a liga dos campeões.

Há várias formas de analisar os 248 dias de Paulo Fonseca no comando técnico do FC Porto. Uma delas, quiçá a mais relevante, é olhar para os resultados obtidos pela equipa por si orientada. Naturalmente, em todas as épocas há sempre alguns resultados negativos mas, infelizmente para Paulo Fonseca e para os adeptos portistas, a época 2013/2014 já está marcada por diversos números negros, alguns dos quais recordes negativos do historial do FC Porto.

O JOGO, 04-03-2014

00 vitórias em 4 jogos disputados no Estádio do Dragão para as competições europeias (3 jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões e 1 jogo para os 1/16 avos da Liga Europa).

4 – 4 derrotas em apenas 21 jogos disputados para o campeonato nacional.

5 – 5 pontos conquistados em 18 possíveis na fase de grupos da Liga dos Campeões.

7 – 7 jogos consecutivos para as competições europeias (os sete mais recentes) sem uma única vitória (D-D-E-E-D-E-E) e sempre a sofrer golos (2, 1, 1, 1, 2, 2, 3).

7 – 7 situações de vantagens no marcador desperdiçadas pela equipa do FC Porto.

9 – 9 pontos de atraso para a liderança do campeonato à 21ª jornada.

22 – Ao 22º jogo, do histórico de confrontos para o campeonato entre o FC Porto e o Estoril (jogos disputados no Porto), os dragões perderam pela primeira vez na recepção aos canarinhos.

31 – 31 golos sofridos em 37 jogos oficiais disputados (16 em 21 jogos do Campeonato; 1 em 4 jogos da Taça Portugal; 2 em 3 jogos da Taça da Liga; 0 na Supertaça; 7 em 6 jogos da Liga dos Campeões; 5 em 2 jogos da Liga Europa).


54 – 54 jogos após um célebre Gil Vicente x FC Porto (17ª jornada da época 2011/2012), em que os dragões foram derrotados com a “preciosa ajuda” de uma arbitragem escandalosa de Bruno Paixão, o FC Porto voltou a ser derrotado para o campeonato, no dia 30 de Novembro de 2013.

68 – 68% de pontos conquistados em 21 jogos disputados para o campeonato nacional (43 pontos em 63 possíveis).

82 – 82 jogos depois (correspondentes a um período de 5 anos e quatro meses), no dia 23 de Fevereiro de 2014, o FC Porto voltou a perder um desafio para o campeonato no Estádio do Dragão.

O JOGO, 02-03-2014

Se é certo que o ciclo de Paulo Fonseca se fechou, importa agora olhar para o futuro, porque a época 2013/2014 ainda não terminou. De facto, até ao final desta época o FC Porto ainda terá de disputar, pelo menos, 14 jogos (9 para o campeonato, 2 para a Liga Europa, 2 para a Taça de Portugal e 1 para a Taça da Liga). São jogos para ganhar e, se não for possível ganhar, pelo menos que os jogadores honrem a camisola azul-e-branca e sejam uma equipa, uma equipa à Porto!

Ao longo de quase 40 anos a ver futebol, habituei-me a valorizar a qualidade, a competência e o trabalho (sim, no FC Porto a “sorte” deu sempre muito trabalho). Por isso, e embora não espere “milagres” por parte do novo treinador – Luís Castro –, importa salientar que o balanço final da época portista far-se-á em meados de Maio.

sábado, 1 de março de 2014

Erros, golos sofridos e os doutorados dos jornais

O JOGO, 01-03-2014

«Uma equipa com vontade é sempre melhor do que uma equipa sem vontade, mas o destino é igual se não for capaz de seguir regras de organização com o máximo rigor. (...) Os golos sofridos com demasiada facilidade não são um efeito passageiro de umas quantas semanas de debilidade psicológica: o FC Porto sofreu golos em todos os jogos importantes que fez (e só venceu um, com o Sporting).»
José Manuel Ribeiro, O JOGO, 28-02-2014

José Manuel Ribeiro, O JOGO, 28-02-2014

Na conferência de imprensa de antevisão da deslocação a Guimarães (domingo, 19h15, 21ª jornada do campeonato), o treinador principal do FC Porto, em resposta a uma questão sobre a razão dos erros defensivos que se têm sucedido, afirmou:

Não tenho explicação para isso [a razão de tantos erros defensivos], mas certamente haverá quem tenha. Se abrir os jornais todos os dias, os doutorados com certeza lhe explicarão o porquê de isso acontecer

Os erros defensivos sucedem-se. O FC Porto sofreu golos em todos os jogos importantes que fez (e só venceu um). No campeonato, o FC Porto já encaixou 14 golos em 20 partidas, tantos como os que sofreu nos 30 jogos do campeonato da época passada. No total, o FC Porto já sofreu 29 golos nos 36 jogos disputados esta época.

