Mostrar mensagens com a etiqueta Carlos Daniel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carlos Daniel. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 1 de abril de 2014

Quaresma no Mundial do Brasil? Obviamente!

No passado dia 25 de Março, no “Fórum Treinador Futebol/Futsal”, Paulo Bento foi questionado por Carlos Daniel se ia convocar Fernando e Quaresma.
É estranho, ou talvez não, que o benfiquista mais conhecido de Paredes, no papel de moderador de um painel, apenas se preocupe com os nomes de dois jogadores do FC Porto. Atendendo à inquestionável valia dos jogadores portistas, não seria muito mais lógica a dúvida em torno da convocação dos benfiquistas Rúben Amorim ou Ivan Cavaleiro?

Paulo Bento, com muita tranquilidade, respondeu: “Pode ser, está longe. Eu se calhar só faço a convocatória no dia 19 de manhã. Vou dormir no dia 18 a pensar nisso. Depois se vai Quaresma, se vai Fernando, se vai Miguel, se vai William, se vão outros, logo veremos”.

“Fórum Treinador Futebol/Futsal”, Maia, 25-03-2014


CR7 à parte e com Nani sem jogar (regularmente) há muitos meses, não vejo, atualmente, que haja algum ala/extremo português em melhor forma do que Quaresma.

Contudo, há um “jornalista” da RTP Porto, que há anos vomita anti-portismo por todos os poros, a querer crucificar Ricardo Quaresma por causa dos incidentes no final do Nacional x FC Porto (os quais, saliente-se, não envolveram o trio de arbitragem, nem qualquer tipo de agressão entre jogadores que seja visível nas imagens televisivas).

Ora, apesar dos esforços deste recadeiro e das pressões, mais ou menos óbvias, para Paulo Bento não convocar Quaresma (e Fernando!), eu não acredito que o selecionador nacional, cujo passado disciplinar na Seleção Portuguesa de Futebol é sobejamente conhecido, use este episódio como pretexto para não incluir Quaresma no lote de 23 jogadores que irá convocar para o Mundial do Brasil.

Eu não tenho memória curta e ainda me recordo do que se passou no França x Portugal, do Europeu de 2000…

«A Comissão de Disciplina da UEFA anunciou domingo o castigo aos jogadores portugueses envolvidos nos incidentes que se verificaram no final do jogo contra a França [meia-final do Europeu 2000].
Abel Xavier ficará afastado de toda a actividade internacional por nove meses, Nuno Gomes tem uma suspensão de oito meses e Paulo Bento estará de fora durante seis meses. Além disso, a Federação Portuguesa de Futebol foi castigada com 175 mil francos suíços, pouco mais de 20 mil contos. (…)
Durante o período em causa, os jogadores não poderão defender as camisolas dos seus clubes em jogos internacionais nem a da selecção nacional no Mundial que, sendo uma competição da FIFA, adopta todas as sanções da UEFA por uma questão de delegação. (…)
O relatório do quarto árbitro, o escocês Hugh Dallas, acerca do qual se especulava ter sido agredido com um murro nas costas por um jogador português, não teve qualquer influência na decisão final, já que Dallas não foi capaz de reconhecer o autor dessa alegada agressão. (…)
O comunicado da UEFA, de resto, especifica aquilo que fizeram os jogadores portugueses. Começa por dizer que Benko e o seu primeiro assistente (o eslovaco Sramka, que assinalou o “penalty” de Abel Xavier) foram empurrados e pressionados por jogadores nacionais, “sofrendo contusões e arranhões de monta”. Diz o comunicado: “o quarto árbitro, que tentou proteger os colegas, foi também pressionado, empurrado pelas costas e agarrado pelas roupas”. E, até mesmo a marcação da grande penalidade, refere a UEFA, só foi possível porque Humberto Coelho “interveio para acalmar os seus jogadores”.

Paulo Bento no EURO 2000

Continuando a seguir o comunicado da UEFA, os incidentes ter-se-ão prolongado depois do golo marcado por Zidane. “Quase todos os jogadores portugueses correram em direcção ao árbitro assistente, que foi empurrado e insultado”, lê-se. E depois vêm as referências concretas aos três punidos: “Nuno Gomes deu ao árbitro um violento empurrão no peito e Abel Xavier agarrou-lhe o braço. O árbitro mostrou então o cartão vermelho a Nuno Gomes e Paulo Bento tentou tirar-lhe o cartão, segurando-lhe o braço.” E termina: “Nuno Gomes despiu então a camisola e mandou-a ao árbitro assistente.”
Da leitura do comunicado, que refere ainda que “um jogador não identificado cuspiu no árbitro assistente” (…)»
in record.pt, 3 julho de 2000 | 02:26

domingo, 2 de março de 2014

VSC x FC Porto, há um ano atrás…

Há cerca de um ano atrás, a equipa do FC Porto, sem poder contar com James (lesionado), Atsu (estava na CAN) e Defour (lesionado), deslocou-se a Guimarães, para um desafio da 17ª jornada do campeonato 2012/2013.

Ficha do Vitória Guimarães x FC Porto, época 2012/2013 (fonte: zerozero.pt)

«Uma exibição a roçar a perfeição e um Mangala e Jackson imperiais, na nossa melhor partida desde os tempos de Villas-Boas
Luís Carvalho, no RP, em ‘É disto que o meu povo gosta’ (03-02-2013)
(vale a pena reler os comentários a este artigo)


«Em Guimarães, o FC Porto, mesmo sem James e sem Atsu, fez o jogo perfeito, do primeiro ao último minuto. Não foi apenas o melhor jogo do FC Porto neste campeonato – foi, apesar do seu sentido único, o melhor jogo deste campeonato. Mais do que aquilo não é possível ver por aqui. Como equipa, como futebol encadeado e pensado, jogado com imaginação e velocidade, foi topo de gama, aqui e em qualquer lugar.»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA (05-02-2013)

Crónica de MST em A BOLA, 05-02-2013


«um FC Porto mais forte que nunca, com capacidade colectiva para esconder ausências individuais e uma qualidade táctica que ofensivamente castiga os adversários (com mobilidade, qualidade na troca de bola e... Jackson Martinez) e defensivamente passa jogos inteiros sem sobressalto (Guimarães foi mais um).»
Carlos Daniel, Diário de Notícias (06-02-2013)


O JOGO, 03-02-2013
«Para quem, como eu, se deliciou (e delicia) a ver jogar o Barcelona “inventado” por Guardiola, ver o meu FC Porto a jogar à Barça e, no final dos jogos, ouvir adversários conformados a comparar o FC Porto ao Barcelona (“o Porto está para liga portuguesa como o Barcelona para a espanhola”, Alex, capitão do Vitória Guimarães), é algo de inolvidável.»
José Correia, no RP, em ‘Os elogios a Vítor Pereira’ (06-02-2013)
(vale a pena reler os comentários a este artigo)


Um ano depois, no regresso a Guimarães e apenas três dias após os festejos e euforia (de jogadores, treinadores e dirigentes) pela eliminação do Eintracht Frankfurt, veremos o que o FC Porto de Paulo Fonseca será capaz de fazer, esta noite, frente à equipa de Rui Vitória.

