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quarta-feira, 16 de março de 2016

Falar com os mortos, a nova mentira anti-Casillas da imprensa espanhola


O jornal online espanhol El Confidencial publicou hoje uma noticia em que afirmava falsamente que Jorge Nuno Pinto da Costa tinha dito, num jantar, a amigos e conhecidos, que a contratação de Iker Casillas era "um fiasco".

"El fichaje de Casillas ha sido un absoluto fiasco. Iker no sólo no ha cumplido ninguna de las expectativas que teníamos, sino que nos ha costado partidos, la Liga y nuestra eliminación prematura en Champions (...) Su sueldo es inasumible para el club. Si se va a EEUU, porque me han dicho que el New York City lo quiere, será la mejor operación que hayamos hecho."A noticia é falsa. 

Bem, a noticia pode até partir de uma verdade - ninguém pode dizer que, em algum momento, Pinto da Costa não tenha afirmado isso mesmo a alguém - mas no contexto em que foi dado é de uma falsidade atroz e absoluta. Porquê? Porque, entre outras coisas, linhas depois, a publicação cita como a casa e o protagonista do evento onde Pinto da Costa terá dito isso - informação que mais tarde, por artes mágicas, chegou a um jornal de Madrid - a residência de José Mello. 

"De cara al público, Pinto da Costa aparece como un padrino para Casillas, pero el presidente del Oporto, famoso por sus vehemencias, lleva tiempo desabrochando su lengua y cargando contra el exmadridista. Sucedió en los primeros días del mes en curso, durante una cena en el domicilio de José Manuel de Mello, magnate de los negocios en Portugal y simpatizante del Oporto."

Ora, José Manuel de Mello era, sem dúvida, um adepto portista, conhecido e amigo de Pinto da Costa, entre outros elementos do clube. Mas é difícil conhecer a sua opinião sobre Casillas porque, quando faleceu, em 2009, vítima de uma doença prolongada, o guarda-redes espanhol ainda era futebolista do Real Madrid, não tinha nem sido campeão do Mundo nem sequer tinha coincidido com José Mourinho, o homem que precipitou a sua saída do Santiago Bernabeu, então a viver o seu primeiro ano em Milão. Claro que o El Confidencial mente. Isso ou Jorge Nuno Pinto da Costa reúne-se com mortos que depois divulgam a jornais online espanhóis a informação trocada durante esses jantares. 

Está claro que esta noticia não tem nada a ver com o FC Porto.O El Confidencial é um jornal espanhol - afecto à direcção do Real Madrid - e está preocupado apenas em ressalvar todo o elemento negativo que se possa associar a Iker Casillas. Eu próprio fui entrevistado pelo jornal há umas semanas atrás sobre Casillas - por outro jornalista - e tenho amigos na redacção desse jornal, por isso sei do que a casa gasta e sei que perguntas me foram feitas e em que contexto se publicaram algumas afirmações sobre o jogador espanhol. Sei, sobretudo, que o objectivo de um artigo assim é alimentar o debate sobre a potencial titularidade de Iker Casillas no Euro 2016 com Espanha, enfrentando o seu momento negativo com mais um ano excelente de David de Gea em Mancheter. De Gea que é, como todos sabem, uma prioridade para Florentino Perez na planificação da próxima temporada. Um debate quente na imprensa espanhola estes dias e com consequências futuras. Estão a perceber não estão?

A verdade é que o El Confidencial sabe absolutamente zero do que se passa no FC Porto. Zero é zero. E muito menos no que diz respeito ao que Pinto da Costa pensa ou diz. Durante o mandato de Lopetegui a presença de jornalistas espanhóis no Porto aumentou, fenómeno ampliado com a chegada de Casillas, mas as suas fontes eram sempre de jogadores do balneário ou do staff técnico, nunca da cúpula do clube que não mantém relação com a imprensa espanhola e muito menos jornais online. Que um jantar de amigos gere numa noticia que, pasme-se, só o El Confidencial consegue, obviamente que é para desconfiar. Se já metemos mortos ao barulho, a situação cai na tragicomédia.A noticia já foi alterada porque o jornalista em questão foi avisado por vários portistas - eu incluído - da mentira que afirmava mas não existe no jornal nenhuma ressalva a essa mudança. Desapareceu o nome do falecido mas não o contexto. Percebe-se porquê se, mais abaixo, entre os comentários de portistas indignados se ler o que dizem os espanhóis, reforçando essa corrente de que Casillas é indigno de ser titular por Espanha. Noutros espaços chamar-se-ia a um artigo assim uma encomenda, algo que visa o FC Porto indirectamente porque gera um mal-estar quando o alvo, realmente, é outro. O clube deveria denunciar publicamente o espaço e obrigar o mesmo a retratar-se com base na informação publicada originalmente e que, ainda apagada, se encontra acessível.

O problema de noticias assim é que se tornam rapidamente conhecidas em todo o lado e como não há nem desmentido nem correcção, o mundo vai seguramente pensar que se trata de uma verdade quando não passa de uma vil mentira. Repito, Pinto da Costa pode pensar isso - há muitos portistas, eu incluído, que o pensa - mas não o afirmou nesse contexto nem está interessado em desestabilizar, ainda mais, o nosso guarda-redes titular. É perfeitamente possível que Casillas saia do clube em Junho (a saída de Lopetegui foi um duro golpe) especialmente porque o seu abandono da seleção é quase inevitável com a saída de Del Bosque e portanto a sua presença numa liga europeia torna-se menos relevante. Não disputar Champions de forma garantida pode pesar nisso. Mas noticias assim, falsas, não ajudam em nada. O FC Porto é vitima colateral de fogo cruzado noutra batalha mas não deve ficar calado quando se colocam mentiras na boca de um Presidente sobre um jogador da casa, seja ele quem for. O Clube tem a palavra, o Presidente e Casillas a nossa solidariedade.
   