Perante isto, qual a explicação de Paulo Fonseca? Não tem e, melhor ainda, sugere que se pergunte aos “doutorados dos jornais”.
Pronto, ficamos esclarecidos...

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Pesadelo Fonseca continua

Últimos 20 jogos FC Porto x Estoril para o campeonato (fonte: zerozero.pt)

No histórico de confrontos para o campeonato entre o FC Porto e o Estoril, que foram disputados no Porto, o saldo, altamente favorável aos dragões, é de 16 vitórias, 5 empates e 1 derrota.
A derrota foi hoje.

Em termos de golos, a diferença entre as duas equipas, neste conjunto de 22 jogos, é abismal - 63 golos marcados e apenas 19 sofridos -, com o FC Porto a marcar golos em 20 dos 22 jogos.
Hoje voltou a ficar em branco.

A última derrota do FC Porto em casa para o campeonato tinha sido há 5 anos e quatro meses, no dia 25 de Outubro de 2008.

FC Porto x Leixões, época 2008/2009 (fonte: zerozero.pt)

Desde esse jogo, o FC Porto disputou 82 jogos em casa para o campeonato.
Hoje voltou a ser derrotado.

Esta época, em 20 jogos para o campeonato e 7 para as competições europeias, o saldo é de 14 vitórias, 6 empates e 7 derrotas! Ou seja, a percentagem de vitórias nas competições prioritárias é de apenas 52%.

À 20ª jornada, após 2/3 do campeonato, o FC Porto já perdeu 18 pontos (!), está a 2 pontos do 2º classificado e, potencialmente, a 7 pontos da liderança.

São estes os factos. São estes alguns dos números da desilusão portista.

É perfeitamente normal haver, entre os adeptos, opiniões diferentes sobre jogadores, treinadores, equipas, planteis, etc.

Também é normal que, pontualmente, se use como justificação para um mau resultado explicações do tipo “foi azar”, “a equipa jogou bem, mas foi infeliz”, “o resultado é uma injustiça tremenda”, “fomos penalizados por erros individuais”, ou outras desculpas do género.

Agora, justificar uma avalanche de maus resultados (já nem falo das exibições) e de recordes negativos recorrendo, sucessivamente, a este tipo de argumentos, só de quem não sabe, ou já se esqueceu, do que é ser portista.
Felizmente, a esmagadora maioria dos adeptos portistas tem outra cultura e o seu nível de exigência não se compadece com este tipo de desculpas.

E Paulo Fonseca, ao fim de quase 8 meses, já sabe o que é ser Porto?
Paulo Fonseca tem brio profissional? Eu acredito que sim e que ele, mais do que ninguém, gostaria de triunfar no FC Porto.
Mas, após os maus resultados, vai continuar com o mesmo discurso? Não tem vergonha na cara?

Senhor Presidente, todos sabemos que não se pode ganhar sempre, mas não lhe parece que, com este plantel, a equipa podia (devia!) jogar muito mais?

Até quando vai durar este pesadelo?