Não peço uma goleada, mas já ficaria satisfeito com uma exibição segura (sem permitir oportunidades flagrantes à equipa adversária), que culminasse numa vitória convincente.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Fernando, a RTP e a catástrofe anunciada



Na passada terça-feira à noite, assisti a parte de um programa sobre futebol na RTP (des)Informação, onde pude ouvir dois jornalistas/comentadores, no caso Bruno Prata e Carlos Daniel, supostamente donos da verdade, a discorrerem, com um ar quase constrangido, sobre a forma “incompetente” como os responsáveis do FC Porto tinham tratado dos casos de Otamendi e Fernando.

O caso do Fernando, então, era quase inexplicável. A RTP sabia (sabia!) que o melhor médio defensivo do campeonato português, um jogador considerado insubstituível por todos os comentadores presentes no programa (alguns dos quais torcem o nariz à possibilidade de Fernando ser chamado por Paulo Bento à Seleção da FPF...), ia ser colocado a treinar à parte e não voltaria a vestir a camisola do FC Porto, por se ter recusado a renovar.

Não sei porquê, mas desconfio que no programa 'Grande Área' da próxima terça-feira (e nos outros programas de discussão futeboleira), os “casos” Otamendi e Fernando vão deixar de fazer parte da agenda...

P.S. Na quarta-feira, dia 5 de Fevereiro, quando os ecos me(r)diáticos da novela Fernando estavam no auge, escrevi o seguinte num e-mail enviado a um grupo de adeptos portistas:
«Estou convencido que o Fernando vai continuar a jogar, sairá do FC Porto em Junho e a SAD encaixará alguns milhões de euros em mais-valias. Outros cenários que não este serão, para mim, uma surpresa.»

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O negócio do FC Porto são as vitórias

(Vítor Pereira, Paços Ferreira x FC Porto)

«E o vencedor é...Vítor Pereira. Ganhou por ter a equipa mais consistente e por nunca ter desistido, antes resistido até ao limite e quando tudo prenunciava fracasso. E mais ainda por ter apostado na identidade da equipa como resposta à saída de Hulk, o jogador mais determinante dos campeonatos anteriores. Com os pseudorreforços que lhe deram em janeiro não dava para muito mais na Europa, pelo que ganhou o mais importante que tinha ao alcance. E pela segunda vez, e sem derrotas. Outros - Mourinho, Villas Boas - fizeram melhor, mas ele fez bem e provou que é competente. Quantos o negaram e hoje mordem a língua?

Jorge Jesus é o maior derrotado, mesmo se a época esteve longe de ser má. Num primeiro ano no clube até seria honroso e promissor o que conseguiu: lutar pelo título até ao fim e chegar às finais da Liga Europa (mesmo desprezando a prova) e da Taça de Portugal. Ao quarto ano é curto, e a derrota no campeonato, com a meta à vista e repetindo os erros anteriores (má gestão do grupo e deficientes definição e comunicação de objetivos), é pouco menos que inaceitável. Passado este tempo, Jesus mantém todas as qualidades, e são muitas. O problema é que mantém também os defeitos todos.

Curioso é o facto de o treinador que ganhou poder partir, sem que ninguém exiba um só cartaz na bancada do Dragão a pedir "Vítor fica!", e o que perdeu surja como o redentor indispensável aos olhos de um estádio que na hora da derrota continua a gritar "Glorioso SLB", como se da orquestra do Titanic se tratasse. Em grande parte, os clubes são os seus adeptos, e é a cultura de cada um que aqui se espelha: habituados a grandes vitórias, os do FC Porto são exigentes ao máximo e não se satisfazem em reinar internamente; os do Benfica vivem os traumas de quando os campeonatos acabavam em dezembro e têm o grau de exigência ao nível da indigência. Os do FC Porto consideram que ganham com qualquer um como ganharam com Vítor Pereira. Os do Benfica consideram que só Jorge Jesus lhes permite perder com tanta honra.

Não é só um problema de adeptos, que são diferentes construções de identidade dos próprios clubes: o FC Porto quer sempre ser o melhor, acabar em primeiro, a qualquer custo; o Benfica satisfaz-se em ser o "maior", em número de sócios, nas audiências, nas receitas. Em Janeiro, o FC Porto contrata jogadores, e se não melhora a equipa pelo menos demonstra ambição; já o Benfica dispensa jogadores e não preenche as lacunas evidentes no plantel. Nos últimos anos, e sem tirar mérito à boa gestão de Luís Filipe Vieira (que tem dado ao treinador um plantel que permite lutar com o rival), há uma diferença que resume tudo e explica muito: o negócio do FC Porto são as vitórias e as vitórias do Benfica são os negócios
Carlos Daniel
Diário de Notícias, 22-05-2013


As simpatias clubisticas do jornalista Carlos Daniel são bem conhecidas e, por diversas razões, eu já várias vezes o critiquei ao longo dos últimos anos. Contudo, em relação a este seu artigo de opinião, publicado no Diário de Notícias de hoje, identifico-me totalmente com a apreciação que faz ao trabalho de Vítor Pereira e Jorge Jesus. E, vinda de um benfiquista, a análise fria efectuada à cultura e aos adeptos dos dois clubes é a cereja em cima do bolo. Chapeau!

Nota: A escolha das fotos e os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Maxi, o clássico e o campeonato

(Maxi Pereira e Capel, slb x sporting, 2012/13)

(Maxi Pereira e Viola, slb x sporting, 2012/13)


«6. Que Maxi Pereira insiste na inconsciência e no abuso da agressividade para lá dos limites e que podia sozinho ter comprometido o clássico, e o campeonato. Só ainda não percebeu que André Almeida é mais fiável quem não quis perceber;»

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Os elogios a Vítor Pereira

«A frase de Vítor Pereira, na conferência de imprensa em Guimarães, é muito interessante. Disse o treinador do F.C. Porto que a equipa está como ele quer. E acrescentou algo do género demorou, mas agora está. A frase é dita depois de um mês de janeiro muito forte, com o campeão a empatar na Luz e a massacrar os últimos adversários que tiveram a infelicidade de passar perto.