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A grandeza e globalização da Champions

Há uns dias atrás, num artigo sobre o prestígio, fama e os muitos milhões proporcionados pela Liga dos Campeões, escrevi o seguinte:
A Liga dos Campeões não se resume, “apenas”, aos milhões que distribui pelos clubes participantes. A UEFA Champions League é muito mais do que isso.

O JOGO, 15-04-2015
E, de facto, basta olhar para alguns dos números do último FC Porto x Bayern, para perceber o impacto e a notoriedade mundial que daí decorre.


300 jornalistas – No Estádio do Dragão, estiveram presentes mais de 300 jornalistas de quase 20 países, entre os quais Itália, Japão, Suécia, França, Espanha, Inglaterra, Irlanda, EUA, Suíça, Áustria, México, Holanda, África do Sul e Alemanha.

Audiência e share – O FC Porto x Bayern foi transmitido para dezenas de países (List of UEFA Champions League broadcasters). A transmissão da TVI, para Portugal, registou 49,3% de share e 2,35 milhões de pessoas de audiência média, sendo o jogo da Liga dos Campeões 2014/2015 mais visto, entre todos os que já foram transmitidos pela TVI neste ano.

“Tubarões” europeus – Para além de portugueses e alemães, estiveram creditados, para assistir ao FC Porto x Bayern, “olheiros” de clubes de todos os principais países/mercados futebolísticos, nomeadamente: Chelsea, Everton, Manchester City, Manchester United, Tottenham, Atlético Madrid, Real Madrid, PSG, Juventus e Nápoles.

50.092 espectadores – Lotação esgotada e melhor assistência da época no Estádio do Dragão. Os mais de 50 mil bilhetes vendidos para este jogo (tal como nos oitavos-de-final, os detentores de lugares anuais tiveram de comprar um bilhete especifico para este jogo), representaram uma receita bruta superior a 1 milhão de euros, fazendo deste desafio o jogo com maior receita de bilheteira entre todos os jogos disputados em Portugal nesta época.

3000 alemães – Mais de três milhares de alemães deslocaram-se ao Porto para assistir à 1ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.
Quanto é que isso representou para a economia da cidade do Porto e da região envolvente?




Há um mês atrás, no âmbito de uma reportagem que fez para a beIN SPORTS Mena, Youssef Chippo afirmou que o FC Porto era le club portugais plus connu en Afrique. Eu não tenho qualquer dúvida sobre este facto.
E não é só em África e no Médio Oriente. É em todo o Mundo. Basta pensar em qual é o clube português que, desde o seu início, teve (de longe) mais exposição na UEFA Champions League, a maior “montra” do futebol mundial.


P.S. Ontem à noite, ao fazer um zapping, passei por um programa de debate na BOLA TV onde, entre outros, estavam Diamantino (ex-jogador do SLB) e Henrique Calisto (ex-treinador). Enquanto Henrique Calisto deu conta do enorme interesse que a Liga dos Campeões tem no extremo Oriente (foi treinador vários anos no Vietname), Diamantino afirmou e repetiu que, em termos de notoriedade internacional, a vitória do FC Porto sobre o Bayern tinha muito mais impacto do que uma eventual vitória do seu Benfica no campeonato nacional (haviam de ver a cara do José Manuel Delgado quando o Diamantino disse isto…).

terça-feira, 3 de março de 2015

Já se fala em Espanha…

Jornal desportivo AS

«El viento sopla a favor del Benfica en Portugal. También el arbitral. Las constantes decisiones beneficiosas para los benfiquistas tienen a los de Jorge Jesus con siete puntos de ventaja sobre el Oporto y un partido más (ayer goleó al Estoril por 6-0), que asiste impotente al habitual ejercicio de errores arbitrales en Portugal. Lo malo es que siempre tienen una misma dirección, sobre todo este curso.

Hay datos para refutarlo. Hasta en trece partidos de los 27 disputados ha jugado el Benfica en superioridad numérica; ocho de ellos, además, durante un tiempo superior a la media hora. Demasiada ventaja con respecto al Oporto. Los de Lopetegui sólo se han visto cuatro veces en esa situación de ventaja, mientras que en otras dos estuvieron en inferioridad.

(…) la prensa de Lisboa tampoco se hace mucho eco del asunto. Los diarios deportivos con más tirada del país (Record y A Bola) son de la capital y no quieren definirse.»


Extracto de um artigo publicado no jornal espanhol AS, escrito antes do FC Porto x Sporting.

O artigo completo pode ser lido aqui.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Debaixo dos holofotes

O JOGO, 21-08-2014

A imprensa francesa esteve, naturalmente, atenta a um jogo que envolvia uma equipa francesa.

Mas, este novo FC Porto desperta um particular interesse no Brasil e em Espanha.

A imprensa brasileira destacou o facto do FC Porto ter alinhado com cinco jogadores brasileiros – Fabiano, Danilo, Maicon, Alex Sandro e Casemiro.
Aliás, depois de Danilo e Alex Sandro, não me admirava que esta atenção da imprensa brasileira também favorecesse o regresso de Casemiro à canarinha.