P.S. Da época passada para esta, o treinador do Estoril viu sair Steven Vitória, Jefferson, Carlos Eduardo e Licá. Já esta época, no período de transferências de Janeiro, ficou sem Luís Leal (que era o melhor marcador da equipa) e, para o jogo no Dragão, também não pôde contar com Gonçalo Santos e Sebá (devido a lesões). Só de pensar que houve, entre os adeptos portistas, quem usasse a saída de UM jogador - João Moutinho - como justificação para os maus desempenhos desta época…

P.S.2 Hoje, no Continente do Dolce Vita Porto, quem comprasse uma caixa de cervejas Super Bock de 33 cl, tinha direito a um bilhete para o FC Porto x Estoril. Não sei se foram vendidas muitas caixas mas, de acordo com o número oficial da assistência (25.807), estiveram cerca de 25 mil cadeiras vazias…

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Eintracht, o 10º clube alemão

Depois do TSV 1860 München (em 1964/65), Hannover 96 (em 1965/66), Dynamo Dresden (em 1972/73), Hamburger SV (em 1975/76, 1989/90, 2006/07), Schalke 04 (em 1976/77, 2007/08), FC Köln (em 1977/78), Bayern München (em 1986/87, 1990/91, 1999/2000), Werder Bremen (em 1993/94) e Hertha BSC (em 1999/2000), chegou a vez do Eintracht Frankfurt ser o 10º clube alemão a jogar contra o FC Porto.

No total, o FC Porto disputou 27 jogos nas competições europeias contra equipas alemãs:
– 2 para a Taça das Cidades com Feiras;
– 4 para a Taça das Taças;
– 8 para a Taça UEFA / Liga Europa;
– 13 para a Taça Campeões / Liga Campeões;
Estes 27 jogos traduziram-se em 12 vitórias, 5 empates e 10 derrotas, com 38 golos marcados e 35 sofridos.

Os 20 jogos mais recentes entre o FC Porto e equipas alemãs (fonte: zerozero)

Se os números globais revelam um relativo equilíbrio, nos últimos 10 jogos a vantagem do FC Porto em jogos contra equipas alemãs é clara – 7 vitórias, 1 empate e 2 derrotas.

Quanto ao actual Eintracht Frankfurt, se é certo que o trajeto na Bundesliga 2013/2014 não tem sido famoso…

Eintracht Frankfurt - Bundesliga 2013/2014 (fonte: zerozero)

… na Liga Europa 2013/2014 apenas registou uma derrota em oito jogos.

Eintracht Frankfurt - Liga Europa 2013/2014 (fonte: zerozero)

Numa eliminatória contra o atual 12º classificado do campeonato alemão (ganhou apenas 5 dos 21 jogos já efetuados para a Bundesliga 2013/2014), penso que o favoritismo do FC Porto não oferece grande discussão. Contudo, para ganharem os dois jogos e somarem pontos para o ranking da UEFA, os dragões terão de dar continuidade aos sinais de melhoria que se viram em Barcelos e de jogar bem mais do que mostraram em grande parte dos jogos disputados nesta época.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Vai ser preciso vestir o fato macaco

Histórico de confrontos para o campeonato Gil Vicente x FC Porto (fonte: zerozero)

Nas últimas duas épocas, o FC Porto saiu de Barcelos com fortes queixas da arbitragem e com menos 5 pontos. Contudo, também houve duas épocas seguidas (2001/2002 e 2002/2003) em que os dragões festejaram 10 golos (5 em cada).


Últimos 15 jogos do Gil Vicente na época 2013/2014 (fonte: zerozero)

Na presente época, não se pode dizer que o Gil Vicente esteja a atravessar um grande período (a última vitória foi há 15 jogos atrás, no longínquo dia 03-11-2013), mas convém não ignorar que os galos conseguiram travar o slb+Bruno Paixão há apenas duas jornadas. É obra!

Seja como for, e ponderando todos estes aspectos, penso que o grande adversário do FC Porto no próximo domingo, para além de si próprio, será o “batatal de Barcelos”.

"[o estado do relvado do estádio do Gil Vicente] É uma questão que me preocupa. O mau tempo pode ter piorado o estado do terreno. Não há aqui nenhuma crítica ao Gil Vicente. Reparem no que tem chovido nas últimas semanas. É praticamente impossível manter o estado dos relvados, como se viu no último jogo em Barcelos, com o Benfica"
Paulo Fonseca, na conferência de imprensa de antevisão do Gil Vicente x FC Porto


Por isso, a confirmar-se o “bom” estado do relvado, talvez fosse boa ideia Paulo Fonseca apostar num trio de ataque mais possante, com Ghilas no lugar de Quaresma.

Mas este será um jogo que, independentemente das escolhas do treinador, o FC Porto só conseguirá vencer se os seus “artistas” interiorizarem que têm de vestir o fato macaco.
O Paulinho Santos não pode jogar?