As palavras de Vítor Pereira recordam-nos também duas evidências que por vezes esquecemos: as equipas têm sempre aspetos a melhorar e melhorar só se consegue com tempo, trabalho e serenidade. Além de competência, claro.

De facto este F.C. Porto está na melhor fase da época, muito seguro, maduro e mais alegre do que em muitos jogos da temporada transacta. Jackson Martinez e Moutinho são dois jogadores de evidente destaque. Mas em nenhum momento se pode dizer que a equipa depende deles. Pelo contrário, é por a equipa estar tão bem que eles sobressaem tanto, sobretudo o colombiano, melhor marcador da Liga. Aliás, creio que o que está a elevar a equipa é antes de mais o crescimento de futebolistas como Mangala, Alex Sandro ou Danilo. E o equilíbrio de Varela, imprescindível num período em que a equipa foi perdendo opções nas alas.

Os laterais acrescentam muito jogo sem que as subidas de ambos desalinhem a equipa (ao contrário do que sucede com Maxi Pereira no Benfica, por exemplo). O central francês tem sido importante no ataque, está mais adulto a defender e impressiona pelo poder físico. Vive uma daquelas fases em que parece crescer a cada jogo.

Como se não bastasse, Vítor Pereira começa a ganhar a aposta em Izmailov, estreou Liedson e está a trabalhar Seba, um jogador que tem deixado indicações muito interessantes.

Se mantiver este apuro de forma em fevereiro e conseguir acrescentar James à equação é legítimo esperar algo relevante na Liga dos Campeões.»
Luís Sobral
in Maisfutebol, 02-02-2013


«Uma jornada aparentemente sem história deixou que contar, sobretudo porque mostrou um FC Porto mais forte que nunca, com capacidade colectiva para esconder ausências individuais e uma qualidade táctica que ofensivamente castiga os adversários (com mobilidade, qualidade na troca de bola e... Jackson Martinez) e defensivamente passa jogos inteiros sem sobressalto (Guimarães foi mais um). Vítor Pereira terá, em definitivo, calado os críticos mais ferozes que várias vezes lhe sugeriram incompetência. Estavam enganados, embora muitos se esqueçam agora do que então disseram ou escreveram. Destaco quatro pontos de força do FC Porto actual:

1. Um modelo que garante eficácia em todos os momentos do jogo e que tem na qualidade do processo defensivo uma imagem de marca. Destaca-se a reacção à perda de bola, a capacidade de "abafar" o adversário, ou seja, uma transição defensiva muito forte, que permite recuperações rápidas e impedem o adversário de ser perigoso, mantendo-o distante da área portista. É uma equipa a quem é muito difícil marcar golos (em casa ainda só sofreu um);

2. Uma evolução significativa do processo ofensivo, com multiplicação de soluções e mais jogadores envolvidos (até Fernando) - seja perante equipas com blocos mais baixos ou mais subidos (como foi o Vitória) -, e trocas posicionais sucessivas que a tornam menos previsível do que era no passado. E com um avançado como Jackson, que tanto é eficaz na área como demolidor se tem espaço para acelerar (como teve em Guimarães), o adversário terá sempre dúvidas sobre o melhor modo de defender;

3. Força invulgar do jogo interior (zona central), com a técnica de recepção e passe a garantir troca de bola de qualidade mesmo em espaços reduzidos, potenciando uma posse objectiva, também pela capacidade de libertar os corredores para a vocação ofensiva de dois excelentes laterais (Alex Sandro mais talentoso, a caminho de ser dos melhores do mundo). É neste ponto que a comparação com o Barcelona faz mais sentido;

4. Muita eficácia na bola parada ofensiva, bem treinada, e com um Mangala invulgarmente poderoso a juntar-se a Jackson e Otamendi (ou Maicon) para dar a melhor sequência à qualidade dos cantos e sobretudo dos livres laterais de Moutinho (ou James).

Nada garante, no entanto, que o FC Porto vá ser campeão, já que o Benfica tem feito igualmente uma época de grande nível e promete luta até ao fim. E, já agora, o sucesso da carreira doméstica de qualquer dos candidatos até pode passar pelo maior ou menor investimento nas provas europeias e pela gestão do desgaste, físico e anímico, delas resultante. No entanto, e ao contrário do que parecia há um par de meses, é agora o FC Porto que parece em vantagem. E não apenas no goal average
Carlos Daniel
in Diário de Notícias, 06-02-2013



----------

É sempre agradável ouvir (ler) elogios destes, mais ainda se estivermos de acordo (como é o meu caso) e, fundamental, quando os elogios são justos e traduzem a realidade dos factos.

Para quem, como eu, se deliciou (e delicia) a ver jogar o Barcelona "inventado" por Guardiola, ver o meu FC Porto a jogar à Barça e, no final dos jogos, ouvir adversários conformados a comparar o FC Porto ao Barcelona ("o Porto está para liga portuguesa como o Barcelona para a espanhola", Alex, capitão do Vitória Guimarães), é algo de inolvidável.

Contudo... fico sempre um pouco apreensivo quando vejo tanta unanimidade nacional (abrangendo jornalistas e comentadores de outras cores clubísticas) em torno do FC Porto. Sinceramente, enquanto as coisas não estão decididas, prefiro ler parangonas do estilo "[o slb é uma] máquina trituradora" ou "[Jorge Jesus é um] exterminador implacável".

Espero bem que todas estas loas não contribuam para um adormecimento competitivo que, num campeonato como este, seria fatal.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Caiu a máscara ao Bruno Prata



29 Janeiro 2012
A seguir ao Gil Vicente x FC Porto (3-1) da época passada, em que a arbitragem de Bruno Paixão fez lembrar um célebre jogo em Campo Maior, Bruno Prata escreveu o seguinte no PUBLICO:

«(…) O FC Porto terminou a primeira parte com razões de queixa da arbitragem de Bruno Paixão, que não assinalou um penálti contra o Gil Vicente (Defour foi atingido por Daniel, aos 23’) nem anulou o lance (Pedro Moreira centrou em posição de fora de jogo) que terminou com a grande penalidade (bem assinalada, por braço na bola de Otamendi) que permitiu aos gilistas aumentar a diferença para dois golos mesmo antes do intervalo. No início da segunda parte ficou ainda por assinalar um outro penálti a favor do FC Porto, quando Kléber é derrubado pelo guarda-redes Adriano. Mas a equipa portista deve principalmente queixar-se de si própria. (…)»

Ou seja, aos 23’, a perder por 0-1, o FC Porto viu-lhe negada pelo árbitro uma grande penalidade indiscutível. Em cima do intervalo, o Gil Vicente marcou o seu 2º golo numa jogada precedida por um fora-de-jogo evidente (mesmo à frente do árbitro assistente). E, como se não bastasse o que se tinha passado na 1ª parte, no início da segunda ficou mais um penalty por marcar a favor do FC Porto.
Apesar das consequências óbvias que este conjunto de más decisões da arbitragem teve no desenrolar do desafio, para Bruno Prata a equipa portista devia principalmente queixar-se de si própria.
Mas, o melhor de tudo foi o título que escolheu para a sua crónica do Gil Vicente x FC Porto:
«FC Porto tinha perdido até com uma arbitragem competente».
Fantástico!