Quanto à imprensa espanhola, o facto do FC Porto ter contratado o ex-selecionador espanhol de Sub-19 e Sub-21 e de ter no plantel vários jogadores espanhóis, faz com que o interesse seja muito maior do que o habitual.

Há que saber aproveitar esta atenção mediática.
Os jornais de Madrid estão particularmente interessados em Óliver e Casemiro.
Os jornais de Barcelona estão particularmente interessados em Tello.
Mas, ao estarem atentos ao desempenho de alguns jogadores espanhóis, acabam por também ver e descobrir alguns “desconhecidos”, como é o caso de Rúben Neves.


P.S. O Lille x FC Porto foi o programa mais visto do dia (1,66 milhões de espectadores), com 17,2% de rating (audiência média) e 40,6% de share (quota de mercado). Nada mau, para um jogo disputado no período de férias por um "clube regional"...

quinta-feira, 22 de maio de 2014

De "special one" a "Bus Driver"


No dia 10 de Junho de 2013, José Mourinho regressou ao Chelsea, nove anos depois de uma célebre conferência de imprensa em que, poucas semanas após ter conquistado a Liga dos Campeões ao serviço do FC Porto, se intitulou como especial.

Desta vez, o special one encontrou uma equipa que, na época anterior (2012/2013), tinha ficado em 3º lugar na Premier League (a três pontos do Manchester City e a 14 pontos do Manchester United) e que tinha ganho a Liga Europa (derrotando o SLB na Final).

À sua disposição, José Mourinho teve um plantel de “velhos conhecidos” – Petr Cech, Ivanovic, Ashley Cole, John Terry, Lampard, Obi Mikel, Samuel Eto’o – e de outros “craques” mais ou menos consagrados – David Luiz, Gary Cahill, Matic, Ramires, Oscar, Willian, Eden Hazard, Schurrle, Torres – que, à partida, davam algumas garantias de sucesso, até porque o campeão inglês da época anterior tinha ficado sem o seu histórico manager (Sir Alex Ferguson).

Mas as coisas não correram bem. O Chelsea chegou ao fim da época sem ganhar rigorosamente nada.

Logo em Agosto de 2013, a Supertaça europeia foi perdida para o Bayern Munique do arquirrival Guardiola.
E, após Mourinho ter gozado/provocado quer Manuel Pellegrini, quer Arsène Wenger, viu as equipas orientadas por estes dois treinadores – Manchester City e Arsenal – ganharem, respectivamente, a Premier League (o Chelsea voltou a ficar em 3º) e a FA Cup (o Chelsea foi eliminado nos Oitavos-de-final).

Mas, na minha opinião, pior que perder tudo, foi a imagem que este Chelsea de Mourinho deixou, quer em Inglaterra, quer por essa Europa fora (a excepção é, claro, a subserviente comunicação social portuguesa).




E, para além do sabor amargo das derrotas em campo, Mourinho terminou a época provando do seu próprio veneno.
Na semana passada, numa sessão aberta a perguntas dos adeptos, denominada Twinterview, organizada pelo portal ‘Yahoo! Sport’, adeptos de clubes rivais do Chelsea aproveitaram a iniciativa «askjosetwitter» para colocar algumas perguntas irónico-sarcásticas a Mourinho:

«Depois de ter gasto 110 milhões de libras, não ter ganho nada e ter levado o Chelsea de 3º para 3º, ainda é o special one?»

«Porque é que o Arsenal não ganha nada e somos uns falhados e o Chelsea não ganha nada e vocês estão a construir para a próxima temporada?»

«Na próxima temporada vai tentar alinhar com dois guarda-redes e nove defesas?»

«A próxima contratação é um autocarro de dois andares? Qual será a tática a seguir? Vai tentar estacionar de lado, de frente ou tipo a Muralha da China?»

«Desde quando é que estacionar o autocarro se tornou uma genialidade tática?»


Após duas épocas desastrosas (uma saída pela porta pequena do Real Madrid em 2012/2013, seguida de um regresso infeliz ao Chelsea em 2013/2014), na próxima época, para além de necessitar de voltar a ganhar títulos, José Mourinho vai ter uma missão ainda mais difícil: reconquistar a admiração e respeito dos adeptos do futebol.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

"Boa língua" espanhola

(jornal MARCA, Julho 2013)

No mesmo órgão de comunicação social, português ou estrangeiro, pode haver jornalistas e artigos de "má língua" e de "boa língua".

O jornal MARCA, o maior diário desportivo espanhol e um dos principais jornais desportivos europeus, é um bom exemplo disso mesmo.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Para que serve um Dep. Comunicação?

Será que um departamento de comunicação é útil para isto...


Isto é, para debitar propaganda barata (que só convence os já convencidos), juntamente com uma mensagem de ódio aos adversários e, pelo caminho, transformar o seu Diretor de Comunicação numa estrela mediática (pelos piores motivos)?

Ou um departamento de comunicação deve, por exemplo, servir para isto...




Isto é, para transmitir mensagens pela positiva ("détecteur de talents", "ejemplo de gestión", "el presidente TOP", etc.), que capitalizem os muitos sucessos alcançados pelo clube, com o objectivo de obter maior notoriedade e reconhecimento, particularmente a nível internacional?

Alguém se lembra de uma grande entrevista dada pelo Diretor de Comunicação do FC Porto?
Aliás, não fosse ser um ex-jornalista da RTP e suspeito que a maior parte dos adeptos do futebol desconheceriam o nome do Diretor de Comunicação do FC Porto.
E porquê? Porque, ao contrário do slb, no caso do FC Porto o que interessa é a mensagem (uma mensagem forte, positiva e eficaz) e não um descabido protagonismo do mensageiro.