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O desempenho do FC Porto à 17ª jornada...

Recuando até à época 2006/2007, quando o número de equipas na I Liga foi reduzido de 18 para 16 (para abrir caminho à Taça da Liga...) e o campeonato passou a ter 30 jornadas, o desempenho do FC Porto nas primeiras 17 jornadas tem sido o seguinte:

Primeiras 17 jornadas da época 2012/2013 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2011/2012 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2010/2011 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2009/2010 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2008/2009 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2007/2008 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2006/2007 (fonte: zerozero)

Os números e as exibições (!) indicam que este FC Porto de Paulo Fonseca é uma das piores equipas (chamar ao que temos visto "equipa" é uma força de expressão) que o FC Porto teve neste século e, notoriamente, está num patamar qualitativo muito abaixo da EQUIPA organizada, compacta, pressionante e altamente competitiva que herdou de Vítor Pereira.



Não podendo comparar-se com o treinador que o antecedeu, os números dizem que, à 17ª jornada, o FC Porto de Paulo Fonseca está ao nível das equipas de Jesualdo nas épocas 2008/2009 e 2009/2010.

Claro que há o "pequeno pormenor" de Jesualdo ter sempre superado a fase de grupos da Liga dos Campeões e de, na época 2008/2009, ter mesmo chegado aos quartos-de-final da principal competição mundial de clubes, mas isso são outras contas, em que Paulo Fonseca também fica a perder (e por muito) nas comparações com os treinadores que o antecederam.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Contratem o Gegé

O FC Porto não perdia com o Marítimo desde 8 de Novembro de 2009 (há quatro anos e três meses).
Depois dessa derrota (0-1) e até à derrota de ontem (novamente por 0-1), o FC Porto disputou 9 jogos contra o Marítimo, com um registo de 8 vitórias, 1 empate e um saldo de 26-5 em golos!

Últimos 20 jogos entre o FC Porto e o Marítimo (fonte: zerozero)

Claro que, como disse Paulo Fonseca na antevisão deste Marítimo x FC Porto, temos de ter “a perfeita noção que vamos ter mais um jogo muito difícil perante uma boa equipa…”.

Sim, porque este Marítimo é uma equipa dificílima (tem a pior defesa da Liga, a par do Paços de Ferreira, com 30 golos sofridos), vinha animado por uma série impressionante de “vitórias morais”…

Série dos últimos jogos do Marítimo na época 2013/14 (fonte: zerozero)

… e, conforme é sabido, nos últimos anos tem investido imenso em jogadores de renome internacional.

A equipa reagiu bem à saída do Heldon [transferido para o SCP no último dia do mercado de Inverno]. (…) este é um clube formador (…) Temos dois centrais que este ano eram os centrais da equipa B, a média de idades do meio campo era de 21 anos e meio…
Pedro Martins, treinador do Marítimo, durante a conferência de imprensa após o jogo


Ora, tendo o FC Porto um plantel fraquíssimo (conhecem algum clube europeu que, recentemente, tenha manifestado interesse em jogadores como Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour ou Jackson?) é perfeitamente normal perder contra uma equipa recheada de “craques” do nível do Gegé e Weeks, entre outros.

Os adeptos do FC Porto estão mal habituados e falam de barriga cheia.
Deviam era estar felizes por este “maravilhoso FC Porto 2013/2014” só ter 3 derrotas em 17 jogos do campeonato (e outras tantas nos 6 jogos da Liga dos Campeões) e de não ter sido goleado na Madeira…

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

3204 dias

«O JOGO esmiuçou as estatísticas do FC Porto e só encontrou um registo ofensivo pior do que este [Sporting x FC Porto] há oito anos, nove meses e sete dias... Onde? Ironia do destino ou pura coincidência, em Alvalade, num clássico que os dragões perderam por 2-0 e em que remataram apenas quatro vezes e conquistaram dois cantos. José Couceiro era o treinador portista na terrível época que se seguiu à saída de José Mourinho. Reforce-se a ideia: há três mil duzentos e quatro dias que o FC Porto não produzia menos num jogo oficial.»
Carlos Gouveia
in O JOGO, 01-01-2014

O JOGO, 01-01-2014

O jornalista Carlos Gouveia de O JOGO foi esmiuçar as estatísticas dos jogos do FC Porto (excelente trabalho jornalístico) e descobriu que há três mil duzentos e quatro dias que o FC Porto não tinha registos ofensivos tão fracos num jogo oficial!