7 Outubro 2012
Título da crónica do FC Porto x SCP publicada pelo PUBLICO:
«Quinze minutos de recital e erros arbitrais»

«No Dragão, os golos caíram na baliza do Sporting como folhas no Outono, com cadência regular, um em cada parte. E foram a expressão inequívoca do domínio exercido pelo FC Porto, da impotência dos “Ocean’s Eleven” e de alguns equívocos arbitrais. Com excepcão do período inicial, não houve, no entanto, uma soberba lição futebolística e o jogo acabou por ficar marcado por algumas polémicas e teatros (dois penáltis mais do que duvidosos). (…)
A segunda parte foi um exercício geométrico, muitas idas e voltas, muita pólvora seca, mas com saldo nulo. O Sporting surgiu mais afoito, mas o FC Porto podia ter resolvido tudo se Lucho não tivesse disparado ao poste, aos 55’, na marcação de um penálti duvidoso (ficou a ideia que Cédric não teve a intenção de tocar a bola com a mão).
(…) mas tudo ficou decidido quando James fez o 2-0, em mais um penálti duvidoso (não ficou claro o agarrão de Boulahrouz a Jackson). Um bom general deve não apenas conhecer o modo de vencer, mas também saber quando a vitória é impossível. Ontem, Oceano não teve tropas e ainda teve contra si o árbitro

Sabem quem escreveu esta crónica? Não, não foi nenhum dos representantes do sporting na comunicação social. Foi o mesmíssimo Bruno Prata!

Não vale a pena chamar à atenção para a diferença entre lances de análise duvidosa (conforme se verificou no FC Porto x SCP) e erros clamorosos de arbitragem (vários no Gil Vicente x FC Porto);
Nem vale a pena referir, que o impacto no desenrolar do jogo, das más decisões dos árbitros nestes dois desafios, foi muitíssimo diferente.
Vale sim a pena reler os títulos das duas crónicas, a ênfase que em ambas foi dado à arbitragem e, cereja em cima do bolo, sublinhar a última frase escrita por Bruno Prata na sua crónica do FC Porto x SCP.

Caiu a máscara ao Bruno Prata. Se dúvidas houvesse, a simples comparação entre estes dois artigos mostra o nível de isenção e coerência deste jornalista do PUBLICO e comentador da RTP.
E o problema é capaz de ser mesmo este. Aparentemente, para se ser comentador de futebol na RTP Porto, dá muito jeito estar nas boas graças do Carlos Daniel (cuja “simpatia” pelo FC Porto é bem conhecida)…

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Os amigos de Carlos Daniel

Quando fui convidado para fazer o Zona Mista, as pessoas que me contactaram sabiam qual a minha tendência clubística
João Gobern, PUBLICO, 04/04/2012


«Não me peçam, nem agora nem nunca, que não festeje um golo do Benfica. Faço-o há muitos anos, desde que me reconheço como gente. (…)
Festejei o golo no enquadramento errado. Se não tivesse consciência plena desse deslize, não tinha posto o meu lugar no “Zona Mista” à disposição ainda antes de as campanhas orquestradas chegarem ao seu destino. Ou seja, tenho consciência de que errei. (…)
Foi infeliz o gesto? Sim. Foi desajustado? Sim. Foi tudo um grande azar? Quero continuar a pensar que sim. Mas não posso sequer garantir, para ser sincero, que não voltaria a fazer-me o mesmo, de uma forma espontânea e não premeditada. (…)
Tendo reconhecido o erro, tendo lamentado o sucedido, há uma pessoa que me obriga a ir mais longe. Por ter apostado em mim quando nada o obrigava, por me ter brindado com este desafio e porque o capítulo final é tão murcho, resta-me pedir desculpas ao meu amigo Carlos Daniel. Garantindo-lhe que há casos em que a memória funciona mesmo.»
João Gobern, Facebook, 07/04/2012


Eu já suspeitava que o convite feito ao João Gobern, para ser comentador na RTP, tinha partido do benfiquista mais famoso de Paredes, mas nada como ser o próprio Gobern a confirmá-lo.

Aliás, não me custa a acreditar que também tenha sido ideia de Carlos Daniel, o convite para um dos árbitros preferidos de Luís Filipe Vieira (Paulo Paraty) passar a ser comentador de arbitragens na RTP.

Evidentemente, o Carlos Daniel tem todo o direito de ser benfiquista e de ter pertencido ao núcleo inicial que fundou a casa do slb de Paredes, mas ao jornalista da RTP, com responsabilidades na RTP Porto e que já pertenceu à Direção de Informação da RTP, pede-se alguma contenção.

Ora, até para defesa do próprio e da sua imagem, Carlos Daniel deveria evitar qualquer envolvimento em convites de amigos seus benfiquistas para a RTP (já nem falo nos almoços com o treinador do slb no restaurante do conhecido Barbas). Até porque, convém não esquecer um “pequeno pormenor”: a RTP ainda é uma empresa do Estado (paga por todos os contribuintes!) a qual, supostamente, presta um serviço público.

P.S. Quando o Carlos Daniel despe a camisola do slb e tira os óculos encarnados, eu até gosto de ouvir as análises e comentários que faz aos jogos de futebol. É pena fazê-lo poucas vezes.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

terça-feira, 22 de março de 2011

Casa do slb em Paredes

«Começaríamos então por referir a eventual questão de quem terá dado o primeiro passo no arranque da C.B.P., julgo não ter particular significado, pois penso que cada um dos muitos benfiquistas existentes em Paredes já teria colocado a possibilidade de deitar mãos a tal tarefa, mas apesar de tudo e como as coisas são feitas com pessoas e essas tem nome, justo será dizer que em Setembro de 1998 se juntaram no Restaurante Paredão em Paredes dúzia e meia de Benfiquistas, e para a história aqui ficam os seus nomes de seguida (Carlos Nunes, Jorge Moutinho, José Madureira, António Samouco, Carlos Daniel, José Maria Alves, António S. Ferreira, Tito Cepeda, Nuno Ruão, Adriano Nunes, José Teixeira, Fernando Arriscado, Silvio Ferreira, Fernando Miranda, Ilidio Meireles, Joaquim Xavier, Artur Santos e António Almeida) para um jantar (...)»
Foto e texto retirados de www.benficaparedes.pt