P.S. No auge da tentativa do slb em chegar à Liga dos Campeões através de manobras de secretaria, muitos benfiquistas disseram que o nome e prestígio do FC Porto estariam irremediavelmente manchados por muitos anos. Será verdade?
Quantos adeptos espanhois, franceses, italianos, ingleses, etc., saberão quem é Carolina Salgado, Leonor Pinhão ou Jacinto Paixão?
Em contraponto, qual é a tiragem de jornais como a MARCA ou o L'Equipe? (dois dos principais diários desportivos europeus onde, nos últimos anos, têm sido publicadas diversas notícias e reportagens altamente elogiosas para o FC Porto)
O problema da esmagadora maioria dos benfiquistas é terem A BOLA como referência e confundirem os seus desejos com a realidade.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

FC Porto na capa do L'Equipe

A inveja dos medíocres corrói por dentro as entranhas de uma parte significativa dos jornalistas desportivos portugueses e, normalmente, o FC Porto só consegue ser destaque na capa de A BOLA, ou do Record, por más razões.
Ao contrário do que se passa em Portugal, em que se procura denegrir e atirar lama para cima das vitórias e títulos conquistados pelo FC Porto, no estrangeiro o mérito evidenciado pelos dragões nas últimas décadas é reconhecido, de forma quase unânime, por dirigentes, treinadores, jogadores e pela comunicação social que acompanha o futebol. A começar por uma das "Bíblias" da imprensa desportiva internacional, o jornal francês L'Equipe, que hoje publicou uma página sobre os segredos do sucesso do FC Porto.


«"Os segredos do eterno Porto". É assim que o jornal desportivo L'Equipe chama à primeira página um trabalho exaustivo sobre o sucesso dos dragões, suportando-o com declarações de Pinto da Costa, do treinador Vítor Pereira e dando exemplos de vários negócios milionários.

O presidente revela que este jogo em Paris marca o seu regresso às deslocações ao estrangeiro, depois de ter sido operado ao coração, o ponto de partida para o jornalista lhe perguntar se o dirigente irá manter-se à frente do clube por mais 20 anos. "Não, certamente que não. Nem dez anos nem mesmo cinco. É o momento de o clube ganhar sem mim", responde.

Na sequência desta afirmação, Pinto da Costa conta o que irá fazer quando se retirar: "Vou acompanhar o clube nos jogos europeus, escrever e viajar. Nos últimos anos, apenas viajei com a equipa".

O artigo menciona ainda "a estrutura estável" que é o FC Porto, da numerosa rede de olheiros espalhados pelo mundo para detetar os melhores talentos e Vítor Pereira revela o espírito competitivo: "Quando alguém chega ao clube sente, desde o primeiro treino, um estado de espírito diferente e muito competitivo. Ganhar no treino é fundamental, trabalha-se como se o título nacional estivesse em jogo".»
Norberto A. Lopes e Miguel Pataco, em Paris, ao serviço do JN

domingo, 7 de agosto de 2011

Os escribas das capitais ibéricas


Segundo o jornal madrileno AS, «El Atlético ha ofrecido al Oporto 25 millones de euros y a Salvio por Falcao. (...) Gil Marín y Jorge Mendes se han visto esta semana un par de veces. Y no fueron reuniones casuales. Entre el jugador y el Atlético no existe ningún problema. Mendes no va a parar hasta que traiga a Falcao al Manzanares».

Sinceramente, perante este tipo de "notícias", já não sei se hei-de rir ou chorar.

O passe do Salvio vale 20 milhões de euros?
E, já agora, tendo excesso de extremos no plantel (Hulk, Varela, James, Djalma, Cristian Rodriguez, Kelvin) para quê que o FC Porto precisava de mais um?

O que esta "notícia" vem demonstrar é que o jornalismo desportivo feito (por encomenda?) na capital espanhola está cada vez mais parecido com o que é feito na capital portuguesa.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Villas-Boas na imprensa inglesa

«PORTO coach Andre Villas-Boas is the red-hot favourite to become new Chelsea boss after several leading bookmakers suspended betting on the man referred to as mini-Mourinho.
Porto's in-demand coach was one of Jose Mourinho's backroom staff at Stamford Bridge and has had considerable success as a manager in his own right, leading his Portuguese club to a league and Europa League double last season.
Portugal's national news agency Lusa reported that Villa-Boas was poised to take over from Carlo Ancelotti and some suggestions were that he would become Chelsea coach with previous leading candidate for the job Guus Hiddink securing a director of football role.»
The Sun (notícia completa aqui)


«Chelsea are closing in on a sensational deal to appoint Andre Villas-Boas. (...)
Villas-Boas is now understood to be on his way to London to discuss taking over from sacked Carlo Ancelotti. Chelsea are hopeful of completing the deal this week with an unveiling set for soon afterwards.
The 33-year-old is widely regarded as the next Jose Mourinho given the similarities in his incredible rise with Porto. Villas-Boas, who speaks fluent English, also worked in Mourinho's backroom team during his spell at Stamford Bridge.
Should the follow in his mentor's footsteps, he will become the Premier League's youngest manager, more than half the age of Sir Alex Ferguson and in fact younger than Frank Lampard. (...)
It is not yet clear whether Villas-Boas, who is set to earn around £5m a year (the same as Mourinho did at Chelsea), has been targeted to work alongside Guus Hiddink, who has been at the centre of a tug-of-war between Chelsea and his current employers Turkey. However, Hiddink may well assume a sporting director role with Villas-Boas in charge of coaching and team selection at the Barclays Premier League runners-up.»
Daily Mail (notícia completa aqui)