Evidentemente, cada um analisa e valoriza as estatísticas como entender, as quais nem sempre traduzem na plenitude a “verdade” de um jogo de futebol mas, neste caso, penso que não haverá grandes dúvidas na conformidade entre as estatísticas e a exibição da equipa azul-e-branca no último Sporting x FC Porto.

Um mau jogo (má exibição, com indicadores medíocres) pode acontecer em qualquer altura, mesmo no meio de uma época boa, e pode ser consequência de diversas circunstâncias.
O problema é que este jogo não é um caso isolado. Esta época, os maus desempenhos têm sido frequentes e, em consequência disso, vários “recordes negativos” têm sido ameaçados ou mesmo batidos.

Foi o caso da Liga dos Campeões, sem uma única vitória nos três jogos disputados em casa (algo tristemente inédito no historial do FC Porto), e com os dragões a terminarem a fase de grupos com apenas 5 pontos (o 2º pior registo de sempre em 18 presenças na fase de grupos da Liga dos Campeões).

Foi o caso da derrota em Coimbra para o campeonato (a última vez tinha sido no dia 15-11-1970, antes da revolução de Abril...), pondo fim a uma série de 53 jogos para o campeonato sem o FC Porto conhecer o sabor amargo da derrota.

Foi o caso dos três jogos seguidos para o campeonato sem ganhar – Belenenses x FC Porto; FC Porto x Nacional; Académica x FC Porto –, que fizeram parte de um Novembro horribilis, com apenas uma vitória (para a Taça de Portugal) em seis jogos.

Por tudo isto, não conheço um único adepto portista satisfeito com o desempenho da equipa do FC Porto, nestes primeiros seis meses sob o comando técnico de Paulo Fonseca.
Esperemos, contudo, que o novo ano traga mudanças significativas e que, de uma vez por todas, Paulo Fonseca interiorize que já não está no Paços de Ferreira, mas sim aos comandos de uma equipa que é tricampeã e que ganhou 6 dos últimos 7 campeonatos.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O pior FC Porto de sempre


Resultados do FC Porto, nos jogos em casa, na(s) fase(s) de grupos da Liga dos Campeões:

1992/93 (Carlos Alberto Silva): E-D-V, 4 pontos
1993/94 (Tomislav Ivic): V-V-E, 7 pontos
1995/96 (Bobby Robson): V-D-E, 4 pontos
1996/97 (António Oliveira): V-V-E, 7 pontos
1997/98 (António Oliveira): D-E-V, 4 pontos
1998/99 (Fernando Santos): E-V-V, 7 pontos
1999/00, 1ª Fase de grupos (Fernando Santos): V-V-V, 9 pontos
1999/00, 2ª Fase de grupos (Fernando Santos): V-D-E, 4 pontos
2001/02, 1ª Fase de grupos (Octávio Machado): E-V-V, 7 pontos
2001/02, 2ª Fase de grupos (José Mourinho): D-D-V, 3 pontos
2003/04 (José Mourinho): D-V-V, 6 pontos
2004/05 (Víctor Fernández): E-E-V, 5 pontos
2005/06 (Co Adriaanse): D-V-E, 4 pontos
2006/07 (Jesualdo Ferreira): E-V-E, 5 pontos
2007/08 (Jesualdo Ferreira): E-V-V, 7 pontos
2008/09 (Jesualdo Ferreira): V-D-V, 6 pontos
2009/10 (Jesualdo Ferreira): V-V-D, 6 pontos
2011/12 (Vítor Pereira): V-E-E, 5 pontos
2012/13 (Vítor Pereira): V-V-V, 9 pontos
2013/14 (Paulo Fonseca): D-D-E, 1 ponto

Os números mostram que, da época passada para esta, o FC Porto passou do seu melhor para o pior desempenho de sempre, nos jogos disputados em casa para fases de grupos da Liga dos Campeões.