Carlos Daniel? Estaremos a falar do conhecido jornalista da RTP?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A isenção da RTP (III)


O jornalista Carlos Daniel, que é agora o principal responsável editorial da RTP Porto, anda empolgado com as prestações recentes do seu clube, o slb. O Jornal de Tarde de 14/01/2011 fez uma peça em que releva o facto do slb já levar uma série impressionante de 5 vitórias consecutivas na Liga (agora 6! com a preciosa ajuda do Grande Elmano), tendo até regressado às goleadas. A "máquina destruidora" da época passada voltou. Carlos Daniel até se lembrou de ouvir a interessantíssima opinião do seu amigo cineasta subsídio-dependente com quem prepara meticulosamente o programa Trio d'Ataque. Disse o cineasta que, "shem factorezzz externozzz, o benfica vai sher campeão pois sherá muito difíchil perder pontozzz na shegunda volta". Realmente com arbitragens como a de ontem de Elmano Santos será difícil o slb perder pontos. Seria deste tipo de "factores externos" que António-Pedro Vasconcelos se estaria a referir?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um dano colateral

Antes de ter sido tornado público que Rui Moreira não voltaria a participar no programa 'Trio de Ataque', o jornalista Alfredo Barbosa escreveu um artigo (clicar na imagem ao lado para aumentar) sobre o assunto, o qual foi publicado no semanário Grande Porto da passada sexta-feira.

Desse artigo, destaco a seguinte parte:
«Se bem o conheço, Rui Moreira nunca mais se sentará ao lado de António Pedro Vasconcelos. O Trio de Ataque, tal como existiu durante anos, acabou.
Se bem o conheço, José Alberto Lemos (director da RTPN) considerará que a saída de Rui Moreira não passa de um dano colateral na luta pela audiência.»

Ao contrário de Alfredo Barbosa, eu conheço mal o director de programas da RTPN. Sei que andou pelo jornal Público, pela SIC, pela RDP/Norte e que está na RTP desde 2003. Mas conheço razoavelmente bem o seu braço direito, o benfiquista mais famoso de Paredes, o qual, em Março de 2008, foi convidado para director adjunto da RTPN, tendo na altura José Alberto Lemos afirmado: “Carlos Daniel vai ter uma ligação muito estreita à área informativa, fazendo a gestão da informação do dia-a-dia. Vamos também reflectir em conjunto sobre os programas, o que devemos ou não mudar”.

Depois do que se passou no último Trio de Ataque, em que o próprio pivot do programa chamou à atenção do representante do slb para a ilegalidade que estava a cometer, o mínimo que a direcção de programas da RTPN deveria ter feito era um comunicado, garantindo que não mais seriam toleradas tais situações. Claro que não o fizeram, tamanha é a submissão aos interesses do slb.

Para verem onde a coisa chega, disse-me uma fonte credível que é frequente o cineasta ser visto no gabinete do Carlos Daniel até à hora do programa. E isso é crime? Não, tal como não é crime dois jornalistas da RTP - Carlos Daniel e Hélder Conduto - irem almoçar com Jorge Jesus no restaurante de um conhecido barbudo benfiquista, provavelmente para falarem do tempo...

O que é público e notório é a cumplicidade entre alguns jornalistas e diversos actores do slb. Esse facto, por si só, não põe em causa a sua competência profissional, mas que tipo de imparcialidade se pode esperar desses jornalistas?
Como diz o povo, quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele.


Passámos [RTP-N] de um canal regional para um canal nacional que representa todas as regiões do País. Era um canal que nasceu torto e desprestigiado, mas foi traçada uma estratégia para um canal de informação que se foi solidificando e hoje tem uma situação favorável do ponto de vista das audiências e é uma referência no panorama informativo. O canal precisa de crescer mais. E, mais do que estarmos obcecados com as audiências, apostamos antes em trabalhar com a qualidade, que distingue a RTP como serviço público de televisão”.
José Alberto Lemos, 05/06/2009

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Rui Moreira abandona Trio D'Ataque em directo


Rui Moreira abandonou o programa de hoje Trio D'Ataque, na RTPN, em total desacordo com a forma como a RTP decidiu tratar a questão das "novas" escutas de Pinto da Costa colocadas recentemente no Youtube. Mais uma vez, e à margem da legislação em vigor, a televisão pública decidiu dar voz ao representante do slb para este mencionar as referidas escutas e, inclusive, dizer que "Pinto da Costa pediu árbitros para alguns jogos", facto que nem sequer pode ser provado pela visualização dos videos roubados por alguém do Ministério da Justiça e colocados no Youtube. O video do programa está aqui, não sei por quanto tempo...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Condecorações do 10 de Junho

Hoje, dia 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (ou dia da raça, se o Cavaco insistir na leitura das suas memórias), é altura de reflectirmos sobre aqueles que verdadeiramente se destacaram ao serviço da pátria no último ano, observar os seus honrosos e heróicos feitos e prestar-lhes a merecida homenagem aqui no Reflexão Portista.

Ricardo Costa


Esse bravo dirigente da Liga de Clubes exibe exemplarmente as grandes qualidades do povo luso: a coragem, a determinação, a imparcialidade e o benfiquismo. Este bravo homem resistiu a todas as pressões do maior obstáculo à verdade desportiva, o FC Porto, e procedeu a uma das decisões mais justas de sempre de toda a justiça futebolística: castigou com 4 e 6 meses de inactividade dois jogadores que pontapearam seguranças privados que os tinham cuspido e insultado previamente. A outra decisão de justiça desportiva que saiu desta mente brilhante foi a punição com 3 meses de inactividade de um jogador do Sp. Braga que "tentou pontapear um treinador-adjunto do SLB, tendo este evitado o pontapé com um movimento rotativo inverso, blá, blá, blá...". Mais uma vez, pela coragem patenteada, pela imparcialidade lúcida e pelo serviço à pátria propomos a condecoração com o Grande Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

Rui Costa


Este bravo dirigente do SLB foi o ideólogo e dinamizador dessa que será uma forma de guerrilha táctica comparável à inovação de Aljubarrota e que é o pânico gerado nos túneis entre os balneários e o relvado. Já desde os idos tempos de 2008 que Rui Costa se destacou como um estratega nato na arte de emboscar os adversários nos túneis, ora com o desvio das câmaras de captação de imagens ora com o cerco a adversários sozinhos por um numeroso contingente de seguranças privados que aplicam golpes de karaté nas costas das vítimas, estando o "maestro" a assistir de mãos nos bolsos. Um verdadeiro herói cujos feitos ao serviço da pátria para sempre serão recordados. Assim propomos a condecoração com a Grã-Cruz da Ordem de Aviz.