«Chelsea are set to recruit the Porto manager André Villas-Boas, according to reports in Portugal, and the coach has accepted the offer to work in London. (...)
Chelsea have also been in negotiations with Guus Hiddink about returning to the club he briefly managed in 2009. Chelsea have been considering the Dutchman for either the coach's job or the sporting director role – should he take on the latter then there would also be room for Villas-Boas to take a position at the club.
However, his agent, Cees van Nieuwenhuizen, felt the Dutchman would be wary of taking the director of football role. "One hundred per cent we have never discussed that, and I know Guus has not given it a thought for one second. He has a tough enough challenge trying to qualify Turkey for the Euros. And if he does that then he will be going to the finals next year. And if he doesn't then it will probably end with Turkey in November."
Guardian (notícia completa aqui)


«Chelsea remain confident a new manager will shortly be in place - with Porto insisting as yet there has been no official offer to trigger Andre Villas-Boas' €15 million release clause.
Guus Hiddink - who enjoyed a successful spell as caretaker boss in 2008/2009 and continues to hold a close relationship with Chelsea owner Roman Abramovich - emerged as the leading candidate to return to Stamford Bridge.
However, despite the Blues said to be ready to meet the £4million compensation demands of the Turkish Football Federation to allow Hiddink's departure, it now appears the veteran Dutchman could be set for a sporting director role rather than going back into hand-ons management.
Villas-Boas, 33, would certainly fit the bill for an up-and-coming coach to work with the first team and is no stranger to Stamford Bridge, having worked there under Jose Mourinho.»
The Independent (notícia completa aqui)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

mucho mejor que el Shakhtar


«Antes de que arranque la próxima temporada ya sabes algunas cosas de lo que te espera. De entrada, que los dos partidos de Supercopa serán mayúsculos. Contra el Madrid de Mourinho, nada que ver con la exigencia de los que jugaste con el Athletic o el Sevilla; que la Supercopa de Europa será ante el Oporto, mucho mejor que el Shakhtar Donetsk en su día»


O texto anterior é um extracto do artigo 'El dilema de cómo mejorar', de Johan Cruyff, publicado no El Periódico.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

FC Porto, grande aos olhos do Mundo

Por Miguel Lourenço Pereira

A espantosa época do FC Porto não passou inadvertida nos quatro cantos do Mundo. Como poderia? Se a Liga ZON Sagres continua a ser uma prova de pouco impacto internacional, a caminhada na Europe League tratou de elevar o FC Porto ao estatuto de sensação do ano. Villas-Boas, Hulk, Falcao e companhia são hoje nomes reconhecidos respeitosamente em qualquer lado. Se em Portugal muitos continuam agarrados ao passado, fora do rectângulo a realidade é bem diferente. Para os estrangeiros o FC Porto é um dos grandes clubes europeus da actualidade.

Depois de mais de doze anos a ver todos os jogos disputados em casa (e algumas viagens imperdíveis), troquei a minha Invicta por Madrid. O FC Porto de Jesualdo começava a dar os primeiros passos ao mesmo tempo que a minha experiência pelo estrangeiro me ajudava a entender como os de fora viam o nosso clube. Cinco anos depois, a percepção não podia ter mudado tão radicalmente. Em 2006 o FC Porto era a equipa de Mourinho, a equipa utilizada pelo sadino para lograr o seu trampolim rumo à glória. O mau ano que se seguiu à saída do técnico ajudou a criar essa sensação colectiva. Mas a pouco e pouco a imprensa espanhola, italiana, francesa, alemã e inglesa mudaram de perspectiva. Um homem ajudou, mais do que qualquer outro, a lograr essa mutação: André Villas-Boas.

A chegada de AVB ao banco do Dragão levantou muita curiosidade. A maioria esperava um mini-Mourinho, jovem, ganhador e polémico. Sobretudo esperavam um técnico que seguisse o ideário táctico do consagrado campeão europeu. A surpresa que levaram não os podia ter apanhado mais de surpresa. Quando o FC Porto foi sorteado com o Sevilha na primeira eliminatória da Europe League, em Espanha poucos davam opções aos dragões. Salvo algum reduto de bem informados – porque sempre os há em qualquer sítio – a maioria reportava-se apenas à época anterior e aos jogos com o Atlético de Madrid, onde os dragões não tinham convencido ninguém. Para a imprensa espanhola, Hulk era um Cristiano Ronaldo em miniatura, egoísta e inconsequente, Helton um guarda-redes com um sério problema de fiabilidade e o resto do plantel um mistério. O FC Porto já tinha humilhado o Benfica, mas isso para eles contava pouco. Durante anos ouvi revoltado comentários do género “O teu Porto na liga espanhola lutava para não descer”. No final dessa eliminatória tive a minha desforra pessoal quando ouvi e li o mesmo em todos os sítios: este FC Porto é favorito a ganhar a Europe League.

Folheando a imprensa internacional, conversando com colegas, tornou-se fácil perceber como Villas-Boas tinha logrado mudar esta percepção. A fama de bons vendedores já a tinhamos e sempre que sai um novo jogador do Porto à baila para um clube espanhol, todos os jornais relembram o duro negociador que é Pinto da Costa. Mas o estilo de jogo não convencia ninguém e, aos olhos do público, empequenecia-nos.