E a única não-derrota no trajeto desta época foi um empate, contra uma equipa estreante na fase de grupos da Liga dos Campeões e que marcou no Estádio do Dragão o seu primeiro golo nos moldes atuais da competição!
Mais. Ao 5º jogo, foi a primeira vez que o Áustria de Viena não perdeu numa deslocação a Portugal.

Austria Viena (O JOGO, 27-11-2013)

Três jogos em casa sem uma única vitória é algo tristemente inédito no historial do FC Porto na Liga dos Campeões e só espero que passem muitos anos até a equipa azul-e-branca voltar a ter um desempenho tão miseravelmente mau.

Nota: Agradeço que se detetarem algum erro nos dados estatísticos que constam deste artigo, o favor de o comunicarem na caixa de comentários.

domingo, 27 de outubro de 2013

Bons números...

O JOGO, 25-10-2013

A história e a estatística não ganham jogos, mas dizem-nos qual é a tendência. E, neste caso, esperamos que Paulo Fonseca dê continuidade a esta boa tendência, iniciada nos tempos de Jesualdo Ferreira.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

9 em 11, a verdadeira hegemonia

Numa badalada entrevista à benfica TV, cujo entrevistador foi um vice-presidente / administrador da SAD encarnada (que circo!), Jorge Jesus referiu que o benfica estava perto de recuperar a “hegemonia do futebol português”.

É quase patético que uma afirmação destas saia da boca de um treinador que ganhou um campeonato em quatro épocas e que, em Maio passado, se ajoelhou no Estádio do Dragão.

Mas, aproveitando a deixa, como deve ser avaliada a hegemonia do futebol português?
Parece-me óbvio que não chega ganhar um ou dois campeonatos seguidos e que é necessário analisar séries temporais mais alargadas.

Entre 1946/47 e 1953/54, o sporting dos cinco violinos ganhou 7 campeonatos em 8 épocas.

Entre 1962/63 e 1972/73, o benfica de Eusébio ganhou 9 campeonatos em 11 épocas.

Entre 1989/90 e 1998/99, o FC Porto (de Vítor Baía, Aloísio, Fernando Couto, Jorge Costa, Paulinho Santos, Rui Barros, Folha, Domingos, Kostadinov, Drulovic, Jardel, etc.) ganhou 8 campeonatos em 10 épocas, culminando esta série com um inédito Penta campeonato.

Entre 1999/2000 e 2001/2002, o FC Porto esteve três épocas seguidas sem ganhar o campeonato e logo surgiram “vozes esclarecidas” a falar em mudança de ciclo e a dizer que o Pinto da Costa estava finito.

Pois bem, nas últimas 11 épocas, entre 2002/03 e 2012/13, um FC Porto de estilo multi-nacional (com portugueses, brasileiros, sul-africanos, argentinos, uruguaios, colombianos, belgas, franceses, etc.) ganhou 9 campeonatos, igualando a série do benfica de Eusébio.

9 campeonatos em 11 é notável em qualquer país e, actualmente, o campeonato português até nem é dos piores no ranking da UEFA, bem pelo contrário.

9 campeonatos em 11 é o melhor registo da história do FC Porto em termos de campeonato. E, além destes 9 campeonatos, no mesmo período o FC Porto ganhou 1 Taça UEFA, 1 Liga dos Campeões, 1 Taça Intercontinental e 1 Liga Europa.
Absolutamente notável!
E, nestas contas, nem sequer entro com as Taças de Portugal e Supertaças conquistadas que, neste período, nem sei ao certo quantas foram.

Ou seja, analisando o campeonato e as conquistas europeias, as últimas 11 épocas correspondem ao melhor período de sempre do FC Porto e de qualquer outro clube português (nem o slb ganhou tanta coisa na década de 60).

Será este tipo de hegemonia que o slb está perto de alcançar?

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Percentagem pontual no campeonato português

Percentagem pontual e classificação (do FC Porto, Benfica e Sporting) na história do campeonato português.




Estes gráficos (extraídos da área multimédia do PUBLICO) permitem várias leituras. Por exemplo, a evolução dos três "grandes" ao longo das épocas, ou verificar a distância a que os três "grandes" ficaram entre si em cada um dos campeonatos.