Olegário Benquerença, Lucílio Baptista, Bruno Paixão e João Ferreira


Estes são os quatro bravos membros da arbitragem portuguesa, quais quatro cavaleiros do Apocalipse, que mais se notabilizaram pelos seus nobres feitos dentro e fora do relvado ao longo das últimas épocas futebolísticas. Muito haveria por dizer da sua coragem, da sua imparcialidade, da sua lucidez e da sua verticalidade. Para eles propomos a condecoração como Cavaleiros da Ordem do Infante D. Henrique (que visa distiguir os serviços relevantes à pátria, no país ou no estrangeiro, e os serviços de expansão da cultura portuguesa e dos seus valores).

Prosegur


A empresa que prestou um excelente serviço à pátria quando enviou para o túnel da Luz colaboradores seus especializados em apaziguar os ânimos, reunir consensos e, principalmente, proteger os jogadores de futebol, para que não hajam distúrbios na sua zona de influência. De destacar a bravura de dois dos seus efectivos que enfrentaram sem temor dois temíveis vândalos altamente agressivos que vestiam de azul e branco. Para esta entidade propõe-se o grau de Membro Honorário da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

Rui Santos


Este ilustre cidadão português discorre semanalmente durante várias horas sobre temas com grande interesse e relevo nacional numa estação televisiva. Os seus momentos de maior lucidez devem ser lembrados, nomeadamente aquele em que de forma corajosa apelidou a Justiça civil de "contaminada" depois da absolvição de Pinto da Costa de todos os crimes de que estava acusado. A sua luta é a sua verdade desportiva. Mas de todas as suas virtudes aquelas que mais lhe devem ser reconhecidas são o extremo bom gosto na escolha de fatos, gravatas e botões de punho e a forma brilhante (literalmente) como conserva semanalmente a sua frondosa cabeleira lavada em azeite colhido ao luar. Para ele reservámos o grau de Cavaleiro da Ordem de Sant'Iago da Espada.

Carlos Daniel


Este director de programas da RTP fez um trabalho muito meritório no acompanhamento semanal das prestações do conhecido septuagenário cineasta do programa Trio d'Ataque. Este tipo de voluntarismo só enobrece quem o pratica. Carlos Daniel chegou mesmo a prestar esse precioso auxílio em directo num dos programas em que o habitual pivot, Hugo Gilberto, não esteve disponível. Foi comovente! Só pode ser má-fé publicarem artigos que insinuem que o Carlos Daniel é benfiquista e faccioso. Não deixaremos de lembrar um homem com esta dedicação à causa pública e assim condecorá-lo com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Caiu-lhes a máscara


«O que é que faz o treinador do Benfica no restaurante de um conhecido barbudo benfiquista, na companhia de dois... jornalistas da RTP? Almoça, naturalmente. E conversa. Mas sobre que temas? O Labaredas suspeita que Jorge Jesus não estará propriamente interessado no jornalismo ou em recordações de um defunto programa dominical, por isso o assunto que os une nesta altura é, indiscutivelmente, outro: o vermelho.
«Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és». Neste caso, o que és. Se Carlos Daniel e Hélder Conduto fossem «apanhados» a almoçar em grande cumplicidade com os técnicos do Paredes e de um clube do interior alentejano ou gritassem, alto e bom som, em pleno local de trabalho, que o clube da sua terra é o maior, não viria mal ao mundo.
Assim, porém, é mais grave e despudorado: Que tipo de imparcialidade pode esperar-se quando, amanhã, coordenarem ou comentarem trabalhos sobre o Benfica e, já agora, sobre algum dos rivais azuis e brancos e verde e brancos?»
in Labaredas, 18/09/2009


A "isenção" dos jornalistas Carlos Daniel e Hélder Conduto não é novidade. Já tínhamos falado dela em dois artigos:
Livre conduto para denegrir o FC Porto
Co(s)me e cala!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Co(s)me e cala!

09/03/2008, FC Porto x Academica: Cosme expulsa Mariano com um vermelho directo


Após a derrota do SLB em casa perante os seus "amigos" de Guimarães, o FC Porto recebia a Naval e tinha hipóteses de aumentar a vantagem para o 2º classificado.
Embora o favoritismo fosse dos dragões, convém não esquecer que o FC Porto tinha efectuado um jogo intenso a meio da semana para a Liga dos Campeões e não podia contar com aquele que tem sido o maior desequilibrador do seu ataque – Hulk. Além disso, a última derrota dos portistas tinha sido precisamente frente à Naval e nos últimos cinco jogos no Dragão tinha vencido apenas um, contra o Rio Ave, com o(s) golo(s) da vitória a serem obtidos nos últimos minutos.

Por tudo isto, era muito importante que o FC Porto entrasse bem no desafio e conseguisse marcar cedo, sob pena da intranquilidade e nervosismo tomar conta de equipa e tudo se complicar. Ora, é precisamente aqui que entra em jogo, e de que maneira, o árbitro Cosme Machado, o qual, na primeira meia-hora e com o resultado ainda em branco, não assinalou dois penalties a favor dos dragões.


O primeiro é claríssimo e foi logo aos 9', quando o guarda-redes da Naval saiu aos pés de Lisandro e, sem jogar a bola, derrubou o avançado do FC Porto ostensivamente. Para além do penálti que ficou por assinalar, o árbitro bracarense deveria também ter mostrado o vermelho a Peiser, porque impediu uma clara oportunidade para obter golo.

O segundo penálti que ficou por assinalar foi aos 28' quando, após uma rotação de Lisandro, Paulão o agarrou pelo ombro direito. Como se não bastasse o penálti que não assinalou, Cosme ainda por cima mostrou o cartão amarelo a Lisandro, o que o irá impedir de jogar na próxima jornada na difícil deslocação a Guimarães.


Estes dois lances não deixaram qualquer dúvida aos ex-árbitros que constituem o painel do 'Tribunal de O JOGO', que também são unânimes na apreciação a um terceiro penálti que ficou por assinalar, por falta de Dudu sobre Cissokho (90'+2), num lance em que a falta é iniciada fora mas termina bem dentro da área da Naval.

Aliás, os lances dos dois primeiros penalties (não assinalados) foram também apreciados por Rui Santos no 'Tempo Extra', o qual não teve dúvidas sobre os erros da arbitragem em claro prejuízo do FC Porto.