Quando AVB chegou e aplicou um modelo de jogo muito similar ao do aclamado Barcelona, as pessoas começaram a prestar atenção. Em Inglaterra os artigos publicados em jornais de prestígio como o The Guardian ou o Times reforçavam a ligação de Villas-Boas a Robson e ao estilo ofensivo britânico. Itália, a recuperar da ressaca da saída de Mourinho, reforçava o ar atrevido do técnico e a imprensa sul-americana, com especial incidência para a Colômbia, onde temos uma mina por explorar, enfocava os golos de Falcao e o trabalho de Guarín e James com um entusiasmo que não se via desde que Asprilla e Valderrama atravessaram o oceano para brilhar na Europa. Colombianos a viver em Madrid começavam a seguir os passos dos seus compatriotas com entusiasmo.
E depois, durante o duplo duelo com o Villarreal, assisti ao jogo abismado pelos comentários de constante admiração dos jornalistas espanhóis, sempre habituados a desvalorizar os rivais dos clubes do país vizinho. O FC Porto era tratado como um grande da Europa e muitos se atreviam a dizer que este equipa podia perfeitamente ter disputado a Champions League ao próprio Barcelona. Para quem teve de suportar durante alguns anos insinuações judiciais, as críticas ao jogo especulativo e os comentários mal informados de quem ainda pensa que o Benfica actual tem alguma coisa a ver com o de Eusébio e companhia, essa foi uma grande vitória.

Quando se vive longe há sempre a tentação de tentar mostrar aos amigos, ou colegas de trabalho, algo sobre o teu clube, falar sobre as conquistas mais importantes, convidá-los a ver um jogo, ganhar a sua atenção. Pela primeira vez desde que saí de Portugal experimentei a realidade oposta. Agora são eles que perguntam, que querem saber mais, que tentam recitar o alinhamento de memória e que levam as mãos à cabeça quando pensam que jogadores como Hulk ou Falcao não estão nos seus clubes. Mais do que uma vez vi camisolas do FC Porto a deambular pelas ruas e Metro de Madrid. E não eram portugueses que as levavam vestidas. A espantosa época de Villas-Boas deixou marca nos adeptos internacionais e que ninguém duvide que hoje todos olham para o FC Porto com um respeito reservado só aos grandes clubes.


Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Miguel Lourenço Pereira a elaboração deste artigo.

Imagens (clicar para as ampliar): extractos de artigos da CNN, Marca e L'Equipe

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ejemplo de gestión económica y deportiva



26 de mayo del 2004, estadio Gelsenkirchen. El Oporto de José Mourinho completa la gesta y se proclama campeón de Europa tras ganar 3-0 al Mónaco. Siete años después, los 'Dragones' recuperan su sitio en el continente alzando la Europa League al vencer por la mínima al Braga. La transición de un éxito al otro es un ejemplo único en el fútbol de gestión económica y deportiva que conviene analizar con detenimiento.

Siete años, siete temporadas en las que el club portugués siempre ha arrojado un notable superávit tras el mercado de fichajes. Ficha barato y vende caro. Se abraza al mercado sudamericano, descubre talentos, jugadores emergentes, les da confianza y minutos y, algunos años después, vende a un precio tres o cuatro veces mayor del importe desembolsado en su momento en la compra.

Los ejemplos son numerosos. Las negociaciones, de matrícula de honor. Por citar algunos, Pepe llegó del Marítimo por 2 millones de euros y, tres temporadas después, se fue al Real Madrid por 30 millones. Similar es el caso de Anderson, por el que se pagaron 5 millones al Gremio. Tres años más tarde, se fue al Manchester United y el Oporto nutrió sus arcas con 31 'kilos'. Y así podíamo seguir hablando de Deco, Maniche, Diego, Lucho González, Lisandro López, Meireles...

Para que se hagan una idea, en esas siete temporadas el Oporto presente unos beneficios de 196 millones de euros. Lo mismo que otros equipos se gastan en una sola temporada o el doble de lo que algunos pagan por un único futbolista. ¿Y los resultados? pues resulta que esa política que los más escépticos pueden calificar de austera se ha traducido en títulos. Cinco campeonatos de Liga, cuatro Copas de Portugal, cuatro Supercopas de Portugal y una Europa League desde entonces.

El criterio y la eficiencia de sus ojeadores, la habilidad a la hora de negociar un traspaso y la responsabilidad otorgada a determinados jugadores pese a su juventud son las claves de este Oporto. Sin entrar en demasiados números, basta decir que el once que los 'Dragones' presentaron en la final de la Europa League en Dublín le costó al club alrededor de 40 millones de euros. Aquí, el detalle:

Helton (1,5 millones) / Sapunaru (2,5 millones), Otamendi (4 millones), Rolando (950.000 euros), Álvaro Pereira (4,5 millones) / Guarín (1 millón), Moutinho (10 millones), Fernando (720.000 euros) / Hulk (5,5 millones), Falcao (5,5 millones), Varela (libre).

La pregunta, ahora, es por cuánto dinero saldrán del equipo luso aquellos que busquen una nueva aventura o los afortunados que reciban la llamada millonaria de los grandes equipos europeos. Mientras, el Oporto seguirá con su filosofía conservadora. En tiempos de crisis, es lo lógico.

