Há duas semanas atrás, quem lesse os jornais da capital, visse os programas desportivos das televisões do regime e ouvisse a vox populi de adeptos e comentadores (incluindo alguns portistas!), ficava convencido que este fabulástico slb de Jorge Jesus estava na iminência de igualar o FC Porto de André Villas-Boas. Isto é, de chegar ao final do campeonato sem derrotas, de vencer e carimbar o título de campeão na casa do rival e de enterrar a maldição de Béla Guttmann, regressando à glória europeia, em Amesterdão, 51 anos depois!
Há uns dias atrás, um “inteligente” que faz parte da elite dirigente do eixo Lisboa-Cascais, a qual, nos últimos 30 anos, enquanto mexia influências e enchia os bolsos, conduziu o país à desgraça atual, afirmou publicamente que as vitórias do seu amado slb eram boas para o país, porque contribuíam para subida do PIB português.
Ontem, depois de ver a forma como um Chelsea desfalcado (sem John Terry, Eden Hazard e Demba Ba) e estourado (fez o 68º jogo da época!) marcou dois golos (o 1º golo começou num lançamento à mão do guarda-redes Petr Čech…) e que o slb só foi capaz de marcar o seu golito através de um penalty oferecido por Azpilicueta;
depois de ver a defesa impossível de Artur a um remate com sêlo de golo de Lampard;
depois de ver a oitava vez em que, nesta competição (Liga Europa), a bola bateu estrondosamente nos postes da baliza benfiquista;
depois de ver a oitava vez em que, nesta competição (Liga Europa), a bola bateu estrondosamente nos postes da baliza benfiquista;
ao ouvir as declarações do treinador do slb (“o benfica foi a melhor equipa”, “o benfica teve as melhores oportunidades”, “os adeptos do benfica foram melhores do que os do Chelsea”), do presidente do slb (“foi notório que o benfica foi a melhor equipa em campo”, “o benfica é glorioso e eterno”) e dos comentadores presentes nas televisões do regime, fiquei convencido que este superlativo slb não só vai igualar, como irá superar o FC Porto da época 2010/2011.
De facto, haverá algo mais grandioso do que estas sucessivas vitórias morais, vendidas como se fossem feitos gloriosos ao povão benfiquista?
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| (benfiquistas no aeroporto de Lisboa) |
«A comitiva “encarnada” aterrou na capital portuguesa perto das três da manhã, em Figo Maduro (…). “Força Benfica”, “Jesus renova” e “Ninguém para o Benfica” foram as frases de apoio preferidas dos mais de duzentos adeptos, proferidas na altura que o autocarro do clube lisboeta abandonou o aeroporto e começou o seu trajeto até à Luz.»
in Lusa