Em resumo, três penalties a favor do FC Porto não assinalados, uma expulsão perdoada ao guarda-redes da Naval (equipa que deveria ter ficado a jogar com menos um logo aos 9 minutos de jogo) e Lisandro excluído da difícil deslocação a Guimarães.
Brilhante desempenho do "Colina português"!
Qual será a pontuação que este “predestinado” do apito irá ter?
Quantos jogos irá para a "jarra"?
Aguardemos as decisões do senhor Vitor Pereira...

E como é que a comunicação social viu estes lances?

Bem, nós (portistas) estamos habituados a que as decisões da arbitragem que prejudicam o FC Porto sejam completamente branqueadas (viram as capas dos jornais desportivos de hoje?), mas o que se passou no 'Domingo Desportivo' de ontem à noite raia o inacreditável.


Tudo começou na selecção dos lances que Carlos Daniel colocou à apreciação dos dois especialistas residentes – Cruz dos Santos (um histórico de A BOLA) e Paulo Paraty (o árbitro preferido de Luis Filipe Vieira, conforme ficou demonstrado nas escutas).
Dizendo que havia vários lances polémicos nas áreas, principalmente na da Naval (viu algum na do FC Porto?), dos três possíveis penalties que ficaram por assinalar, Carlos Daniel escolheu apenas o segundo (o menos visível dos três), a que juntou um segundo lance, correspondente a um corte na queima de um jogador da Naval sobre Lisandro à entrada da área figueirense.
Podia-se pensar que a escolha de apenas dois lances tinha sido por limitações de tempo, mas o mesmo Carlos Daniel seleccionou três lances para apreciação no jogo do SLB e quatro no do Sporting...

Relativamente ao lance em que Paulão agarrou Lisandro pelo ombro direito, a introdução de Carlos Daniel é notável. Segundo ele, mais do que discutir se era penálti, importava avaliar se o amarelo mostrado ao Lisandro se justificava ou não (como se uma coisa não decorresse da outra). Os três lá chegaram à conclusão que sim senhor, o amarelo tinha sido exagerado…

Para encerrar o assunto, Carlos Daniel termina dizendo qualquer coisa como "a arbitragem de Cosme Machado sai, então, ilibada".
Ilibada?!! Tenho de ir a um otorrinolaringologista, porque devo andar a ouvir mal.

O mais incrível disto tudo é o benfiquista mais conhecido de Paredes, que veste a pele de jornalista pseudo isento, ter conseguido não ver aquilo que até o António Rola viu: 3 (três!) penalties a favor do FC Porto que ficaram por assinalar.
Por menos, muito menos do que isto, encheram-se primeiras páginas de jornais com palavras eloquentes como “Escândalo” ou “Roubo”.

O Carlos Daniel já tinha dado mostras da sua “isenção” na forma como moderava o ‘Trio de Ataque’, mas desde que se transferiu para pivot do ‘Domingo Desportivo’ tem sido um festival. A forma habilidosa, para não dizer manhosa, como selecciona os lances polémicos e, inclusivamente, orienta os comentários dos dois elementos acima referidos é já uma imagem de marca.

Perante tudo isto – nomeações cirúrgicas, arbitragens escandalosas e manipulação da comunicação social, incluindo a pública – o que fez, ou disse, a SAD portista?
É caso para dizer: Co(s)me e cala!

Fotos: Maisfutebol

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Livre conduto para denegrir o FC Porto

«Os Donos da Bola reflectem muito aquela curiosidade pacóvia que temos quando paramos a ouvir uma conversa de peixeiras ou quando se organiza uma enorme fila de carros que pára na estrada só para ver os mínimos estragos de um simples toque de dois veículos. (...)
Misturam-se também, neste programa semanal, outras coisas bem menos felizes: relembro a entrevista da semana passada, de José Manuel Mestre ao secretário-geral da UEFA, Gerhard Aigner, em que se tentava conduzir a entrevista conduzindo o entrevistado com perguntas canhestras como "Sabe que o Sr. Pinto da Costa insultou dois árbitros no ano passado?". Aigner é raposa velha e, com um indisfarçável ar de enfado, foi-lhe respondendo educadamente. Fazia lembrar François Mitterrand, que no primeiro septanato na Presidência da França, chamou um dia a Giscard d'Estaing "le petit telegraphiste", porque este andava pela Europa a fazer queixinhas do Presidente do seu país.»
Manuel Queiroz, PÚBLICO de 01/12/1996


Alguém na RTP lembrou-se de enviar um jornalista a Madrid para fazer uma entrevista ao ex-jogador do FC Porto Paulo Assunção a qual, pela forma insidiosa como foi conduzida e pelas perguntas canhestras que foram feitas, me fez recordar a entrevista de há 12 anos atrás de José Manuel Mestre (jornalista da SIC) a Gerhard Aigner.

Estranhamente (ou não) a entrevista, conduzida (e de que maneira!) pelo jornalista Hélder Conduto, não teve qualquer pergunta sobre o actual clube de Paulo Assunção, sobre a adaptação do jogador a uma nova realidade (cidade, país, clube ou campeonato), ou sequer sobre o desempenho do Atlético de Madrid e as perspectivas dos colchoneros para esta época.
Não, o interesse do jornalista da RTP era outro. Queria que o jogador dissesse porque razão não tinha renovado pelo FC Porto.

Ora, conforme é público, o processo da renovação do médio-defensivo brasileiro arrastou-se durante toda a época 2007/08, com o jogador a recusar as sucessivas propostas que a FCP SAD lhe fez. De forma resumida, relembremos o que aconteceu nos últimos meses da época passada.

Em 2 de Fevereiro de 2008, após a vitória (4-0) sobre o U. Leiria, Paulo Assunção foi confrontado com os rumores que havia na comunicação social, sobre a possibilidade de abandonar o FC Porto mediante o pagamento de uma indemnização equivalente ao valor dos seus salários até ao final do contrato. O jogador afastou liminarmente esse cenário afirmando:
Também vi isso nos jornais, que posso sair pagando os salários, mas o meu empresário está a falar com a direcção do FC Porto.
A minha vontade é ficar aqui, mas ainda não há acordo. Eles [FC Porto] estão a apresentar uma situação boa para eles, eu estou a apresentar uma situação que seria boa para mim.
Interesse de outros clubes? Só sei pelos jornais, tenho contrato até 2009 e quero ficar aqui.”

Em 23 de Fevereiro de 2008, após a vitória (3-0) sobre o Paços de Ferreira, Paulo Assunção voltou a negar a existência de contactos com outros clubes e afirmou:
Como está a minha renovação? Confirmo que o meu empresário está a falar com o FC Porto e que o processo está em marcha. Estamos na fase das negociações”.