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O texto anterior foi publicado no jornal espanhol Marca (vê-se logo que não foi escrito pelo Nuno Luz...) e, embora tenha algumas pequenas imprecisões, é mais um exemplo de como o FC Porto é visto além fronteiras.

Imagino a mossa que este tipo de artigos fazem em alguns dos peões da propaganda anti-Porto. Eles esforçam-se tanto! Até prepararam um vídeo com as “confissões” de Jacinto Paixão em inglês…

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

André e José, a inevitável comparação


A inevitável comparação entre Villas-Boas e Mourinho, mas também Guardiola e Falcao, são os pontos chave da crónica publicada no respeitável The Times, acerca da Final da Liga Europa.


«André Villas-Boas goes to great lengths to stress he is a normal coach, and very different from you-know-who, but there is nothing normal about his record. (…) Chelsea are one of several leading clubs taking a close interest in Villas-Boas’s remarkably rapid career development (…).

Having finished 38 points behind them in the league, Braga seemed intent on kicking Porto’s ball-players out of the game so they showed commendable patience in refusing to be dragged down to their opponents’ level. The dark art of simulation was also rarely in evidence, illustrating another point of difference between Villas-Boas and his estranged mentor, José Mourinho.

Villas-Boas, who worked as a scout at Stamford Bridge under Mourinho, was cut off by his compatriot when he opted to leave his technical staff at Inter Milan to pursue his own ambitions last season, but showed his class by dedicating this victory to his former boss as well as Sir Bobby Robson, who had the kindness and maybe even a prophetic insight to indulge a fanatical Portuguese teenager’s relentless questioning almost two decades ago. Of greater surprise was the special mention for Pep Guardiola, whose attacking methods he clearly holds in higher regard than the defensive arts he learnt under Mourinho. (…)
Pep was always an inspiration for me because of his methodology, and the way he plays such fantastic football. His philosophy is Barça’s philosophy. He defends the spectacle of the game. The only thing I regret in this final is not being able to put on a better spectacle.

Porto were unable to showcase the free-flowing football that has been their hallmark this season because of Braga’s tactics, but dominated possession and scored a goal worthy of any final. (…)
Falcao’s 17 Europa League goals have shattered Jürgen Klinsmann’s record for the most in a European campaign and led to Porto inserting a €30 million (about £26.4 million) buy-out clause in his contract. Given the 25-year-old’s speed and ability in the air however, there is a danger he may have been undervalued.
Porto have made no such mistake with Hulk by giving the Brazil striker a 100 million buy-out clause, although their biggest concern is keeping Villas-Boas. Chelsea, Juventus and Roma lead the interested parties, but by his own admission it will take an extraordinary offer to prize him away. “My release clause is very, very high,” he said. “It’s something that’s not normal.” Much like the man himself.»


Foto e texto extraídos do The Times.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Le FC Porto, détecteur de talents


Na semana passada, fiz aqui referência a um artigo do jornal inglês The Sunday Times, de 13 de Fevereiro de 2010, onde é dado destaque às transferências que o FC Porto fez entre 2004 e 2009 e é dito que os dragões são vistos na Liga dos Campeões como the competition’s retailers.

De facto, o modelo de gestão desportiva que o FC Porto adoptou há uns anos atrás é um case study conhecido em toda a Europa. Em 18 de Setembro do ano passado, o jornal francês Le Monde publicou um artigo assinado por Bruno Lesprit, cujo titulo era ‘Le FC Porto, détecteur de talents’. Aqui vai um extracto desse artigo:

«Ce club portugais a réalisé les plus gros transferts pour les grands clubs européens. Décidément, l'Olympique lyonnais s'entiche des Sud-Américains. Dans la période de transition que vit le club, une recrue est en passe de faire oublier le Brésilien Juninho, ce qui n'est pas rien. L'homme s'appelle Lisandro Lopez. Cet Argentin a largement contribué, mercredi 16 septembre, à la victoire (1-0) de son équipe contre la Fiorentina lors de la première journée de Ligue des champions. Auteur de débuts tonitruants en Ligue 1 (deux buts en trois matches), Lisandro a convaincu les sceptiques ; heureusement car il est le joueur le plus cher jamais transféré par un club français. (...)
Fondé en 1893 par un marchand de vin, le FC Porto a gardé le sens du négoce. Depuis cinq ans, ce club est devenu le principal pourvoyeur de talents pour les grands clubs européens. Mardi, il a d'ailleurs affronté en Ligue des champions son client historique, Chelsea, qui lui a pris en 2004 l'entraîneur José Mourinho. (...)
Hégémoniques chez eux en faisant la nique aux Lisboètes, les Dragons affichent un palmarès européen supérieur à celui des clubs français: deux Ligues des champions et une coupe de l'UEFA. Ils sont souvent cités comme un modèle de gestion saine et rigoureuse, un anti-Real Madrid, même si les comptes affichaient un déficit de 6 millions d'euros au premier trimestre 2009. (...)
Pour réaliser ses plus-values, le club s'appuie sur son centre de formation et un réseau de détection très réactif en Amérique du Sud, notamment en Argentine. Il s'est aussi spécialisé dans la remise à niveau de joueurs en perte de vitesse, comme l'Uruguayen et ancien Parisien Cristian Rodriguez. Le Dragon Portista serait plutôt un lézard, puisque sa queue repousse. On prévoit déjà que des titulaires actuels, comme le défenseur Bruno Alves ou l'attaquant brésilien Hulk, affoleront demain le marché des transferts.»
in Le Monde, 18/09/2009


No mesmo jornal, foi também apresentada a lista das 10 maiores transferências efectuadas pelo FC Porto.