Outro tipo de leitura, mais focada num determinado período é, por exemplo, constatarmos que de 1997/98 até 2012/13 (as últimas 16 épocas), apenas cinco vezes o FC Porto terminou o campeonato com uma percentagem pontual superior a 80% - José Mourinho (em 2002/03 e 2003/04), André Villas-Boas (2010/11) e Vítor Pereira (2011/12 e 2012/13). Nos anos em que ficou abaixo dos 80% e, mesmo assim, ganhou o campeonato, foi mais por mérito próprio ou por demérito da concorrência?

Fonte: PÚBLICO

domingo, 5 de maio de 2013

A melhor 1ª parte deste campeonato

Quando James marcou o 0-1, isso foi o culminar natural de um início avassalador dos dragões. De facto, o 1º golo do FC Porto correspondeu à 4ª oportunidade (!) criada pela equipa azul-e-branca nos primeiros 10 minutos do desafio da Choupana.
E antes de, aos 20 minutos, Mangala marcar o 2º golo, o mesmo Mangala já tinha enviado uma bola à trave, com o guarda-redes Gottardi completamente batido.

A equipa do FC Porto é acusada de ter muita posse de bola, mas de ser uma posse de bola inconsequente, que não se traduz em ataques, remates e golos. É uma crítica que me parece injusta e que irei abordar no final do campeonato. Mas, desta vez, penso que ninguém poderá dizer que a posse de bola do FC Porto foi inconsequente. A 1ª parte do Nacional x FC Porto terminou com 20 ataques, 15 remates, 9 oportunidades de golo, 1 bola à trave e... 65% de posse de bola.
Foram, provavelmente, os melhores 45 minutos que se viram esta época no campeonato português, valorizados por serem numa das deslocações tradicionalmente mais difíceis (onde, por exemplo, há algumas semanas atrás o "demolidor" slb de Jorge Jesus não alcançou melhor do que um empate).

(Nacional x FC Porto, jornal O JOGO)

1-3 ao intervalo era, claramente, um resultado muito lisonjeiro para o Nacional, porque não traduzia nem o domínio do FC Porto, nem as oportunidades de golo criadas pelas duas equipas. Aliás, convém notar que o Helton não fez uma única defesa no jogo todo (!), visto que nos remates que efectuou, só na grande penalidade é que a equipa insular fez um remate enquadrado com a baliza.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

“O Porto não é mais forte que o Milan”

O Porto não é mais forte que o Milan

Estas declarações de Camacho, jogador do Málaga, ANTES do jogo de ontem, fizeram-me lembrar declarações parecidas (no mesmo tom) de jogadores do Depor, em Abril de 2004, antes da meia-final FC Porto x Deportivo Corunha. Recordo que o Depor tinha eliminado o AC Milan nos quartos-final, após uns concludentes 4-0 no Riazor (a equipa galega eliminou os milaneses com 5-4 no acumulado das duas mãos).

Ora, disputados o AC Milan x Málaga e o FC Porto x Málaga e comparando os indicadores estatísticos (vale o que vale) disponibilizados pela UEFA dos jogos que este Málaga disputou em Milão e no Porto, verificamos que até são parecidos.



As diferenças mais significativas são o número de remates que o Málaga fez nos dois jogos (4 em Milão contra apenas 1 no Porto) e, claro, o resultado final – o Málaga empatou em Milão (1-1), um jogo que podia perder (*), e perdeu no Porto (0-1) a primeira parte de uma eliminatória que, de há umas semanas para cá, é o seu único grande objectivo desta época.

Independentemente de, na minha opinião, o FC Porto 2012/13 ser superior ao AC Milan 2012/13 (actualmente, só vejo quatro ou cinco equipas europeias superiores ao FC Porto e nenhuma delas é italiana, o que não quer dizer que o FC Porto não possa ganhar a essas equipas e perder com outras), o que esta afirmação de um jogador do Málaga revela é a sobranceria com que de Espanha se olha sempre, ou quase sempre, para as equipas portuguesas.

O AC Milan tem mais nome e currículo que o FC Porto, logo tem melhor equipa, certo? Errado!

