
«Dias antes do Beira-Mar – Porto, Pinto da Costa recebeu em casa Augusto Duarte, o árbitro desse jogo.»
Zé Diogo Quintela, A Bola, 10 de Janeiro de 2010
De acordo com que foi abundantemente divulgado pela comunicação social, dias antes do SCP – Marítimo, um funcionário de uma das empresas de Paulo Pereira Cristóvão, vice-presidente do Sporting, depositou dois mil euros na conta de José Cardinal, um dos árbitros assistentes nomeados para esse jogo.
Já agora, eu sei que é um “pequeno pormenor”, mas o jogo Beira-Mar – FC Porto, da 31ª jornada da época 2003/04, realizado em 18 de Abril de 2004, terminou empatado (0-0), sem que no final tivesse havido qualquer queixa relacionada com a arbitragem. Mais. O FC Porto venceu matematicamente o campeonato 2003/04 a três jornadas do fim e nem precisou de jogar, porque o Sporting perdeu na véspera em Leiria.
Ao contrário, o jogo SCP – Marítimo, dos quartos-de-final da Taça de Portugal 2011/12, realizado em 22 de Dezembro de 2011, terminou com a vitória dos leões (3-0) e, no final, houve fortes queixas dos madeirenses relacionadas com a arbitragem (tal como haveria por parte do Nacional, na eliminatória seguinte - ver P.S. em baixo). Mais. A Taça de Portugal é a única competição interna que o SCP pode ganhar na época em curso.
Pois é Quintela (e sportinguistas), não sei se sabiam, mas largos dias têm 100 anos.
P.S. “Paulo Pereira Cristóvão não viajou com a equipa do Sporting para a Madeira antes do Nacional-Sporting [meias-finais da Taça de Portugal]. Viajou ao lado de Pedro Proença e privaram durante todo o voo. Toda a crítica admitiu que as decisões do árbitro prejudicaram o Nacional. É normal Paulo Pereira Cristóvão viajar nos voos das equipas de arbitragem.
Paulo Pereira Cristóvão detém dados dos árbitros que não estão ao alcance de qualquer dirigente desportivo. Tenho testemunhas do que estou a dizer. O que se passou foi uma estratégia de coacção dos árbitros.
As acções e atitudes dos dirigentes não podem ser dissociadas das respectivas SAD. Senão está aberto o caminho para se formarem direcções de bandidos sem responsabilidades para as SAD.”
Rui Alves, presidente do Nacional da Madeira, em entrevista à Rádio Renascença