Les dix plus importantes transactions du club:
Anderson (Brésil) à Manchester United: 31,5 millions d'euros en 2007
Pepe au Real Madrid: 30 millions en 2008
Ricardo Carvalho à Chelsea: 30 millions en 2004
Ricardo Quaresma à l'Inter Milan: 24,5 millions en 2008
Lisandro Lopez (Argentine) à Lyon: 24 millions en 2009
Deco à Barcelone: 21 millions en 2004
José Bosingwa à Chelsea: 20,5 millions en 2008
Paulo Ferreira à Chelsea: 20 millions en 2004
Lucho Gonzalez (Argentine) à Marseille: 18 millions en 2009
Jardel (Brésil) à Galatasaray Istanbul: 16 millions en 2000


Será este modelo de gestão desportiva sustentável a médio prazo (não digo longo prazo, porque a longo prazo estaremos todos mortos...)?
Penso que ninguém sabe mas, sendo um modelo de gestão de elevado risco, parece-me evidente que o sucesso alcançado nos últimos anos está, em grande parte, relacionado com a capacidade que houve em arriscar na detecção de talentos. E, neste aspecto, é justo reconhecer o trabalho de Jesualdo Ferreira em potenciar a qualidade de alguns destes talentos.

Nota: Agradeço ao João Castro o envio do texto completo do artigo do Le Monde.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Vítima do seu próprio sucesso


«Perhaps the greatest challenge for a manager isn’t building success, it’s rebuilding. You win silverware with a group of players and then — because they’ve aged or because your owner decides to cash in — you have to start over. Except because you’ve been successful and fans and media have grown accustomed to it, the pressure to win right away is immense, despite the new cast of characters.

Jesualdo Ferreira, the Porto coach, knows a thing or two about this. In June 2008, he won his second consecutive league title with Porto, the club’s third in a row. That summer he lost Paulo Assunção, his midfield general, José Bosingwa, his pacey right back, and Ricardo Quaresma, his star winger. Undeterred, Ferreira again won the Portuguese championship, becoming the first coach to win three titles on the bounce. And, again, his squad was gutted.

Porto earned more than £100 million from those deals; less than a third was reinvested in the side. Imagine Arsène Wenger losing Bacary Sagna, Gaël Clichy, Cesc Fàbregas, Alexandre Song, Samir Nasri and Robin van Persie over two seasons and you begin to understand the transition facing Ferreira, who, effectively, has become a victim of his own success.»
Gabriele Marcotti
in The Times, 15/02/2010


Interessante a forma como lá fora, com distanciamento, se olha para o FC Porto e para o trabalho de Jesualdo Ferreira.

Falcao debaixo de olho


«Porto seldom line up in familiar fashion from one season to the next, surviving on a high turnover of players. They have earned a right to call themselves Portugal’s grandest club of the past 20 years, but come the later stages of the Champions League they are regarded as the competition’s retailers in the company of more extravagant recruiters. Nights such as Wednesday have an element of the shop window to them.
Only once in the past six summers have Porto not sold at least two players for eight-figure fees. So who will be the next to go? The most valuable jewel is Radamel “Falcao” Garcia, whose first season in European football had, going into the weekend, yielded 14 goals in 15 league starts.»
Ian Hawkey
in The Sunday Times, 13/02/2010


Pelos vistos, o Falcao já anda debaixo do olho dos ingleses.
E que tal o Portugal’s grandest club of the past 20 years?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Lisandro, 425 mil euros mensais


Lisandro Lopez, le mieux payé

Dans une enquête sur l'inflation des salaires des stars de la L1, L'Equipe révèle jeudi matin que le Lyonnais Lisandro Lopez est le joueur le mieux payé de l'élite avec 425.000 euros bruts mensuels. Il dépasse le Bordelais Yoann Gourcuff (310.000 euros) et le milieu de l'OM Lucho Gonzalez (300.000 euros). Parmi les entraîneurs, c'est aussi l'OL qui occupe le haut du panier avec 231 000 euros mensuels.

L'Equipe explique que le niveau moyen des salaires en L1 a tendance à se tasser (34.880 euros contre 36.729 euros la saison passée) mais que le recrutement qualitatif de cet été a eu pour conséquence d'accroître les écarts de rémunération entre les stars et les joueurs moyens. La moyenne des salaires en France reste bien inférieure à ce qui se pratique à l'étranger (85.000 euros en Espagne, 80.000 en Angleterre).

La tendance devrait s'accompagner à court terme de la généralisation des primes d'objectif, pour accompagner cette baisse du salaire fixe. Un agent confie même que «plusieurs joueurs qui gagnent plus de 50.000 euros par mois vont devoir accepter une diminution de leur salaire de base de 30 à 40 % lors des deux ou trois prochaines années».
in L'Equipe, 24/09/2009


Lisandro, 425 mil euros por mês!
Lucho, 300 mil euros por mês!

Conforme era previsível, a equipa desta época está a sofrer imenso com a saída destes dois extraordinários jogadores. É que não estamos a falar "apenas" de dois jogadores de grande categoria, mas sim das duas peças fundamentais do colectivo portista nos anos do Tetra, quer nas movimentações atacantes, quer nas defensivas.
Infelizmente, e apesar de há uns anos para cá conseguir ter o maior orçamento do futebol português, olhando para estes valores facilmente se percebe porque razão era impossível a FC Porto SAD manter esta dupla argentina.