Perante as sucessivas recusas do jogador às propostas de renovação que a SAD portista lhe ia apresentando e aos rumores, cada vez mais fortes, de que o jogador ia rescindir o contrato recorrendo à lei Webster, em 13/03/2008 o seu empresário – Ilson Visconti – veio a público reconhecer que o médio brasileiro estava a ser aliciado para rescindir contrato com o FC Porto no final da época.
É verdade que têm surgido muitos empresários a propor essa saída ao Paulo. Ele foi aliciado para rescindir com o clube no final da época, pedem-lhe para fazer isso, mas o jogador quer ficar”.

No dia 22 de Abril de 2008, O JOGO publicou uma notícia onde refere:
«Paulo Assunção tem contrato com o FC Porto até 2009 e os portistas pretendem prolongá-lo até 2012, intenção que tem encravado nas exigências do jogador, consideradas pouco razoáveis pela administração da SAD. Paulo Assunção é um dos elementos nucleares da equipa de Jesualdo Ferreira, mas não é internacional e já tem 28 anos de idade.»

Finalmente, e culminando aquilo que toda a gente já tinha percebido (o jogador não ia renovar porque tinha propostas de clubes estrangeiros que a FCP SAD não poderia cobrir), a 30/04/2008 a agência Lusa divulgou a seguinte notícia:
«Continuam as especulações da imprensa sobre o alegado assédio do Atlético de Madrid a jogadores portistas. Depois de Raúl Meireles e Lucho González, a imprensa desportiva fala em Paulo Assunção, atestando que os responsáveis do emblema madrileno perguntaram à SAD portista o preço do passe do jogador.
O processo de renovação de Assunção com o Porto prossegue sem acordo e diz-se que o brasileiro solicita um aumento desmesurado no salário para prolongar o actual vínculo que se prolonga até ao fim da próxima época.»

Há muito que se falava no Atlético de Madrid como estando por trás das sucessivas recusas do Paulo Assunção em renovar o contrato, mas esta noticia da Lusa, de finais de Abril, veio clarificar a situação.


Eu percebo muito bem que em vésperas de vir ao Estádio do Dragão, dê jeito ao jogador dizer que não renovou por causa do episodio das ameaças que lhe foram feitas à saída de um treino. Contudo, há um pequeno “pormenor” que desmente esta versão. Este incidente ocorreu em 15/05/2008, numa altura em que já era público que o jogador ia rescindir o contrato porque tinha quem lhe pagasse mais (até os nomes dos clubes interessados eram do domínio público).

Sendo isto mais que óbvio (há enumeras noticias da altura que o confirmam), porque razão a RTP enviou um jornalista a Madrid cujo único propósito pareceu ser reescrever a história, ignorando deliberadamente factos que tinha obrigação de conhecer?

Mais. No final da entrevista, o pivot do ‘Domingo Desportivo’, o mais famoso adepto do União Sport Clube Paredes - Carlos Daniel -, virando-se para António Tadeia comentou que as declarações de Paulo Assunção iam dar umas manchetes de jornais (sim, de manchetes anti-Porto percebem eles...).

Mas o que é que as declarações do médio brasileiro têm de novo para justificar manchetes?

Nada. A única coisa de novo é a contradição entre o que Paulo Assunção afirmou à RTP (“disseram-me que, se não renovasse até quarta-feira, levaria um tiro num joelho”) e o que tinha dito há um mês atrás, em entrevista a O JOGO (edição de 26/12/2008), em que disse que um grupo de adeptos que tinha assistido ao treino ameaçara partir-lhe uma perna.

De resto é uma notícia requentada, porque no próprio dia em que o incidente se verificou (há mais de oito meses!), a comunicação social deu conta do mesmo, tendo sido amplamente noticiado por televisões, rádios e jornais.

«Paulo Assunção, jogador do Futebol Clube do Porto, apresentou queixa na PSP, contra desconhecidos. O jogador contou à polícia que tinha sido ameaçado à saída do treino de terça-feira, por quatro indivíduos.
Os indivíduos aconselharam-no a assinar a renovação de contrato com o FC Porto nos próximos dois dias ou poderia sofrer consequências físicas.»
in SIC online, 15/05/2008 10:49

Por tudo isto volto a perguntar: o que pretende a RTP com este tipo de campanhas anti-FC Porto?
Competir neste "campeonato" com a TVI, 'Correio da Manhã', Record e 'A Bola', para ver quem conquista a maior fatia de simpatia entre os milhões de frustrados que odeiam os actuais Tri-campeões nacionais?

Relativamente ao jornalista Hélder Conduto, após ter trocado (em Maio de 2006) a TSF e a SIC pelo grupo RTP, tendo assumido a função de coordenador de desporto da estação pública, este benfiquista natural de Aljustrel mostra que tem ambição e que sabe qual é o caminho mais curto para chegar ao topo.

Parabéns Hélder, mais uma ou duas entrevistas destas e és promovido. Aliás, até já tenho uma sugestão para os anúncios da tua próxima entrevista:
«Exclusivo RTP. Saiba o verdadeiro motivo de Adriaanse se ter pirado do Porto».
Já imaginaram as manchetes bombásticas que uma entrevista com o holandês podia dar?
Até já estou com água na boca... É desta que vamos entalar o Pinto da Costa!


P.S. Algumas das perguntas que o jornalista da RTP se “esqueceu” de fazer ao Paulo Assunção:
- Em Junho de 2004 tinha um compromisso verbal com o Sporting mas acabou por assinar pelo FC Porto. Quanto é que o FC Porto lhe ofereceu a mais do que o Sporting?
- Quando assinou contrato com o FC Porto fê-lo até Junho de 2009. Assinou o contrato com o FC Porto coagido ou ameaçado por alguém?
- Alguma vez o FC Porto desrespeitou compromissos que tinha consigo, nomeadamente ao nível de salários ou prémios?
- Apesar de não ter chegado a um entendimento para a renovação do contrato com o FC Porto, alguma vez foi colocado de parte ou deixou de ser convocado por causa dessa situação?
- Acha bem que recorrendo à lei Webster os jogadores possam desrespeitar contratos que assinaram livremente, enquanto que os clubes são obrigados a cumprir os contratos até ao último dia?
- Foi apenas em 2007 que soube do interesse do Atlético de Madrid na sua contratação, ou antes disso já tinha havido contactos com o seu empresário?
- É coincidência que o Paulo Assunção tenha sido contratado pelo clube de que mais se falou durante os longos meses em que andou a negociar a renovação com o FC Porto?
- O Atlético de Madrid pagou ao Paulo Assunção, ou o seu empresário, algum prémio por assinatura do contrato?
- A proposta do Atlético de Madrid era superior à do FC Porto? Qual era a diferença anual (em centenas de milhares de euros)?