E depois, claro, ficam muito surpreendidos…

(fonte: jornal O JOGO, 20-02-2013)

(*) O Málaga fez uma fase de grupos extraordinária e, após as quatro primeiras jornadas, somava 10 pontos (contra 5 do AC Milan, 4 do Anderlecht e 3 do Zenit) e já tinha o apuramento garantido para os oitavos-de-final, o que lhe permitiu “tirar o pé do acelerador e descansar” nos últimos dois jogos.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A estatística que conta

Na reflexão que fez sobre o Beira Mar x FC Porto, o meu companheiro de blogue, Nelson Carvalho, escreveu o seguinte:

"Entre o empate com o Olhanense e o triunfo desta noite diante do Beira-Mar a diferença não esteve no futebol jogado mas sim na eficácia nos momentos chave"

Não podia estar mais de acordo. Aliás, até diria mais. Contra o Olhanense, o FC Porto foi mais dominador e criou oportunidades bem mais flagrantes do que contra o Beira Mar.
Veja-se o caso do melhor ponta-de-lança do campeonato português - Jackson Martinez - que, ao contrário dos três golos, aparentemente fáceis, que desperdiçou frente à equipa de Olhão, desta vez precisou apenas de meia oportunidade para marcar (num lance em que ainda teve o mérito adicional de tirar um adversário da frente).

(estatísticas da LPFP, jornal O JOGO)

Em termos de indicadores estatísticos, o jogo de Aveiro foi nitidamente pior que a recepção ao Olhanense mas, na estatística que realmente conta – a dos golos marcados e sofridos –, desta vez os dois golos do desafio foram ambos na baliza certa (a baliza da equipa adversária) e isso faz toda a diferença.

A começar pelo modo como jornalistas e adeptos avaliam e comentam as incidências do jogo, cuja análise no final é sempre fortemente influenciada pelo resultado.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

As estatísticas dos últimos 3 jogos





É óbvio que as estatísticas não dizem tudo, mas ajudam a perceber como foi um jogo.

Ora, olhando para as estatísticas dos últimos três jogos do FC Porto, pode concluir-se alguma coisa?

O jogo em que o FC Porto fez mais remates (29) foi contra o Olhanense.
O jogo em que houve uma maior diferença entre os remates efectuados e os remates consentidos (26 = 29 - 3) foi contra o Olhanense.
O jogo em que o FC Porto fez mais remates enquadrados com a baliza (13) foi contra o Olhanense.
O jogo em que o guarda-redes da equipa adversária fez mais defesas (12) foi contra o Olhanense.
Os jogos em que o FC Porto teve mais cantos a seu favor (12) foi contra o Vitória Guimarães e Olhanense.
O jogo em que o FC Porto teve maior percentagem de posse de bola (78%!) foi contra o Olhanense.

Não é possível chegar-se a estes números fazendo um "mau jogo".
Pois é mas, apesar destes números avassaladores, contra o Olhanense o FC Porto marcou apenas um golo, enquanto que nos dois jogos anteriores tinha marcado nove (uma média de 4,5 golos por jogo).

De facto, por mais que uma equipa jogue e domine o adversário, se não houver eficácia...
E, na minha leitura do jogo de ontem, foi essencialmente isso que faltou - EFICÁCIA - porque oportunidades de golo o FC Porto criou as suficientes para golear (só o Jackson falhou um penalty e dois golos feitos, um em cada parte).

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

1 derrota nos últimos 82 jogos

Nos últimos 82 jogos disputados para o campeonato nacional, os dragões averbaram apenas uma derrota.






A derrota que mancha este percurso notável (1 derrota, 13 empates, 68 vitórias), o qual teve início após o fim da suspensão do Hulk (na "longínqua" época do túnel da Luz), foi em Barcelos, no dia 29 de Janeiro de 2012, e ocorreu em circunstâncias especiais.
Havia um rodopio de jogadores a sair e outros a entrar no plantel (Lucho e Janko ainda não estavam disponíveis) e, além disso, Vítor Pereira não pôde contar com Fernando, nem com Hulk.
Por outro lado, o Gil Vicente (ou, na realidade, terá sido o slb?) pôde contar com os senhores Bruno Paixão e António Godinho (conhecem?), ambos do "armazém de Setúbal" e estrategicamente nomeados pelo senhor Vítor Pereira (o chefe dos árbitros) para este desafio.


Quadros: www.zerozero.pt
Infografia: desporto.sapo.pt